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Foi aprovado na reunião do Conselho Estadual de Cultura (CEC) da última terça-feira, 5, o registro da Festa do Divino Espírito Santo do Centro de Florianópolis como Patrimônio Cultural Imaterial de Santa Catarina. O festejo popular organizado pela Irmandade do Divino Espírito Santo (Ides), que existe desde 1775 de maneira ininterrupta, completou 242 anos em 2017. Tem como local de celebração religiosa a Capela do Divino, enquanto os festejos populares são realizados na Praça Getúlio Vargas, situada em frente à Capela, no Centro da Capital.

O pedido de registro foi feito pela Ides à Fundação Catarinense de Cultura (FCC) em maio deste ano. Após análise do processo, a Diretoria de Preservação do Patrimônio Cultural da FCC aprovou o registro e enviou à apreciação do CEC. O registro será concedido definitivamente após o prazo para manifestações em contrário, que vai até o dia 27 de dezembro.

Esta é a segunda manifestação cultural que recebe o registro de Patrimônio Cultural Imaterial de Santa Catarina. A primeira, foi a Procissão do Senhor Jesus dos Passos, promovida há 251 anos pela Irmandade do Senhor Jesus dos Passos de Florianópolis. De acordo com a diretora de Patrimônio Cultural da FCC, Vanessa Pereira, há ainda outros pedidos de registro em andamento na diretoria, sendo que três deles estão em fases mais adiantadas e devem ter um desfecho já em 2018: o Queijo Serrano de Lages; a Pesca de Tainha com Auxílio de Botos, em Laguna; e o Cacumbi de Itapocu, em Araquari.

Sobre a Festa do Divino de Florianópolis

A celebração da Festa do Divino é considerada um dos eventos religiosos cristãos mais expressivos dentre inúmeros praticados no Estado. Tanto em razão da sua longevidade quanto da imensa devoção dos fiéis e da grande participação popular. As festas do Divino entrelaçam a fé à Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Além de diversas comunidades de Florianópolis, outras cidades catarinenses também contam com os festejos, como Penha, Barra Velha, Itajaí, Camboriú, Laguna, Imbituba, Jaguaruna, Santo Amaro da Imperatriz, São José, Palhoça, Biguaçu, Garopaba, Tijucas, Tubarão, Lages, São Joaquim e Blumenau, notadamente, em sua maioria, aquelas de grande influência do povoamento açórico-madeirense.

Em Florianópolis, a celebração chegou junto com os colonizadores açórico-medeirenses, entre os anos de 1748 e 1756. As mais antigas referências sobre a existência da Irmandade do Divino Espírito Santo (Ides) e a realização da festa na cidade datam de 1773, ano da instituição da Irmandade do Divino Espírito Santo da Paróquia Nossa Senhora do Desterro e de 1776, ano da primeira Festa do Espírito Santo. Somente em 1806 aconteceu a primeira Festa com coroação, sendo coroado o açoriano Capitão Manoel Francisco da Costa.

O período de ocorrência da celebração é sempre o tempo de Pentecostes, cuja data mais relevante se dá exatamente 50 dias depois do domingo de Páscoa e a sete dias do ato litúrgico da Ascensão de Jesus; é o domingo de Pentecostes. Neste dia, ocorre a coroação do Imperador, figura onipresente em todas as festas do Divino, e a missa solene da coroação.

Nesses 242 anos de realização da Festa do Divino Espírito Santo organizada pela IDES, a liturgia, salvo transformações tecnológicas, manteve-se inalterada na sua essência, caracterizando-se por novenas, tríduos, missa solene com coroação, entonação do hino "veni creator spiritus, te-deum" e bênçãos.

Informações adicionais para imprensa
Fernanda Peres
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