Foto: Epagri/Arquivo

O interesse pelo uso da homeopatia na agricultura e na pecuária vem crescendo no Estado. Prova disso é o curso que a Epagri inicia nesta sexta-feira, 20, no Centro de Treinamento de Araranguá (Epagri/Cetrar), cujas 75 vagas estão esgotadas. O 3º Curso de Homeopatia Agropecuária no Sul Catarinense terá oito etapas, de um dia por mês, e se estende de abril a novembro.

Entre os participantes da capacitação estão técnicos em agropecuária, engenheiros-agrônomos, médicos-veterinários e agricultores das regiões de Tubarão, Criciúma e Araranguá. O curso é uma realização da Epagri em conjunto com a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e conta com a parceria do Laboratório de Homeopatia da Estação Experimental da Epagri de Lages e das farmácias Homeopáticas Ávila e Maria Rocha.

Com essa capacitação, a Epagri busca incentivar uma agricultura mais sustentável, reduzindo o uso de insumos químicos e medicamentos que fazem parte da agricultura convencional. “Essa redução de insumos químicos possibilita obter um produto mais saudável e até mesmo orgânico para a população rural e urbana”, destaca Marcelo Silva Pedroso, médico-veterinário homeopata da Epagri e coordenador do curso.

Edições anteriores

As duas edições anteriores do curso, realizadas em Araranguá e Urussanga, capacitaram 90 pessoas, das quais cerca de 50 eram produtores rurais. A procura pelas vagas desta edição superou as expectativas dos organizadores. ‘’A homeopatia em Santa Catarina está em franco desenvolvimento e a Epagri é referência nessa área para outras empresas públicas do País. A Empresa incentiva a produção mais sustentável para a população ter um produto mais saudável na mesa e o agricultor ter melhor qualidade de vida’’, destaca Marcelo.

O médico-veterinário explica que, durante o uso de preparados homeopáticos, o agricultor não precisa descartar o leite das vacas nem respeitar períodos de carência para vender as frutas, por exemplo. Essa medida é necessária nos tratamentos tradicionais, que utilizam antibióticos para animais e agrotóxicos para as plantas.

Luciana Ferro Schneider, engenheira-agrônoma da Epagri e secretária do curso, diz que a homeopatia é uma tecnologia recente para a agropecuária. “Técnicos e agricultores terão, com esse curso, a oportunidade de estudar na teoria e aplicar na prática as leis e os ensinamentos da homeopatia”.

Serviço:

O quê: 3º Curso de Homeopatia Agropecuária no Sul Catarinense
Quando: Sexta-feira, 20 de abril (primeira etapa)
Onde: Centro de Treinamento da Epagri de Araranguá - Rua Marcos João Patricio, S/Nº, Bairro Barranca
Mais informações: Marcelo Silva Pedroso, médico-veterinário homeopata da Epagri e coordenador do curso: (48) 3403-1084, 99668-3768 ou mpedroso@epagri.sc.gov.br.

Informações para a imprensa
Gisele Dias, jornalista: (48) 99989-2992/3665-5147
Cinthia Andruchak Freitas, jornalista: (48) 3665-5344


Foto: Aires Mariga / Epagri

A Epagri foi mais uma vez destaque no Prêmio de Expressão de Ecologia, cujos vencedores foram divulgados nesta segunda-feira, 16. Desta vez, a Empresa foi premiada pelo projeto Organização e Melhoria no Sistema de Produção Orgânica de Banana Prata no Extremo Sul Catarinense. Esse será o 15° troféu Onda Verde que a Empresa recebe nos 25 anos da premiação, tornando-se uma das três instituições que mais vezes foi laureada.

O projeto premiado envolve seis municípios do Extremo Sul catarinense onde existe produção orgânica de banana prata (Jacinto Machado, Praia Grande, Timbé do Sul, Ermo, Turvo e Santa Rosa do Sul). São 103 famílias, reunidas em três associações, que passaram a produzir banana de forma orgânica, sem o uso de agrotóxicos ou fertilizantes químicos. No total, elas são responsáveis por 450 hectares de produção orgânica certificada pelo Ministério da Agricultura.

>>> Porto de Imbituba é bicampeão no Prêmio Expressão de Ecologia

Graças ao trabalho da Epagri, as famílias que optaram pela produção orgânica deixaram de depositar em suas propriedades cerca de 337 toneladas de adubos químicos e 45 mil litros de calda de agrotóxicos por ano. Tudo isso foi conquistado por conta dos conhecimentos e tecnologias adquiridas durante o projeto premiado.

SC Rural

O projeto da Epagri, de R$ 1 milhão, teve apoio financeiro do Programas SC Rural, com contrapartida de 50% dos agricultores. Com essa verba, eles foram capacitados e implantaram inovações na forma de produzir bananas orgânicas. Também foram adquiridos novos equipamentos, entre eles um caminhão refrigerado. As famílias ainda passaram a contar com canhões para pulverização de óleo mineral, roçadeiras, caçambas, distribuidores de esterco e casas de embalagem, entre outras estruturas. Todo esse investimento resultou num crescimento de 15% na produção.

Reginaldo Ghellere, gerente regional da Epagri em Araranguá e um dos responsáveis pelo projeto, explica que a produção de bananas é uma vocação natural da região e a transição para a sistema orgânico vem mostrando bons resultados. Os valores pagos pelo produto, por exemplo, são na maioria das vezes superiores ao convencional, com a grande vantagem de variarem muito pouco durante o ano.

A produtividade também não decepciona. Segundo Reginaldo, algumas propriedades da região já alcançam produtividades maiores do que em cultivos convencionais. O custo de produção da banana orgânica - que exige mais mão de obra – tende a diminuir com o aumento da produtividade. “O objetivo da Epagri é que, em quatro anos, a produtividade dos cultivos orgânicos da região se aproxime dos convencionais”, projeta o gerente regional da Epagri.

Outro aspecto positivo é o mercado de bananas orgânicas, que na avaliação de Reginaldo está em franca expansão. Ele conta que a demanda é bastante superior à oferta, garantindo assim um bom preço pago pelo produto, mesmo num cenário com maior produção e produtividade.

O prêmio

O Prêmio Expressão de Ecologia foi criado em 1993 pela Editora Expressão para divulgar e incentivar ações ambientais das empresas da região Sul do Brasil. Em 25 anos de realização, foram 2.643 cases inscritos, das principais empresas, ONGs, prefeituras e entidades do Sul. Na mais recente edição, a Epagri disputou a premiação com outras 125 instituições.

O evento de premiação acontece no dia 20 de julho, na sede da Fiesc, em Florianópolis.

>>> Confira o projeto da Epagri na íntegra

>>> Lista completa dos vencedoresista completa dos vencedores

Mais informações
Reginaldo Ghellere, gerente regional da Epagri em Araranguá, pelo fone (48) 35290303 / 99988-4481

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A edição de abril do Boletim Agropecuário da Epagri/Cepa traz uma boa notícia sobre o leite. Pela primeira vez na história, Santa Catarina superou o Paraná na quantidade de leite adquirido pela indústria. O documento também aponta para a alta nos preços da cebola e do milho e mostra que produtores de arroz vem sofrendo com custos. Já o alho vem sendo ameaçado por dificuldades na comercialização.

O Boletim Agropecuário é um documento emitido mensalmente pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa). Ele apresenta, de forma sucinta, as principais informações conjunturais referentes ao desenvolvimento das safras, da produção e dos mercados para produtos selecionados, usando informações referentes à última quinzena ou aos últimos 30 dias.

>>> Leia o documento na íntegra

Resumo das análises desde mês:

Leite

Pela primeira vez na história a quantidade de leite adquirido pelas indústrias inspecionadas de Santa Catarina foi maior que a do Paraná. A informação faz parte da Pesquisa Trimestral do Leite, realizada pelo IBGE e divulgada recentemente, que consolidou os dados de 2017 e que mostra a rápida e acentuada alteração geográfica na industrialização de leite no Brasil. Em 2016, Santa Catarina já havia ultrapassado Goiás neste índice.

O Boletim mostra ainda que produção dos meses recentes é decrescente e os preços tendem a se recuperar.

Cebola

Com mais de 90% da safra comercializada, Santa Catarina se confirma como o maior produtor de cebolas do país. Esta posição é fruto dos avanços tecnológicos, infraestrutura produtiva das unidades familiares de produção, associada à cultura e conhecimento técnico e inserção nos mercados dos agricultores familiares.

A safra catarinense é comercializada, geralmente, até os meses de abril e maio. Após uma certa retração nos preços e mercado pouco movimentado nas primeiras semanas de março, no final do mês e início de abril os preços reagiram. Nas regiões de Ituporanga e Rio do Sul, o preço pago aos produtores girou entre R$ 1,50 e R$ 2/kg no início de abril.

As importações em março se expandiram significativamente, chegando a 22,546 mil toneladas. Um crescimento de 600% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram importadas 3,5 mil toneladas do produto.

Milho

Os preços apresentaram forte reação desde o início do ano (24% de alta). Em relação ao mês anterior, o preço apresentou, em média, alta de 17,9% no Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina. Quando comparado a março de 2017, o aumento no preço foi de 16,7%. Estes são os valores mais elevados registrados desde dezembro de 2016.

A situação preocupa o setor agroindustrial do Estado, que enfrenta historicamente um amplo déficit entre o consumo e a produção de milho. Em 2016, por exemplo, a demanda pelo grão totalizou 6,6 milhões de toneladas, enquanto a oferta fechou em 3,3 milhões de toneladas.

Arroz

A colheita do arroz entra em reta final e sinaliza para uma “safra cheia”. No entanto, os baixos preços recebidos pelo produtor e alto custo de produção têm gerado dificuldade de permanência na atividade.

O preço médio pago ao produtor catarinense em março de 2018 foi de R$ 32 a saca de 50 kg, o menor observado para o mês desde 2011. Já na comparação com fevereiro, os preços em março foram 23,9% menores. Enquanto isso, os custos de produção têm sido crescentes nas últimas safras. O documento revela que, na média, os preços têm cobrido apenas parte dos custos variáveis ou nem isso.

Alho

As coletadas a campo realizadas pela Epagri/Cepa junto a diversos parceiros e cooperativas de comercialização mostram que os preços pagos aos produtores permanecem nos patamares de março e com tendência de baixa neste momento. Isso é reflexo do aumento nas áreas plantadas em diversos países, inclusive no Brasil e em Santa Catarina, bem como das condições climáticas mais favoráveis em países exportadores, como a China, que recuperou sua produção após a safra anterior ter sofrido perdas por estiagem.

Outros produtos

Essa edição do Boletim traz ainda análises sofre banana, feijão, trigo, soja, frangos, bovinos e suínos.

Mais informações
Reney Dorow, gerente da Epagri/Cepa, pelos fones (48) 36655078 / 98801-1219

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Foto: Divulgação / Epagri

A nova Lei Estadual da Piscicultura atende uma demanda antiga dos pescadores catarinenses, que terão uma norma condizente com a realidade de Santa Catarina. O Governo do Estado encaminhou o Projeto de Lei para Assembleia Legislativa e aguarda o resultado da votação em plenário.

O Projeto é uma atualização da Lei nº 15.736/2012, que disciplina a piscicultura de águas continentais no estado e busca adequá-la ao Código Florestal Brasileiro e ao Código Estadual do Meio Ambiente. A principal mudança será nos critérios para o licenciamento ambiental. A proposta é que a piscicultura seja permitida em áreas de preservação permanente – seguindo critérios que liberem a produção, sem comprometer a preservação da vegetação nativa.

A piscicultura catarinense tem características diferentes de outros estados. Em Santa Catarina, a grande maioria das propriedades tem menos de 50 hectares e conta com mão de obra familiar. Com o espaço reduzido, 95% dos açudes e viveiros para cultivo de peixes de água doce estão em áreas de preservação permanente. E, por isso, os produtores não possuem licença ambiental, ficando impossibilitados de acessar o crédito rural, os programas de fomento do Governo Federal e Estadual e, até mesmo, as medidas de recuperação ambiental.

A verdade é que tanto o Código Florestal quanto o Código Estadual do Meio Ambiente já autorizam a piscicultura em áreas de preservação permanente. Então a Lei Estadual da Piscicultura irá apenas regulamentar o licenciamento ambiental e dar mais segurança jurídica aos piscicultores, que em sua maioria são agricultores familiares.

A nova Lei da Piscicultura foi elaborada em conjunto pela Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, Instituto do Meio Ambiente (IMA), Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Epagri e Polícia Militar Ambiental.

Piscicultura em Santa Catarina

Santa Catarina conta com mais de 30 mil piscicultores, entre amadores e comerciais. O estado está entre os principais produtores de peixes de água doce do país, com uma produção de 43,3 mil toneladas em 2016.

Em termos financeiros, os piscicultores profissionais produziram 29.637 toneladas de peixes e geraram mais de R$ 133 milhões em 2016. A produção está concentrada nas regiões de Tubarão, Joinville, Rio do Sul e Blumenau. E a espécie mais produzida no estado é a tilápia.

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Grande exportador de carne suína e de frango, Santa Catarina vem ganhando espaço também nas vendas internacionais de carne bovina. A quantidade exportada vem crescendo ano a ano. No primeiro trimestre de 2018, já foram embarcadas 1,2 mil toneladas de carne bovina – quatro vezes mais do que no mesmo período de 2017.

Nos últimos três meses, o faturamento com as exportações do produto passou de US$ 4,1 milhões – 277,2% a mais do que no primeiro trimestre do último ano. O principal destino para a carne bovina catarinense é Hong Kong, que compra 77% do total exportado pelo Estado.

>>> Ouça o boletim da Rádio Secom sobre o assunto

O interesse do mercado internacional pelas carnes produzidas em Santa Catarina, incluindo aves e suínos, é um dos resultados da excelência sanitária do Estado. O rebanho catarinense é reconhecido como livre de febre aftosa sem vacinação e livre de peste suína clássica. Outra característica dos bovinos de corte produzidos no Estado é a presença de raças europeias, que dão origem a uma carne diferenciada.

“Embora Santa Catarina ainda tenha um déficit de 50% de carne bovina para abastecer o consumo interno, pela alta qualidade da carne produzida e pelo diferencial de excelência sanitária do rebanho, nós temos um bom potencial para exportar para os mercados mais exigentes do mundo. Esta é uma oportunidade para gerar ainda mais riquezas na agropecuária catarinense e as exportações estão só começando”, afirma o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies. Em 2017, Santa Catarina produziu cerca de 135 mil toneladas de carne bovina.

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Foto: Cidasc

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) tem um novo presidente: Luiz Alberto Rincoski Faria tomou posse nesta segunda-feira, 9. Luiz Alberto é natural de Curitiba (PR), médico veterinário, formado pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), com especialização em Produção de Ruminantes pela Universidade Federal de Lavras (UFLA). Desde 1985, desenvolve atividades ligadas à produção agropecuária em Santa Catarina, tendo experiência na área de zootecnia com ênfase em produção animal.

“Assumo hoje um grande desafio e espero trazer um pouco da minha experiência para somar ao trabalho já realizado pela Cidasc”, afirmou o novo presidente. Luiz Alberto ressaltou ainda a competência técnica da Companhia, que foi fundamental para que Santa Catarina se tornasse referência em sanidade agropecuária. “A credibilidade da Cidasc é reconhecida nacional e internacionalmente e é inegável a competência de seu corpo técnico”.


Foto: Agência de Notícias/Embrapa

O setor produtivo de carnes ganha espaço no mercado internacional e Santa Catarina amplia vendas para China e Hong Kong. Em março, os dois países foram os principais destinos das carnes produzidas no Estado e garantiram o aumento no faturamento com as exportações. No último mês, as vendas internacionais de carne suína e de frango geraram uma receita de US$ 194,9 milhões.

Em março, Santa Catarina exportou 83,6 mil toneladas de carne de frango, faturando US$ 143,9 milhões, um incremento de 23,7% em relação a fevereiro. O resultado positivo pode ser explicado pelo aumento das vendas para China, Hong Kong e México. Os três países estão na lista dos dez principais compradores da carne de frango catarinense e, juntos, responderam por 22,7% do valor das exportações.

No acumulado do ano, Santa Catarina já recebeu US$ 380,3 milhões pela venda de 219,4 mil toneladas de carne de frango. O desempenho é 12,7% menor do que o observado no mesmo período de 2017.

Segundo o secretário da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, as carnes continuam sendo o principal produto da pauta de exportações do agronegócio catarinense. “As expectativas são do retorno das exportações de frango para União Europeia nos próximos meses e de um provável aumento das compras da China em decorrência do aumento das tributações para carne suína americana”, ressalta.

Carne suína

As vendas internacionais de carne suína também seguem em crescimento. Em março, foram embarcadas 25,5 mil toneladas do produto, com receitas que passam de US$ 51 milhões (28% e 22,2% a mais do que em fevereiro). O principal mercado da carne suína catarinense é a China, que ampliou em 108,9% as compras do produto, em relação a março de 2017.

No último mês, o país importou 9,6 mil toneladas de carne suína – 109,8% a mais do que no ano passado. Hong Kong e Chile também aumentaram as compras e acabaram minimizando os impactos do embargo temporário da Rússia para as carnes brasileiras.

Em 2018, o Estado já exportou 70,6 mil toneladas de carne suína, com receitas que passam de US$ 144 milhões. Os valores são inferiores aos registrados nos primeiros meses de 2017. O faturamento foi 10,5% menor e a quantidade teve uma queda de 1,53%.

“Os primeiros três meses do ano foram turbulentos para o mercado externo de carnes, mas com o fim do inverno no Hemisfério Norte é provável que as demandas aumentem, reequilibrando a produção de Santa Catarina”, explica Airton Spies. O secretário lembra ainda que a proteína animal é o carro-chefe da agropecuária catarinense e responde por 60% do PIB da Agopecuária.

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Enori Barbieri - Cidasc
Foto: Ascom - Cidasc

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca e presente em todos os municípios catarinenses, comemora 39 anos de fundação em 2018. Com 19 Departamentos Regionais, um Terminal Graneleiro em São Francisco do Sul e o Escritório Central em Florianópolis, a Cidasc conta com um quadro de aproximadamente 1.000 profissionais comprometidos com a defesa sanitária animal, vegetal e inspeção dos produtos de origem animal.

“Desde 2011 conseguimos realizar com recursos próprios investimentos no valor de R$ 10,3 milhões em defesa sanitária animal, vegetal e inspeção. Através dos convênios com o Programa SC Rural, realizamos investimentos em estrutura e melhoria da competitividade da agricultura familiar em Santa Catarina no valor de 18,6 milhões de Reais. Em convênio com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) foram investidos R$ 10,5 milhões em ações inerentes às áreas de defesa agropecuária. Foram anos de intenso trabalho, realizado com responsabilidade, transparência e austeridade”, avaliou Enori Barbieri.

O Estado exporta para quase 150 países, gerando 60 mil empregos diretos em frigoríficos e indústrias da carne em Santa Catarina e conta com 18 mil produtores integrados (suínos e aves).

“Os resultados destes sete anos de minha gestão reafirmam o orgulho do dever cumprido, com elevado grau de comprometimento, respeito aos cidadãos, aos funcionários, aos produtores rurais, iniciativa privada e entidades do setor”, concluiu.

Dentre os avanços no setor administrativo e pensando no futuro dos seus profissionais, em janeiro de 2016, a Cidasc implantou o novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos empregados públicos existentes nos quadros da Companhia. A medida teve como fim assegurar a valorização profissional dos colaboradores. Além disso em 2016, para reforçar o quadro de empregados, foi realizado concurso público para médicos veterinários e agentes operacionais, que estão sendo efetivados gradativamente neste ano.

Defesa Sanitária Animal

A Cidasc mantém a excelência da qualidade dos rebanhos catarinenses através do esforço ininterrupto dos seus colaboradores. Desde 2011 até hoje, emitiu mais de 8 milhões de certificados de Guia de Trânsito Animal – GTA, média anual de 1,3 milhão. Em 2013 a Cidasc fez o lançamento do Guia de Trânsito Animal via internet (e-GTA), ferramenta voltada para beneficiar o produtor rural e agilizar a emissão de documentos.

A Organização Mundial de Saúde Animal – OIE renova anualmente a certificação de Santa Catarina como zona livre de Febre Aftosa sem vacinação, primeiro e único Estado brasileiro a conseguir esta honraria. Em 2015, Santa Catarina também foi reconhecida pela Organização como zona livre de Peste Suína Clássica.

Durante este período houve uma expressiva abertura para o mercado internacional. Em 2016 ocorreu o emblemático embarque de quatro mil terneiros vivos destinados à Turquia, o que fortaleceu ainda mais o cenário produtivo catarinense.

Laboratórios

Os Laboratórios de Diagnóstico Animal realizam atividades de apoio aos Programas da Defesa Sanitária Animal no Estado de Santa Catarina. A Cidasc conta com dois laboratórios próprios, localizados em Joinville e Chapecó, e 12 laboratórios conveniados.

Em 2016 os laboratórios da Cidasc foram acreditados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia – Inmetro, o que garantiu rastreabilidade, confiabilidade e segurança para em 2017 receber o credenciamento do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa.

Defesa Sanitária Vegetal

Santa Catarina é o maior produtor brasileiro de maçãs, com 60% da safra nacional, e em 2014, o Estado conquistou o status de área livre da Cydia pomonella.

A Cidasc emite 100 mil Permissões de Trânsito de Vegetais – PTVs, consolidando a proteção às espécies vegetais catarinenses tanto quanto a produção agropecuária que compõe o mercado rural.

Avançamos significativamente nas atividades de rastreabilidade. O Programa e-Origem, lançado em 2017, foi desenvolvido em parceria com a Epagri e a Ceasa/SC com o objetivo de monitorar e fiscalizar o uso inadequado de agrotóxicos e apurar responsabilidades, protegendo a saúde do produtor e do consumidor, além de preservar o meio ambiente.

O Serviço de Classificação de Produtos de Origem Vegetal da Cidasc, que tem por objetivo oferecer produtos nos padrões físicos de qualidade estabelecidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa, realizou a classificação de 1 trilhão de toneladas de produtos de origem vegetal por ano através de 15 postos de classificação. Além disso, certificou sete empresas com o Selo de Conformidade Cidasc até o final de 2017.

Em matéria de Educação Sanitária, a Cidasc desenvolve o Projeto Sanitarista Junior. Em parceria com o Governo do Estado, o Mapa e o Ministério Público do Estado desenvolve ações de Educação Sanitária em Defesa Agropecuária como tema transversal no currículo de estudantes de escolas municipais e estaduais de Santa Catarina. Atualmente, o Projeto está presente em 100 escolas de 42 municípios catarinenses, e já formou mais de 7 mil alunos.

Terminal Graneleiro

O Terminal Graneleiro de São Francisco do Sul apresentou crescente movimentação nas exportações de 2011 até hoje. Movimentando cerca de 6 milhões de toneladas de grãos expedidas pelo corredor exportação anualmente.

Desde 2011, vultosos investimentos foram realizados no Terminal, como o Alfandegamento e investimentos em infraestrutura utilizados nas operações de embarque de navios.

Inspeção

Em 2011, a Cidasc adotou um novo modelo de Inspeção inspirado nas experiências de países como a Nova Zelândia, Austrália, França e Alemanha.

Hoje é permitido que as indústrias contratem prestação de serviços de médicos veterinários do setor privado para executar os serviços de inspeção. Entretanto, estes profissionais devem estar vinculados a uma instituição credenciada pela Cidasc e também preencherem requisitos apresentados pelos editais da Companhia.

São 400 profissionais, vinculados a 13 empresas credenciadas, habilitados pela Companhia a prestar o serviço em todo o estado. Os convênios de cooperação realizados entre as Prefeituras catarinenses e a Cidasc resultou na efetivação de 85 profissionais cedidos pelos municípios para atuarem na área de inspeção. A Cidasc monitora esta atividade através de 37 médicos veterinários que atuam na fiscalização das inspeções.

Além disso, o Sistema de Inspeção Estadual – SIE atende 1.157 estabelecimentos registrados, dos quais cerca de 554 estabelecimentos estão ativos no SIE, sendo 180 da indústria do abate.

“Por fim, agradeço a todos pelo empenho e dedicação em prol de todas as conquistas deste período da nossa gestão, de 3 de janeiro de 2011 a 5 de abril de 2018. Tudo foi possível graças a uma equipe de profissionais comprometidos com a sociedade catarinense. Tenho orgulho de ter tido esta oportunidade, agradeço a todos pelo apoio e confiança, fico com a sensação de dever cumprido. Desejo que a próxima gestão possa dar continuidade às conquistas e avançar nos pontos que não conseguimos ter êxito, fazendo da Cidasc uma empresa ainda mais conhecida e respeitada, tanto pelos seus empregados como pela sociedade”, disse o presidente.

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Marégrafo de Florianópolis, no Extremo-Sul da Ilha, foi o primeiro a ser instalado. Crédito: Matias Boll/Epagri

Pesquisadores e professores de todo o país estarão reunidos na sede da Epagri, em Florianópolis, entre os dias 10 e 12 de abril, para o IV Workshop sobre Mudanças Climáticas em Zonas Costeiras: Monitoramento e Modelagem. O objetivo é fomentar e consolidar pesquisas que visem o monitoramento e modelagem climática regional em áreas costeiras no Brasil. A Epagri é detentora de uma das mais completas e modernas redes de monitoramento da maré do país, com nove estações maregráficas instaladas desde Itapoá, no Norte do Estado, até Passos de Torres, no Extremo-Sul.

O evento é promovido pela Subrede Zonas Costeiras da Rede Clima e pelo Sistema de Monitoramento da Costa Brasileira (SIMCosta), com apoio da Epagri. Ao reunir professores e pesquisadores que atuam na área, o workshop busca tornar mais eficaz e eficiente o binômio observação-modelagem climática em zonas costeiras do Brasil. Além de permitir o compartilhamento de conhecimento e experiências, o evento é um espaço para busca de tecnologias e iniciativas inovadoras.

Na programação, palestras e apresentações orais de representantes de programas de governo e de projetos de pesquisa na área. Ao final do segundo dia, haverá discussão do binômio observação-modelagem, para formulação de ações integradas. No terceiro dia, serão formados dois grupos de trabalho que vão discutir as potencialidades e limitações do setor, apontando gargalos e gerando recomendações para contribuir com o avanço das pesquisas e ações. O evento também terá apresentação de trabalhos, na forma de painéis.

Monitoramento costeiro em SC

O monitoramento da costa catarinense vem sendo realizado desde 2012 pelo Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia da Epagri (Epagri/Ciram). Naquele ano, foi instalado o primeiro marégrafo, em Florianópolis, vinculado à um projeto de pesquisa. A partir de 2014, teve início a montagem da rede de monitoramento costeiro, que conta hoje com nove pontos monitorados (na Capital, Ilha da Paz, Itapoá, São Francisco do Sul, Balneário Camboriú, Imbituba, Laguna, Balneário Rincão e Passo de Torres). Além de marégrafos, também conta com duas estações meteorológicas e um correntômetro.

Todos os equipamentos são automáticos, lendo e transmitindo os dados de forma autônoma para a sede da Epagri/Ciram, em Florianópolis. Esses dados são qualificados e atualizados no site da instituição a cada hora, todos os dias do ano. 

Dados do IBGE de 2016 mostram que cerca de 40% da população catarinense (2,7 milhões de pessoas) vivem na zona litorânea, que responde por 9% da área total do Estado. A região é responsável pela geração de 30% do Produto Interno Bruto, também de acordo com o IBGE.

Santa Catarina conta com dois portos entre os dez maiores do Brasil e quatro entre os 20 maiores. Em conjunto, estes portos reforçam a importância econômica da região, sendo que três deles (São Francisco do Sul, Itapoá e Imbituba) são parceiros da Epagri no projeto. A pesca também uma é atividade de importância econômica e social para Santa Catarina, além do turismo e da prática de esportes náuticos, atividades que são beneficiadas pelo serviço prestado pela Epagri/Ciram. A rede também é fundamental para gerar dados que embasam pesquisas realizadas pela Epagri ou outras instituições.

A rede de monitoramento costeiro de Santa Catarina foi instalada pela Epagri com recursos do Programa SC Rural, CNPq, Finep, Fapesc, entre outros.

Serviço
O quê: IV Workshop sobre Mudanças Climáticas em Zonas Costeiras: Monitoramento e Modelagem
Quando: de 10 a 12 de abril
Onde: no auditório da Epagri, em Florianópolis (Rodovia Admar Gonzaga, 1.347, Itacorubi)
Informações para a imprensa sobre a rede de monitoramento costeiro em SC: Matias Boll, pesquisador da Epagri/Ciram, pelos fones (48) 99911-3767 / 3665-5174

Informações para a imprensa
Gisele Dias, jornalista: (48) 99989-2992/3665-5147
Cinthia Andruchak Freitas, jornalista: (48) 3665-5344


Foto: Jeferson Baldo / Secom

Modernização e ampliação na aduana de Dionísio Cerqueira foram pleiteadas pelo governador Eduardo Pinho Moreira nesta quinta-feira, 5, na sede da Receita Federal, em Brasília. A intenção é dar maior vazão no transporte de mercadorias pelo único porto seco do Estado, na divisa entre Santa Catarina e Argentina. “Precisamos agilizar estas melhorias na aduana, pois não há sentido deixarmos mercadorias paradas no local por falta de estrutura e profissionais. Cobramos atenção especial da Receita Federal e do Ministério da Agricultura”, frisou o governador.

Apesar da relevância para a economia de Santa Catarina, o governador observa que a atual estrutura enfrenta grandes dificuldades para suprir a demanda existente, como filas de caminhões que ultrapassam uma semana de espera. Esta realidade reduz a competitividade catarinense, já que muitos caminhões migram para os estados vizinhos, onde estão instaladas aduanas que funcionam com a participação da iniciativa privada.

CORREDOR DE MILHO

De acordo com o secretário da Pesca e Agricultura, Airton Spies, que também acompanhou a audiência, mesmo a aduana tendo sido reformada recentemente faltam profissionais na área aduaneira e de proteção sanitária. “Precisamos melhorar os serviços da fronteira, pois Santa Catarina tem uma proposta de trazer o milho do Paraguai e da Argentina, através do corredor do milho, entrando em nosso Estado por Dionísio Cerqueira. Com este corredor, o local receberia mais 150 caminhões todos os dias, condição que a estrutura atual não comporta”, afirmou.

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Moreira explicou que o milho que chega ao Estado atualmente vem do Centro-Oeste, ou seja, percorre um trecho de 2 mil quilômetros, o que encarece o produto que é essencial para o agronegócio catarinense. “O milho vindo do Paraguai, passando pela Argentina e entrando por Dionísio Cerqueira, diminui a distância em mil quilômetros, e isso diminui o preço”, comparou.

O QUE DIZ A RECEITA

Além do governador, participaram a secretária de Articulação Nacional, Lourdes Coradi Martini, os três senadores catarinenses e prefeitos da região Oeste. O secretário da Receita Federal, Jorge Antônio Deher Rachi, comprometeu-se a encaminhar uma equipe a Dionisío Cerqueira para avaliar a estrutura da aduana. O prefeito do município se comprometeu em doar 30 mil metros quadrados de um terreno municipal para abrigar os caminhões que precisam estacionar no local.

Rachi ressaltou que irá avaliar o pedido de integração dos serviços da área aduaneira e de proteção sanitária para que o processo seja mais célere. De acordo com Spies, essa integração já é uma realidade em outras aduanas do país e aumenta o ritmo de atendimento. Em relação a uma possibilidade de concessão para que o porto seco catarinense possa ter a participação da iniciativa privada, o secretário da Receita Federal disse não ter uma solução de imediato.

A aduana de Dionísio Cerqueira também foi eleita para ser uma das áreas de free shop na entrada do Brasil, no entanto, é necessário que o local seja estruturado para que este desejo se transforme em realidade.

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