Foto: James Tavares/Arquivo Secom

Santa Catarina supera Goiás e se torna o quarto maior produtor de leite do país. O estado vai na contramão do país e segue sua trajetória de crescimento, chegando a 3,1 bilhões de litros de leite produzidos em 2016. Os números foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e confirmam a posição catarinense no ranking nacional.

Com crescimento de 1,76% de 2015 para 2016, a produção leiteira de Santa Catarina só fica atrás da de Minas Gerais, do Paraná e do Rio Grande do Sul – os maiores produtores nacionais. Até 2015, a quarta posição nesse ranking era ocupada por Goiás, porém, no último ano, o estado diminui em 13,8% a produção e foi superado por Santa Catarina.

A grande bacia leiteira catarinense é a região Oeste, que responde por 76% de todo leite produzido – quase 2,4 bilhões de litros. O secretário da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, destaca que em Santa Catarina a produção de leite está concentrada nas pequenas propriedades de agricultores familiares e que representa uma importante fonte de renda no meio rural. “O setor leiteiro é um grande destaque de Santa Catarina e vem passando por grandes transformações, com o investimento em pastagens, tecnologias e genética. Ainda temos muitos desafios pela frente, precisamos tornar nosso leite competitivo para exportação”, ressalta.

A produção de leite vem numa crescente em Santa Catarina. Há dez anos, o estado produzia 1,7 bilhão de litros e, em 2016, foram 3,1 bilhões de litros - um crescimento de 82%. No mesmo período, a produção brasileira aumentou em 32%. O secretário-adjunto Airton Spies explica que o leite é a atividade agropecuária que mais cresce no estado e que tem um grande impacto socioeconômico nos municípios catarinenses. “O setor leiteiro gera e distribui renda ao longo de toda cadeia produtiva, envolvendo 60 mil produtores e milhares de empregos em Santa Catarina. Nosso estado tem excelentes condições de produzir leite de alta qualidade a baixo custo. O grande desafio é nivelar para cima o padrão tecnológico para que todo leite seja de alta qualidade e melhorar a organização logística para conquistar o mercado externo”, afirmou.

No último ano, o Brasil produziu 33,6 bilhões de litros de leite, sendo que 37% desse total vêm da região Sul. Com cerca de 300 mil produtores, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, juntos, produziram 12,4 bilhões de litros de leite e se consolidam como a maior bacia leiteira do país.

Queda nos preços

Esse incremento na produção, combinado ao aumento nas importações de leite e queda nas exportações para países como a Venezuela, acabou gerando uma crise na cadeia leiteira, com preços no atacado e pagos ao produtor bastante baixos para esta época do ano. “A atual crise no preço é um exemplo da importância que devemos dar para preparação do setor para competir no mercado global. Só assim vamos conseguir evitar a importação e vender nosso leite para os consumidores do mundo todo”, afirma Spies.

Outra importante variável nesse cenário é a retração no consumo. A queda na renda de muitas famílias brasileiras fez com que produtos com maior valor agregado, como iogurtes e queijos, deixassem de ser uma opção na hora da compra. Menos consumo resultou em menos renda para produtores.

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Mais uma boa notícia para o agronegócio catarinense. A Agência de Inspeção Sanitária e Quarentena (QIA) da Coreia do Sul publicou a lista de empresas catarinenses habilitadas a exportar carne suína para o país. Inicialmente são três plantas autorizadas, sendo as únicas em todo o Brasil: BRF de Campos Novos, Aurora Alimentos de Chapecó e Pamplona Alimentos de Presidente Getúlio. A expectativa é de que Santa Catarina venda pelo menos 30 mil toneladas de carne suína por ano para a Coreia do Sul.

O governador Raimundo Colombo comemorou a notícia, lembrando que a Coreia é o quarto importador de carne suínda do mundo, sendo um grande cliente para Santa Catarina. Para ele, a conquista é a realização de um sonho. "Se transforma em emprego, em desenvolvimento, em valorização do nosso trabalho, da nossa produção. Isso é tudo que a gente queria", ressaltou. Colombo ainda lembrou o caminho percorrido para se ter esse mercado aberto, com muita negociação e conversa. 

A Coreia tem 50 milhões de consumidores. O secretário da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, também destaca a longa jornada para essa conquista. “As negociações com a Coreia do Sul acontecem há 10 anos e o nosso status sanitário diferenciado fez toda a diferença nesse processo. Hoje somos uma referência em sanidade animal e isso abre portas para os mercados mais competitivos do mundo”.

Desde 2016, o Governo de Santa Catarina estreitou os laços com a Coreia do Sul para agilizar as exportações de carne suína. Tanto que em julho, uma comitiva catarinense, liderada pelo governador Raimundo Colombo, visitou o país e iniciou as tratativas que resultaram na habilitação de três frigoríficos catarinenses.

“Essa é uma conquista do Estado de Santa Catarina, mas, principalmente, dos produtores rurais. A parceria formada entre Governo do Estado, produtores e iniciativa privada foi fundamental para que chegássemos onde estamos hoje. A busca pela excelência sanitária está gerando frutos, trazendo mais riquezas para o nosso Estado e mostrando toda a força do agronegócio catarinense”, ressalta Moacir Sopelsa.

Suinocultura em SC

Santa Catarina é o único estado brasileiro livre de febre aftosa sem vacinação e também livre de peste suína clássica, com certificados da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), status sanitário diferenciado que foi um fator decisivo para a abertura de novos mercados.

O Estado é o maior produtor e exportador nacional de carne suína do país. São cerca de 13 mil criadores integrados às agroindústrias e independentes, que produziram, em 2016, 969 mil toneladas de carne suína. Com um rebanho efetivo estimado em sete milhões de cabeças, o estado destina 28,3% da produção ao mercado externo.

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Foi dada a largada para o Censo Agro 2017. A partir do dia 1º de outubro, os 900 recenseadores e agentes censitários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) visitarão mais de 200 mil propriedades rurais de Santa Catarina para construir um retrato da produção agropecuária, florestal e aquícola do país. O lançamento do Censo Agro 2017 aconteceu nesta quinta-feira, 28, no auditório da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, em Florianópolis.

A colaboração dos agricultores é fundamental para que o IBGE consiga contabilizar a produção agropecuária catarinense. A entrevista com os produtores leva em média uma hora e aborda questões sobre tamanho da propriedade, o que e quanto produzem, quais máquinas utilizam, entre outros temas. Por lei, as informações prestadas pelos produtores são utilizadas única e exclusivamente para fins estatísticos e jamais são repassadas para qualquer outro órgão governamental ou empresa de marketing.

O diretor executivo do IBGE, Fernando Abrantes, explica que esse esforço em fornecer informações trará um retorno para os agricultores, que poderão buscar orientações para tomada de decisões e contarão com políticas públicas mais eficientes. “Nenhuma política pública pode ser feita sem uma estatística de qualidade. Nossa missão é conhecer a realidade para o exercício da cidadania”, ressalta.

O último Censo Agropecuário aconteceu em 2006 e desde então a agricultura catarinense passou por grandes transformações. “Em 10 anos muita coisa mudou em Santa Catarina. Hoje nós já falamos em agricultura de precisão, contamos com maquinários modernos e o cenário no meio rural é completamente diferente”, afirma o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa.

O Censo Agro será uma importante ferramenta para orientar a elaboração e a avaliação de políticas públicas, para estudos acadêmicos, desenvolvimento de projetos de instituições de pesquisa e para decisões quanto a investimentos públicos e privados. “Conhecendo a realidade dos produtores catarinenses, nós podemos construir programas e pensar em estratégias para aumentar ainda mais a competitividade no meio rural”, destaca Sopelsa.

Censo Agro no Brasil

No país inteiro, serão mais de 26 mil pessoas mobilizadas para alcançar cinco milhões de estabelecimentos. Os resultados preliminares começam a ser divulgados ainda no primeiro semestre do ano que vem. A equipe do Censo irá trabalhar uniformizada com colete azul do IBGE e terá em mãos um equipamento eletrônico para incluir os dados: o DMC (Dispositivo Móvel de Coleta). No crachá, além de foto, nome e outros dados, haverá um QR Code para confirmar, diretamente no site do IBGE, a identificação do recenseador ou agente.

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Esta quinta-feira, 28, é o Dia Muncial de Combate à Raiva, uma doença fatal que acomete todos os mamíferos, inclusive os seres humanos. A doença, que é transmitida por animais domésticos, de produção e silvestres ataca o Sistema Nervoso Central (cérebro), causando mudança de comportamento, paralisia e, por vezes, agressividade.

O animal doente elimina o vírus da raiva pela saliva. Por isso, não devemos colocar a mão na boca de cavalos ou bovinos que estejam com dificuldade de locomoção e/ou salivação intensa. Cães, gatos e animais silvestres transmitem a doença pela mordida. 

Dia Mundial de Combate à Raiva
Arte: Ascom/Cidasc

Morcegos

Os morcegos são transmissores da raiva, portanto jamais coloque a mão em um morcego mesmo que ele esteja imóvel e aparentemente morto. Ele pode estar doente e, ao ser tocado, morder, pois é assim que ele se defende. O morcego hematófago da espécie Desmodus rotundus é o responsável pela transmissão da doença para os herbívoros.

O médico veterinário e responsável pelo Programa de Controle da Raiva dos Herbívoros, Fábio de Carvalho Ferreira, ressalta que as demais espécies de morcegos hematófagos e não hematófagos são protegidos por lei e seu manejo e controle caracteriza crime ambiental. Por isso, somente profissionais capacitados, do Serviço Veterinário Oficial (SVO), podem intervir em colônias de morcegos em área de risco para a raiva, porque são capazes de diferenciar as espécies de morcegos em um abrigo.

Em caso de acidente com um desses animais procure um hospital ou posto de saúde mais próximo, relate o ocorrido e exija o tratamento adequado.

Para ajudar no controle da raiva

– Vacine seu rebanho contra a raiva;

– Informe ao escritório da Cidasc mais próximo sempre que seus animais ficarem doentes e apresentarem dificuldade para caminhar, se alimentar e/ou manifestar agressividade

– Caso seus animais tenham marcas de mordedura causada pelo morcego hematófago, comunique a Cidasc, mesmo que não estejam doentes;

– Avise ao médico veterinário da Cidasc se souber de algum local que possa abrigar morcegos hematófagos, tais como, cavernas; grutas; ocos de árvore; túneis; bueiros; passagem sob rodovias, cisternas e poços; casas e construções abandonadas.

Atenção: Nunca tente capturar um morcego, chame um profissional capacitado para removê-lo adequadamente.

Programa de Controle da Raiva dos Herbívoros em Santa Catarina

O PCRH em Santa Catarina tem como estratégias de atuação o controle da população de transmissores (morcegos hematófagos da espécie Desmodus rotundus); a vacinação dos herbívoros domésticos em situações específicas; a vigilância epidemiológica; o monitoramento sistemático e cadastramento de abrigos de morcegos e a educação em saúde e capacitação dos profissionais do Serviço Veterinário Oficial (SVO).

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Foto: Divulgação / Epagri

A produção de silagem é a nova aposta dos agricultores catarinenses. Para acompanhar um setor leiteiro em constante crescimento, os produtores rurais ampliam a área destinada ao cultivo de milho silagem e investem na produtividade. Só na última safra foram produzidos 9,5 milhões de toneladas de milho silagem, 14,39% a mais do que na safra 2015/16, e a expectativa é de que a próxima colheita seja ainda maior.

O grande destaque na produção de silagem está nas regiões de Chapecó e São Miguel do Oeste, que juntas somam em torno de 105 mil hectares de área plantada - 48% do total do Estado – e mais de 4,5 milhões de toneladas colhidas na última safra. Como a produção de silagem e a de leite andam juntas, as regiões também são referências na pecuária leiteira. Chapecó e São Miguel do Oeste são as maiores produtoras de leite do Estado, com forte expansão nos últimos anos, participando com aproximadamente 30% de toda a produção catarinense.

A Secretaria da Agricultura e da Pesca tem uma grande participação nesse incremento. Boa parte das sementes disponibilizadas pelo Programa Terra-Boa é destinada ao plantio de milho silagem, em especial pelos pequenos produtores.

A participação das sementes disponibilizadas pela Secretaria da Agricultura do Estado, por intermédio do programa Terra Boa alcança 220 mil sacas por ano, sendo que, o maior volume destas é destinado ao plantio de milho silagem, em especial pequenos produtores. Este ano o Programa tem recursos de R$ 50,9 milhões para atender 70 mil agricultores com apoio para aquisição de sementes de milho, calcário, kit forrageira e kit apicultura.

Milho Grão

Os agricultores catarinenses devem destinar 318 mil hectares ao plantio de milho grão na safra 2017/18 – 12% a menos do que na última safa. Por conta disso, a produção também ficará menor, em torno de 2,6 milhões de toneladas – 16,5% menor do que na safra 2016/17. Essa tendência é observada também nos outros estados do Sul: o Paraná já anuncia uma diminuição de 33% na área cultivada de milho e o Rio Grande do Sul espera 23% de queda.

A produção de milho silagem teve, inclusive, uma grande participação na redução da área plantada de milho grão no Estado.

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Foto: SOL/Divulgação

Nesta quinta-feira, 28, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca lançam o Censo Agro em Santa Catarina. De outubro a fevereiro, 900 recenseadores e agentes censitários do IBGE visitarão em torno de 200 mil estabelecimentos agropecuários no estado para colher informações sobre o meio rural catarinense. A apresentação do Censo Agro 2017 acontecerá às 10h, no auditório da Secretaria da Agricultura, em Florianópolis.

Os produtores rurais vão responder questões sobre o tamanho da propriedade, o que e quanto produzem, quais máquinas utilizam, entre outros temas. Por lei, as informações prestadas pelos produtores são utilizadas única e exclusivamente para fins estatísticos e jamais são repassadas para qualquer outro órgão governamental ou empresa de marketing.

O Censo Agro é fundamental para que decisões sobre o setor rural brasileiro sejam tomadas de maneira correta. Os resultados obtidos são essenciais para a formulação e avaliação de políticas públicas, para estudos acadêmicos, desenvolvimento de projetos de instituições de pesquisa e para decisões quanto a investimentos públicos e privados. O questionário do Censo Agro foi simplificado. O objetivo foi dar mais agilidade à coleta de dados, permitindo que, em média, três estabelecimentos agropecuários sejam visitados pelos recenseadores a cada dia.

No país inteiro, serão mais de 26 mil pessoas mobilizadas para alcançar cinco milhões de estabelecimentos. Os resultados preliminares começam a ser divulgados ainda no primeiro semestre do ano que vem. A equipe do Censo irá trabalhar uniformizada com colete azul do IBGE e terá em mãos um equipamento eletrônico para incluir os dados: o DMC (Dispositivo Móvel de Coleta). No crachá, além de foto, nome e outros dados, haverá um QR Code para confirmar, diretamente no site do IBGE, a identificação do recenseador ou agente.

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Foto: Jaqueline Noceti/Secom

A Epagri divulgou nesta sexta-feira, 22, uma análise detalhada dos riscos da estiagem que atinge o estado para agricultura de Santa Catarina. O documento foi redigido em conjunto pelos técnicos do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) e do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Epágri/Ciram). 

O estudo aponta as precipitações abaixo do normal climatológico no mês de setembro. Segundo nota informativa, o estado é frequentemente atingido por fenômenos climáticos que causam prejuízos à agropecuária, especialmente excesso de chuvas e estiagens. As estiagens mostram seus efeitos negativos à medida que estendem sua duração e conforme coincidem com períodos de implantação das culturas ou com períodos em que o desenvolvimento vegetativo e reprodutivo das plantas são mais sensíveis à baixa disponibilidade hídrica.

Confrontar as informações das atividades agrícolas, monitoramento dos rios e previsão do tempo, traz embasamento importante para compreensão e escolha de estratégias de manejo a serem adotadas em tempos de restrições hídricas.

Desde o dia 23 de agosto não chove regularmente no estado de Santa Catarina. As precipitações para o mês de setembro estão abaixo da média climatológica em todas as regiões do Estado. A situação agravou-se ainda mais com o baixo volume de chuva verificado no mês de agosto nas regiões do Litoral Norte, Litoral Sul, Meio Oeste, Planalto Sul e Vale do Itajaí.

De acordo com o monitoramento dos níveis dos rios em Santa Catarina, existem 22 estações hidrológicas na qual o regime hídrico se apresenta abaixo da normalidade. Os municípios mais atingidos na condição de alerta e emergência são Forquilhinha, Bocaina do Sul, Otacílio Costa, Canoinhas, Palhoça, Chapadão do Lageado, José Boiteux, Salete, Taió, Timbó, São João Batista, São Martinho,  Orleans, Tubarão, Passos Maia, Joaçaba, Rio das Antas, Tangará, Concórdia, Camboriú e Rio Negrinho. A situação encontra-se em atenção para os municípios de Curitibanos,  Itapiranga e Itapema.

Monitoramento dos rios no Estado de Santa Catarina

Esta situação de estiagem em algumas regiões de Santa Catarina é decorrente do baixo índice de pluviométrico em setembro de 2017. A região do Litoral Sul foi a que mais teve chuva no estado, cerca de 31,8mm na média, seguida da região do Extremo-Oeste com 29,6mm. A região que menos choveu neste mês de setembro foi o Meio-Oeste de Santa Catarina, com uma média de 1mm, seguida da região Florianópolis litorânea com 1,3mm. A média histórica em Santa Catarina varia entre 159mm a 251mm, portanto em algumas regiões não choveu nem 10% dos valores médios históricos.

Como em qualquer atividade econômica, há dificuldade em quantificar perdas por determinado fenômeno climático, pois vários outros fatores atuam simultaneamente sobre ela. Não basta simplesmente comparar a safra colhida com a anterior ou com a expectativa inicial de plantio da próxima safra. Fatores de mercado, a busca de produtos num ambiente globalizado, a atratividade dos preços, a forte relação do produto com outras cadeias produtivas podem alterar fortemente a intenção de plantio e os investimentos na produtividade.

O acompanhamento de safra é feito rotineiramente pela Epagri/Cepa, e o que pode ser observado no momento é que algumas atividades já sofrem danos em menor ou maior grau, em função da região em que estão inseridas e que serão impactadas em diferentes grandezas se a oferta hídrica não se reestabelecer em 15 ou 20 dias.

>>> Acesse o relatório na íntegra

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Foto: Aires Mariga/Epagri

O Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa) estima diminuição média de até 3% na produtividade da banana em Santa Catarina caso a estiagem persista até outubro. Em algumas microrregiões, essa queda pode chegar a 15%.

Segundo Rogério Goulart Junior, analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa, caso a chuva não retorne até o próximo mês o Sul catarinense pode enfrentar entre 7,5% e 15% de diminuição na produtividade média na microrregião de Criciúma, o que pode refletir em até 5% de redução na oferta da fruta na mesorregião. Já para as regiões do Norte e Vale do Itajaí, pode haver entre 5% e 10% de queda na produtividade média, com redução de até 3,5% na oferta normal estimada para as duas mesorregiões no período.

“Para os bananicultores, o problema principal é a redução no volume dos cachos e no calibre e tamanho dos frutos, pois afeta a qualidade da fruta comercializada, o que diminui ainda mais os preços médios pagos ao produtor, que já estão abaixo de R$ 0,40 por quilo”, avalia Rogério. “Mas há expectativa de que os estados produtores do Sudeste e Nordeste, que também estão sofrendo com a estiagem, reduzam a oferta nacional da fruta e, com isso, o preço ao produtor se valorize”, prevê o analista.

Rogério explica que os efeitos da estiagem devem alongar o ciclo de desenvolvimento das frutas nos bananais em mais de um mês, ocasionando a diminuição na densidade da polpa, com perda de calibre e diminuição no tamanho da fruta. A falta de chuva causa ainda produção de cachos menores por planta, afetando a produtividade média, além de dificultar e atrasar os tratos culturais como calagem e adubação. Outro efeito que se pode esperar é o aumento da presença da doença Mal do Panamá, provocado pelas temperaturas altas aliadas ao estresse hídrico que debilita as plantas. O analista da Epagri/Cepa lembra ainda que, nos últimos meses, a região Sul do estado enfrentou muitos ventos fortes, que reduziram em quase 3% o número de plantas nos bananais.

Os dados mais recentes da Epagri/Cepa indicam que, em 2016, existiam em Santa Catarina 3.481 bananicultores, responsáveis por uma produção de 743,2 mil toneladas em 28,7 mil hectares de área colhida. A bananicultura movimenta mais de R$ 519,2 milhões de Valor Bruto da Produção (VBP) e mais de R$1,6 bilhão considerando toda a cadeia produtiva no estado.

O Norte catarinense responde por 50% da produção e 44% do VBP do setor, uma participação que se mantém constante. No Vale do Itajaí, estão 39% da produção de banana, com 33% do VBP, mas, nas últimas safras, houve aumento na representatividade da produção. O Sul representa 10% da quantidade produzida no estado e 21% do valor bruto gerado. Nas últimas safras, houve aumento do VBP no Sul, devido à valorização no preço da banana-prata.

Mais informações e entrevistas: Rogério Goulart Junior (48) 3665-5448.

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A falta de chuvas começa a preocupar os produtores catarinenses de trigo. A estiagem já prejudica as lavouras, que estão em fase de florescimento, e as projeções são de uma safra 2017/18 até 30% menor do que a safra passada. As informações estão no Boletim Agropecuário publicado pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

A produção catarinense de trigo deve ser de 163,4 mil toneladas na próxima safra, contra 229 mil toneladas colhidas na safra 2016/17. A queda na produção de trigo pode ser explicada também pela redução na área plantada, que passou de 69 mil hectares para 50,9 mil hectares este ano, uma queda de 26%. Esse cenário é observado em todas as importantes microrregiões produtoras de trigo no estado, com destaque para Canoinhas (-38%), Chapecó (-17%), Joaçaba (-28%), Curitibanos (-29%) e Xanxerê (-25%).

O engenheiro agrônomo e analista do Cepa/Epagri, João Rogério Alves, explica que a estiagem alcançou as lavouras de trigo em plena fase de floração e o período seco compromete a produção futura. “Sem chuvas consistentes desde o dia 23 de agosto, as lavouras em sua maioria se desenvolveram em condições de falta de chuvas, resultando em plantas com porte baixo e com poucos perfilhos. Com plantas em fase de floração e enchimento de grão, a umidade no solo é considerada essencial. Se as chuvas previstas para ocorrem entre os dias 25 ou 30 deste mês não ocorrer, a situação das lavouras tende a piorar”, ressalta.

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Municípios das regiões de Concórdia e Joaçaba conhecem o Projeto Terra Legal. Nesta sexta-feira, 22, os agricultores e lideranças de Jaborá, Catanduvas, Vargem Bonita e Irani saberão mais informações sobre o projeto de regularização de imóveis rurais, proposto pela Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca. A proposta é fazer uma varredura e atender todos os agricultores familiares desses municípios. A reunião será às 9h30 na Câmara de Vereadores de Irani.

O Projeto Terra Legal pretende legalizar os imóveis do meio rural, promover a regularização fundiária das terras devolutas, posses e partilhas e a atualização do Cadastro Ambiental Rural de todos os imóveis rurais localizados nesses quatro municípios.

O Governo do Estado pretende legalizar e regularizar os imóveis rurais, com a inscrição no Sistema de Gestão Fundiáriano (SIGEF/Incra), atualizando o cadastro de terras na Subsecretaria de Reordenamento Agrário (MDA/SRA) e o Cadastro Ambiental Rural. O secretário de Estado da Agricultura, Moacir Sopelsa, destaca que a legalização das propriedades rurais traz mais segurança jurídica para os agricultores e é indispensável para acessar as políticas públicas federais e estaduais.

Por outro lado, o Governo do Estado terá um cadastro atualizado que poderá nortear as decisões sobre o desenvolvimento de políticas públicas e o planejamento estratégico sustentável desses municípios. Os produtores e técnicos poderão ainda pensar em um plano produtivo para o imóvel rural.

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