A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) esclarecem que não são responsáveis pela fiscalização de cargas de fertilizantes que chegam pelo Porto de São Francisco do Sul. A Cidasc é responsável pela fiscalização de comercialização de agrotóxicos, sementes e mudas e somente classifica os produtos vegetais, como alho, maçã, banana, entre outros, que são inspecionados para garantir a sanidade no Estado.

O sistema de defesa sanitária vegetal constitui-se num trabalho estratégico e sistemático de monitoramento, vigilância, inspeção e fiscalização da produção e do comércio de plantas, partes de vegetais ou produtos de origem vegetal veiculadores de pragas, que possam colocar em risco o patrimônio agrícola e a condição socioeconômica de Santa Catarina.

O terminal da Cidasc no Porto de São Francisco do Sul é destinado para o embarque de grãos (soja, milho e farelo de soja) e o terminal de óleo vegetal já está desativado há oito anos, portanto, não é da competência deste órgão estadual nenhum trabalho relacionado à fiscalização de cargas de fertilizantes. 

O acidente
Na noite de terça-feira, 24/09, uma carga de fertilizante à base de nitrato de amônio sofreu uma reação química em um galpão distante dois quilômetros do Porto de São Francisco do Sul, provocando uma grande nuvem de fumaça. No galpão estavam armazenadas cerca de 10 mil toneladas de fertilizantes. Desde o início, as ações foram concentradas na retirada das pessoas dos imóveis localizados no entorno do local.

A reação química foi interrompida às 6h08 desta sexta-feira, 27/09. A situação só foi controlada com o resfriamento do galpão. Foram 200 bombeiros trabalhando na operação que durou quase 60 horas. As pessoas que foram deslocadas de suas casas para os abrigos já estão voltando para suas residências.

Nesta sexta-feira, não há mais fumaça. Até o início da tarde havia apenas a presença do vapor d’água. Os bombeiros encharcaram a carga de fertilizantes para fazer a contenção do calor e, consequentemente, evitar explosões e novos danos ambientais. Foram utilizados cerca de dois milhões de litros de água na operação. Parte desta água fica retida no produto, enquanto o restante será drenado para uma piscina de lona. Depois isso, o material receberá uma destinação adequada.

O Programa SC Rural, coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, firmou a terceira parceria para a implantação do Projeto Piloto Comunidades Rurais Digitais, que levará, a partir de fevereiro de 2014, internet wireless para 11 municípios de Santa Catarina. Nesta terça-feira, 1º/10, o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues, o secretário executivo do Programa SC Rural, Julio Cesar Bodanese, e o prefeito de Pedras Grandes, Antonio Felipe Sobrinho, assinaram o termo de cooperação técnica para que o Projeto Piloto seja desenvolvido no município. A expectativa é de que 262 famílias rurais sejam beneficiadas com a ação.

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Foto: Ney Bueno/Agricultura

O Projeto Piloto Comunidades Rurais Digitais conta com recursos de R$ 2,5 milhões provenientes do orçamento do Programa SC Rural para instalação de antenas repetidoras de sinal de internet. Durante 24 meses, os custos de implantação, manutenção, operação e gestão ficarão a cargo da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, após esse período o município será responsável pelos custos.

O Projeto atenderá ainda os municípios de Schroeder, Trombudo Central, Flor do Sertão, Botuverá, Major Vieira, Ipuaçu, Bom Retiro, Catanduvas, Pinheiro Preto e Bocaina do Sul.

O Programa SC Rural é a terceira etapa de uma estratégia de desenvolvimento rural do Estado que já acontece há duas décadas e que deverá consolidar avanços alcançados pelos Projetos Microbacias 1 e 2. O orçamento global destinado à execução do Programa é de US$ 189 milhões, sendo US$ 90 milhões do Banco Mundial e US$ 89 milhões de contrapartida do Governo do Estado. O programa está trabalhando com ações previstas em diversas áreas, que incluem os empreendimentos de agregação de valor a defesa sanitária; turismo rural; gestão de recursos hídricos; infraestrutura (melhoramento de estadas rurais e acesso à Internet e telefonia rural em todo território rural), e assistência aos produtores.

O Programa é coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca e conta com o apoio de diversas instituições: Epagri e Cidasc; Secretaria de Desenvolvimento Sustentável; Fatma; Polícia Militar Ambiental; Secretaria de Infraestrutura e Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte.

Santa Catarina é o maior produtor nacional de pescado marinho, sendo que a pesca industrial responde por 136 mil toneladas e a pesca artesanal por 14 mil toneladas, totalizando 150 mil toneladas ao ano. Para manter essa posição e atualizar os dados oficiais sobre a produção pesqueira, a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca vai repassar ao Sindipi (Sindicatos dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região) R$ 400 mil para contratação de pesquisa estatísticas do setor. A pesquisa deve ser realizada anualmente e, desde 2011, com o fim do convênio com o Ministério da Pesca e da Aquicultura, não foi mais realizada no Estado.

O anúncio do repasse do recurso foi feito pelo secretário da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues, e pelo gerente de Pesca e Aquicultura, José Marcatti, na segunda-feira, dia 30 de setembro, durante reunião dos associados do Sindipi. “A importância destes dados que serão coletados durante a pesquisa é para manter o estado líder do setor e facilitar acessos aos programas do Governo Federal”, destacou Rodrigues. Os recursos serão descentralizados à Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR) de Itajaí.

O presidente do Sindipi, Giovani Monteiro, agradeceu ao Governo do Estado e lembrou a parceria existente para o desenvolvimento do setor. Monteiro relatou que o Sindipi possui atualmente aproximadamente 300 associados (entre armadores e indústrias) que juntos geram cerca de 30 mil empregos diretos e 70 mil indiretos, e que Itajaí e Navegantes abrigam as maiores indústrias de processamento de pescados do Brasil e representam o maior polo pesqueiro do Brasil (produção e beneficiamento). As informações da pesquisa de estatística serão obtidas nos principais portos pesqueiros do Estado por meio de fichas de produção, entrevistas de cais e de observadores de bordo alocados nas embarcações pesqueiras. Todos os dados serão mantidos no mais absoluto sigilo, sendo utilizados exclusivamente para fins de pesquisa.

O Programa SC Rural, coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, firmou a primeira parceria para a implantação do Projeto Piloto Comunidades Rurais Digitais, que levará, a partir de fevereiro de 2014, internet wireless para 11 municípios de Santa Catarina. Nesta quinta-feira, 26/09, o gerente de Tecnologia da Informação e Governança Eletrônica da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, Diego Holler, e o prefeito de Pinheiro Preto, Euzebio Calisto Vieceli, assinaram o termo de cooperação técnica para que o Projeto Piloto seja desenvolvido no município. A expectativa é de que 350 famílias rurais sejam beneficiadas com a ação.

O Projeto Piloto Comunidades Rurais Digitais conta com recursos de R$ 2,5 milhões provenientes do orçamento do Programa SC Rural para instalação de antenas repetidoras de sinal de internet. Durante 24 meses, os custos de implantação, manutenção, operação e gestão ficarão a cargo da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, após esse período o município será responsável pelos custos. 

O Projeto atenderá ainda os municípios de Schroeder, Trombudo Central, Flor do Sertão, Botuverá, Major Vieira, Ipuaçu, Bom Retiro, Catanduvas, Pedras Grandes e Bocaina do Sul. 

O Programa SC Rural é a terceira etapa de uma estratégia de desenvolvimento rural do Estado que já acontece há duas décadas e que deverá consolidar avanços alcançados pelos Projetos Microbacias 1 e 2. O orçamento global destinado à execução do Programa é de US$ 189 milhões, sendo US$ 90 milhões do Banco Mundial e US$ 89 milhões de contrapartida do Governo do Estado. O programa está trabalhando com ações previstas em diversas áreas, que incluem os empreendimentos de agregação de valor a defesa sanitária; turismo rural; gestão de recursos hídricos; infraestrutura (melhoramento de estadas rurais e acesso à Internet e telefonia rural em todo território rural), e assistência aos produtores.

O Programa é coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca e conta com o apoio de diversas instituições: Epagri e Cidasc; Secretaria de Desenvolvimento Sustentável; Fatma; Polícia Militar Ambiental; Secretaria de Infraestrutura e Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte. 

A realização de obras de melhorias em áreas rurais por meio do programa Santa Catarina Rural vai ganhar um importante incentivo. Em reunião nesta terça-feira, 24/09, com representantes das secretarias que tratam do programa, o governador Raimundo Colombo autorizou a elaboração e publicação de um decreto que isentará as prefeituras da contrapartida na aplicação de projetos de obras pelo SC Rural. Ou seja, os municípios com bons projetos poderão ser contemplados sem a necessidade de aplicar recursos próprios. A obra será executada apenas com os recursos do SC Rural.

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O SC Rural prevê, entre outras ações, o apoio aos chamados projetos estruturantes, que são obras que contribuem para a superação de problemas da cadeia produtiva, visando à melhoria da competitividade da agricultura familiar.  O secretário executivo do SC Rural, Julio Cezar Bodanese, explica que as prefeituras que assinarem convênios neste ano já poderão ser isentos da contrapartida.

Atualmente, está em andamento a implantação de 54 projetos estruturantes, que contemplam 471 propriedades com melhorias de sistemas de produção. Os projetos beneficiam diretamente um total de 3 mil famílias e estão distribuídos em todas as regiões do Estado.

O SC Rural

O SC Rural é uma política pública permanente do Governo de Santa Catarina para o desenvolvimento sustentável no meio rural. Com recursos do Estado e do Banco Mundial, o programa está sendo executado desde 2011 e tem término previsto para 2016. O SC Rural beneficiará cerca de 90 mil famílias rurais e quase 2 mil famílias indígenas por meio do fortalecimento das instituições executoras e de apoio financeiro a projetos estruturantes.

O foco principal é aumentar a competitividade das organizações dos agricultores familiares do Estado, fazendo com que os pequenos produtores possam produzir mais e com mais qualidade, facilitando sua inserção no mercado e incentivando sua permanência no campo.

O programa trabalha em várias frentes, incluindo áreas como transporte, comunicação, assistência técnica, capacitação tecnológica e gerencial de técnicos e produtores, defesa sanitária animal e vegetal, gestão de qualidade, prestação de serviços, gestão ambiental, turismo, regularização fundiária, além do trabalho com estudantes do meio rural.

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Reduzir o déficit de 40% de carne bovina no Estado é um dos objetivos do Programa de Desenvolvimento da Pecuária de Corte Catarinense, com apoio financeiro a investimentos que resultem no aumento da taxa de natalidade, redução da idade de abate e melhora da produtividade com eficiência na utilização dos campos nativos e pastagens degradadas. Lançado em 2011, pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, o programa começa colher os primeiros resultados positivos na Serra Catarinense. Em propriedades rurais que aderiram ao programa a produção de carne por hectare de pastagem passou de 80 quilos/ano em campos nativos para 600 quilos/ano e uma fazenda que venda 85 bois gordos por ano, passou a vender 400 com a mesma área de pastagem, além de ter uma carne mais valorizada pela melhoria na qualidade.

O advogado e pecuarista Álvaro Borges da Costa Júnior, de Lages, foi um dos primeiros a aderir ao programa e comemora os resultados. “Em campos nativos é possível criar 0,4 cabeças de boi de corte por hectare e com o manejo de campo e a orientação técnica passamos para três a cinco cabeças por hectare”, destaca. Álvaro implantou em sua propriedade, onde cria gado de corte e ovelhas, pastagens que substituem o campo nativo, troncos (estrutura de manejo de animais), cerca elétrica e adquiriu plantadeiras com os recursos do programa, além de receber orientação técnica da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

Em São Joaquim, o pecuarista Orival Eduardo de Sá implantou em 100 hectares dos seus 900 hectares a substituição do campo nativo e adquiriu cercas para piquetes com os recursos do programa. “A produtividade do gado de corte em minha propriedade aumentou em 40% com esse programa, e eu apenas melhorei 12% da área. Ainda tenho muito campo para melhorar", destacou.

O pecuarista Vicente da Fonseca Ribeiro, também de Lages, é outro que destaca o sucesso do programa. Dos 52 hectares de sua propriedade, 25 hectares receberam melhoramento de pastagem, substituindo o campo nativo, resultando num ganho diário no peso dos animais de 1,3 quilos/animal/dia. “Com o campo nativo teria no máximo um ganho de 900 gramas no período do Verão e no inverno os animais perderiam peso por falta de comida. Agora com o pasto bom, durante o ano todo, a diferença é enorme”. Vicente implantou em sua propriedade, além da troca da pastagem, cerca elétrica e reformou o galpão com os recursos do programa.

No total, já aderiram ao programa 91 pecuaristas catarinenses e há vários projetos sendo analisados e elaborados nos municípios. Os beneficiários do programa são os agropecuaristas que acessam recursos do Programa para Redução da Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura - Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) do Governo Federal operacionalizado pelo Banco do Brasil e cooperativas de crédito.

Investimentos

O secretário da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues, explica que o Programa funciona com concessão de bônus para pagamento de juros previstos para as operações de crédito do Programa para Agricultura de Baixo Carbono (ABC). Os agricultores poderão financiar até R$ 1 milhão para ser pago em até oito anos , com três anos de carência. A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca subvenciona os juros em no máximo R$ 80 mil. “O Programa funcionará nos moldes do Juro Zero, o agricultor financia e nós pagamos os juros dos empréstimos”.

O Banco do Brasil disponibilizou R$ 65 milhões para execução do Programa que deve atender 1,5 mil produtores rurais. Os itens financiáveis são: investimentos na recuperação e implantação de pastagens anuais e perenes; aquisição de máquinas e equipamentos e investimentos. O secretário-adjunto, Airton Spies, observa que na região da Serra Catarinense existe um grande potencial de aumento da produção de carne bovina por meio de investimentos na melhoria das pastagens, manejo e melhoramento genético. Santa Catarina conta um rebanho de quatro milhões de cabeça de gado, todos livre de febre aftosa sem vacinação, dos quais 50% são de gado de corte, mas o nosso consumo interno tem um déficit de 40%, por isso temos que investir neste programa, destacou Spies.

Entre os objetivos do novo Programa da Agricultura está aumentar a renda do pecuarista; aumentar a rentabilidade da produção de bovinos de corte; difundir tecnologias de baixo custo a serem adotadas pelos produtores, além de eliminar a prática de queimadas nas áreas melhoradas. “Em Santa Catarina existem condições muito favoráveis para a produção de pastagens, temos muita chuva e muito sol que são essenciais para a fotossíntese que faz o pasto crescer, o que falta são investimentos na correção do solo, adubação e o plantio de espécies forrageiras que produzem grande quantidade de pastos com alta qualidade, aproveitando de forma sustentável dos recursos naturais. Precisamos tratar o pasto tão bem como tratamos as nossas lavouras”, afirmou Spies.

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Jovens da região de São Joaquim serão os primeiros contemplados pelo novo programa da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, "Jovem Rural nas Asas da Inclusão Digital", que proporciona financiamentos para aquisição de kits de informática, como notebooks, computadores de mesa e impressoras. O programa deverá atender 1,5 mil jovens em três anos, em idade entre 16 e 29 anos. A Secretaria da Agricultura, via Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), concederá um desconto de 50% do valor para operações de até R$ 2,5 mil. Em São Joaquim, a entrega dos kits que beneficiará 17 jovens, será nesta terça-feira, 24/9, às 15h, no Centro de Treinamento da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) do município.

Os jovens beneficiados terão três anos para efetuar os pagamentos, em parcelas anuais, e com desconto de 50% para pagamentos até a data de vencimento. Os critérios para participar do programa são: adolescentes e jovens enquadrados no Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) ou na condição de filho de produtor rural já enquadrado; participantes do processo de formação em liderança, gestão ambiental, empreendedorismo e inclusão digital do Programa SC Rural (coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca). Pertencentes a famílias beneficiárias nos Projetos Estruturantes apoiados pelo Programa SC Rural e/ou residentes nos municípios pertencentes às áreas prioritárias de níveis 1 e 2 constantes do Manual Operativo do Programa SC Rural (que são classificados de acordo com o IDH- Índice de Desenvolvimento Humano). O kit de informática conterá ainda softwares de gestão de propriedades agrícolas desenvolvidos e utilizados pela Epagri.

De acordo com o secretário da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues, essa será mais uma ferramenta para inclusão digital e evitar êxodo rural dos jovens que vivem no meio rural. “A Secretaria está atenta às mudanças na agricultura e na sua profissionalização. O mundo está cada vez mais conectado e nós não podemos ignorar isso. Nós já temos o Programa Beija-flor,  Programa de Telefonia Fixa e Internet no Meio Rural e o projeto piloto Comunidades Rurais Digitais que buscam a inclusão digital das comunidades rurais de Santa Catarina”, explicou Rodrigues.

As ações do Programa de Inclusão Beija-flor são integradas ao SC Rural e leva às comunidades rurais novas perspectivas de acesso e disseminação do conhecimento com a implantação de telecentros e práticas de inclusão digital. Desde 2004, o Programa leva às comunidades rurais e pesqueiras telecentros equipados com microcomputadores e acesso livre à internet. Hoje, Santa Catarina conta com 86 telecentros de inclusão digital, beneficiando aproximadamente 20 mil pessoas. O projeto piloto Comunidades Rurais Digitais, que começou a ser elaborado em 2011, conta com recursos de R$ 2,5 milhões provenientes do orçamento do Programa SC Rural para instalação de antenas repetidoras de sinal de internet wireless para comunidades rurais de 11 municípios de Santa Catarina.

O Programa de Telefonia Fixa e Internet no Meio Rural, que já atende 31 municípios catarinenses,  apoia os municípios que pretendem fornecer internet banda larga e telefonia fixa às comunidades rurais de Santa Catarina e conta com o apoio financeiro e técnico da Secretaria sendo que cada prefeitura é responsável pela aplicação dos recursos. 

Informações adicionais:
Ney Bueno 
Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca 
E-mail:   imprensa@agricultura.sc.gov.br
Telefone: 
(48) 3239-4039/ (48) 8843-4996

Os suinocultores catarinenses comemoram a reação do mercado após o início das exportações para o Japão, em agosto. A Coopercentral Aurora Alimentos anunciou na última semana que o preço pago aos criadores na aquisição de suíno vivo subiu 17,4% nos últimos meses. Segundo a empresa essa é a mais surpreendente escalada de recuperação dos preços deste ano. No início de maio o preço estava estabilizado em R$ 2,30 por quilograma de suíno em pé e hoje os criadores recebem R$ 3,00/kg incluída a tipificação (adicional por qualidade da carcaça).

O secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues, acredita que o preço pago ao suinocultor continuará subindo até dezembro devido ao aumento tanto das exportações quanto do consumo interno característico das festas de fim de ano. A entrada da carne suína catarinense no Japão foi autorizada pelo governo japonês em maio deste ano. Em junho, o governador Raimundo Colombo, o secretário João Rodrigues e uma comitiva de deputados e empresários catarinenses estiveram em Tóquio para oficializar a parceria.

Oito frigoríficos de cinco empresas foram habilitados a exportar carne suína: A BRF (com as unidades de Campos Novos e de Herval D’Oeste), Seara (unidades de Seara e de Itapiranga), Pamplona (Rio do Sul e de Presidente Getúlio), da Aurora (Chapecó) e da Sul Valle (São Miguel do Oeste). O primeiro container carregado de carne suína procedente de Santa Catarina chegou ao Japão dia 22 de agosto.

O secretário João Rodrigues ressalta que Santa Catarina é o maior produtor nacional de carne suína, respondendo por um quarto do total produzido no país. Da média de 800 mil toneladas produzidas por ano no Estado, o mercado internacional consome cerca de 200 mil toneladas.

Informações adicionais:
Ney Bueno 
Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca 
E-mail:  imprensa@agricultura.sc.gov.br
Telefone: 
(48) 3239-4039/ (48) 8843-4996

O Programa SC Rural, coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, firmou a primeira parceria para a implantação do projeto piloto Comunidades Rurais Digitais, que levará, a partir de fevereiro de 2014, internet wireless para comunidades rurais de 11 municípios de Santa Catarina. O secretário executivo do SC Rural, Julio Cesar Bodanese, assinou nesta semana o termo de cooperação técnica para o projeto piloto com o prefeito de Bom Retiro, Albino Gonçalves Padilha. A expectativa é de que 214 famílias rurais que já possuem computadores de Bom Retiro sejam beneficiadas com a ação.

O projeto piloto Comunidades Rurais Digitais, que começou a ser elaborado em 2011, conta com recursos de R$ 2,5 milhões provenientes do orçamento do Programa SC Rural para instalação de antenas repetidoras de sinal de internet. Durante 24 meses, os custos de implantação, manutenção, operação e gestão ficarão a cargo da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, após esse período o município será responsável pelos custos, observa o gerente de Tecnologia da Informação e Governança Eletrônica da Secretaria da Agricultura e da Pesca, Diego Ricardo Holler. O projeto atenderá ainda os municípios de Schroeder, Bocaina do Sul, Botuverá, Trombudo Central, Flor do Sertão, Major Vieira, Ipuaçu, Pinheiro Preto, Catanduvas e Pedras Grandes.

O secretário da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues, explica que esse projeto piloto vai alavancar os demais projetos de inclusão digital da Secretaria, como a instalação de telecentros do programa Beija-flor, de telefonia e internet rural, além da utilização dos sistemas como e-GTA (Guia de Trânsito Animal) da Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina), previsão meteorológica on-line da Epagri/Ciram, entre outros.

O Programa SC Rural é a terceira etapa de uma estratégia de desenvolvimento rural do Estado que já acontece há duas décadas e que deverá consolidar avanços alcançados pelos Projetos Microbacias 1 e 2. O orçamento global destinado à execução do Programa é de US$ 189 milhões, sendo US$ 90 milhões do Banco Mundial e US$ 89 milhões de contrapartida do Governo do Estado. O programa está trabalhando com ações previstas em diversas áreas, que incluem os empreendimentos de agregação de valor a defesa sanitária; turismo rural; gestão de recursos hídricos; infraestrutura (melhoramento de estadas rurais e acesso à Internet e telefonia rural em todo território rural), e assistência aos produtores.

O Programa é coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca e conta com o apoio de diversas instituições: Epagri e Cidasc; Secretaria de Desenvolvimento Sustentável; Fatma; Polícia Militar Ambiental; Secretaria de Infraestrutura e Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte.

Reduzir o déficit de 40% de carne bovina no Estado e ao mesmo tempo desenvolver a pecuária de corte por meio de investimentos que resultem na melhora dos indicadores técnicos que tratam do aumento da taxa de natalidade, redução da idade de abate e melhora da produtividade com eficiência na utilização dos campos nativos e pastagens degradadas, são os objetivos do Programa de Desenvolvimento da Pecuária de Corte Catarinense da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, lançado em 2011, que começa colher os primeiros resultados positivos. Em propriedades rurais que aderiram ao programa a produção de carne por hectare de pastagem passou de 80 quilos/ano em campos nativos para 600 quilos/ano e uma fazenda que venda 85 bois gordos por ano, passou a vender 400 com a mesma área de pastagem, além de ter uma carne mais valorizada pela melhoria na qualidade.

O advogado e pecuarista Álvaro Borges da Costa Júnior, de Lages, foi um dos primeiros a aderir ao programa e comemora os resultados. “Em campos nativos é possível criar 0,4 cabeças de boi de corte por hectare e com o manejo de campo e a orientação técnica passamos para três a cinco cabeças por hectare”, destaca. Álvaro implantou em sua propriedade, onde cria gado de corte e ovelhas, pastagens que substituem o campo nativo, tronco (estrutura de manejo de animais), cerca elétrica e adquiriu plantadeiras com os recursos do programa, além de receber orientação técnica da Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina).

O pecuarista Vicente da Fonseca Ribeiro, também de Lages, é outro que destaca o sucesso do programa. Dos 52 hectares de sua propriedade 25 hectares receberam melhoramento de pastagem, substituindo o campo nativo, resultando num ganho diário no peso dos animais de 1,3 quilos/ANIMAL/dia. “Com o campo nativo teria no máximo um ganho de 900 gramas no período do Verão e no inverno os animais perderiam peso por falta de comida. Agora com o pasto bom, durante o ano todo, a diferença é enorme”. Vicente implantou em sua propriedade, além da troca da pastagem, cerca elétrica e reformou o galpão com os recursos do programa.

Em São Joaquim, o pecuarista Orival Eduardo de Sá, implantou em 100 hectares dos seus 900 hectares, a substituição do campo nativo e adquiriu cercas para piquetes com os recursos do programa. “A produtividade do gado de corte em minha propriedade JÁ aumentou em 40% com esse programa, e eu apenas melhorei 12% da área. Ainda tenho muito campo para melhorar" destaca. No total, já aderiram ao programa 91 pecuaristas catarinenses e há vários projetos sendo analisados e elaborados nos municípios. Os beneficiários do programa são os agropecuaristas que acessam recursos do Programa para Redução da Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura – Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) do Governo Federal operacionalizado pelo Banco do Brasil e cooperativas de crédito.

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Foto: Ney Bueno/Secretaria da Agricultura

Investimentos

O secretário da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues, explica que o Programa funciona com concessão de bônus para pagamento de juros previstos para as operações de crédito do Programa para Agricultura de Baixo Carbono (ABC). Os agricultores poderão financiar até R$ 1 milhão para ser pago em até 8 anos , com 3 anos de carência. A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca subvenciona os juros em no máximo R$ 80 mil. “O Programa funcionará nos moldes do Juro Zero, o agricultor financia e nós pagamos os juros dos empréstimos”.

O Banco do Brasil disponibilizou R$ 65 milhões para execução do Programa que deve atender 1,5 mil produtores rurais. Os itens financiáveis são: investimentos na recuperação e implantação de pastagens anuais e perenes; aquisição de máquinas e equipamentos e investimentos. O secretário-adjunto, Airton Spies, observa que na região do Planalto Serrano existe um grande potencial de aumento da produção de carne bovina por meio de investimentos na melhoria das pastagens, manejo e melhoramento genético. Santa Catarina conta um rebanho de quatro milhões de cabeça de gado, todos livre de febre aftosa sem vacinação, dos quais 50% são de gado de corte, mas o nosso consumo interno tem um déficit de 40%, por isso temos que investir neste programa, diz Spies.

Entre os objetivos do novo Programa da Agricultura está aumentar a renda do pecuarista; aumentar a rentabilidade da produção de bovinos de corte; difundir tecnologias de baixo custo a serem adotadas pelos produtores, além de eliminar a prática de queimadas nas áreas melhoradas.  “Em Santa Catarina existem condições muito favoráveis para a produção de pastagens pois temos muita chuva e muito sol que são essenciais para a fotossíntese que faz o pasto crescer, o que falta são investimentos na correção do solo, adubação e o plantio de espécies forrageiras que produzem grande quantidade de pastos com alta qualidade aproveitando de forma sustentável dos recursos naturais. Precisamos tratar o pasto tão bem como tratamos as nossas lavouras”, afirma Spies.