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Foto: Ricardo Miotto Ternus/Cidasc

Para dar conta das demandas relacionadas ao à produção de maçãs em Santa Catarina, foi realizada na Faesc, em Florianópolis, na manhã desta terça-feira, 25, uma reunião para tratar da erradicação do cancro europeu nos pomares de maçã catarinenses.

A reunião contou com a presença de autoridades ligadas à produção de maçã e à defesa sanitária vegetal catarinense, tais como o presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri; o presidente da Federação de Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo; e o presidente da Associação dos Produtores de Maçã e Pera de Santa Catarina, Rogério Pereira.

Ainda, gestor do Departamento Estadual de Defesa Sanitária Vegetal da Cidasc, Ricardo Miotto Ternus, e Rides Campos Ferreira, gestor do Departamento Regional da Cidasc de São Joaquim.

“A Cidasc já está trabalhando para apoiar o produtor e precisa da parceria com as demais entidades relacionadas ao setor para alcançar os objetivos desejados para o cenário estadual e nacional”, destacou Enori Barbieri.

“Sabemos das dificuldades, mas estamos trabalhando para suprir as carências da área, garantindo o status sanitário do Estado. É fundamental envolver todos os meios e profissionais que atuam no setor para alinhar as ações”, declarou Ricardo Miotto. 

Os principais estados brasileiros produtores de maçã são Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e juntos representam 94,9% da produção nacional e 94,4% da área em produção da maleicultura. Santa Catarina participa com 46% da produção brasileira e 48% da área em produção da cultura no país.  

Em 2017, Mais de 500 mil toneladas de maçã devem ser colhidas no Estado. O número é 20% maior em relação ao ano passado. A maior parte das maçãs colhidas tem categoria 1, o maior nível de qualidade, com tamanho e coloração que impressionam, resultado do clima favorável na região. Essa é uma das melhores safras em termo de qualidade da fruta.  

Sobre o cancro europeu

O cancro europeu das pomáceas, causado pelo fungo Neonectria ditissima, é uma doença que afeta as partes lenhosas das plantas. A principal característica da doença é a formação dos cancros que prejudicam a translocação de seiva e o crescimento vegetativo. A praga é considerada quarentenária presente no Brasil, tendo critérios e procedimentos para a sua contenção estabelecidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A partir do monitoramento da praga nos pomares comerciais e viveiros de mudas de macieira em Santa Catarina, foi possível constatar que, na safra 2015/2016, 42 novos pomares foram confirmados com a doença, somando até 2016, 117 pomares com a ocorrência da doença em 10 municípios catarinenses.

Mais informações à imprensa:
Jaqueline Vanolli
Assessoria de Comunicação – Cidasc
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