Com o objetivo de auxiliar a retomada do cultivo catarinense de camarões marinhos, o Centro de Educação Superior da Região Sul (Ceres), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) em Laguna, criou o Grupo de Interesse em Carcinicultura, voltado a produtores, técnicos, extensionistas, professores, pesquisadores, estudantes e demais interessados no tema.


Fotos: Jeferson Baldo / Secom

Consolidada como uma das maiores feiras multissetoriais do Sul do Brasil, a ExpoFemi 2018, que começou neste sábado, 28, em Xanxerê, no Oeste do Estado, mais uma vez celebra o trabalhador rural e a vocação no cultivo de milho. A abertura oficial do evento, no parque de exposições Rovilho Bortoluzzi, contou com a presença do governador Eduardo Pinho Moreira, que destacou o potencial da região na produção de milho e a capacidade industrial de Xanxerê. 

Para este ano, são esperadas aproximadamente 200 mil pessoas e a movimentação de cerca de R$ 150 milhões até o dia ‪6 de maio‬, quando encerra a programação. O Estado é parceiro do evento, e, durante a abertura, o governador oficializou o repasse de R$ 150 mil para a realização da feira.

O governador Eduardo Pinho Moreira confirmou presença na abertura oficial da ExpoFemi, em Xanxerê, no Oeste, a partir das 18h deste sábado, 28. A Festa Estadual do Milho – ExpoFemi 2018, é uma das maiores feiras multissetoriais do Sul do Brasil.  São cerca de 300 expositores em diferentes setores que movimentam a economia regional. Novidades no agronegócio, comércio, prestação de serviço e tecnologia fazem parte da feira que deve atrair aproximadamente 200 mil pessoas de 28 de abril a 6 de maio.

O setor do agronegócio da ExpoFemi 2018, contará com atividades diferenciadas nesta edição da feira. Uma das novidades é a Mostra de Gado Regional que acontece no primeiro final de semana. Cerca de 100 animais da raça Jersey e Holandesa, farão parte da mostra que prevê provas morfológicas e negociações. A programação também conta com shows nacionais e infantis, mostras de equinos e pequenos animais.

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Os principais desafios e oportunidades para o setor da produção de leite em Santa Catarina foram apresentados, nesta quinta-feira, 26, em audiência pública organizada pela Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, em Pinhalzinho, no Oeste catarinense. O evento contou com a presença do secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, lideranças do agronegócio e produtores rurais de mais de 20 municípios da região.

A produção de leite vem numa crescente em Santa Catarina e em 10 anos, o Estado ampliou em 82% a sua capacidade produtiva - chegando a 3,1 bilhões de litros produzidos em 2016.  Atualmente, Santa Catarina é o quarto maior produtor de leite do país e estimativas da Epagri/Cepa apontam para uma produção de 3,4 bilhões de litros de leite em 2017.

Segundo o secretário da Agricultura Airton Spies, a queda nos preços pagos ao produtor, em especial a partir do segundo semestre de 2017, se deve principalmente a um desequilíbrio entre oferta e demanda. Com uma grande oferta de leite e derivados no mercado e uma queda no consumo devido à redução na renda de milhares de famílias brasileiras, os preços do leite despencaram.

Já com uma tendência de aumento nos preços, observada em maio, o setor tem grandes desafios pela frente. De acordo com o secretário Spies, as perspectivas para a produção leiteira são positivas, com expectativa de aumento no consumo em todo o mundo.

 "Para o crescimento consistente de sua produção de lácteos, o Brasil precisa conquistar o mercado externo. E para isso, ainda temos muito dever de casa a fazer. É preciso combinar três fatores: produto de alta qualidade, produzido a custo baixo e organizado em uma cadeia produtiva com logística eficiente. É o tripé que sustenta qualquer atividade econômica sob regras de livre mercado. Não há como imaginar que o Brasil se torne um player importante no mercado mundial de lácteos sem satisfazer essas premissas”.

Frente Parlamentar do Leite

Ao final da audiência, os participantes decidiram criar um grupo com representantes da cadeia produtiva do leite e parlamentares para avançar nas demandas do setor. Entre elas, estão a redução do ICMS, visando igualar a alíquota praticada pelos estados vizinhos, e mudanças no PIS Cofins que incide sobre o setor. A criação de uma frente parlamentar do leite também ficou acertada.

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Marcelo Espinoza
AGÊNCIA AL

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Foto: Divulgação / SEA

Santa Catarina se prepara para exportar leite e manter a sanidade dos rebanhos é um passo fundamental deste processo. O Estado já possui a menor incidência de brucelose e tuberculose bovina do país e agora caminha para a erradicação da doença. Nesta terça-feira, 24, os integrantes da Câmara Setorial do Leite e Derivados discutiram ações para fortalecer a cadeia produtiva do leite e eliminar as doenças dos rebanhos.

Segundo o secretário adjunto da Agricultura e da Pesca, Athos de Almeida Lopes Filho, o setor precisa se preparar para o futuro e erradicar as duas doenças pode ser um grande diferencial para conquistar mercados internacionais. “Precisamos reunir as pessoas que pensam em soluções para o setor leiteiro e buscar alternativas para erradicar a brucelose e a tuberculose em Santa Catarina”, afirmou.

Uma das alternativas levantadas foi criar uma compartimentação, como foi feita com a avicultura, para o setor leiteiro de determinada região. O professor da Udesc, André Thaler Neto, ressalta que Santa Catarina é o Estado brasileiro com mais chances de erradicar as doenças no país e esse pode ser o diferencial do leite catarinense.

Outra demanda levantada é realizar um estudo para conhecer os custos de produção, regras sanitárias, tributos para produção e comercialização nos países do Mercosul. A intenção é unir esforços nacionais para conseguir informações e embasar esse estudo.

Indenizações

Para manter a sanidade dos rebanhos catarinenses, os animais acometidos de brucelose ou tuberculose, são abatidos sanitariamente e os proprietários indenizados pela Secretaria da Agricultura, através do Fundo Estadual de Sanidade Animal (Fundesa). O fundo faz parte da política de defesa sanitária do Governo do Estado e, com a indenização, os produtores podem adquirir animais sadios para continuarem a produção de carne e leite.

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Foto: Cristiano Froeder/ SW Telecom

Santa Catarina investe R$ 5,5 milhões para levar internet ao meio rural. Já em fase final, o Projeto Piloto em Comunidades Rurais Digitais atende 11 municípios com a instalação de antenas repetidoras de sinal de internet e telefonia móvel. Em Bocaina do Sul, na Serra catarinense, o sistema já está funcionando e transformando a vida dos agricultores de oito comunidades rurais.

Para viabilizar o acesso à internet em Bocaina do Sul, a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca e o Programa SC Rural investiram R$ 510 mil na instalação de quatro antenas repetidoras de sinal - uma torre localizada na prefeitura e outras antenas repetidoras nas comunidades de Campinas, Mineiros e Pessegueiros. A estrutura permite que oito das 14 comunidades rurais do município tenham acesso aos serviços – a cobertura chega a 80% do município.

O sistema já está em pleno funcionamento e, até o momento, são 550 usuários cadastrados para utilizar a internet pública nessa primeira fase de testes. Para receber o sinal em suas casas, os produtores rurais devem adquirir uma antena e um dispositivo roteador de wireless, com um custo médio estimado em R$ 600.

O sinal de internet e telefonia permite que os cidadãos tenham acesso a inúmeros serviços, como comércio eletrônico, ensino à distância e turismo rural, além da oportunidade de inclusão digital e social.

Além de Bocaina do Sul, os municípios de Pinheiro Preto, Ipuaçu, Catanduvas, Bom Retiro, Major Vieira, Trombudo Central, Botuverá, Pedras Grandes, Tigrinhos e Anitápolis também terão a infraestrutura para instalação de internet e telefonia móvel. Em alguns casos, as torres repetidoras de sinal são totalmente alimentadas por energia solar, gerada por painéis e kits de bateria.

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Foto: Aires Mariga / Epagri

A colheita da pitaia só termina em maio, mas já é possível afirmar que a safra será boa, com aumento de produtividade em relação ao ano passado. Quem informa é Lidiane Camargo, extensionista rural da Epagri em Criciúma. A região Sul é a maior produtora da fruta no Estado, com 117 famílias agricultoras dedicando-se à atividade. Em muitas propriedades da região, sobretudo em Içara e Turvo, a pitaia é a principal fonte de renda.   

Como a colheita não foi concluída, a extensionista não pode ainda afirmar qual o índice de crescimento de produção e produtividade, mas adianta que os resultados serão animadores.

Há sete anos o cultivo da pitaia se popularizou no Sul de Santa Catarina. Desde então a atividade só vem se expandindo e se fortalecendo. Segundo Lidiane, praticamente todas as propriedades da região aumentaram suas áreas de plantio no último ano.

FRUTA RESISTENTE

Todo esse entusiasmo com o cultivo da pitaia tem motivos. A planta, muita rústica, não é suscetível a doenças e sofre muito pouco com ataques de pragas. Assim, seu manejo é mais simples e o custo de produção menor, já que dispensa agrotóxicos e se desenvolve bem com adubo orgânico.

A fruticultura é uma vocação natural da região e muitos produtores de maracujá acabaram migrando para a pitaia em virtude das vantagens. “O manejo das duas frutas é similar”, explica Lidiane. Houve também quem deixasse a fumicultura para aderir ao novo cultivo, muito menos prejudicial para a saúde do agricultor e de menor impacto ambiental.

O bom valor agregado da pitaia é outro atrativo para os agricultores, além do mercado, que é crescente. “Tem muita gente que ainda nem conhece a fruta”, atesta Lidiane. Boa parte da produção do Sul do Estado fica no comércio local, mas já há produtores vendendo para outras praças, como Curitiba e São Paulo.

NA GRANDE FLORIANÓPOLIS

Apesar de estar mais concentrado na região Sul, o cultivo da pitaia vem aos poucos se expandido pelo Estado. Segundo Lidiane, a fruta se adapta bem a áreas mais quentes e não tem limitações quanto a índices pluviométricos, já que gosta de chuva mas também é resistente a estiagem. Dentro deste cenário, somente a região serrana, onde a temperatura é mais baixa, não é ideal para o cultivo.


Foto: Divulgação / Epagri

Vitório Schmitt, de Antônio Carlos, na Grande Florianópolis, apostou há dois ano nesse novo nicho de mercado e não tem do que reclamar. Possui 1,5 mil pés da planta, que, por serem jovens, ainda não estão na plenitude de sua capacidade produtiva. Esse ano ele teve uma boa colheita, que deve crescer nas próximas safras, já que uma planta produz frutos por até 20 anos.

Esse é mais um agricultor que optou pela pitaia por questões ambientais e de saúde. Ele planta chuchu há 20 anos, mas não estava satisfeito com o crescente volume de agrotóxicos que vinha aplicando na lavoura. Aos poucos está abandonando a hortaliça para se dedicar à pitaia, que não recebe nenhum tipo de agrotóxico. Ele também investe na apicultura, uma atividade que colabora para a produtividade da pitaia, já que a abelhas são importantes para a polinização da fruta.

Vitório vende praticamente toda sua produção de pitaia para o Ceasa, o restante entrega em mercados de Antônio Carlos. Encerra sua colheita na próxima semana com motivos para comemorar.

Mais informações

  • Lidiane Camargo, extensionista da Epagri em Criciúma, pelos fones (48) 3403-1082 / 99623-8154
  • Rosilda Helena Feltrin, extensionista da Epagri em Antônio Carlos, pelos fones (48) 3665-6394 / 98413-1367
  • Vitório Schmitt, agricultor em Antônio Carlos, pelo fone (48) 98404-3716

Informações para a imprensa
Assessoria de Imprensa Epagri
Gisele Dias, jornalista: (48) 99989-2992/3665-5147
Cinthia Andruchak Freitas, jornalista: (48) 3665-5344


Foto arquivo: Jamil Correia da Silva Junior / Cidasc

De olho no mercado internacional, Santa Catarina quer ampliar as exportações de carnes. De acordo com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), nos próximos dias, Coreia do Sul, China, México e Indonésia devem aumentar as compras de carnes brasileiras – principalmente carne suína e de frango, que são o carro-chefe do agronegócio catarinense. Além disso, a Rússia pode retomar as importações da carne suína brasileira.


Foto: Cidasc/Arquivo

O Ministério da Agricultura retira a suspensão da BRF e a empresa pode voltar a exportar carne de frango para União Europeia. O anuncio foi feito pelo próprio ministro Blairo Maggi durante reunião com representantes do Fórum Parlamentar Catarinense, em Brasília, nesta terça-feira, 17. 

A partir de agora, os frigoríficos, que estavam suspensos, estão novamente habilitados a vender carne de frango para o bloco europeu, dependendo ainda de negociações comerciais. Segundo o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, o retorno das exportações para União Europeia é fundamental para Santa Catarina. “O frango é o nosso principal item da pauta de exportações e a Europa é o mercado que compra produtos de grande valor agregado. O continente representa 15,2% das exportações catarinenses de carne de frango, com um faturamento de US$ 364,9 milhões em 2017”, afirma.

Em Santa Catarina, eram três plantas da BRF impedidas de vender o produto para a União Europeia e que agora serão novamente credenciadas, localizadas nos municípios de Concórdia, Chapecó e Capinzal. As estimativas são de que o estado tenha deixado de exportar mais de três mil toneladas no último mês, um prejuízo que chega a US$ 9 milhões.

Novos mercados

Segundo informações do Ministério da Agricultura, nos próximos dias, a Coreia do Sul anunciará os nomes de cinco frigoríficos catarinenses credenciados a exportar carne suína. Outros três importantes mercados devem ampliar a compra de carnes brasileiras: Indonésia, México e China.

Também na próxima semana, a Indonésia deverá anunciar que comprará carnes do Brasil. O México irá habilitar mais 30 plantas para vender carne de frango e uma delegação da China virá em maio para habilitação de novos frigoríficos de carne suína.

“A exportação de carnes para o continente asiático e o México são uma grande esperança para continuidade do crescimento da produção de proteína animal de Santa Catarina”, ressalta Airton Spies.

Avicultura em SC

Santa Catarina é o segundo maior produtor de aves do Brasil, com 2,1 milhões de toneladas produzidas em 2017. Boa parte deste total é destinada ao mercado externo. Hoje, o estado exporta 46,2% de sua produção, que chega a 120 países ao redor do mundo. Os principais mercados da carne de frango catarinense são: Japão, Países Baixos (Holanda e Bélgica), China, Arábia Saudita e Reino Unido.

A avicultura tem o maior Valor Bruto da Produção Agropecuária catarinense, com um faturamento de R$ 6,2 bilhões em 2017.

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Uma parceria entre a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e o Ministério Público do Trabalho (MPT/SC) vai proporcionar atendimento de saúde gratuito para trabalhadores da agroindústria na Grande Florianópolis, além de possibilitar a realização de pesquisas e outras ações relacionadas com o tema.