Foto: Divulgação / Epgari

A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca mantém a interdição das áreas de cultivos de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões das localidades de Praia Alegre, Armação do Itapocorói, Canto da Praia, Zimbros e Canto Grande – nos municípios de Penha, Balneário Camboriú e Bombinhas devido à presença de toxina paralisante. Nessas áreas está proibida retirada, comercialização e o consumo destes animais e seus produtos, inclusive nos costões e beira de praia. O restante do Litoral catarinense está totalmente livre da toxina e está liberado o consumo e coleta de ostras e mariscos.

Desde o dia 19 de outubro, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) monitora a presença de toxina paralisante (PSP) nos cultivos catarinenses. A princípio todo o Litoral foi interditado de forma preventiva. Desde então, acontecem liberações das áreas não contaminadas, restando apenas Penha, Balneário Camboriú e Bombinhas.

A Cidasc continua com as coletas para monitoramento das áreas de produção de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões. Os resultados dessas análises definirão a liberação ou a manutenção da interdição das áreas afetadas.

Santa Catarina é o único Estado do país que realiza o monitoramento permanente das áreas de cultivo através do Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos. Esse programa existe em todos os países que possuem uma produção expressiva de moluscos, e é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva.

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Agronegócio catarinense segue faturando com as exportações. O faturamento com os embarques de carne suína para o exterior já é 22,5% maior do que em 2016. Somadas, as receitas com as exportações de carne de frango e suína em 2017 passam de US$ 2,08 bilhões – 11,6% a mais do que no mesmo período do último ano.

De janeiro a outubro deste ano, Santa Catarina exportou 825,4 mil toneladas de carne de frango, quantidade 1,18% menor do que em 2016. No entanto, essa baixa não interferiu no desempenho financeiro, que foi 8,18% maior este ano. Ao todo, o faturamento com os embarques de carne de frango nesse período ultrapassa US$ 1,5 bilhão.


Fotos: Ana Paula Keller / ADR Joinville 

Os municípios da região Norte com saída para o mar passam a contar com uma draga para desassorear os rios e bocas de barra. A secretária executiva da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Joinville, Simone Schramm, e o presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri, assinaram nesta quinta-feira, 9, termo de cessão do equipamento. O ato contou com a presença de representantes dos municípios.

“Devido às mudanças de legislação a Cidasc não pode mais fazer dragagem e esse equipamento estava sem uso desde o ano de 2011, agora temos certeza de que vai contribuir com a sociedade porque vem atender a uma demanda de comunidades que dependem do mar”, disse Barbieri. Barra Velha, Balneário Barra do Sul e Itapoá terão a draga disponível durante cinco anos.

O equipamento chegou segunda-feira, 6, e inicia o trabalho com dragagem de 5,5 quilômetros da lagoa de Barra Velha. Depois, em Balneário Barra do Sul onde o canal é utilizado por 210 embarcações de pequeno e grande porte de pescadores e outros 30 barcos de turismo. Em Itapoá, 100 famílias de pescadores artesanais dependem do acesso ao mar pela Boca da Barra do Saí.

Termo de cessão de uso é assinado e três cidades litorâneas da região Norte podem usar a draga.

“Estamos atendendo a uma demanda dos prefeitos que estavam com dificuldades de conseguir esse equipamento. É de muita importância porque os pescadores artesanais e as embarcações turísticas dependem de um acesso mais seguro ao mar. Vamos estudar uma forma de auxiliar com os custos de hora e combustível, mas em princípio são responsabilidade das prefeituras”, destaca Simone.

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Foto: Nilson Otávio Teixeira/Epagri

A comercialização e o consumo de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões no Litoral de Santa Catarina estão liberados em 29 pontos, a maioria na Grande Florianópolis. A proibição ocorreu devido à presença de toxina paralisante (PSP). A informação está no último relatório da Cidasc, emitido às 16h desta quinta-feira, 9.

>>> Acompanhe o mapa das áreas liberadas e interditadas em SC

O gerente de Pesca e Aquicultura, da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, Sérgio Winckler, explicou que novas análises permitiram a liberação das áreas. “Já diminuiu muito a concentração da toxina na carne do molusco. A liberação é dada a partir de duas analises negativas nas áreas, em um intervalo de 48 horas. Não apresentando a presença da toxina, libera-se o local. Fizemos amostras quase todos os dias nos pontos de forma intercalada”, informou.

A comercialização e o consumo nos costões e na beira da praia foram proibidos no último dia 19 de outubro. A interdição de todos os cultivos foi feito de forma preventiva para assegurar que ninguém fosse prejudicado pelo consumo dos moluscos.

A presença de toxina paralisante pode causar diarreia, náuseas, vômitos, dores abdominais, perda de sensibilidade nas extremidades corpo e, em casos severos, paralisia generalizada e óbito por falência respiratória. Todos os moluscos filtradores, independente se são ou não cultivados, podem acumular as toxinas.A presença da toxina na água não representa risco aos banhistas.

Santa Catarina é o único estado do país que realiza o monitoramento permanente das áreas de cultivo através do Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos, há mais de 10 anos. Esse programa existe em todos os países que possuem uma produção expressiva de moluscos, e é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva. A decisão da liberação da comercialização e consumo de moluscos será tomada da mesma forma como nos episódios de anos anteriores, garantindo a segurança dos consumidores e a credibilidade dos moluscos catarinenses.

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Foto: Divulgação / Epagri

Pela primeira vez a Epagri colheu alho no litoral catarinense. O feito só foi possível graças à vernalização, uma tecnologia que submete a semente da planta ao frio artificial para que ela possa produzir bulbo quando lançada no solo. Quando não são submetidas ao frio necessário, as plantas vegetam normalmente, mas não formam o bulbo, ou cabeça.

O experimento está sendo conduzido no Centro de Treinamento da Epagri em Tubarão e apresenta resultados promissores. O alho é uma cultura de alto valor agregado e pode se tornar uma boa alternativa de renda para os agricultores do Litoral Sul, já que é plantado a partir de junho e colhido até novembro, período em que a maioria dos cultivos da região, inclusive o fumo, estão paralisados.

“Provavelmente esse será a primeiro alho nobre produzido no litoral de Santa Catarina”, afirma Gilmar Carlos Michelon Dalla Maria, gerente da Epagri em Curitibanos e um dos responsáveis pela condução dos estudos em Tubarão. A região de Curitibanos, no Planalto Serrano, é tradicional produtora de alho no Estado, graças ao frio.

Para viabilizar a produção de alho em Tubarão, dois lotes de sementes foram armazenados em câmeras frias, a temperaturas que variavam entre 2°C e 5°C, por períodos distintos: 45 e 50 dias. Nos dois períodos de vernalização testados os resultados foram positivos. “Todas as plantas apresentaram a formação do bulbo, como se tivessem sido plantadas numa região fria”, informa Gilmar.

Na safra que vem, a Epagri vai testar outros níveis de fornecimento de frio. Ainda será preciso fazer alguns ajustes técnicos, com o objetivo de aumentar a produtividade. Gilmar espera que, dentro de dois anos, a tecnologia esteja pronta para ser disponibilizada ao agricultor. Também será preciso treinar os técnicos da Epagri no Litoral Sul para que eles possam capacitar o agricultor local para esse cultivo, que é inédito nas regiões quentes do Estado.

A Epagri também está conduzindo experimentos de vernalização de sementes de alho no Alto Vale do Itajaí, em Chapecó e São Miguel do Oeste, com resultados semelhantes aos alcançados em Tubarão, especialmente no Extremo-Oeste. Gilmar prevê que no futuro essa se torne uma “alternativa de renda excepcional” para o agricultor familiar catarinense. Isso porque um dos maiores custos com a produção se concentra na mão de obra, mas como as propriedades do Estado costumam ser conduzidas exclusivamente pelos próprios membros da família, esse investimento não será necessário.

Além do frio, o cultivo de alho exige basicamente correção do solo e irrigação por aspersão ou gotejamento, investimentos bastante viáveis para a realidade da agricultura familiar catarinense. A vernalização poderá ser feita em espaços alugados em câmeras frias que já existam nos municípios, dispensando a compra deste equipamento pelo produtor rural.

Sem grandes investimentos necessários e com alto valor agregado, a vernalização pode ser a melhor solução para ocupar terras ociosas nas propriedades rurais catarinenses no inverno, já que a maiorias das outras produções se concentra nos meses mais quentes do ano. O mercado é promissor: atualmente o Brasil consome 300 mil toneladas do produto por ano e entre 70% a 80% desse total é importado.

Informações e entrevistas
Em Tubarão com Eusébio Pasini Tonetto, extensionista rural da Epagri: (48) 3631-9375.
Em Curitibanos com Gilmar Dalla Maria, gerente da Epagri: (49) 3412-3071.

Informações para a imprensa
Gisele Dias
Jornalista: (48) 99989-2992 / 3665-5147.

Começa nesta quarta-feira, 8, o 1° Simpósio de Gestão Sustentável do Agronegócio Familiar, que ocorre no auditório da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Santa Catarina (Fetaesc), em Florianópolis. O evento, que segue até o dia 9, é realizado pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa) e Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca de Santa Catarina (SAR), em parceria com a Fetaesc e outras instituições.

Agricultores e agentes público estarão reunidos para discutir experiências exitosas do modelo Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) nas pequenas propriedades, além de apresentar boas práticas de gestão sustentável na agricultura familiar.

A abertura do evento ocorre às 18h30 de quarta. Às 20h tem início a palestra do professor da Universidade de São Paulo (USP), Marcos Favas Neves. No dia seguinte, a programação (confira abaixo) se inicia às 8h e segue até às 16h com palestras e debates. O diretor da Epagri, Paulo Roberto Lisboa Arruda, fala sobre “O papel da extensão rural no apoio à gestão do agronegócio familiar”, e o secretário adjunto SAR, Airton Spies, palestra sobre Gestão Sustentável na Pequena Propriedade Rural.

O simpósio vai servir também para marcar os dez anos de experiência no Sul do Brasil do Programa Propriedade Sustentável. A preocupação é com a sustentabilidade no decorrer do tempo, não só voltada ao desempenho do agronegócio, mas também preocupada com a responsabilidade ambiental e social. O Programa Propriedade Sustentável oferece oportunidade de crescimento pessoal, familiar e do grupo de agronegócios da região. Para isso, fornece informações, orientações e ferramentas para a contabilidade, contribuindo para o planejamento e a gestão. Ainda, a partir dos dados e informações geradas, o programa possibilita conhecer a realidade agrícola e orientar os demais produtores e o poder público a tomarem decisões mais acertadas.

O programa é resultado de uma parceria formada pela Secretaria da Agricultura e da Pesca de Santa Catarina, Epagri/Cepa, Fetaesc, Faesc, Fetag-RS, Fetaep e Souza Cruz e tem como foco a gestão dos agronegócios familiares.

Programação

8 de novembro

18:30 - Abertura e pronunciamento de autoridades      
20:00 - A criação, Captura e Compartilhamento de Valor pelo Agronegócio Brasileiro, com Dr. Marcos Favas Neves da FEARP/USP
21:15 - Coquetel             

9 de novembro

08:00 - Gestão da Propriedade Frísia na Produção Leiteira, com Jefferson Tramontini Pagno da Cooperativa Frísia
08:50 - Propriedades Sustentáveis no sistema Integrado de Aves e Suínos, com Alceu Piovesan da BRF
10:00 - O papel da Extensão Rural no apoio a gestão do agronegócio familiar, com Paulo Roberto Lisboa Arruda, diretor Epagri
10:50 - Gestão Sustentável do Agronegócio Familiar, com Dr. Glauco Schultz da PGDR/UFRGS
11:40 – Debate
13:30 -  Gestão Sustentável na Pequena Propriedade Rural, com Dr. Airton Spies da SAR
14:20 - Programa Gestão Sustentável na Pequena Propriedade Rural, com Walter Dresch da Fetaesc
15:15 - 10 Anos do Programa Propriedade Sustentável, com Hélio Duarte de Moura Jr da Souza Cruz
15:45 - Desafios da Gestão de Agronegócios Familiares: O que fazer?, com Msc. Luis Augusto Araujo, da Epagri/Cepa

Informações e entrevistas
Reney Dorow, Gerente da Epagri/Cepa: (48) 36655078 / 98801-1219

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Foto: Divulgação / Epagri

A Estação Experimental da Epagri em Ituporanga (EEItu) observou na safra 2017/18 a ocorrência de um vírus em cebola ainda não relatado na região Sul do país. A diagnose do vírus foi confirmada por análises realizadas no laboratório da Embrapa Hortaliças em Brasília. Este vírus, conhecido como Iris yellow spot virus, foi observado no Nordeste em 1994. Desde então, não existiam relatos oficiais da ocorrência dessa virose para a cultura da cebola no Brasil.

Até o momento foi constatada a presença do vírus nos municípios catarinenses de Ituporanga, Aurora e Campos Novos. Estudos realizados até agora certificam que o microrganismo não é transmitido por sementes.

O vírus é transmitido pelo tripes ou piolho da cebola, que é o principal inseto-praga da cultura. “Essa é uma informação importante em termos epidemiológicos, uma vez que em anos mais secos e com maiores infestações por tripes os riscos de ocorrência da doença se elevam”, avalia Edivânio Rodrigues de Araújo, pesquisador da EEItu.

Além da infestação por tripes, outros fatores podem estar associados à ocorrência da virose. “Apesar de estudos sobre manejo e epidemiologia da doença ainda serem praticamente inexistentes nas condições brasileiras, sabe-se que o aparecimento dos sintomas pode estar associado a algum fator de estresse abiótico, como temperaturas elevadas e estresse hídrico, entre outros”, explica Renata de Souza Resende, também pesquisadora da unidade.

Os sinais da doença merece atenção. Há uma distinção clara entre os sintomas observados nas folhas ou no pendão floral. No pendão os sintomas são mais característicos, geralmente com manchas amarelas ou verde claras, em formato de losango, podendo ter o centro verde ou não. Já nas folhas os sintomas são menos específicos: pode-se observar manchas esbranquiçadas nas folhas, mas a queima ou “sapeco” generalizado das folhas, em um curto período de tempo, é o sintoma mais agressivo da virose.

Essa queima foliar repentina (em questão de dias a lavoura apresenta aspecto de queima) é parcialmente desencadeada por algum fator de estresse. Isso significa que, em alguns casos, podem existir plantas infectadas com o vírus, mas que não apresentam sintomas. Então, após serem submetidas a algum fator estressante, os sintomas se manifestam de forma rápida. Os sintomas normalmente aparecem no período de início da bulbificação.

O manejo da doença envolve uma série de práticas integradas: 1) Controle do tripes; 2) Controle de plantas daninhas (plantas daninhas, como o caruru, podem servir de fonte de inóculo do vírus); 3) Manejo correto da irrigação e da adubação; 4) Práticas conservacionistas, como uso de cobertura no solo e rotação de culturas também são recomendadas.

Por ser uma doença nova na região e ainda haver pouca pesquisa sobre o tema, a Estação Experimental de Ituporanga vai iniciar estudos sobre o tema. Já a partir da próxima safra serão pesquisadas a detecção do vírus, para entender a disseminação da doença, bem como práticas de manejo que minimizem as perdas ocasionadas pela virose.

Informações e entrevistas
Edivânio Araújo e Renata Resende, pesquisadores da Estação Experimental da Epagri em Ituporanga: (47) 3533- 8844 (edivanioaraujo@epagri.sc.gov.br / renataresende@epagri.sc.gov.br)

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Foto: Epagri/Arquivo

A Estação Experimental da Epagri em Lages (EEL) é uma referência no Sul do Brasil em pesquisa com pecuária. Com credibilidade tanto entre produtores como em toda a cadeia produtiva, a unidade costuma estabelecer parcerias para o desenvolvimento de cultivares de forrageiras adaptadas à realidade catarinense. Um estudo recente demonstrou que existem cultivares de azevém-anual que podem ser até dez vezes mais produtivos quando utilizados no regime de manejo recomendado pela Epagri, numa comparação com a pecuária extensiva em campo nativo. A Epagri indica o uso de piquetes para subdivisão de pastagens e outras práticas de manejos que aumentam a produtividade, rentabilidade e sustentabilidade dos sistemas pecuários.

“Os estudos da Estação Experimental de Lages buscam orientar o pecuarista sobre qual tecnologia adotar para obter um retorno mais favorável. Em relação às sementes de pastagem, é comum que o produtor opte pela mais barata, mas essa nem sempre é a melhor opção em termos de custo-benefício”, explica Ulisses de Arruda Córdova, gerente da unidade. Ele esclarece que com base nos resultados das pesquisas da Epagri o agricultor pode tomar uma decisão mais acertada na hora de adquirir sementes de forrageiras. 

O estudo recente, desenvolvido entre 2015 e 2016 sob coordenação da pesquisadora Vanessa Ruiz Favaro, testou o cultivar de azevém-anual tetraploide Winter Star. Numa área de quatro hectares, foram utilizados 25kg de semente por hectare. A pastagem foi subdividida em quatro piquetes, que são espaços cercados para melhor aproveitamento do pasto pelos animais e manejados de forma alternada. Foram utilizados machos e fêmeas com idade inicial de oito meses, meio sangue da raça Flamenga. A entrada e saída dos animais nos piquetes foi determinada em função da altura da pastagem, sendo a saída realizada quando se atingia aproximadamente 50% da altura de entrada.  

Em 2015, a lotação média foi 2,2 Unidade Animal por hectare (UA/ha). Cada UA equivale a um animal com 450kg. Naquele ano, foi registrado ganho de peso diário de 855g por cabeça, totalizando um ganho de peso vivo por hectare de 530,8kg no período ou 101kg/ha/mês. Em 2016, a lotação média foi de 3,6 UA/ha, com ganho de peso diário de 906g/cabeça, totalizando um ganho de peso vivo por hectare de 666,4kg ou 131,5kg/ha/mês. Na média dos dois anos, o ganho de peso vivo por hectare foi de 598,6kg e a lotação média de 2,9 unidades animais por hectare. É importante ressaltar que existem no mercado outros cultivares de azevém-anual com os quais é possível obter resultado semelhante, especialmente tetraploides e de ciclo longo (itálicos).

O tempo médio do ensaio por ano foi de 155 dias ou aproximadamente cinco meses. “Nesse período, obteve-se um rendimento cerca de dez vezes maior que a produtividade alcançada em regime de pecuária extensiva, o que demonstra que, com uso de tecnologia e manejo correto da pastagem, a bovinocultura de corte tem potencial para grandes avanços de produtividade, tornando-se competitiva com outras atividades, além de enfrentar riscos menores de produção e mercado”, avalia a pesquisadora Vanessa. Ela lembra que o cultivar que produz esse impacto altamente positivo na produtividade está disponível no mercado e a tecnologia de manejo de pastagens  pode ser facilmente adotada pelos produtores.

Informações e entrevistas

Vanessa Ruiz Favaro: (49) 3289-6428 / vanessafavaro@epagri.sc.gov.br
Ulisses de Arruda Córdova: (49) 32896400 / ulisses@epagri.sc.gov.br

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Reunião Rota do Milho
Foto: Andréia Oliveira/ADR Chapecó

As Agências de Desenvolvimento Regional (ADR) do Oeste unem os objetivos para viabilizar a Rota do Milho, considerada um canal de oportunidades para o transporte de grãos, por meio da integração fronteiriça entre o Paraguai, Argentina e Santa Catarina. A ADR Chapecó promoveu reunião nesta segunda-feira, 30, que contou com a participação de 10 ADRs e Sebrae. Como resultado, foi formada uma comissão que irá trabalhar por uma agenda conjunta de ações para defender a efetivação desta rota.

A comissão é composta por representantes das ADRs de São Miguel do Oeste, Xanxerê e Dionísio Cerqueira, com a coordenação de Chapecó. Entre as prioridades que irá defender estão a estruturação e fluidez da passagem aduaneira de Dionísio Cerqueira, implantação de infraestrutura e funcionamento da passagem aduaneira de Paraíso (SC) a San Pedro (Província de Misiones, na Argentina) e a melhoria da estrutura rodoviária do Oeste e Extremo-Oeste catarinense.

A reunião contou com a participação de representantes das ADRs de Concórdia, Itapiranga, Maravilha, Quilombo, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, Seara, Xanxerê, Palmitos e Chapecó. Esta articulação visa a importação principalmente de milho dos países vizinhos para uso na alimentação de aves, suínos e gado leiteiro.

Atualmente, Santa Catarina produz em torno de três milhões de toneladas de milho ao ano e o consumo é no mínimo o dobro. A diferença é adquirida no Centro-Oeste do Brasil, Argentina e Paraguai, sendo que as distâncias representam aproximadamente o dobro do que está sendo proposto pela Rota do Milho.

A secretária executiva de Desenvolvimento Regional de Chapecó, Astrit Savaris Tozzo, está acompanhando este processo. “Nossas agroindústrias não tiveram aumento significativo na produção de suínos e aves na última década, estamos unindo esforços para manutenção desta matriz econômica regional, por isso temos que somar forças. Esta rota também será um canal de desenvolvimento para outros setores, entre eles, o turismo”, afirma a secretária.

O coordenador regional Oeste do Sebrae, Enio Alberto Parmegiani, apresentou dados sobre a produção e a importância da viabilização da rota. “É necessária uma ação contundente que envolva os governos do Estado e Federal na evolução do atendimento dessa demanda, porque muitos pequenos negócios dependem do êxito dessas ações”, explica.

Segundo o gerente de Políticas Econômicas Rurais e Urbanas da ADR Chapecó, Mauro Zandavalli, é preciso constância no abastecimento para manter a atividade econômica. “Tem que ficar bem claro que não há prejuízo algum para o nosso produtor regional, pois o que determina o valor do preço pago ao milho na nossa região é a agroindústria. Sendo assim, é fundamental a manutenção desta atividade para o desenvolvimento regional”, destaca.

A rota

A nova rota se inicia no departamento de Itapúa (Paraguai), na cidade de Mayor Julio Otaño, passa por Misiones (Argentina), pela cidade de Eldorado com direção a Bernardo de Irigoyen, onde ocorrerá a conexão com o Brasil no Estado de Santa Catarina, através de Dionísio Cerqueira, passando por São Miguel do Oeste.

A proposta tem o envolvimento da Secretaria de Estado do Planejamento, executiva do Núcleo Estadual de Faixa de Fronteira de Santa Catarina (NFSC), do Fórum de Competitividade e Desenvolvimento para o Oeste de SC com o Bloco dos Prefeitos do Mercosul (Bripam), conta com apoio do Sebrae/SC e Associações dos Municípios do Oeste de Santa Catarina.

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Andréia Cristina Oliveira
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Foto: Epagri/Arquivo

A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca liberou oito pontos que estavam interditados para a comercialização de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões em Santa Catarina devido à presença de toxina paralisante (PSP). São quatro em Florianópolis e outras quatro em Palhoça.

As áreas liberadas em Florianópolis ficam na região da Baía Sul - no Barro Vermelho, Freguesia do Ribeirão, Costeira do Ribeirão e Caieira da Barra do Sul. Já em Palhoça, as áreas liberadas são Enseada do Brito, Praia do Pontal, Praia do Cedro e Barra do Aririú (veja mapa abaixo).

“Essas áreas nunca estiveram com problemas, mas estávamos monitorando para ver se iria mudar essa situação. Como a análise da última semana não apresentou problemas, liberamos a comercialização”, explicou o gerente de Pesca e Aquicultura, Sergio Winckler da Costa.

O gerente afirma que continua monitorando locais em todo o Litoral catarinense. “O que já tínhamos como positivo para a presença da toxina se confirmou, embora com uma diminuição da concentração dessas substâncias. Alguns lugares não apresentaram laudo positivo, como Santo Antônio de Lisboa, Cacupé e Sambaqui, mas como a Praia do Forte, em Florianópolis, fica próximo e apresentou, estamos aguardando novos resultados para ter mais segurança e, se for o caso, liberar essa área também”, disse.

O restante dos pontos continuam com presença da toxina e devem permanecer interditados para comercialização. “Todos os dias, temos análises e resultados”, concluiu Sergio da Costa. A última análise foi realizada na sexta-feira, 27.

Desde o dia 19 de outubro, a comercialização de moluscos estava proibida em todo o Litoral devido à toxina paralisante. A medida preventiva foi tomada após a detecção da substância na carne mexilhões no município de Porto Belo.

>>> Acompanhe o mapa e as notas técnicas no site da Cidasc

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