Em 2018, a Epagri realizou 50,9 mil análises de solo - Foto: Arquivo / Secom

Cada real que o Governo do Estado investiu na Epagri em 2018 beneficiou a população com R$6,20. Esse é um dos resultados do Balanço Social da Empresa, que a presidente Edilene Steinwandter e o secretário de Estado de Agricultura, Pesca e Desenvolvimento Rural Ricardo de Gouvêa entregaram ao Governador do Estado, Carlos Moisés da Silva, na tarde desta quarta-feira, 26, na Casa d’Agronômica. O documento reúne os resultados de cálculos que analisaram 111 tecnologias e cultivares desenvolvidos, lançados e difundidos pela Epagri.

De acordo o estudo, a contribuição da Empresa no retorno gerado pelas tecnologias e ações adotadas pelos agricultores é de R$ 2,23 bilhões. Já o retorno global das tecnologias geradas pela Epagri, considerando a contribuição de todos os agentes para o uso dessas soluções, foi estimado em R$ 5,11 bilhões.

“Alimentos saudáveis, riqueza na mesa, emprego e renda. Tudo isso está demonstrado no Balanço Social da Epagri. Para o governo de Santa Catarina é muito importante mostrar como o recurso público é revertido em benefício do cidadão”, afirma o governador. O secretário Ricardo reforça a importância desse retorno à sociedade, que é divulgado no Balanço social. “Toda empresa faz isso para seus acionistas e o serviço público tem que fazer também. Nossa grande acionista é a população e ela tem que receber esses números de uma forma muito transparente e de fácil compreensão”, diz ele.


Foto: Mauricio Vieira / Secom

 “A Epagri trabalha pela sociedade. Transforma os recursos investidos na Empresa em benefícios econômicos, sociais e ambientais que chegam, de diversas formas, às famílias rurais e urbanas. O Balanço Social apresenta, de forma transparente, um resumo desse trabalho”, diz Edilene Steinwandter.
A presidente complementa que o desafio da Empresa é continuar gerando muita tecnologia e muitos sistemas de inovação e de produção de uma forma que venha melhorar a rentabilidade do agricultor familiar catarinense, sua condição de vida, sua relação com o ambiente. “Que todas as tecnologias trabalhadas, difundidas e geradas pela Epagri tenham como pano de fundo uma produção limpa, sustentável e um alimento seguro”, ressalta.

O Balanço Social da Epagri também contabilizou 119 mil famílias assistidas e 2,5 mil entidades atendidas ao longo do ano. Em 2018, foram executados 315 projetos de pesquisa e 15 tecnologias foram lançadas.

O documento ainda apresenta casos de sucesso de agricultores, pecuaristas e pescadores que atuam em diferentes cadeias produtivas do Estado. “O Balanço Social conta algumas histórias que revelam o poder de transformação do trabalho da Epagri. Elas são um convite para a sociedade conhecer o esforço que está por trás do alimento de cada refeição”, destaca a presidente.

A publicação completa está disponível neste link.

Epagri em números – Balanço Social 2018

R$6,20

Retorno que a sociedade recebeu para cada real investido na Epagri

R$2,23 bilhões

Contribuição da Epagri no retorno que as tecnologias e ações da Empresa geraram para a sociedade

R$5,11 bilhões

Retorno global considerando a contribuição de todos os agentes que usaram as tecnologias da Epagri

111

Soluções tecnológicas produzidas e difundidas pela Empresa

COLHEITA DO ANO

- 315 projetos de pesquisa executados

- 15 tecnologias lançadas

- 119 mil famílias atendidas

- 54,2 mil famílias capacitadas

- 2,5 mil entidades atendidas

- 18,3 mil Jovens assistidos

PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS

- 50,9 mil análises de solo

- 142,5 mil atendimentos em escritório

- 3,9 milhões de acessos à página de previsão do tempo

- 73,5% das Declarações de Aptidão ao Pronaf (DAPs) emitidas no Estado

ACESSO AO CRÉDITO

- 7,2 mil propostas elaboradas

- 6,3 mil beneficiários

- 289 municípios contemplados

- R$280 milhões em recursos aplicados

INFORMAÇÃO TÉCNICA E CIENTÍFICA

- 863 publicações técnico-científicas

- 8,6 milhões de visualizações no canal da Epagri no Youtube

- 240 vídeos técnicos

- 200 programas de rádio veiculados em mais de 120 emissoras

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No período de 15 de junho a 15 de setembro, não é permitida a manutenção de plantas vivas de soja em crescimento no território catarinense. O vazio sanitário surgiu para proteger da ferrugem asiática os cultivos de soja em Santa Catarina. Segundo o Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), não deve haver soja em estado vegetativo para que o fungo, que causa a ferrugem asiática, e seus esporos não consigam sobreviver e contaminar o próximo plantio.

“O vazio sanitário é muito importante para a manutenção do baixo potencial de transmissão da ferrugem asiática no início da próxima semeadura, contribuído assim para um estabelecimento uniforme das lavouras, com redução nas aplicações de agrotóxicos. Assim, é fundamental a sua adoção por todos os sojicultores do nosso estado”, ressalta o secretário adjunto da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo Miotto.

Cada estado do país pode estabelecer o período mais adequado para o vazio sanitário, de acordo com suas condições climáticas. No caso de Santa Catarina, o frio intenso que ocorre no inverno nas regiões produtoras, normalmente, elimina todas as plantas de soja. Contudo, se isso não ocorrer, é necessário o controle químico por meio de dessecação com herbicidas.

O vazio sanitário de Santa Catarina foi estabelecido pela Portaria nº 18/2017.

Soja em Santa Catarina

A produção de soja vem ganhando cada vez mais espaço em Santa Catarina e ocupando as áreas antes destinadas ao plantio de milho, pastagens e fruticultura. A área plantada no estado chegou a 669,3 mil hectares nesta safra e a expectativa é de uma colheita de 2,38 milhões de toneladas.

A soja é também importante na pauta de exportações catarinenses. Em 2018, o estado exportou 2,34 milhões de toneladas, um aumento de 900% em dez anos.

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 Foto: Antônio Carlos Mafalda/Arquivo/Secom

Maior produtor nacional de carne suína e com acesso aos mercados mais competitivos do mundo, Santa Catarina segue ampliando sua presença no cenário internacional. Em maio, o faturamento com os embarques de carne suína passou de US$77,9 milhões, uma alta de 51% em relação ao mesmo mês de 2018. Os bons resultados ao longo do ano colocam o estado como responsável por quase 60% das exportações brasileiras do produto em 2019.

“Hoje, Santa Catarina tem acesso aos mercados mais exigentes do mundo, o setor agropecuário é o carro chefe da nossa economia, gerando emprego e renda ao longo de toda a cadeia produtiva. A alta nas exportações mostra que estamos no caminho certo, porém temos grandes desafios e oportunidades pela frente”, destaca o secretário da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa.

Em maio, Santa Catarina obteve um excelente resultado com as exportações de carne suína. Foram mais de 37,8 mil toneladas embarcadas, 39,8% a mais do que no ano anterior. A venda de produtos com maior valor comercial e o aumento nos preços no mercado internacional elevam ainda mais o faturamento: as receitas geradas pelos embarques passaram de US$ 77,9 milhões, 51% a mais do que em 2018.

Acumulado do ano
De janeiro a maio deste ano, Santa Catarina respondeu por 60% das exportações brasileiras de carne suína. Foram 167 mil toneladas embarcadas, gerando receitas de US$ 319,8 milhões. Em comparação com o mesmo período de 2018, o crescimento foi de 40,4% no volume e de 34% no valor.

Principais mercados
Em maio, os maiores compradores do produto catarinense foram China, Hong Kong, Chile, Rússia e Argentina, que juntos respondem por 80% das receitas obtidas. O crescimento nas exportações de Santa Catarina se deve à ampliação de importantes mercados, algumas altas passam de 100%, como é o caso do Chile (101,9%), Uruguai (120,4%) e Japão (428,3%) - um dos mercados mais exigentes do mundo. No último mês, China e Hong Kong foram responsáveis por quase 60% do total exportado por Santa Catarina.

Cenário mundial
Segundo relatório divulgado em junho pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a contaminação com peste suína africana já levou à eliminação de 3,4 milhões de suínos em diversos países da Ásia. A situação mais crítica é a da China, onde já foram detectados 138 focos da doença em 32 províncias, incluindo a região de Hong Kong.

Os casos de peste suína africana na China, Vietnã, Coreia do Norte e Camboja estão transformando o mercado da suinocultura mundial. “Isso traz uma grande oportunidade para o agronegócio brasileiro, que é fornecer alimento para esses países, principalmente para a China; porém exige de todos nós um cuidado ainda maior com a vigilância agropecuária para que uma doença como essa não chegue ao Brasil”, ressalta o secretário.

O analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), Alexandre Giehl, explica que os impactos da doença podem ser ainda maiores do que aqueles levantados pela FAO. “Outras instituições apresentam um cenário muito mais grave associado à essa doença. Segundo estimativas não oficiais, a China já teria eliminado cerca de 20% de seu rebanho, algo sem precedentes na história da suinocultura chinesa e mundial. Alguns especialistas chegam a falar no maior surto de doença animal já ocorrido no planeta”, explica.

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 Carlos Silva /MAPA

O Governo Federal anunciou nesta terça-feira, 18, a liberação de R$ 225,59 bilhões para o Plano Safra 2019/20, que este ano contemplará pequenos, médios e grandes produtores. Os agricultores brasileiros contarão com R$ 222,74 bilhões em crédito rural (custeio, comercialização, industrialização e investimentos), R$ 1 bilhão para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e R$ 1,85 bilhão para apoio à comercialização. Santa Catarina é um dos estados que se destacam na aplicação de recursos do Plano Safra - em 2018 foram 135.632 contratos de financiamento, que trouxeram investimentos de R$ 12,3 bilhões para o agronegócio catarinense.

Em seu discurso, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, destacou que o Plano Safra 2019/20 dará ênfase aos pequenos e médios agricultores. “Toda a agricultura, independentemente de seu porte, desempenha papel fundamental para garantir a nossa segurança alimentar e de nossos 160 parceiros comerciais. Então essa é a primeira vez, depois de muito tempo, que lançamos um único Plano Safra. Fato que merece ser realçado: temos enfim uma só agricultura alimentando com qualidade o Brasil e o mundo”.

Em Santa Catarina, são 498 mil trabalhadores rurais, sendo que 84% são agricultores familiares. Em 2018, os pequenos produtores catarinenses acessaram R$ 3,2 bilhões em recursos do Plano Safra. Este ano, o Governo Federal investirá R$ 31,2 bilhões em custeio, comercialização e investimento para os beneficiários do Programa de Agricultura Familiar (Pronaf) em todo o país. As taxas de juros para agricultores e pescadores são de 3% e 4,6% ao ano para pequenos; de 6% ao ano para os médios e pequenos produtores que não se enquadram no Pronaf; e, de 8%, para os demais.

“O Plano Safra tem grande repercussão em Santa Catarina. Os produtores catarinenses mobilizaram mais de R$ 12 bilhões em recursos no último ano e a expectativa é de que isso se mantenha este ano. Uma agricultura forte passa por investimentos certeiros, em Santa Catarina nós temos um agronegócio pujante, onde os produtores seguem investindo para melhorar seu processo produtivo, agregar valor e garantir uma melhor safra”, ressalta o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa.

Novidades


O Plano Safra 2019/20 terá R$ 222,7 bilhões para o crédito rural, sendo R$ 170 bilhões para custeio, comercialização e industrialização e mais de R$ 53 bilhões para investimentos. Além disso, o Governo Federal aumentou os recursos para agricultura de baixo carbono (Plano ABC), programas de inovação tecnológica, irrigação, correção de solo, produção de leite, suínos e aves.

Os recursos para o Seguro Agrícola também foram ampliados. Este ano, o Ministério anunciou R$ 1 bilhão para subvenção ao seguro rural, mais do que o dobro do ano passado. O Seguro da Agricultura Familiar e o Garantia Safra estão mantidos, com recursos assegurados. Em Santa Catarina, os fruticultores, em especial produtores de maçã, são grandes beneficiários dessa linha de apoio.

Pela primeira vez, recursos do Pronaf poderão ser usados para construção e reforma de moradias de pequenos agricultores. Foram destinados R$ 500 milhões para essa finalidade, valor suficiente para construir 10 mil casas, de acordo com o Ministério da Agricultura. As empresas de pescado e produtos da aquicultura, além das associações ou cooperativas de pescadores, contarão com financiamento para comercialização. Foram criados preços de referência para esses produtos.

Santa Catarina
Em 2018, os produtores catarinenses acessaram R$ 12,3 bilhões em recursos do Plano Safra. Ao todo foram 135.632 contratos, somando agricultura familiar, médios e grandes produtores.

Os agricultores familiares, enquadrados no Pronaf, mobilizaram R$ 3,2 bilhões, sendo que R$ 154 milhões foram investidos em agroindustrialização, R$ 1,7 bilhão em custeio e R$ 1,3 bilhão em investimentos. Os municípios com maior número de contratos são Guaraciaba, Palmitos e Concórdia.

A agricultura empresarial (médios e grandes produtores) teve 44.765 contratos de investimentos que passam de R$ 9 bilhões. Os municípios com maior número de contratos são: Canoinhas, Itaiópolis e Mafra.

Os números são disponibilizados pelo Banco Central do Brasil.

Mais detalhes sobre o Plano Safra 2019/20 estão disponíveis no site do Ministério da Agricultura: http://www.agricultura.gov.br/plano-safra/plano-safra

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 Foto: Divulgação / Epagri

Pesquisadores do Centro de Pesquisa para Agricultura Familiar (Epagri/Cepaf) identificaram pela primeira vez no Brasil um fungo capaz de matar videiras e oliveiras. A identificação do fungo Pleurostomophora richardsiae foi publicada numa das revistas mais importantes da área de doenças de plantas, a Phytopathologia Mediterranea, de Firenze, Itália, editada pela Mediterranean Phytopathological Union. O artigo pode ser acessado em http://www.fupress.net/index.php/pm/article/view/23357.

Eduardo Brugnara, um dos pesquisadores que assinam o artigo, explica que plantas cultivadas nos municípios de Itá e Riqueza, no Oeste Catarinense, começaram a apresentar sintomas de amarelecimento, murcha e morte de folhas e ramos, além de manchas escuras na madeira e casca. Após a coleta de amostras das plantas infectadas, os pesquisadores conseguiram isolar o fungo, que foi identificado através de características do DNA. O próximo passo foi comprovar sua capacidade de causar doença em novas plantas de oliveira e videira.

Segundo Maria Cristina Canale, outra pesquisadora da Epagri/Cepaf responsável pela identificação, o conhecimento da ocorrência deste fungo é importante para auxiliar na compreensão e solução de problemas de morte de plantas de oliveira e videira, comum no Sul do Brasil e muitas vezes causada por uma série de fatores em conjunto. Contudo, os assinantes dos artigos ressaltam que são necessárias mais pesquisas para verificar a incidência da doença em outras regiões e a quantidade de plantas ou pomares afetados.

Apesar de já se saber que a doença pode matar as plantas em casos severos, também serão necessários novos estudos para quantificar os danos que a doença pode causar na produtividade das plantas e na qualidade dos frutos em casos menos graves. Outra demanda que se apresenta é o desenvolvimento de cultivares resistentes ao fungo.

A viticultura é uma cadeia produtiva importante para Santa Catarina. A produção catarinense de uvas comuns, viníferas e de mesa foi de 46,7 mil toneladas em 2017/18, com produtividade média de 14,2 mil quilos por hectare. Esse total representa crescimento de 1% na área colhida e de 3% na produção de uva comum em relação à safra anterior. Por outro lado, a uva vinífera apresentou redução de 17% na área e de 40% na quantidade produzida.

Há vinte anos a Epagri/Cepaf, localizado em Chapecó, desenvolve trabalho com o objetivo introduzir a oliveira no território catarinense, e vem observando boa produtividade em algumas regiões. Atualmente o Estado conta com cerca de 70 hectares cultivados com a planta. Em 2019 já foram produzidos mais de mil litros de azeite extra virgem.

Informações e entrevistas
Eduardo Brugnara ou Maria Cristina Canale, na Epagri/Cepaf, pelo fone (49) 20497510

 

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Foto: Julio Cavalheiro / Secom

O mel produzido em Santa Catarina já venceu cinco títulos de melhor do mundo no congresso da Federação Internacional de Associações de Apicultores (Apimondia). As razões para o sucesso da apicultura catarinense são tão numerosas quanto as medalhas conquistadas pelos produtores do Estado. Tudo começa com as condições geográficas de Santa Catarina, que garantem não só um produto de qualidade superior como uma produtividade por quilômetro quadrado mais de 12 vezes acima da média nacional.

"Como nosso relevo é bastante acidentado, há algumas áreas que não são praticáveis para a lavoura, mas para a apicultura é o ideal. Há uma ampla variedade de mata nativa, uma flora apícola muito diversificada e inúmeros tipos de solo, vários microclimas nas regiões", explica o extensionista rural da Divisão de Estudos Apícolas da Epagri, Rodrigo Durieux da Cunha.

Outro fator, segundo ele, é a capacidade técnica dos apicultores catarinenses. Eles têm disposição para aprimorar as técnicas de cultivo. "Há um trabalho muito intenso da Epagri, junto de outras instituições, como a Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina (Faasc) e instituições de ensino e pesquisa, para qualificar o cultivo, aumentando a produtividade e a qualidade", afirma o extensionista.

Feira do Mel

Desde quarta-feira, 5, até sábado, 8, o melhor da produção catarinense pode ser encontrado na 20ª Feira do Mel, em Florianópolis. O evento ocorre na Avenida Paulo Fontes, em frente ao Ticen, e está sendo organizada pela Faasc, Epagri e Prefeitura de Florianópolis. A principal novidade do evento para este ano é que o mel será vendido mais barato que em 2018: o preço é de R$ 23 o quilo do mel convencional e a R$ 28 o quilo do mel orgânico e melato.


Foto: Mauricio Vieira / Secom

"Até aqui, a Feira do Mel tem superado as expectativas. Além do aumento do número de feirantes, tivemos mais consumidores e maior venda dos produtos. O evento é importante para divulgar e incentivar o consumo do mel", avalia o presidente da Faasc, Ênio Frederico Cesconetto. Segundo ele, é comum que os compradores da feira acabem se tornando consumidores das marcas que conhecem no evento.

É o que aconteceu, por exemplo, com o aposentado Marcelino Pontes, morador de Florianópolis, presente mais uma vez à Feira do Mel. "Eu compro um mel de Luzerna há muitos anos, porque achei muito bom, um mel puro", relatou Pontes.

Apicultor de Campo Alegre, Egon Luiz Drefahl, participa da Feira do Mel pela sexta vez.  De acordo com Drefahl, a produção do ano foi acima do esperado e a tarefa, agora, é comercializar o mel. Para isso, considera a feira um ótimo canal. "O local está excelente, temos a esperança de que vamos vender bem", projeta.

O evento ocorre em meio à Semana de Conscientização Ambiental. Em comemoração, foi organizada uma Mostra de Projetos Ambientais que são desenvolvidos em Santa Catarina. Também há a distribuição de mudas de plantas nativas para quem visitar a feira.

A apicultura catarinense

Santa Catarina tem 9 mil famílias rurais trabalhando com abelhas e 323 mil colmeias. O Estado tem a melhor produtividade do país, uma média de 68 quilos por quilômetro quadrado, contra cinco quilos no restante do Brasil.


Foto: Julio Cavalheiro / Secom

De acordo com a edição mais recente do Inventário da Apicultura Catarinense, de 2016, 289 municípios catarinense têm alguma produção de mel. Os maiores produtores são, nesta ordem, Bom Retiro, Içara, Urubici, Santa Terezinha, Fraiburgo, São Joaquim e Anitápolis.

Além do mel, outros produtos da apicultura catarinense são pólen, própolis, cera bruta, núcleos, rainhas e apitoxina. A polinização também é importante, por exemplo, para o cultivo de macieiras.

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Foto: Nilson Teixeira / Epagri

Os produtores rurais e indústrias do setor lácteo devem estar atentos às novas regras para produção e padrão de qualidade do leite cru refrigerado, do pasteurizado e do tipo A. As Instruções Normativas 76 e 77 publicadas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estabelecem os regulamentos técnicos e procedimentos para a produção, acondicionamento, coleta e conservação do leite cru. As novas regras foram publicadas em 26 de novembro de 2018 e entraram em vigor na última quinta-feira, 30.

A IN 76 trata das características e da qualidade do produto na indústria. Já na IN 77 são definidos os critérios para obtenção de leite de qualidade e seguro ao consumidor e que englobam desde a organização da propriedade, suas instalações e equipamentos, até a formação e capacitação dos responsáveis pelas tarefas cotidianas, o controle sistemático de mastites, da brucelose e da tuberculose.

A intenção das medidas do Ministério da Agricultura é que o leite produzido no país siga alguns parâmetros mínimos para que a cadeia do leite seja mais competitiva. Segundo o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa, Santa Catarina já tem uma produção de leite com uma qualidade diferenciada e as novas regras trazem avanços importantes para reduzir as perdas nas propriedades rurais e laticínios, além de melhorar o rendimento das indústrias, a diversidade de produtos e a durabilidade do leite nas prateleiras. “A cadeia produtiva do leite tem grandes oportunidades, principalmente se pensarmos em ampliar os nossos mercados. Santa Catarina tem uma produção em crescimento e esse pode ser mais um item da nossa pauta de exportações, principalmente pelo nosso status sanitário que agrega valor ao leite produzido no estado. Nossa preocupação é sempre aumentar a rentabilidade do produtor rural, a qualidade e segurança dos produtos”, ressalta.

O diretor de pesquisa da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Vagner Miranda Portes, explica que Santa Catarina já é reconhecido por ter um leite de excelente qualidade, exportando boa parte da sua produção. “Nós consumimos um terço da nossa produção, o restante abastece outros estados. Muitas das exigências da nova legislação passam pela profissionalização da produção, podendo ser atendidas com melhoria na assistência técnica e outras serão mais trabalhosas. Porém, esta é uma medida importante para que a qualidade seja um diferencial do leite produzido no Brasil”, destaca.

Contagem bacteriana
As IN 76 e 77 mantêm o padrão de contagem bacteriana para o leite cru refrigerado na propriedade rural de 300 mil unidades formadoras de colônias por ml (UFC/ml) vigente desde julho de 2014. Para as indústrias, o padrão de contagem bacteriana foi estabelecido em 900 mil UFC/ml para que o leite, após o transporte, mantenha a qualidade obtida na origem.

Saúde animal
As propriedades rurais devem comprovar a ausência de brucelose e tuberculose, introduzindo animais na propriedade apenas com exames negativos para estas doenças e respeitando demais normas e procedimentos estabelecidos no Regulamento Técnico do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal e legislação sanitária estadual.

É importante lembrar que a vacinação contra brucelose com a amostra B19 é proibida em Santa Catarina devido à baixa incidência da doença no estado. A prevenção pode ser feita utilizando a vacina RB51, aplicada em fêmeas bovinas acima de 3 meses de idade. Para mais informações, o produtor deve entrar em contato com a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) do seu município.

Melhoria da qualidade
Para acompanhar a evolução da aplicação das novas normas, o Ministério da Agricultura criou a Comissão Técnica Consultiva do Leite (CTC/Leite), que irá analisar e propor medidas melhorar a qualidade do leite produzido e consumido pelos brasileiros. Vai também assegurar a clareza no cumprimento e na fiscalização das instruções normativas.

Além disso, os produtores contarão com um Guia Orientativo para Elaboração do Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite e os laticínios devem elaborar um Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite (PQFL).

Leite em Santa Catarina
Santa Catarina é o quarto maior produtor de leite do Brasil. Esta é a atividade agropecuária com o maior crescimento no estado. Em 2017, a produção catarinense girou em torno de 3,4 bilhões de litros, um aumento de 8% em relação ao ano anterior.

Os três estados do Sul produziram 12,8 bilhões de litros de leite em 2017 – 38% do total produzido no país. As expectativas são de que até 2020 a região produza mais da metade de todo leite brasileiro.

Entenda quais os principais itens das Instruções Normativas:

● O tanque de refrigeração de sua propriedade deve apresentar temperatura de refrigeração igual ou inferior a 4°C no tempo máximo de três horas após a colocação do leite no tanque;
● No momento da coleta, o leite fornecido de sua propriedade deverá atender às exigências quanto ao teste do Álcool/Alizarol 72 (% v/v) previsto em regulamento técnico de identidade e qualidade específico e ao critério da temperatura de conservação do leite (4°C) estabelecido no programa de autocontrole do estabelecimento. Caso contrário o agente de coleta deixará de coletar o leite;
● O leite cru fornecido pela sua propriedade rural deve apresentar médias geométricas trimestrais de Contagem de Bactéria Totais - CBT ou Contagem Padrão em Placa - CPP inferiores a 300 mil UFC/mL e de Contagem de Células Somáticas - CCS abaixo de 500 mil CS/mL;
● Os estabelecimentos processadores deverão interromper a coleta do leite na propriedade que apresentar, por três meses consecutivos, resultado de média geométrica fora do padrão para CBT ou CPP (atualmente como descrito anterior 300 mil UFC/ml);
● Caso sua propriedade rural esteja com a coleta interrompida, para que o estabelecimento retorne a coletar seu leite, deverão ser adotadas as ações corretivas e sua propriedade rural apresentar um resultado de análise de CBT dentro do padrão, a ser emitido pelos laboratórios da Rede Brasileira de Qualidade do Leite – RBQL;
● Para que sua propriedade rural inicie o fornecimento de leite a algum estabelecimento, deverão ser atendidas as boas práticas agropecuárias e o leite deverá estar de acordo com o definido no regulamento técnico específico quanto a CBT. O estabelecimento deverá verificar e registrar estas informações no plano de qualificação de fornecedores ou similar;
● As propriedades rurais devem participar de um plano de qualificação de fornecedores de leite, o qual será integrante do programa de autocontrole do estabelecimento recebedor. Este plano de qualificação deverá contemplar: assistência técnica e gerencial e capacitação com foco em gestão da propriedade e implementação das boas práticas agropecuárias;
● Os estabelecimentos são obrigados a realizar e manter atualizado o cadastramento de seus fornecedores de leite em sistema do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e incluir no seu programa de autocontrole;
● A qualquer momento, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento pode colher amostras de leite cru em sua propriedade rural para realização de análises fiscais;
● O tanque de refrigeração e armazenagem do seu leite, de uso individual ou comunitário, deve: ser instalado na propriedade rural em local adequado, provido de paredes, cobertura, pavimentação, iluminação, ventilação e ponto de água corrente; apresentar condição de acesso apropriado ao veículo coletor; ser mantido sob condições de limpeza e higiene; e ter capacidade mínima de armazenar a produção de acordo com a estratégia de coleta, que propicie a chegada do leite no estabelecimento processador em no máximo 48 horas após sua obtenção.

Perguntas e respostas sobre a IN 76 e IN 77:
http://www.agricultura.gov.br/assuntos/inspecao/produtos-animal/arquivos-publicacoes-dipoa/perguntas-e-respostas-in76-e-7718-2013-qualidade-do-leite.pdf/view

Guia orientativo para elaboração do Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite - PQFL
http://www.agricultura.gov.br/assuntos/boas-praticas-e-bem-estar-animal/bovinocultura

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Foto: Rosemberg Tártari / Cidasc

A Secretaria da Agricultura e da Pesca confirma 27 focos de raiva em herbívoros no estado. Eles estão em em 11 municípios catarinenses: Garopaba, Gravatal, Braço do Norte, Urussanga, Imaruí, Campos Novos, Rio Fortuna, Pedras Grandes, Biguaçu, Tijucas e Gaspar.

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) reforça os trabalhos nestas regiões e pede a colaboração dos produtores rurais para que vacinem todos os bovinos e equinos.

O responsável pelo Programa de Controle da Raiva da Cidasc, Fábio de Carvalho Ferreira, explica que, nas regiões onde a vacinação é obrigatória (Canelinha, Biguaçu, Tijucas, São João Batista, Governador Celso Ramos e nos locais de foco), os produtores rurais devem apresentar a nota fiscal de compra da vacina ou o atestado de vacinação emitido por médico veterinário no escritório local da Cidasc. Os documentos podem ser cobrados em um momento de vistoria da propriedade.

Os médicos veterinários da Cidasc visitarão as propriedades rurais orientando os produtores sobre os riscos da doença e a importância da vacinação. Lembrando que a raiva é uma doença fatal que acomete mamíferos, inclusive seres humanos.

Sintomas

A raiva é transmitida por animais domésticos, animais de produção e animais silvestres, ataca o sistema nervoso central, causando mudança de comportamento, paralisia e em alguns casos, agressividade.

O animal doente elimina o vírus da raiva pela saliva, por isso não devemos colocar a mão na boca de cavalos ou bovinos que estejam com dificuldade de locomoção e/ou salivação intensa. Usualmente, a doença é transmitida através da mordida do animal infectado, mas o simples contato entre saliva e feridas abertas, mucosas e arranhões também propaga o vírus.

Caso seus animais tenham marcas de mordedura causada pelo morcego hematófago, comunique a Cidasc, mesmo que não estejam doentes.

Morcegos

Os morcegos hematófagos são os principais hospedeiros do vírus da raiva por via aérea na América do Sul, portanto mantenha sempre distância mesmo que estejam imóveis e aparentemente mortos. Em caso de acidente com um desses animais, procure um hospital ou posto de saúde mais próximo, relate o ocorrido e exija o tratamento adequado.

Avise ao médico veterinário da Cidasc se souber de algum local que possa abrigar morcegos hematófagos, tais como: cavernas; grutas; ocos de árvore; túneis; bueiros; passagem sob rodovias, cisternas e poços; casas e construções abandonadas. Nunca tente capturar um morcego, chame um profissional capacitado para removê-lo adequadamente.

Informações adicionais para a imprensa:
Ana Ceron
Assessoria de Imprensa
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Foto: Departamento de Defesa Sanitária Vegetal / Cidasc

O 21º Encontro Nacional de Analistas de Alimentos (Enaal) e o 7º Congresso Latino Americano de Analistas de Alimentos, realizados em Florianópolis, debatem até o dia 30 de maio temas relevantes da área. Um desses assuntos é o Programa E-Origem de Santa Catarina, apresentado no evento nesta segunda-feira, 27.

Um dos maiores desafios da cadeia produtiva de alimentos é saber quem produziu e como chegar no produtor quando identificado alguma inconformidade nas análises de monitoramento de resíduos. Diante disso, foi criado em Santa Catarina o E-Origem, case apresentado no Encontro pelo gestor do Departamento Estadual de Defesa Sanitária Vegetal da Cidasc, Alexandre Mees.

O programa, desenvolvido pela Cidasc, possibilita a inserção do pequeno produtor no mercado de produtos com origem identificada, de forma gratuita. Já o consumidor terá na prateleira do supermercado as informações sobre a origem do produto. Fato de grande importância para a produção de frutas e hortaliças em solo catarinense.

“Estamos trabalhando para que os produtores catarinenses se adequam às obrigações da Instrução Normativa nº 2, conjunta entre Anvisa e Ministério da Agricultura (INC nº 2). Até 2021, obrigatoriamente, as principais frutas e hortaliças produzidas no Brasil deverão ser identificadas”, destacou Alexandre Mees.

Como o produtor realiza o cadastro

O produtor rural acessa o sistema informatizado da Cidasc - Sigen+ e faz o cadastro de Produtor Primário. Lá ele declara o que produz, isso vai permitir a ele gerar o caderno de campo, etiqueta, código para rastreabilidade e até o QR code para o consumidor poder fazer a consulta da origem do produto.

Os produtos in natura ou minimamente processados precisam ter o código de rastreabilidade.

No caderno de campo, o produtor deve anotar as práticas agrícolas, por exemplo, dia do plantio, se aplicou agrotóxico, qual agrotóxico e a quantidade e assim por diante. “Quem quiser pode fazer as anotações por conta próprio num caderno normal, o importante é anotar todas as informações sobre o plantio”, afirma Mees.

Importância da rastreabilidade

A preocupação com a segurança alimentar vem crescendo nos últimos tempos, e é um comportamento percebido por todos os elos da cadeia de alimentos. Hoje a rastreabilidade é fator fundamental para o controle de qualidade e segurança dos alimentos. É ela que garantirá a procedência do alimento e desta forma levar mais segurança para os consumidores e tranquilidade para o produtor.

Através da rastreabilidade é possível

  • Resgatar as informações de todas as fases da cadeia produtiva do alimento;
  • Conhecer o histórico do produto;
  • Promover o Recall do produto no mercado de forma eficiente reduzindo riscos para a saúde do consumidor, evitando, desta forma, danos à saúde pública;
  • Para os fornecedores da cadeia de alimentos a rastreabilidade oferece vantagens como:
  • Divisão das responsabilidades ao longo da cadeia comercial: todos os elos da cadeia se responsabilizam;
  • Transparência na comercialização.

Para os consumidores, o acesso às informações sobre o alimento aumenta a credibilidade com o mercado.

Informações adicionais para a imprensa:
Jaqueline Vanolli
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Foto: Cristiano Estrela / Secom

Após a confirmação de focos de raiva bovina em Tijucas e Biguaçu, todos os bovinos, suínos e equinos devem ser vacinados no meio rural de Tijucas, Canelinha, Biguaçu, São João Batista e Governador Celso Ramos. Os produtores rurais devem comprovar a vacinação apresentando a nota fiscal de compra na Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc).

Os médicos veterinários da Cidasc visitarão as propriedades rurais orientando os produtores sobre os riscos da doença e a importância da vacinação. Lembrando que a raiva é uma doença fatal que acomete os mamíferos, inclusive seres humanos.

Sintomas

A raiva é transmitida por animais domésticos, animais de produção e animais silvestres, ataca o sistema nervoso central, causando mudança de comportamento, paralisia e em alguns casos, agressividade.

O animal doente elimina o vírus da raiva pela saliva, por isso não devemos colocar a mão na boca de cavalos ou bovinos que estejam com dificuldade de locomoção e/ou salivação intensa. Usualmente, a doença é transmitida através da mordida do animal infectado, mas o simples contato entre saliva e feridas abertas, mucosas e arranhões também propaga o vírus.

Caso os animais tenham marcas de mordedura causada pelo morcego hematófago, a Cidasc deve ser comunicada, mesmo que não estejam doentes.


Cuidado com os morcegos

Os morcegos hematófagos são os principais hospedeiros do vírus da raiva por via aérea na América do Sul, portanto, mantenha sempre distância de morcegos mesmo que estejam imóveis e aparentemente mortos. Em caso de acidente com um desses animais procure um hospital ou posto de saúde mais próximo, relate o ocorrido e exija o tratamento adequado.

Avise ao médico veterinário da Cidasc se souber de algum local que possa abrigar morcegos hematófagos, tais como, cavernas; grutas; ocos de árvore; túneis; bueiros; passagem sob rodovias, cisternas e poços; casas e construções abandonadas. Nunca tente capturar um morcego, chame um profissional capacitado para removê-lo adequadamente.


Informações adicionais para a imprensa:
Ana Ceron
Assessoria de Imprensa
Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca
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