Foto: Arnaldo Conceição / Cidasc

A soja ganha cada vez mais espaço nas lavouras catarinenses e o Estado já espera mais uma safra recorde. Santa Catarina deve colher 2,52 milhões de toneladas do grão, 5% a mais do que na safra 2016/17. O crescimento é explicado pelo aumento de 8% na área plantada, ocupando as áreas antes destinadas ao plantio de milho, pastagens, feijão e fruticultura.

A área plantada no Estado já é de 708 mil hectares e a produtividade esperada é de 3,5 toneladas/hectare. Segundo as estimativas do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), a região de Xanxerê terá a maior produção do Estado, com 522 mil toneladas colhidas – um crescimento de 6% em relação a ultima safra.

O secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, acredita que o crescimento da produção de soja em Santa Catarina pode ser explicado pela rentabilidade na produção do grão. “Os agricultores fazem suas contas e optam pelo que é mais rentável. Em Santa Catarina a produção de soja está diretamente ligada à cadeia produtiva de carnes. Não existe produção de suínos e aves sem produção de milho e soja”.

Em Santa Catarina, três regiões concentram 56% da área plantada: Canoinhas, Curitibanos (que inclui Campos Novos, maior produtor do estado) e Xanxerê.

Exportações

A soja se tornou ainda um importante produto na pauta de exportações do estado. De janeiro a novembro de 2017, foram 1,8 milhão de toneladas do grão – 17,9% a mais do que em 2016.

Em cinco anos, as exportações catarinenses do complexo soja aumentaram 116%. Passando de 874,3 mil toneladas em 2012 para 1,8 milhão de toneladas no último ano e faturando US$ 745,7 milhões. Os principais destinos das exportações são China, Rússia, Coreia do Sul e Tailândia.

Panorama regional

Região Oeste
Os municípios da regiões de Chapecó, Xanxerê e São Miguel do Oeste registram em torno de 5% da área colhida, em que foram utilizadas variedades precoces. As demais áreas se encontram em fase de enchimento de grãos e maturação. Após 15 de fevereiro os trabalhos de colheita se intensificam nesta região, devendo avançar rapidamente se as condições climáticas continuarem com poucas chuvas, conforme comportamento no início de fevereiro.

Campos Novos, Curitibanos e Caçador
A produtividade está sendo estimada como normal, sendo que o período de estiagem no início de dezembro não deverá afetar de maneira significativa as lavouras.
A maior parte das lavouras se encontra com bom desenvolvimento até o período. O retorno das chuvas mais regulares desde meados de dezembro apontam para um boa produtividade.

Campos de Lages
Relato de chuvas insuficientes na segunda quinzena de janeiro na região, que poderão comprometer a produtividade estimada. O comportamento do regime de chuvas na região em fevereiro será decisivo para a consolidação do rendimento. Em torno de 80% das lavouras se encontram na fase inicial de enchimento de grãos no momento.

Região Norte (Canoinhas, Mafra)
A maior parte das lavouras se encontra em fase de enchimento de grãos (80%). Em roteiro realizado na região Norte no final de janeiro, os técnicos do Epagri/Cepa esperam uma safra cheia. Relatos de bom desenvolvimento das lavouras, uma vez que após 20 de dezembro as chuvas se normalizaram na região. Em janeiro, chuvas mais intensas acarretaram incidência de “mofo branco” em algumas lavouras, mas com controle. A regularização climática aponta para safra normal, podendo repetir índices de produtividade da safra anterior. Porém, o regime de chuvas nos próximos 15 dias será determinante para confirmação deste prognóstico.

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Crédito: Epagri

A Epagri lança nesta quinta-feira, 22, em Itajaí, o seu primeiro cultivar de arroz especial para preparo de risotos: o SCS123 Pérola. O lançamento ocorre na Estação Experimental da Epagri em Itajaí (EEI), a partir das 9h30. Além de sessão solene, estão programadas visita ao campo de cultivo e uma atividade técnica, marcada para o período da tarde.

O arroz Pérola vem sendo desenvolvido pela Epagri desde 2007. Ele é especial para confecção de risotos por suas características peculiares, como o formato e a textura, que o tornam mais capaz de absorver sabores adicionados no preparo culinário.

O novo cultivar da Epagri é também mais produtivo que os outros especiais para risotos. Ester Wickert, pesquisadora da EEI e uma das responsáveis pelo trabalho, conta que arrozes para risoto costumam produzir quatro toneladas por hectare. “Normalmente os grãos especiais têm menor produtividade”, explica Ester. Já o Pérola apresentou produtividade média de dez toneladas por hectare nos experimentos realizados em diversas regiões produtoras de Santa Catarina.

Tamanha produtividade se deve, entre outros fatores, à arquitetura mais moderna da planta, que é mais baixa, tem maturação uniforme e bom perfilhamento. As plantas de arquitetura convencional, mais altas e com panículas mais abertas, estão mais sujeitas à queda e ao ataque de pássaros, por exemplo. Além de ser mais produtiva, a arquitetura do cultivar Pérola permite a automatização da colheita, relata a pesquisadora.

Outra vantagem para o produtor é o grande valor agregado de arrozes especiais para risotos. Enquanto o consumidor compra 1kg de arroz branco comum pelo valor médio de R$ 2,50, a mesma quantidade do especial pode chegar a R$ 12. O produtor já estabelecido de arroz comum que queira plantar o Pérola não vai precisar fazer nenhuma adaptação no seu modo de produção, já que o manejo das duas plantas é idêntico. Ele só vai precisar encontrar mercado para escoar seu produto diferenciado. 

Ainda neste ano, a Epagri realiza chamada pública para definir a empresa que vai multiplicar a semente do arroz Pérola, para que o agricultor possa plantar o novo cultivar. A expectativa da pesquisadora Ester é que, na safra de 2019, ele esteja sendo cultivado para chegar à mesa dos catarinenses a partir de 2020.

30 cultivares

Ao longo de sua história, a Epagri já desenvolveu 30 cultivares de arroz, 23 deles lançados especificamente para as condições de Santa Catarina. Destes, 12 seguem com recomendação de cultivo, já que os mais antigos acabam se tornando obsoletos com o desenvolvimento de novas pesquisas.

Em Santa Catarina, 80% das lavouras de arroz utilizam cultivares desenvolvidos pela Epagri. As sementes do grão desenvolvidas pela Empresa também são cultivadas em outros Estados - como Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, São Paulo, Alagoas, Goiás e Tocantins – e até em outros países, entre eles Argentina, Bolívia e Paraguai.

A Epagri faz pesquisas para desenvolvimento de cultivares especiais de arroz desde 1995. Além do Pérola, já foram lançados nessa linha o Rubi (vermelho) e o Ônix (preto). O próximo desafio, em que os pesquisadores da EEI já trabalham, é lançar um arroz especial aromatizado, muito utilizado na culinária tailandesa.

Santa Catarina é o segundo maior produtor de arroz no país. O Sul do estado é a principal região produtora (61,9%), seguido pelo Médio/Baixo Vale do Itajaí, Norte catarinense, Alto Vale do Itajaí e Litoral-Centro. Atualmente, mais de 30 mil pessoas dependem economicamente desta atividade no estado.

Serviço

O quê: lançamento do cultivar de arroz SCS123 Pérola
Quando: dia 22 de fevereiro, quinta-feira, a partir das 9h30
Onde: Na Estação Experimental da Epagri em Itajaí (EEI) - Rod. Antônio Heil, 6800, Bairro Itaipava
Informações e entrevistas: Ester Wickert, no fone (47) 3398-6339 ou no fone geral da EEI (47) 3398-6300

Informações para a imprensa
Gisele Dias
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Santa Catarina se prepara para inspeção de barcos e desembarcadouros autorizados a exportar para União Europeia. A partir da próxima semana, técnicos do Ministério da Agricultura farão o treinamento de funcionários da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) para inspeção dos barcos de pesca industrial e desembarcadouros que trabalham com exportação para países da Europa. A capacitação acontecerá entre os dias 19 e 21 de fevereiro, na sede do Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região (Sindipi), em Itajaí.

Durante o treinamento, os funcionários da Cidasc irão participar de reuniões de nivelamento e de práticas de inspeção de embarcações e desembarcadouros. O Ministério da Agricultura fornecerá uma lista de itens a serem observados durante as vistorias, o que irá orientar as ações da Cidasc. “Nós estamos trabalhando contra o relógio, para que possamos retomar as exportações de pescado o quanto antes. A União Europeia é um importante mercado, que nós temos plenas condições de reconquista”, ressalta o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa.

As inspeções começam na terça-feira, 20, com os técnicos do Ministério da Agricultura e da Cidasc e, segundo o presidente da Cidasc, Enori Barbieri, após o dia 21 a Cidasc dará continuidade às vistorias.

O Sindicato dos Armadores e das Indústrias de Pesca de Itajaí e Região (Sindipi) será responsável por organizar as embarcações para que sejam vistoriadas, dando prioridade para aquelas que estiverem ancoradas nos portos catarinenses.

A certificação da Cidasc terá abrangência em toda a costa brasileira, podendo ser feita inclusive em barcos de outros estados que descarregam pescados em Santa Catarina. Isso é possível porque Santa Catarina aderiu ao Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (SUASA) – sistema que garante a inspeção e fiscalização de produtos de origem animal e vegetal de maneira uniforme e equivalente em todos os estados.

Pesca em SC

Santa Catarina é o maior produtor de pescado do Brasil. O setor da pesca de Santa Catarina gera 60 mil empregos diretos e indiretos, em torno de 60 indústrias. O valor das exportações catarinenses de pescado totalizou US$ 29 milhões em 2017, sendo que US$ 2,4 milhões foram para União Europeia.

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Foto: Aires Carmem / Epagri

Nova estimativa prevê redução de 20,4% na safra catarinense de milho grão. A combinação de estiagem e redução da área plantada trará uma queda na produção e a colheita deve fechar em 2,4 milhões de toneladas em 2018. Os números foram divulgados nesta quinta-feira, 15, no Boletim Agropecuário do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

Os períodos de estiagem, principalmente em setembro e dezembro de 2017, comprometeram a produtividade das lavouras de milho catarinenses. Se na última safra os produtores colheram em média 8,6 toneladas/hectare, este ano o número deve ficar em 8 toneladas/hectare, uma queda de 7,14%.

A área plantada para o milho grão também será menor este ano, serão 310 mil hectares (14,3% a menos do que na última safra). Os principais concorrentes do milho grão são o milho silagem e a soja, que vêm ganhando cada vez mais espaço no meio rural.

Esses dois fatores fazem com que as projeções para a safra 2017/18 de milho não sejam otimistas. Com 643 mil toneladas a menos de milho grão, Santa Catarina pensa em alternativas para suprir as cadeias produtivas de carnes. Segundo o secretário da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, uma das opções é criar uma rota para que o milho venha do Paraguai, com preços mais competitivos do que aquele vindo do Centro Oeste brasileiro.

A colheita menor tem impacto direto no setor produtivo de carnes em Santa Catarina. Como maior produtor nacional de suínos e segundo maior produtor de aves, o estado consome em média seis milhões de toneladas de milho todos os anos.

O acompanhamento de safra tem como referência a situação da colheita em fevereiro.

Panorama Regional

Região Oeste
Nas regiões de Chapecó, Xanxerê e Concordia, até o dia 15 de fevereiro mais de 90% das lavouras se encontram em fase de maturação final e em torno de 10% da área plantada está colhida. Os relatos indicam uma safra normal que, devido as irregularidade das chuvas em alguns períodos (setembro e início de dezembro 2017), não deverá repetir os excelentes resultados da safra anterior.

Regiões de Joaçaba, Campos Novos, Curitibanos, Caçador
Nestas regiões, em função da ocorrência de período sem chuvas em setembro e na primeira quinzena de dezembro/17, as estimativas são de redução de rendimento entre 10 e 15%.

Campos de Lages
As condições normais de umidade do solo sugerem safra com bom rendimento.

Região Norte
As lavouras nesta região estão com bom desenvolvimento e deverão apresentar bom potencial produtivo.

Alto Vale o Itajaí
Até o momento 45% das lavouras estão colhidas, o rendimento médio é de 7 toneladas por hectare.

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Foto: Divulgação / SEA

Em janeiro, o Programa Mesa Brasil completa um ano com a doação de 1,16 mil toneladas de alimentos para famílias carentes e instituições sociais da Grande Florianópolis. Frutas e verduras doadas pelos boxistas e produtores rurais das Centrais de Abastecimento do Estado de Santa Catarina (Ceasa/SC) atendem, em média, 18 mil pessoas por mês.

A ação, em parceria com o Serviço Social do Comércio (Sesc), arrecada alimentos em perfeitas condições de consumo que são encaminhados para instituições sociais e famílias carentes. O Sesc mantém um espaço dentro da Ceasa para recolher e selecionar as frutas e verduras excedentes ou fora dos padrões de comercialização e atender as famílias carentes.

Segundo o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, o Mesa Brasil criou uma rede de solidariedade dentro da Ceasa/SC. “Estamos muito orgulhosos em fazer parte desse projeto, os boxistas e produtores vêm contribuindo de forma surpreendente, mudando a vida de milhares de pessoas na Grande Florianópolis”.

O diretor presidente da Ceasa/SC, Agostinho Pauli, ressalta que a parceria com o Mesa Brasil, além de ter como principal função a ação social de ajudar os mais necessitados, também contribui para diminuição do desperdício, evitando grandes quantidades de lixo orgânico, contribuindo até mesmo para a preservação do meio ambiente.

O Programa Mesa Brasil é uma rede nacional de bancos de alimentos contra a fome e o desperdício, que acaba contribuindo para promoção da cidadania e melhoria da qualidade de vida de pessoas em situação de pobreza. Para mais informações sobre a doação de alimentos para famílias carentes e instituições sociais, faça contato com o Programa Mesa Brasil através do número: 0800-643 4363.

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Arte: Ascom - Cidasc

O Diário Oficial do Governo do Estado de Santa Catarina publicou na edição do dia 8 de dezembro de 2017 a resolução n° 29/2017, que autoriza a contratação de 228 novos servidores para a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina. Serão contratados 50 médicos veterinários e 178 auxiliares operacionais aprovados nos concursos 001 e 002 de 2016. A contratação será realizada de forma gradativa, sendo 50% do quantitativo em março de 2018 e os outros 50% em julho de 2018.

De acordo com o presidente da Cidasc, Enori Barbieri, a contratação de médicos veterinários e auxiliares operacionais representa um reforço na equipe técnica da Cidasc, ampliando a capacidade do Estado de preservar a saúde pública, executar ações de sanidade animal e coibir entrada e disseminação de pragas e doenças nas lavouras e pomares do estado.

“Para manter o status de único estado do Brasil livre de febre aftosa sem vacinação e o status de zona livre de peste suína clássica, precisamos de uma estrutura adequada e de técnicos capacitados. O Governo do Estado está cumprindo um compromisso que assumiu com o setor, garantindo as condições favoráveis para o fortalecimento e desenvolvimento da agropecuária catarinense”, disse Barbieri.

Médicos Veterinários
Os profissionais irão coordenar a execução dos programas sanitários nacionais e estaduais, orientar produtores e cidadãos, fiscalizar o cumprimento de normas, além de inspecionar produtos e subprodutos de origem animal e desenvolver atividades de educação sanitária. Os resultados dessas ações beneficiam diretamente mais de 200 mil produtores em Santa Catarina e garantem o acesso dos produtos catarinenses a mais de 150 mercados de consumo.

A diretora de defesa agropecuária, Priscila Belleza Maciel, explica que os profissionais nomeados vão se dedicar ao fortalecimento da Defesa Agropecuária em Santa Catarina. “O trabalho desempenhado pelos médicos veterinários garante suporte fundamental à sanidade dos rebanhos e à produção de alimentos seguros aos consumidores nacionais e internacionais”, conclui Priscila.

Auxiliares Operacionais
Uma das principais atividades realizada pela Cidasc para promover medidas de proteção sanitária é a fiscalização de veículos e cargas em barreiras sanitárias nas divisas do estado ou em barreiras móveis nas estradas. Este trabalho é realizado por médicos veterinários, engenheiros agrônomos e pelos auxiliares operacionais.

Priscila destacou que este é um trabalho silencioso, mas de total importância para a manutenção dos status sanitário já conquistados e para avanço no controle e erradicação de pragas e doenças que colocam em risco a saúde pública, a sanidade animal, vegetal e os interesses econômicos do Estado.

O sistema de barreiras sanitárias, funciona o ano inteiro, 24 horas por dia, sete dias por semana, para garantir um dos maiores patrimônios do estado: a sanidade agropecuária de Santa Catarina.

Veja a lista completa de aprovados e o processo de convocação no link.

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China se consolida como principal mercado para carne suína catarinense. Em janeiro, o Estado faturou US$ 20 milhões com as vendas para o mercado chinês – mais do que o dobro da receita em dezembro de 2017. No último mês foram embarcadas 9,7 mil toneladas de carne suína com destino ao país asiático – 110,5% a mais do que em dezembro. A ampliação das vendas para a China acabou contribuindo para que Santa Catarina entrasse em 2018 com saldo positivo nas exportações de carne suína.

Em janeiro, o Estado embarcou 25 mil toneladas do produto, 10,2% a mais do que no último mês de 2017. O faturamento com as vendas internacionais também teve alta de 4,2% e fechou em US$51,3 milhões.

Em comparação com janeiro de 2017, os embarques de carne suína tiveram uma pequena queda tanto na quantidade (-1,7%) quanto no faturamento (-6,7%). O que pode ser explicado pela suspensão das vendas para Rússia, maior comprador da carne suína catarinense no último ano (102 mil toneladas).

Com a saída temporária da Rússia, a China passou a ser o maior mercado para a carne suína produzida no estado. Em relação ao primeiro mês de 2017, as vendas para o mercado chinês foram 69,6% maiores em janeiro e o faturamento aumentou em 71,9%.

Santa Catarina segue como o maior produtor e exportador de carne suína do país. O Estado foi responsável por 46,9% de toda carne suína vendida pelo Brasil em janeiro.

Segundo o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, o agronegócio vem conquistando cada vez mais espaço na pauta de exportações catarinenses, resultado da qualidade e da sanidade dos rebanhos. “O agronegócio faturou US$ 5,5 bilhões com as exportações em 2017, isso foi 65% do total exportado pelo Estado. É um desempenho incrível. As carnes produzidas em Santa Catarina têm um grande diferencial que é a sanidade dos nossos rebanhos e isso nos dá acesso aos mercados mais exigentes do mundo. Nosso desafio é manter esse status sanitário diferenciado e ampliar nossas vendas ao exterior”.

Os principais mercados para carne suína catarinense nesse início de ano foram China, Hong Kong, Chile e Argentina.

Carne de aves

O mês de janeiro teve queda nas exportações de carne de frango. Ao todo, o Estado vendeu 69,6 mil toneladas e faturou US$ 120 milhões em janeiro. Uma redução de 11,6% na arrecadação e de 6,4% na quantidade – em relação a dezembro.

Quando comparado com o mesmo período de 2017, a queda é de 17,6% no faturamento e de 13,9% na quantidade. O Estado respondeu por 22% das exportações brasileiras de carne de frango em janeiro. Os principais mercados para a carne de frango catarinense foram: Japão, Emirados Árabes e Arábia Saudita.

Exportações Brasil

Como grande exportador de carnes, Santa Catarina interfere no desempenho nacional. Sendo assim, o país também registra uma redução nos embarques de carne suína e de frango em relação ao mesmo período de 2017. Em janeiro o Brasil embarcou 323 mil toneladas de carne de frango – 8,9% a menos – e 53,3 mil toneladas de carne suína – 15,8% a menos. O faturamento também foi menor, uma redução de 13,4% para carne de frango (US$ 512,7 milhões) e de 20,1% para carne suína (US$110,2 milhões).

Exportações catarinenses em 2017

Em 2017, foram 276,5 mil toneladas de carne suína vendidas para mais de 50 países. As receitas geradas com as exportações passaram de US$ 639,2 milhões. Os principais compradores da carne suína catarinense foram Rússia, China, Hong Kong, Chile e Argentina.

Ao longo do ano foram embarcadas 971 mil toneladas de carne de aves, com um faturamento de US$ 1,8 bilhão no último ano. A carne de frango produzida em Santa Catarina chegou a mais de 120 países e os principais compradores foram Japão, China, Países Baixos e Arábia Saudita.

Os números foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa/Epagri).

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Governo do Estado de Santa Catarina e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) trabalharão em conjunto para acelerar a retomada das exportações de pescados para União Europeia. A partir de agora, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) fará a inspeção dos barcos de pesca industrial e desembarcadouros que trabalham com exportação para União Europeia para posterior certificação do Mapa. A medida foi anunciada nesta terça-feira, 6, pelo secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa.

Até o dia 19 de fevereiro, o Ministério da Agricultura irá fornecer um treinamento para os técnicos da Cidasc e a listagem dos itens a serem observados nas vistorias. A expectativa é de que já no dia 20 inicie o processo de inspeção. “A Cidasc irá atuar seguindo as orientações do Ministério, numa parceria importante para Santa Catarina. Nós queremos dar agilidade ao processo de retomada de exportações, fortalecendo o setor pesqueiro do Estado”, ressalta o secretário Sopelsa.

O Sindicato dos Armadores e das Indústrias de Pesca de Itajaí e Região (Sindipi) será responsável por organizar as embarcações para que sejam vistoriadas, dando prioridade para aquelas que estiverem ancoradas nos portos catarinenses.

A certificação da Cidasc terá abrangência em toda a costa brasileira, podendo ser feita inclusive em barcos de outros estados que descarregam pescados em Santa Catarina. Isso é possível porque Santa Catarina aderiu ao Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (SUASA) – sistema que garante a inspeção e fiscalização de produtos de origem animal e vegetal de maneira uniforme e equivalente em todos os estados.

“Esta é uma medida de grande impacto para a indústria de pescados, pois permitirá a reabertura das exportações para União Europeia, e traz mais agilidade no atendimento das exigências apresentadas pelo bloco europeu”, destaca o secretário adjunto da Agricultura Airton Spies.

A atuação da Cidasc não interfere na continuidade das negociações entre o Ministério da Agricultura e o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO), que poderá realizar as vistorias no futuro.

Pesca em SC

Santa Catarina é o maior produtor de pescado do Brasil. O setor da pesca de Santa Catarina gera 60 mil empregos diretos e indiretos, em torno de 60 indústrias. O valor das exportações catarinenses de pescado totalizou US$ 29 milhões em 2017, sendo que US$ 2,4 milhões foram para União Europeia.

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Epagri vem capacitando jovens agricultores desde 2012. Elizabeth Buss produz bolachas caseiras em São Bonifácio. Foto: Aires Carmem/Epagri/Arquivo

A Epagri inicia o ano com um aporte de R$ 3 milhões do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) referente a cinco projetos na área de extensão rural. Adicionando as contrapartidas da Empresa, o valor global dos investimentos alcança R$ 3.161.607,82. O valor será destinado à capacitação de jovens rurais e a melhorias em três centros de treinamento. “Esses recursos vieram para equipar e fortalecer nossos centros como unidades modelo onde os agricultores poderão observar o conjunto de tecnologias disponíveis para cada atividade”, explica Paulo Lisboa Arruda, diretor de Extensão Rural da Epagri.

Jovens rurais

Dois dos projetos vão qualificar 350 jovens agricultores e pescadores do Estado em 2018 e 2019. Serão R$ 1,7 milhão destinados a 13 cursos nos centros de treinamento da Epagri, com duração de 220 horas cada, focados em três temas centrais – produção, organização e protagonismo.

A Epagri trabalha na capacitação de jovens desde 2012. “Foi devido ao sucesso desse trabalho que decidimos dar continuidade aos cursos, agora com recursos do Mapa, próprios e do Governo do Estado”, explica Arruda. A Empresa constatou que era necessário transformar essa atividade em um processo continuado, incluindo os jovens dos meios rural e pesqueiro como público prioritário e permanente da extensão rural.

Os cursos tratam sobre liderança, gestão e empreendedorismo e também abordam áreas específicas, como bovinocultura de leite, de corte e olericultura. Até hoje, a Epagri formou 1.800 jovens em todo o Estado. “Com as atividades dos próximos anos, queremos totalizar 2,3 mil famílias alcançadas indiretamente”, diz o diretor de Extensão.

Estruturas para aprendizado

Nos centros de treinamento, os valores repassados serão usados ao longo dos próximos três anos. O centro de Tubarão (Cetuba) recebeu R$ 600 mil para a criação de uma Unidade Didática de Gado de Corte. O dinheiro será usado em estruturas de piqueteamento, melhoramento de pastagens e instalações antiestresse, atendendo às normas de bem-estar animal. A unidade servirá para analisar resultados técnicos e financeiros da atividade e realizar cursos e dias de campo para produtores, apresentando os resultados das tecnologias aplicadas.

O Centro de Treinamento de Videira (Cetrevi) recebeu R$ 400 mil para criar uma Unidade de Referência em Produção Integrada (PI) de Pêssego e Uva. O valor servirá para construir telas de cobertura antigranizo sobre os pomares, instalar sistemas de fertirrigação por gotejamento e de aspersão para controle de geada, além de aplicar outras tecnologias, como raleio químico e uso de reguladores de crescimento. Com 0,3 hectare, a área será uma referência para os produtores conhecerem as normas da PI para as duas culturas.

Com o investimento de R$ 416.671,32 do Mapa, o Centro de Referência Tecnológica do Leite, em Campos Novos (Cetrecampos), será reestruturado. Já estão instalados piquetes, cercas e mudas de eucalipto no local, e o dinheiro vai permitir construir instalações como sala de ordenha, sala de alimentação, esterqueira, sistema de biogás e aquecimento solar de água, tudo atendendo às normas de bem-estar animal.

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Foto: Epagri/Divulgação

Faltando quatro meses para o fim do prazo de adesão ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), Santa Catarina conta com 308.900 imóveis regularizados, 83% do total, de acordo com dados de dezembro de 2017 do Serviço Florestal Brasileiro, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente. A área total é de 6,9 milhões de hectares cadastrados.

Embora a adesão seja uma das maiores do País, muita gente ainda precisa correr para regularizar sua situação. A região catarinense mais adiantada é o Extremo-Oeste, com 94% dos imóveis rurais cadastrados. Já a Região Metropolitana (Grande Florianópolis) tem apenas 61%. “​A maioria dos imóveis não cadastrados se encontram na região litorânea e provavelmente são de proprietários que não residem nos imóveis ou são áreas que pertencem a empresas”, explica Janaína Corrêa, coordenadora do programa ambiental da Epagri.

Por meio de um decreto publicado em 29 de dezembro de 2017, o prazo para adesão ao CAR foi prorrogado para o dia 31 de maio deste ano. Ele é obrigatório para todos os produtores rurais brasileiros, com propriedades de qualquer tamanho. Além de ser um instrumento para o planejamento do imóvel rural e comprovar a regularidade ambiental da propriedade, o CAR será obrigatório para concessão de crédito agrícola a partir do fim do prazo.

Em Santa Catarina, a divulgação do CAR, o monitoramento e o apoio aos proprietários de imóveis rurais são tarefa de uma equipe que compreende diversas instituições, como as secretarias de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, da Casa Civil, da Agricultura e da Pesca, Epagri, Fatma, Polícia Militar Ambiental e entidades vinculadas ao meio rural.

Mais informações nos sites www.car.gov.br e www.cadastroambientalrural.sc.gov.br.

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