praquemvivenocampo

  • Governo do Estado firma convênio com o município de Vargem e garante instalação de ponte na Comunidade de Marondin

    Na quarta-feira, 26, o Governo do Estado de Santa Catarina, por intermédio da Agência de Desenvolvimento Regional de Campos Novos, firmou convênio com o município de Vargem para a instalação de uma ponte na localidade de Marondin.

    Através do convênio, serão investidos R$ 50 mil na instalação das cabeceiras em concreto para a fixação do kit ponte, que foi doado pela Defesa Civil no ano passado. Com isso, a comunidade não mais precisará utilizar uma estrutura antiga e de madeira para se deslocar para a cidade de Vargem, oferecendo maior segurança e trafegabilidade aos usuários daquele trecho.

    Além dos R$ 50 mil reais investidos pelo Estado, a obra contará ainda com R$ 8,5 mil reais em contrapartida do poder público municipal.

    Para o secretário executivo de desenvolvimento regional, Jairo Luft, essas pequenas ações do Estado junto aos municípios garantem a execução de obras importantes para a comunidade. “O Estado tem prestado ajuda aos município, oportunizando que obras de grande valia para a comunidade sejam executadas. Esse é um trabalho importante, feito com poucos recursos, mas que garantem melhora para a população”, explicou.

    Informações adicionais para a imprensa:
    Camila Bebber Gomes
    Assessoria de Imprensa
    Agência de Desenvolvimento Regional de Campos Novos
    E-mail:  comunicacao@cnv.adr.sc.gov.br / camilabebber@hotmail.com 
    Telefone: (49) 3541-3331 / 98804-5306 / 98837-9276
    Site: sc.gov.br/regionais/camposnovos

     

  • ADR assina convênio de R$ 100 mil para recuperação de estradas em Quilombo


    Foto: ADR Quilombo

    Na tarde desta quinta-feira, 18, foi assinado um convênio entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Quilombo, no valor de R$ 100 mil, para recuperação de estradas do interior. Os recursos são do Fundo do Desenvolvimento Social e deverão ser investidos nas linhas São Judas, Salto Saudades, Camargo, São Brás, Barra do Quilombo e Vista Alegre.

    Segundo o prefeito Silvano de Pariz, o recurso vem em boa hora, pois o município está investindo de “forma maciça” na recuperação de estradas após os primeiros meses terem sido mais concentrados na organização da gestão.

    O secretário executivo da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Quilombo, Jaksom Castelli, agradeceu a participação dos vereadores, servidores da ADR e integrantes da gestão municipal no ato de assinatura.

  • Agricultores do Alto Vale lembram realizações e dificuldades da vida no campo

    Moacir Barbetta trabalha na agricultura desde criança - Foto: Helena Marquardt/ADR Ibirama

    “Trabalhamos de segunda a segunda e não dá para desanimar.” A frase do produtor de leite Moacir Barbetta, de Presidente Getúlio, resume bem a rotina dos milhares de agricultores catarinenses, muitos do Alto Vale do Itajaí, que são os responsáveis por produzir boa parte dos alimentos vendidos no país, e  estão sendo lembrados ao longo da semana em diversas festas em homenagem a colonos e agricultores.

    Moacir entende como poucos a rotina na agricultura e destaca que para quem acorda cedo, antes mesmo do sol nascer, é preciso perseverança e força de vontade. Hoje, com 46 anos, o morador da localidade de Ribeirão Sabiá, conta que faz parte da terceira geração da família trabalhando no ramo leiteiro e desde criança precisou ajudar no cuidado com os animais para garantir o sustento da casa. “Com sete anos já tinha que ajudar na ordenha, na limpeza das instalações e conforme a idade ia avançando as responsabilidades aumentavam” lembra.

    Apesar de todos os desafios, e ao contrário da maioria dos jovens que preferem abandonar a agricultura e viver em grandes centros, o getuliense que estudou apenas até  a quarta série do ensino fundamental diz que sempre gostou da lida no campo e quis dar sequência ao trabalho realizado pelos pais. “Isso já veio dos meus avós e não quis deixar. Claro que a gente foi melhorando as instalações e investindo em tecnologia e fazendo cursos, mas jamais pensei em largar tudo. O que eu mais gosto da minha vida na agricultura é ver que o trabalho que a gente faz para as outras pessoas porque alguém tem que produzir os alimentos.”

    Ele conta que há cerca de cinco anos decidiu investir na propriedade e graças a modernização das instalações, com a compra de uma ordenhadeira canalizada, hoje a produção de leite chega a 15 mil litros por mês e exige dedicação para cuidar dos 62 animais da propriedade.

    Além da venda do leite a família ainda faz produtos como queijo e doces para ajudar na renda ao final do mês e é através do dinheiro que ganha na agricultura que ele sustenta a esposa e as filhas de 11 e 2 anos. Para o futuro,  sonha em vê-las formadas na faculdade e morando na propriedade. “Claro que elas têm que escolher a profissão que querem seguir, mas eu ficaria feliz se elas continuassem o nosso trabalho.”

    Agricultura como base da economia

    No Alto Vale a agricultura representa uma parcela importante do movimento econômico e em alguns municípios como Presidente Nereu esse percentual chega a 82%. Em Vitor Meireles 65% da economia é baseada na produção do campo, já em Witmarsum o número é 55,7%.

    Apesar de contar com pouco mais de 30% de representatividade econômica, a agricultura de Presidente Getúlio é considerada como uma das mais fortes na região e garante o sustento ao maior número de famílias: são cerca de 1.100 vivendo exclusivamente da renda que vem do trabalho no campo.

    Luciano Pereira também faz parte desse número e herdou da família o amor pela agricultura, mas lembra que no passado já decidiu se aventurar em outros setores. Trabalhou como frentista até retornar para a agricultura em 2010. Hoje ele produz cachaças, licores, açúcar, doces artesanais, rapadura e melado junto com a esposa e afirma que o negócio próprio é a realização de um sonho. “Comecei fazendo mil litros de cachaça por ano e hoje a produção já é de 125 mil”.

    Alto Vale do Itajaí - Agricultores lembram realizações e dificuldades da vida no campo
    Luciano Pereira deixou o campo, mas decidiu voltar para a agricultura em 2010 - foto: Helena Marquardt/ADR Ibirama

    Para pequenos produtores como Luciano a consultoria de técnicos da Epagri também vem sendo fundamental.  Foi graças à participação em diversos cursos gratuitos que  ele conseguiu melhorar os resultados e hoje sabe que o atendimento e a qualidade do produto são essenciais, uma receita que hoje traz a realização profissional e pessoal.  “Posso dizer que hoje sou muito feliz e meus planos são todos de investir e continuar aqui”, finaliza.

    Governo de SC incentiva permanência no campo através de diversos programas

    Reconhecendo a importância do trabalho de agricultores como Moacir e Luciano, a gerente de Políticas Socioeconômicas Rurais e Urbanas da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Ibirama, Edna Beltrame Gesser, revela que o Governo de Santa Catarina tem incentivado a permanência no campo através de diversos programas, como por exemplo o Terra Boa, que só nos municípios que compõem a Regional,  investiu  em 2017 R$621.968,54 em calcário, kits forrageira, sementes de milho  e kits de apicultura.

    Mais informações para a imprensa:
    Helena Marquardt
    Assessoria de comunicação 
    ADR Ibirama
    Fone (47) 3357-8908 / (47) 98819-9350
    E-mail: imprensa@iir.adr.sc.gov.br
    Site: sc.gov.br/regionais/ibirama
    Facebook: www.facebook.com/regional.ibirama

     

  • Agricultura tem destaque no Dia de Ação de Governo, em São Miguel do Oeste


    Foto: Gisele Vizzotto

    A segunda edição do Dia de Ação de Governo da Agência de Desenvolvimento Regional de São Miguel do Oeste foi realizada nesta quarta-feira, 24, com a presença do secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa. O dia contou com a inauguração da nova da Gerência Regional da Epagri de São Miguel do Oeste, além de visitas em propriedades e empreendimentos apoiados pelo SC Rural.

    >>> Confira mais fotos 

    “Foi um dia muito proveitoso. Conhecer as realidades de cada região é muito importante para nosso trabalho. Existem os programas da Secretaria de Estado da Agricultura, mas precisamos saber o que melhor atende. Ninguém fica numa atividade que não dá lucro, que não tem conforto, que não tem estrutura. E melhorar tudo isso é o nosso trabalho”, declarou o secretário Moacir Sopelsa.

    Dia de Ação de Governo
    Após o atendimento à imprensa e café da manhã com lideranças e convidados da região, foi realizada a inauguração da nova sede da Epagri. O local, anexo ao Centro de Treinamento da Epagri de São Miguel do Oeste (Cetresmo), foi reformado e recebeu o investimento de R$ 185 mil do Governo do Estado, por meio do SC Rural. “Teremos uma economia em aluguel de mais de R$ 60 mil ao ano. Em pouco mais de três anos, o valor investido irá retornar”, garantiu o gerente da Epagri, Jonas Ramon, que também destacou o trabalho realizado pelos servidores da empresa na região. “Em 2016, foram mais de 27 mil assistências realizadas”, complementou.

    SC Rural

    Após o almoço, a comitiva do Governo do Estado - que, além do secretário Sopelsa, contou com a presença do secretário adjunto, Airton Spies, do presidente da Epagri, Luiz Hessmann e do secretário executivo Volmir Giumbelli -, visitou a propriedade de Marcos Bender, sua esposa Elizete e seu filho Arthur, no interior de São Miguel do Oeste. Desde 1988, a propriedade trabalha na produção de leite, mas em 2012 a família investiu e recebeu o apoio do Governo do Estado por meio do SC Rural e Epagri, o que fez dobrar a margem bruta mensal, passando de R$ 4.368 para R$ 8.402.

    Com 26 gados leiteiros, Marcos passou a produzir 16.175 litros ao ano por hectare. A família recebeu o apoio de R$ 2 mil do SC Rural, mais o kit forrageira e apoio técnico da Epagri. “O investimento é baixo diante do retorno que estão tendo. Esse é o trabalho da Epagri que gratifica todo o esforço da família e dos extensionistas”, afirma o presidente Hessmann.

    Dia de Ação de Governo

    Também com o apoio do SC Rural, foi visitada a sede do Condomínio de Armazenagem Comunitário São João, na comunidade Ferreira de Guaraciaba. A associação de 12 produtores, presidida por Gilmar Moretto, recebeu R$ 150 mil do programa estadual. Foram adquiridos equipamentos para secagem de grãos. O Dia de Ação de Governo se encerrou no Museu Edvino Carlos Hoelscher, na Linha Olímpio de Guaraciaba, onde estão expostas mais de 7,5 mil peças.

    Informações adicionais para a imprensa
    Gisele Vizzotto
    Assessoria de Imprensa
    Agência de Desenvolvimento Regional de São Miguel do Oeste
    E-mail: imprensa@sge.adr.sc.gov.br
    Telefone: (49) 3631-2901 / 98837-7422 / 98801-4797
    sc.gov.br/regionais/saomigueldooeste

  • Catálogo de cultivares 2013/2014

    Catálogo com os principais cultivares desenvolvidos pela Epagri

  • Compra de merenda escolar de pequenos produtores fortalece agricultura familiar em Santa Catarina


    Foto de Arquivo: Osvaldo Nocetti / SED

    Para muitos alunos da Rede Estadual de Ensino de Santa Catarina a merenda escolar é uma importante aliada no desenvolvimento e garante refeições completas e balanceadas que muitos estudantes carentes dificilmente têm em suas casas. Mas além de beneficiar crianças e adolescentes, os alimentos servidos diariamente nas escolas também fortalecem a agricultura familiar. Só neste ano o Governo do Estado vai adquirir quase R$ 20 milhões de produtos para a merenda escolar e a compra é decisiva para que pequenos produtores continuem no campo.

    Roseli Fossa sabe bem dessa importância. A empresa familiar que ela administra foi criada pelo pai em 2006, em Vitor Meireles, e desde então abastece principalmente a merenda escolar. Só em março ela vendeu aproximadamente R$ 67 mil em filés de tilápia. “Hoje já compramos de produtores de toda a região, limpamos, fazemos o filé e depois vendemos para o Estado. Nossa produção é de mais ou menos 13 toneladas de filé por mês”.

    Ela lembra que mesmo após o falecimento dos pais, procurou continuar o sonho da família e a produção continua crescendo a cada ano graças a venda para o Governo do Estado. “Hoje já compramos mais um caminhão e a ideia é ampliar para aumentar a produção porque já não estamos mais dando conta”.

    A história de Roseli se confunde com a de tantos outros milhares de catarinenses que encontram na venda de alimentos para a merenda escolar um incentivo e fonte de renda extra. Em Dona Emma, por exemplo, o negócio tem dado tão certo que os produtores resolveram se organizar e fundar a Cooperativa da Agricultura Familiar do Vale do Itajaí (Coorpefavi), um instrumento que tem facilitado ainda mais a comercialização dos produtos.

    Atualmente a cooperativa conta com 266 sócios de 15 municípios da região, entre eles as agricultoras Laurita Meneguelli, Catarina de Oliveira e Solenir Sabel, que dividem a rotina na roça com a produção de pães, cucas e bolachas. Elas vendem em média quase 600 quilos de biscoitos por mês e cerca de 50 quilos de pão que complementam a merenda dos estudantes. “Agora já vai fazer dois anos que estamos com a padaria. No começo foi pesado porque bancamos os ingredientes do bolso, mas depois foi melhorando e não temos do que reclamar.” conta Laurita.

    Catarina lembra que dessa o trio não precisa sair de casa para tentar comercializar os produtos e mesmo assim a venda é garantida, o que facilita bastante o trabalho e deixa as agricultoras motivadas para continuar no ramo. “No começo até tentamos vender de casa em casa, mas muita gente não pagava certinho, por isso optamos em ficar só na merenda escolar e estamos muito contentes”.


    Foto: Helena Marquardt / ADR Ibirama

    O presidente da Cooperfavi, Valdecir Caxoeira, garante que o resultado das vendas de 2015 e 2016 ainda estão sendo comemorados e fortaleceram muitas agroindústrias da região. “Vendemos bastante panificados, produtos in natura e agroindustrializados como suco de uva, farinha de milho e de mandioca, doce de frutas, entre outros. Só no ano passado vendemos mais de R$ 1 milhão para a merenda, um valor agregado que na nossa avaliação é muito importante para manter esses agricultores no campo e garantir a qualidade da merenda servida nas escolas.”

    A lei estabelece que pelo menos 30% dos produtos sejam adquiridos da agricultura familiar, e segundo o gerente de Educação, da 14ª ADR, Nilo Poffo, todos saem ganhando. “Acredito que comprando da agricultura familiar estamos fornecendo um alimento fresco, saudável e contribuindo com o desenvolvimento da região, afinal a agricultura, especialmente a familiar, é a base de nossa economia”, finaliza.

    Informações adicionais para a imprensa:
    Helena Marquardt
    Assessoria de comunicação ADR Ibirama
    Fone (47) 3357-8908 / (47) 8819-9350
    E-mail: imprensa@iir.sdr.sc.gov.br

  • Curso de aprofundamento em bovinocultura de leite da Epagri de São Miguel do Oeste traz novas perspectivas para jovens

     

    Bovinocultura de leite
    Foto: Arquivo Epagri

    Fabiane Sehn e Cristiane de Matos têm o mesmo objetivo no curso de Aprofundamento em Bovinocultura de Leite para Jovens Rurais: aperfeiçoar o trabalho com o gado leiteiro nas propriedades de seus pais em que elas são sucessoras. Promovido pela Epagri, a turma abrange estudantes de 20 municípios das Regionais de São Miguel do Oeste, Palmitos, Maravilha, Itapiranga e Dionísio Cerqueira. A abertura foi realizada nesta terça-feira, 25, no auditório do Centro de Treinamento da Epagri de São Miguel do Oeste (Cetresmo).

    Fabiane tem 28 anos, e reside na comunidade Beato Roque em São João do Oeste. Ela já experimentou sair da casa dos pais, morar na cidade, mas voltou para investir e ajudar na administração da propriedade da família, juntamente com os irmãos. “Nossa principal renda é o gado leiteiro. É muito importante ter o conhecimento para viabilizar o negócio. Estamos investindo na área para melhorar cada vez mais”, afirma.

    Cristina tem apenas 20 anos, mas já está liderando a administração da propriedade. Ela é de Serra Alta, Linha São Sebastião. Seus pais aposentados confiam nela e na irmã para a gestão. A jovem iniciou a capacitação a procura de uma nova área para investir e aumentar a renda da família, que hoje tem como base a produção de grãos. Viu na bovinocultura de leite a oportunidade. “Temos um local adequado para isso. É uma renda melhor para a família e o curso vai ajudar a conhecer e fazer dar certo”, destaca.

    SC Rural

    Bovinocultura de leite
    Foto: Arquivo Epagri

    Os 25 alunos inscritos são egressos do curso de Liderança, Gestão e Empreendedorismo com Jovens Rurais da Epagri, que iniciou em 2013. Ao todo, a capacitação recebe R$ 50 mil de investimento por meio do SC Rural. Serão quatro etapas de 3 dias cada, realizadas em abril, junho, agosto e novembro. O tema para o Aprofundamento foi levantado na avaliação do curso de Liderança. “Assuntos transversais como o empoderamento do jovem, saúde, gestão de recursos financeiros, qualidade e preservação da água e do solo também serão trabalhados com os alunos”, explica a extensionista da Epagri, Simone Bianchini.  

    O gerente da Epagri de São Miguel do Oeste, Jonas Ramon, lembra que a região Extremo Oeste é umas das principais cadeias produtivas do Estado. “A cada 5 litros de leite produzidos, 1 é da nossa região. Isso representa 20,5% da produção de Santa Catarina. O tema, além de ser sugerido pelos alunos, também foi avaliado pelos técnicos que consideraram o mercado que está favorável para o gado leiteiro”, comenta.

    Informações adicionais para imprensa:
    Gisele Vizzotto
    Assessoria de Comunicação
    Agência de Desenvolvimento Regional de São Miguel do Oeste
    E-mail: imprensa@sge.adr.sc.gov.br
    Telefone: (49) 3631-2900
    Site: www.sc.gov.br/regionais/saomigueldooeste
    Facebook: www.facebook.com/regional.saomigueldooeste

  • Educação Sanitária Agropecuária

    Projeto de Educação Sanitária Animal e Vegetal a ser implentada nas escolas

  • Encontro em Itajaí discute melhoramento genético da tilápia


    Foto: Aires Mariga/Arquivo Epagri

    Santa Catarina figura hoje entre os cinco maiores produtores de tilápia do Brasil, mesmo não contando com as condições ideais de clima e relevo para a atividade. No ano passado, o estado produziu 31,1 mil toneladas do peixe, representando 72% de toda a produção da piscicultura catarinense. Esse bom resultado se deve ao emprego de muita tecnologia, resultante de anos de pesquisa desenvolvidas pela Epagri.

    Para discutir o tema, a Epagri realiza, nesta terça e quarta-feira, 5 e 6, o I Encontro Catarinense de Gerenciamento Genético de Tilápia. O evento acontece a partir das 13h30 da terça-feira, no Centro de Treinamento da Epagri em Itajaí. Na quarta, o encontro vai das 8h às 15h, com duas atividades paralelas: inauguração do Sistema Experimental em Recirculação para Aquicultura (RAS) e entrega de kits de análise de água aos extensionistas da Epagri atuantes em piscicultura. Mais de cem pessoas já estão inscritas, entre criadores de alevinos, representantes de associações de piscicultores e técnicos da Epagri, do Senar e da iniciativa privada.

    Hoje um dos principais projetos da Epagri em piscicultura é o trabalho de melhoramento genético da tilápia da linhagem Gift, que foi desenvolvida na Ásia e introduzida no Brasil em 2004 pela antiga Secretaria de Aquicultura e Pesca. Esse material genético foi selecionado por diversas gerações com base em parâmetros de interesse econômico, tais como crescimento, rendimento de filé e reprodução. Contudo, era um animal selecionado em países tropicais com outros modelos de produção. Desde 2011, a Epagri vem desenvolvendo um trabalho com intuito de selecionar tilápias Gift mais adaptadas ao nosso clima e às nossas condições de cultivo, a fim de disponibilizar para os produtores de alevino um material de qualidade.

    O cultivo de tilápia vem experimentando um crescimento médio acima dos 8% ao ano no estado. “Para manter o crescimento na atividade, é essencial que toda a cadeia produtiva entenda a importância da genética na produção animal. Contudo, frequentemente são vistos problemas relacionados com a falta de cuidado com a genética da tilápia por parte do produtor comercial”, explica Bruno Corrêa, pesquisador da Epagri no tema.

    Bruno releva que a falta de orientação técnica, somada a outros fatores, tem resultado na produção de matrizes pelos próprios produtores de alevinos. Essa produção se dá a partir do material genético que eles já adquiriram há muitos anos e sem nenhum controle de consanguinidade. “O gerenciamento genético inadequado leva a perdas de potencial zootécnico e a variabilidade genética, além de problemas com deformidades”, descreve Bruno. O trabalho de seleção de tilápias da linhagem Gift iniciado em 2011 pela Epagri busca justamente resolver essa questão, fornecendo matrizes de qualidade aos produtores de alevinos de Santa Catarina.

    O evento quer despertar os integrantes da cadeia produtiva para a importância da qualidade genética na produção de tilápias no estado, levando maior compreensão sobre o tema. “O encontro também ajudará a divulgar o programa de melhoramento genético de tilápia da Epagri para a cadeia produtiva, auxiliando o projeto a atingir o seu objetivo, que é fomentar a piscicultura catarinense através da disponibilização de matrizes melhoradas para os produtores de alevino do Estado”, esclarece Bruno.

    Inauguração e entrega de kits

    O evento contará com palestrantes da Epagri, da inciativa privada e da Embrapa Pesca e Aquicultura. Aproveitando a presença destes profissionais, a Epagri fará, às 14h30 do dia 6, a inauguração do Sistema Experimental em Recirculação para Aquicultura (RAS), investimento financiado com recurso do PAC Embrapa. O sistema está instalado na Unidade de Piscicultura do Centro de Desenvolvimento em Aquicultura e Pesca (Epagri/Cedap), localizada na Estação Experimental da Epagri de Itajaí.

    Trata-se de um conjunto de 16 tanques, com capacidade de 500 litros cada, divididos em quatro módulos. “O sistema vai permitir o avanço nas pesquisas em recirculação de água, que está apoiado no seu reuso, através da utilização de diferentes etapas de filtragem mecânica, biológica e de esterilização para retorná-la às condições de cultivo”, esclarece Fabiano Müller Silva, gerente da Epagri/Cedap. Fabiano explica que, além de reduzir o impacto ambiental no que se refere ao uso da água, o sistema vai permitir a realização de pesquisas na área da nutrição, e no desempenho dos peixes em diferentes parâmetros como a salinidade, temperatura, alcalinidade e outros aspectos fundamentais para o desenvolvimento dos animais.

    Também no dia 6, às 10h30, acontece a cerimônia oficial de entrega de 12 kits de análise de qualidade da água para piscicultura. Os kits serão distribuídos entre extensionista da Epagri que atendem piscicultores em todo o estado e vão auxiliar esses profissionais a darem uma orientação ainda mais precisa e embasada aos produtores de peixes de água doce assistidos pela empresa.

    Serviço
    O quê: I Encontro Catarinense de Gerenciamento Genético de Tilápia, inauguração do Sistema Experimental em Recirculação para Aquicultura (RAS) e entrega de kits de análise de qualidade da água
    Quando: dias 5 e 6 de setembro
    Onde: no Centro de Treinamento da Epagri em Itajaí (Rod. Antônio Heil, 6800, Bairro Itaipava)
    Mais informações: Fabiano Müller Silva, gerente da Epagri/Cedap - (48) 36655059 / 99168-1214. Bruno Corrêa da Silva, pesquisador da Epagri/Cedap - (47)3398-6324 / (48)99991-2389.

    Informações adicionais para a imprensa:
    Assessoria de Comunicação da Epagri
    Gisele Dias
    Fone: (48) 3665-5147 / (48) 99989-2992
    E-mail: giseledias@epagri.sc.gov.br
    Cinthia Andruchak
    Fone: (48) 3665-5344
    E-mail: cinthiafreitas@epagri.sc.gov.br
    Isabela Schwengber
    Fone: (48) 3665-5407
    E-mail: isabelas@epagri.sc.gov.br
    Site: www.epagri.sc.gov.br

  • Epagri apresenta números do Balanço Social e entrega veículos nesta terça, com presença do governador


    Foto: Aires Mariga/Epagri

    A Epagri entregou, no ano passado, R$ 5,01 de retorno aos catarinenses para cada real investido na empresa. Este e outros números fazem parte do Balanço Social 2016, que será lançado nesta terça-feira, 15, às 10h, na sede da Epagri, em Florianópolis, com a presença do governador do Estado, Raimundo Colombo, e do secretário da Agricultura, Moacir Sopelsa. Na ocasião, também serão entregues 73 veículos, que serão destinados às unidades da Epagri espalhadas por todo o estado.

    Além do retorno de R$ 5,01 para cada real investido, o Balaço Social 2016 também mostra que, no ano passado, a empresa deu um retorno global de R$ 4,98 bilhões, dentro e fora de Santa Catarina, considerando a contribuição de todos os agentes que usaram as tecnologias da Epagri. Foram 114.442 mil famílias e 2.824 entidades atendidas nos 12 meses.

    O Balanço Social mede o impacto financeiro, social e ambiental das tecnologias desenvolvidas e aplicadas pela Epagri no meio rural catarinense. Para o relatório de 2016, foram avaliadas 110 tecnologias, 49 delas cultivares. A metodologia utilizada na avaliação foi desenvolvida pela Embrapa.

    A Epagri fez seu primeiro balanço social em 2009, quando foi apurado um retorno R$ 2,52 para cada real investido, índice que quase dobrou em 2016. A valorização dos preços dos produtos agrícolas frente à inflação no ano passado, que resultou num maior retorno financeiro ao agricultor catarinense, impactou o resultado do Balanço Social 2016. O número também reflete a crescente adoção, por parte dos agricultores, das tecnologias desenvolvidas e ofertadas pela Epagri. 

    A publicação apresenta também casos de sucesso no campo que exemplificam os bons resultados alcançados. Essa edição destaca o uso do Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH) para produção sustentável de cebolas, a remuneração de agricultores por recuperação e conservação de áreas naturais, o apoio às famílias rurais em situação de extrema pobreza, a produção de orgânicos para alimentação escolar, entre outras ações. 

    Renovação da frota

    Além de apresentar para a sociedade os bons números do Balanço Social, o evento vai servir para fazer e entrega oficial de 73 automóveis Fiat Mobi e 66 notebooks, que serão destinados aos escritórios municipais da Epagri.

    O órgão vem renovando sua frota sistematicamente nos últimos anos, por que entende que o veículo é uma ferramenta indispensável de trabalho para o extensionista. A renovação também significa economia de recursos com manutenção e combustível, além de representar menos impacto ao meio ambiente. Com o ingresso dos novos veículos, a frota da Epagri passa a ter uma idade média de cinco anos.

    O investimento foi feito com recursos da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, órgão do governo federal.

    Serviço

    O quê: lançamento do Balanço Social 2016 e entrega de novos veículos da Epagri, com a presença do governador Raimundo Colombo
    Quando: terça-feira, 15 de agosto, às 10h
    Onde: sede da Epagri, na Rodovia Admar Gonzaga, 1347, Itacorubi, Florianópolis
    Mais informações e entrevistas: Luiz Hessmann, presidente da Epagri, pelos fones (48) 3665-5229 / 98841-1720

    Informações adicionais para a imprensa:
    Assessoria de Comunicação da Epagri
    Gisele Dias
    Fone: (48) 3665-5147 / (48) 99989-2992
    E-mail: giseledias@epagri.sc.gov.br
    Cinthia Andruchak
    Fone: (48) 3665-5344
    E-mail: cinthiafreitas@epagri.sc.gov.br
    Isabela Schwengber
    Fone: (48) 3665-5407
    E-mail: isabelas@epagri.sc.gov.br
    Site: www.epagri.sc.gov.br

  • Epagri atendeu 680 famílias no Plano Brasil Sem Miséria


    Fotos: Aires Mariga/Arquivo Epagri

    A Epagri está finalizando sua atuação no Plano Brasil Sem Miséria e tem motivos para comemorar. A empresa atendeu 680 famílias rurais catarinense em situação de extrema pobreza, que desenvolveram projetos para suas propriedades e receberam recursos federais para implementar tais propostas. O resultado foi tão positivo que a empresa já avalia a possibilidade de estender a extensão rural para outras famílias catarinenses nessa condição.

    A Epagri está produzindo o relatório final do Plano Brasil Sem Miséria, que será entregue em junho ao Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) e Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), instituições responsáveis pela ação. Em maio, técnicos da Epagri e dos dois órgãos federais reuniram-se em Videira para avaliar os trabalhos desenvolvidos no Estado. Na reunião, foram levantados os pontos positivos, as dificuldades e apontadas sugestões de aprimoramento do plano.

    O plano foi lançado pelo governo federal em 2012, mas a Epagri começou a atuar em 2014, quando fez o levantamento das famílias rurais que poderiam se encaixar na proposta. Num primeiro momento, a empresa identificou cerca de mil famílias que poderiam ser beneficiadas, mas algumas não se encaixaram nas exigências da proposta, que tinha como um dos critérios renda mensal não superior a R$ 85 por familiar.

    Para as 680 famílias enquadradas no plano, os técnicos da Epagri desenvolveram projetos de assistência técnica e extensão rural. Todas as propostas foram desenvolvidas em parceria com os assistidos e visavam a produção agrícola de subsistência, com possibilidade de venda do excedente. Assim, foram desenvolvidos projetos principalmente para criação de galinhas, de porcos ou de vacas, instalação de hortas ou de pomares e também para incrementar a produção de artesanatos.

    Cada família recebeu duas parcelas de investimentos, a primeira de R$ 1,4 mil e, a segunda, de R$ 1 mil. Os valores, que não precisarão ser pagos pelo agricultor, foram aplicados nas propriedades seguindo o plano estabelecido em conjunto com a Epagri. Os projetos garantiram segurança alimentar a estas pessoas, que muitas vezes só encontram trabalhos sazonais no meio rural. Na maioria dos casos, trabalham de dois a três meses por ano em colheitas e passam os outros meses sem ocupação fixa.

    São família que residem em pequenas propriedades rurais, muitas não regularizadas e que, por isso, estavam fora das cadeias produtivas e não conseguiam acessar outras linhas de financiamentos voltados para a agricultura familiar. “Elas passaram a ter visibilidade, a serem enxergadas pela extensão rural”, descreve Célio Haverroth, coordenador de políticas públicas da Epagri, apontando este como um dos principais ganhos do trabalho. Ele explica que, mesmo após o encerramento do plano, estas famílias continuarão recebendo assistência técnica da empresa para seguirem seus cultivos.

    Na avaliação de Célio, o projeto acabou indo além da proposta inicial; ele permitiu o aumento da autoestima deste público, que na sua maioria estava à margem da sociedade. “Esse trabalho dá um novo horizonte a estas famílias”, conta o coordenador da Epagri. Célio também destaca o protagonismo feminino. Na maioria dos casos, a mulher era a responsável por receber os recursos e tocar o projeto, reforçando seu papel na família.

    De acordo com Célio, o MDSA já mostrou interesse de promover aditivos ao projeto, de modo que a Epagri possa dar sequência ao trabalho nos próximos anos, atendendo outras famílias rurais catarinenses em condição de extrema pobreza. O assunto será debatido durante o mês do junho entre a diretoria da Epagri e representantes do Ministério.

    Mais informações e entrevistas
    Célio Haverroth, coordenador de políticas públicas da Epagri: (48) 3665-5298

  • Epagri de Ibirama promove treinamento na área de piscicultura

    Ibirama - Epagri promove treinamento na área de piscicultura
    Foto: Marcelo Steiner/Epagri Ibirama

    Para promover ainda mais a piscicultura na região, o escritório local da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santra Catarina (Epagri) de Ibirama promoveu no dia 28 de abril, um treinamento para os piscicultores do município sócios da Associação dos Aquicultores de Ibirama (Aquibi).

    O curso, que contou com aula teórica e prática de campo foi ministrado pelos pesquisadores da Epagri, Bruno Corrêa da Silva, e Natália da Costa Marchiori, que desenvolvem trabalhos na área de piscicultura de água doce no Campo Experimental da Epagri de Camboriú e Estação Experimental da Epagri de Itajaí. Os pesquisadores pertencem à equipe de extencionistas do Centro de Desenvolvimento de Aquicultura e Pesca de Santa Catarina.

    Na oportunidade, os instrutores abordaram assuntos importantes para a criação de peixes de forma eficiente e com lucratividade, como aspectos de manejo e qualidade da água, manejo da produção e nutrição alimentar, controle e prevenção de doenças, além de uma aula prática na propriedade do sócio da Aquibi, Egon Becker na comunidade de Serra São Miguel, sobre biometria, manejo da água e cálculo de ração para alimentação adequada.

    Participaram do curso 34 produtores do município que produzem juntos anualmente cerca de 280 toneladas de peixes, a grande maioria da espécie tilápia nilótica. A produção é comercializada em peque-pagues da região e frigoríficos de outras regiões do estado e do país.

    Para o técnico da Epagri de Ibirama, Marcelo Steiner, o evento foi muito importante para conscientizar os produtores da importância de produzir com eficiência. “A piscicultura é uma atividade de risco e se não for bem conduzida não traz bons resultados, mas se o produtor seguir as recomendações técnicas essa atividade pode trazer um bom retorno econômico e assim ser mais uma alternativa de renda para as famílias rurais”, destacou.

    Informações para a imprensa:

    Helena Marquardt
    Assessoria de comunicação
    ADR Ibirama
    Fone (47) 3357-8908 / (47) 98819-9350
    E-mail: imprensa@iir.sdr.sc.gov.br
    Site: www.adrs.sc.gov.br/adribirama
    Facebook: www.facebook.com/regional.ibirama

  • Epagri desenvolve técnica inédita no Brasil para erradicar vírus em macieira

    A Epagri está participando de uma pesquisa que aplica técnica inédita no Brasil para erradicação de vírus em macieira. Trata-se da crioterapia, que consiste no uso de nitrogênio líquido para eliminar células e tecidos infectados de plantas cultivadas em laboratório, criando plantas isentas de vírus. O trabalho, que vem apresentando resultados animadores, é desenvolvido pelas Estações Experimentais da Epagri em Lages e Caçador em parceria com o Centro de Ciências Agroveterinárias da Universidade do Estado de SC (CAV – Udesc).

    Os vírus podem diminuir o crescimento, a produtividade, a qualidade de frutos e também a vida útil de pomares. Esse problema está bastante disseminado nos cultivos de maçã do Sul do Brasil e a técnica empregada pelos pesquisadores é uma saída para a produção de mudas de alta qualidade fitossanitária. “Além disso, poderá substituir a termoterapia, técnica convencional usada na limpeza de vírus em plantas, que tem algumas desvantagens em relação à crioterapia, por ser mais cara, mais demorada e de eficiência relativamente menor”, explica o doutorando Jean Carlos Bettoni, que está desenvolvendo tese sobre o tema no curso de pós-graduação em produção vegetal do CAV-Udesc e é o principal idealizador da aplicação na macieira.

    A Epagri já tem experiência positiva com a crioterapia. Ela vem sendo usada na limpeza de vírus no alho, com aumentos de produtividade que variam entre 20% e 30%. É a primeira vez que a técnica está sendo usada para macieira no Brasil.

    No laboratório de biotecnologia da Estação Experimental da Epagri em Lages, Jean e os pesquisadores da Epagri, Murilo Dalla Costa e João Frederico Mangrich dos Passos, alcançaram resultados preliminares bastante promissores. No porta-enxerto de macieira Marubakaido, a diagnose pelo uso de técnicas de biologia molecular - feita em parceria com a Embrapa Uva e Vinho -  para os vírus ASPV (Apple Stem Pitting Virus), ASGV (Apple Stem Grooving Virus) e ACLSV (Apple Chlorotic Leaf Spot Virus), indicou que 90% das plantas que passaram pela crioterapia estavam limpas.

    Estas mudas de macieira foram entregues aos pesquisadores Maraisa Crestani Hawerroth e Marcus Vinicius Kvitschal, da Estação Experimental da Epagri Caçador. No local as plantas serão multiplicadas, avaliadas e, mais tarde, disponibilizadas ao setor produtivo. O cultivar SCS417 Monalisa, lançado pela Epagri em 2009, também passou pela crioterapia e será analisado em breve quanto à presença desses vírus.

    “Há um longo trabalho pela frente; a crioterapia será aplicada em mais sete variedades de macieira de interesse para Santa Catarina”, revela Murilo. Esse trabalho é de suma importância para os programas de melhoramento genético de espécies frutíferas de propagação vegetativa que a Epagri desenvolve, uma vez que a condição sanitária das mudas é fator primordial no sucesso desses cultivos. A utilização dessa técnica de limpeza de vírus poderá entregar aos fruticultores mudas de novos cultivares melhorados, também com boa condição sanitária.

    Mais informações e entrevistas: Murilo Dalla Costa, pesquisador da Estação Experimental da Epagri em Lages, pelo fone (49) 3289-6431.

    Informações para a imprensa:
    Gisele Dias, jornalista: (48) 99989-2992 / 3665-5147
    Cinthia Freitas, jornalista: (48) 3665-5344
    Isabela Schwengber, jornalista: (48) 3665-5407

  • Epagri divulga análise detalhada dos riscos da estiagem para a agricultura catarinense


    Foto: Jaqueline Noceti/Secom

    A Epagri divulgou nesta sexta-feira, 22, uma análise detalhada dos riscos da estiagem que atinge o estado para agricultura de Santa Catarina. O documento foi redigido em conjunto pelos técnicos do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) e do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Epágri/Ciram). 

    O estudo aponta as precipitações abaixo do normal climatológico no mês de setembro. Segundo nota informativa, o estado é frequentemente atingido por fenômenos climáticos que causam prejuízos à agropecuária, especialmente excesso de chuvas e estiagens. As estiagens mostram seus efeitos negativos à medida que estendem sua duração e conforme coincidem com períodos de implantação das culturas ou com períodos em que o desenvolvimento vegetativo e reprodutivo das plantas são mais sensíveis à baixa disponibilidade hídrica.

    Confrontar as informações das atividades agrícolas, monitoramento dos rios e previsão do tempo, traz embasamento importante para compreensão e escolha de estratégias de manejo a serem adotadas em tempos de restrições hídricas.

    Desde o dia 23 de agosto não chove regularmente no estado de Santa Catarina. As precipitações para o mês de setembro estão abaixo da média climatológica em todas as regiões do Estado. A situação agravou-se ainda mais com o baixo volume de chuva verificado no mês de agosto nas regiões do Litoral Norte, Litoral Sul, Meio Oeste, Planalto Sul e Vale do Itajaí.

    De acordo com o monitoramento dos níveis dos rios em Santa Catarina, existem 22 estações hidrológicas na qual o regime hídrico se apresenta abaixo da normalidade. Os municípios mais atingidos na condição de alerta e emergência são Forquilhinha, Bocaina do Sul, Otacílio Costa, Canoinhas, Palhoça, Chapadão do Lageado, José Boiteux, Salete, Taió, Timbó, São João Batista, São Martinho,  Orleans, Tubarão, Passos Maia, Joaçaba, Rio das Antas, Tangará, Concórdia, Camboriú e Rio Negrinho. A situação encontra-se em atenção para os municípios de Curitibanos,  Itapiranga e Itapema.

    Monitoramento dos rios no Estado de Santa Catarina

    Esta situação de estiagem em algumas regiões de Santa Catarina é decorrente do baixo índice de pluviométrico em setembro de 2017. A região do Litoral Sul foi a que mais teve chuva no estado, cerca de 31,8mm na média, seguida da região do Extremo-Oeste com 29,6mm. A região que menos choveu neste mês de setembro foi o Meio-Oeste de Santa Catarina, com uma média de 1mm, seguida da região Florianópolis litorânea com 1,3mm. A média histórica em Santa Catarina varia entre 159mm a 251mm, portanto em algumas regiões não choveu nem 10% dos valores médios históricos.

    Como em qualquer atividade econômica, há dificuldade em quantificar perdas por determinado fenômeno climático, pois vários outros fatores atuam simultaneamente sobre ela. Não basta simplesmente comparar a safra colhida com a anterior ou com a expectativa inicial de plantio da próxima safra. Fatores de mercado, a busca de produtos num ambiente globalizado, a atratividade dos preços, a forte relação do produto com outras cadeias produtivas podem alterar fortemente a intenção de plantio e os investimentos na produtividade.

    O acompanhamento de safra é feito rotineiramente pela Epagri/Cepa, e o que pode ser observado no momento é que algumas atividades já sofrem danos em menor ou maior grau, em função da região em que estão inseridas e que serão impactadas em diferentes grandezas se a oferta hídrica não se reestabelecer em 15 ou 20 dias.

    >>> Acesse o relatório na íntegra

    Informações adicionais para a imprensa:
    Assessoria de Comunicação da Epagri
    Gisele Dias
    Fone: (48) 3665-5147 / (48) 99989-2992
    E-mail: giseledias@epagri.sc.gov.br
    Cinthia Andruchak
    Fone: (48) 3665-5344
    E-mail: cinthiafreitas@epagri.sc.gov.br
    Isabela Schwengber
    Fone: (48) 3665-5407
    E-mail: isabelas@epagri.sc.gov.br
    Site: www.epagri.sc.gov.br

     

  • Epagri está finalizando processo para solicitação de Indicação Geográfica da erva-mate do Planalto Norte

    Está entrando em fase final o processo para obtenção da Indicação Geográfica (IG) da erva-mate do Planalto Norte Catarinense. A Indicação Geográfica é uma forma de valorização do produto de uma região ou território, cuja procedência adquiriu notoriedade em decorrência do modo de fazer, das características ambientais locais e outros fatores. O champanhe é um exemplo clássico de IG.

  • Epagri irá debater Indicação Geográfica com autoridades nacionais e internacionais em evento em Joinville


    Foto: Epagri

    A Indicação Geográfica (IG) estará em debate em Joinville nos próximos dias. Entre 9 e 11 de agosto, a Universidade da Região de Joinville (Univille) sedia o VI Workshop Catarinense de Indicação Geográfica e V Mostra de Produtos Tradicionais. O evento é promovido pela Epagri e pelas secretarias estaduais de Planejamento e de Turismo, Cultura e Esporte.

    A IG é uma forma de valorização do produto de uma região ou território, cuja procedência adquiriu notoriedade em decorrência do modo de fazer, das características ambientais locais e outros fatores. 

    Santa Catarina já conta com a IG do Vales da Uva Goethe. A obtenção de Indicações para a Banana Corupá e o Queijo Artesanal Serrano entrou na fase final. Estão em andamento os trabalhos para solicitação de IG para a erva-mate do Planalto Norte catarinense e para os vinhos de altitude. Todos os processos são desenvolvidos com ampla participação da Epagri.

    O evento é aberto ao público e a participação é gratuita, bastando se inscrever com antecedência pelo site www.redeindicacaogeografica.com.  As atividades contarão com um grande número de autoridades no assunto, nacionais e internacionais. Como exemplo, pode-se citar a presença de Alberto Francisco Ribeiro de Almeida, da Universidade Lusíada do Porto, em Portugal; David Lehrer, coordenador-geral do The Arava Institute for Environmental Studies, de Israel; a deputada federal Yeda Crusius, titular da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara de Deputados; e Airton Spies, secretário adjunto de Agricultura e da Pesca do Estado de Santa Catarina.

    A inclusão produtiva como instrumento de inserção social e afirmação de identidade, a presença midiática de produtos tradicionais e os processos para reconhecimento de signos distintivos coletivos são apenas alguns dos temas a serem debatidos nos três dias de evento. Um dos destaques da programação é a mesa redonda “políticas públicas para produtos tradicionais”, que acontece às 13h do dia 10.

    A ideia de realizar a primeira edição do Workshop Catarinense de Indicação Geográfica surgiu a partir de discussões informais sobre o tema entre acadêmicos, docentes, pesquisadores, advogados e produtores e tomou corpo em 2012. Logo na primeira edição do workshop, percebeu-se que seria interessante agregar uma mostra de produtos tradicionais para permitir o contato visual dos participantes e da comunidade em geral com a riqueza cultural que nos cerca. Assim, desde 2013 a Mostra de Produtos Tradicionais (inicialmente batizada de Vale Europeu e Caminho dos Príncipes) faz parte da programação do evento.

    A Epagri entende que as indicações geográficas são promissoras ferramentas para o desenvolvimento e preservação do patrimônio cultural vinculado à produção e prestação de serviços. É nesse contexto que vem sendo realizado esse evento anual, buscando debater e difundir a IG como uma alternativa de fomento à produção, com valorização das culturas locais.

    Serviço
    O quê: VI Workshop Catarinense de Indicação Geográfica e V Mostra de Produtos Tradicionais
    Quando: de 9 a 11 de agosto
    Onde: na Universidade da Região de Joinville (Univille)
    Programação e inscrições: www.redeindicacaogeografica.com
    Informações e entrevistas: Paulo Arruda, diretor de Extensão Rural da Epagri, pelos fones (48) 3665-5226 / 98801-2502

    Informações adicionais para a imprensa:
    Assessoria de Comunicação da Epagri
    Gisele Dias
    Fone: (48) 3665-5147 / (48) 99989-2992
    E-mail: giseledias@epagri.sc.gov.br
    Cinthia Andruchak
    Fone: (48) 3665-5344
    E-mail: cinthiafreitas@epagri.sc.gov.br
    Isabela Schwengber
    Fone: (48) 3665-5407
    E-mail: isabelas@epagri.sc.gov.br
    Site: www.epagri.sc.gov.br

  • Epagri lança sistema tecnológico inédito no Brasil para apoiar apicultura


    Foto: Epagri

    A Epagri lança nesta terça-feira, 19, o Sistema de Monitoramento Apícola (Apis On-line), um conjunto de tecnologias destinadas a coletar dados ambientais e gerar informações para apoiar a produção de mel no território catarinense. Esse é o primeiro sistema desta natureza desenvolvido no Brasil. O lançamento acontece às 16h, na Assembleia Legislativa, em Florianópolis, como parte de um evento da Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina (Faasc), que vai reunir 350 lideranças do setor.

    O Sistema de Monitoramento Apícola é desenvolvido pelo Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Epagri/Ciram) com o apoio de outras unidades da Epagri. Ele é composto por uma plataforma digital que reúne informações relacionadas ao setor. Lá, já é possível encontrar publicações e links úteis, entre outros dados.

    A plataforma é colaborativa. Caberá a cada produtor cadastrar os dados de seu apiário, informando nome, localização e os seus produtos. Esses dados são disponibilizados em forma de mapa, no qual, com um clique, o consumidor poderá saber onde comprar o produto que deseja na região de seu interesse. Já estão cadastradas na plataforma todas as associações.

    O site também vai contar com a colaboração dos apicultores no link Floração. Ali estão descritos os tipos de plantas existentes no estado e as datas esperadas de sua floração. O apicultor poderá identificar e informar diretamente no site datas antecipadas ou atrasadas de florações em sua região, enriquecendo o sistema.

    Monitoramento

    O grande diferencial da plataforma é o campo Monitoramento, onde estarão disponíveis as informações de coletas nas colmeias conectadas a estações agrometeorológicas que medem chuva, molhamento foliar, temperatura e umidade relativa do ar. Sensores instalados dentro da colmeia vão medir temperatura e umidade do ar interna. Ainda dentro da colmeia será medida, com uma balança de precisão, a quantidade de mel produzido. Esses dados se unirão aos medidos pela estação agrometeorológica e serão transmitidos automaticamente em tempo real para o banco de dados da Epagri/Ciram, em Florianópolis, e inseridos no sistema. Com base nesses dados, pesquisadores da área poderão observar quais condições meteorológicas influenciam na produção de mel.

    Éverton Blainski, pesquisador da Epagri/Ciram na área de monitoramento ambiental e coordenador do projeto, explica que entre setembro e outubro serão instaladas nas diferentes regiões agroclimáticas do estado seis unidades de monitoramento apícola, formadas pelo conjunto de colmeia monitorada e estação agrometeorológica. Esses equipamentos foram adquiridos com recursos do Programa SC Rural, num total de R$ 300 mil. A instalação e operação da rede será custeada com verba da Epagri. Cada unidade terá como responsável um técnico da Epagi com conhecimento em apicultura.

    Blainski explica que a Epagri já firmou convênio com o curso de graduação em engenharia em telecomunicação do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) para desenvolvimento de unidades de monitoramento apícola de baixo custo, que serão usadas para adensar a rede. Ele informa também que será preciso coletar pelo menos um ano de dados para que seja possível avaliar quais condições meteorológicas influenciam na produção de mel.

    Após um ano de avaliação, a Epagri/Ciram poderá emitir, a partir da plataforma, avisos específicos aos apicultores. Com base na previsão do tempo, eles serão alertados sobre quais providências podem tomar para evitar queda na produção, como arejar as colmeias ou oferecer alimentação complementar às abelhas. A plataforma também vai formar um banco de dados histórico com informações de épocas floradas e os dados coletados pelas unidades de monitoramento apícola.

    Além da plataforma colaborativa e o do monitoramento, o sistema se completará com o desenvolvimento de um aplicativo para dispositivos móveis a ser usado pelos apicultores. Além de ver os dados disponíveis no site, o produtor poderá interagir com o aplicativo, por exemplo, fotografando e informando ao sistema sobre uma florada antecipada ou tardia. A Epagri já submeteu às entidades financiadoras projeto para desenvolvimento do aplicativo, em busca da verba necessária para execução da proposta. 

    Todo esse conjunto de tecnologia estará disponível para livre consulta, mas é preciso mais que equipamentos para que o Sistema de Monitoramento Apícola tenha êxito. “A Epagri está colocando a ferramenta à disposição do setor apícola, mas o sucesso depende da adesão e boa utilização por parte dos integrantes dessa cadeia produtiva”, alerta Ivanir Cella, chefe da divisão de estudos apícolas da Epagri.

    Evento

    O lançamento do Sistema de Monitoramento Apícola faz parte de um evento promovido ao longo de todo o dia 19 pela Faasc. A programação inicia pela manhã, com a inauguração da sede da federação, na Capital. Na parte da tarde, no Auditório Antonieta de Barros da Alesc, acontecem as palestras técnicas.

    O ciclo de palestras será aberto às 14h30, com o tema Previsão Meteorológica X Apicultura, que será abordado pelo agrometeorologista Marcio Sônego, pesquisador Estação Experimental da Epagri em Urussanga. Às 16h, acontece o lançamento do sistema, com palestra proferida pelo pesquisador Blainski e, a partir das 16h30, Cella fala sobre os principais fatores de produtividade do mel.

    Às 19h, começa uma sessão solene na Alesc em homenagem ao associativismo apícola e entidades com expressiva atuação no setor apícola no estado. A Epagri será uma das homenageadas.

    Mel em SC

    Santa Catarina conta atualmente com quase nove mil apicultores de diferentes portes que vão se beneficiar com a implantação do Apis On-line. Na safra 2016/1017 ,foram produzidas oito mil toneladas de mel, um recorde no estado. A produção ficou em 25Kg por colmeia, superior à média dos últimos anos, que foi de 20,42kg. No Brasil, essa média fica em 10Kg por colmeia. Há cinco anos, a média catarinense era de 13kg por colmeia. As condições de clima, o empenho dos apicultores e o forte trabalho de assistência técnica da Epagri na área foram fatores decisivos para o resultado expressivo.

    Serviço:

    O quê: lançamento do Sistema de Monitoramento Apícola
    Quando: terça-feira, 19, às 16h
    Onde: auditório Antonieta de Barros, da Assembleia Legislativa, em Florianópolis
    Informações e entrevistas: Éverton Blainski, pelo fone (48) 99929-6053 / Ivanir Cella pelo fone (48) 98801-8269

    Informações adicionais para a imprensa:
    Assessoria de Comunicação da Epagri
    Gisele Dias
    Fone: (48) 3665-5147 / (48) 99989-2992
    E-mail: giseledias@epagri.sc.gov.br
    Cinthia Andruchak
    Fone: (48) 3665-5344
    E-mail: cinthiafreitas@epagri.sc.gov.br
    Isabela Schwengber
    Fone: (48) 3665-5407
    E-mail: isabelas@epagri.sc.gov.br
    Site: www.epagri.sc.gov.br

    Ana Ceron
    Assessoria de Imprensa
    Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca
    imprensa@agricultura.sc.gov.br
    Fone: (48)-3664-4417/ (48) 98843-4996
    Site: www.agricultura.sc.gov.br
    www.facebook.com/AgriculturaePescaSC

  • Estiagem pode impactar produção de banana em Santa Catarina, informa Epagri/Cepa


    Foto: Aires Mariga/Epagri

    O Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa) estima diminuição média de até 3% na produtividade da banana em Santa Catarina caso a estiagem persista até outubro. Em algumas microrregiões, essa queda pode chegar a 15%.

    Segundo Rogério Goulart Junior, analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa, caso a chuva não retorne até o próximo mês o Sul catarinense pode enfrentar entre 7,5% e 15% de diminuição na produtividade média na microrregião de Criciúma, o que pode refletir em até 5% de redução na oferta da fruta na mesorregião. Já para as regiões do Norte e Vale do Itajaí, pode haver entre 5% e 10% de queda na produtividade média, com redução de até 3,5% na oferta normal estimada para as duas mesorregiões no período.

    “Para os bananicultores, o problema principal é a redução no volume dos cachos e no calibre e tamanho dos frutos, pois afeta a qualidade da fruta comercializada, o que diminui ainda mais os preços médios pagos ao produtor, que já estão abaixo de R$ 0,40 por quilo”, avalia Rogério. “Mas há expectativa de que os estados produtores do Sudeste e Nordeste, que também estão sofrendo com a estiagem, reduzam a oferta nacional da fruta e, com isso, o preço ao produtor se valorize”, prevê o analista.

    Rogério explica que os efeitos da estiagem devem alongar o ciclo de desenvolvimento das frutas nos bananais em mais de um mês, ocasionando a diminuição na densidade da polpa, com perda de calibre e diminuição no tamanho da fruta. A falta de chuva causa ainda produção de cachos menores por planta, afetando a produtividade média, além de dificultar e atrasar os tratos culturais como calagem e adubação. Outro efeito que se pode esperar é o aumento da presença da doença Mal do Panamá, provocado pelas temperaturas altas aliadas ao estresse hídrico que debilita as plantas. O analista da Epagri/Cepa lembra ainda que, nos últimos meses, a região Sul do estado enfrentou muitos ventos fortes, que reduziram em quase 3% o número de plantas nos bananais.

    Os dados mais recentes da Epagri/Cepa indicam que, em 2016, existiam em Santa Catarina 3.481 bananicultores, responsáveis por uma produção de 743,2 mil toneladas em 28,7 mil hectares de área colhida. A bananicultura movimenta mais de R$ 519,2 milhões de Valor Bruto da Produção (VBP) e mais de R$1,6 bilhão considerando toda a cadeia produtiva no estado.

    O Norte catarinense responde por 50% da produção e 44% do VBP do setor, uma participação que se mantém constante. No Vale do Itajaí, estão 39% da produção de banana, com 33% do VBP, mas, nas últimas safras, houve aumento na representatividade da produção. O Sul representa 10% da quantidade produzida no estado e 21% do valor bruto gerado. Nas últimas safras, houve aumento do VBP no Sul, devido à valorização no preço da banana-prata.

    Mais informações e entrevistas: Rogério Goulart Junior (48) 3665-5448.

    Informações adicionais para a imprensa:
    Assessoria de Comunicação da Epagri
    Gisele Dias
    Fone: (48) 3665-5147 / (48) 99989-2992
    E-mail: giseledias@epagri.sc.gov.br
    Cinthia Andruchak
    Fone: (48) 3665-5344
    E-mail: cinthiafreitas@epagri.sc.gov.br
    Isabela Schwengber
    Fone: (48) 3665-5407
    E-mail: isabelas@epagri.sc.gov.br
    Site: www.epagri.sc.gov.br

  • Hortaliças na web

    Guia de hortaliças com instruções para compra, conservação e cozimento.

  • Inscrições para Mestrado em Zootecnia da Udesc Oeste ficam abertas até maio

    Até 12 de maio, estarão abertas as inscrições para as 10 vagas da sexta turma do Mestrado em Zootecnia do Centro de Educação Superior do Oeste (CEO), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), que iniciará no segundo semestre de 2017, em Chapecó.

    De acordo com o edital, poderão se inscrever diplomados de nível superior ou tecnólogos de cursos superiores em Zootecnia, Medicina Veterinária, Agronomia e áreas afins.

    A inscrição deverá ser feita com apresentação de documentos via correio ou na Coordenação de Pós-Graduação em Zootecnia da Udesc Oeste, na Rua Beloni Trombeta Zanin, 680E, Bairro Santo Antônio, Chapecó, de segunda a sexta-feira, das 13h15 às 17h15.

    A seleção será realizada em 6 de junho, e o resultado sairá até 18 de junho. A matrícula dos candidatos selecionados ocorrerá em julho.

    Turmas

    Segundo a secretária de Pós-Graduação da Udesc Oeste, Patrícia Alves, cerca de 70 alunos frequentam o mestrado, em cinco turmas. A primeira, de 14 alunos, concluiu o curso em março deste ano, enquanto os dez alunos da segunda turma defenderão suas dissertações até agosto.

    Coordenado pelo professor Aleksandro Schafer da Silva, o Mestrado em Zootecnia, que atua na área de concentração em Ciência e Produção Animal, tem duas linhas de pesquisa: Nutrição Animal e Sistemas de Produção; e Relação Clima-Solo-Planta-Animal.

    Assessoria de Comunicação da Udesc
    E-mail: comunicacao@udesc.br
    Telefones: (48) 3664-8006/8010