A Polícia Militar Ambiental em Lages realiza no fim da tarde desta quinta-feira, 6, a formatura da primeira turma do curso de Polícia Ostensiva Rural (CPOR). Os policiais especialistas em segurança no campo estarão aptos ao combate de crimes rurais, como abigeato, roubo de insumos agrícolas e máquinas.

A convite do Comandante-Geral da Polícia Militar Ambiental, Coronel Adilson Schlickmann Sperfeld, e do Comandante do 2° Batalhão da Polícia Militar Ambiental, Tenente-Coronel Jorge Luiz Haack, o Secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, palestrará aos formandos sobre as perceptivas, desafios e importância do agronegócio para Santa Catarina.

“Ao investir em segurança no meio rural nós estamos garantindo a continuidade do funcionamento da nossa economia, que gera milhares de empregos, renda e oportunidades no nosso estado. Esse policiamento ostensivo no meio rural vai dar uma grande contribuição, porque a segurança é um fator decisivo para motivar as pessoas a permanecerem no meio rural”, ressalta o secretário.

A formatura e a palestra ocorrem na sede da 1° Companhia do 2° Batalhão de Polícia Militar Ambiental em Lages, na rua Archilau Batista do Amaral, s/nº, bairro Universitário, às 18 horas.

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Paulo Henrique Santhias
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Cidasc/Arquivo

Grande produtor de proteína animal, Santa Catarina encerra o mês de novembro com alta nas exportações de carne suína e de frango. Boa parte dos embarques foi destinado aos países asiáticos – China, Hong Kong e Japão – que vêm se tornando os principais mercados para as carnes catarinenses. No último mês, foram 124,7 mil toneladas exportadas por Santa Catarina, 36,9% a mais que no mesmo período do ano passado, gerando um faturamento que passa dos US$ 220 milhões.

Segundo o secretário da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, o bom desempenho do agronegócio demonstra que os mercados têm uma preferência pelos produtos do estado. “A excelência sanitária dos nossos rebanhos, a organização das cadeias produtivas e a logística confiável e eficiente se tornaram a marca registrada do agronegócio catarinense. Por isso, Santa Catarina responde por boa parte das exportações brasileiras de carnes”, ressalta.

A carne de frango continua sendo o principal produto da pauta de exportações. Em novembro, foram 92,6 mil toneladas embarcadas, 30,1% a mais do que no mesmo período de 2017. As receitas geradas superam os US$ 161,8 milhões, alta de 14% em relação a novembro do último ano. Os principais mercados para carne de frango catarinense foram Japão, Arábia Saudita e China – todos aumentaram as compras em novembro.

O grande destaque do mês foi o aumento nas exportações de carne suína. Em novembro, Santa Catarina embarcou 32,1 mil toneladas do produto – 61% a mais do que no mesmo mês de 2017. O faturamento com as exportações chegou a US$ 58,2 milhões, 33,6% de crescimento. Santa Catarina respondeu por 56% de toda carne suína exportada pelo Brasil – ou seja, mais da metade das exportações brasileira do produto são originárias de Santa Catarina.

Os principais mercados para carne suína catarinense são China, Chile e Hong Kong. A verdade é que quase todos os principais importadores de carne suína catarinense ampliaram suas compras em novembro. A China e o Chile, por exemplo, compraram, respectivamente, 295,5% e 159,2% a mais em relação a novembro de 2017.

Sanidade como diferencial

Único estado livre de febre aftosa sem vacinação, Santa Catarina tem acesso aos mercados mais competitivos do mundo. “Nós temos perdemos competitividade por causa da nossa dependência do milho vindo de outros estados, o que aumenta os custos das agroindústrias instaladas em Santa Catarina, porém nós temos um grande diferencial que é a qualidade e as garantias sanitárias. Com isso, temos preferência dos mercados Premium, como é o caso do Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos”, destaca Spies.

Acumulado do ano

Ao que tudo indica, o ano de 2018 irá encerrar com um saldo favorável para as exportações catarinenses de carnes. De janeiro a novembro, já foram embarcadas 966,9 mil toneladas de carne de frango e 297 mil toneladas de carne suína – um crescimento de 7,8% e de 17,1% em relação ao mesmo período de 2017.

O faturamento com as exportações de carne de frango já passa de US$ 1,6 bilhão, uma queda de 2,9% em comparação ao último ano. O resultado negativo pode ser explicado pela retração nas compras do Japão, principal destino do frango de Santa Catarina, e de outros países europeus e asiáticos. Por outro lado, China, Hong Kong, Arábia Saudita e Emirados Árabes aumentaram a quantidade importada.

Maior produtor nacional de carne suína, Santa Catarina responde por 51,2% do total exportado pelo país em 2018. De janeiro a novembro, foram 297 mil toneladas exportadas, com uma receita de US$ 554,2 milhões – sendo que a China responde por 36,2% desse valor.

A China vem se consolidando como o principal destino da carne suína catarinense. Ao longo do ano foram 104,8 mil toneladas enviadas ao país asiático – um aumento de 188,5% em relação ao mesmo período de 2017. Além disso, quase todos os principais importadores ampliaram suas compras este ano em relação ao ano passado.

De acordo com o engenheiro agrônomo do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), Alexandre Giehl, as perspectivas são bastante positivas para 2019, tanto em função do fim do embargo russo, quanto pela possibilidade de aumento ainda mais significativo das importações chinesas.

Os números foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

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Os piscicultores catarinenses terão novas regras para licenciamento ambiental. Nesta terça-feira, 4, a Assembleia Legislativa aprovou a Lei Estadual da Piscicultura - encaminhada pelo Governo do Estado em abril deste ano.


Foto: Aires Mariga /Epagri/Arquivo

O arroz entrou na pauta de exportações de Santa Catarina. Segundo maior produtor nacional do grão, o estado conquista agora o mercado internacional. De janeiro a outubro deste ano, os produtores catarinenses já embarcaram 82,7 mil toneladas para abastecer outros países – a quantidade é 24 vezes maior do que toda exportação do grão em 2017.

Este ano, as exportações de arroz já trouxeram um faturamento de US$ 24 milhões para Santa Catarina. Os principais mercados são Venezuela e África do Sul. Em todo ano de 2017, o estado arrecadou apenas US$ 2,2 milhões com a exportação, 10 vezes menos que na atual temporada. 

Um dos destaques do agronegócio catarinense, o arroz é produzido majoritariamente por agricultores familiares. “Produzimos em áreas menores do que os outros estados, porém com alta produtividade, cultivando variedades desenvolvidas aqui mesmo em Santa Catarina pela Epagri. Com essas características, a produção catarinense de arroz tem uma importância socioeconômica, criando empregos e respeitando o meio ambiente dentro dos princípios da sustentabilidade”, ressalta o secretário da Agricultura e da Pesca, Airton Spies.

Safra 2018/19

As estimativas do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) apontam para uma leve redução na área plantada de arroz irrigado em Santa Catarina. Está prevista uma colheita de 1,1 milhão de toneladas em 143,3 mil hectares.

No estado, 99,5% da área destinada ao arroz irrigado na safra 2018/19 já foi semeada e, segundo os relatórios de campo, a área plantada encontra-se em condição boa, sem apresentar problemas que resultem em redução da produtividade ou perdas.

Segundo maior produtor nacional, Santa Catarina tem a maior produtividade de arroz do país. “Os produtores adotam tecnologia de ponta em suas lavouras. Além disso, Santa Catarina contribui com o desenvolvimento da rizicultura através das pesquisas e assistência técnica da Epagri e da parceria com as cooperativas e indústrias”, destaca Spies.

Boletim Agropecuário

O Boletim Agropecuário é publicado mensalmente pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa) e traz o acompanhamento das safras, da produção e dos mercados para os principais produtos do agronegócio catarinense. O documento está disponível no site da Epagri.

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Foto: Ildelbrando Nora/Epagri

A Epagri fez o primeiro registro da presença do ácaro-vermelho-das-palmeiras Raoiella indica Hirst (Acari; Tenuipalpidae) em Santa Catarina. A espécie, encontrada em Tubarão, no Sul do Estado, representa uma ameaça à bananicultura e à produção de palmeiras para obtenção de palmito, que são atividades econômicas de peso na região litorânea. “O ácaro tem potencial para comprometer essas cadeias produtivas catarinenses. Potencialmente causador de danos a diversos hospedeiros, ele está historicamente associado a espécies pertencentes a essas duas famílias botânicas”, alerta Ildelbrando Nora, pesquisador da Epagri na Estação Experimental de Itajaí, que liderou o estudo.

A descoberta resultou de um levantamento para verificar a ocorrência do ácaro em Santa Catarina depois de ele ser identificado em diversos estados brasileiros. A inspeção foi executada em 2016 e 2017 pela Epagri em parceria com a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de SC (Cidasc) e abrangeu unidades de produção, viveiros e comércio de mudas em áreas urbanas e rotas de risco. O trabalho totalizou 188 inspeções em 23 municípios no Litoral Norte, no Vale do Itajaí, no Litoral Sul e no Planalto Norte.

O ácaro foi encontrado em amostras coletadas pela Cidasc em abril de 2017 em um estabelecimento comercial de flores e plantas ornamentais de Tubarão. A espécie estava associada às palmeiras fênix (Phoenix roebelenii O'Brien) e leque (Licuala grandis (hort. ex W. Bull) H. Wendl.), ambas em vasos destinados ao comércio varejista.

Impacto na produção

A descoberta da praga em Santa Catarina gerou preocupação entre bananicultores e produtores de palmito. Ildelbrando explica que o impacto a essas cadeias produtivas poderá trazer reflexos aos produtores, às agroindústrias e às exportações de produtos in natura.

O controle biológico dessa praga está sendo amplamente estudado, mas ainda não foi encontrado um inimigo natural com potencial para controlar a espécie invasora. “A erradicação desse ácaro é uma técnica inviável devido ao curto ciclo de vida da espécie, ao número de gerações que ele pode produzir em um ano e à diversidade de hospedeiros. Num momento em que se buscam manejos racionais para a produção de alimentos, com menor uso de agrotóxicos, ele surge como um severo complicador”, diz o pesquisador.

Dispersão rápida e perigosa

O ácaro-vermelho-das-palmeiras foi identificado na Índia em 1924, associado a coqueiros e poucas espécies de plantas hospedeiras. Aos poucos, se dispersou por outros países, até que foi detectado em 2007 na Venezuela. Quando chegou à América, a gama de hospedeiros já abrangia 96 espécies de plantas. No Brasil, o R. indica foi identificado em 2009, em Boa Vista (RR). A partir daí, avançou para as regiões Nordeste, Sudeste e Sul.

O ácaro-vermelho-das-palmeiras tem aspecto oval achatado, com cerdas rígidas no dorso. A fêmea adulta mede 0,32 milímetros de comprimento. O inseto ataca as folhas e se multiplica, provocando lesões até matar a planta.

A dispersão da espécie é rápida e agravada por uma série de fatores. “Há diversidade de hospedeiros nativos, intensa circulação de plantas hospedeiras em viveiros artesanais, floriculturas e viveiros comerciais, bem como frutos e produtos manufaturados oriundos de regiões onde a praga já está estabelecida”, acrescenta o pesquisador Ildelbrando Nora.

Mais informações: Ildelbrando Nora, pesquisador da Epagri/Estação Experimental de Itajaí – ildelbrandonora@epagri.sc.gov.br, (47) 3398 6346.

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A Estação Experimental da Epagri em Itajaí (EEI) inaugura na sexta-feira, 30, sua nova Unidade de Beneficiamento de Sementes de Arroz (UBS). O evento acontece às 10h e vai marcar o início oficial das atividades dessa Unidade, cujo grande diferencial é o sistema de automação em todo o processo de beneficiamento, que permite mais agilidade, segurança e rastreabilidade.

A EEI contava com uma unidade de beneficiamento de sementes de arroz desde a década de 1980. Mas, considerando os anos de uso, o prédio estava deteriorado e os equipamentos eram superados. O prédio foi reformado para receber a nova UBS, com renovação da cobertura, piso, paredes e portas. Foram instalados novos equipamentos, projetados para atender a real necessidade dos pesquisadores da EEI.

São 588,71 metros quadrados de área construída, com espaços para recepção, pré-limpeza, secagem e beneficiamento de sementes. Há ambiente próprio para armazenamento, sala de engenho de prova, fornalha de secagem, além de setores de ensacamento, pesagem e apoio.

A unidade tem a capacidade de receber até quatro cultivares simultaneamente. Entre os equipamentos novos, conta com máquinas de pré-limpeza e de limpeza, mesa densimétrica e elevadores sem poço. Também foi instalado um secador intermitente com sistema automático de secagem a gás, visando melhor controle da temperatura durante o processo.

Foram investidos R$ 917.631,14 na reforma do prédio e aquisição dos equipamentos. Os recursos foram aportados por meio de projeto aprovado pela Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep).

“Na UBS serão beneficiadas e classificadas as sementes de arroz das variedades desenvolvidas pela Epagri para as diferentes condições de clima e solo de Santa Catarina”, descreve Alexander De Andrade, Coordenador da Equipe de Pesquisa do Projeto Arroz da EEI. Segundo ele, esse processo vai garantir ainda mais qualidade às sementes de origem genética e básica produzidas pelos pesquisadores. Alexander explica que quem ganha são os agricultores, que terão ainda mais certeza da qualidade das sementes que comprarão das empresas certificadas pela Epagri para multiplicação e revenda do material.

A nova UBS recebeu o nome de Urbano Franzner, um agricultor com espírito empreendedor que em 1960 fundou a Urbano Agroindustrial, que atua no beneficiamento de arroz, feijão e macarrão de arroz. É uma das três maiores beneficiadoras de arroz do Brasil, com matriz em Jaraguá do Sul e filiais no Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Pernambuco, São Paulo e Paraná.

Arroz irrigado

Santa Catarina é o segundo maior produtor de arroz irrigado no Brasil. A qualidade das sementes disponibilizadas para os agricultores é um dos motivos desse resultado.

Ao longo de sua história a Epagri já desenvolveu 31 cultivares de arroz, 23 deles lançados especificamente para as condições de Santa Catarina. Destes, 12 seguem com recomendação de cultivo, já que os mais antigos acabam se tornando obsoletos com o desenvolvimento de novas pesquisas.

Graças ao trabalho da Epagri, o Estado tornou-se um exportador de sementes de arroz de qualidade. “Mais de 50% das sementes produzidas aqui são exportadas para o Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Goiás, Maranhã e Vale do São Francisco, além de outras regiões” enumera Alexander. No Estado catarinense, 80% das lavouras de arroz utilizam cultivares desenvolvidos pela Epagri.

Em Santa Catarina a cultura do arroz irrigado se destaca pela sua importância social e econômica. Mais de 8 mil famílias de pequenos e médios agricultores, distribuídos em 65 municípios, têm a atividade como sua principal fonte de renda. O Estado detém um dos mais elevados índices de produtividade do Brasil com 7,85 toneladas por hectare.

Serviço

  • O que: inauguração da nova Unidade de Beneficiamento de Sementes de Arroz (UBS) da Estação Experimental da Epagri em Itajaí (EEI)
  • Quando: dia 30 de novembro, sexta-feira
  • Onde: Rodovia Antônio Heil, 6800, Bairro Itaipava, Itajaí
  • Informações e entrevistas: Alexander De Andrade, Coordenador da Equipe de Pesquisa do Projeto Arroz da EEI

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Isabela Schwengber, jornalista: (48) 3665-5407Epagri inaugura na sexta-feira, em Itajaí, novas instalações da Unidade de Beneficiamento de Sementes de Arroz

Santa Catarina terá um Centro de Referência Tecnológica do Leite. Nesta quarta-feira, 28, a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca e a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) inauguram a estrutura que atuará na capacitação de profissionais na área de bovinocultura de leite. O evento acontece junto ao Dia de Campo na Estação Experimental da Epagri de Campos Novos. A inauguração está prevista para as 11h30, com a presença do secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies.

O Centro de Referência Tecnológica do Leite (CRT) é fruto de um convênio entre a Epagri e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Dia de Campo

O Dia de Campo inicia às 09h com uma palestra sobre os desafios de obter rentabilidade na produção de leite. Logo após acontece a apresentação do Centro de Referência e a abertura oficial. As 13h30 está prevista uma visitação ao CRT.

Leite em Santa Catarina

O leite já é a atividade agropecuária com o maior crescimento em Santa Catarina. Envolvendo 45 mil produtores em todo o estado, a produção girou em torno de 3,4 bilhões de litros em 2017 – um incremento de 8% em relação a ano anterior. Os números consolidaram o estado como o quarto maior produtor de leite do país.

Os três estados do Sul produziram 12,8 bilhões de litros de leite em 2017 – 38% do total produzido no país. E as expectativas são de que, até 2020, a região produza mais da metade de todo leite brasileiro. Formada pelo Sudoeste do Paraná, Oeste Catarinense e Noroeste do Rio Grande do Sul, a região pode ser chamada de a “Nova Meca” do leite no Brasil, uma vez que apresenta o maior crescimento na produção e é também onde as indústrias de lacticínios têm feito os maiores investimentos nos últimos 10 anos.

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Foto: Julio Cavalheiro/Secom

Maior importador de milho do Brasil, Santa Catarina espera um aumento de 10% na safra de milho grão. Segundo informações do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), os produtores devem colher 2,7 milhões de toneladas na safra 2018/19 – 261 toneladas a mais do que no último ano. O grão é matéria-prima indispensável para abastecer o setor produtivo de carnes, carro-chefe da economia catarinense.

O crescimento na safra é resultado do aumento da área plantada e da produtividade. Em Santa Catarina, serão 328,6 mil hectares cultivados com milho grão – um incremento de 7,4% em relação à safra 2017/18. O ganho de área pode ser explicado pelos preços favoráveis do grão desde o início deste ano e também pela necessidade de rotação de culturas com a soja.

Milho 10 T

O sonho catarinense de ter uma produtividade média de 10 toneladas/hectare já é realidade nas regiões de Xanxerê e Campos Novos. E expectativa é de que, até 2020, essa seja a produtividade de todo o estado.

Para a próxima safra, o rendimento das lavouras de milho grão deve ficar em 8,3 toneladas/hectare – o maior rendimento do Brasil. “Com sementes de alto valor genético e com alto padrão de produtividade, nós esperamos uma safra muito boa. Os produtores catarinenses investem cada vez mais em tecnologias e, se o clima for favorável, nós vamos fazer da safra 2018/19 um recorde na produção”, ressalta o secretário da Agricultura e da Pesca, Airton Spies.

Milho Silagem

A área de cultivo de milho com o objetivo de produção de silagem tem crescido sensivelmente em Santa Catarina. Segundo levantamentos da Epagri/Cepa, a área plantada com silagem vem aumentando 15% ao ano desde 2013. Essa expansão está diretamente relacionada ao expressivo crescimento da produção leiteira de Santa Catarina. Para a safra 2018/19 está prevista uma colheita de 9,1 milhões de toneladas em 218 mil hectares plantados.

Consumo de milho em SC

Um gigante na produção de carnes, Santa Catarina se tornou também um grande comprador de milho. Todos os anos, quatro milhões de toneladas do grão saem do Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul para abastecer as cadeias produtivas de suínos, aves e leite em Santa Catarina.

O estado produz, em média, três milhões de toneladas de milho por ano e utiliza sete milhões na alimentação de suínos e aves – o consumo diário passa de 19 mil toneladas. Aumentar a produção de milho é um grande desafio em Santa Catarina, principalmente com o aumento de produtividade. O acompanhamento de safras é feito pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) e publicado no Boletim Agropecuário.

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O 4º Curso de Homeopatia Agropecuária, promovido pela Epagri em parceria com a Udesc, forma uma turma de 40 alunos nesta sexta-feira, 30, no Centro de Treinamento de Araranguá (Epagri/Cetrar). A turma é composta por 14 agricultores e 26 técnicos que atuam com assistência técnica e extensão rural. O evento inicia de manhã com a apresentação de estudos de caso dos alunos e, à tarde, será realizada a formatura com uma palestra do médico homeopata Artur Zingano.

“O objetivo do curso é capacitar técnicos e agricultores em homeopatia para desenvolver uma produção agropecuária mais limpa, sem o uso de drogas veterinárias e insumos químicos utilizados na agricultura”, explica Marcelo Silva Pedroso, coordenador do curso e médico-veterinário homeopata da Epagri. Um dos projetos estratégicos nessa área é a produção de leite orgânico, que está em implantação no Sul do Estado.

O curso tem um total de 110 horas entre aulas presenciais e estudos de caso em campo, com Certificação Acadêmica, demonstrando a importância do tema para a comunidade científica. Os alunos aprendem sobre filosofia homeopática, matérias médicas homeopáticas, farmacotécnica homeopática e aplicação na produção animal e vegetal. “Eles também praticam o uso da homeopatia em seus estudos de caso, de forma a sentirem-se aptos a desenvolver essa terapêutica após a formatura”, acrescenta Marcelo.

A homeopatia agropecuária está em franco desenvolvimento em Santa Catarina. Prova disso é o Laboratório de Homeopatia e Saúde Vegetal na Estação Experimental da Epagri de Lages, que se tornou referência para outras empresas públicas do País. Lá, são desenvolvidas diversas pesquisas na área, com envolvimento de alunos de mestrado e doutorado e uma série de trabalhos publicados.

Na extensão rural, após a Epagri possibilitar a especialização de sete médicos veterinários, a região do Litoral Sul foi onde a homeopatia mais se desenvolveu, principalmente na produção leiteira. “O maior desafio que a homeopatia tem enfrentado, com excelentes resultados, é a mastite clínica e subclínica. A doença tem sido controlada a níveis inferiores aos dos métodos convencionais, combinando a vantagem de não necessitar descartar o leite durante os tratamentos”, detalha Marcelo Pedroso.

O Curso de Homeopatia Agropecuária também recebe apoio do Laboratório de Homeopatia e Sanidade Vegetal da Estação Experimental da Epagri de Lages, da Farmácia Homeopática Ávila, de Criciúma, e da Farmácia Homeopática Maria Rocha, de Tubarão. O curso foi realizado com recursos do Programa SC Rural, da Fapesc e do Cnpq.

Mais informações:

Marcelo Silva Pedroso, coordenador do curso, médico-veterinário homeopata na Gerência Regional da Epagri de Criciúma: mpedroso@epagri.sc.gov.br, (48) 3403 1084/1070.

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Imagem: Ascom / Cidasc

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina – Cidasc, vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, celebra 39 anos de história e grandes conquistas para os catarinenses. Desde que foi criada, em 27 de novembro de 1979, a Cidasc trabalha para promover o agronegócio catarinense e o desenvolvimento das cadeias produtivas por meio da sanidade animal, vegetal e inspeção de produtos de origem animal, com o objetivo garantir a excelência sanitária dos rebanhos e lavouras do Estado.

Muitas conquistas marcaram a sua trajetória. Destacam-se os dois certificados internacionais, concedidos pela Organização Mundial de Saúde Animal – OIE, como Área Livre de Febre Aftosa sem vacinação e de Zona Livre de Peste Suína Clássica – PSC, status que possibilitaram aos produtos de origem animal catarinenses alcançarem os mercados mais exigentes do mundo em termos de sanidade animal

O Presidente da Cidasc Luiz Alberto Rincoski Faria destaca que, além da responsabilidade, é um grande desafio presidir a Companhia responsável pela defesa agropecuária em um Estado como Santa Catarina, referência nacional e mundial no assunto. “Temos o compromisso de manter a credibilidade que a Companhia adquiriu ao longo dos anos em função de uma equipe técnica qualificada e dedicada. Precisamos  manter e ampliar o status adquirido pelo estado, em que o setor agropecuário é responsável por 29% do Produto Interno Bruto e o de carnes, 60% desse PIB. Cerca de 17% do PIB catarinense refere-se a proteína animal. Esse indicador está diretamente relacionado às ações da Cidasc durante todos estes 39 anos de trabalho”, ressalta.

Em 39 anos de atuação em todo o Estado de Santa Catarina, a Companhia  criou um modelo de trabalho para resguardar o produtor rural e a saúde da população. Por meio de orientação, promoção de ações de combate, controle e prevenção de doenças e pragas que acometem os setores da agropecuária, assegura-se a condição sanitária diferenciada do Estado como referência nacional e internacional. A qualidade dos nossos rebanhos e pescados têm atraído continuamente a atenção de vários países, impulsionando a economia e fortalecendo o agronegócio. Os benefícios econômicos obtidos pelos resultados dessas conquistas fomentam a economia do Estado, geram emprego, renda e a abertura dos mercados mais competitivos do mundo.

De acordo com o Secretário de Estado da Agricultura, Airton Spies, o trabalho que a Cidasc desenvolve é de fundamental importância para a política sanitária no Estado.  “São 39 anos de muita dedicação, tanto do Governo do Estado, Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, quanto de todos os empregados da Companhia e produtores rurais. Avançamos muito, somos referência em sanidade animal, vegetal e inspeção, favorecendo os produtores e a agropecuária catarinense. Hoje os nossos produtos são destaque nos mercados interno e externo, e a Cidasc tem um papel primordial nesse processo”, afirma o secretário.

Santa Catarina é um Estado diferenciado no processo de controle e fiscalização da inspeção de produtos de origem animal. As parcerias entre instituições privadas, poder público e o nosso exercício profissional têm propiciado à inspeção chegar em todos os estabelecimentos. O trabalho conjunto com as  prefeituras, de papel fundamental, merece destaque por convênios com a Cidasc, visando adesão ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal – SISBI e ao Serviço de Inspeção Estadual – SIE.

Na área vegetal, o sistema constitui-se num trabalho estratégico e sistemático de monitoramento, vigilância, inspeção e fiscalização da produção e do comércio de plantas, partes de vegetais ou outros produtos de origem vegetal veiculadores de pragas, que possam colocar em risco o patrimônio agrícola e a condição sócio-econômica de Santa Catarina. “A implementação do sistema e-Origem é outra conquista da Cidasc no que se refere à identificação de origem e rastreabilidade dos produtos que chegam à mesa das famílias catarinenses. O programa possibilita a inserção do pequeno produtor no mercado de produtos com origem identificada, de forma gratuita. Fator diferencial para a produção e distribuição de frutas e hortaliças”,destaca o presidente da Companhia, Luiz Alberto  Rincoski Faria.

Estrutura

Para atender as demandas de aproximadamente 500 mil produtores rurais, a Companhia conta com 1.500 colaboradores distribuídos nas unidades presentes nos 232 municípios do Estado, com 19 Departamentos Regionais, um escritório central, um Terminal Graneleiro em São Francisco do Sul e 63 barreiras sanitárias fixas.

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