Fotos: James Tavares/Secom

O governador Raimundo Colombo participou na manhã desta quinta-feira, 26, em Florianópolis, da abertura do 14º Encontro Estadual de Mulheres Cooperativistas. O evento, que termina nesta sexta, 27, reúne 900 agricultoras de 30 cooperativas. A organização é do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) e da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc). Também esteve presente o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa.

“Em Santa Catarina, avançamos muito graças às pessoas que estão aqui. O processo de mobilização é o primeiro passo para evolução, e outro passo é a organização. Isso é cooperativismo. Esse processo de integração faz de SC um Estado cada vez melhor”, disse Colombo.

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O objetivo do encontro é vivenciar e compartilhar experiências e conhecimentos através da temática “Mulheres Cooperativistas: Estrelas da Vida Real”. O encontro em 2017 retoma o formato original, que aconteceu pela última vez em 2015, na 13º edição. As edições especiais realizadas em 2011 (Congresso Catarinense) e 2016 (Edição Especial de 15 Anos) são contabilizadas à parte da linha do tempo dos eventos estaduais. Para esse ano, as palestras focam em assuntos como autonomia e controle emocional, relacionamento interpessoal e autoestima. O Espaço Sou Arte fará apresentações artísticas durante os dois dias do evento.

“Falar de cooperativismo nos enche de orgulho. Essas agricultoras são responsáveis por produzir o que há de mais sagrado, que é o alimento. Sabemos que o sucesso do agronegócio de Santa Catarina tem sempre uma mulher cooperativista. Espero que esses encontros possam, além de promover a confraternização, trazer ainda mais conhecimento para as participantes”, destacou Sopelsa.

A agricultora de Indaial, Luzia Wrezinski, produtora de hortaliças e frutas, contou que vende seus produtos para uma cooperativa há 18 anos. “O que a gente planta consegue colocar no mercado e recebe por isso. Vale a pena ser cooperada. Quem quiser voltar para a agricultura precisa saber que é um futuro garantido”, disse.

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Foto: Julio Cavalheiro / Secom

A cessão de um pavilhão em São José, pertencente à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), para a regional das Centrais de Abastecimento do Estado de Santa Catarina (Ceasa), do Governo do Estado, foi tema de audiência do governador Raimundo Colombo com o secretário executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Roberto Novacki, nesta terça-feira, 24, em Brasília. A proposta foi bem recebida e secretário ficou de dar uma resposta definitiva em breve.

“Estamos com uma super ocupação na Ceasa e temos essa área próxima, da Conab, que praticamente não está mais sendo utilizada. Então fizemos esse pedido de um acordo, com disposição inclusive de pagar aluguel pelo espaço. A proposta foi muito bem recebida. Estamos confiantes de que em breve vamos poder contar com essa estrutura extra para melhorar as condições de todos que ali trabalham”, afirmou Colombo.

O trabalho de comunicação da Epagri acaba de se tornar um exemplo para o Brasil e o mundo ao ser adicionado à Plataforma de Boas Práticas para o Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU). A plataforma é um espaço de disseminação e compartilhamento de iniciativas replicáveis de boas práticas desenvolvidas na região Sul do Brasil.

O Sistema de Comunicação Integrada para Divulgação de Assuntos do Meio Rural da Epagri foi o primeiro a ser incluído na área temática “Comunicação Rural e TI” da plataforma. “A inclusão da Epagri como pioneira nessa área temática prova que há 40 anos temos trilhado o caminho correto para difundir a nossa mensagem para os meios rural e urbano. É um reconhecimento da excelência desse trabalho, que se reflete na credibilidade que a Epagri alcança nos órgãos de imprensa regionais, estaduais e nacionais”, avalia o gerente do Departamento de Comunicação e Marketing da Epagri, Gabriel Berenhauser Leite.

A inclusão da comunicação na Plataforma de Boas Práticas da FAO/ONU mostra como as mídias da Epagri vêm contribuindo ao longo das últimas décadas para construção e propagação de uma agricultura sustentável em Santa Catarina. Em breve, estarão disponíveis versões do texto em inglês, francês e espanhol, o que permitirá o compartilhamento da experiência com outros países

O Sistema de Comunicação Integrada reúne todas as mídias que a Epagri utiliza para difundir suas mensagens: revista, TV, rádio, internet e redes sociais. Para falar com públicos variados, em especial o rural e o pesqueiro de Santa Catarina, a empresa criou uma série de canais. Essas ferramentas de comunicação são geridas de forma integrada: respeitada a pertinência de cada assunto, as pautas são compartilhadas entre os veículos e apresentadas em diferentes formatos, adaptadas às características de cada meio.

Embora a Epagri tenha 25 anos de existência, a comunicação rural tem mais história, pois iniciou em empresas que deram origem à instituição. Em 1976, já era criada a Rádio Panorama Agrícola. São programas diários de 10 minutos cada, disponibilizados pela Epagri via internet e transmitidos de segunda a sexta por pelo menos 125 emissoras de rádio parceiras no estado.

O programa de televisão SC Agricultura foi criado em 1981 e, hoje, é transmitido por um emissora nacional e uma estadual, além de diversas outras de alcance regional. Os vídeos também estão disponíveis no Canal do YouTube da Epagri, que já conta com mais de 23 mil inscritos. São reportagens técnicas, culturais, sociais, ambientais, dicas práticas, receitas, documentários, entrevistas e programas especiais com temas abrangentes e atuais.

A Revista Agropecuária Catarinense foi fundada em 1988. Suas três edições anuais, de 1,5 mil exemplares cada, reúnem artigos científicos e matérias jornalísticas. É distribuída para técnicos da Epagri, associações de agricultores, bibliotecas de todo o país, instituições internacionais e assinantes. Desde outubro de 2016, está disponível na plataforma Sistema de Editoração Eletrônica de Revistas (SEER). Graças a essa inovação, em novembro de 2016, a revista foi indexada ao PKP Index Internacional.

O sistema conta ainda com o site da Epagri, criado em 1998 e que, a partir de 2001, passou a divulgar notícias diárias. A seção de notícias do site divulga eventos, ações realizadas com agricultores, lançamento de tecnologias, experiências bem-sucedidas no campo, resultados do trabalho da Epagri nos municípios, prêmios recebidos, trabalhos em andamento, entre outros temas ligados à Empresa. Diariamente, são produzidas entre duas e quatro notícias que entram na página inicial do site e são enviadas por e-mail na forma de newsletter para 625 assinantes.

A evolução das mídias sociais no Brasil e no mundo despertou na Epagri a necessidade de estar presente nesses canais de comunicação. A página da empresa no Facebook trouxe ainda mais visibilidade ao conteúdo produzido pelas outras mídias e estimulou importante aproximação com o público mais jovem, principalmente do meio rural, que passou a se comunicar com a empresa de forma mais dinâmica e informal. A fanpage da Epagri no Facebook passou a ser gerenciada pelo Departamento de Comunicação em 2015, quando tinha 2,5 mil seguidores. Hoje esse número passa de 20 mil.

Por fim, a plataforma da FAO/ONU destaca o Epagri Mob, aplicativo para dispositivos móveis desenvolvido pelo Departamento de Gestão da Tecnologia de Informação da Epagri. Disponível para iOs e Android, a ferramenta permite localizar as unidades da Epagri distribuídas pelo estado, conhecer suas linhas de atuação, acessar informações sobre os cursos e eventos promovidos, obter informações sobre as tecnologias disponíveis, acessar as publicações geradas pelos técnicos da Epagri, acompanhar os canais de TV, rádio e as redes sociais da empresa e conferir a previsão do tempo. Lançado em agosto de 2016, o aplicativo já alcançava quase seis mil downloads três meses depois.

Por meio de uma estratégia integrada de comunicação e a aplicação no campo através da extensão rural, essas tecnologias proporcionam maior produtividade agropecuária, de maneira sustentável, com agregação de valor aos produtos e melhoria na qualidade de vida dos catarinenses. Os meios de comunicação utilizados pela Epagri aproximam as pessoas da pesquisa agropecuária e extensão rural, seja pelas informações técnicas ou pela simplicidade e facilidade de acesso às informações.

>>> Conheça o Sistema de Comunicação Integrada para Divulgação de Assuntos do Meio Rural da Epagri na plataforma da FAO/ONU 

>>> Acesse a Plataforma de Boas Práticas da FAO/ONU>>> Acesse a Plataforma de Boas Práticas da FAO/ONU

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Foto: Epagri/Arquivo

A interdição da comercialização de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões devido à presença de toxina paralisante (PSP) no Litoral de Santa Catarina, anunciada na última semana pela Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, está mantida durante esta semana. Nesse caso, fica proibida a retirada, comercialização e consumo desses moluscos, inclusive nos costões e beira da praia.

De todos os 25 pontos analisados, quatro deram positivos e estão localizados em Penha, Porto Belo, Governador Celso Ramos e Balneário Camboriú.

“Todas as regiões continuam interditadas, mas nesta semana vamos ter uma noção mais clara da situação e saber se é possível liberar alguma área. No site da Cidasc, é possível acompanhar o boletim com as análises das regiões e ver se já estão liberadas”, destacou o gerente de Pesca e Aquicultura, Sergio Winckler da Costa.

“Como não temos uma noção da abrangência e de como se movimenta esse fenômeno, estamos fazendo o máximo de análises possíveis para que a gente possa ir desinterditando áreas que não foram contaminadas. Esse monitoramento já ocorre há quase 20 anos em três toxinas e é uma rotina. Santa Catarina é o único estado brasileiro que faz isso, apesar de alguns estados terem o cultivo, como Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Nenhum deles monitora e tem esse controle como aqui”, explicou o gerente.

O PSP é causado por toxinas do grupo saxitoxina que podem causar diarreia, náuseas, vômitos, dores abdominais, perda de sensibilidade nas extremidades corpo e, em casos severos, paralisia generalizada e óbito por falência respiratória. Os sintomas podem começar a aparecer imediatamente ao consumo dos moluscos contaminados. São estáveis e não são degradadas com o cozimento ou processamento dos moluscos.

Todos os moluscos filtradores, independente se são ou não cultivados, podem acumular as toxinas. É importante salientar que a presença da PSP na água não representa risco aos banhistas.

Sergio explica que é um fenômeno natural associado a uma corrente de água quente que chegou ao Litoral catarinense. “Essa corrente de água quente criou condições propícias para que esse micro-organismo se proliferasse em densidades elevadas o que causa esse fenômeno”, disse.

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>>> Cultivos de ostras e mexilhões estão interditados em SC devido à presença de toxina paralisante

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Foto: Renato Luis Vieira/Epagri

Um grupo de pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) desenvolveu uma técnica biotecnológica para eliminar viroses em plantio de alho, com a finalidade de obter sementes de alta qualidade genética e fitossanitária, evitando perda de produção e prejuízos econômicos. O projeto foi apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) no programa Universal de 2014, que atendeu projetos de todas as áreas do conhecimento.

Por ser propagado vegetativamente, o alho facilita a disseminação de vírus que favorecem o aparecimento de doenças complexas, devido ao acúmulo de diferentes espécies virais numa mesma planta. Essa condição leva à diminuição da produtividade e da qualidade do alho comercial. Como efeito da infecção, a planta tem menor desenvolvimento, com redução do peso dos bulbos, diminuindo a longevidade quando são armazenados. De acordo com a pesquisa, na maioria das lavouras de alho do Brasil existe um complexo viral formado, principalmente, por três espécies de vírus - OYDV, LYSVe GCLV -, que infectam as plantas de alho causando prejuízos aos produtores.

As taxas de eliminação dos três principais vírus com a técnica desenvolvida na Epagri, que alia a termoterapia à crioterapia, foram de 80% para o OYDV, 90% para o LYSV e de 100% para o vírus GCLV. Segundo Renato Luís Vieira, coordenador da pesquisa na estação experimental da Epagri de Caçador, essas taxas são consideradas satisfatórias, uma vez que são superiores às taxas obtidas com outros métodos de eliminação de vírus em plantas.

Como funciona

A técnica se baseia na criopreservação de tecido vegetal, que é a conservação de material biológico em ultra baixa temperatura, normalmente realizada em nitrogênio líquido a -196°C. “Essa técnica pode assegurar a conservação das plantas por longo período de tempo, uma vez que, nessas temperaturas, o metabolismo celular da planta fica paralisado”, explica o coordenador da pesquisa.

Na criopreservação de plantas de alho podem ser utilizadas sementes ou partes da planta em estágio inicial de crescimento, como gemas ou brotações. Após o período de conservação desejado, a planta é submetida a um processo lento de descongelamento e, depois de algumas etapas, as plantas podem ser cultivadas no ambiente a campo. O coordenador da pesquisa explica que “durante o processo de criopreservação de tecidos vegetais, as células infectadas com vírus, normalmente células com maior conteúdo de água, não resistem às baixas temperaturas, formando cristais e entrando em colapso por ocasião do descongelamento e, consequentemente, impedindo a sobrevivência de partículas de vírus presentes nestas células, sobrevivendo apenas as células sadias. Este processo denomina-se “crioterapia”.

Os pesquisadores identificaram que a técnica da criopreservação pode ser utilizada também para tratamento de plantas infectadas com vírus, mostrando mais eficácia ainda quando associada à termoterapia, que é uma técnica comum para eliminar viroses em plantas.

Etapas da Crioterapia

A técnica de crioterapia para eliminação de vírus em plantas consiste de cinco etapas:

1) congelamento do tecido vegetal infectado com vírus;
2) descongelamento;
3) regeneração do tecido vegetal, em laboratório, após o descongelamento (esta etapa consiste no cultivo in vitro do tecido descongelado para a obtenção da semente sadia);
4) transferência da semente obtida do cultivo in vitro para o solo, em casa de vegetação;
5) multiplicação massal de sementes livres de vírus em telados.

Os resultados, avanços e aplicações esperados a partir dessa pesquisa estão associados a vários fatores: o conhecimento dos processos de formação de sementes de alho in vitro; a regeneração das cultivares de alho, permitindo a expressão do verdadeiro potencial produtivo das mesmas e; a grande possibilidade de incremento médio de até 40% no rendimento comercial das lavouras de alho.

“A partir do momento em que o produtor de alho passar a utilizar sementes obtidas com esse processo de tratamento para formação de suas lavouras, o ganho socioeconômico será enorme”, afirma o coordenador de projetos da Fapesc, Gilberto Montibeller, que acompanhou os resultados do estudo. O plantio de alho em Santa Catarina é baseado no trabalho da família, e o estado participa com 22% da produção nacional, com 2,5 mil hectares cultivados. 

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A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca anuncia a interdição dos cultivos de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões devido à presença de toxina paralisante no Litoral de Santa Catarina. Está proibida a retirada, a comercialização e o consumo destes animais e seus produtos, inclusive nos costões e beira de praia.

A medida foi necessária após exames laboratoriais detectarem a presença da toxina paralisante (PSP) em cultivos da localidade de Ilha João da Cunha, no município de Porto Belo. Como existe a possibilidade de a contaminação dos moluscos bivalves, a Secretaria da Agricultura interditou todo o litoral catarinense de forma preventiva nesta quinta-feira, 19.

>>> Gerente de Pesca e Aquicultura Sérgio Winckler explica como acontece a contaminação e quais os riscos para a saúde

O PSP é causado por toxinas do grupo saxitoxina que podem causar diarreia, náuseas, vômitos, dores abdominais, perda de sensibilidade nas extremidades corpo e, em casos severos, paralisia generalizada e óbito por falência respiratória. Os sintomas podem começar aparecer imediatamente ao consumo dos moluscos contaminados.

Essas toxinas são estáveis e não são degradadas com o cozimento ou processamento dos moluscos. Todos os moluscos filtradores, independente se são ou não cultivados, podem acumular as toxinas. É importante salientar que a presença da PSP na água não representa risco aos banhistas.

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) seguirá realizando coletas para monitoramento das áreas de produção de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões. Os resultados dessas análises definirão a liberação ou a manutenção da interdição das áreas afetadas.

Toxina Paralisante

Segundo o representante do Laboratório Laqua-Itajaí/IFSC, doutor Luis Proença, as microalgas que vivem na água compõe a principal fonte primária de alimento dos organismos marinhos. Em condições ambientais favoráveis, o número de células em suspensão na água pode aumentar de forma significativa. Embora a grande maioria de espécies de microalgas seja benéfica, algumas espécies produzem potentes toxinas que pode ser acumuladas por organismos filtradores, como, por exemplo, moluscos bivalves.

Algumas espécies do gênero Alexandrium produzem neurotoxinas causadoras do PSP, em inglêns Paralytic Shellfish Poisoning. Essas toxinas quando acumuladas em organismos marinhos, principalmente moluscos bivalves, podem causar intoxicação de seres humanos quando consomem os organismos contaminados.

Proença explica que a presença de PSP em moluscos no litoral de Santa Catarina é relativamente rara, sendo sua primeira detecção ocorrida em 1997.

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Cultivo de alho irrigado em Fraiburgo. Foto: Nilson Teixeira/Arquivo Epagri

O crescimento da área plantada com alho, a expectativa de uma boa safra de cebola, a queda na importação de leite e o impacto que a Operação Carne Fraca ainda apresenta nos preços de aves, suínos e gado são alguns destaques do Boletim Agropecuário de outubro, emitido pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa). O documento mensal apresenta os principais dados referentes ao desenvolvimento das safras, produção e mercados no estado, para produtos selecionados, com informações da última quinzena ou dos últimos 30 dias.

O boletim aponta um crescimento próximo de 20% na área plantada de alho na safra 2017/2018 em comparação com a safra anterior. Isso significa 2,5 mil hectares cultivados com o produto em Santa Catarina, representando mais de 22% da área plantada do Brasil. Segundo a Epagri/Cepa, as lavouras estão em pleno desenvolvimento e em estado fitossanitário excelente. Apesar da escassez de chuvas nos últimos meses, a cultura não deve ter problemas em relação ao seu potencial produtivo, em função da abrangência da área irrigada no estado. De qualquer maneira, houve necessidade de intensificar a irrigação, o que acarretou aumento no custo de produção.

O estado fitossanitário das lavouras de cebola também é positivo, o que contribui para a expectativa de uma próxima safra bastante produtiva em volume e qualidade dos bulbos. Os técnicos da Epagri/Cepa avaliam que na safra 2017/18 Santa Catarina mantém a maior área plantada de cebola do Brasil, com mais de 21 mil hectares cultivados.

Na avicultura, a Operação Carne Franca ainda causa impactos negativos nos preços pagos ao produtor. Em outubro, o preço médio praticado foi 15,99% menor que o pago no mesmo mês do ano passado. O documente revela que nos meses de setembro e outubro houve leve retomada no preço pago ao produtor, sem recuperação das perdas acumuladas a partir do final de 2016 e acentuadas após a deflagração da Operação Carne Fraca. As exportações também registraram queda.

Na suinocultura, o preço médio pago ao produtor em outubro está 8,02% menor que o praticado em meados de março, mas tem se mantido estável nos últimos três meses. As exportações catarinenses de carne suína registraram quedas significativas em setembro, tanto em relação ao mês anterior quanto na comparação com setembro do ano passado. Contudo, no acumulado do ano os resultados são positivos: aumento de 27,51% em valor e de 4,36% em quantidade exportada, na comparação com o mesmo período de 2016.

Os bovinos registraram queda de 7,08% no preço médio estadual entre março e outubro. Apesar disso, Santa Catarina registrou aumento de 1,16% no número de animais abatidos.

As importações brasileiras de leite estão em queda neste ano. De janeiro a setembro, a quantidade de lácteos importada pelo Brasil foi 24,1% inferior que no mesmo período de 2016. O decréscimo foi ainda mais acentuado para as importações provenientes do Uruguai: 35,2%. A tendência é que a Argentina volte a superar o Uruguai como principal origem das importações brasileiras. Entre setembro e outubro, Santa Catarina se firmou como o quarto maior produtor nacional de leite, superando o estado de Goiás.

O Boletim Agropecuário de outubro traz ainda análises relacionadas à maçã, milho, soja, arroz, feijão e trigo.

>>> Confira o boletim na íntegra

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A produção de alimentos vegetais em Santa Catarina está fortalecida. Nesta quarta-feira, 18, foi lançado, em ato com a presença do governador Raimundo Colombo, o programa e-Origem, que permite aos consumidores, por meio da leitura digital de uma etiqueta, saber a origem de frutas, verduras e legumes cultivados em solo catarinense. No mesmo evento, foi apresentado o novo decreto que regulamenta o comércio e o consumo de agrotóxicos no Estado.

“Teremos um ganho de qualidade extraordinário. Com o e-Origem, já nos supermercados os consumidores poderão saber as informações de procedência de cada produto catarinense. É um grande avanço, um passo significativo, que vai permitir que os pequenos produtores tenham acesso ao mesmo mercado consumidor que os grandes produtores”, explicou Colombo.

Para o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, o novo sistema de rastreabilidade dos produtos é uma forma de valorização tanto dos produtores quanto dos próprios consumidores. “Já temos um sistema semelhante nas carnes, e agora inovamos ampliando o serviço para frutas e hortaliças”, acrescentou.

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O ato desta quarta, realizado na Central de Abastecimento do Estado de Santa Catarina (Ceasa), em São José, contou também com a participação de produtores rurais que fizeram parte do projeto piloto do sistema. O produtor Carlos Schutz, que cultiva cebolas em Rio do Sul, foi um deles. “É uma iniciativa muito importante, que vai permitir acessar novos mercados. Estávamos acostumados com o modelo antigo, mas com a ajuda dos técnicos do Cidasc foi fácil aderir ao novo sistema”, avaliou.

e-Origem

O novo sistema da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) proporciona o registro da movimentação dos vegetais. Além disso, atende a uma demanda dos consumidores, cada vez mais interessados em saber quem produz seus alimentos.

Também presente no evento desta quarta, o presidente da Cidasc, Enori Barbieri, explicou que para aderir ao programa, os produtores rurais devem se cadastrar no sistema online da companhia, onde irão inserir as informações sobre cada produto. Esse banco de dados irá gerar uma etiqueta que deve ser colada na embalagem. “Tudo sem custo para os produtores”, destacou.

A adesão é obrigatória. Agora serão realizadas campanhas junto a entidades e sindicatos rurais, para ajudarem os produtores no processo de cadastramento e adaptação ao novo serviço. As obrigações do produtor que aderir ao e-Origem são: fazer o cadastro do produtor primário no sistema, garantir a rotulagem do produto e realizar a comercialização utilizando a nota fiscal de produtor.

Decreto regulamenta uso de agrotóxicos

Também no ato desta quarta, foi apresentado o decreto número 1.331, assinado pelo governador Colombo nesta segunda-feira, 16, e já publicado no Diário Oficial desta terça. O documento regulamenta o controle da produção, comércio, uso, consumo, transporte e armazenamento de agrotóxicos, seus componentes e afins, em todo o território de Santa Catarina.

Trata também da fiscalização da produção, da manipulação, da destinação final das embalagens vazias e do monitoramento de resíduos de agrotóxicos e afins em produtos vegetais. Prevê que todo o processo de cadastro e registro passe a ser feito de maneira informatizada. E passa a responsabilidade da fiscalização do uso de agrotóxicos, que antes era da Fatma, para a Cidasc.

A Cidasc, por exemplo, tem como funções conceder registro para quem produz, manipule, armazene ou comercialize agrotóxicos; fiscalizar o transporte interno, o comércio e o armazenamento e fiscalizar a destinação final das embalagens vazias. A companhia também poderá proibir ou suspender o uso de agrotóxico, restringir ou proibir a comercialização e restringir ou proibir o trânsito do produto. 

Já a Fundação do Meio Ambiente (Fatma) é responsável, entre outras ações, por estabelecer exigências relativas ao registro inicial do estabelecimento e por conceder licenciamento ambiental para quem lida com o produto. “O decreto é uma forma de normatizar o setor, garantindo produtos mais seguros para a população e cuidando da saúde dos nossos produtores e também do meio ambiente”, avaliou o secretário Sopelsa.

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Mais uma vez, Santa Catarina inova e cria mecanismos para garantir a qualidade dos alimentos produzidos no Estado. O Programa e-Origem surge para que os consumidores possam saber a origem de frutas, verduras e legumes cultivados em solo catarinense. O governador Raimundo Colombo, o presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri, e o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, farão o lançamento oficial do programa nesta quarta-feira, 18, às 16h, na sede da Ceasa, em São José (Rodovia BR 101, km 205, Barreiros).

O e-Origem proporcionará um registro da movimentação dos vegetais. Além disso, irá facilitar o monitoramento do uso de agrotóxicos nos hortifrutigranjeiros e também atender a uma demanda dos consumidores, cada vez mais interessados em saber quem produz seus alimentos.

Para aderir ao programa, os produtores rurais devem se cadastrar no sistema da Cidasc, onde irão inserir as informações sobre cada produto. Esse banco de dados irá gerar uma etiqueta que deve ser colada na embalagem. “Todos deverão aderir ao sistema, fazendo o cadastro online e passando a preencher os dados dos seus produtos. Tudo sem custo para os produtores”, destaca Barbieri.

O presidente da Cidasc explica que a adesão é obrigatória, pois é uma opção essencial para não perder mercado. O sistema estará disponível a partir desta quarta e serão realizadas campanhas junto a entidades e sindicatos rurais, para orientação dos produtores no processo de cadastramento e adaptação ao novo serviço. As obrigações para quem aderir ao e-Origem são: fazer o cadastro do produtor primário no sistema, garantir a rotulagem do produto e realizar a comercialização utilizando a nota fiscal de produtor.

Mais segurança no setor

Também no ato desta quarta, será apresentado o decreto número 1.331, que regulamenta o controle da produção, comércio, uso, consumo, transporte e armazenamento de agrotóxicos, seus componentes e afins, em todo o território catarinense.

E, ainda, será apresentado o projeto de lei de defesa sanitária vegetal, que está sendo preparado pelo Governo do Estado para encaminhamento à Assembleia Legislativa.  “Já temos uma lei de defesa sanitária animal que dá poder de polícia para os técnicos da Cidasc na fiscalização do setor. E agora, buscamos a mesma coisa para garantir um controle ainda maior também de doenças na área vegetal, como na fruticultura, por exemplo”, explica Enori.

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Foto: Divulgação/Epagri

A quinta edição da Feira dos Pequenos Inventores de Santo Amaro da Imperatriz tem novidade. Neste ano, além da disputa de inventos protagonizada pelos alunos do 6º ao 9º ano, haverá também uma competição de receitas produzidas pelos estudantes do 1º ao 5º ano.  A Feira dos Pequenos Inventores acontece nesta quinta-feira, 19, das 14h às 16h, no ginásio da Escola Municipal Vila Santana, no bairro Sertão. O evento é promovido anualmente pele escritório municipal da Epagri.

O tema para a participação dos alunos de 1º a 5º ano é “Inovação e Tradição”. A proposta é que as crianças inventassem ou resgatassem com seus familiares receitas com pelo menos uma das plantas listadas no edital do concurso, como cará, inhame, azedinha, hortelã e erva-cidreira. Depois das pré-seleções realizadas em quatro escolas municipais de Santo Amaro, foram selecionadas 20 receitas que vão participar da grande final na quinta-feira.

Dentre as classificadas estão biscoitos de erva-cidreira, bolo de chocolate com hortelã, pizza de massa de inhame, brigadeiro de ervas, sanduichinho de alfafa e danoninho de abacaxi com hortelã. Tem também um cupcake de cará, inhame e hortelã, entre outras criações desenvolvidas pelas crianças com apoio das famílias.

“Nosso objetivo foi resgatar o contato entre a família e a criança, através das perguntas sobre a alimentação do passado, cozinhando juntos, torcendo para que o prato da família seja escolhido pelos jurados, como vimos acontecer nas semifinais”, explica Liagreice de Medeiros Cardoso, extensionista social da Epagri na região e idealizadora da Feira.

Segundo ela, o concurso de receitas também pretende proporcionar aos alunos novas experiências e sabores, valorizando o que existe no quintal de casa. “Com a modernidade, perdemos o costume de entender o corpo, de perceber a nós mesmos. Hoje as crianças não tomam chá de jeito nenhum, e as mães acabam apelando para a medicina alopática. Quando elas trabalham com essa planta que nunca tiveram contato, às vezes a tão comum hortelã, ficam na obrigação de experimentar, de cheirar, de sentir, pois eles precisam que sua receita agrade aos jurados, então, precisa agradar a eles mesmos”, justifica a extensionista.

Para os alunos do 6º ao 9º ano a feira continua com a mesma proposta de estimular invenções que possam facilitar e tornar mais sustentável a vida em sociedade. Entre os inventos inscritos neste ano constam um minhocário portátil, uma carretinha de bicicleta e até mesmo um sistema de reaproveitamento de água do ar-condicionado. Foram selecionados dez trabalhos para a disputa da grande final.

Serão premiados os primeiros três colocados nas duas categorias: anos iniciais e anos finais. Cada equipe conta com três alunos. Os campeões na disputa de receitas serão premiados com jogos educativos oferecidos por membros da Associação Comercial e Empresarial de Santo Amaro da Imperatriz e Região (Acisai). Já os vencedores no concurso de invenções vão receber poupanças de R$100,00 cada, ofertadas pelo Sicredi. A Epagri também vai viabilizar uma viagem de cunho ambiental para todo os alunos vencedores e suas professoras.

A exposição está aberta a partir das 14h para o público em geral. Às 16h começa o julgamento dos melhores trabalhos. A comissão julgada das receitas será formada por professores e alunos do curso de gastronomia do Senac. Os inventos serão julgados por profissionais ligados ao meio ambiente. Nenhum dos membros das comissões julgadoras é morador da cidade.

Serviço

  • O que: feira de Pequenos Inventores de Santo Amaro da Imperatriz
  • Quando: dia 19 de outubro, quinta-feira, das 14h às 16h
  • Onde: no Ginásio da Escola Municipal Vila Santana, no bairro Sertão
  • Informações e entrevistas: Liagreice de Medeiros Cardoso, extensionista social da Epagri, pelos fones (48) 3665-6395 / 99693-0339

Informações para a imprensa
Gisele Dias, jornalista Epagri: (48) 99989-2992 / 3665-5147
Isabela Schwengber, jornalista Epagri: (48) 3665-5407