O processo de certificação participativa para uso e conservação da floresta no sistema itinerante, desenvolvido pela Associação Valor da Roça, de Biguaçu, na Grande Florianópolis, é um dos vencedores do Prêmio BNDES de Boas Práticas para Sistemas Agrícolas Tradicionais. A premiação será entregue em Brasília, nesta segunda-feira, 18. A Epagri, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) são os principais apoiadores do projeto. Das 63 práticas submetidas à avaliação da comissão julgadora, o processo de certificação coletiva de Biguaçu obteve o sétimo lugar. Como prêmio, a Associação Valor da Roça receberá o valor bruto de R$ 50 mil.

A comunidade rural de Biguaçu desenvolve há gerações um sistema de cultivo caracterizado por períodos de alternância entre lavouras anuais e a floresta nativa, sem revolvimento do solo e com um manejo especial. Neste sistema eles plantam principalmente mandioca, banana, feijão e milho, sem uso de agroquímicos. A prática tem permitido a manutenção da floresta, da paisagem e a conservação da biodiversidade, evitando a conversão definitiva da terra para uso diverso, como por exemplo, formação de pastagem ou plantio de florestas exóticas.

Sustentabilidade e tradição

De modo geral, esse sistema de uso da terra tradicionalmente praticado pelos agricultores de Biguaçu caracteriza-se pela supressão de pequena gleba de vegetação para o cultivo de lavouras anuais por curto período de tempo. A lenha retirada é usada na produção de carvão vegetal. Após a colheita da lavoura, a floresta volta a se regenerar. Outra importante característica é o fato de que já entre as plantas de ciclo anual é realizada a condução da regeneração natural. Ou seja, ao mesmo tempo que cultivam, os agricultores manejam espécies arbóreas regenerantes, o que caracteriza um tipo peculiar de Sistema Agroflorestal. Isso permite a rápida regeneração do fragmento florestal após a colheita da lavoura anual.

Outro aspecto fundamental desta prática é o caráter social. Ao respeitar o conhecimento empírico dos agricultores locais, a instituições governamentais preservam um saber fazer histórico. Diversos estudos nacionais e internacionais têm apontado os benefícios socioecológicos desse sistema e registram importantes prejuízos nas regiões onde ele tem sido abandonado, sobretudo a perda da biodiversidade. 

Desde 2009 a Epagri e as instituições parcerias desenvolvem projetos com esses agricultores, que formaram, em 2013, a Associação Valor da Roça. A entidade possui um Caderno de Normas que é seguido rigidamente pelos associados. Uma das principais regras estipuladas é que a vegetação suprimida para a roça volte a se regenerar após o cultivo. Para garantir que as regras sejam cumpridas, uma comissão de associados faz vistorias nas áreas em regeneração e, assim, certifica de forma participativa o cumprimento do compromisso assumido.

Sobre o prêmio

O Prêmio BNDES de Boas Práticas para Sistemas Agrícolas Tradicionais é uma iniciativa do BNDES em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa/MAPA), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/MinC) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO/ONU). O objetivo é reconhecer boas práticas ligadas à salvaguarda e conservação dinâmica de bens culturais e imateriais associados à agrobiodiversidade e à sociobiodiversidade presentes nos Sistemas Agrícolas Tradicionais no Brasil.

Informações e entrevistas
Reney Dorow, Gerente do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa), pelos fones (48) 98801-1219 / 3665-5076.

Informações adicionais para a imprensa
Gisele Dias, jornalista: (48) 99989-2992/3665-5147
Cinthia Andruchak Freitas, jornalista: (48) 3665-5344


Foto: MB Comunicação/Divulgação

O agronegócio catarinense supera os desafios e retoma o crescimento das exportações de carnes. Grande produtor de alimentos, Santa Catarina encerra o mês de maio com saldo positivo nas vendas internacionais de carne de frango, suína e bovina. Só no último mês, o Estado embarcou 105,4 mil toneladas de carnes, faturando US$ 182,6 milhões – quase 23% a mais do que em abril.

O governador Eduardo Pinho Moreira comemorou o resultado comercial e econômico, destacando a conquista de novos mercados pela produção catarinense. “É um estímulo importante num momento em que o Estado promove ainda mais a valorização de nossos produtos com o Compre de SC e comprova o acerto do esforço do governo para garantir a eficiência do agronegócio”, disse.


Foto: Aires Mariga/ Epagri

A Feira do Mel de Florianópolis inicia nesta quarta-feira, 13, no Centro da Capital, oferecendo aos moradores de região o que há de melhor em produtos derivados da apicultura no Estado. O evento segue até o sábado, 16, e vai comercializar, além do mais conhecido produto das abelhas, geleia real, cera, balas, biscoitos, cosméticos, pão de mel, bolo de mel, chás, cachaça, vodka com mel e favos de mel. É uma ótima oportunidade para apoiar o movimento “Compre de SC”, campanha para incentivar a população a consumir produtos catarinenses, lançada no dia 8 de junho pelo governo do Estado.

Ao escolher o mel catarinense o cidadão vai ter a certeza de consumir um dos melhores produtos disponíveis. No ano passado, o mel produzido em Santa Catarina foi eleito pela quinta vez o melhor do mundo, durante o 45º Congresso da Associação Internacional das Federações de Apicultores (Apimondia), realizado na Turquia.

Qualidade

Além da qualidade, o mel produzido no Estado também impressiona pela variedade. Nossas abelhas produzem mais de 100 tipos de méis com cor, aroma, sabor e consistência diferentes. “Apesar de Santa Catarina ter um território relativamente pequeno, possui uma grande diversidade de plantas e tipos de solo e, o que influencia na composição do néctar”, explica Ivanir Cella, Chefe da Divisão de Estudos Apícolas da Epagri.

Entre os tipos de méis produzidos em Santa Catarina, o silvestre responde pela maior parte. Ele é multifloral, ou seja, é feito pelas abelhas a partir do néctar coletado em uma grande variedade de plantas. Considerado de excelente qualidade, seu sabor, aroma e consistência variam de acordo com as floradas predominantes na época em que é produzido. A coloração mais escura indica maior concentração de sais minerais.

Variedade

O melato é produzido somente em anos pares no Planalto catarinense, entre os meses de março a maio. Ele não vem do néctar das flores, e sim de fluídos expelidos pela árvore bracatinga, misturados a enzimas produzidas por cochonilhas, que são insetos sugadores que atacam o tronco do vegetal. Segundo Cella, esse é um mel único, de coloração escura, bastante apreciado e valorizado no exterior.

Já o mel de uva-japão é produzido principalmente no Oeste do Estado, entre novembro e dezembro, época de floração desta planta. De cor clara e sabor extremamente suave, tem como peculiaridade o fato de dificilmente cristalizar quando armazenado em temperatura ambiente.

Outro mel que se destaca no Estado é o de eucalipto. Ele é produzido de março a maio, no Sul catarinense, onde há maior concentração desta planta. Apresenta coloração âmbar e sabor mais forte. “É uma boa pedida para quem precisa de um expectorante”, recomenda o técnico da Epagri.

Produtividade

A apicultura catarinense se destaca no cenário nacional também pela alta produtividade, graças às tecnologias empregadas pelos produtores. O casal Ideraldo e Leodete Pfleger, de Santo Amaro, é um bom exemplo. Com esmero no manejo eles colhem em média 50 a 60 quilos de mel em cada uma das suas 240 colmeias. Em safras excepcionais eles já colheram até 70 quilos de mel numa colmeia. No Brasil essa média fica em 10 quilos por colmeia. Em 2017, quando Santa Catarina registrou uma super safra de mel, a produção estadual ficou numa média de 25 quilos por colmeia.

Serviço

  • O que: Feira do Mel de Florianópolis
  • Quando: de quarta-feira, 13, a sábado, 16 de junho.
  • Onde: na Avenida Paulo Fontes, em frente ao Terminal de Integração do Centro (Ticen)
  • Informações e entrevistas: Ivanir Cella, Chefe da Divisão de Estudos Apícolas da Epagri, pelo fone (48) 98801-8269 ou Rodrigo Durieux da Cunha, extensionista da Divisão de Estudos Apícolas da Epagri, pelo fone (48) 9 8851-3618.

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Fotos: Divulgação/Acapacq

Os produtores catarinenses conquistaram oito premiações no maior e mais importante evento do setor de produção de cachaça do mundo. A Expocachaça é considerada a vitrine mundial da cachaça e este ano os produtos de Santa Catarina invadiram a capital de Minas Gerais.

Duas cachaças produzidas em Santa Catarina levaram as medalhas de ouro. A Moendão de Ouro e Bylaardt Extra Premium 8 anos conquistaram, respectivamente, as medalhas de ouro nas categorias Armazenada em Carvalho Americano e Extra Premium Armazenada Acima de 3 Anos. E outras seis cachaças levaram medalhas de prata nas categorias: Branca Pura, Armazenadas em Carvalho Francês e Armazenadas em Madeiras Brasileiras.

Destaque

“Esse reconhecimento demonstra a seriedade do trabalho dos produtores de cachaça em Santa Catarina e vem para ressaltar a qualidade do nosso produto em nível nacional. Como a cachaça é uma bebida exclusivamente brasileira, nós podemos dizer que Santa Catarina produz as melhores cachaças do mundo”, destaca o secretário adjunto da Agricultura e da Pesca, Athos de Almeida Lopes Filho.

De acordo com o presidente da Associação Catarinenses de Produtores de Cachaça, Leandro Batista de Melo, o estado agora passa a ocupar um lugar de destaque na produção de cachaças de alambique de qualidade. “Santa Catarina faz historia pelo segundo ano consecutivo, suplantando tradicionais produtores, tais como: paulistas, gaúchos, cariocas e principalmente os mineiros”, afirma.

Santa Catarina conta com 41 produtores formais de cachaça e 12 deles participaram da Expocachaça em 2018. O evento aconteceu de 7 a 10 de junho, em Belo Horizonte (MG), e reuniu aproximadamente 650 marcas de cachaças vindas de 20 estados brasileiros.

Premiações e Categorias

Extra Premium Armazenada Acima de 3 Anos – medalha de ouro para Bylaardt Extra Premium 8 anos, produzida em Luiz Alves
Armazenadas em Carvalho Americano – medalha de ouro para Moendão Ouro, produzida em Gaspar
Branca Pura – medalha de prata para Sacca Prata e Wruck, produzidas em Luiz Alves,
Armazenadas em Carvalho Francês – medalha de prata para Moendão Ouro, produzida em Gaspar; e para Bylaardt Premium, produzida em Luiz Alves.
Armazenadas em Madeira Brasileira – medalha de prata para Aretusa Jequitibá,produzida em Içara e Do Conde Bálsamo, produzida em Criciúma.

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Os membros da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados estarão reunidos nesta terça-feira, 12, em Brasília, para discutir as normativas sobre características, qualidade e recepção de leite. O secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, participa do encontro representando também a Aliança Láctea Sul Brasileira.

Em maio deste ano, o Governo Federal abriu uma consulta pública para que produtores rurais e lideranças pudessem contribuir na revisão da IN 62/2011 – que trata dos parâmetros de qualidade do leite. São essas sugestões que serão analisadas na reunião da Câmara Setorial desta terça.

Duas Portarias surgiram nesse processo: a Portaria 38/2018, sobre os Regulamentos Técnicos da identidade e das características de qualidade que devem apresentar o leite cru refrigerado, o leite pasteurizado e o leite tipo A; e a Portaria 39/2018, que estabelece os critérios e procedimentos para a produção, acondicionamento, conservação, transporte, seleção e recepção do leite cru em estabelecimentos registrados no serviço de inspeção oficial.

O encontro da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite será às 14h, na sede do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em Brasília.

Leite em Santa Catarina

Santa Catarina é o 4º maior produtor de leite do Brasil e esta é a atividade agropecuária que mais cresce no Estado. Envolvendo 45 mil produtores, a produção girou em torno de 3,4 bilhões de litros em 2017 – um incremento de 8% em relação a ano anterior. Os números consolidaram o Estado como o quarto maior produtor de leite do país.

A região formada pelo Sudoeste do Paraná, Oeste Catarinense e Noroeste do Rio Grande do Sul pode ser chamada de a “Nova Meca” do leite no Brasil já que apresenta o maior crescimento na produção e é também onde as indústrias de lacticínios têm feito os maiores investimentos nos últimos 10 anos.

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“Em Santa Catarina nós provamos que agricultura familiar não é sinônimo de agricultura pobre”. Foi assim que o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, definiu o agronegócio catarinense durante a abertura do 2º Encontro Nacional da Associação Brasileira das Centrais de Abastecimento (Abracen). Representantes das Centrais de Abastecimento de todo o país estão reunidos em Florianópolis nesta segunda e terça-feira, 11 e 12, para discutir as oportunidades e os desafios para o setor.

O secretário Spies destacou os diferenciais da agropecuária catarinense e a importância da Ceasa para fomentar o desenvolvimento da agricultura familiar. “Em Santa Catarina, nós temos uma agricultura familiar capaz de fazer grandes negócios em pequenas propriedades. Não é mais o tamanho da propriedade que define o tamanho do negócio e sim a capacidade de absorver tecnologia e de se organizar para o mercado, além da competência do produtor. Nós temos uma força muito importante vinda da agricultura familiar, mas a precisamos de uma conexão com o mercado e essa a grande importância da Ceasa”, ressalta.

Durante os dois dias de Encontro, os representantes das Ceasas tratarão de assuntos como rastreabilidade de produtos agropecuários, energia limpa, novos sistemas de embalagem, registro e fiscalização de agrotóxicos e maneiras de evitar o desperdício. Além da uma apresentação das ações da Ceasa/SC e da parceria para execução do Programa Mesa Brasil. “Queremos tirar lições que nos reposicionem e que nos permitam ser sempre uma instituição que trabalha em prol do agricultor. A Ceasa pode ser uma locomotiva do desenvolvimento da agricultura familiar, de forma dinâmica e organizada, com padrões modernos de mercados e por isso o compartilhamento de experiências é muito importante”, afirma Spies.

Números da Ceasa/SC

Em 2017, a Ceasa/SC movimentou R$ 601,8 milhões, com a venda de 341 mil toneladas de alimentos. Desse total, 41% são frutas e verduras produzidas em Santa Catarina – aproximadamente 138 mil toneladas, faturando mais de R$ 219 milhões.

Ceasa/SC

A Centrais de Abastecimento do Estado de Santa Catarina S/A é uma empresa vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca e funciona como um elo entre o produtor e o consumidor por meio da comercialização atacadista e varejista de pescado, produtos hortifrutigranjeiros, alimentos e insumos orgânicos, produtos ornamentais e de floricultura e artesanais

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Passava das 3h30 da madrugada quando tocou o telefone de Airton Spies, secretário de Estado da Agricultura.Após o susto inicial, Spies desperta de um sono leve e atende a chamada. Do outro lado da linha, o diretor de uma agroindústria do oeste catarinense relata, em tom de choque, que seis de seus caminhões haviam sido sequestrados e levados para um bloqueio de caminhoneiros na BR-282, na cidade de Pinhalzinho. Assim que desliga, o secretário aciona o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Araújo Gomes, que sequer havia dormido naquela noite. Em pouco tempo, uma unidade regional da PM se desloca até o bloqueio e consegue recuperar os veículos, que seriam utilizados para o transporte de suínos vivos.

Nesse momento, Santa Catarina e o Brasil já caminhavam para o nono dia de greve dos caminhoneiros. Ainda levaria mais três dias até que a situação fosse totalmente controlada, mas muito antes disso o governo de Santa Catarina já estava com todas as suas forças para monitorar o movimento e minimizar os impactos sobre a população.


Fotos: Jeferson Baldo/Secom

Comitê de crise

Desde o primeiro dia, equipes de diversas secretarias foram mobilizadas para acompanhar os desdobramentos da greve no Centro Integrado de Gerenciamento de Risco e Desastres (Cigerd), na região continental de Florianópolis. No segundo dia, ocorreu a primeira reunião do governador Eduardo Pinho Moreira com parte do secretariado. A partir daí, as ações foram diárias e incluíram muita negociação com os grevistas. Na avaliação de Moreira, a greve deixou marcas em Santa Catarina, mas estas foram minimizadas graças ao esforço de todas as pastas da administração estadual.

“Nós fomos tolerantes, estabelecemos um diálogo muito forte com os grevistas. Em todos os momentos nós ouvíamos o que eles queriam. Até quando as conquistas deles vieram. Eles tiveram a redução do valor do diesel, a não cobrança dos eixos levantados nos pedágios e a garantia do frete mínimo. Foram conquistas verdadeiras. A partir daí o movimento virou bagunça. Tomou contornos políticos, agressivos. Até quebraram caminhões, morreu um caminhoneiro no norte do país. Com isso, chegamos à conclusão de que aquilo precisava parar”, diz o governador.

No gabinete de crise montado no Cigerd, todo dia às 18h havia uma reunião organizada pelo secretário Rodrigo Moratelli e comandada pelo próprio governador. Com o passar dos dias, juntaram-se ao grupo também autoridades de órgãos federais, como o Exército, a Marinha, a Aeronáutica e a Polícia Rodoviária Federal. O objetivo era fornecer informações sempre atualizadas para a tomada de decisões.

Agricultura

Desde o primeiro momento, uma questão se mostrou essencial para o grupo que gerenciava o gabinete de crise: preservar a biossegurança e a sanidade animal do Estado. O alerta partiu do secretário Airton Spies e imediatamente um grupo foi montado para receber os apelos das agroindústrias que não conseguiam alimentar os seus animais.

“Todo o esforço da Secretaria da Agricultura foi em ações para mitigar os impactos, principalmente da falta de alimentos nas granjas, e para proteger a vida dos animais e evitar os riscos à sanidade e à biossegurança que a inanição poderia causar na nossa pecuária. No gabinete de crise, destacamos um grupo de técnicos que se integrou ao Cigerd. Eles acatavam os pedidos de ajuda de indústrias e produtores para prestar os serviços de escolta, por meio da Polícia Militar, e garantir o fornecimento de ração para os animais”, conta Spies.

Conforme os dias passavam, aumentavam as demandas para garantir o abastecimento desses animais. Em um primeiro momento, a maior parte dos grevistas aquiesceu em deixar passar os caminhões carregados com ração. Após alguns dias, as fábricas já não tinham os insumos para produzir alimento para o rebanho. Com isso, foram necessárias novas negociações para permitir que novos itens fossem autorizados a transitar pelos bloqueios.
Um dos momentos mais tensos, diz Spies, aconteceu quando uma agroindústria informou que precisaria começar a eleger os lotes de animais que deixariam de alimentar. Um total de 250 mil aves estava prestes a morrer de fome.

“Aquilo foi chocante. Seriam animais que nós teríamos de abater sanitariamente lá mesmo na granja. Mas, no fim, nós conseguimos providenciar o alimento e salvamos para que não morressem de fome. O pior foi evitado. Conseguimos passar por essa tragédia sem ter que descartar animais sanitariamente”, lembra Spies.

Protocolos 

Na visão do secretário de Estado da Defesa Civil, Rodrigo Moratelli, algo essencial durante a gestão de uma crise é garantir a sinergia operacional entre os entes públicos, de modo a diminuir os níveis de estresse e assegurar que as decisões tomadas sejam ágeis e eficientes. Para isso, é necessário seguir os protocolos já previamente disponíveis.

“Nessa situação específica, usamos seis níveis de protocolo. A decisão é tomada em cima de padrões internacionais, a fim de sempre melhorar a sinergia para que nós fôssemos eficientes. Isso, de fato, aconteceu”, explica Moratelli.

Ao longo dos onze dias de paralisação, a ação do governo catarinense passou por cinco fases: monitoramento do movimento, manutenção dos serviços essenciais, identificação dos líderes do movimento, com mesas de negociação, o início da desmobilização, com o apoio das forças federais, e o restabelecimento do cotidiano.

Mesmo com o trabalho intenso ao longo de todos os onze dias, Moratelli explica que a experiência do quadro de funcionários da Defesa Civil com eventos críticos garantiu que a estrutura governamental terminasse a greve dos caminhoneiros até mesmo com certa sobra de recursos. E o cansaço?
“Sempre falo que nós descansamos no evento. A Defesa Civil trabalha mais fora do que no evento propriamente dito. É uma característica. Passamos muito mais tempo preparando as nossas estruturas do que exaatamente atuando. Na crise, seguimos os protocolos. Você não pensa, mas executa”, explica.


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Segurança

Ao longo dos onze dias de greve, a segurança pública não foi deixada de lado. É o que garante o secretário Alceu de Oliveira Pinto Junior. As polícias conseguiram manter as suas operações rotineiras e também as já programadas, além de oferecer suporte para os outros órgãos da administração estadual em questões relacionadas ao movimento dos caminhoneiros.

“O trabalho de prevenção da criminalidade e da violência foi mantido. Com isso, nós conseguimos assegurar também os resultados (com a curva decrescente da criminalidade), desdobrando meios e tratando tudo como um evento emergencial”, explica Oliveira Junior.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Araújo Gomes, conta que a corporação tem uma capacidade já institucionalizada de gerir crises. Nessas ocasiões, as atividades administrativas são reduzidas ao mínimo necessário e todos os esforços são canalizados para suprir um atendimento extraordinário à sociedade. Um estado-maior foi formado especificamente para essa crise.

“Mergulhamos nessa missão e só tiramos a cabeça para fora d´água quando foi dado o sinal verde pelo governador. Os nossos policiais não dormiram normalmente, não se alimentaram como estão acostumados e fizeram jornadas muito maiores que as normais. Mas eu posso dizer que a nossa instituição sai desse evento melhor, fortalecida, sabendo que teve um papel de protagonista. Conseguimos envolver desde o soldado lá na ponta até os comandantes”, diz Araújo Gomes.

Por parte da Polícia Civil, também houve um desdobramento para manter as atividades essenciais e, ao mesmo tempo, auxiliar com as demandas surgidas por conta da greve. Os helicópteros da corporação, em especial, tiveram papel fundamental no transporte de insumos para hospitais e outras unidades de saúde, por exemplo. Na opinião do delegado-geral Marcos Ghizoni, importantes lições serão levadas pela corporação.

“Foi um teste muito interessante. Pudemos ver a grande capacidade do policial se diversificar. Houve agentes que atuam diretamente contra o crime levando medicamentos, sorrindo, e transportando crianças”, diz Ghizoni.

Cigerd

Inaugurado apenas três dias antes do início da greve dos caminhoneiros, o Cigerd teve um papel fundamental na junção das forças estaduais que atuaram para debelar a crise. A estrutura, localizada no bairro Capoeiras, na Capital, é considerada uma referência para o país, e até internacional, concentrando todas as setoriais do governo. Na avaliação do governador Eduardo Pinho Moreira, o Cigerd permitiu uma leitura estadual em tempo real dos acontecimentos. Com isso, o controle da situação nunca foi perdido.

“Nós sabíamos o que estava acontecendo em todos os cantos de Santa Catarina. Todos os setores do governo — e também da sociedade — usaram isso para se comunicar. Nós tínhamos o controle absoluto da situação através do Cigerd. Essa estrutura é uma conquista que serviu bastante no seu primeiro desafio e foi aprovada com louvor”, diz Moreira.

Quem também rasgou elogios ao Cigerd foi o delegado-geral Marcos Ghizoni. Segundo o delegado, o centro congrega ferramentas tecnológicas que permitem a comunicação rápida com todos os cantos do Estado. Além da central, existem outros 20 Cigerds regionais, todos conectados por meio de videoconferências.
“Estávamos sempre atuando e tendo feedback. Sem essa troca, possivelmente não teríamos o sucesso que tivemos”, opina Ghizoni.

Acompanhamento

Com a greve dos caminhoneiros ficando para trás, o Estado continua a monitorar a situação e foca em ações para garantir a recuperação, principalmente na parte econômica. Um desses trabalhos ocorreu com o lançamento do movimento “Compre de Santa Catarina”, que visa despertar o sentimento de valorização dos produtos catarinenses. Com a união de forças, o governador acredita que será possível continuar uma trajetória de crescimento, que melhore as condições de vida dos moradores do Estado.

“As coisas voltaram ao normal, mas ficou uma lição que precisamos sempre olhar com carinho e que as greves não podem ser tratadas à distância sem dar a devida importância. Isso vai trazer consequências para o Brasil nos próximos meses. Mas nós, brasileiros e catarinenses, nos recuperaremos”, finaliza Moreira.

 

Leonardo Gorges - Secom

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Leonardo Gorges
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Mais de mil pessoas estão sendo esperadas em São Joaquim para participar do 13º Senafrut - Seminário Nacional sobre Fruticultura de Clima Temperado, que acontece de 12 a 14 de junho, no Centro de Eventos Newton Stélio Fontanella. O evento, que vai reunir fruticultores, pesquisadores, estudantes, técnicos e empresários, é um dos maiores do ramo no Sul do país.

A programação conta com 23 palestras, proferidas por profissionais de renome nacional e internacional. Além de pesquisadores da Epagri, Embrapa e UFSC, palestrantes da Holanda, França, Israel e Colômbia estarão debatendo temas como comercialização e mercado da maçã, adubação, fertirrigação, doenças e pragas da macieira, mudanças climáticas, enoturismo, entre outros.

Seminário

O Seminário também terá um espaço destinado para exposição dos pôsters dos resumos, resultados de mais de 220 trabalhos científicos inscritos. Além da parte técnica, os participantes vão poder visitar a exposição de produtos, serviços, máquinas e implementos, que reúne mais de 50 empresas do ramo.

O presidente da Comissão Organizadora do Senafrut e gerente da Estação Experimental da Epagri em São Joaquim, Marcelo Cruz de Liz, explica que o evento tem como objetivo o fortalecimento da fruticultura, buscando profissionalização de forma organizada e consciente. “É preciso estar preparado para enfrentar os desafios produtivos e do mercado, com competitividade, sempre com a premissa de levar uma fruta segura até o consumidor, que está cada vez mais exigente”, destaca.

Marcelo explica que os participantes terão oportunidade de aprofundar seus conhecimentos em mecanização das práticas culturais e uso de técnicas e produtos mais modernos e eficientes nos pomares. Ele ressalta que as tecnologias apresentadas no Senafrut buscam diminuição dos custos de produção, com elevação da qualidade dos frutos e da produtividade dos pomares, resultado em uma fruticultura mais eficiente e profissional.

Números

Santa Catarina se destaca na fruticultura temperada como um dos maiores produtores de maçã, vinhos de altitude, pera e frutas de caroço do país. Os dados mais recentes do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa) revelam que maçã e uva, as duas principais frutas de clima temperado produzidas no Estado, responderam por 45,6% (683,3 mil toneladas) do total de frutas produzidas na safra 2016/2017.

Só em maçãs o Estado produziu 637,5 mil toneladas na safra 2016/17, mais da metade (52%) do cultivar Gala. A maçã Fuji foi responsável por 46% e as maçãs precoces responderam pelos 2% restantes. A viticultura produziu mais de 45,8 mil toneladas na safra 2016/17. A categoria de uva comum (americanas e híbridas) participou com 92% do volume produzido, as uvas viníferas (europeias) responderam por 5% do total e as uvas de mesa com os 3% restantes.

O Senafrut é uma promoção da Epagri, Prefeitura de São Joaquim, Governo do Estado de Santa Catarina, Associação do Engenheiros Agrônomos de SC (Assea), Associação dos Produtores de Maçã e Pêra de Santa Catarina (Amap) e Embrapa.

Serviço

  • O que: 13º Senafrut - Seminário Nacional sobre Fruticultura de Clima Temperado
  • Quando: de 12 a 14 de junho
  • Onde: em São Joaquim, no Centro de Eventos Newton Stélio Fontanella
  • Informações e entrevistas: Marcelo Cruz de Liz, presidente da Comissão Organizadora do Senafrut e gerente da Estação Experimental da Epagri em São Joaquim, pelo fone (49) 99133-8775.
  • Saiba mais sobre o evento: https://senafrut.com.br/

Informações adicionais para a imprensa
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Fotos: Jeferson Baldo/Secom

O anúncio de investimento em uma das escolas mais antigas do Estado, em Laguna, e a entrega do certificado que  reconhece a pesca artesanal com auxílio de botos como patrimônio cultural de Santa Catarina marcaram a visita do governador Eduardo Pinho Moreira à terra natal, neste sábado, 09. Acompanhado da primeira dama, Nicole Torret Moreira, o governador também participou da tradicional procissão de Santo Antônio.

A restauração do prédio da escola Jerônimo Coelho é apontada como uma obra simbólica por Eduardo Moreira, que revelou ter frequentado a unidade escolar nas séries iniciais. O prédio tem ainda outra característica: é um dos mais antigos do estado, construído em 1912. “Restaurar essa estrutura é preservar e reconhecer a tradição de Laguna, entre tantas outras vocações, de formar um patrimônio intelectual que contribui e faz história em Santa Catarina”, observou Moreira ao contar que o ex-governador Colombo Salles e desembargadores de justiça também já foram estudantes da escola.

Com investimentos de R$ 5,3 milhões a unidade será ampliada e terá a construção de uma quadra coberta. A próxima etapa do pleito, é transformar a escola em sede de um Colégio Militar, como já ocorre em Joinville, Blumenau e Lages.

Pesca artesanal com auxílio de botos

O segundo ato do governador em Laguna foi a entrega do certificado que confere ao Conselho Pastoral dos Pescadores da Diocese de Tubarão o termo de registro da pesca artesanal com auxílio de botos como patrimônio cultural de Santa Catarina,  realizada pelos pescadores artesanais da cidade de Laguna.

A prática é tão tradicional, que os botos, inclusive, são batizados com nomes e são velhos companheiros dos pescadores. Eles são capazes de sinalizar a localização dos cardumes e auxiliam os pescadores para o momento exato da captura de, por exemplo, de tainhas, entre outras espécies.

Ali mesmo, na beira da praia, muitas vezes já ocorre o comércio de peixes que representa, ao mesmo tempo, renda para o pescador artesanal e agora a preservação de um patrimônio histórico e cultural de Laguna. “Eu cresci acompanhando de perto essa atividade e é uma alegria saber que ela irá se consolidar como mais um atrativo que vem se juntar a tantas outras belezas e vocações de Laguna”, comemorou Eduardo Moreira.

No mesmo ato, o governador inaugurou a flutuante que vai servir como base de apoio para navegadores e ao projeto Navegar, com 100 crianças.


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Procissão em homenagem a Santo Antônio dos Anjos

Por fim, o governador e a primeira dama acompanharam a procissão em homenagem a Santo Antônio dos Anjos. O evento religioso reúne milhares de fiéis.

Moradores acompanharam a peregrinação que saiu da capela Santa Teresinha, na praia do Mar Grosso, percorreu o centro da cidade e chegou à Igreja Matriz. A festa em homenagem a Santo Antônio dos Anjos, em Laguna, completa 342 anos, como uma das maiores demonstrações de fé dos devotos.

Quando a imagem passou em frente à casa de dona Marisa de Queiroz Ribeiro e se voltou para a janela que ela transformou em um pequeno altar, a senhora de 83 anos não conteve as lágrimas. “Hoje eu só quero agradecer pela minha saúde e a de meu esposo”, revelou, ao relembrar que há dois anos pediu a proteção de Santo Antônio para o marido que precisou de cirurgia para tratar um glaucoma.

Assim como fizeram os milhares de participantes, o governador reforçou que “agradecer é um gesto que renova a fé, a esperança e dá a certeza que as bênçãos de Santo Antônio estarão presentes no dia a dia de todo o povo catarinense”.

Durante o momento de oração na Igreja Matriz, onde foi batizado, Moreira relembrou o tempo de infância, quando já acompanhava as celebrações em homenagem a Santo Antônio. “Há 68 anos eu faço isso. Santo Antônio sempre foi muito generoso comigo e sempre guiou todas as minhas ações”, concluiu.

O governador recordou, emocionado, de todos os detalhes que envolvem o ritual religioso e repetem a cada ano: a caminhada, os fogos que saúdam a imagem ao longo do percurso, a execução do hino de Laguna e a grande queima de fogos na chegada da imagem à Igreja com a trezena de Santo Antônio dos Anjos da Laguna, rezada em latim.

Lançado nesta quarta-feira, 6, o Plano Agrícola e Pecuário 2018/19 terá R$ 194,37 bilhões para financiar e apoiar a comercialização da produção agropecuária brasileira. Os recursos estão disponíveis para médios e grandes produtores rurais entre 1º de julho de 2018 e 30 de junho de 2019. No último ano, os agricultores de Santa Catarina utilizaram R$ 7,83 bilhões em crédito do Plano Agrícola – números que podem se repetir nessa safra.

Do total de recursos anunciados pelo Governo Federal, R$ 191,1 bilhões serão destinados para o crédito de custeio e investimento - sendo R$ 153,7 bilhões com juros controlados (taxas fixadas pelo governo) e R$ 37,4 bilhões com juros livres (livre negociação entre a instituição financeira e o produtor). A subvenção ao seguro rural será de R$ 600 milhões e mais R$ 2,6 bilhões para apoio à comercialização.

A redução das taxas de juros foi a grande novidade do Plano Agrícola 2018/19. A maior parte dos juros ficou entre 5,25% e 7,5% - uma queda de 0,5% a 1,5% em relação à safra anterior. “A agricultura brasileira depende muito do Plano Agrícola e Pecuário e para Santa Catarina isso não é diferente. Embora a maioria dos agricultores catarinenses tenha mais interesse no Plano Safra da Agricultura Familiar, é o crédito dos médios e grandes produtores que movimenta os maiores recursos no Estado. No último ano foram mais de 40 mil contratos de investimentos, com recursos de R$ 7,83 bilhões para o Estado”, explica o secretário da Agricultura e da Pesca, Airton Spies.

Impactos dos Investimentos na Safra Brasileira

O secretário Spies ressalta o impacto dos investimentos em tecnologia na alta da produção brasileira. Segundo dados do Ministério da Agricultura, de 1991 a 2018, a produção de grãos do país cresceu 240%, enquanto a área plantada aumentou em apenas 60%. “O crescimento da produtividade foi significativo, nós produzimos quatro vezes mais aumentando apenas 60% da área plantada. E o crédito é um fator decisivo nesse processo, principalmente para a adoção de tecnologias que são indispensáveis para o aumento da produtividade”, destaca.

Médio Produtor

Uma das mudanças no Plano Agrícola deste ano é o novo enquadramento do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). O limite de renda bruta anual dos produtores rurais passou de R$ 1,76 milhão para R$ 2 milhões. Além disso, foi revogada a condição que exigia que 80% da renda fosse oriunda das atividades agropecuárias.

Linhas de crédito e taxas de juros

As taxas de juros de custeio são de 6% ao ano para os médios produtores (com renda bruta anual de até R$ 2 milhões) e para 7% ao ano para os demais. Já as taxas para os financiamentos de investimento ficaram entre 5,25% e 7,5% ao ano.

Os produtores integrados também foram contemplados nos financiamentos de custeio, com juros de 7% ao ano. A suinocultura e avicultura integradas, assim como a piscicultura integrada, contam com até R$ 200 mil por beneficiário e por atividade. Para cooperativas de produção agropecuária o limite nessa modalidade de financiamento é de R$ 500 mil (para o conjunto dessa atividade).

A construção de armazéns com capacidade de até 6 mil toneladas nas propriedades dos pequenos e médios produtores rurais e a recuperação de reserva legal e de áreas de preservação permanente, no âmbito do Programa ABC, terão taxas de juros de 5,25% ao ano.

O Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono), que financia práticas e tecnologias agropecuárias sustentáveis, teve o limite alterado de R$ 2,2 milhões para R$ 5 milhões para todas as finalidades financiáveis.

No setor da pecuária, o Plano prevê prazo de até dois anos no crédito de custeio para a retenção de matrizes bovinas de leite, suínas, caprinas e ovinas. Também foi aprovada linha de financiamento de até R$ 50 milhões para capital de giro nas cooperativas de leite, com juros de 7% ao ano e 12 meses de prazo para pagamento.

Os pecuaristas também podem contar com empréstimos para aquisição de animais para reprodução ou criação, a juros controlados de 7% ao ano e limite de R$ 450 mil por beneficiário no ano agrícola.

Para melhorar a produtividade pecuária e a qualidade do rebanho, foi reforçado, dentro do Inovagro (Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária), o apoio para aquisição de matrizes e reprodutores com registro genealógico. O limite de financiamento para essa finalidade aumentou de R$ 330 mil para R$ 650 mil por beneficiário.

Para mais informações, acesse a apresentação completa do Plano Agrícola e Pecuário 2018/19. 

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