Brasil conquistou status sanitário de zona livre de febre aftosa com vacinação. Para comemorar essa vitória, lideranças do agronegócio catarinenses se reúnem nesta quinta-feira, 5, às 10h, em Chapecó. O secretário adjunto da Agricultura e da Pesca, Athos de Almeida Lopes Filho, estará presente no evento, organizado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc).

A Epagri promove na terça-feira, 10, seminário sobre qualificação da cadeia produtiva do Queijo Artesanal Serrano (QAS). O evento acontece das 9h às 17h no campus de Lages da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas nos escritórios municipais da Epagri ou contatando pelo grl@epagri.sc.gov.br e (49) 3289-6400. O evento marca o início das capacitações de técnicos e produtores em Boas Práticas Agropecuárias e Boas Práticas de Fabricação, que ocorrerão durante esse ano na Serra catarinense.

O ciclo de palestras será aberto com o tema “A importância do processo de qualificação para fortalecimento da cadeia produtiva do Queijo Artesanal Serrano”, a ser apresentado por Charli Beatriz Ludtke, representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). “O Modo de Fazer Queijo Artesanal Serrano como patrimônio culinário imaterial de Santa Catarina” será abordado pelo presidente da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), Rodolfo Pinto da Luz.

“A importância da organização e dos produtores como protagonistas do processo de qualificação e autocontrole” será colocada em debate pela Federação das Associações de Produtores de Queijo Artesanal Serrano (Faproqas). Por fim, Bruno Cabral, mestre queijeiro, formado em gastronomia pela Escola de Hotelaria e Restauração de Barcelona, na Espanha, discute com os participantes “Valorização e características do Queijo Artesanal Serrano frente ao mercado e tendências do consumo”. O encerramento será marcado pela primeira mostra de Queijo Artesanal Serrano, dirigida pelo chef Bruno.

Lançamento

Outro destaque da programação será o lançamento do livro “Caracterização ambiental e delimitação geográfica dos Campos de Cima da Serra”, marcado para às 11h15. A obra, editada pela Epagri, traz um levantamento das características ambientais da região, um dos documentos exigidos no processo que solicita Indicação Geográfica (IG) para o Queijo Artesanal Serrano.

A Indicação Geográfica é uma forma de valorização do produto de uma região ou território, cuja procedência adquiriu notoriedade em decorrência do modo de fazer, das características ambientais locais e outros fatores. O champanhe é um exemplo clássico.

No Brasil, quem avalia o pedido e decide pela concessão ou não da Indicação é o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), que já recebeu todos os documentos referentes ao Queijo Artesanal Serrano. A IG está sendo solicitada na modalidade de Denominação de Origem (DO). Caso seja concedida, essa será a primeira certificação em DO para queijos do Brasil.

Tradição

O QAS, feito a partir de leite cru, faz parte da tradição, da alimentação e da renda das famílias da Serra catarinense e dos Campos de Cima da Serra do Rio Grande do Sul desde 1700. É um pedaço da história que reúne características únicas, como o “saber-fazer” que cruzou o Atlântico com os portugueses, o clima frio dos campos de araucárias e o leite das vacas de corte alimentadas com pastagem nativa.

A região geográfica delimitada como produtora do QAS, denominada Campos de Cima da Serra, compreende 18 municípios da Serra catarinense e 16 da região Nordeste de altitude do Rio Grande do Sul, totalizando 34 mil km2. São aproximadamente 3,5 mil pecuaristas familiares que produzem o queijo, utilizando somente leite da propriedade.

Serviço
O quê: Seminário sobre qualificação da cadeia produtiva do Queijo Artesanal Serrano
Quando: dia 10 de abril, das 9h às 17h
Onde: No campus de Lages da Uniplac. Av. Castelo Branco, 170, Bairro Universitário
Inscrições gratuitas: grl@epagri.sc.gov.br / (49) 3289-6400 ou nos escritórios municipais da Epagri
Informações e entrevistas: Andréia Meira Schlickmann, extensionista social da Epagri, pelo fone (49) 32896426

Informações para a imprensa
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A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca investirá R$ 3,2 milhões na aquisição de distribuidores de água. Serão aproximadamente 190 equipamentos cedidos para os municípios que mais sofrem com a falta de chuvas no Estado. A ação do Programa Água pra o Campo visa minimizar os efeitos da estiagem, dando mais competitividade ao agronegócio catarinense.

Os períodos de seca costumam deixar prejuízos no meio rural de Santa Catarina, afetando, principalmente, o andamento da safra e o desempenho da produção animal. Com os distribuidores, as prefeituras poderão abastecer o interior do município com água potável para o consumo das famílias rurais ou para os animais. Os equipamentos comportam de 4 mil a 6 mil litros de água e serão acoplados a tratores agrícolas já cedidos aos municípios anteriormente.

Segundo o secretário da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, os equipamentos são uma segurança de abastecimento nos períodos críticos de falta de chuva. “Santa Catarina é um estado que tem problemas frequentes com estiagens e, como temos uma grande produção animal, as propriedades têm sofrido com isso”

Spies explica que os distribuidores de água, quando acoplados em tratores, podem atender os locais mais distantes dos municípios. “Os tratores deslocam esses distribuidores de um forma muito rápida, permitindo, inclusive, o carregamento de água em locais de difícil acesso, onde o caminhão pipa não chegaria”, destaca.

Os primeiros 100 distribuidores de água já foram adquiridos pela Secretaria da Agricultura, num investimento de R$ 1,6 milhão, e a expectativa é de que o restante seja comprado ao longo do ano.

Cisternas

O Programa Água para o Campo já investiu mais de R$ 12,4 milhões em financiamentos para construção de 317 cisternas de 500 mil litros em Santa Catarina. Através do Programa, os produtores rurais tiveram um bônus de 50% do valor financiado caso optassem por quitar o pagamento no primeiro ano.

A intenção é incentivar os produtores rurais catarinenses a investirem na construção de cisternas para captação de água da chuva, assegurando o abastecimento nas propriedades rurais com água de qualidade, inclusive durante as estiagens. As regiões beneficiadas foram Concórdia, Seara, Joaçaba, Campos Novos, Videira, Xanxerê, Chapecó, Palmitos, Maravilha, Quilombo, São Lourenço do Oeste, Itapiranga e São Miguel do Oeste.

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Foto: Nilson Teixeira/Arquivo Epagri

Com uma demanda cada vez maior e a previsão de redução na safra brasileira de milho, lideranças do agronegócio pensam em alternativas para o abastecimento do grão e a manutenção da competitividade das agroindústrias instaladas no Sul do país. A intenção das agroindústrias é buscar o grão diretamente do maior produtor mundial de milho: os Estados Unidos. Boa parte da carga viria direto para Santa Catarina – grande produtor de carnes e grande importador de milho. O assunto foi tratado nesta segunda-feira, 26, por representantes do Governo do Estado, dos produtores rurais e da iniciativa privada durante reunião na Fiesc. 

Este ano, a previsão é que Santa Catarina importe cerca de quatro milhões de toneladas de milho de outros estados e do exterior para abastecer o setor produtivo de carnes. Com a redução da safra brasileira e a alta nos preços do insumo, uma das soluções apontadas pelos representantes das agroindústrias é a importação de milho proveniente dos Estados Unidos - principalmente em períodos de desabastecimento. Hoje, a compra do grão já é permitida, porém com restrições burocráticas que acabam dificultando a entrada do carregamento no Brasil. A proposta da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) é de que essas condições sejam revistas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O milho americano chegaria em Santa Catarina com um preço mais competitivo para as agroindústrias, em um valor inferior ao praticado no Brasil. A importação de milho de outros países já é uma realidade no estado. O setor produtivo de carnes espera para os próximos dias a chegada de dois navios, vindos da Argentina, com 60 mil toneladas de milho.

A entrada do grão importado deve influenciar nos preços da saca de milho no estado, ainda mais com a queda nas exportações da safra brasileira de milho. O secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, explica que os preços do milho em outros países estão mais atrativos, diminuindo as compras internacionais da safra brasileira. Ou seja, aumenta a oferta de milho dentro do país e o preço volta a um equilíbrio.

Milho em Santa Catarina 

O milho é o principal ingrediente das rações que alimentam suínos e aves em mais de 18 mil granjas em Santa Catarina. E a alta nos preços do grão influenciam diretamente a competitividade das agroindústrias instaladas no estado. Esta semana, em Chapecó, as indústrias estão pagando em média R$ 40 pela saca de milho – R$ 10 a mais do que em janeiro.

“A cadeia produtiva de carnes brasileira está muito bem estruturada, mas possui um elo solto, que é o fornecimento de milho. Hoje, nós estamos numa gangorra onde um ano ganha a indústria de carnes e outro ano ganha o produtor de milho e precisamos de mecanismos para equilibrar o preço”, destaca o secretário Airton Spies.

O cenário da produção de milho no país é complexo e itens como o crescimento das exportações brasileiras de grãos, principalmente via portos do Arco Norte, o milho destinado à fabricação de etanol e a perda de área plantada na safra de verão também têm influencia no preço do insumo.

Os preços costumam interferir também na próxima safra de milho. Normalmente, em anos em que o preço é baixo, como foi em 2017, os produtores acabam não investindo na produção de milho e buscando culturas mais rentáveis – o que diminui a oferta do grão no país. Em Santa Catarina, as lavouras de milho encontram dois fortes concorrentes: a soja e o milho silagem (utilizado na alimentação de bovinos de leite). “A produção de milho varia muito em Santa Catarina por causa do clima, que interfere diretamente no andamento da safra, e das expectativas de preço. Para reduzir a volatilidade dos preços de milho é fundamental pensarmos na compra antecipada e em aumentar a capacidade de armazenagem do grão”, ressalta Spies. 

Uma alternativa para Santa Catarina é investir em culturas alternativas para alimentação animal, como, por exemplo, o trigo e a cevada, muito utilizado para ração animal em outros países. 

Safra de Milho 2017/18

As lavouras catarinenses devem produzir 2,4 milhões de toneladas de milho em 2018 – 20,4% a menos do que na última safra. A área plantada para o milho grão será de 310 mil hectares.

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Foto: Aires Mariga/Epagri
 
Para incentivar a competitividade e promover o agronegócio em Santa Catarina, o governador Eduardo Pinho Moreira sancionou nesta terça-feira, 27, o decreto prorrogando a redução do ICMS para suínos vivos, erva-mate, alho e madeira serrada em bruto até 31 de março de 2019. “Este benefício tem importância especial para os produtores independentes e para a agricultura familiar. Este é um dos compromissos do nosso Governo e, para isso, estamos adotando medidas que promovam o agronegócio, setor essencial da economia catarinense”, afirmou o governador.

A ação deve favorecer mais de 30 mil produtores em todo o Estado, de acordo com os dados da Secretaria de Estado da Agricultura e Pesca (SAR). Ao todo, são 13.120 criadores de suínos, 704 de alho, 7.500 de erva-mate e 8.764 produtores de madeira e atividades de apoio.

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EQUIPARAÇÃO


“A redução no ICMS desses produtos equipara as alíquotas com aquelas praticadas em outros estados”, explica o secretário de Estado da Fazenda, Paulo Eli. Para suínos vivos a redução na base de cálculo foi de 50% na saída interestadual e a taxa é de 6% no período. No caso do alho nobre roxo nacional in natura, a diminuição do imposto chega a 90%, passando de 12% para 1,2%. Para a erva-mate, o decreto prevê a concessão de crédito presumido de 5% nas saídas destinadas a outros Estados em que a alíquota seria de 12%.

Em relação à madeira serrada em bruto, desde que venha de reflorestamento, a base de cálculo nas saídas tributadas a 17% passam a ser de 6,3%; para as saídas cuja alíquota era de 12%, a tributação diminui para 4,5%; e para as saídas em que o imposto era de 7%, a taxa cai para 2,6%.

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Foto: Divulgação / SAR

O Estado, referência em defesa agropecuária, comemora mais uma conquista no setor e se torna o primeiro do mundo a ter um projeto de compartimentação da avicultura de corte. O sistema implantado na unidade da Seara Alimentos em Itapiranga é resultado de 11 anos de trabalho do Governo do Estado, Ministério da Agricultura e iniciativa privada. A compartimentação funciona mapeando e isolando os aviários e frigoríficos, como um sistema fechado, onde as aves circulam apenas por uma determindada área geográfica, dando garantia de sanidade animal e mais segurança alimentar. O certificado reconhecendo o trabalho catarinense foi entregue nesta segunda-feira, 26, em Florianópolis, pelo Ministério da Agricultura.

No sistema de produção fechado da Seara Alimentos de Itapiranga, os ovos, os pintainhos, o abate e os caminhões de ração devem circular dentro de um limite territorial. O frango precisa nascer, se desenvolver e ser abatido dentro de uma unidade geográfica – neste caso, em 28 municípios do Extremo-Oeste catarinense. A intenção é reduzir o risco de introdução de doenças, aumentando o controle de qualidade.

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A tecnologia chegou de vez no meio rural catarinense. Produtores do Estado irão testar um sistema de irrigação totalmente automatizado, que promete revolucionar o cultivo protegido de hortaliças. Essa aproximação entre empresas desenvolvedoras de tecnologia e agricultores é feita pelo Núcleo de Inovação Tecnológica para Agricultura Familiar (NITA) e neste caso contou com apoio financeiro do Programa SC Rural. 

O sistema funciona como uma central onde são instalados sensores de temperatura e umidade, o que possibilita a automação da irrigação nos plantios protegidos. O equipamento é fornecido pela startup catarinense Agrotechlink, de Joinville, e será testado em nove municípios: Meleiro, Içara, Treze de Maio, Coronel Martins, Caçador, Porto União, Mafra, Ituporanga e Araquari. Os produtores selecionados, por meio de técnicos da Epagri, receberam apoio financeiro do Programa SC Rural para aquisição da tecnologia - o investimento é de R$ 5,9 mil e o Governo do Estado pagou 80% dos custos.

O dispositivo pode funcionar de duas maneiras: totalmente automatizado ou os produtores rurais acionam o sistema após receberem alertas via celular. Segundo o diretor de Projetos Especiais da Secretaria da Agricultura e da Pesca, Ditmar Zimath, os agricultores terão uma estação meteorológica na palma de suas mãos e sem precisar do sinal de internet. “As possibilidades são infinitas. Podemos, por exemplo, enviar as informações da propriedade rural diretamente para os técnicos que fazem a assistência técnica no município. Essa tecnologia aumenta o nível de precisão das informações o que melhora e muito a eficiência na hora de tomar decisões”, ressalta.

As propriedades onde serão instalados os sistemas são chamadas de Unidades de Referência Tecnológica (URT) e através dessas experiências será possível verificar o impacto da tecnologia na vida dos agricultores. “Os produtores irão conhecer a tecnologia e nós vamos avaliar a eficiência na produção e também verificar de que forma essas informações podem ser usadas pela assistência técnica”, destaca Ditmar Zimath.

O SC Rural apoia ainda a instalação de um secador de frutas, hortaliças, temperos, plantas bioativas e erva mate na Cooperativa dos Bananicultores de Massaranduba (Cooperbam). A máquina desenvolvida pela statup QPrime, de Florianópolis, é até 50% mais eficiente do que os sistemas convencionais e mantém a qualidade das frutas após a secagem. O investimento para a instalação do equipamento é de R$ 24,7 mil e o Governo do Estado contribuiu com 80% deste valor.

NITA

Uma parceria entre Governo do Estado de Santa Catarina, Banco Mundial e iniciativa privada, o Núcleo de Inovação Tecnológica para Agricultura Familiar (NITA) funciona como um elo entre as startups, pequenas e médias empresas desenvolvedoras de inovações com as cadeias produtivas organizadas dos agricultores. A intenção é identificar quais são as demandas, onde estão os gargalos tecnológicos e se já existe uma tecnologia para atender e resolver esse aspecto. O grande desafio será levar tecnologias de ponta a um baixo custo para os agricultores catarinenses.

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Foto: Prefeitura de São Ludgero

No Dia Mundial da Água, 22 de março, São Ludgero comemora um título inédito no Brasil: o de ser o primeiro município a ter 100% do esgoto doméstico tratado nas áreas urbana e rural. Ao longo dos últimos anos, foram realizadas 3,2 mil ligações no perímetro urbano e mais de 600 instalações do Sistema Individual de Tratamento no meio rural. A meta alcançada será comemorada em um evento nesta quinta-feira, 22, às 9h30, no Centro Cultural Multiuso Dimas Schlickmann.

A ação foi motivada por um trabalho iniciado pela Epagri em 2005, com investimento público do Projeto Microbacias. Na época, as famílias rurais, reunidas com técnicos da Epagri, decidiram investir no saneamento de suas propriedades. A partir daí, um Sistema Individual de Tratamento (SIT) foi desenvolvido para a realidade de São Ludgero, conhecido como Kit de Fossa Séptica, e as primeiras instalações iniciaram. “A adesão das famílias foi grande, e esse foi o ponto de partida para o projeto que, depois, se estendeu para todo o município”, explica Gustavo Gimi Santos Claudino, gerente regional da Epagri de Tubarão.

O projeto intitulado São Ludgero 100% Esgoto Sanitário Tratado foi lançado pela prefeitura em 2015, durante as comemorações de aniversário da cidade. O objetivo era trabalhar para que todas as famílias do perímetro urbano e do meio rural fossem beneficiadas com o tratamento do esgoto doméstico.

A iniciativa teve como parceiros a Epagri, que ficou responsável pelo trabalho na área rural, e o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Samae), que atuou na área urbana. Um grupo gestor foi criado com representantes de diversos setores públicos, além de parceiros, como Secretaria da Saúde, Agricultura, Comércio, Indústria e Turismo e Vigilância Sanitária. No meio rural, o projeto também contou com a parceria dos Agentes Comunitários de Saúde, que receberam capacitação da Epagri.

Agora, nas residências da área rural, o esgoto chega até a fossa, passa por um filtro e o tratamento de purificação é finalizado num sistema chamado círculo de bananeiras. Com o propósito traçado de atingir 100% das famílias, de 2015 até hoje foram mais de 350 SIT instalados. A média de recursos investidos pela prefeitura, levando em consideração peças, máquinas e profissionais, chega a R$ 1,8 mil por família.

No perímetro urbano, a coleta e o tratamento do esgoto doméstico já existiam e o desafio foi atingir 100% das casas. O trabalho passou pela regularização fundiária de algumas residências e incluiu revisões nas redes para detectar e regularizar possíveis ligações clandestinas ou residências que não estavam legalmente ligadas à rede. Hoje, todo o esgoto do perímetro urbano chega à ETE e passa por um processo totalmente natural de despoluição que utiliza bactérias aeróbias e anaeróbias.

Mais informações e entrevistas: Gustavo Gimi Santos Claudino, Gerente Regional da Epagri de Tubarão: (48) 3631-9449 ou (48) 98801-0490.

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Cinthia Andruchak Freitas 
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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento anunciou nesta sexta-feira, 16, a suspensão temporária dos embarques de carne de frango da BRF para a União Europeia. Em Santa Catarina são três plantas impedidas de vender o produto para o bloco europeu, localizadas nos municípios de Concórdia, Chapecó e Capinzal.

A medida é preventiva e temporária e foi estabelecida pelo próprio Brasil enquanto presta esclarecimentos sobre as denúncias da terceira fase da Operação Carne Fraca. Segundo a BRF, os produtos já alocados na União Europeia ou produzidos e embarcados antes de 16 de março podem ser comercializados e utilizados sem restrições.

Na próxima semana, técnicos do Ministério da Agricultura irão até Bruxelas para reunião com autoridades sanitárias da União Europeia. A expectativa é de que após o encontro, a medida seja reavaliada.

O bloco europeu é um importante mercado para avicultura catarinense e respondeu por 15,2% das exportações de carne de frango em 2017. No último ano, 147,8 mil toneladas do produto foram destinadas aos países da UE, gerando um faturamento de US$ 364, 9 milhões.

O secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, ressalta que a medida preventiva é válida apenas para os frigoríficos da BRF e exclusivamente para os produtos com destino à União Europeia, não comprometendo outras empresas e mercados.  "A União Europeia representa 10% das exportações de carne de frango do país e as exportações seguem normalmente para outros mercados importantes. Além disso, esperamos reverter essa situação o mais rápido possível”.

O Governo de Santa Catarina apoia o esforço do Ministério da Agricultura em fiscalizar e sanear os problemas encontrados no setor, visando preservar a imagem do produto brasileiro no mercado global.

Em Santa Catarina, Governo do Estado, iniciativa privada e produtores rurais trabalham em conjunto para manter a sanidade e a qualidade dos produtos de origem animal. O status sanitário catarinense é reconhecido internacionalmente pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e as carnes produzidas no Estado são comercializadas nos mercados mais exigentes do mundo. “A carne de frango catarinense disponível no mercado é garantida em sua qualidade por um rigoroso controle sanitário e, portanto, pode ser consumida com toda confiança”, afirma Airton Spies.

Avicultura em SC

Santa Catarina é o segundo maior produtor de aves do Brasil, com 2,1 milhões de toneladas produzidas em 2017. Boa parte deste total é destinada ao mercado externo. Hoje, o Estado exporta 46,2% de sua produção, que chega a 120 países ao redor do mundo. Os principais mercados da carne de frango catarinense são: Japão, Países Baixos (Holanda e Bélgica), China, Arábia Saudita e Reino Unido.

A avicultura tem o maior Valor Bruto da Produção Agropecuária catarinense, com um faturamento de R$ 6,2 bilhões em 2017.

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Foto: Epagri

O método de seleção e produção de abelhas rainhas Apis mellifera desenvolvido pela Epagri acaba de entrar para a plataforma de Boas Práticas para o Desenvolvimento Sustentável da FAO/ONU. O projeto, iniciado em 2010 pela Estação Experimental de Videira (EEV), buscou vencer desafios como a baixa produtividade de mel no Estado e o manejo inadequado das colônias.

Para esse trabalho, oito apiários de seleção regional foram instalados em diferentes municípios do Estado. Nesses locais, as colônias foram selecionadas pela observação das características e do comportamento das abelhas. O objetivo foi identificar atributos como resistência a doenças e parasitas e alta produtividade de mel.

Com base nas informações obtidas junto aos apicultores, os técnicos da Epagri selecionaram 96 colônias que passaram por avaliação técnica durante duas safras apícolas quanto à produtividade de mel, ao comportamento higiênico e maior resistência ao ácaro Varroa destructor. As colônias que se destacaram foram selecionadas e reproduzidas na EEV para avaliação nas safras seguintes.

A reprodução desse material foi feita pelo método de transferência de larvas. “Esse método permite eleger as colônias que darão origem às rainhas e determinar a qualidade delas, uma vez que é possível selecionar as que apresentam melhores características morfológicas, como peso e tamanho ao nascer”, explica Tânia Schafaschek, pesquisadora da Epagri.

A Epagri, então, forneceu rainhas selecionadas para um grupo de apicultores e iniciou o acompanhamento dos apiários nessas propriedades. Os apicultores também foram capacitados e incentivados a produzir as próprias rainhas. Em torno de 50 produtores aderiram à tecnologia e vêm aumentando gradativamente a porcentagem de colônias em que substituem as rainhas anualmente.

O projeto tem atuação em todo o Estado, com ênfase no Planalto Norte e no Meio-Oeste. Os resultados se refletem no incremento de 8 toneladas de mel por safra, o que significa aumento de 30% da produção, e na melhoria sanitária dos apiários, com redução de até 43% na infestação por varroa em abelhas adultas. A renda por colmeia cresceu cerca de R$ 100 por safra. “Além disso, esse sistema fornece condições para a criação de um novo segmento de geração de renda para a agricultura familiar: a produção de rainhas”, destaca Tânia.

A plataforma é um espaço digital criado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU) para disseminação e compartilhamento de iniciativas replicáveis de boas práticas desenvolvidas na Região Sul do Brasil. O conteúdo, já disponível em português, será em breve traduzido para inglês, espanhol e francês. Essa é a 12ª tecnologia da Epagri incluída na plataforma.

>>> Confira mais detalhes

Mais informações e entrevistas: Tânia Patricia Schafaschek - TaniaS@epagri.sc.gov.br – (49) 3533-5629 e (47) 99667-8946.

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