Fotos: Jeferson Baldo / GVG

O Agronegócio de Santa Catarina foi destaque na abertura da Avesui, nesta terça-feira, 25, em Florianópolis. Em seus pronunciamentos o vice-governador Eduardo Pinho Moreira e o secretário da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, ressaltaram os esforços do Governo do Estado, iniciativa privada e produtores para manter o status sanitário diferenciado dos rebanhos e a vocação catarinense para produção de alimentos.

Com apenas 1,12% do território nacional, Santa Catarina é o primeiro produtor nacional de suínos, cebola, maçã, alho, ostras, mexilhões e pescados. O segundo maior produtor de aves, tabaco e arroz e está entre os maiores produtores de mel, banana e leite. Em seu discurso, Pinho Moreira, reconheceu a importância do agronegócio para a economia catarinense, sendo responsável por aproximadamente um terço do Produto Interno Bruto do estado. “Enquanto o Brasil passa por dificuldades estruturais e econômicas, Santa Catarina é um estado mais equilibrado e, indiscutivelmente, o agronegócio tem uma participação importante nesse cenário”.

O vice-governador ressaltou ainda os investimentos na sanidade animal, que fazem de Santa Catarina um estado diferenciado e modelo em saúde animal. “Nós ficamos felizes porque Santa Catarina sedia esse evento, porque nós temos um histórico importante nos cuidados com a saúde animal. Somos o único estado brasileiro livre de febre aftosa sem vacinação, somos livre peste suína clássica e temos um trabalho exemplar da Cidasc”, afirma. Essas certificações internacionais pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) dão ao estado acesso aos mercados mais competitivos do mundo, como Japão e Estados Unidos.

A qualidade das carnes produzidas no estado também foi tema do discurso do secretário da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa. “O agronegócio brasileiro passou por um momento delicado, principalmente quando questionaram a qualidade das carnes produzidas no nosso estado e nós, mais uma vez, mostramos que Santa Catarina tem uma seleção dos melhores produtores, empresas e técnicos comprometidos e dedicados em fazer o melhor”.

As discussões sobre a produção de carnes em Santa Catarina continuam nesta quarta-feira (26) na Avesui. Às 15h15, o secretário Moacir Sopelsa, representantes da cadeia produtiva, das agroindústrias e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) estarão reunidos para discutir a qualidade da carne brasileira, falando dos esforços do setor para oferecer ao mercado produtos com qualidade e segurança, além dos novos desafios enfrentados. O painel será realizado no Auditório de Inovação e será gratuito para os visitantes.

Reconhecimento às personalidades do setor de aves e suínos
Durante a abertura do evento, o vice-governado e o secretário da Agricultura entregaram o prêmio "Oswaldo Gessulli Personalidades da Avicultura e Suinocultura Brasileira” aos destaques da suinocultura e avicultura em Santa Catarina. Os homenageados foram: Mario Faccin, médico veterinário e reconhecido como o maior produtor individual de suínos no Brasil, fundador da agroindústria Master, recebeu o prêmio como Personalidade Empresarial da Suinocultura. Nilson Olivo, grande incentivador da suinocultura brasileira e criador do Mapa do Suíno foi reconhecido como Personalidade Técnica da Suinocultura. No setor de avicultura, os premiados foram o administrador Franke Holdbold, diretor geral da Plasson do Brasil, como Personalidade Empresarial, e a médica veterinária e gerente corporativa de Avicultura da BRF Christine Mazziero, escolhida como Personalidade Técnica pelo seu trabalho em áreas como saúde animal, frangos de corte e projetos estratégicos.


Pecuária em Santa Catarina
Com forte tradição na pecuária, Santa Catarina é berço das principais empresas do setor de carnes do Brasil e foi também o pioneiro na integração vertical nas cadeias produtivas de aves e suínos. São 18 mil produtores integrados às agroindústrias em Santa Catarina e o setor de carnes gera quase 60 mil empregos diretos em frigoríficos e indústrias de beneficiamento.

A carne - frango, suínos e bovinos - é responsável pelo maior faturamento no Valor Bruto da Produção Agropecuária de Santa Catarina, foram R$12,48 bilhões em 2016. O Estado é o maior produtor nacional de carne suína e o segundo maior de carne de frango, atendendo o mercado brasileiro e o exterior, com presença em mais de 120 países.

Avesui

Entre os dias 25 e 27 de abril, Florianópolis será sede do maior evento voltado para as cadeias produtivas de aves, ovos e suínos da América Latina. A Avesui reunirá empresas dos setores em uma feira internacional de negócios, além de uma extensa programação técnica.

Durante três dias, a Avesui terá palestras, painéis e debates sobre assuntos relacionados à produção de aves, ovos e suínos. Estão na programação, ainda, o II Congresso de Zootecnia e Precisão e o XVI Seminário Técnico de Aves e Suínos.

A programação completa das palestras técnicas e o credenciamento para a feira podem ser feitos pelo site www.avesui.com .


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Foto: Ricardo Miotto Ternus/Cidasc

Para dar conta das demandas relacionadas ao à produção de maçãs em Santa Catarina, foi realizada na Faesc, em Florianópolis, na manhã desta terça-feira, 25, uma reunião para tratar da erradicação do cancro europeu nos pomares de maçã catarinenses.

A reunião contou com a presença de autoridades ligadas à produção de maçã e à defesa sanitária vegetal catarinense, tais como o presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri; o presidente da Federação de Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo; e o presidente da Associação dos Produtores de Maçã e Pera de Santa Catarina, Rogério Pereira.

Ainda, gestor do Departamento Estadual de Defesa Sanitária Vegetal da Cidasc, Ricardo Miotto Ternus, e Rides Campos Ferreira, gestor do Departamento Regional da Cidasc de São Joaquim.

“A Cidasc já está trabalhando para apoiar o produtor e precisa da parceria com as demais entidades relacionadas ao setor para alcançar os objetivos desejados para o cenário estadual e nacional”, destacou Enori Barbieri.

“Sabemos das dificuldades, mas estamos trabalhando para suprir as carências da área, garantindo o status sanitário do Estado. É fundamental envolver todos os meios e profissionais que atuam no setor para alinhar as ações”, declarou Ricardo Miotto. 

Os principais estados brasileiros produtores de maçã são Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e juntos representam 94,9% da produção nacional e 94,4% da área em produção da maleicultura. Santa Catarina participa com 46% da produção brasileira e 48% da área em produção da cultura no país.  

Em 2017, Mais de 500 mil toneladas de maçã devem ser colhidas no Estado. O número é 20% maior em relação ao ano passado. A maior parte das maçãs colhidas tem categoria 1, o maior nível de qualidade, com tamanho e coloração que impressionam, resultado do clima favorável na região. Essa é uma das melhores safras em termo de qualidade da fruta.  

Sobre o cancro europeu

O cancro europeu das pomáceas, causado pelo fungo Neonectria ditissima, é uma doença que afeta as partes lenhosas das plantas. A principal característica da doença é a formação dos cancros que prejudicam a translocação de seiva e o crescimento vegetativo. A praga é considerada quarentenária presente no Brasil, tendo critérios e procedimentos para a sua contenção estabelecidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A partir do monitoramento da praga nos pomares comerciais e viveiros de mudas de macieira em Santa Catarina, foi possível constatar que, na safra 2015/2016, 42 novos pomares foram confirmados com a doença, somando até 2016, 117 pomares com a ocorrência da doença em 10 municípios catarinenses.

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Foto: Epagri / Divulgação 

Até o final abril Santa Catarina terá colhido mais de 7,5 mil toneladas de mel, uma safra recorde no território catarinense. A produção ficou em 25 quilos por colmeia, superior à média dos últimos anos, que foi de 20,42 quilos. No Brasil essa média fica em 10 quilos por colmeia. Há cinco anos, a média catarinense era de 13 quilos por colmeia.

O acompanhamento mais frequente da Epagri, que triplicou seus atendimentos a apicultores nos últimos três anos, resultou em melhorias no manejo e adoção de novas tecnologias pelo produtor. Soma-se a isso as condições climáticas adequadas e o capricho e empenho dos apicultores para se chegar ao aumento de 20% na produtividade por colmeia verificado nesta safra.

A safra do mel acontece entre agosto e janeiro, meses em que é colhida 70% da produção. O restante é coletado entre fevereiro e abril, quando acontece a safrinha.

Apesar da grande produção, o preço pago ao apicultor catarinense se mantém em alta. O mercado está pagando entre R$ 12,00 e R$ 13,00 o quilo do mel no atacado, tanto para o mercado interno quanto para exportação. Esse valor é o dobro do pago pelo mel da Argentina e do Uruguai, por exemplo.

“Essa grande valorização é resultado da qualidade do nosso mel, produzido sem o uso de químicos, diferente de outros países”, explica Ivanir Cella, coordenador de apicultura da Epagri. Segundo ele, é o emprego de manejo adequado e de tecnologias nos apiários que permite a produção do mel em grande escala sem uso de aditivos químicos.

Graças à alta qualidade do mel produzido, Santa Catarina passou a ocupar nessa safra a posição de maior exportador do Brasil e se mantém em terceiro no ranking nacional de produtores. Nosso Estado também é o líder nacional em produção por quilômetro quadrado, com 62,85kg/ km²/ano, enquanto que no restante do território nacional essa média é inferior a 5kg/ km²/ano.

Metade do mel catarinense é exportada e 42% do total produzido tem certificação orgânica. Esse alto nível, somado ao aroma e ao sabor proporcionados pela diversidade da flora catarinense, deu ao mel barriga-verde o reconhecimento como um dos melhores do mundo, tendo recebido vários prêmios internacionais nos últimos anos.

Para além da produção em expansão, o grande valor da apicultura catarinense para a economia do Estado se concentra no trabalho de polinização das abelhas, que tem impacto no ganho de produtividade da maçã, pera, ameixa e outras culturas. São cerca de 315 mil colmeias existentes no território catarinense, 45 mil delas alugadas para polinizar macieiras.

O presidente da Confederação Brasileira de Apicultura, José Soares de Aragão Brito, lembra que o segmento tem perspectivas promissoras no Brasil, já que nos próximos dez anos o mercado mundial deve aumentar sua demanda de mel em 170 mil toneladas. “O Brasil só atinge 10% do seu potencial produtivo”, calcula.

Ele lembra ainda que o próprio consumidor brasileiro está despertando para o consumo do produto. Cada brasileiro consome em média 120 gramas de mel por ano. Na Suíça, por exemplo, essa média é de 2 quilos por pessoa.

Para Aragão, Santa Catarina se diferencia dos outros Estados na apicultura principalmente pelo envolvimento dos entes públicos. “A Epagri é um exemplo nacional de assistência técnica na área. Trata-se de uma questão de gestão pública”, afirma o presidente da Confederação.

Santa Catarina sedia também as duas maiores empresas exportadora de mel do Brasil, entre elas a Prodapys, que fica em Araranguá e prepara para abrir ainda neste ano a maior unidade industrial da América Latina voltada para exportação de mel. Célio H. M. Silva, proprietário da empresa, reclama maior atenção para o setor. “É fundamental que sociedade perceba a importância estratégica da apicultura não só na economia, mas também na subsistência da vida humana”, destaca o empresário.

Mais informações e entrevistas com Ivanir Cella, coordenador de apicultura da Epagri, pelo fone (48) 98801-8269.

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Maior comprador de milho do país, Santa Catarina diminui seu déficit e aumenta a produção em 18,6% nesta safra. Com 380,6 mil hectares plantados, a estimativa do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa/Epagri) é de que o Estado colha 3,2 milhões de toneladas de milho neste ano. A boa safra é resultado das condições climáticas favoráveis combinadas ao uso de alta tecnologia e ao aumento da produtividade, que chega a uma média de 141,6 sacas de milho por hectare.

O aumento da produtividade é o caminho para elevar a produção de milho e atender a demanda do setor produtivo de carnes. Em regiões como a de Chapecó, Canoinhas e Xanxerê os produtores estão colhendo em média 150 sacas por hectare, enquanto na região de Curitibanos a produtividade chega a 173,3 sacas por hectare. Agricultores de São Miguel do Oeste e Joaçaba também investem para aumentar o rendimento das lavouras e nesta safra a produtividade já é, respectivamente, 28,3% e 24,9% superior a do último ano.

A maior região produtora do Estado é a de Chapecó com uma safra estimada em 603 mil toneladas, 13,7% a mais do que em 2015/16. A área destinada ao grão também aumentou, com 63,4 mil hectares plantados e uma produtividade de 158,3 sacas por hectare. Em microrregiões que já se destacam na produção do grão, como Xanxerê, Joaçaba e Curitibanos, o aumento na produção é superior a 20% nesta safra.

Como o Estado se destaca na produção de carnes e leite, 75% da ração animal é formada pelo grão. Só o setor produtivo de carnes consome seis milhões de toneladas de milho/ano, ou seja, o dobro do que o estado produz.

O secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, ressalta a parceria dos produtores, cooperativas e Governo do Estado para aumentar a produção de milho em Santa Catarina e diminuir o déficit do grão. “Nós estamos ao lado dos produtores com o programa Terra-Boa, apoiando a aquisição de sementes de milho de alta tecnologia, e também com o Programa de Incentivo ao Plantio de Milho, que garante a venda antecipada do milho para as agroindústrias. São programas que dão um suporte para os produtores e incentivam o investimento em tecnologia para aumentar a produtividade. Santa Catarina é um grande produtor de carnes e não existe suinocultura e avicultura sem milho”.

Este ano, os investimentos no Terra-Boa chegam a R$ 50,9 milhões para subsidiar a aquisição de 220 mil sacos de sementes de milho, 300 mil toneladas de calcário, 1,1 mil kits forrageira e 350 kits apicultura. A expectativa é atender 70 mil agricultores em no Estado.

Cerca de 73% do milho plantado na primeira safra já foi colhido e 92% da área de milho safrinha já foi plantada. Os números sobre a produção de milho e de outras culturas em Santa Catarina estão disponíveis no Boletim Agropecuário, publicado pelo Cepa/Epagri.

Milho Silagem

A safra de milho silagem, utilizado na alimentação de bovinos de corte e leite, também teve crescimento em Santa Catarina. O Estado deve colher 9 milhões de toneladas de milho silagem 10,9% a mais do que na safra 2015/16. Com uma área plantada de 216 mil hectares, a produtividade chega a 41,9 toneladas por hectare. Até o inicio de abril, cerca de 95% da área de milho silagem já havia sido colhida em Santa Catarina.

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Santa Catarina espera uma safra de 2,3 milhões de toneladas, 11% a mais do que no último ano. A área plantada da safra 2016/17 é a maior dos últimos anos, com 652 mil hectares destinados ao grão. A soja é ainda um importante produto na pauta de exportações de Santa Catarina, respondendo por 10,2% de tudo o que foi exportado pelo Estado em março. Com 65% da área plantada de soja já colhida, se confirma a expectativa de uma boa safra.

Segundo estimativas do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa/Epagri), Santa Catarina tem uma área plantada de 652 mil hectares, concentrados principalmente nas regiões de Xanxerê, Curitibanos e Canoinhas. A soja ganha espaço ainda em outras regiões como São Bento do Sul e Concórdia, onde a área plantada aumentou, respectivamente, 44% e 37% nesta safra.

O secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, explica que existe uma relação entre a produção de soja e a produção de proteína animal em Santa Catarina. “Nós não somos o maior produtor de soja do país, mas somos o maior produtor de suínos, o segundo maior produtor de aves e o quarto maior produtor de leite. E essas atividades são totalmente relacionadas à produção de soja”.

As lavouras catarinenses de soja devem ter um rendimento médio de 3,6 toneladas por hectare, 10% a mais do que na safra 2015/16. A maior produtividade do Estado está na região de Curitibanos, onde a média deve chegar a 4,1 toneladas por hectare, 19% a mais do que na safra 2015/16.

As exportações também seguem um ritmo de crescimento, em 2016 a quantidade de soja exportada foi 21% superior à observada em 2015. Ao todo foram exportadas 1,5 milhão de toneladas, que geraram uma receita de US$ 199 milhões. De janeiro a março a 2017, Santa Catarina exportou 477 mil toneladas de soja em grão e para semeadura. Só no mês de março foram 203 mil toneladas, o dobro do volume médio exportado para o mesmo mês nos últimos cinco anos.

Os números sobre a produção de soja e de outras culturas em Santa Catarina estão disponíveis no Boletim Agropecuário, publicado pelo Cepa/Epagri.

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Com 2,44 bilhões de litros de leite captados pelas indústrias, Santa Catarina supera Goiás e se torna o quarto maior produtor de leite industrializado do país. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Santa Catarina foi o único Estado entre os principais produtores de leite do Brasil a apresentar um crescimento na produção em 2016. Enquanto a captação de leite pelas indústrias no Brasil diminuiu 3,7% no último ano, em Santa Catarina o crescimento foi de 3,82%.

Os números divulgados pelo IBGE se referem à captação de leite cru pelas indústrias inspecionadas, o que representa 76% do total produzido em Santa Catarina. A estimativa é que a produção de leite do Estado gire em torno de 3,2 bilhões de litros, incluindo o leite consumido pelas famílias rurais e na alimentação de animais. O secretário da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, explica que em Santa Catarina a produção de leite está concentrada nas pequenas propriedades de agricultores familiares e representa uma importante fonte de renda para os agricultores. “O setor leiteiro é um grande destaque de Santa Catarina e vem passando por grandes transformações, com o investimento em pastagens, tecnologias e genética”, ressalta.

A produção de leite vem numa crescente em Santa Catarina. Nos últimos 12 anos, o crescimento foi superior aos 10% ao ano. No mesmo período, o Brasil teve um crescimento médio de 4% ao ano. Segundo o secretário adjunto da Agricultura, Airton Spies, a tendência é de retomada do crescimento na produção de leite no Estado, já que as indústrias estão ampliando fábricas, o que deve aumentar a disputa por leite e estimular a produção. “O melhoramento genético do rebanho e a melhoria da tecnologia empregada na alimentação e sanidade dos animais também deve aumentar a produtividade das vacas e a qualidade do leite produzido em Santa Catarina”.

Entre os maiores produtores de leite do Brasil, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Goiás apresentaram queda na produção em 2016. O maior produtor do país, Minas Gerais teve redução de 5,21% na captação de leite nas indústrias; no Rio Grande do Sul a produção foi 6,84% menor do que em 2015; e no Paraná a queda foi de 3,32%. Goiás, que antes ocupava o quarto lugar no ranking de produção de leite industrializado no país, teve uma redução de 5,55% no último ano. Esse cenário pode ser explicado pela alta nos preços do milho em 2015 e 2016, o que refletiu no preço da ração para os animais e prejudicou a alimentação das vacas leiteiras nesses estados. Como em Santa Catarina o sistema de produção é majoritariamente baseado em pastagens o impacto foi menor.

A Secretaria da Agricultura e da Pesca é uma grande apoiadora do setor leiteiro, com programas e projetos que incentivam os investimentos em irrigação, pastagens, infraestrutura e melhoramento genético. Além dos esforços para garantir a sanidade animal, com indenização de produtores e identificação do rebanho. “Nós queremos incentivar os agricultores a investirem em suas propriedades, buscando conhecimento e crescimento na atividade. Nossa intenção não é só aumentar a quantidade de leite produzido em Santa Catarina, mas também aumentar a qualidade”, afirma o secretário Sopelsa.

Para que o leite seja competitivo no mercado global, o desafio é aliar alta qualidade e custos menores, como o Estado já conquistou com a suinocultura e a avicultura. “Com clima favorável, mão de obra qualificada e presença de pastagem o ano todo, Santa Catarina tem todas as condições para produzir leite bom, a custo competitivo e com qualidade”, afirma Airton Spies.

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Foto de arquivo: Romeu Scirea Filho/SC Rural

Um estudo de avaliação de impacto realizado pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa/Epagri) mostrou que o valor das vendas dos empreendimentos da agricultura familiar que aderiram ao programa SC Rural cresceram mais de 118% nos últimos seis anos, enquanto os empreendimentos não apoiados tiveram um amento mais modesto, de 44%. Em parceria com o Banco Mundial (BIRD), o SC Rural já investiu mais de R$ 380 milhões no meio rural catarinense e alcançou nota máxima na avaliação do BIRD, sendo classificado como altamente satisfatório.

No setor de panificação esse crescimento é ainda maior. Para os empreendimentos beneficiários o aumento nas vendas chegou a 235% e aqueles que não tiveram apoio ampliaram as vendas em apenas 9,5%. Outro grande destaque foi o turismo, que com investimentos em ampliação de sua capacidade de atendimento, atingiu crescimento de 237%.

Essas duas atividades têm despertado interesse principalmente de jovens agricultores e de mulheres. Em Santa Catarina a panificação e o turismo se tornaram importantes alternativas de renda, contribuindo para reduzir o êxodo rural. Tanto que, ao longo dos últimos seis anos, o Programa apoiou mais de 80 projetos voltados a implantação ou melhoria de unidades de panificação em todo o estado, num investimento de aproximadamente R$ 13 milhões.

O secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, acredita que um dos grandes diferenciais do SC Rural é o seu modelo de gestão, o Programa é tratado como uma ação de Governo e envolve projetos em áreas de oito instituições públicas. “Sob a coordenação da Secretaria da Agricultura, o Programa é abrangente e executa ações em diversas áreas como infraestrutura, meio ambiente, acesso à internet, assistência técnica e defesa sanitária. Pensamos no meio rural como um todo, não só em agricultura e pecuária”, ressalta.

Sopelsa lembra ainda que a combinação dos esforços do Governo do Estado, Banco Mundial e produtores rurais catarinenses foi o segredo para o sucesso do Programa. “Temos profissionais altamente capacitados e comprometidos e uma agricultura familiar muito produtiva, que gera renda e riquezas para o Estado. Unindo esforços mostramos que os produtos da agricultura familiar de Santa Catarina têm qualidade e são competitivos no mercado”.

Os números fazem parte da “Avaliação de impacto dos empreendimentos de agregação de valor - Programa Santa Catarina Rural” elaborado pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa/Epagri), que, por meio de metodologia estatística, comparou a situação dos agricultores antes e depois de aderirem ao Programa.

SC Rural

As conquistas obtidas com o apoio do SC Rural são modelo para o Banco Mundial e estão inspirando ações em outros estados e países. O economista BIRD, Diego Arias, explica que o Programa se diferencia por coordenação interinstitucional entre as Secretarias de Estado; complexidade da organização da agricultura familiar em Santa Catarina e atenção dada aos grupos de indígenas, mulheres e jovens.

A parceria entre Santa Catarina e o Banco Mundial deu tão certo que deverá ter continuidade por meio da implantação de um Núcleo de Inovação Tecnológica voltado para Agricultura Familiar (NITA). “Estamos falando de tecnologias verdes que, além do impacto em renda e produtividade agrícola, tem impacto ambiental positivo”, destaca. O Núcleo quer aproximar agricultores familiares das tecnologias e inovações, como um elo entre as produtoras de tecnologias e aqueles que necessitam delas.

Durante sua passagem por Santa Catarina, Diego fez questão de ressaltar o interesse do Banco Mundial em dar sequência ao Programa SC Rural. “Sabemos que o Governo do Estado quer continuar a parceria, assim como o Banco Mundial, porém a conjuntura atual no âmbito do Governo Federal, ente que avaliza empréstimos internacionais, encontra-se momentaneamente desfavorável a uma nova operação”. Diego Arias afirma que o Banco deverá continuar os trabalhos, mesmo com o contrato de empréstimo ainda a ser fechado. “Vamos continuar com a parceria na assistência técnica. Mas esperamos renovar o financiamento para que essa parceria técnica seja acompanhada também de recursos financeiros para a próxima fase do Programa Santa Catarina Rural”.

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F
oto: Murilo Roso/ADR Caçador

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) está ampliando a frota de veículos. Com investimentos de R$ 1,7 milhão, através de recursos do convênio entre Ministério da Agricultura e Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, foram adquiridos 41 novos veículos para auxiliar nas ações de vigilância sanitária, por meio da fiscalização.

Para a regional de Caçador, a Cidasc destinou seis veículos que serão utilizados no trabalho dos agrônomos, veterinários e técnicos agrícolas dos 12 municípios da área de abrangência (Caçador, Macieira, Rio das Antas, Calmon, Matos Costa, Timbó Grande, Lebon Régis, Ponte Alta do Norte, São Cristóvão do Sul, Frei Rogério, Santa Cecília e Curitibanos).

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Segundo o gerente regional Álvaro Dourado, a ação é uma resposta à operação Carne Fraca. “O Governo do Estado e a Cidasc estão preocupados em manter o status de sanidade animal que Santa Catarina conquistou ao longo dos anos, garantindo um alimento seguro para a população e para os países que compram nossos produtos”, afirma Dourado.



O secretário executivo da ADR de Caçador, Imar Rocha, acompanhou a entrega simbólica das chaves dos novos veículos. “A Cidasc faz um trabalho importante e na nossa regional atende uma extensa área com 12 municípios. Por isso a renovação da frota é necessária. E o momento também é pertinente porque o Estado precisa dar uma resposta mediante esse problema que ocorreu no Brasil em um setor tão significativo da nossa economia”, comenta.

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Foto de arquivo: Antônio Carlos Mafalda / Secom

A Centrais de Abastecimento do Estado de Santa Cataria (Ceasa/SC) termina primeiro trimestre com crescimento nas vendas e queda nos preços para o consumidor. Nos primeiros três meses deste ano, o valor médio dos alimentos ficou em R$ 1,64 por quilo, enquanto em 2016 o preço era de R$ 2,03 por quilo. A movimentação financeira da Ceasa/SC chegou a R$ 157 milhões no acumulado de janeiro a março, com a comercialização de aproximadamente 95,8 mil toneladas de hortifrutigranjeiros.

O preço dos hortifruti apresentou queda de 19,5%, se comparado com o mesmo período de 2016. Produtos como batata inglesa, cebola, tomate, cenoura, maçã, melancia e mamão foram até 62,2% mais baratos do que no primeiro trimestre do último ano.

A queda nos preços é explicada pelos fatores climáticos e pela super safra em alguns produtos. Com preços mais atrativos, o diretor presidente da Ceasa/SC, Agostinho Pauli, espera atrair novos consumidores. “A Ceasa continuará a atrair novos produtores rurais para equilibrar os preços gerando recursos financeiros justos tanto paro o setor rural quanto para o mercado consumidor, haja vista que nossos produtos são até 17,49% mais baratos e com qualidade equivalente aos produtos de outros estados”.

Ceasa/SC

As Centrais de Abastecimento do Estado de Santa Catarina S/A são uma empresa vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca e funcionam como um elo entre o produtor e o consumidor por meio da comercialização atacadista e varejista de pescado, produtos hortifrutigranjeiros, alimentos e insumos orgânicos, produtos ornamentais e de floricultura e artesanais.

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Foto: Aires Mariga/Epagri

Na primeira metade dos anos 2000, boa parte dos moradores de Imaruí, no Sul do Estado, consumia água de má qualidade. A quantidade disponível também era preocupação. Eram 1,9 mil famílias, de 23 comunidades, que usavam água sem nenhum tipo de tratamento, captada de córregos que estavam sujeitos a contaminação por dejetos e outros tipos de matéria orgânica.

Preocupa com isso, a Epagri desenvolveu o sistema de filtragem lenta que levou o nome da cidade e gerou efeitos positivos na saúde, economia e meio ambiente da região. Agora a tecnologia foi incluída na Plataforma de Boas Práticas da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), um espaço de disseminação e compartilhamento de boas iniciativas replicáveis desenvolvidas na região Sul do Brasil. Essa é a sexta tecnologia da Epagri incluída na plataforma.

O modelo, concebido pela Epagri, é totalmente original, sem iniciativas similares identificadas na região. A filtragem é realizada em três etapas, sendo um pré-filtro e dois filtros. O sistema é feito de tubos de concreto, totalmente impermeabilizados. Os filtros são compostos de seixo, brita e areia. Existe ainda um dispositivo de limpeza na parte inferior, uma vez que a filtragem é realizada em fluxo ascendente.

A prática iniciou em 2005 e hoje é adotada em vários municípios catarinenses, especialmente os que compõem a Associação dos Municípios Região de Laguna (Amurel). Sua replicação é amplamente viável, pois, por ser um sistema de concepção e operação simples, exige pouco investimento para implantação e manutenção.

A instalação dos filtros lentos foi precedida pela formação de “grupos de água”, com regulamentos próprios, constituídos durante as reuniões de planejamento. Os beneficiários foram treinados para captação dos recursos necessários para a construção dos equipamentos e também para implantação das redes de distribuição da água filtrada. Os sistemas necessitam de manutenção periódica, que é determinada pela análise da potabilidade da água captada. Recomenda-se que a cada 15 dias, e após períodos chuvosos, seja feita uma limpeza geral do pré-filtro e filtros.

Na região de Tubarão, onde o sistema foi divulgado e instalado inicialmente, a melhoria na qualidade e quantidade de água observada através de laudos técnicos possibilitou a diminuição no número de pessoas nos postos de saúde. O aumento dos cuidados com o meio ambiente, a organização comunitária e, consequentemente, a melhoria da qualidade de vida no meio rural, foram outros efeitos diretos verificados após a aplicação da tecnologia.

A construção dos filtros lentos modelo Imaruí permite a conservação ambiental dos locais de captação da água. Possibilita ainda maior integração comunitária por meio da formação dos grupos de água, além de melhoria da qualidade de vida das famílias. Outro efeito é a valorização imobiliária, por meio da garantia de abastecimento de água para consumo e utilização doméstica. O sistema público de saúde também é impactado com a redução de casos de intoxicação alimentar por consumo da água. Tudo isso graças a uma solução simples, porém criativa, que agora se torna exemplo para o mundo.

>>> Conheça a tecnologia Filtro Lento Modelo Imaruí na Plataforma da FAO

>>> Confira a Plataforma de Boas Práticas da FAO 

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Suselei Brunato Weber - (48) 999663833 / - (48) 3631-9452

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