Foto: Douglas Saviato/SAN

Recursos para a saúde catarinense foram o tema de reunião nesta terça-feira, 23, no Ministério da Saúde, em Brasília. O secretário do Estado da Saúde, Acélio Casagrande, oficialmente empossado na pasta nesta segunda-feira, 22, esteve com o ministro Rodrigo Barros. Entre os pleitos despachados na capital federal estiveram verbas aos hospitais catarinenses, além da distribuição da frota de ambulâncias já programadas para 32 municípios e a solicitação de investimentos em campanhas de prevenção contra o mosquito Aedes aegypti.

”Expusemos os nossos problemas e pedimos apoio financeiro ao ministro. Junto com o Governo Federal e a parceria entre os municípios e o Estado poderemos vencer aos desafios da saúde”, destaca Casagrande. Para o Hospital Regional do Oeste, de Chapecó; bem como para o Hospital Geral Madre Tereza de Ramos, de Lages; solicitou-se revisão do teto financeiro no serviço de radioterapia, ambos no valor de R$ 1.776.765,33.

Com o aumento no número de focos do mosquito Aedes aegypti, foi articulado recursos para campanhas de prevenção a proliferação do inseto. No último ano, em Santa Catarina, houve um aumento de 65,1% dos casos em comparação com 2016. Foram registrados 11.567 focos do mosquito em 144 cidades, dos quais 63 foram considerados infestados. Em 2018, somente nas três primeiras semanas do ano, foram identificados 1.087 focos do Aedes aegypti, representando um aumento de 17,1% em comparação com 2017. A secretária de Articulação Nacional, Lourdes Coradi, também esteve presente na agenda desta terça-feira.

Aporte de R$ 14 milhões na Atenção Básica

Casagrande aproveitou para participar da coletiva de imprensa do Ministério da Saúde que divulgou o financiamento da abertura de 250 mil vagas para qualificação de agentes comunitários de saúde (ACS) e de combate à endemia (ACE) como técnicos em enfermagem em todo o Brasil.

A Atenção Básica, principal porta de entrada para o Sistema Único de Saúde (SUS), está ganhando novo reforço para ampliação dos serviços à população em todo o Brasil, com a liberação de R$ 547,3 milhões. Deste total, R$ 311,3 milhões serão incorporados no Piso de Atenção Básica Fixo (PAB Fixo) com base na atualização da população dos municípios, segundo cálculos do IBGE. A partir de 2018, com este novo incremento, o recurso passará a ser de R$ 5,1 bilhões.  

De acordo com o secretário da Saúde, Santa Catarina receberá R$ 14,9 milhões, o quinto maior investimento no Brasil. Um dos objetivos do Ministério da Saúde com a formação desses profissionais é ampliar o acompanhamento da saúde da população no atendimento que é feito nos domicílios e nas comunidades, reduzindo agravos.

Foco na regionalização

O novo secretário da Saúde terá como foco na sua gestão a regionalização da saúde, retirando as ambulâncias das estradas, além organizar os serviços em cada região e vocacionar os hospitais. Para isso um plano emergencial com critérios rígidos daquilo que os hospitais e os municípios podem oferecer será realizado.

A prevenção terá destaque e a telemedicina também receberá tratamento especial. Isso fará com que as pessoas consigam ser atendidas nas suas regiões e o médico consiga ter um parecer rápido pelo especialista. “Temos um grande desafio e trabalho pela frente, mas com a certeza que melhoraremos a saúde do povo catarinense”, considera.

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Douglas Saviato
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Foto: Johatan Tavares/SSP

A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) oficializou na tarde desta terça-feira, 23, a criação da Divisão de Combate a Roubos e Furtos de Cargas (DFRC) que irá funcionar junto à Diretoria Estadual de Investigação Criminal (DEIC). O ato foi realizado no gabinete do secretário César Augusto Grubba com a presença do presidente da Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina (Fetrancesc), Ari Rabaiolli, e a cúpula da Polícia Civil.

A criação desta unidade policial obedecerá o que determina Lei 17.405/2017, promulgada no final de dezembro. A nova legislação prevê a cassação da inscrição estadual de empresas receptadoras de carga roubada. A DFRC terá um efetivo de seis policiais civis - um delegado de polícia, um escrivão e quatro agentes de polícia - e será coordenada pelo delegado Rafael Werlling.

Uma das grandes mazelas do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), o roubo de cargas é um crime que afeta a cadeia produtiva como um todo, na avaliação do presidente da Fetrancesc. “Nós transportamos cargas variadas, com valores altíssimos, além da vida do nosso colaborador, que é a mais valiosa. Desta forma, combater este crime é mais do que uma missão, é uma obrigação que temos enquanto empregadores, sobretudo como seres humanos”, destacou Ari Rabaiolli.

O secretário César Grubba ressaltou o rigor da nova legislação, que prevê a cassação da inscrição para quem recepta carga roubada. “Entendemos que deveria haver uma penalidade mais rigorosa para as empresas que praticam este crime, o de receptação, e as empresas aceitaram esta alteração”, disse Grubba.

O secretário também destacou que além da imposição de ações mais rigorosas e efetivas, há necessidade de enfrentamento às organizações criminosas que têm transformado esse tipo de crime em fonte de financiamento.

Roubo de Cargas teve redução em SC

Em todo o Brasil, empresas do Transporte Rodoviário de Cargas precisam driblar a ação de criminosos para garantir a segurança daquilo que transportam. A região com maior índice deste crime é a Sudeste, com destaque para São Paulo e Rio de Janeiro, que somam 85,76% do total nacional. Somente em 2015, segundo dados da NTC&Logística, foram 19.250 casos em todo o país.

Em Santa Catarina, no comparativo entre 2016 e 2017, houve redução de 20,2%. Foram 258 ocorrências registradas em 2016 contra 206 no ano seguinte. Este ano, de dia 1° a 22 de janeiro, foram seis registros de roubo de cargas no Estado contra 13 no mesmo período do ano passado. Isso representa uma redução de 54%.

O evento também contou com a presença do Delegado Geral da Polícia Civil, Artur Nitz; diretor da DEIC, delegado Adriao Bini; diretor de Informação e Inteligência da SSP, delegado Mauro Cândido Rodrigues; delegado Anselmo Cruz, da divisão de Repressão ao Crime Organizado da DEIC, e o presidente da Associação dos Delegados de Polícia (Adepol), Ulisses Gabriel.

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João Carlos Mendonça Santos
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O governador Raimundo Colombo emitiu dos Estados Unidos, onde cumpre missão oficial, a mensagem de pesar pela morte do ex-deputado Altair Guidi, nesta terça-feira, 23. Colombo disse que tinha uma grande admiração pela trajetória pública do político e amigo.

“Ele era uma referência, político independente, e um querido amigo. Em 1986, na minha primeira eleição para deputado estadual, ele também se elegeu e já havia sido prefeito de Criciúma, realizando um grande trabalho. Ao longo de todos esses anos nós convivemos muito e eu aprendi a admirá-lo pelas suas convicções e pela firmeza com que agia na defesa delas”, lamentou o governador Raimundo Colombo.

Colombo recordou que em dezembro de 2017, no dia da inauguração da Via Rápida, em Criciúma, foi até a casa do ex-deputado para visitá-lo. “Eu lembro muito bem do que conversamos e da importância daquele diálogo no que diz respeito ao futuro de Santa Catarina”, disse Colombo, ressaltando a satisfação de ter convivido e trocado ideias com Altair Guidi.

O governador acrescentou que nas atuações como secretário de Estado e deputado, Altair Guidi beneficiou Santa Catarina de forma muito expressiva. “Ele cumpriu com seu dever. Ficam a alegria do convívio e a tristeza da sua partida”, concluiu Colombo.

Altair Guidi tinha 80 anos e há vários meses lutava contra um câncer. O governador em exercício, Eduardo Pinho Moreira, também lamentou a morte do ex-deputado Altair Guidi e decretou luto oficial no Estado por três dias.

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Francieli Dalpiaz 
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Terminará nesta quarta-feira, 24, o período de inscrições para o Processo Seletivo nº 01/2018 da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). São 29 vagas de professor substituto em Balneário Camboriú, Chapecó, Florianópolis, Ibirama, Joinville, Lages, Laguna, Pinhalzinho e São Bento do Sul. Confira o edital.

As oportunidades são temporárias, com prazo de até quatro anos, em áreas como Tecnologia do Vestuário, Fisioterapia, Ciência da Computação, Arquitetura e Urbanismo, Linguagem e Artes, Ciências Contábeis e Ciências Biológicas. Os salários variam de acordo com a titulação do docente e as horas contratadas.

As inscrições podem ser feitas no site oficial e pagas por meio de depósito identificado, no valor de R$ 100. Os candidatos do processo seletivo da Udesc realizarão uma prova escrita e outra didática, além de passarem por avaliação de títulos, entre 7 e 9 de fevereiro.

Mais informações sobre vagas, endereços e horários de atendimento podem ser obtidas no edital e com as direções de Ensino dos centros.

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Telefones: (48) 3664-7935/8010


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Mais um importante passo foi dado para as obras do novo acesso ao Sul da Ilha de Santa Catarina, que vai beneficiar diretamente os usuários do Aeroporto Hercílio Luz, em Florianópolis, e toda a comunidade da região. A licença ambiental necessária para o início do último lote de obras foi entregue nesta terça-feira, 23, pelo governador em exercício Eduardo Pinho Moreira ao Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra), responsável pelas obras. “Houve uma soma de esforços de todos os agentes públicos para garantir essa licença ao trajeto apresentado, um traçado que é muito mais racional, com menos desapropriações e com todos os cuidados ambientais necessários”, afirmou o governador em exercício.

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O presidente da Fundação do Meio Ambiente (Fatma), Alexandre Waltrick Rates, explicou que, pela proximidade ao mangue de uma unidade de conservação federal, foi necessária avaliação por equipe do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão federal. “A conquista da emissão da licença comprova que existem todos os cuidados ambientais necessários”, destacou.

Os trabalhos do novo acesso ao Sul da Ilha ocorrem em diferentes lotes para garantir agilidade, e os primeiros trechos já estão em estágios avançados. A licença ambiental liberada agora é para o último lote de obras, um contorno com cerca de quatro quilômetros que margeia parte da área de mangue. O secretário de Estado da Infraestrutura, Luiz Fernando Vampiro, explicou que, com a licença, serão feitas adequações ao projeto para lançar o edital de licitação da obra no final de março. A entrega da ordem de serviço está prevista para julho de 2018, com inauguração de todo o novo acesso em julho de 2019.

Diferentes frentes de trabalho

O primeiro lote da obra compreende duplicação de trecho de 3,55 quilômetros no Bairro Carianos, entre o trevo da Seta e o Estádio da Ressacada, e está com 90% do trecho concluído. O investimento do Governo do Estado é de R$ 23,1 milhões. 

Também em andamento, o segundo lote abrange a duplicação de trecho de 6,48 quilômetros, entre o acesso à SC-405 e o terminal do aeroporto, no valor de R$ 28,3 milhões. O trecho está 95% concluído. 

Estão em andamento, ainda, trabalhos complementares, como construção de viadutos, galerias e ampliação de pontes. E nesta quarta-feira, 24, será deflagrado um processo licitatório para habilitação das empresas para o início dos trabalhos em um novo trecho de 1,4 quilômetros. 

“Essa é uma grande obra do Governo do Estado, que beneficia todos os moradores do Sul da Ilha e contempla o atendimento ao aeroporto, o que é de importância para o desenvolvimento de toda Santa Catarina”, acrescentou Pinho Moreira.

Empresa trabalha no novo terminal

O ato de entrega da licença foi realizado no gabinete do governador, no Centro Administrativo, e contou com a presença do diretor da Floripa Airport, Tobias Market. A empresa, que faz parte do grupo suíço Zürich Airport, tem a concessão do Aeroporto Internacional Hercílio Luz e já iniciou os trabalhos de construção do novo terminal de passageiros. Na primeira etapa de obras, além do novo terminal, a empresa vai construir novos fingers (pontes de embarque que fazem a ligação entre o terminal e as aeronaves) e um novo estacionamento, entre outras melhorias.

O evento contou também com a presença dos secretários de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Carlos Chiodini, e de Turismo, Cultura e Esporte, Leonel Pavan; do presidente da Casan, Valter Gallina; do prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, entre outras lideranças políticas do estado.

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O governador do Estado em exercício, Eduardo Pinho Moreira, decretou nesta terça-feira, 23, luto oficial de três dias em Santa Catarina pelo falecimento do ex-deputado estadual Altair Guidi. Ele lutava há vários meses contra um câncer, mas não resistiu. Completou 80 anos no último dia 14 de janeiro.

Eduardo Pinho Moreira lamentou a morte e destacou sua relação com o político. “Sempre houve uma relação muito próxima com o Altair e de respeito com a atividade pública. Fomos adversários muitas vezes, mas também aliados em muitas outras vezes. É claro que o reconheço como um homem que se dedicou à causa pública e ajudou a construir Criciúma e o Sul do Estado”, disse.

Altair também foi prefeito de Criciúma e secretário de Estado do Planejamento. “Se dedicou a Santa Catarina, não apenas como deputado, mas como secretário de Estado no governo de Luiz Henrique da Silveira. Era um homem polêmico, corajoso e tinha suas ideias próprias e as colocava em prática”, disse o governador em exercício.

“Ele incentivou o crescimento de Criciúma. Sua gestão foi muito de projeção para o cenário estadual e nacional. Em suas obras, sempre pensou grande, não pensava pequeno", afirmou.

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O Estado de Santa Catarina está pedindo a inconstitucionalidade de um artigo da lei aprovada pela Assembleia Legislativa que permite o uso de debêntures da Santa Catarina Participação e Investimentos (Invesc) para pagamento de dívidas de ICMS. Os efeitos da legislação poderiam causar um prejuízo de R$ 6,2 bilhões aos cofres públicos catarinenses. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) foi ajuizada no Supremo Tribunal Federal (STF) na noite desta segunda-feira, 22, pelo governador em exercício, Eduardo Pinho Moreira, que contou com a assessoria da Procuradoria Geral do Estado.

“Essa é uma medida que visa proteger Santa Catarina e os recursos do Estado. Apresentamos a Adin para evitar um prejuízo dramático, algo que traria o caos financeiro para Santa Catarina. São mais de R$ 6 bilhões, recursos que deixariam de entrar no caixa do Estado, trazendo consequências imprevisíveis em tempo de crise. Por isso, é uma questão que precisa ser enfrentada na Justiça, como estamos fazendo, aconselhados pelos órgãos competentes”, afirmou o governador em exercício Eduardo Pinho Moreira, em entrevista para a imprensa nesta terça-feira, 23.

“O objetivo é declarar inconstitucional um dispositivo que possui efeito devastador sobre as finanças públicas de Santa Catarina, prejudicando, por tratar-se de ICMS, os repasses aos municípios e demais poderes, além dos próprios investimentos do Estado em obras, saúde, educação e segurança pública”, acrescentou o procurador-geral Ricardo Della Giustina.

A Lei Estadual Nº 17.302, de outubro de 2017, resultou da conversão da Medida Provisória Nº 212, de origem governamental, que instituiu o Programa Catarinense de Recuperação Fiscal (Prefis). Durante o processo legislativo, a medida provisória recebeu uma emenda parlamentar que inseriu um texto inteiramente estranho à matéria: que debêntures da Invesc poderão ser usadas para quitação de ICMS. O Artigo 6º, que tratava sobre o tema, foi vetado pelo governador Raimundo Colombo, porém, derrubado pelos deputados estaduais que promulgaram a lei na íntegra, em 21 de dezembro.

"A lei possui potencial devastador sobre as finanças públicas, já que há a possibilidade de perda de quase um terço da receita tributária anual do Estado, provocando redução imediata na arrecadação e na continuidade de políticas públicas essenciais”, salienta o Estado, na Adin.

O Estado cita diversos dispositivos constitucionais infringidos e também precedentes do STF corroborando a tese de inconstitucionalidade. Uma delas aponta que uma emenda parlamentar não pode introduzir aumento da despesa em projeto de iniciativa exclusiva do governador, no caso a Medida Provisória Nº 212.

Por outro lado, segundo a Adin, o propósito do programa era ampliar a arrecadação, com a oferta de condições facilitadas para que devedores de ICMS fossem estimulados a regularizar a situação fiscal, mediante pagamento. “Ao incluir dispositivo absolutamente estranho a esse contexto, a Assembleia Legislativa atuou com completa ausência de pertinência temática, pois, ao invés de aprimorar mecanismo que visava a recuperação da capacidade arrecadatória do Estado, institui um outro que enseja justamente o contrário”.

Santa Catarina também manifestou preocupação com o repasse de 25% dos recursos oriundos de ICMS para os municípios. Quando parte da receita deixa de ser efetivada em razão da compensação prevista na lei estadual, há uma redução da base de cálculo da transferência devida, afetando de forma inconstitucional o direito dos municípios.

O mesmo raciocínio também pode ser estendido para os demais poderes, ao Ministério Público e Defensoria Pública. “Se o propósito da lei é instituir um benefício fiscal, além de todos os óbices já apontados nesta petição, não se vislumbra quais razões justificam a medida, já que não estão claros se há setores ou atividades que se pretende desenvolver ou se há grupos ou parcela da população que se pretende favorecer ou cuja atividade se pretenda estimular. Não há uma distinção republicana e juridicamente válida a indicar os destinatários do benefício”, salienta o texto da Adin, ao pedir medida cautelar urgente para suspender os efeitos do Artigo 6º, da Lei Estadual Nº 17.302/2017, “com eficácia retroativa à data da publicação da derrubada do veto”.

Outros argumentos pela inconstitucionalidade da legislação:

A Adin indica, ainda, que o Artigo 6º da lei invade seara do direito civil e comercial, matérias que são de competência privativa da União, já que as debêntures são títulos de crédito privados regulados por lei federal.

Ao mesmo tempo, existe violação à competência da União para disciplinar normas gerais de direito financeiro, fundamentada na Lei de Responsabilidade Fiscal. No caso da lei questionada, há um benefício fiscal concedido unilateralmente, sem qualquer estimativa de impacto orçamentário-financeiro, nem mesmo previsão de medidas de compensação para preservar a receita tributária do Estado.

Já no âmbito da competência legislativa concorrente, compete exclusivamente à União estabelecer normas gerais de direito tributário. A lei estadual impugnada admitiu que dívidas de uma sociedade mista submetida a regime jurídico privado, sejam compensadas com créditos tributários de pessoa jurídica de direito público: o Estado de Santa Catarina.

Somente uma lei complementar poderia disciplinar a extinção ou compensação de créditos tributários e, havendo envolvimento de ICMS, deveria ser mediante autorização do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária).

Há também violação ao princípio da responsabilidade fiscal, pois o ato impugnado não encontra qualquer lastro na lei de diretrizes orçamentárias ou na lei orçamentária anual do Estado.

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Billy Culleton
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Foto: Julio Cavalheiro/Secom/Arquivo

Proprietários de veículos com placa final 1 que quiserem pagar o imposto em cota única devem efetuar o pagamento até quarta-feira, 31 de janeiro. O prazo para parcelamento do imposto terminou no dia 10 de janeiro.

A Secretaria de Estado da Fazenda (SEF), responsável pelo recolhimento do imposto, lembra que os vencimentos dependem do final da placa do veículo, mas os contribuintes podem antecipar o pagamento a qualquer momento. A guia de pagamento, taxas, multas e seguro DPVAT podem ser emitidos na internet e pagos nas agências bancárias conveniadas: Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, Santander, Caixa Econômica Federal, Sistema Bancoob/Sicoob, HSBC, Sicredi e Cecred.

A quitação é um dos requisitos para licenciar o veículo. O não pagamento também implica em Notificação Fiscal, com multa de 50% do valor devido, mais juros SELIC ao mês ou fração. Para saber qual o valor do IPVA do seu carro, acesse a tabela disponível no site da Secretaria da Fazenda, clicando aqui.

Para pagar, clique aqui.

Imposto catarinense está 2,47% menor em 2018

Os proprietários de veículos emplacados em Santa Catarina irão pagar em média 2,47% a menos de IPVA em 2018. O Índice representa a desvalorização dos veículos em relação a 2017 de acordo com a tabela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), utilizada pela Secretaria de Estado da Fazenda como base de cálculo. A exceção fica por conta dos proprietários de caminhões. Para 2018, os valores das carrocerias foram incorporados ao valor venal desses veículos, conforme previsto em lei. Para ver quanto você vai pagar, clique aqui.

CALENDÁRIO DE PAGAMENTO

FINAL DE PLACA

COTA ÚNICA

PARCELAMENTO-COTAS

     1ª

     2ª

    3ª

1

último dia do mês de janeiro

10.01

10.02

10.03

2

último dia do mês de fevereiro

10.02

10.03

10.04

3

último dia do mês de março

10.03

10.04

10.05

4

último dia do mês de abril

10.04

10.05

10.06

5

último dia do mês de maio

10.05

10.06

10.07

6

último dia do mês de junho

10.06

10.07

10.08

7

último dia do mês de julho

10.07

10.08

10.09

8

último dia do mês de agosto

10.08

10.09

10.10

9

último dia do mês de setembro

10.09

10.10

10.11

0

último dia do mês de outubro

10.10

10.11

10.12


- IPVA mais caro - R$ 72.328,52

I/LAMBORGHINI AVENTADOR, ano de fabricação 2016

 - IPVA mais barato - R$ 1,42

AGRALE RXT 16.5, ano de fabricação 1987

IPVA SC - Alíquotas vigentes

  • 2% para veículos de passeio, utilitários e motor-casa, nacionais ou estrangeiros;
  • 1% para veículos de duas ou três rodas e os de transporte de carga ou passageiros (coletivos), nacionais ou estrangeiros;
  • 1% para veículos destinados à locação, de propriedade de locadoras de veículos ou por elas arrendados mediante contrato de arrendamento mercantil.

Grupo

Tipo de veículo

Variação no valor venal entre 2014 e 2015

A

Automóveis

- 4,9%

B

Camionetas e utilitários

- 4,8%

C

Caminhões

- 8,1%

D

Ônibus/Microônibus

- 5,5%

E

Motos e Similares

-2,5%

F

Motor-casa

- 6,3%

Média

 

 - 4,4%

Caso tenha dúvidas, entre em contato com a Central de Atendimento Fazendária neste link ou pelo telefone 0300-645-1515.

Informações adicionais para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Estado da Fazenda - SEF
Aline Cabral Vaz
E-mail: avaz@sef.sc.gov.br
Fone: (48) 3665-2575 / (48) 98843-8352
Cléia Schmitz
E-mail: cschmitz@sef.sc.gov.br
Fone: (48) 3665-2572/ (48) 99157-1980
Sarah Goulart
E-mail: sgoulart@sef.sc.gov.br
Fone: (48) 3665-2504/ (48) 98843-8553
Site: www.sef.sc.gov.br 


Foto: Julio Cavalheiro/Secom

A terça-feira começou com sol em Santa Catarina, mas para o período da tarde, a previsão do tempo da Epagri/Ciram indica aumento da nebulosidade, com pancadas de chuva na maioria das regiões. Na Grande Florianópolis e Litoral Norte, há condição de chuva no período noturno. A temperatura segue alta em todo Estado, com máximas acima doss 30°C no Extremo-Oeste, Meio-Oeste, Oeste, Vale do Itajaí, Litoral Sul e Norte e Planalto Norte.

Para a quarta-feira, 24, a previsão é de sol entre nuvens em Santa Catarina. Durante a tarde e noite áreas de instabilidade causam pancadas de chuva em todas as regiões. A temperatura segue alta à tarde, com sensação de ar abafado. O vento sopra de Noroeste com variações de noroeste, fraco a moderado.

Acompanhe a atualização dos avisos meteorológicos diários e de curto prazo (de 1 até 3 h de antecedência), na página da Epagri/CiramDefesa Civil e redes sociais.

Receba alertas via SMS. Envie seu CEP para o número 40199. O serviço é gratuito.

Mais informações para a imprensa:
Central de Meteorologia
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Fone: (48) 3665-5007 e (48) 3665-5172
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A Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde (Dive/SES) informa que, de 1º a 22 de janeiro de 2018, foram notificados sete casos suspeitos de febre amarela no estado. Todos tiveram histórico de deslocamento para áreas de transmissão, fora de Santa Catarina, e aguardam resultado laboratorial para conclusão da investigação. Santa Catarina não registra casos autóctones (de transmissão dento do estado) de febre amarela desde 1966.

Dos casos suspeitos, dois evoluíram para óbito, um residente em Gaspar e o outro morador de Lajeado Grande. Outros cinco são residentes nos municípios de Joinville (1), São José (1), Lages (1), Criciúma (1) e Timbó (1).

>>> Áreas de recomendação para vacinação 

Os exames laboratoriais estão sendo realizados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Paraná, laboratório de referência em febre amarela para Santa Catarina, e os resultados podem levar até 20 dias para serem liberados.

De 1º a 22 de janeiro deste ano, oito epizootias - ocorrência de um determinado evento em um número de animais ao mesmo tempo e na mesma região - foram registradas em Santa Catarina, com oito primatas não humanos (macacos) envolvidos (ainda em investigação). De acordo com a Gerência de Zoonoses da Dive/SC, houve coleta oportuna de amostras em quatro deles, cujos resultados estão sendo aguardados.

Saiba mais em www.dive.sc.gov.br/febre-amarela.

Vigilância de epizootias 

Os primatas não-humanos (PNH-macacos) são como sentinelas da febre amarela. Por viverem no mesmo ambiente que os mosquitos transmissores (Haemagogus e Sabethes) em área silvestre (restrito às matas), os macacos são os primeiros a adoecer alertando para uma possível circulação do vírus da febre amarela naquela região. Daí a importância em comunicar imediatamente às autoridades municipais de saúde, pois na ocorrência da morte ou adoecimento destes animais, amostras devem ser coletadas em até 24 horas para análise. Alterações no comportamento ou queda repentina no número de macacos em determinada área também devem ser informados. A população pode colaborar para essa vigilância, especialmente quem mora em área rural ou próximo a áreas de mata.

Informações adicionais para a imprensa:
Patrícia Pozzo
Núcleo de Comunicação
Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive)
Secretaria de Estado da Saúde
Fone: (48) 3664-7406 | 3664-7402
E-mail: divecomunicacao@saude.sc.gov.br
www.dive.sc.gov.br