Fotos: Divulgação/CBMSC

Uma ação rápida, precisa e de coragem realizada durante uma ocorrência há dois anos rendeu à bombeira militar Stefania Adaime Veit uma promoção por ato de bravura. O feito fez dela a primeira mulher da corporação a alcançar a façanha, oficializada neste mês. A solenidade de promoção ocorreu paralelamente à formatura do Curso Básico de Atendimento a Emergências (CBAE), no 9º Batalhão Bombeiro Militar, em Canoinhas. Stefania ainda receberá a medalha Cruz de Bravura e moção honrosa da Câmara de Vereadores de Canoinhas e da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina.

“Eu me sinto feliz e honrada por vivenciar esse momento de ser a primeira mulher promovida por ato de bravura. Ser bombeira, para mim, vai muito além de um emprego, é se doar ao próximo, mesmo se colocando em risco. É tornar o desejo de salvar vidas um instinto, que a gente aprende nos treinamentos e no dia a dia, quando somos expostos a situações de estresse”, declara a militar

O ato de bravura

Quando se deslocou para atendimento a uma ocorrência de parada cardiorrespiratória em Florianópolis, em maio de 2017, a então soldado Stefania não imaginava o papel que estava prestes a desempenhar. A equipe realizava o procedimento padrão para a situação quando a mãe da vítima, em estado de choque, sacou uma arma de fogo e ameaçou disparar contra os bombeiros. Familiares tentaram conter a mulher, mas sem sucesso. Foi quando Stefania percebeu o risco para todas as pessoas próximas e agiu rapidamente para imobilizar a senhora e desarmá-la.

“É muito gratificante ver que tudo que nós aprendemos contribuiu para que eu pudesse, com a ajuda dos meus colegas de guarnição, ter a frieza e a coragem necessárias para enfrentar aquela situação para ajudar ao próximo”, exalta Stefania, que agora detém a graduação de cabo, graças a atuação naquele dia.

Para se obter uma promoção por ato de bravura, um militar precisa ter a ocorrência analisada exaustivamente por uma equipe técnica, que só a concede em casos realmente especiais. “Espero que eu possa servir de exemplo para que a gente possa mostrar que sim, nós somos capazes”, complementa a cabo do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina.

Sobre a promoção por ato de bravura

Quando um profissional ingressa na carreira de Praça do CBMSC, ele passa pelo Curso de Formação de Soldados e passa a atuar na corporação como soldado. Após cinco anos, passa a ser soldado 1º classe e pode passar por um concurso interno, almejando a carreira de cabo. Após o curso de formação e dois anos na função, pode realizar outro concurso interno e após o curso de formação passar para o posto de sargento.

Quando um bombeiro militar é promovido por ato de bravura, ele automaticamente é promovido para uma graduação acima da sua, sem passar pelo concurso interno. Porém, para a progressão na carreira, o profissional deve passar pelo curso de formação.

Mulheres em corporações militares

Maria Quitéria de Jesus Medeiros foi a primeira mulher incorporada em uma Unidade Militar, no ano de 1823, durante a Guerra da Independência. No início da década de 80, foram os primeiros registros de mulheres que ingressaram nas Forças Armadas Brasileiras.

Em Santa Catarina o ingresso feminino na carreira militar iniciou em junho de 1983, na Polícia Militar de Santa Catarina, enquanto que no CBMSC, desde sua emancipação, em junho de 2003, a instituição passou a contar com as primeiras bombeiras militares. 

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Criadas em 16 de janeiro de 2011, as Forças-Tarefa (FTs) do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) são equipes multidisciplinares, estruturadas para atendimentos em casos de situação extrema, desastres naturais ou calamidades públicas. São 14 equipes assim, com 274 bombeiros militares, e subordinadas ao Subcomando Geral, responsável pela parte operacional da corporação.

Para atuar nas Forças-tarefa os bombeiros militares se colocam à disposição do Comandante do Batalhão ao qual pertencem e quando aceitos começam a ser capacitados, com cursos específicos: Combate a Incêndio Florestal; Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas; Intervenção em Áreas Deslizadas; e Busca e Resgate em Inundações e Enxurradas.

“Essas FTs foram criadas a partir do desastre natural do Morro do Baú, que aconteceu em 2008 e nos mostrou a necessidade de especialização dos nossos bombeiros militares, nestes fenômenos climáticos. O CBMSC desenvolveu técnicas e ferramentas para atuação neste tipo de atividade. Muitas corporações nos solicitam treinamentos, ou enviam profissionais, para capacitação com a nossa instituição”, explica o subcomandante-geral, coronel Ricardo José Steil.



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As FTs são estruturadas com oito profissionais para cada atuação, com viaturas tracionadas, embarcações e ferramentas específicas para atuação nas mais diversas situações. Além disso, os grupos também possuem caminhões de ajuda humanitária, trabalho também feito pelos Bombeiros de SC.

Embora sejam oito profissionais por equipe, os batalhões podem ter mais bombeiros capacitados, como no 5º Batalhão, em Lages, que possui 36 bombeiros militares capacitados para desempenho nas FTs. Destes profissionais, 11 têm o curso de Busca e Resgate em Inundações e Enxurradas.

Na próxima semana, o Centro de Referência em Desastres Urbanos, em Xanxerê, recebe mais uma turma do Curso de Intervenção em Áreas Deslizadas, preparando mais profissionais das FTs para atuação nessa área.

Autonomia

As FTs são autossuficientes. Possuem equipamentos, alimentação, alojamento e recursos próprios, permitindo que a logística e o deslocamento sejam mais rápidos, quando uma equipe é acionada. Cada FT possui um comandante e um subcomandante, que obrigatoriamente são oficiais militares e responsáveis pelo gerenciamento da equipe.

“As nossas equipes são uma referência nacional para atendimentos em casos extremos, já que Santa Catarina tem uma característica climática que exige treinamento diferenciado. Outras corporações acionam as nossas FTs por saberem dessa capacidade catarinense, como foi o caso mais recente de Brumadinho, em que ficamos por mais de 50 dias”, conta o comandante-geral do CBMSC, coronel Charles Alexandre Vieira.

Além da estrutura própria, as FTs são combinadas com outras áreas da corporação, garantindo que a atuação seja completa. Geralmente a parceria acontece com as áreas de Cinotecnia, os chamados binômios - dupla entre bombeiro militar e cão de busca; com as aeronaves do Batalhão de Operações Aéreas; e também com a área de aeronaves não tripuladas, os drones.

Quando uma Força-Tarefa é acionada

As FTs são chamadas quando a capacidade de atendimento de um local é atingida. Também é comum que a Força-Tarefa de uma região se desloque para outra, caso exista a necessidade de reforço.

“Embora quando se fale em situações extremas as pessoas logo pensem em chuvas e deslizamento de terra, as FTs também atuam em situações de salvamento em altura, incêndios florestais, ou de grandes proporções, desabamento de estruturas, como prédios, entre outras situações. As Forças-Tarefa são um grande reforço da corporação”, complementa o subcomandante.

Treinamentos

Para que as respostas sejam rápidas e se tenha mais precisão nas ocorrências, o CBMSC mantém uma rotina de treinamentos, simulando situações reais. Com isso, além de garantir o ritmo das equipes, traz a possibilidade de avaliação dos profissionais e métodos, verificando os pontos que podem ser aprimorados. Assim, o Subcomando Geral tem controle de quais são as equipes ideais para serem empregadas em cada situação.

Isso tudo garante que possa ser treinado também o trabalho em equipe, a parte de logística e o comando das operações, fazendo com que todos estejam sempre prontos para atuar.

O último exercício simulado, envolvendo todas as FTs, foi realizado nos dias 17 e 18 de junho, em Criciúma e foi voltado para o treinamento de intervenção em áreas deslizadas. Para as equipes, o teste começou desde a saída das cidades de origem, a chamada mobilização, passando pela ação, que durou a madrugada toda, até o retorno, o chamado desmobilização. Tudo isso faz parte da avaliação.

Foi montada uma estrutura completa, de deslizamento de terra, criando um cenário de uma noite de chuva. Ainda foi estruturado o sistema de comando de operações (SCO) e também funcionou o Autoposto de Comando (APC), que é uma unidade móvel e permite o acompanhamento da operação e gerenciamento da situação com a tecnologia necessária.

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As equipes do 5º Batalhão Bombeiros Militar, com sede em Lages, desenharam uma estratégia para atendimentos na Festa Nacional do Pinhão, sem prejudicar o serviço prestado à comunidade. Os profissionais escalados estão de prontidão todos os dias no Parque de Exposições Conta Dinheiro, além de ter disponível no local uma ambulância de Autossocorro de Urgência (ASU), e também um caminhão Autobomba Tanque Resgate (ABTR), usado em situações de incêndio e resgate.

“Com a experiência que temos, de outros anos, na Festa do Pinhão é importante que o CBMSC, através do 5º BBM, esteja presente, para que o atendimento das ocorrências seja mais rápido”, explica o major Mateus Muniz Corradini, subcomandante do 5º BBM. “Como é um evento de grande porte e possui uma estrutura não só para shows, mas também gastronômica, envolvendo equipamentos que utilizam gás e fogo, mesmo com a nossa vistoria antecipada, a prevenção e o acompanhamento são de extrema importância”, completou.

Vistorias

A área de atividades técnicas vistoriou, antecipadamente, 41 edificações permanentes, distribuídas entre casas e pavilhões, que pertencem ao Sindicato Rural de Lages e Associados Rurais, responsáveis pelo terreno em que a festa acontece. Outros itens importantes da vistoria são a as saídas de emergência, que também foram vistoriadas.

Além disso, foram feitas outras 30 vistorias entre barracas, foodtrucks e ambulantes, que embora não sejam de responsabilidade do CBMSC, trabalham com equipamentos que podem trazer risco para os visitantes, por isso a equipe garantiu a padronização e orientou os comerciantes, trazendo ainda mais segurança para quem vai visitar a festa.

Os bombeiros militares também conferiram estruturas transitórias, como palco principal, backstage, camarote, sapecada, entre outras estruturas utilizadas para a festa.

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O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) está sob novo comando. O coronel Charles Alexandre Vieira assumiu como comandante-geral na tarde desta quinta-feira, 13, em cerimônia de passagem realizada no Centro de Ensino Bombeiro Militar, em Florianópolis. Ele substitui o coronel Edupércio Pratts, que exerceu a função desde fevereiro.

“Comandar uma instituição que possui 97% de confiabilidade entre a população catarinense é um enorme desafio. Mas com a equipe que montamos, com oficiais de estirpe, temos a certeza que vamos elevar ainda mais o nome do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina”, afirmou o novo comandante-geral.

Em seu discurso, o governador Carlos Moisés relembrou que foi também em um dia 13 de junho que o Corpo de Bombeiros se emancipou da Polícia Militar, formando duas instituições separadas e fortalecidas. Egresso da corporação, Moisés agradeceu o trabalho prestado por Pratts e desejou sucesso ao novo comandante-geral.

Pratts, por sua vez, agradeceu à confiança do governador Carlos Moisés e se disse realizado com o período que passou à frente do CBMSC: “É o coroamento de uma carreira de 35 anos de serviços prestados à sociedade catarinense”.

Sob seu comando, os bombeiros militares catarinenses renovaram a condição de referência nacional em trabalhos de busca e resgate com o apoio prestado a Minas Gerais após o desastre ambiental de Brumadinho.

Experiência em funções de comando

Oficial há 25 anos, o coronel Vieira atuava como subcomandante-geral do CBMSC. Ele é bacharel em Administração de Recursos Humanos, pós-graduado em Administração de Segurança Pública e especialista em Administração Pública.

Dentro do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, o novo comandante já foi diretor de Ensino, comandante do Batalhão de Itajaí, dos pelotões de Orleans e São Bento do Sul e da 3ª Companhia de Bombeiros Militar em Florianópolis. O coronel também já foi subcomandante do 1º Batalhão da Capital, chefe da divisão de Engenharia Contra Incêndio e Pânico, da Diretoria de Atividades Técnicas, comandante da Academia de Bombeiros Militar, além de comandante do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças.

Também presente à cerimônia, a vice-governadora Daniela Reinehr destacou a capacidade operacional de Vieira e disse que, entre os próximos desafios da corporação, estão o mapeamento dos pontos de afogamento mais comuns para a próxima temporada de verão e a implantação do laboratório de ciências do fogo.

Novo decreto e promoção de oficiais

Ainda durante a cerimônia, o governador Carlos Moisés assinou digitalmente um decreto que regulamenta a atividade dos bombeiros comunitários nos quartéis do estado. A nova norma possibilita que eles possam receber um valor idêntico ao dos guarda-vidas civis pelos dias trabalhados.

Também ocorreu a promoção de oficiais, com seis passando ao cargo de major e cinco ao posto de coronel. A solenidade marcou ainda a posse do coronel Charles Acordi como chefe do Estado Maior e do coronel Ricardo Steil como subcomandante-geral.

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 Flávio Vieira Júnior/Defesa Civil

Foi realizada, na noite de segunda-feira, 10, na Associação Empresarial de Rio do Sul (ACIRS), uma reunião entre a comunidade do Alto Vale e representantes da Defesa Civil e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS). O tema do encontro foi a contenção de cheias no Vale do Itajaí, e o objetivo foi atualizar a situação dos projetos de obras estruturantes na região. 

A SDS explanou sobre a fiscalização e a segurança das estruturas e as atribuições da Secretaria em relação a fiscalização das obras no estado. Em seguida, o chefe da Defesa Civil de Santa Catarina, João Batista Cordeiro Júnior, apresentou ao público o andamento do “Projeto de Minimização de Cheias no Vale do Rio Itajaí Açu”. Segundo ele, todas as ações em prática foram elencadas pelo estudo realizado pela Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA).        

“A barragem de José Boiteux é a que mais nos preocupa”, comentou Cordeiro Júnior. A estrutura foi entregue na década de 1990 pelo Governo Federal com algumas pendências. “Um exemplo é o canal extravasor que não foi concluído e também a falta de um estudo de impacto ambiental e social da estrutura, o que acarreta uma série de pendências com a comunidade indígena",  completou.

Nos últimos meses, a Defesa Civil está alcançando avanços tanto nas tratativas com o Governo Federal, quanto encaminhando as demandas indígenas, como o estudo de impacto socioambiental, não realizado desde a construção da Barragem. O projeto vai identificar as maiores necessidades das comunidades durante a operação da Barragem. 

Já entre os projetos em andamento, o secretário da Defesa Civil destacou a construção de oito novas barragens. Dentre elas, as de Mirim Doce, Petrolândia e Braço do Trombudo. Da mesma forma, melhoramentos fluviais em diversos municípios. 

Durante o evento também foi exposto todo o avanço no trabalho de monitoramento e alertas realizado pela DC. Além de tecnologia, com rede própria de radares meteorológicos e imagens de satélite em tempo real, os catarinenses contam agora com o monitoramento 24 horas por dia, a partir deste mês de junho. Essa melhoria no serviço se deve a contratação de um corpo de meteorologistas que também garante a produção de produtos específicos para proteção e Defesa Civil.

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 Foto: Flávio Vieira Júnior/Defesa Civil

A Defesa Civil de Santa Catarina concluiu a instalação de mais um kit de contenção (ponte) no município de Praia Grande, na comunidade Fortaleza. Com o comprimento de 15 metros, a estrutura substituiu uma estrutura danificada por uma forte enxurrada ocorrida no início deste ano. A instalação foi o resultado de uma parceria entre o município, que realizou a construção das cabeceiras, e a Governo do Estado, que forneceu a estrutura pré-moldada.

Este programa é uma das ações de apoio às cidades atingidas por fenômenos meteorológicos. Os kits garantem a mobilidade na região beneficiando milhares de catarinenses, dentre eles os produtores rurais que precisam de uma estrutura viária confiável para o escoamento da produção.

Já existe a previsão de entrega de mais estruturas. No próximo dia 11 de junho, será instalada em Taió e em Guatambu, onde a prefeitura já iniciou a construção das cabeceiras. Desde o início do Projeto foram instalados 373 kits de transposição por todo estado. Apenas este ano são sete estruturas, além desta última em Praia Grande, uma nos municípios de Joinville e Itaiópolis, duas em Witmarsun e duas Pinhalzinho.

Ainda está prevista a instalação de mais 17 kits de transposição, em todo o estado, que estão em fase de construção das cabeceiras.

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O “Seminário de Proteção e Defesa Civil: Incêndios Florestais, Barragens e Inteligência como Estratégia em Redução de Riscos e Desastres (RRD)”, promovido pela Defesa Civil de Santa Catarina, reuniu cerca de 300 pessoas na Grande Florianópolis. Durante dois dias, foram debatidas as mudanças climáticas no desencadeamento de desastres naturais e humanos, além de eventos intensos pluviométricos associados a rompimentos de barragens. O evento, considerado um sucesso pela organização, foi realizado no Campus da Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL), no bairro Pedra Branca, em Palhoça.

>>> VEJA A GALERIA DE FOTOS DO SEMINÁRIO <<<

O chefe da Defesa Civil, João Batista Cordeiro Jr, agradeceu todas as entidades parceiras que apoiaram a realização do evento e destacou que devemos nos preparar para todas as situações que os catarinenses possam estar expostos: "A mudanças climáticas estão a cada dia trazendo mais reflexos para a vida das pessoas e essas mudanças resultam também nos grandes eventos climatológicos”.

Segundo o palestrante Dr. Alberto Sayão, que falou sobre as barragens de rejeito, a iniciativa catarinense é de suma importância. "Foi muito oportuno mais um evento sobre o assunto tentando esclarecer muitas dúvidas da população e dos técnicos das defesas civis municipais sobre barragens", disse.

O Seminário foi um grande palco para o aprendizado. Além dos debates, também foi promovida a exposição de cases, práticas e lições aprendidas. "Ao término do seminário de proteção e defesa civil, podemos afirmar que alcançamos o objetivo proposto de discutir assuntos atuais e de suma importância para a sociedade como um todo", acrescentou o diretor de Gestão de Educação e Capacitação da Defesa Civil de SC, Alexandre Corrêa Dutra. Segundo ele, a iniciativa mais uma vez trouxe profissionais expoentes e se mantém como  destaque no cenário nacional por proporcionar um debate atual para a comunidade.

Durante o seminário, houve também um período para homenagens e reconhecimento da Defesa Civil aos ex-coordenadores regionais, agraciados com a Medalha do Mérito da Defesa Civil pelos serviços prestados.

O evento é realizado em parceria com as organizações que integram o Comitê Técnico Científico junto com a Defesa Civil. Dentre elas: Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Instituto Federal Catarinense (IFC), Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Associação Brasileira de Pesquisa Científica, Tecnológica e Inovação em Redução de Riscos e Desastres (ABPRRD). O seminário é realizado com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).

Todas as palestras e debates estão disponíveis por meio do link: https://youtu.be/iLivzfQMS6k

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Foto: Divulgação / SDC

O serviço de monitoramento e alertas da Defesa Civil de Santa Catarina iniciou uma nova fase. O Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e Desastres recebeu o reforço de sete meteorologistas com especialidade em previsão de curto e longo prazo, além do apoio de outros vinte profissionais multidisciplinares. 

O monitoramento passa a ser realizado presencialmente 24 horas por dia, durante os sete dias da semana, dando todo o suporte necessário às ações do Governo do Estado na área de proteção e defesa civil.

Também foram agregados novos modelos de previsão atmosférica e hidrológica, resultando em uma maior precisão nas informações repassadas para a população, como na definição das áreas atingidas.

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Informações atualizadas às 17h45min

 Ocorrência em Criciúma / Foto: Divulgação/ CBMSC

O Centro Integrado de Gestão de Riscos e Desastres (Cigerd), da Defesa Civil de Santa Catarina, monitora todas as ocorrências de enxurradas, chuvas e ventos nas regiões afetadas pelas condições climáticas nessas quinta e sexta-feira, dias 30 e 31. Nesse período, equipes da Secretaria de Estado da Infraestrutura, Corpo de Bombeiros Militar e Celesc atuam em situações específicas para remoção de bloqueios de vias públicas e de galhos sobre a rede elétrica.

>>> Acesso o relatório completo atualizado até as 17h 

Desde a manhã desta sexta-feira, 31, o ponto principal ponto de atenção é o Vale do Itajaí, devido à elevação dos rios. As barragens da Defesa Civil estão em operação. A barragem sul (Ituporanga) está com as cinco comportas fechadas e 43% do lago está ocupado. A barragem oeste (Taió), também está com as sete comportas fechadas e com o reservatório em 30% da capacidade. A barragem norte (José Boiteux) não foi acionada.

Só na região Oeste, o Corpo de Bombeiros Militar atendeu a mais de 135 ocorrências por causa das mudanças climáticas, nessas quinta e sexta-feira. Caso a situação se agrave, há 14 forças-tarefas de prontidão, que são equipes constituídas de dez bombeiros militares, com cursos operacionais voltados a busca e resgate em situações extraordinárias. Elas são empregadas quando a capacidade de atendimento local é ultrapassada em virtude de um evento crítico, ou de um desastre de origem tecnológica ou natural.

 Ocorrência em São Miguel do Oeste / Foto: Divulgação/ CBMSC

A Defesa Civil também monitora áreas com risco de deslizamento em Rancho Queimado.

Entre essas quinta sexta-feira, as principais ocorrências foram registradas nos municípios abaixo:

Agronômica

Inundação

Ascurra

Inundação

Bandeirante

Chuvas intensas e vento

Bela Vista do Toldo

Chuvas intensas

Blumenau

Chuvas intensas

Bom Retiro

Chuvas intensas

Caçador

Inundação

Canoinhas

Enxurrada

Capinzal

Chuvas intensas / Deslizamento

Entre Rios

Chuvas intensas

Faxinal dos
Guedes

Chuvas intensas

Forquilhinha

Inundação

Garuva

Granizo

Gaspar

Chuvas intensas

Imbituba

Deslizamento

Irani

Chuvas intensas

Irineópolis

Chuvas intensas

Jardinópolis

Chuvas intensas

Joinville

Chuvas intensas

Lauro Müller

Chuvas intensas

Lontras

Inundação

Mafra

Chuvas intensas e vento

Major Vieira

Inundação

Morro da Fumaça

Inundação

Nova Trento

Chuvas intensas

Orleans

Enxurrada

Palmitos

Inundação

Paraíso

Chuvas intensas, vento e granizo

Passos Maia

Chuvas intensas

Peritiba

Chuvas intensas

Ponte Serrada

Chuvas intensas

Porto União

Chuvas intensas e granizo

Rio do Sul

Inundação

Rio Negrinho

Chuvas intensas

São Bento do Sul

Deslizamento

São Miguel do
Oeste

Ventos de até 130km

Sombrio

Deslizamento

Timbé do Sul

Chuvas intensas

Timbó

Chuvas intensas

Turvo

Chuvas intensas

Xanxerê

Chuvas intensas




Em Jaguaruna,  Secretaria de Estado da Infraestrutura e a Prefeitura firmaram uma parceria com três empresas mineradoras da região Sul do Estado e já deram início aos trabalhos de recuperação da ponte do município. O tráfego na ponte deverá ser reestabelecido até o fim de semana e os serviços de acabamento de recuperação da estrutura serão realizados ao longo da próxima semana.

Aulas suspensas pelo Estado

A Secretaria de Estado da Educação comunicou que 48 escolas estaduais estão com as aulas suspensas nesta sexta-feira, 3. Somadas, elas têm aproximadamente 21,3 mil alunos. O retorno das aulas está previsto para segunda-feira, 3. A reposição das aulas está garantida para cumprimento dos 200 dias letivos previstos em lei. O principal motivo da suspensão é devido à locomoção dos estudantes, que por causa das chuvas não conseguem chegar às unidades. 

As suspensões atingem escolas das regionais de Brusque (duas escolas), Campos Novos (duas), Grande Florianópolis (duas), Ituporanga (uma), Jaraguá do Sul (duas), Joaçaba (uma), Lages (uma), Laguna (14), Mafra (duas), São Bento do Sul (13) Tubarão (seis) e Xanxerê (duas).

Energia elétrica

A Celesc entrou em atuação com suas equipes de atendimento emergencial, com reforço operacional abrangendo todas as regiões atingidas. Inicialmente foram atendidas as ocorrências que envolvem segurança no sistema, isolando os trechos faltosos e recompondo o máximo de unidades consumidoras possível.

Às 11h desta sexta-feira, a condição do sistema elétrico e do abastecimento em todo Estado apresentava um pouco menos de 5 mil unidades consumidoras sem energia, com os trabalhos de emergência após o temporal concentrados nas regiões Oeste, além do Planalto Norte e Serrano - mais atingidas que ainda apresentavam consumidores em atendimento.

Fornecimento de água

A Casan também trabalha para manter o fornecimento de água em Santa Catarina. A companha relata ocorrências de motores de bombeamento submersos ou o sistemas de tratamento comprometidos pela alta turbidez e quedas de energia provocadas pelos ventos. A Casan disponibiliza informações em tempo real para cada município pela internet (acesse aqui). Em algumas cidades, o fornecimento teve de ser interrompido por algumas horas ou turnos, até que a água dos rios perca um pouco de força.

Telefones de emergência

Corpo de Bombeiros Militar: 193
Defesa Civil: 199
Celesc: 0800 48 0196
Casan: 0800 643 0195

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Além das atividades no combate a incêndios, busca e resgate e atendimento pré-hospitalar, o CBMSC atua de forma efetiva na prevenção de acidentes, como a prática de vistorias e análises técnicas em edificações comerciais e familiares. Na última quarta-feira, 22, a morte de seis familiares (cinco catarinenses) que estavam hospedados no Chile, causada supostamente pela inalação de monóxido de carbono, chamou a atenção para os motivos que possam ter causado o acidente. Intoxicações por asfixia podem ocorrer após a vítima inalar o GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) ou o monóxido (liberado pelo GLP) que, em casos graves, podem levar à morte. 

No caso da família encontrada no Chile, há suspeitas de que um aquecedor a gás poderia ter causado o acidente. Diferente do aquecedor solar, o aquecedor a gás possui um queimador parecido com o de um fogão e é envolvido por uma espécie de serpentina, por onde circula a água que será aquecida. Quando a queima do fluido não é perfeita, ocorre a combustão e a liberação de monóxido de carbono. Este gás é inflamável, sem cor ou cheiro, podendo gerar sérios prejuízos, que vão de uma simples dor de cabeça até a morte por asfixia.

A aproximação do inverno e a queda nas temperaturas contribuem para o uso frequente deste tipo de equipamento, comum em áreas mais frias como o Oeste e Serra catarinense. De acordo com o Capitão BM Oscar, integrante da Diretoria de Segurança Contra Incêndio do CBMSC, o uso de aquecedores a gás pode se tornar perigoso caso o ambiente não possua saídas de ar para a circulação do oxigênio. No Brasil, as normas de segurança vão desde a fabricação até a instalação dos aparelhos, diretamente propostas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Em Santa Catarina, o CBMSC trabalha com exigências técnicas para a instalação de sistemas de gás por meio da Instrução Normativa nº 8, a fim de prevenir acidentes no uso destes equipamentos. As análises e a liberação dos aquecedores a gás são relativas, com a verificação de três itens:

- Combustão: quantidade de combustível e a potência do aparelho;  
- Ar (oxigênio): volume disponível, renovação e circulação;
- Gases da Combustão: contaminação e exaustão.

Por este motivo, nenhuma alteração deve ser feita nos aparelhos, que podem oferecer riscos.

Ainda de acordo com o Capitão BM Oscar, muitos consumidores podem ter prejuízos pela falta de conhecimento. Seguem abaixo algumas dicas para prevenir acidentes:

- Manter aberturas para a circulação de oxigênio no ambiente;
- Fazer a manutenção correta e em tempo previsto do equipamento;
- Acionar somente profissionais capacitados para a instalação (a má instalação pode oferecer riscos);
- Não obstruir passagens de ventilações permanentes;
- Antes de qualquer instalação, sejam em residências unifamiliares ou multifamiliares, verifique as regras da ABNT e contate o CBMSC em caso de dúvidas.

Vale ressaltar que o Corpo de Bombeiros Militar atua em todos os processos de segurança na construção de edificações, desde a análise de projetos, vistoria, perícia e prevenção de incêndios. Em Santa Catarina, o cidadão que tiver interesse em construir indústria, prédio, fábrica ou estabelecimento comercial deve possuir um projeto preventivo contra incêndio e pânico aprovado pelo CBMSC.

Este projeto apresentará os sistemas preventivos necessários para garantir a segurança do cidadão, conforme a complexidade da edificação em vogue. Após a aprovação do projeto preventivo na seções de atividades técnicas, os bombeiros militares realizam vistorias nos locais, para, em caso de instalações adequadas, serem emitidos atestados de funcionamento ou de habite-se para os estabelecimentos. Isto garante a segurança das pessoas e evita que sinistros aconteçam.

Não há mérito algum em combater um incêndio que poderia ser evitado. Prevenir é salvar!

Texto: Jeiseriel Cunha e 1ºTen BM Ian Triska
Fotos: Sd BM Tainara Monteiro de Freitas

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