Diante da Operação Trapaça, nova fase da Operação Carne Fraca, o Governo do Estado considera fundamental o trabalho de investigação para que haja a punição dos envolvidos. O governador Eduardo Pinho Moreira ressalta que a denúncia é voltada a uma empresa, e não a todo setor produtivo, mas que ainda assim poderá refletir em prejuízos para SC.

No Estado, apenas uma indústria que produz ração e um laboratório estão sob investigação, sem comprometer os frigoríficos da BRF que atuam com carne de frango. O Governo reforça que a empresa é credenciada e fiscalizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para exportar e vender em território nacional. A inspeção é realizada por fiscais do próprio Ministério.

O papel da Secretaria da Agricultura e da Pesca, no âmbito da sanidade agropecuária, é o acompanhamento sanitário dos rebanhos dentro das propriedades, vigilância da saúde e risco sanitário, controle do trânsito dos animais e permissão de transporte para abate com a certificação primária.

O Estado acompanha os animais até ser dada a entrada nos frigoríficos habilitados, momento em que o rebanho passa para a tutela do Serviço de Inspeção Federal.

A Secretaria da Agricultura e a Cidasc seguem trabalhando em conjunto com a iniciativa privada para garantir a saúde dos rebanhos e a qualidade dos alimentos que chegam à mesa dos consumidores. Lembrando que a carne de frango disponível no mercado é saudável e não oferece riscos à saúde, desde que conservada e preparada de forma adequada.

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Com a venda de 341 mil toneladas de alimentos, a Centrais de Abastecimento do Estado de Santa Catarina S/A (Ceasa/SC) movimentou R$ 601,8 milhões em 2017. Desse total, 41% são frutas e verduras produzidas em Santa Catarina – aproximadamente 138 mil toneladas.

A produção catarinense foi responsável pela movimentação financeira de R$ 219 milhões em 2017. Em busca de parcerias para ampliar a participação catarinense na Ceasa/SC, a diretoria da empresa fará palestras e reuniões com Associações de Produtores Rurais, cooperativas, sindicatos rurais, Associação Catarinense de Supermercados (Acats) e prefeituras. “Nosso Estado tem confirmado a força do agronegócio, mas ainda existe um grande leque de oportunidades para serem explorados pelos agricultores e atacadistas do Estado dentro da Ceasa. Para isso, não mediremos esforços para aprimorar nossas relações entre agricultores, atacadistas e comercio varejista”, ressalta o diretor presidente da Ceasa/SC, Agostinho Pauli.

Segundo o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, um dos grandes desafios da Ceasa/SC é conquistar os compradores do Meio-Oeste e Oeste, que ainda buscam hortifrutigranjeiros em outros estados. “Nosso Estado tem confirmado a força do agronegócio, mesmo tendo um espaço geográfico pequeno pra o cultivo em relação a outros estados e nem por isso deixamos de produzir com qualidade e preços justos. Precisamos ampliar e aprimorar nossas estruturas de logísticas e divulgar as vantagens de comprar na Ceasa/SC, porque temos preços competitivos e a qualidade de nossos produtos é destaque no cenário nacional”, afirma.

Preço médio

Em 2017, o preço médio dos alimentos ficou em torno de R$ 1,77 por quilo – 12,71% menor do que em 2016. A redução pode ser explicada pela super safra, que proporcionou uma oferta maior de frutas e verduras.

Os preços mais baixos acabaram estimulando a queda da inflação nacional e, com isso, diminuiu também o faturamento dos produtores rurais e boxistas da Central.

Os produtos que tiveram uma redução maior de preço foram: batata inglesa, tomate, melancia, cebola, mamão, cenoura, maçã, batata doce, morango, vagem, repolho e beterraba. As quedas variaram entre 3,84% a 50,83%.

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Foto: Epagri

A Estação Experimental da Epagri em Videira (EEV) colheu com sucesso mais uma safra de uvas Piwi, variedades resistentes a doenças que prometem revolucionar o mercado da uva no Brasil, especialmente para confecção de vinhos finos. Em breve, os vitivinicultores catarinenses poderão contar com essas novas variedades em seus parreirais, diminuindo custos e impactos ambientais, preservando a saúde de quem lida com o cultivo e, consequentemente, elevando a sustentabilidade deste sistema produtivo.

Piwi é um termo alemão que caracteriza um grupo de variedades de uvas obtidas nos últimos anos via melhoramento genético, oriundas de cruzamentos de variedades viníferas com espécies selvagens. O objetivo é reunir numa só planta a qualidade das viníferas e a resistência a doença das selvagens. “O grande diferencial desse grupo é que conseguimos, via tecnologia molecular, novas variedades com mais de 90% de sangue de vinífera e apenas o gene de resistência - já conhecido e mapeado - das selvagens”, esclarece André Luiz Kulkamp de Souza, pesquisador em fitotecnia de plantas frutíferas da EEV. Ele conta que, em alguns países do mundo, as uvas Piwi já são consideradas viníferas.

As uvas europeias de alto potencial enológico - como Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay, Pinot Noir – são muito suscetíveis a doenças fúngicas quando cultivadas nas condições climáticas catarinenses. “A introdução e a criação de novas variedades adaptadas às condições locais de cultivo, resistentes ou tolerantes a estresses bióticos e com elevado potencial enológico, tornam-se essenciais na busca de um sistema de cultivo sustentável”, justifica André.

“Após duas safras é possível identificar algumas variedades com potencial para o Estado, principalmente as brancas para fabricação de vinhos e espumantes. Isso porque elas são bastante produtivas, apresentam maturação adequada e vinhos com características interessantes, além da alta resistência ao míldio da videira, a principal doença da cultura”, descreve o pesquisador da Epagri. Outro ponto que ele destaca é a diferença de características produtivas e enológicas da uva nos diferentes locais de Santa Catarina, provando que existem variedades que se adaptam melhor a cada condição de solo e clima.

O projeto Avaliação vitivinícola de genótipos de videira nas condições edafoclimáticas de Santa Catarina vem sendo desenvolvido desde 2013 pela Epagri, em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e apoio do Instituto Agrário de San Michele all'Adige, que fica na Itália, e do Instituto de Melhoramento Genético da Videira, da Alemanha. Desde 2015, novas variedades vêm sendo testadas em cinco regiões vitícolas de Santa Catarina com diferentes altitudes: Água Doce, com 1.300m; São Joaquim, com 1.100m; Curitibanos, com 900m; Videira, com 750m; Urussanga, com 49m.

O estudo está sendo financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de SC (Fapesc), sendo parte do recurso oriundo do Fundo de Desenvolvimento da Vitivinicultura de Santa Catarina (Fundovitis). O projeto tem previsão de encerramento em 2020, mas cabe renovação. “A tendência é ser um projeto mais longo, devido à importância para Santa Catarina”, finaliza o pesquisador.

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O Sistema de Abastecimento levará água potável para mais de 420 famílias do meio rural de Palmitos. Num investimento que passa de R$ 2,9 milhões, em recursos do Pacto por Santa Catarina via Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR) da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, o sistema atenderá 20 comunidades do município. A inauguração da obra acontece nesta sexta-feira, 2, às 11h, na Unidade de Tratamento de Água na Linha Santa Catarina.

A água será captada no Rio Barra Grande, um afluente do Rio Uruguai, e distribuída com o apoio da Cooperativa da Região Leste (Cooperleste), formada pelas famílias beneficiadas. Os agricultores que ainda não possuem água encanada em suas residências ou que possuem o serviço de forma parcial também serão atendidos pelo novo sistema.

Segundo o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, a obra irá transformar a vida das famílias rurais atendidas. “O sistema irá captar, tratar e distribuir água para mais de 1,5 mil pessoas, mesmo em períodos de estiagem. Isso é um grande avanço e melhora muito a qualidade de vida no meio rural”, afirmou.

As comunidades atendidas são Barra Grande, Santa Terezinha, Santa Catarina, Seis de Setembro, Alegre, Três Pinheiros, São Gotardo, Pavão, Estreito, Barra do Palmitos, Sede Oldemburg, Chapadão, Ilha Redonda, Praia Verde, Pavãozinho, Floresta, Gorete e Esperança.

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Fotos: Julio Cavalheiro/Secom

O governador Eduardo Pinho Moreira participou, nesta terça-feira, 27, da abertura do 23º Dia de Campo Copercampos, no município de Campos Novos. O evento é considerado um dos maiores do agronegócio em Santa Catarina e no Sul do país. Nesta edição, participam mais de 140 empresas de diversos segmentos disponibilizando conhecimento, tecnologia e oportunidades de negócios.

“Eventos como este demonstram a força de Santa Catarina no setor que é o carro-chefe da diversidade econômica do nosso Estado. Evoluímos com muito trabalho, eficiência, tecnologia e, hoje, somos uma referência em qualidade e em produtividade”, discursou Eduardo Pinho Moreira.

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O governador informou que a presença do Estado é fundamental para proteger o produtor rural e estimular os avanços do setor. “Somos um Governo que respeita o setor produtivo. O cooperativismo catarinense é um exemplo para o Brasil porque concentra e orienta o trabalho do homem do campo na produção e geração de riqueza para todo o Estado. Seremos parceiros, em todos os momentos, para incentivar e apoiar o que for necessário”, reiterou o governador.

Em sua fala, o governador também destacou que Santa Catarina se destaca em indicadores de saúde e de segurança, reforçando que os dois setores são a prioridade de seu governo.

O secretário de Estado da Agricultura e Pesca, Moacir Sopelsa, disse que a agricultura de Santa Catarina é diferenciada, faz com que o Estado, mesmo sendo tão pequeno, se destaque como um dos maiores produtores de suínos, aves, leite, entre outros. “Este trabalho feito a tantas mãos, em cooperativismo gera emprego e renda e fortalece o desenvolvimento econômico de Santa Catarina como um todo”, destacou o secretário.

Dia de Campo Copercampos

Consolidado como um dos maiores eventos do agronegócio no Sul do país, o Dia de Campo Copercampos tem a parceria de empresas de sementes, agroquímicos e expositores, pesquisadores e profissionais capacitados que ficam à disposição dos visitantes.

Durante os três dias do evento, os produtores acompanham experimentos com resultados reais, demonstração e comparativos de testes, validação de novas tecnologias, palestras, manejo de pastagens, apresentação de linhas de crédito, vitrines tecnológicas focadas na produtividade, além de empresas de sementes de milho, soja, feijão, fertilizantes, defensivos e expositores de máquinas e equipamentos agrícolas.

O presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, apontou a pujança do município em atividades como a produção de suínos e de grãos – Campos Novos é considerado o maior celeiro de Santa Catarina, sendo um dos principais produtores de milho, soja, feijão, trigo e cevada do Estado - e reforçou a importância das parcerias com o Governo do Estado. “Quando o governador vem até aqui, a gente consegue mostrar o quanto se trabalha e os resultados que estamos obtendo. Essa troca de informações é fundamental para entender o que realmente o homem do campo está precisando para produzir cada vez mais e melhor”, agradeceu.

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O governador Eduardo Pinho Moreira participa nesta terça-feira, 27, da abertura da 23ª edição do Dia de Campo Copercampo, marcada para as 11h, em Campos Novos. É um dos maiores eventos catarinenses de agronegócio e reúne mais de 140 empresas do setor, oferecendo informações para o desenvolvimento do trabalho em campo.

Estão previstas palestras, demonstrações, troca de conhecimento técnico e ainda compartilhamento de experiências nos setores de agricultura, pecuária e cooperativismo.

O diretor presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, destaca que o Dia de Campo se tornou referência do setor em Santa Catarina por atender a todas as atividades ligadas à cooperativa. “A pecuária de leite, bovinos de leite, suinocultura, lavoura, e todas as empresas que prestam suporte nestas áreas estão disponíveis para transmitir conhecimentos e realizar bons negócios”, ressaltou.

De acordo com o secretário executivo da Agência de Desenvolvimento Regional de Campos Novos, Jairo Luft, a interação entre Governo do Estado e o setor agrícola da Regional é fundamental, já que movimenta a economia regional. “Os números de Campos Novos e região em termos de agricultura aumentam grandemente os bons resultados do Estado nesse setor. Somos o celeiro catarinense e o principal produtor de soja, milho, e feijão de Santa Catarina e a Copercampos é muito importante para esse resultado”, explicou.

O evento vai até 1º de março e será no Campo Demonstrativo da Copercampos às margens da BR-282, km 347. A expectativa é que mais de 12 mil produtores rurais principalmente dos estados do Sul do Brasil e de países do Mercosul, marquem presença no evento, que é aberto à visitação.

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Foto: Nicole Barbieri / Cidasc

Os produtores rurais catarinenses estão atentos à demanda por alimentos mais saudáveis e a produção de orgânicos está se tornando uma importante fonte de renda no meio rural. Com cerca de mil produtores em todo o Estado e um crescimento em ritmo acelerado, Santa Catarina criou um programa voltado para fortalecer o cultivo de orgânicos.

Com o Programa Menos Juros, os produtores de orgânicos – enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) - poderão contrair financiamentos de até R$ 100 mil, com oito anos de prazo para pagamento, e a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca pagará os juros, num limite de 2,5% ao ano.

Segundo o secretário da Agricultura, Moacir Sopelsa, este é um setor que pode crescer muito em Santa Catarina e pode se tornar uma importante fonte de renda para milhares de famílias do meio rural. “Os consumidores estão cada vez mais preocupados com a origem dos alimentos e os produtores rurais catarinenses estão atentos a isso. Nós temos cerca de mil produtores de orgânicos no Estado e podemos ampliar muito esse número”.

A produção orgânica cresce no país num ritmo de 15% a 20% ao ano. Em Santa Catarina estima-se que sejam mil famílias dedicadas à produção orgânica principalmente na Grande Florianópolis e nas regiões Sul, de Lages e de São Joaquim. Dos produtos orgânicos consumidos em Santa Catarina, 87% são produzidos no próprio Estado.

Fiscalização de produtos orgânicos

Santa Catarina possui o principal programa do país voltado para o controle da sanidade de produtos vegetais orgânicos para verificar a presença de resíduos de agrotóxicos. O Programa de Monitoramento da Produção Orgânica é executado pela Cidasc, com o apoio do SC Rural, e, nos últimos três anos, já analisou mais de 1.400 amostras de produtos orgânicos de origem vegetal.

O Programa faz o controle de 13 culturas (batata, cenoura, maçã, cebola, alface, banana, feijão, arroz, tomate, repolho, pimentão, morango e brócolis) em todas as regiões do Estado. As amostras coletadas são analisadas por um laboratório creditado pelo Inmetro. Os exames analisam a presença de 257 princípios ativos de agrotóxicos e caso haja alguma irregularidade o Ministério da Agricultura é acionado para realizar a fiscalização na propriedade rural ou ponto de venda. Uma cópia dos laudos é encaminhada ao Ministério Público de Santa Catarina para que sejam tomadas as devidas providências.

Programa Menos Juros

O Programa Menos Juros apoia projetos de captação e armazenagem de água da chuva; construção e ampliação de pequenas agroindústrias; maricultura; pesca artesanal; piscicultura; turismo rural; avicultura; apicultura; ovinocultura; caprinocultura; suinocultura; produção de leite e carne a base de pasto; aproveitamento de dejetos da produção intensiva de animais; fruticultura; olericultura; plantas ornamentais; energia alternativa; mecanização agrícola (exceto aquisição de tratores, veículos e calcário); projetos de investimentos para agregação de valor para produção orgânica e empreendimentos apoiados pelo Programa SC Rural.

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Foto: IMA

A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca (SAR), Instituto de Meio Ambiente (IMA), que substitui a Fatma, Sicoob e Banco do Brasil assinaram nesta quarta-feira, 21, um termo de cooperação para fomentar a liberação de financiamento para produtores das atividades agrícolas e agropecuária pelo Plano Safra 2017/2018 e 2018/2019. O acordo entre as quatro instituições permite que os produtores consigam garantir o crédito do programa com a apresentação do protocolo de pedido de licenciamento ambiental no IMA.

Antes, apenas suinocultores podiam utilizar o documento para obter recursos do plano. O termo foi assinado durante abertura da Tecnoeste, evento do agronegócio em Concórdia. “A participação do IMA nesse termo reforça o nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável da economia do nosso Estado”, explica o presidente da Fatma, Alexandre Waltrick Rates.

"Ações como essa demonstram o esforço do Governo do Estado em apoiar o agronegócio catarinense. Santa Catarina é um estado com forte tradição no agronegócio, feito principalmente pelos agricultores familiares, que agora podem investir e melhorias nas suas propriedades com mais tranquilidade e segurança", afirma o secretário da Agricultura do Estado, Moacir Sopelsa.

Texto: Dafnée Canello

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Maior comprador de milho do país, Santa Catarina pensa em alternativas para abastecer o setor produtivo de carnes do estado. Com uma safra prevista em 2,4 milhões de toneladas de milho e um consumo de seis milhões de toneladas por ano, o agronegócio catarinense passa pelo maior déficit da história. Os caminhos para o abastecimento de milho em Santa Catarina foram o tema do Fórum Mais Milho, que reuniu lideranças do agronegócio, em Concórdia, nesta quarta-feira, 21.

A colheita catarinense de milho é esperada em 2,4 milhões de toneladas, uma queda de 20,4% em relação à última safra. A produção menor é explicada pela redução da área plantada combinada aos períodos de estiagem que comprometeram a produtividade das lavouras. Uma safra menor significa uma importação maior de milho, principalmente do Centro Oeste do país.

Segundo o secretário da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, produtores, indústrias e poder público já pensam em alternativas para abastecer o mercado catarinense, criando até uma rota em que o grão viria do Paraguai. “Santa Catarina é um grande consumidor de milho porque é um grande produtor de carnes. Nós criamos uma agroindústria forte e rica em um estado pequeno, onde os produtores aprenderam a diversificar a produção e com um status sanitário único no país, nós temos que lutar para mantermos essa característica de Santa Catarina. Um dos grandes desafios é o investimento em infraestrutura e o poder público deve ser um grande parceiro do agronegócio nesse sentido”.

É justamente a falta de infraestrutura que acaba prejudicando o agronegócio catarinense. No estado de Mato Grosso, principal fornecedor de milho para Santa Catarina, grande parte da colheita é exportada ao invés de abastecer o mercado interno. “O estado do Mato Grosso avançou muito na logística e hoje é muito mais fácil exportar do que abastecer o mercado interno. Por isso nós precisamos fazer um grande esforço das lideranças para que possamos pensar em uma logística de ferrovias e hidrovias”, afirma o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller.

Rota do Milho

Uma das alternativas para Santa Catarina é trazer milho do Paraguai. Uma nova rota ligando Paraguai a Dionísio Cerqueira pode fazer com que o frete diminua em até 70%. Caso a Rota do Milho se concretize, o milho estará a 354 km de Dionísio Cerqueira, onde já existe um serviço de aduana, e a 555 km de Chapecó, maior centro de consumo do grão em Santa Catarina. Quase metade do trajeto feito pelos caminhões que trazem milho do Mato Grosso, por exemplo. Santa Catarina já importa milho do Paraguai, porém em uma rota mais longa, passando por Foz do Iguaçu.

Redução na área plantada

Em Santa Catarina as lavouras destinadas à produção de milho grão estão sendo substituídas pela soja e pelo milho silagem – culturas mais rentáveis para os agricultores. De acordo com o secretário adjunto da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, a safra menor este ano pode ser uma grande oportunidade para os produtores. “Nós precisamos de alta produtividade por hectare. Em um estado onde milho e soja competem por espaço nas lavouras nós temos que pensar em milho com alta produtividade. Além disso, nós temos quase 200 mil hectares que podem ser incorporadas por lavouras, principalmente na Serra Catarina. Mas nós nunca seremos auto-suficientes na produção de milho. Enquanto nós tivermos sanidade, competência e possibilidade de competir no mercado internacional de carnes, nós teremos déficit na produção de milho”.

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Foto: Aires Mariga/Epagri

Queda na colheita e no preço do arroz, uma boa safra de feijão, recuperação no preço da cebola e alho com bulbos menores e de boa qualidade sanitária são algumas das conclusões do Boletim Agropecuário de fevereiro, lançado pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa). O documento, editado mensalmente, apresenta de forma sucinta uma análise sobre o desenvolvimento das safras, da produção e dos mercados para os produtos selecionados, com informações da última quinzena ou dos últimos 30 dias.

Arroz e feijão

Com cerca de 12% da área destinada ao plantio de arroz irrigado no Estado já colhida, os técnicos da Epagri/Cepa veem a indicação de uma safra menor que a passada. Os preços também preocupam. A saca do arroz foi comercializada na primeira semana de fevereiro a R$ 32,03. Em 2016, o preço médio da saca pago aos produtores ficou em cerca de R$ 44 e caiu para R$ 41,42 em 2017. Segundo lideranças do setor arrozeiro, essa é uma das piores crises enfrentadas pelos produtores nos últimos anos.

O feijão 1ª safra já está com mais de 45% da área plantada colhida, com a safra transcorrendo sem grandes problemas. Técnicos de cooperativas e cerealistas esperam uma safra muito boa, com preços começando a reagir.

Alho e cebola

A safra catarinense de alho 2017/18, oriunda de aproximadamente 2.500ha de área plantada, está toda colhida e em processo de comercialização. Santa Catarina teve um incremento de 20% na área plantada neste período agrícola, impulsionada especialmente pelos bons resultados econômicos e produtivos da safra 2016/17.

A falta de chuvas durante o ciclo produtivo resultou em alhos com bulbos de menor calibre, embora de muito boa qualidade na sanidade. Devido à necessidade de irrigação, os custos de produção da hortaliça aumentaram.

Com colheita finalizada nas principais regiões produtoras do Estado, a cebola está com o preço aquecido. “Em termos de mercado nacional, o preço da hortaliça teve importante melhoria nas últimas semanas”, descreve o Boletim, ressaltando que isso é resultado, entre outros fatores, da estratégia adotada pelos produtores sulistas, notadamente os catarinenses. “Consultas de mercado que realizamos nos últimos dias indicam que os atores estão adotando postura atenta e cautelosa na observação do comportamento do mercado, visto que houve rápido aquecimento nos preços”, afirmam os técnicos da Epagri/Cepa.

Milho e soja

O milho enfrentou uma redução de 14,3% na área plantada no Estado, atrelada à queda de 7% na produtividade em relação à safra anterior, o que pode implicar em diminuição de 20,4% no volume total produzido no Estado nesta safra. Se o cenário se confirmar, Santa Catarina terá produzido 500 mil toneladas a menos do grão do que no período anterior, já considerando uma estimativa de segunda safra em torno de 20mil hectares.

A redução da área plantada de milho se reflete na soja. A produção de Santa Catarina na safra 2016/17 foi de 2,4 milhões de toneladas, em uma área de 658 mil hectares. Para a safra 2017/18, a expectativa de incremento de 8% de área plantada em relação à safra anterior (2016/17), devendo alcançar 708 mil hectares cultivados com o grão.

Pecuária e leite

O ano de 2018 iniciou com um tímido movimento de alta nos preços do frango. A média preliminar de fevereiro (referente ao período de 01 a 09/fev/2018) atingiu o valor de R$ 2,144/kg em Chapecó, praça de referência para esse produto. Tal valor representa um incremento de 1,43% em relação à média de dezembro. As exportações também cresceram em janeiro, após quatro meses seguidos de queda. Contudo, na comparação com janeiro de 2017, o resultado foi negativo: queda de 8,85%.

Já o mercado do boi gordo, que fechou o ano em alta e manteve certa estabilidade em janeiro, voltou a apresentar oscilações negativas na maioria das praças do país, associada à queda na demanda após as festas de final de ano. A suspensão das exportações para Rússia pode se tornar um problema para o setor, caso persista.

O embargo da entrada de carnes catarinenses na Rússia também afetou a suinocultura. “De forma geral, o mercado brasileiro segue aguardando definições quanto a uma eventual reabertura do mercado russo, bem como na expectativa de que os embarques de carne suína sejam impulsionados neste ano pelas vendas para a Coreia do Sul”, descreve o documento.

O ano de 2017 foi o de maior captação de leite na história do Brasil, com aumento de 7,9% em relação a 2016. Com relação aos preços, a expectativa não é boa. Depois de uma sinalização de recuperação de valores ao final de 2017, alguns produtos lácteos tiveram redução de preços no mercado atacadista, repercutindo negativamente sobre o valor de referência projetado para o mês de janeiro, que serve de parâmetro para os preços que estão sendo pagos pelas indústrias aos produtores neste mês de fevereiro.

Banana

A banana foi a fruta avaliada nesta edição do Boletim, que informa que, em dezembro de 2017, a cotação da variedade caturra valorizou 39,1% em relação ao mês anterior, graças ao aumento na demanda. Mas, ao longo de 2017, a alta oferta da fruta nos bananais manteve as cotações desvalorizadas. A expectativa é que a oferta se mantenha alta, mas a qualidade da fruta e o aumento da demanda, com o início do ano letivo, pressionem os preços, com recuperação nas cotações da variedade.

>>> Leia a íntegra do Boletim

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