Foto: Arquivo/ADR Jaraguá do Sul

O Estado conhecido pela força da agricultura familiar tem agora um projeto voltado às produções nas áreas urbanas. O projeto de lei que institui a Política Estadual de Apoio à Agricultura Urbana foi sancionado pelo governador Eduardo Pinho Moreira e publicado no Diário Oficial desta quarta-feira (20).

De acordo com a Lei nº17.533, são consideradas atividades de agricultura urbana as lavouras, cultivo de flores, plantas medicinais e espécies frutíferas, de extrativismo vegetal, de produção de mudas, de gestão de resíduos orgânicos e de produção artesanal de alimentos para o consumo humano desenvolvidas em áreas urbanas e de acordo com o Plano Diretor de cada município.

“Fomentar a agricultura e, ao mesmo tempo, causar o menor impacto no meio ambiente é uma condição que já coloca Santa Catarina como destaque. É importante fomentar que isso aconteça também nas áreas urbanas”, afirma o governador, destacando a condição do Estado como o que menos devasta suas florestas segundo o Instituto SOS Mata Atlântica.

Ações

A Secretaria da Agricultura e da Pesca, em colaboração com a Secretaria da Assistência Social, Trabalho e Habitação, irá desenvolver as ações para estimular as práticas de cultivo que previnam e controlem a poluição e a erosão e que protejam a flora, fauna e paisagem natural, tendo como referência a produção agroecológica.

O secretário adjunto da Agricultura, Athos de Almeida Lopes Filho, explica que a medida traz segurança jurídica para ações já desenvolvidas em diversos municípios catarinenses e possibilita maiores investimentos no setor. “Temos um fundamento legal para incentivar projetos como hortas comunitárias e a produção de alimentos saudáveis também em áreas urbanas. Além disso, os produtores e cooperativas que estão fora do meio rural poderão acessar programas de fomento da Secretaria da Agricultura”, ressalta.

Entre as ações previstas está a possibilidade de cessão de uso de imóveis públicos e a utilização de imóveis particulares para o desenvolvimento de programas e ações comunitárias de agricultura urbana. Um dos objetivos do projeto é incentivar a produção de alimentos saudáveis através de práticas agrícolas sustentáveis, além de incentivar a geração de emprego e renda e promover a inclusão social.

Beneficiários

A Política Estadual de Apoio à Agricultura Urbana tem como beneficiários prioritários as pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional, os fornecedores de alimentos vinculados ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) no Estado e os projetos comunitários de agricultura urbana reconhecidos pelos municípios.

 

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Os preços da saca de milho seguem em alta pelo quarto mês consecutivo em Santa Catarina. A cotação ficou na média de R$ 35,58/saca pagos ao produtor em maio – um aumento de 4,84% sobre o mês anterior e de 51,2% se comparado o mesmo período de 2017. Em relação ao preço da soja, o milho ganha vantagem e se torna mais competitivo para os produtores catarinenses.

Os preços do milho praticados em maio são os maiores desde janeiro de 2017 e o grão volta a ser atrativo para os agricultores. Em Santa Catarina, o milho disputa a mesma área da safra de verão com a soja e o preço acaba influenciando a escolha dos produtores. Existe uma relação entre preço de milho e soja que auxilia na tomada de decisões: quando o preço da soja é 2,3 vezes maior do que preço do milho é mais rentável plantar soja, quando o valor é menor, o milho é mais atrativo. Com a valorização do milho, o grão toma força na comparação e se torna uma opção mais competitiva.

Custos

O secretário de Estado da Agricultura e a Pesca, Airton Spies, ressalta que os produtores devem levar em conta ainda os custos de produção, a produtividade e a resistência às mudanças climáticas. No caso do milho e da soja, os custos para produzir um hectare de milho de alta tecnologia são maiores do que para produzir um hectare de soja. E mesmo com um rendimento maior, o milho é mais sensível às mudanças de clima, principalmente à estiagem.

“Para os produtores que planejam plantar milho na safra 2018/19, as perspectivas são boas. O grão está em alta pela demanda crescente e pelas exportações de um terço da produção brasileira. Os produtores devem fazer uma análise criteriosa de todos esses fatores e escolher a melhor opção para usar sua área”, destaca Spies.

Rotação de Culturas


O analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), Haroldo Tavares Elias, inclui ainda outro fator que deve ser considerado pelos produtores: a rotação de culturas. “Na última safra, nós observamos uma grande presença de mofo branco em algumas áreas destinadas ao cultivo de soja, o que diminuiu a produtividade. Para reduzir os riscos de infestação, o produtor pode destinar de 10 a 20% dessa área ao cultivo de milho. A rotação de culturas favorece também o sistema plantio direto e a conservação do solo”, explica.

Safra em Santa Catarina

A colheita de milho está praticamente finalizada. E as expectativas são de uma redução de 19,7% em relação à safra anterior, fechando em 2,5 milhões de toneladas. Uma colheita menor, mas com uma produtividade maior. O rendimento deve chegar a oito toneladas/hectare. Santa Catarina é extremamente dependente de milho para abastecer as cadeias produtivas de carnes e leite, todos os anos o estado consome em média seis milhões de toneladas do grão – mais do que o dobro do que produz.

“Santa Catarina continua com um déficit de 50% na produção de milho, portanto não faltará mercado para quem produzir esse valioso cereal”, afirma o secretário Spies.

Principal concorrente do milho, a área cultivada de soja é cada vez maior em Santa Catarina. A produção nesta safra deve ser recorde e chegar a 2,44 milhões de toneladas. Com um aumento de 6,84% na área plantada – decorrente da redução da área plantada com milho, pastagens, fruticultura, feijão e outras culturas, ao longo dos anos.

Milho silagem

Ao contrário do milho grão, o cultivo de milho para produção de silagem vem crescendo a um ritmo de 13,8% ao ano em Santa Catarina. Na safra 2017/18 a área total estimada para plantio de milho silagem foi de 228,3 mil hectares, concentrados principalmente na região Oeste.

Mais informações sobre o andamento das safras de milho e soja em Santa Catarina estão disponíveis no Boletim Agropecuário, publicado pela Epagri/Cepa.


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O Boletim Agropecuário de junho traz como destaque a queda na importação de lácteos, com consequente elevação no preço do leite. Tem também o crescimento na safra do arroz e leve recuperação dos preços do grão, além de aumento nas exportações de frango e suínos. O documento, elaborado mensalmente pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa), reúne as principais informações referentes a safras, produção e mercados da última quinzena ou do último mês, para apoiar o produtor rural na prospecção de negócios e aumentar a competitividade da agricultura catarinense.

Leite

As importações brasileiras de lácteos continuam em acentuado decréscimo. Entre janeiro e maio deste ano foi registrada uma queda de 35,2% na quantidade de leite importada. Um dos reflexos é a elevação dos preços no atacado. Segundo o Boletim, a expectativa é de que na próxima reunião mensal do Conseleite/SC, a ser realizada nesta quinta-feira, 21, o preço de referência projetado para junho, que serve de parâmetro para os preços de julho aos produtores, sofra sensível elevação.

Arroz

Os técnicos da Epagri/Cepa estão estimando que na safra 2017/18 de arroz sejam colhidas 1.182.596 toneladas do grão, 0,54% a mais do que no ciclo agrícola anterior, graças ao rendimento médio, que cresceu 1,02% na comparação entre os dois períodos. O grande volume de exportações no ano ajudou a reduzir a oferta interna do cereal, o que foi um dos fatores que impulsionaram a discreta retomada dos preços. Entre abril e maio os preços variam positivamente em 1,51%, mas ainda permanecem 21% menores do que os praticados no mesmo período do ano passado.

Pecuária

Apesar da paralisação no setor de transporte de cargas, as exportações de carne de frango catarinense cresceram 32,71% em maio em comparação com abril. Ficaram apenas 4,83% abaixo do montante registrado em maio de 2017.

A exportação de carne suína catarinense também não sentiu os reflexos da greve dos caminhoneiros e teve aumento de 14,57% em maio em relação ao mês anterior e de 15,04% na comparação com o mesmo mês de 2017. As receitas de maio foram de US$ 46,88 milhões, aumento de 12,76% em relação ao mês anterior e queda de 9,89% na comparação com maio de 2017. No acumulado do ano, Santa Catarina exportou 114,35 mil toneladas de carne suína, o que representa um aumento de 0,97% em relação ao mesmo período do ano passado. Contudo, as receitas de janeiro a maio caíram 12,86% em relação ao ano anterior.

Os preços do boi gordo mantêm-se estáveis.

Cebola

No final da comercialização da safra catarinense de cebola o país foi surpreendido pelo movimento de paralisação dos caminhoneiros, que afetou drasticamente o abastecimento e a comercialização da produção da hortaliça, em todo o território nacional. Passado o momento mais crítico, o mercado vem retomando seu ritmo de negócios e o abastecimento volta à normalidade.

Feijão, milho e soja

Cerca de 80% da área cultivada com feijão da segunda safra 2017/18 já foi colhida no Estado, o que deve resultar numa colheita de 29 mil toneladas e uma produtividade média de 25 sacas de 60kg por hectare.

No milho, foi registrada forte queda das exportações nos últimos cinco meses. Os estoques permitem um cenário ainda confortável em relação ao abastecimento. Os preços permanecem fortalecidos.

Outra expectativa apresentada no Boletim é da retomada do ritmo normal de exportações de soja a partir de junho.

Trigo

Com a colheita de soja encerrada e a de milho finalizando, é hora de plantar trigo em Santa Catarina. Apesar da demanda enfraquecida e da greve dos caminhoneiros, a tendência de alta nos preços se manteve, alicerçada pela baixa disponibilidade de trigo nacional, retração na importação do grão argentino e pela alta das cotações do produto no mercado internacional. Em Santa Catarina, os preços médios recebidos pelos produtores de trigo subiram cerca de 10% em maio e estão 18% maiores na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Alho e tabaco

O plantio da nova safra catarinense de alho está em andamento, porém boa parte da safra passada permanece nos galpões.

Já a produção estimada para a safra de tabaco 2017/18 é 3,6% inferior à obtida no ciclo agrícola anterior. Apesar da queda do rendimento, o aumento da área plantada minimizou a expectativa de queda na produção de tabaco para a safra que se encerrou.

Leia a edição completa do Boletim Agropecuário de junho.

Informações e entrevistas
Reney Dorow, Gerente do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa), pelos fones (48) 98801-1219 / 3665-5076.

Informações para a imprensa
Gisele Dias, jornalista: (48) 99989-2992/3665-5147
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Nessa quinta-feira, 21, a Estação Experimental da Epagri em Itajaí (EEI) recebe agricultores, técnicos, estudantes e outros profissionais para o Dia de Campo de Tecnologias para Produção Orgânica e Sustentável de Hortaliças. É a chance de os produtores rurais da região conhecerem as novidades desenvolvidas ou adaptadas pelos pesquisadores da Epagri que permitem a produção de alimentos limpos. Mais de 200 pessoas são esperadas no evento.

Nas sete estações distribuídas pela Estação Experimental os visitantes conhecerão as tecnologias da Epagri para cultivo orgânico, em abrigo e a céu aberto, de alface, rúcula, tomate, repolho e pimentão. Uma das estações vai apresentar o sistema de cultivo hidropônico, que apesar de não ser orgânico, é considerado sustentável pelos pesquisadores. As visitas às estações acontecem durante todo o dia.

Troca de sementes e homenagens

Às 11h30min da manhã a EEI homenageia cinco agricultores da região que cedem espaços em suas propriedades para realização dos experimentos da unidade, uma colaboração valiosa para o desenvolvimento das pesquisas.

Às 13h começa a troca de sementes e mudas crioulas levadas pelos agricultores que vão participar do Dia de Campo. Esses materiais propagativos guardam importante valor científico, uma vez que muitas destas plantas cultivadas nos quintais das casas resistem a doenças e condições climáticas extremas e ainda não foram estudadas pelos pesquisadores. As semente e mudas crioulas serão avaliadas pelos pesquisadores da EEI e as de interesse científico serão armazenas no banco de germoplasma da unidade para estudos.

Os agricultores também poderão levar para casa, gratuitamente, sementes e mudas de aipim, batata-doce, maracujá, milho e feijão melhoradas pela Epagri.

“A hortaliça representa uma importante cadeia produtiva na região do Vale do Itajaí. O uso de tecnologias para produção orgânica ou sustentável agrega valor aos alimentos, além de preservar a saúde de quem produz e de quem consome”, explica Euclides Schallenberger, pesquisador da EEI.

Os interessados em participar do Dia de Campo não precisam se inscrever antes, bastar ir até a EEI no dia 21, entre às 8h e às 16h30. Não há custos para participar do evento.

Serviço

  • O que: Dia de Campo de Tecnologias para Produção Orgânica e Sustentável de Hortaliças
  • Quando: dia 21 de junho, quinta-feira, das 8h às 16h30min
  • Onde: em Itajaí, na Estação Experimental da Epagri - Rd. Antônio Heil, 6800, bairro Itaipava
  • Informações e entrevistas: Euclides Schallenberger, pesquisador da EEI, pelos fones (47) 99918-8663 / 3398-6341

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Santa Catarina é o Estado do agronegócio. Com cadeias produtivas organizadas e uma preocupação constante com a qualidade, Santa Catarina fatura alto com as exportações de produtos de origem animal e vegetal. Em 2018, as vendas internacionais de carnes, grãos e madeira já geraram receitas que passam de US$ 2 bilhões – 63% do total das exportações catarinenses.

Os produtos de origem animal são o grande destaque da pauta de exportações de Santa Catarina. O Estado está entre os maiores produtores e exportadores nacionais de carne suína e de frango – resultado de um status sanitário diferenciado do restante do país.

Nesta quarta e quinta-feira (20 e 21), os técnicos da Epagri/Cepa estarão em Canoinhas e Chapecó para os Seminários Regionais de Avaliação da Safra Catarinense de Grãos. Os eventos trarão o acompanhamento e a avaliação da safra atual e as perspectivas de mercado futuro para soja e milho.

O pesquisador de Custos Agrícolas do Cepea-USP, Mauro Osaki, também acompanhará os Seminários e falará sobre as perspectivas de mercado e competitividade brasileira na produção de commodities agrícolas.

Agenda e Inscrições

Canoinhas – O Seminário Regional de Avaliação da Safra Catarinense de Grãos acontece na quarta-feira (20), às 13h30, no auditório do IFSC. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site:
https://bit.ly/2yhTq2i

Chapecó – O evento acontece na quinta-feira (21), às 13h30, no Centro de Pesquisa para Agricultura Familiar (Epagri/CEPAF). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site:
https://bit.ly/2JFOmtP

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A Epagri promove nesta quarta-feira, 20, o III Fórum Oeste Catarinense do Leite – Focaleite. O evento acontece das 8h30min às 16, no Centro de Pesquisa para Agricultura Familiar da Epagri (Epagri/Cepaf). Durante o Fórum, às 11h30min, acontece a inauguração do Laboratório de Biotecnologia em Sanidade Animal (Biotecsa) instalado dentro da unidade.

O Oeste catarinense é a maior bacia leiteira catarinense, com 75.1% da produção do Estado. Para atender a essa demanda o laboratório vai trabalhar com foco em diagnóstico microbiológico e molecular de enfermidades que afetem a produção animal e a saúde pública. Além de comprometer a qualidade do leite, algumas doenças, como tuberculose e brucelose, podem ser transmitidas aos humanos. Leite e derivados infectados com outros patógenos, como a salmonela, podem causar intoxicações e alimentares e outros males à saúde de quem consome. O laboratório vai ajudar a combater esses riscos.

Biotecsa

Vagner Miranda Portes, médico-veterinário, doutor em biotecnologia e biociência e pesquisador da Epagri/Cepaf, é o profissional que estará à frente do Biotecsa. Ele explica que o laboratório conta com tecnologia de ponta, inclusive para realização de testes de DNA, e tem, entre as diversas proposições, a de auxiliar na elaboração de uma visão epidemiológica sobre patógenos infecciosos circulantes na cadeia láctea do Oeste de Santa Catarina, trazendo subsídios para programas de vigilância epidemiologia e de saúde pública. Também serão gerados conhecimentos estratégicos para controle de mastite e da sanidade bovina.

Entres os resultados esperados com a implantação do laboratório estão reflexos positivos na produtividade e na qualidade da matéria prima, bem como a geração de informações para indústria de lacticínios que auxiliem a implementação de medidas focadas na qualidade e segurança dos alimentos. O Biotecsa vai usar estruturas de outros laboratórios já existentes na Epagri/Cepaf, sem interferir na operação destes. Também foram investidos R$ 200 mil em novos equipamentos, com verbas da Fapesc, PAC Embrapa e da própria Epagri.

Focaleite

Esse é o terceiro ano que a Epagri realiza o Fórum Oeste Catarinense do Leite. Neste ano o evento debaterá a qualidade do leite e seus derivados. Entres os temas as serem discutidos estão a importância do diagnóstico no controle da mastite bovina e sua relação com a qualidade dos lácteos, imunologia de glândula mamária, e uma avaliação das Unidades de Referência Técnica (URTs) acompanhadas pela Epagri.

São esperadas cerca de 150 pessoas, a maioria técnicos da região que trabalham com a cadeia produtiva do leite. Estudantes, agricultores e outros profissionais também são bem-vindos no evento. Como as vagas são limitadas, é preciso se inscrever antes pelo fone (49) 2049-7548, ou enviando e-mail para agnes@epagri.sc.gov.br, informando nome, CPF e instituição representada.

Serviço

  • O que: III Fórum Oeste Catarinense do Leite (Focaleite) e inauguração do Laboratório de Biotecnologia em Sanidade Animal.
  • Quando: Quarta-feira, 20 de junho, das 8h30min às 16h. A inauguração do laboratório está marcada para às 11h30min.
  • Onde: em Chapecó, no Centro de Pesquisa para Agricultura Familiar da Epagri (Epagri/Cepaf). Serv. Ferdinando Tusset, S/N, bairro São Cristovão.
  • Informações e entrevistas: Vagner Miranda Portes, médico-veterinário e pesquisador da Epagri/Cepaf, pelo fone (49) 2049-7531.

 

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No período de 15 de junho a 15 de setembro, é proibido ter plantas de soja em crescimento nas lavouras catarinenses. O vazio sanitário da soja surgiu para proteger as plantações de Santa Catarina da ferrugem asiática. Para que seja respeitado o vazio sanitário, a Portaria proíbe a semeadura de soja no período de 11 de fevereiro até 14 de setembro de cada ano em Santa Catarina.

Cada Estado do país pode estabelecer o período mais adequado para o vazio sanitário, de acordo com suas condições climáticas. O secretário da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, explica que, no caso de Santa Catarina, o frio intenso que ocorre no inverno nas regiões produtoras de soja, normalmente, já elimina todas as plantas de soja vivas, que são queimadas pela geada. Se isso não ocorrer, é necessário o controle químico por meio de dessecação com herbicidas.

“A geada já está fazendo uma faxina em nossos campos, então na maioria do Estado já não há mais soja em crescimento. Mas nos locais onde não houver a dessecação pelo frio, o produtor deve aplicar herbicidas para evitar que as plantas transmitam a ferrugem asiática para o próximo plantio”, ressalta.

Segundo o Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no período de vazio sanitário não deve haver soja em estado vegetativo para que o fungo, que causa a ferrugem asiática, e seus esporos não consigam sobreviver e contaminar o próximo plantio.

O vazio sanitário de Santa Catarina foi estabelecido pela Portaria nº 18/2017.

Soja em Santa Catarina

A produção de soja vem ganhando cada vez mais espaço em Santa Catarina e ocupando as áreas antes destinadas ao plantio de milho, pastagens e fruticultura. A área plantada no estado chegou a 703,2 mil hectares nesta safra e a expectativa é de uma colheita recorde de 2,44 milhões de toneladas.

A soja é também importante na pauta de exportações catarinenses. O produto respondeu por 9,7% de tudo o que o estado exportou em 2017 e, de janeiro a novembro do último ano, foram embarcadas 1,8 milhão de toneladas do grão – 17,9% a mais do que em 2016.

Em cinco anos, as exportações catarinenses do complexo soja aumentaram 116%. Passando de 874,3 mil toneladas em 2012 para 1,8 milhão de toneladas em 2017 e faturando US$ 745,7 milhões. Os principais destinos das exportações são China, Rússia, Coreia do Sul e Tailândia.

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O processo de certificação participativa para uso e conservação da floresta no sistema itinerante, desenvolvido pela Associação Valor da Roça, de Biguaçu, na Grande Florianópolis, é um dos vencedores do Prêmio BNDES de Boas Práticas para Sistemas Agrícolas Tradicionais. A premiação será entregue em Brasília, nesta segunda-feira, 18. A Epagri, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) são os principais apoiadores do projeto. Das 63 práticas submetidas à avaliação da comissão julgadora, o processo de certificação coletiva de Biguaçu obteve o sétimo lugar. Como prêmio, a Associação Valor da Roça receberá o valor bruto de R$ 50 mil.

A comunidade rural de Biguaçu desenvolve há gerações um sistema de cultivo caracterizado por períodos de alternância entre lavouras anuais e a floresta nativa, sem revolvimento do solo e com um manejo especial. Neste sistema eles plantam principalmente mandioca, banana, feijão e milho, sem uso de agroquímicos. A prática tem permitido a manutenção da floresta, da paisagem e a conservação da biodiversidade, evitando a conversão definitiva da terra para uso diverso, como por exemplo, formação de pastagem ou plantio de florestas exóticas.

Sustentabilidade e tradição

De modo geral, esse sistema de uso da terra tradicionalmente praticado pelos agricultores de Biguaçu caracteriza-se pela supressão de pequena gleba de vegetação para o cultivo de lavouras anuais por curto período de tempo. A lenha retirada é usada na produção de carvão vegetal. Após a colheita da lavoura, a floresta volta a se regenerar. Outra importante característica é o fato de que já entre as plantas de ciclo anual é realizada a condução da regeneração natural. Ou seja, ao mesmo tempo que cultivam, os agricultores manejam espécies arbóreas regenerantes, o que caracteriza um tipo peculiar de Sistema Agroflorestal. Isso permite a rápida regeneração do fragmento florestal após a colheita da lavoura anual.

Outro aspecto fundamental desta prática é o caráter social. Ao respeitar o conhecimento empírico dos agricultores locais, a instituições governamentais preservam um saber fazer histórico. Diversos estudos nacionais e internacionais têm apontado os benefícios socioecológicos desse sistema e registram importantes prejuízos nas regiões onde ele tem sido abandonado, sobretudo a perda da biodiversidade. 

Desde 2009 a Epagri e as instituições parcerias desenvolvem projetos com esses agricultores, que formaram, em 2013, a Associação Valor da Roça. A entidade possui um Caderno de Normas que é seguido rigidamente pelos associados. Uma das principais regras estipuladas é que a vegetação suprimida para a roça volte a se regenerar após o cultivo. Para garantir que as regras sejam cumpridas, uma comissão de associados faz vistorias nas áreas em regeneração e, assim, certifica de forma participativa o cumprimento do compromisso assumido.

Sobre o prêmio

O Prêmio BNDES de Boas Práticas para Sistemas Agrícolas Tradicionais é uma iniciativa do BNDES em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa/MAPA), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/MinC) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO/ONU). O objetivo é reconhecer boas práticas ligadas à salvaguarda e conservação dinâmica de bens culturais e imateriais associados à agrobiodiversidade e à sociobiodiversidade presentes nos Sistemas Agrícolas Tradicionais no Brasil.

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Foto: MB Comunicação/Divulgação

O agronegócio catarinense supera os desafios e retoma o crescimento das exportações de carnes. Grande produtor de alimentos, Santa Catarina encerra o mês de maio com saldo positivo nas vendas internacionais de carne de frango, suína e bovina. Só no último mês, o Estado embarcou 105,4 mil toneladas de carnes, faturando US$ 182,6 milhões – quase 23% a mais do que em abril.

O governador Eduardo Pinho Moreira comemorou o resultado comercial e econômico, destacando a conquista de novos mercados pela produção catarinense. “É um estímulo importante num momento em que o Estado promove ainda mais a valorização de nossos produtos com o Compre de SC e comprova o acerto do esforço do governo para garantir a eficiência do agronegócio”, disse.