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Fotos: Julio Cavalheiro / Secom

Um pedido por socorro, de uma das margens do rio Itajaí-Açu, em Blumenau, deu início ao simulado coordenado pela Defesa Civil de Santa Catarina com o objetivo de integrar e treinar as equipes que entram em ação numa situação de crise, como o caso dos desastres naturais. O treinamento vai até a sexta-feira, 18, envolvendo um efetivo de aproximadamente 1,2 mil homens e mulheres da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Exército Brasileiro e Samu. Além de Blumenau, as atividades ocorrem, paralelamente, nos municípios de Gaspar, Pomerode e Itajaí.

Na simulação realizada em Blumenau, as equipes atuaram no resgate de uma vítima que estava ferida e ilhada durante uma enchente. Com botes e coletes salva-vidas, os bombeiros cruzaram o rio e fizeram os primeiros procedimentos. Do outro lado do rio, entraram em ação os profissionais do Samu que aguardavam para levar o jovem ao hospital mais próximo, onde receberia o atendimento especializado.

“Numa situação real de enchente, por exemplo, o trabalho envolveria inúmeras situações adversas, mas uma ação como esta é importante para treinar nossos protocolos e procedimentos”, informou o secretário de Estado da Defesa Civil, Rodrigo Moratelli, que acompanhou o simulado na cidade de Blumenau, na manhã desta quarta-feira, 16.

ESTADO REFERÊNCIA EM DEFESA CIVIL

A cena representada ali às margens do rio já foi real por recorrentes vezes em todo o Vale do Itajaí, provocando verdadeiras tragédias na vida de milhares de catarinenses. Apesar de enchentes e inundações serem tão frequentes na região, a imprevisibilidade da natureza impõe desafios ainda maiores para a Defesa Civil. Basta olhar para o que ocorreu na região de Blumenau em 2008, quando as fortes chuvas vieram acompanhadas de deslizamentos de terra. “Foi uma tragédia com 137 mortes. Todas provocadas por deslizamentos de terra, algo que a gente não esperava”, lembrou Moratelli.



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Diante desta situação e para evitar desastres maiores no futuro, o secretário reforça a teoria de que a gestão de crise numa situação real de emergência precisa ser conduzida em várias frentes de trabalho, por isso a secretaria de Estado da Defesa Civil vem se tornando uma referência no país e no mundo pela estrutura que está sendo montada para tornar a ação do Estado mais eficiente e abreviar o tempo de resposta à sociedade.

“Santa Catarina não é referência por acaso, mesmo em tempo de calmaria o trabalho não para, é isso que fortalece e torna nossas ações mais acertivas. E mesmo que a natureza continue imprevisível, todas as forças estarão unidas e preparadas para proteger o que há de mais importante que é a vida dos catarinenses”, enfatizou o governador Eduardo Pinho Moreira.

Prestes a ser inaugurado, Santa Catarina terá uma das estruturas mais modernas e operacionais para a gestão integrada de risco de desastres naturais. Trata-se de uma central, com sede em Florianópolis, que concentra todas as setoriais do Governo do Estado e órgãos federais de ajuda humanitária e de segurança. A estrutura dispõe de alta tecnologia para os sistemas de monitoramento e emissão de alertas para a população.

Na prática, em qualquer situação de crise no Estado, o Centro Integrado Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cigerd) será ativado e atuará de forma integrada conforme as demandas que surgirem em cada um dos setores afetados e que estão representados no Centro. Além da estrutura em Florianópolis, o Cigerd está conectado a outros 20 centros regionais (unidades menores) que foram construídos em todo o Estado. Desta forma, as informações locais alimentam a estrutura da Capital que deflagra o trabalho que precisará ser feito.

“Quanto mais tempo dura uma crise, maior a chance de ela se tornar um desastre. Para evitar que isso ocorra, nosso trabalho precisa tornar o Estado mais eficiente e abreviar o tempo de resposta para a sociedade”, observou o secretário.

Além da construção dos Cigerds, o Estado aumentou a capacidade de armazenamento das barragens de Ituporanga e Taió, com a construção de canais extravazores e dispões de três radares meteorológicos (dois fixos: um no Oeste e outro no Vale, e um móvel com base em Araranguá, no Sul de SC) que garantem cobertura de 100% no Estado, com previsão detalhada que permite antecipar ações de Defesa Civil. O conjunto de obras e ações é referência para o mundo e tem como principal objetivo a preservação da vida em qualquer situação de crise.

PERCEPÇÃO DE RISCO

A movimentação da operação simulada em Blumenau atraiu a curiosidade de moradores, entre eles o vendedor Yuri Muzeka, com o filho Benício, de apenas um ano de idade, nos braços. A paixão do pequeno pelos barcos e aeronaves não foi o único motivo que levou Yuri até o local da operação, mas também o interesse dele sobre os serviços da Defesa Civil na proteção das pessoas.

Yuri e a família moravam na Serra Catarinense, mas por motivo de trabalho mudaram para Blumenau há dois anos. Ele contou que antes de escolher o endereço da nova residência, entrou no site da Defesa Civil para buscar orientações sobre áreas de risco. Foi decisivo e estratégico.

“Moro no local, que teoricamente, seria o último a ser atingido por uma enchente, por exemplo. Como viajo bastante, já defini com minha esposa um plano para qualquer emergência deste tipo. Sabemos exatamente a rota mais segura e a que vai nos garantir acesso à comida, alojamento e serviços de saúde, para o caso de precisarmos deixar a cidade”, detalhou Yuri Muzeka.

O perfil de Yuri é exatamente o que a Defesa Civil de Santa Catarina vem buscando junto à população catarinense. O secretário de Estado da Defesa Civil, Rodrigo Moratelli, disse que assim como as ações do Estado na proteção e prevenção têm avançado ao longo dos últimos dez anos, é preciso que a percepção de risco também esteja sob o olhar atento do cidadão.

RECOMENDAÇÕES DA DEFESA CIVIL SC

Para ajudar a população a se proteger ou como proceder em situações climáticas adversas a Defesa Civil de Santa Catarina tem dicas que podem ajudar a salvar vidas e evitar prejuízos. Veja alguns procedimentos:

Alagamentos: evitar o contato com as águas e não dirigir em lugares alagados. Evitar transitar em pontilhões e pontes submersas e ter cuidado com crianças próximas de rios e ribeirões.

Tempestades com descargas elétricas (raios), ventos fortes e granizo: Proteja-se em local abrigado, longe de placas, de árvores, de postes de energia e de objetos que podem ser arremessados. Se não encontrar um abrigo, agache-se com os pés juntos, com a cabeça encostada em seu peito ou entre os joelhos e as mãos cobrindo suas orelhas ou apoiadas em seus joelhos. Se estiver na praia, jamais fique na água. Não olhe para o raio. Se estiver em casa ou qualquer outro local abrigado, desligue os aparelhos eletrônicos, não use o telefone, fique longe das janelas e, lembre-se, o banheiro em alvenaria é o melhor local durante uma tempestade.

Frio intenso: atenção com população mais vulnerável, como enfermos, moradores de rua, idosos e crianças. Procurar abrigo aquecido. Além disso, abrigar animais domésticos nas noites mais frias. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, em virtude das doenças causadas pelo frio (gripe, resfriados, pneumonia, meningite) é essencial tomar medidas simples como manter-se bem agasalhado, beber bastante água e evitar locais fechados e de grande circulação de pessoas, além da higiene frequente das mãos. Essas medidas são de grande valia na prevenção destas doenças, ressaltando que crianças e pessoas idosas são mais suscetíveis às doenças agravadas pelo frio e devem estar mais atentas.

Geada: agricultores deverão tomar medidas preventivas.

Ventos fortes: Proteja-se em local abrigado, longe de placas, de árvores, de postes de energia e de objetos que podem ser arremessados. Fique longe das janelas e, lembre-se, o banheiro em alvenaria é o melhor local durante uma tempestade.

Mar agitado: perigo à navegação e a atividades de pesca.

Ressaca: Proteger embarcações e apetrechos de pesca e maricultura. Atenção para edificações, infraestruturas e vias em áreas vulneráveis à erosão e inundações costeiras.

Qualquer problema deve ser comunicado à coordenadoria municipal de Defesa Civil, através do telefone de emergência 199 ou para o Corpo de Bombeiros no número 193.

Informações adicionais para a imprensa
Francieli Dalpiaz
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