Fotos: Mauricio Vieira / Secom

Produzir mais alimentos, de forma mais responsável e sustentável, para atender aos mercados mais exigentes do mundo. Essa é a proposta do AgroConsciente, nova diretriz do Governo de Santa Catarina na elaboração de políticas públicas e ações voltadas para o setor agropecuário. O programa foi apresentado nesta quarta-feira, 20, pelo governador Carlos Moisés e pelo secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa, durante as comemorações dos 28 anos da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), em Florianópolis.

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A partir de agora, Santa Catarina terá um alinhamento de programas já existentes para que atendam à nova diretriz e também ao desenvolvimento de ações que oportunizem mais renda ao produtor rural, ofereçam segurança alimentar à população e minimizem os impactos ao meio ambiente. 

"Precisamos fazer com que a produção mais consciente chegue a todos os lugares. Essa ação é de respeito não só à terra e ao ar, mas ao agricultor, àquele que está todo dia no campo se expondo. Não significa banir o uso de defensivos agrícolas, mas é um incentivo à tecnologia e à pesquisa para que o nosso produtor tenha condição de se proteger e trazer alimentos seguros à mesa do consumidor, com mais valor agregado. Nosso estado será uma referência no cenário nacional e internacional na produção rural equilibrada e sustentável", projetou Carlos Moisés.


Governador e presidente da Epagri plantaram um Garapuvu 

O secretário da Agricultura Ricardo de Gouvêa explica que o termo AgroConsciente é um compromisso de todo o setor para que haja mais responsabilidade na produção de alimentos e isso envolve todos os elos da cadeia produtiva. “Não estamos falando apenas orgânicos. Nossa intenção é envolver todo o agronegócio, aqueles que produzem alimentos de forma convencional, os pecuaristas e os produtores de grãos. Queremos que essa seja uma marca agrocatarinense, que reforce nosso compromisso de produzir alimentos de qualidade capazes de abastecer os mercados mais exigentes mundo”, ressalta. 

Sistema orgânico de produção de tomate

Um dos exemplos que o AgroConsciente pretende apostar foi o Tomatorg, um sistema orgânico de produção de tomate desenvolvido pela Estação Experimental da Epagri em Itajaí (EEI). Ele foi apresentado também nesta quarta-feira, 20, durante a programação de aniversário 28 anos da Epagri, celebrado em todo o estado.

"É um divisor de águas na produção orgânica de tomates em Santa Catarina. Escolhemos o tomate por ser a cultura mais difícil de ser produzida. Aqui tem 20 anos de pesquisa e desenvolvimento", destacou o pesquisador Rafael Morales, coordenador da equipe que trabalhou no projeto.

O sistema agrega todas as práticas culturais necessárias para a correta produção de tomates orgânicos no Litoral Norte catarinense, entre elas produção em abrigos, adubação com base em composto orgânico, enxertia, uso de biofertilizantes e de agentes de controle biológico.

Estudo elaborado pela Epagri comprovou que, na comparação com o sistema convencional, a adoção do Tomatorg reduz custos e aumenta o lucro líquido do produtor. No experimento realizado, ficou demonstrado que o custo de produção por planta pode cair de R$ 4,58 no sistema convencional para R$ 3,38 no Tomatorg. Como consequência, o lucro líquido do produtor que aderir ao sistema orgânico criado pela Epagri aumenta em 2,7 vezes.

Outras ações previstas no AgroConsciente 

Com o AgroConsciente, os programas da Secretaria da Agricultura e de suas empresas vinculadas - Epagri, Cidasc e Ceasa - passarão por mudanças significativas. A nova diretriz prevê ações na geração e na difusão de tecnologias; políticas públicas potencializadoras de ações em produção agroconsciente; revisão de legislações; fiscalização do uso irregular de agrotóxicos; capacitação de produtores e profissionais; difusão da rastreabilidade na produção vegetal com o Programa e-Origem e apoio à comercialização de produtos agrícolas, em especial os alimentos orgânicos.

A assistência técnica executada pela Epagri terá atividades específicas para incentivar a agrobiodiversidade, com o resgate e manutenção de sementes, ervas, plantas e alimentos tradicionais e na conservação do solo e da água. A empresa terá também três novos Centros de Referência Tecnológica: produção de leite a pasto (Campos Novos), fruticultura temperada (Videira) e boas práticas em bovinos de corte (Tubarão). 

Na área da pesquisa, serão contempladas tecnologias homeopáticas e fitoterápicas para produção em base ecológica; a implantação da produção integrada de banana;  boas práticas para produção de milho e soja; biofertilizantes; desenvolvimento de sistemas integrados de produção agrícola e análise do mercado de produtos orgânicos. 

Políticas públicas

Os tradicionais programas da Secretaria da Agricultura, que apoiam os investimentos e melhorias no meio rural catarinense, possuem agora linhas especiais para incentivo à produção agroconsciente.

Com o Menos Juros, os agricultores e pescadores contam com financiamentos de até R$ 100 mil, com o subsídio de juros de 2,5% e um prazo de 8 anos para o pagamento. Os investimentos podem ser utilizados para captação, armazenagem e distribuição de água para consumo humano e animal; energias renováveis ou inovação e produção limpa. 

O Programa de Fomento à Produção Agropecuária traz um limite de financiamento de R$ 30 mil para melhoria de sistemas produtivos e de R$ 40 mil para agregação de valor. A linha não tem juros e os produtores têm 5 anos de prazo para pagamento.

O Programa Terra-Boa este ano conta também o projeto piloto Kit Solo Saudável, que libera conjunto compostos por sementes de, ao menos, duas espécies ou cultivares de plantas para adubação verde e insumos. Os produtores seguem a orientação técnica da Epagri para o uso em SPDH - Sistema de Plantio Direto de Hortaliças e na Cobertura Verde de Pomares. O valor do kit é de cerca de R$ 2 mil e o produtor tem dois anos de prazo para pagamento, com parcela anual. Se o pagamento for único, haverá subvenção de 60% sobre o valor da segunda parcela.

Sobre a Epagri

A Epagri foi fundada em 20 de novembro de 1991, com a fusão entre a Acaresc, até então responsável pela extensão rural, a Acarpesc, que respondia pela extensão pesqueira, e a Empasc, que fazia a pesquisa agropecuária. A essas entidades se uniram outras que formaram a Epagri.

O estado catarinense foi o primeiro a reunir numa empresa os serviços de pesquisa agropecuária e extensão rural. A partir desta iinovação se construiu uma história de sucesso. Hoje, a Epagri é referência nacional e internacional em pesquisa e extensão rural.

"É um momento de comemoração não só para quem está hoje na ativa, mas por todos que fizeram parte dessa história. Até hoje o Estado de Santa Catarina é um dos únicos que unem pesquisa e extensão na mesma empresa. Somos o braço do governo na casa de cada um dos agricultores", ressalta a presidente da Epagri, Edilene Steinwandter.

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A Estação Experimental da Epagri em Ituporanga (EEItu) lança nesta quinta-feira, 14, o seu novo cultivar de cebola, o SCS379 Robusta. A novidade faz parte do evento de comemoração dos 35 anos de fundação da unidade de pesquisa e dos 28 anos da Epagri. A estação desenvolveu a cebola SCS379 Robusta para ser mais tolerante a pragas e doenças, o que diminui a necessidade de agrotóxicos e proporciona maior produtividade no cultivo convencional, orgânico ou agroecológico.

A SCS379 Robusta, nono cultivar desenvolvido na EEItu, é tolerante ao míldio, principal doença das plantações de cebola no Sul do país. “Com a menor severidade da doença, o cultivar é mais produtivo que o padrão, sendo uma excelente opção para todos os sistemas de produção: convencional, Sistema de Produção Direta de Hortaliças (SPDH), produção integrada, orgânico e agroecológico” explica Daniel Pedrosa Alves, gerente da EEItu e um dos pesquisadores responsáveis pelo desenvolvimento da cebola.

O ciclo superprecoce da Robusta é outra vantagem. Ele permite que a planta seja semeada por volta de 15 de abril e colhida já a partir de 20 de outubro. Assim, ela foge dos meses mais quentes do ano, quando o ataque do tripes – principal praga que ataca as plantações - é mais intenso.

Foram necessários cerca de 15 anos de pesquisas, desenvolvidas por engenheiros-agrônomos mestres e doutores da EEItu, para oferecer ao produtor catarinense o cultivar de cebola SCS379 Robusta. O trabalho atende a uma necessidade latente da agricultura catarinense, já que Santa Catarina é o maior produtor nacional de cebola, cultivada basicamente por agricultores familiares. O Alto Vale do Itajaí responde por mais de 70% da produção do estado.

35 anos da Estação e 28 anos da Epagri

O lançamento do novo cultivar de cebola faz parte da comemoração dos 35 anos de fundação da EEEItu. A unidade de pesquisa nasceu antes da Epagri e era ligada à Empasc, empresa então responsável pela pesquisa agropecuária no estado. Sete anos depois, a Empasc se uniu a outras instituições para fundar a Epagri.

Nos seus 35 anos, a EEItu atuou principalmente com foco na cebola, principal cultura da região. Além da cebola, a unidade de pesquisa também atua no melhoramento genético da batata-doce, tendo desenvolvido seis cultivares, sendo três em conjunto com a Estação Experimental da Epagri em Itajaí.

O evento também integra a programação comemorativa dos 28 anos de fundação da Epagri. A série de eventos de aniversário da Empresa segue por todo o Estado durante novembro, com lançamento de tecnologias, Dias de Campo, seminários, atividades de educação ambiental, entre outras.

Serviço:

O quê:
lançamento do cultivar de cebola SCS379 Robusta e comemoração dos 35 anos da EEItu e dos 28 anos da Epagri
Quando: quinta-feira, 14 de novembro, às 14h
Onde: Na Estação Experimental da Epagri em Ituporanga - Est. Estrada Geral Lageado Águas Negras, 453
Informações e entrevistas: Daniel Pedrosa Alves, gerente da EEItu

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A vice-governadora, Daniela Reinehr, participou na manhã desta segunda-feira, 11, em Chapecó, da abertura do 1º Fórum Internacional Agro Sem Fronteiras. Um dos assuntos tratados no encontro foi a Rota do Milho, fundamental para o fortalecimento do agronegócio em Santa Catarina. O evento, que reuniu pessoas ligadas ao setor que atuam no Brasil, Argentina e Paraguai, segue até terça-feira.

Daniela Reinehr destacou que o Governo do Estado e a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural estão comprometidos a buscar junto ao Ministério da Agricultura e à Receita Federal as soluções burocráticas que estavam faltando para efetivar a proposta.

 “Isso é fundamental para equacionarmos demandas de nosso agronegócio. E estamos trabalhando com agilidade: ainda hoje protocolamos um ofício solicitando que o assunto seja levado para aprovação do Mercosul e pedimos, também, uma reunião presencial”, explicou.

Segundo Reinehr em seu discurso, já existe um modelo de logística, aprovado em reunião na última semana no gabinete da Vice-Governadoria em Chapecó. “Tenho certeza que estamos caminhando a passos largos para efetivar o esperado projeto. Trabalhamos para operacionalizar o trabalho que o grupo da Rota do Milho está fazendo há tanto tempo”, disse.

O secretário adjunto da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo Miotto, ressaltou que a Rota do Milho tem um papel fundamental para fomentar negócios entre a Argentina, o Paraguai e o Brasil, além de suprir o déficit de milho em Santa Catarina.

O Fórum

O Fórum foi realizado pelo Bloco Regional de Intendentes, prefeitos, alcades e empresários do Mercosul (Bripaem) e pelo Fórum de Competitividade e Desenvolvimento para a Região Oeste. Além das discussões relacionadas à Rota do Milho, a programação abre espaço para importantes debates focados tanto em questões técnicas quanto comerciais, com o objetivo de fortalecer a condição e o potencial da região para abastecer a demanda mundial por alimentos.

Entre os temas escolhidos para as palestras, por exemplo, estão questões ligadas a contratos internacionais e operações de importação e exportação, além da abordagem do cooperativismo como forma de estimular a evolução do agronegócio.

Na terça-feira, 12, acontece a Rodada Internacional de Negócios, com o apoio do Sebrae/SC, que se constitui como uma oportunidade para que empresários de diferentes segmentos possam ampliar suas redes de contato.

“Este seminário coloca em debate a mais do que viável parceria entre Brasil, Argentina e Paraguai, como forma de elevar e manter nosso agronegócio ao lugar de referência global que merece”, finalizou a vice-governadora.

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Foto: Arquivo / Cidasc

O faturamento de Santa Catarina com as exportações de carne suína neste ano já supera a marca de 2018. De janeiro a outubro, o estado embarcou 330,5 mil toneladas do produto, gerando receitas de US$ 670,4 milhões - 2,5% a mais do que o valor total registrado no ano anterior. Santa Catarina segue como maior produtor e exportador de carne suína do Brasil, respondendo por 57% de toda a saída nacional.

Grande parte das exportações catarinenses tem como destino abastecer o mercado chinês. China e Hong Kong concentram 57,8% de todo faturamento catarinense com os embarques de carne suína e as expectativas são que esse valor aumente ainda mais nos próximos meses.  Segundo o analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), Alexandre Giehl, a China deve continuar aumentando suas importações de proteínas de origem animal, em função da drástica redução no rebanho suíno causada pelo surto de peste suína africana que o país atravessa.

"Serão necessários alguns anos para que a China atinja novamente os níveis de produção que o país apresentava até 2018. Neste cenário, o Brasil, e em especial Santa Catarina, possui condições de atender parte dessa demanda adicional, tendo em vista a competitividade dos seus produtos e as boas condições sanitárias da produção animal", explica.

Desempenho em outubro

No mês de outubro, os catarinenses exportaram 31,4 mil toneladas de carne suína, gerando um faturamento de US$ 67,6 milhões. Mais uma vez a China foi o grande destaque: os embarques para o país trouxeram receitas de US$ 16,6 milhões, 117% a mais do que em outubro de 2018.

Mercados mais exigentes

Impressiona também o aumento das exportações para os mercados mais exigentes do mundo. No acumulado do ano, Santa Catarina ampliou em 215,9% as vendas para o Japão, em 42,3% para os Estados Unidos e em 497,5% os embarques para a Coreia do Sul.

O acesso a estes mercados se dá pela excelência sanitária conquistada por Santa Catarina. O estado é o único do Brasil reconhecido como área livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

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Fotos: Cristiano Estrela / Secom

Centrais de Abastecimento do Estado de Santa Catarina (Ceasa) passa por restruturação de gestão e prioriza o atendimento à agricultura familiar. O primeiro passo nessa direção é a mudança no horário de atendimento da Unidade de São José, que passa a vigorar a partir do dia 11 de novembro.

Novos horários

Segundas-feiras

05h – Entrada de Produtores – Somente Portaria 02

06h – Entrada de Compradores – Somente Portaria 01

07h – Liberação da comercialização (Sinal)

Terças a Sextas-feiras

06h – Entrada de Produtores – Somente Portaria 02

07h – Entrada de Compradores – Somente Portaria 01

08h – Liberação da comercialização (Sinal)

Objetivo

Com a mudança de horário, a Ceasa quer proporcionar uma comercialização mais isonômica, priorizando a agricultura familiar. O presidente da Ceasa, Angelo di Foggi, explica que a decisão foi tomada após pesquisa com os usuários da unidade de São José, que indicou a necessidade de alteração do horário de funcionamento.

“Em meio a um país globalizado e competitivo, as empresas precisam inovar e implantar mudanças organizacionais que sejam bem-sucedidas e que atendam ao maior número possível de envolvidos. O intuito da Ceasa é de fazer um mercado mais atrativo, organizado e igualitário, tanto para clientes internos como externo”, destaca.

As resoluções estão disponiveis para consulta no link: http://www.transparencia.ceasa.sc.gov.br/

Ceasa

Os boxistas e os produtores rurais da Ceasa, unidade de São José, comercializaram 332,7 mil toneladas de alimentos em 2018 com uma movimentação financeira que passou de R$ 697,6 milhões. Atualmente, são 132 empresas e mil produtores rurais cadastrados atuando na Central.

As Centrais de Abastecimento do Estado de Santa Catarina S/A são uma empresa vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural e funcionam como um elo entre o produtor e o consumidor por meio da comercialização atacadista e varejista de pescado, produtos hortifrutigranjeiros, alimentos e insumos orgânicos, produtos ornamentais e de floricultura e artesanais.

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Fotos: Jéssica Feller/Sindipi

A Secretaria da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural tem se aproximado do setor produtivo pesqueiro para fortalecer a aquicultura e a pesca em Santa Catarina. Nesta quarta-feira, 6, o secretário Ricardo de Gouvêa participou em Itajaí de uma reunião de trabalho com o presidente do Sindipi, Jorge Neves; o presidente do Sintrapesca, José Henrique Pereira; e com o chefe de Divisão da Superintendência Federal do Ministério da Agricultura em Santa Catarina, José Henrique dos Santos.

Durante o encontro, foram discutidas as principais demandas do setor: subvenção do Governo Federal e manutenção da isenção do ICMS pelo Governo Estadual para o óleo diesel, utilizado nas embarcações de pesca industrial, e abertura de linhas de crédito para o setor pesqueiro.

“A pesca é uma área muito importante para a economia de Santa Catarina e nós precisamos evoluir em algumas questões. Principalmente, na busca de apoio do Governo Federal e linhas de crédito para modernização do setor”, ressalta o secretário Ricardo de Gouvêa.

“Essa aproximação é primordial para o setor pesqueiro, esse é o primeiro passo para o que esperamos ser uma duradoura e próspera parceria”, afirmou o presidente do Sindipi, Jorge Neves.

O roteiro em Itajaí contou ainda com visita ao Mercado Público Municipal e a empresa Costa Sul Pescados. “Foi um dia produtivo de trabalho e também de aproximação com o setor. Santa Catarina é o maior polo pesqueiro do país e temos oportunidades de crescer ainda mais, agregando valor aos produtos e levando mais renda aos pescadores”, destaca Gouvêa.

Fortalecimento da pesca e maricultura

A Secretaria da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural e suas empresas vinculadas - Epagri, Cidasc e Ceasa – trabalham para fortalecer e estruturar o setor pesqueiro e a maricultura em Santa Catarina. Entre as ações previstas estão a estruturação das cadeias produtivas, a rastreabilidade dos produtos e o apoio na criação de regulamentações que tragam mais segurança ao setor.

Além disso, a Secretaria da Agricultura trabalha em oito projetos para captação de recursos do Governo Federal em prol do fortalecimento da pesca e aquicultura.

Pesca em Santa Catarina

Santa Catarina tem 7% do litoral brasileiro e 337 localidades onde ocorre a pesca artesanal, envolvendo aproximadamente 25 mil pessoas. Maior pólo pesqueiro do país, o estado conta ainda com 700 embarcações de pesca industrial e o setor gera em torno de 10 mil empregos diretos.

Os pescados catarinenses estão presentes também no mercado internacional. De acordo com o Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), o valor das exportações catarinenses no setor totalizou US$ 26,7 milhões em 2018.

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Foto: Julio Cavalheiro / Secom

O Litoral catarinense está livre da toxina diarréica. Nesta quarta-feira, 6, a Secretaria da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural liberou as últimas localidades que seguiam interditadas. A partir de agora, estão liberados o consumo, a produção, a coleta e a comercialização de ostras, mexilhões, berbigões, vieiras e seus produtos, tanto nos costões, quanto em beira de praia em todos os cultivos de Santa Catarina.

As últimas localidades liberadas foram Calheiros, Ganchos de Fora e Canto dos Ganchos, em Governador Celso Ramos.

A desinterdição dos cultivos ocorre após dois resultados negativos consecutivos, com a demonstração pelas análises de que as concentrações de toxina diarréica nos moluscos bivalves da região estão dentro dos limites de segurança para o consumo humano.

Monitoramento constante

Santa Catarina é o maior produtor nacional de moluscos e o único estado do país que faz o monitoramento permanente das áreas de cultivo. O Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos, executado pela Cidasc, é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva, dando garantia e segurança para produtores e consumidores.

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Produtores rurais, lideranças e técnicos debateram a modernização de ações de defesa agropecuária em Santa Catarina durante o Fórum Catarinense de Prevenção à Febre Aftosa nesta terça-feira, 5, em Chapecó. Há 19 anos livre de febre aftosa sem vacinação, os catarinenses se preparam para o momento em que outros estados brasileiros deixarão de imunizar seus animais contra a doença.

Presente no evento, a vice-governadora Daniela Reinehr ressaltou a importância da união entre produtores rurais, iniciativa privada e Governo do Estado para manter o status sanitário conquistado por Santa Catarina. "Em maio, completamos 12 anos como zona livre de febre aftosa sem vacinação e isso faz da nosso estado uma referência em sanidade e defesa agropecuária. Ao mesmo tempo em que isso precisa ser comemorado, exige dos entes envolvidos ainda mais responsabilidade, dedicação e muito trabalho para mantermos esta posição".

Referência em sanidade animal, Santa Catarina é o único estado do país reconhecido como área livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa, explica que a certificação internacional demonstra um cuidado extremo com a saúde dos rebanhos, tanto que essa é uma exigência dos mercados considerados premium, como Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão, para a compra de carnes.


Foto: Divulgação / SAR

O setor produtivo catarinense se prepara agora para a retirada da vacinação em outros estados. O Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação de Febre Aftosa (PNEFA) pretende ampliar as zonas livres da doença sem vacinação no país, começando pelo Paraná, que deixará de imunizar seus rebanhos a partir de novembro deste ano.

"Santa Catarina conquistou um status sanitário diferenciado em 2007, mas desde 2000 os animais não são vacinados no estado. Essa conquista foi um grande desafio, porém os esforços são gigantescos para manter nossos rebanhos livres da febre aftosa. O Fórum é um espaço para reunirmos especialistas, técnicos e produtores para debatermos e reforçarmos nossos trabalhos. Temos uma situação nova no país. Nós temos que ficar alertas e intensificar as ações de defesa nesse período", destaca o secretário Ricardo de Gouvêa.

Modernização na defesa agropecuária de Santa Catarina

Os participantes do Fórum puderam conhecer as novas ações da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) na defesa sanitária animal. Santa Catarina conta hoje com 299 médicos veterinários do setor público e privado atuando em todo o estado, além de 428 auxiliares agropecuários cuidando das 63 barreiras sanitárias.

Desde o início de 2019, a Cidasc vem intensificando o controle nas barreiras, principalmente do transporte de animais e de produtos de origem animal, e os eventos agropecuários têm uma presença constante de médicos veterinários para a vigilância ativa dos rebanhos e de possíveis doenças.

As novas ações da defesa sanitária contemplam ainda a realização de simulados e treinamentos para reação a focos de doenças; análise de risco; ampliação de parcerias com a iniciativa privada para educação sanitária e vigilância; atuação em conjunto com outros órgãos do Governo do Estado para reforçar as ações de defesa agropecuária como, por exemplo, o trabalho com a Polícia Militar para modernização de barreiras sanitárias e controle de documentação.

Status sanitário diferenciado gera competitividade

Ser livre de febre aftosa sem vacinação foi fundamental para que Santa Catarina se tornasse líder na produção e exportação de carne suína. Hoje, o estado exporta carne suína para mais de 65 países e os embarques geraram receitas de US$ 392,5 milhões no primeiro semestre de 2019.

Além disso, a carne bovina e o leite produzidos em SC  possuem um grande diferencial competitivo. "Somos área livre de febre aftosa sem vacinação, temos o menor índice de brucelose e tuberculose do país. Esses são diferenciais importantes que devem ser uma marca dos produtos catarinenses", ressalta o secretário.

Febre aftosa pode causar prejuízo milionário

A entrada do vírus da febre aftosa causa uma verdadeira destruição na economia. Em sua palestra, o pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Luizinho Caron, demonstrou qual o impacto financeiro que a doença pode acarretar, utilizando como exemplo os focos encontrados no Reino Unido em 2001.

No Reino Unido foram sete meses com focos de febre aftosa que levaram ao abate de 10 milhões de bovinos, 35 milhões de ovinos e 5 milhões de suínos. O prejuízo financeiro devido à presença da doença é estimado em até US$ 18,4 bilhões.

Luizinho Caron acredita que um foco de febre aftosa em Santa Catarina causaria prejuízos semelhantes ou maiores do que os registrados no Reino Unido em 2001. "Santa Catarina é um estado exportador. Pensando grosseiramente, esse impacto seria maior, ainda mais porque a base da economia catarinense está no agronegócio", explica.

Atualmente, focos de febre aftosa são encontrados em países da América do Sul, Ásia e África. O Brasil registrou o último foco em 2006 e é considerado área livre da doença com vacinação.

Vigilância permanente

A erradicação da doença em Santa Catarina fez com que o estado tenha regras especiais para o trânsito de animais. Já que é proibido o uso de vacina contra febre aftosa em todo o território catarinense, não é permitida a entrada de bovinos provenientes de outros estados. Para que os produtores tragam ovinos, caprinos e suínos criados fora de Santa Catarina é necessário que os animais passem por quarentena tanto na origem quanto no destino e que façam testes para a febre aftosa, exceto quando destinados a abatedouros sob inspeção para abate imediato.

O Governo do Estado mantém ainda um sistema permanente de vigilância para demonstrar a ausência do vírus em Santa Catarina. Continuamente, a Cidasc realiza inspeções clínicas e estudos sorológicos nos rebanhos, além de dispor de uma estrutura de alerta para a investigação de qualquer suspeita que venha a ser notificada pelos produtores ou por qualquer cidadão. A iniciativa privada também é uma grande parceira nesse processo, por meio do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa).

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Foto: Cristiano Estrela/Secom

Produtores rurais, lideranças e técnicos estarão juntos, nesta terça-feira, 5, em Chapecó para discutir as estratégias de melhoria e ampliação das ações de defesa agropecuária no estado. O Fórum Catarinense de Prevenção à Febre Aftosa acontecerá durante o 9º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite, às 9h, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes. O evento contará com a presença da vice-governadora Daniela Reinehr e do secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa.

O Fórum trará painéis sobre o Programa Nacional de Erradicação de Febre Aftosa (PNEFA), as ações estratégicas do estado na prevenção à doença e as novidades para defesa agropecuária de Santa Catarina. Os participantes poderão interagir com os palestrantes e contribuir com as discussões.

Febre Aftosa em Santa Catarina

O último foco de febre aftosa em Santa Catarina aconteceu em 1993, a partir de 2000 foi suspensa a vacinação contra a doença e proibida entrada de bovinos provenientes de outros estados, onde a vacinação é obrigatória. Em 2007, o estado recebeu a certificação da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como zona livre de febre aftosa sem vacinação.

O status sanitário diferenciado logo se transformou em uma vantagem competitiva e Santa Catarina se tornou o maior exportador de carne suína e o segundo maior exportador carne de frango do país, alcançando os mercados mais exigentes do mundo.

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Maior produtor e exportador de carne suína do Brasil, Santa Catarina comemora mais uma conquista. Nesta segunda-feira, 4, as autoridades sanitárias da China habilitaram mais sete plantas frigoríficas catarinenses a exportar subprodutos de carne suína para o país asiático. O anúncio feito pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) anima o setor, que espera faturar US$ 15 milhões (cerca de R$ 60 milhões) por mês com os novos embarques.

As plantas habilitadas pela China são: Seara, de Itapiranga; Aurora, de Chapecó; Pamplona, de Presidente Getúlio; Aurora, de Joaçaba; Seara, de São Miguel do Oeste; Pamplona, de Rio do Sul; e BRF, de Campos Novos. 

Segundo o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa, a ampliação dos embarques de proteína animal para a China já era esperada. O país asiático enfrenta uma grave crise na suinocultura devido aos casos de peste suína africana, que já levaram ao abate sanitário de mais de 6,9 milhões de animais no continente.

"A China vive um momento muito delicado e deverá aumentar as importações de carne ao longo dos próximos meses. Santa Catarina já é um grande fornecedor de proteína animal para os países asiáticos, tem a confiança do mercado e o grande diferencial de ser uma zona livre de febre aftosa sem vacinação. O cuidado extremo com a saúde animal é uma grande vantagem competitiva e estamos colhendo os resultados de todo esse esforço", destaca.

As expectativas do Sindicato das Indústrias de Carne e Derivados do Estado (Sindicarnes-SC) são de que a habilitação das sete plantas traga um faturamento de US$ 15 milhões por mês para Santa Catarina, com o embarque mensal de sete mil toneladas de subprodutos de carne suína. Em 2018, as agroindústrias instaladas em Santa Catarina faturaram cerca de US$ 41,5 milhões com a exportação de 41 mil toneladas de miudezas de carne suína.

China é o maior mercado para a carne suína de Santa Catarina

China e Hong Kong respondem por 58% de todo o faturamento catarinense com as exportações de carne suína em 2019. A receita gerada com os embarques para esses dois parceiros comerciais entre os meses de janeiro e outubro já passa de US$ 387,6 milhões, 41% a mais do que no mesmo período do ano anterior.

A tendência é de que as exportações aumentem ainda mais até 2020. "A China deve continuar aumentando suas importações de proteínas de origem animal, em função da drástica redução no rebanho suíno causada pelo surto de peste suína africana. Nesse cenário, o Brasil, e em especial Santa Catarina, possui condições de atender parte dessa demanda adicional, tendo em vista a competitividade dos seus produtos e as boas condições sanitárias da produção animal", explica o analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), Alexandre Giehl.

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