Foto: Jaqueline Noceti/Secom

A Epagri divulgou nesta sexta-feira, 22, uma análise detalhada dos riscos da estiagem que atinge o estado para agricultura de Santa Catarina. O documento foi redigido em conjunto pelos técnicos do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) e do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Epágri/Ciram). 

O estudo aponta as precipitações abaixo do normal climatológico no mês de setembro. Segundo nota informativa, o estado é frequentemente atingido por fenômenos climáticos que causam prejuízos à agropecuária, especialmente excesso de chuvas e estiagens. As estiagens mostram seus efeitos negativos à medida que estendem sua duração e conforme coincidem com períodos de implantação das culturas ou com períodos em que o desenvolvimento vegetativo e reprodutivo das plantas são mais sensíveis à baixa disponibilidade hídrica.

Confrontar as informações das atividades agrícolas, monitoramento dos rios e previsão do tempo, traz embasamento importante para compreensão e escolha de estratégias de manejo a serem adotadas em tempos de restrições hídricas.

Desde o dia 23 de agosto não chove regularmente no estado de Santa Catarina. As precipitações para o mês de setembro estão abaixo da média climatológica em todas as regiões do Estado. A situação agravou-se ainda mais com o baixo volume de chuva verificado no mês de agosto nas regiões do Litoral Norte, Litoral Sul, Meio Oeste, Planalto Sul e Vale do Itajaí.

De acordo com o monitoramento dos níveis dos rios em Santa Catarina, existem 22 estações hidrológicas na qual o regime hídrico se apresenta abaixo da normalidade. Os municípios mais atingidos na condição de alerta e emergência são Forquilhinha, Bocaina do Sul, Otacílio Costa, Canoinhas, Palhoça, Chapadão do Lageado, José Boiteux, Salete, Taió, Timbó, São João Batista, São Martinho,  Orleans, Tubarão, Passos Maia, Joaçaba, Rio das Antas, Tangará, Concórdia, Camboriú e Rio Negrinho. A situação encontra-se em atenção para os municípios de Curitibanos,  Itapiranga e Itapema.

Monitoramento dos rios no Estado de Santa Catarina

Esta situação de estiagem em algumas regiões de Santa Catarina é decorrente do baixo índice de pluviométrico em setembro de 2017. A região do Litoral Sul foi a que mais teve chuva no estado, cerca de 31,8mm na média, seguida da região do Extremo-Oeste com 29,6mm. A região que menos choveu neste mês de setembro foi o Meio-Oeste de Santa Catarina, com uma média de 1mm, seguida da região Florianópolis litorânea com 1,3mm. A média histórica em Santa Catarina varia entre 159mm a 251mm, portanto em algumas regiões não choveu nem 10% dos valores médios históricos.

Como em qualquer atividade econômica, há dificuldade em quantificar perdas por determinado fenômeno climático, pois vários outros fatores atuam simultaneamente sobre ela. Não basta simplesmente comparar a safra colhida com a anterior ou com a expectativa inicial de plantio da próxima safra. Fatores de mercado, a busca de produtos num ambiente globalizado, a atratividade dos preços, a forte relação do produto com outras cadeias produtivas podem alterar fortemente a intenção de plantio e os investimentos na produtividade.

O acompanhamento de safra é feito rotineiramente pela Epagri/Cepa, e o que pode ser observado no momento é que algumas atividades já sofrem danos em menor ou maior grau, em função da região em que estão inseridas e que serão impactadas em diferentes grandezas se a oferta hídrica não se reestabelecer em 15 ou 20 dias.

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Foto: Aires Mariga/Epagri

O Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa) estima diminuição média de até 3% na produtividade da banana em Santa Catarina caso a estiagem persista até outubro. Em algumas microrregiões, essa queda pode chegar a 15%.

Segundo Rogério Goulart Junior, analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa, caso a chuva não retorne até o próximo mês o Sul catarinense pode enfrentar entre 7,5% e 15% de diminuição na produtividade média na microrregião de Criciúma, o que pode refletir em até 5% de redução na oferta da fruta na mesorregião. Já para as regiões do Norte e Vale do Itajaí, pode haver entre 5% e 10% de queda na produtividade média, com redução de até 3,5% na oferta normal estimada para as duas mesorregiões no período.

“Para os bananicultores, o problema principal é a redução no volume dos cachos e no calibre e tamanho dos frutos, pois afeta a qualidade da fruta comercializada, o que diminui ainda mais os preços médios pagos ao produtor, que já estão abaixo de R$ 0,40 por quilo”, avalia Rogério. “Mas há expectativa de que os estados produtores do Sudeste e Nordeste, que também estão sofrendo com a estiagem, reduzam a oferta nacional da fruta e, com isso, o preço ao produtor se valorize”, prevê o analista.

Rogério explica que os efeitos da estiagem devem alongar o ciclo de desenvolvimento das frutas nos bananais em mais de um mês, ocasionando a diminuição na densidade da polpa, com perda de calibre e diminuição no tamanho da fruta. A falta de chuva causa ainda produção de cachos menores por planta, afetando a produtividade média, além de dificultar e atrasar os tratos culturais como calagem e adubação. Outro efeito que se pode esperar é o aumento da presença da doença Mal do Panamá, provocado pelas temperaturas altas aliadas ao estresse hídrico que debilita as plantas. O analista da Epagri/Cepa lembra ainda que, nos últimos meses, a região Sul do estado enfrentou muitos ventos fortes, que reduziram em quase 3% o número de plantas nos bananais.

Os dados mais recentes da Epagri/Cepa indicam que, em 2016, existiam em Santa Catarina 3.481 bananicultores, responsáveis por uma produção de 743,2 mil toneladas em 28,7 mil hectares de área colhida. A bananicultura movimenta mais de R$ 519,2 milhões de Valor Bruto da Produção (VBP) e mais de R$1,6 bilhão considerando toda a cadeia produtiva no estado.

O Norte catarinense responde por 50% da produção e 44% do VBP do setor, uma participação que se mantém constante. No Vale do Itajaí, estão 39% da produção de banana, com 33% do VBP, mas, nas últimas safras, houve aumento na representatividade da produção. O Sul representa 10% da quantidade produzida no estado e 21% do valor bruto gerado. Nas últimas safras, houve aumento do VBP no Sul, devido à valorização no preço da banana-prata.

Mais informações e entrevistas: Rogério Goulart Junior (48) 3665-5448.

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A falta de chuvas começa a preocupar os produtores catarinenses de trigo. A estiagem já prejudica as lavouras, que estão em fase de florescimento, e as projeções são de uma safra 2017/18 até 30% menor do que a safra passada. As informações estão no Boletim Agropecuário publicado pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

A produção catarinense de trigo deve ser de 163,4 mil toneladas na próxima safra, contra 229 mil toneladas colhidas na safra 2016/17. A queda na produção de trigo pode ser explicada também pela redução na área plantada, que passou de 69 mil hectares para 50,9 mil hectares este ano, uma queda de 26%. Esse cenário é observado em todas as importantes microrregiões produtoras de trigo no estado, com destaque para Canoinhas (-38%), Chapecó (-17%), Joaçaba (-28%), Curitibanos (-29%) e Xanxerê (-25%).

O engenheiro agrônomo e analista do Cepa/Epagri, João Rogério Alves, explica que a estiagem alcançou as lavouras de trigo em plena fase de floração e o período seco compromete a produção futura. “Sem chuvas consistentes desde o dia 23 de agosto, as lavouras em sua maioria se desenvolveram em condições de falta de chuvas, resultando em plantas com porte baixo e com poucos perfilhos. Com plantas em fase de floração e enchimento de grão, a umidade no solo é considerada essencial. Se as chuvas previstas para ocorrem entre os dias 25 ou 30 deste mês não ocorrer, a situação das lavouras tende a piorar”, ressalta.

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Municípios das regiões de Concórdia e Joaçaba conhecem o Projeto Terra Legal. Nesta sexta-feira, 22, os agricultores e lideranças de Jaborá, Catanduvas, Vargem Bonita e Irani saberão mais informações sobre o projeto de regularização de imóveis rurais, proposto pela Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca. A proposta é fazer uma varredura e atender todos os agricultores familiares desses municípios. A reunião será às 9h30 na Câmara de Vereadores de Irani.

O Projeto Terra Legal pretende legalizar os imóveis do meio rural, promover a regularização fundiária das terras devolutas, posses e partilhas e a atualização do Cadastro Ambiental Rural de todos os imóveis rurais localizados nesses quatro municípios.

O Governo do Estado pretende legalizar e regularizar os imóveis rurais, com a inscrição no Sistema de Gestão Fundiáriano (SIGEF/Incra), atualizando o cadastro de terras na Subsecretaria de Reordenamento Agrário (MDA/SRA) e o Cadastro Ambiental Rural. O secretário de Estado da Agricultura, Moacir Sopelsa, destaca que a legalização das propriedades rurais traz mais segurança jurídica para os agricultores e é indispensável para acessar as políticas públicas federais e estaduais.

Por outro lado, o Governo do Estado terá um cadastro atualizado que poderá nortear as decisões sobre o desenvolvimento de políticas públicas e o planejamento estratégico sustentável desses municípios. Os produtores e técnicos poderão ainda pensar em um plano produtivo para o imóvel rural.

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Foto: Epagri / Divulgação

A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) promove nesta sexta-feira, 22, o 5º Seminário Regional da Bananicultura, em Massaranduba. A qualidade do solo dos bananais e a organização e a sustentabilidade econômica da atividade serão discutidos com produtores e técnicos no salão de festas da Igreja São João Bosco, das 9h às 16h.

Será lançado o boletim “Banana, recomendações técnicas para o cultivo no litoral norte de Santa Catarina”. Também está prevista saída em campo e palestras. O evento conta com apoio da Prefeitura de Massaranduba, da Associação dos Produtores de Banana (Aprobam) e Cooperativa dos Agricultores Familiares (Cooperbam).

Joinville - Maior produtora de banana do Estado, região Norte recebe seminário sobre cultivo da fruta

Na região Norte, a cadeia produtiva da bananicultura é formada por 1.758 famílias dos municípios de Araquari, Barra Velha, Corupá, Garuva, Guaramirim, Jaraguá do Sul, Joinville, Massaranduba, São Francisco do Sul, São João do Itaperiú e Schroeder. O município com maior produção é Corupá. A safra de 2016 movimentou mais de R$ 270 milhões nas 11 cidades.

O valor bruto gerado pela produção deste setor é de 74,6% do total catarinense, já que a região Norte é a maior produtora de banana de Santa Catarina. Atualmente, é responsável por 58% da produção estadual, tendo como mais comercializadas a Caturra e a Prata 85% e 15%, respectivamente.

De acordo com o engenheiro agrônomo e gerente regional da Epagri de Itajaí Ricardo José de Negreiros, a previsão é que a safra de 2017 supere a produção de 430 mil toneladas no ano passado. “A razão do prognóstico é que as condições climáticas ajudaram no plantio este ano, com chuvas bem distribuídas e um inverno mais ameno.”

Programação

9h30: Abertura

9h45: Como manter e melhorar a qualidade dos solos dos bananais? – Rafael Ricardo Cantú, com engenheiro agrônomo da Epagri e doutor em fertilidade do solo;

10h45: Organização e Sustentabilidade Econômica da Bananicultura no Norte Catarinense, com Eliane Cristina Muller, diretora da Asbanco;

11h40: Lançamento do boletim técnico Banana – Recomendações técnicas para o cultivo no litoral norte de Santa Catarina;

13h30: Saída a campo.

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A soja invade o meio rural catarinense e avança nas áreas antes destinadas ao plantio de milho. O crescimento das lavouras de soja chega a uma média de 6% ao ano e na safra 2017/18 deve chegar a 706 mil hectares plantados – mais do que o dobro da área destinada ao milho grão, por exemplo. Os números foram apresentados pela Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca nesta quarta-feira, 20, e fazem parte das estimativas iniciais de safra elaboradas pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

Os agricultores catarinenses devem destinar 318 mil hectares ao plantio de milho grão – 12% a menos do que na última safa. Por conta disso, a produção também ficará menor, em torno de 2,6 milhões de toneladas – 16,5% menor do que na safra 2016/17. Essa tendência é observada também nos outros estados do Sul: o Paraná já anuncia uma diminuição de 33% na área cultivada de milho e o Rio Grande do Sul espera 23% de queda.

A redução na colheita tem impacto direto no setor produtivo de carnes em Santa Catarina. Como maior produtor nacional de suínos e segundo maior produtor de aves, o estado consome em média seis milhões de toneladas de milho todos os anos. “Nós temos que pensar em alternativas para atender a demanda da cadeia produtiva de carnes. Encontrar rotas alternativas para que o milho chegue com um preço mais competitivo em Santa Catarina”, ressalta o secretário da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa

Entre os motivos que fazem os agricultores abandonarem o cultivo de milho grão estão os altos custos de produção e o preço abaixo do esperado na última safra, fatores que tornaram a soja mais atrativa. “Isso não é uma surpresa. Os agricultores também fazem suas contas e optam pelo que é mais rentável. Como o milho estava com um preço menor este ano, os produtores escolheram plantar soja”, explica Sopelsa.

A soja ganha cada vez mais espaço em Santa Catarina. Em média a área destinada ao grão aumenta 6% todos os anos e já chega a 706 mil hectares na safra 2017/18. A produção também deve ser ampliada e chegar a 2,5 milhões de toneladas – ficando bem perto da produção de milho – e superando o recorde atingido na última safra. Hoje em Santa Catarina as maiores áreas destinadas ao plantio de soja estão em Campos Novos, Abelardo Luz e Mafra.

Milho Silagem

O milho destinado à produção de silagem, utilizado na alimentação de bovinos de corte e leite, também vem numa crescente em Santa Catarina. Na próxima safra é esperada uma colheita de 9,6 milhões de toneladas de massa verde em 226 hectares plantados. Com destaque para as regiões de Chapecó e São Miguel do Oeste, que juntas respondem por 48% da área plantada de milho silagem do Estado - explicado pela grande produção leiteira.

O aumento na produção de milho silagem é impactado também pelo Programa Terra-Boa, da Secretaria da Agricultura. Boa parte das sementes de milho disponibilizadas é utilizada para produção de silagem. Só este ano serão 220 mil sacas de sementes de milho liberadas pelo Programa.

Arroz Irrigado

A área plantada de arroz irrigado deve ser muito próxima do que aconteceu na última safra. Serão 148 mil hectares destinados ao cultivo do grão. Os agricultores ainda estão em ritmo de preparo de solo para semeadura, com algumas áreas mais adiantadas como no Litoral Norte. A safra deve girar em torno de 1,1 milhão de toneladas de arroz.

Feijão 1ª safra

A área plantada no Estado com feijão 1ª safra terá um pequeno aumento de 2% e deve fechar em 46 mil hectares, com 96 mil toneladas colhidas. Os principais municípios produtores são Campos Novos, Abelardo Luz e São José do Cerrito.


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Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca e Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa/Epagri) lançam a estimativa inicial da safra 2017/18 em Santa Catarina. As expectativas são de queda na produção de milho e de recorde na colheita de soja – resultados que têm um impacto direto no agronegócio catarinense.

A queda na área plantada de milho grão deve chegar a 12%, em relação a ultima safra, com impacto direto na produção, que deve reduzir em 16,5% - fechando em 2,6 milhões de toneladas. Essa tendência é observada também nos outros estados do Sul: o Paraná já anuncia uma diminuição de 33% na área cultivada de milho e o Rio Grande do Sul espera 23% de queda.

Se os agricultores abandonam o cultivo de milho, normalmente, é porque optam pela soja. O grão deve ocupar 706 mil hectares das lavouras catarinenses, 7,3% a mais do que na safra 2016/17. A produção pode chegar a 2,5 milhões de toneladas – maior colheita já registrada em Santa Catarina.

Outras culturas que ganham espaço no Estado são o milho silagem, feijão e tabaco. A estimativa inicial da safra de verão será divulgada nesta quarta-feira, 20, às 9h30, no auditório da Secretaria da Agricultura, em Florianópolis.

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Otacílio Costa (12/06/2017). Foto: James Tavares/Secom

A Epagri/Ciram está instalando uma nova tecnologia que vai aprimorar a previsão de curtíssimo prazo, que consegue antecipar em até seis horas a ocorrência de eventos meteorológicos com potencial para causar prejuízos, como tempestades severas aliadas a ventos fortes, chuvas intensas e granizos, entre outros.

Trata-se de um computador de alto desempenho (servidor), no valor de R$ 60 mil, que vai unir num único produto modelos numéricos de previsão do tempo, dados meteorológicos das estações automáticas e informações geradas por radar meteorológico. Assim, será possível prever com mais precisão a ocorrência de eventos meteorológicos extremos no território catarinense.

O novo equipamento foi adquirido por meio do projeto Suporte à Previsão de Curtíssimo Prazo Através da Assimilação de Dados em Ciclo de Atualização Rápida (CAR), coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e financiado pelo CNPq. Além da Epagri/Ciram, outras instituições participam da pesquisa, entre elas o Centro de Previsão de Tempo e estudos Climáticos (Cptec) e Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) e até a Nasa.

Clóvis Corrêa, meteorologista da Epagri/Ciram, coordena o projeto dentro da instituição. Ele explica que, normalmente, os modelos matemáticos são usados para fazer previsões de prazo mais estendido (72h, 48h e 24h), enquanto que os radares servem mais para previsões de curto prazo. Cabe ao meteorologista, com base em seu conhecimento e experiência, fazer a união dos dados gerados pelos dois sistemas, a fim de produzir a previsão, no caso de evidência de eventos meteorológicos intensos. Com a união das duas tecnologias em um único computador, essas informações serão automaticamente integradas, dando mais agilidade e precisão ao trabalho.

Clóvis conta que, por enquanto, o servidor está em fase de testes, mas deve estar operando até o final do ano. Além de ajudar na previsão operacional, o novo equipamento vai também colaborar com pesquisas que buscam detalhar os fenômenos meteorológicos que ocorrem em Santa Catarina e no Brasil.

Mais informações com Clóvis Corrêa pelo fone (48) 3665-5133.

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O Departamento Regional da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) de Campos Novos realiza nesta segunda-feira, 18, exercício simulado em doenças emergenciais voltados à febre aftosa. A ação é realizada por meio do Programa Nacional de Erradicação de Febre Aftosa e do Programa de Suínos, coordenados pelos médicos veterinários da Cidasc Flávio Pereira Veloso e Sabrina Tavares. 

O exercício teórico-prático será entre segunda, 18, e sexta-feira, 22, e contará com a presença de médicos veterinários e engenheiros agrônomos da Companhia, profissionais do serviço oficial dos estados do Paraná e Rio Grande do Sul e iniciativa privada. Serão promovidas revisões teóricas e treinamentos práticos sobre aspectos do diagnóstico, coleta de amostras, investigação epidemiológica, rastreio, biossegurança, procedimentos de controle e erradicação da febre aftosa.

O execício simulado faz parte de convênio entre Cidasc e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A Organização Mundial de Saúde Animal – OIE foi informada sobre a ação por meio do diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa, Doutor Guilherme Henrique Figueiredo Marques.

De acordo com o Departamento de Informação e Análises da Sanidade Animal da OIE, o objetivo da ação é exercitar e comprovar a capacidade de alerta, organização de resposta precoce e a gestão e organização dos serviços veterinários oficiais, conforme determinam as diretrizes do Plano de Contingência da Febre Aftosa.

Programa Nacional de Erradicação de Febre Aftosa

As ações relacionadas à vigilância epidemiológica desenvolvidas pela Cidasc, desde sua criação, contribuíram para a conquista de um status sanitário diferenciado, que culminou com o desenvolvimento do setor agropecuário de Santa Catarina, por meio da abertura de mercados internos e externos.

Desde o ano de 2007, o Estado é reconhecido como zona livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal – OIE, sendo um dos poucos territórios sul-americanos a possuir esse status sanitário.

O último foco de febre aftosa no estado foi registrado em 1993 e desde 2000 está suspensa a vacinação contra a doença. Para garantir o status sanitário catarinense, passou a ser proibida a entrada de bovinos provenientes de outros estados, onde a vacinação é obrigatória.  No caso de ovinos, caprinos e suínos criados fora de Santa Catarina o ingresso é permitido, desde que cumpridos os requisitos sanitários previstos na legislação.

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Foto: Epagri

A Epagri lança nesta terça-feira, 19, o Sistema de Monitoramento Apícola (Apis On-line), um conjunto de tecnologias destinadas a coletar dados ambientais e gerar informações para apoiar a produção de mel no território catarinense. Esse é o primeiro sistema desta natureza desenvolvido no Brasil. O lançamento acontece às 16h, na Assembleia Legislativa, em Florianópolis, como parte de um evento da Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina (Faasc), que vai reunir 350 lideranças do setor.

O Sistema de Monitoramento Apícola é desenvolvido pelo Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Epagri/Ciram) com o apoio de outras unidades da Epagri. Ele é composto por uma plataforma digital que reúne informações relacionadas ao setor. Lá, já é possível encontrar publicações e links úteis, entre outros dados.

A plataforma é colaborativa. Caberá a cada produtor cadastrar os dados de seu apiário, informando nome, localização e os seus produtos. Esses dados são disponibilizados em forma de mapa, no qual, com um clique, o consumidor poderá saber onde comprar o produto que deseja na região de seu interesse. Já estão cadastradas na plataforma todas as associações.

O site também vai contar com a colaboração dos apicultores no link Floração. Ali estão descritos os tipos de plantas existentes no estado e as datas esperadas de sua floração. O apicultor poderá identificar e informar diretamente no site datas antecipadas ou atrasadas de florações em sua região, enriquecendo o sistema.

Monitoramento

O grande diferencial da plataforma é o campo Monitoramento, onde estarão disponíveis as informações de coletas nas colmeias conectadas a estações agrometeorológicas que medem chuva, molhamento foliar, temperatura e umidade relativa do ar. Sensores instalados dentro da colmeia vão medir temperatura e umidade do ar interna. Ainda dentro da colmeia será medida, com uma balança de precisão, a quantidade de mel produzido. Esses dados se unirão aos medidos pela estação agrometeorológica e serão transmitidos automaticamente em tempo real para o banco de dados da Epagri/Ciram, em Florianópolis, e inseridos no sistema. Com base nesses dados, pesquisadores da área poderão observar quais condições meteorológicas influenciam na produção de mel.

Éverton Blainski, pesquisador da Epagri/Ciram na área de monitoramento ambiental e coordenador do projeto, explica que entre setembro e outubro serão instaladas nas diferentes regiões agroclimáticas do estado seis unidades de monitoramento apícola, formadas pelo conjunto de colmeia monitorada e estação agrometeorológica. Esses equipamentos foram adquiridos com recursos do Programa SC Rural, num total de R$ 300 mil. A instalação e operação da rede será custeada com verba da Epagri. Cada unidade terá como responsável um técnico da Epagi com conhecimento em apicultura.

Blainski explica que a Epagri já firmou convênio com o curso de graduação em engenharia em telecomunicação do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) para desenvolvimento de unidades de monitoramento apícola de baixo custo, que serão usadas para adensar a rede. Ele informa também que será preciso coletar pelo menos um ano de dados para que seja possível avaliar quais condições meteorológicas influenciam na produção de mel.

Após um ano de avaliação, a Epagri/Ciram poderá emitir, a partir da plataforma, avisos específicos aos apicultores. Com base na previsão do tempo, eles serão alertados sobre quais providências podem tomar para evitar queda na produção, como arejar as colmeias ou oferecer alimentação complementar às abelhas. A plataforma também vai formar um banco de dados histórico com informações de épocas floradas e os dados coletados pelas unidades de monitoramento apícola.

Além da plataforma colaborativa e o do monitoramento, o sistema se completará com o desenvolvimento de um aplicativo para dispositivos móveis a ser usado pelos apicultores. Além de ver os dados disponíveis no site, o produtor poderá interagir com o aplicativo, por exemplo, fotografando e informando ao sistema sobre uma florada antecipada ou tardia. A Epagri já submeteu às entidades financiadoras projeto para desenvolvimento do aplicativo, em busca da verba necessária para execução da proposta. 

Todo esse conjunto de tecnologia estará disponível para livre consulta, mas é preciso mais que equipamentos para que o Sistema de Monitoramento Apícola tenha êxito. “A Epagri está colocando a ferramenta à disposição do setor apícola, mas o sucesso depende da adesão e boa utilização por parte dos integrantes dessa cadeia produtiva”, alerta Ivanir Cella, chefe da divisão de estudos apícolas da Epagri.

Evento

O lançamento do Sistema de Monitoramento Apícola faz parte de um evento promovido ao longo de todo o dia 19 pela Faasc. A programação inicia pela manhã, com a inauguração da sede da federação, na Capital. Na parte da tarde, no Auditório Antonieta de Barros da Alesc, acontecem as palestras técnicas.

O ciclo de palestras será aberto às 14h30, com o tema Previsão Meteorológica X Apicultura, que será abordado pelo agrometeorologista Marcio Sônego, pesquisador Estação Experimental da Epagri em Urussanga. Às 16h, acontece o lançamento do sistema, com palestra proferida pelo pesquisador Blainski e, a partir das 16h30, Cella fala sobre os principais fatores de produtividade do mel.

Às 19h, começa uma sessão solene na Alesc em homenagem ao associativismo apícola e entidades com expressiva atuação no setor apícola no estado. A Epagri será uma das homenageadas.

Mel em SC

Santa Catarina conta atualmente com quase nove mil apicultores de diferentes portes que vão se beneficiar com a implantação do Apis On-line. Na safra 2016/1017 ,foram produzidas oito mil toneladas de mel, um recorde no estado. A produção ficou em 25Kg por colmeia, superior à média dos últimos anos, que foi de 20,42kg. No Brasil, essa média fica em 10Kg por colmeia. Há cinco anos, a média catarinense era de 13kg por colmeia. As condições de clima, o empenho dos apicultores e o forte trabalho de assistência técnica da Epagri na área foram fatores decisivos para o resultado expressivo.

Serviço:

O quê: lançamento do Sistema de Monitoramento Apícola
Quando: terça-feira, 19, às 16h
Onde: auditório Antonieta de Barros, da Assembleia Legislativa, em Florianópolis
Informações e entrevistas: Éverton Blainski, pelo fone (48) 99929-6053 / Ivanir Cella pelo fone (48) 98801-8269

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