Foto: Julio Cavalheiro / Secom

As ações do Governo do Estado para restabelecer a segurança e o pleno funcionamento do setor produtivo, diante da mobilização dos caminhoneiros, que nesta quarta-feira completou 10 dias, foram ressaltadas pelo diretor executivo do Sindicato Indústria Carnes e Derivados SC (Sindicarnes), Ricardo de Gouvêa, pelo presidente da Federação Catarinense de Municípios (Fecam), Volnei Morastoni e pelos presidentes de entidades hospitalares: Ahesc/Fehoesc e Fehosc.

O diretor do Sindicarnes salientou que, no decorrer da última semana, a maior parte da população apoiava o movimento nacional. Conforme Gouvêa, nesta semana o panorama mudou e até muitos caminhoneiros acabaram se sentindo reféns de alguns grupos. 


Ação da última sexta-feira, na Capital - Foto: Jeferson Baldo / Secom

O Procon/SC, vinculado à Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (SJC), continua monitorando o preço dos combustíveis nos postos de todo o Estado. “Pelo que verificamos, a princípio, todos os postos nesta quarta-feira, 30, estão operando com aqueles preços que já estavam sendo praticados antes da paralisação”, disse o diretor estadual do Procon, Michael da Silva. Na última quinta-feira, 24, o órgão interditou dois postos de gasolina em Florianópolis, um por aumento abusivo e outro por propaganda enganosa.

De acordo com o diretor do Departamento do Consumidor apenas uma mudança foi verificada na venda do combustível na Grande Florianópolis. “Agora os postos de gasolina é que estão reclamando que receberam a gasolina quatro centavos mais cara. Hoje, na verdade, temos reclamação dos postos e não do consumidor”, enfatiza Michael.

SÃO MIGUEL DO OESTE (Atualização às 18h) - No Extremo-Oeste do Estado a população já consegue abastecer nos postos, que recebem combustível gradativamente. A paralisação dos caminhoneiros afetou a produção agropecuária da região e os produtores avaliam os prejuízos. O exército e a Polícia Militar continuam com as escoltas dos conteineres que vão até o Porto de Itajaí. 

SÃO LOURENÇO DO OESTE  (atualização às 18h) - Em São Lourenço do Oeste a polícia identificou alguns pontos de bloqueio de cargas. Isso porque existem caminhoneiros que se recusam a seguir viagem. O abastecimento de produtos na região acontece aos poucos. Os caminhões que transportam combustíveis solicitaram escolta para trafegar na região. A situação deve começar a ser normalizada após as 18h com a chegada dos primeiros caminhões tanque. Em relação ao transporte de ração e produtos hospitalares, não houve bloqueio destas cargas em nenhum ponto da região, desde o início da greve.


Foto: Divulgação / CBMSC 

Os serviços essenciais e a preservação da vida são as prioridades em Santa Catarina desde o começo da paralisação dos caminhoneiros. O Corpo de Bombeiros foi acionado para o transporte de medicamentos, além de insumos e materiais hospitalares.

Nesta quarta-feira, 30, a aeronave Arcanjo 04 saiu de Florianópolis, foi até Joinville e retornou para a Capital trazendo materiais esterilizados e medicamentos utilizados no tratamento de câncer pelo Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon), além de insumos para abastecer as ambulâncias do Samu Estadual.

Em função do desabastecimento provocado pela paralisação nacional dos caminhoneiros, 10 municípios decretaram anormalidades. Destes, três publicaram situação de emergência pública (Brusque, Rio do Sul e São Francisco do Sul), cinco situação de emergência (Chapecó, Concórdia, Jaraguá do Sul, Urussanga e Nova Veneza, e um situação de calamidade pública (Videira). Deixando claro que estas informações foram publicadas em endereços eletrônicos das Prefeituras e ou Diário Oficial dos municípios. Até o momento a Secretaria de Estado da Defesa Civil de Santa Catarina não recebeu as referidas documentações.

Dentro deste contexto, outros cinco municípios também decretaram algum tipo de anormalidade, mas as informações foram apenas colhidas junto aos veículos de imprensa e a SDC não teve acesso aos decretos municipais: Campos Novos, Criciúma, Marema, Campo Belo do Sul e Araquari. 

Vale destacar que os decretos expedidos pelos municípios não se enquadram como evento adverso para fins de desastres na área de Proteção e Defesa Civil. Não existe previsão no Código Brasileiro de Desastres. Desta forma, a vigência fica no âmbito municipal com finalidade de resguardar atividades ou os serviços públicos locais que possam sofrer descontinuidade.

Essa característica não permite efetuar o registro e envio pelo município no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID), do Ministério da Integração. Assim, impedindo o pedido de homologação estadual e o reconhecimento federal, por se tratar de natureza distinta da atividade de Proteção e Defesa Civil.

>>> Neste link a orientação Técnica do TCE/SC sobre este evento (paralisação dos caminhoneiros) 

Informações adicionais para a imprensa
Flávio Vieira Júnior
Assessoria de Imprensa 
Secretaria de Estado da Defesa Civil - SDS
Fone: (48) 3664-7009 / 99185-3889 / 99651-5888
E-mail: defesacivilsc@gmail.com
Site: www.defesacivil.sc.gov.br


Conteineres indo rumo ao Oeste para pegar produtos prontos com destino aos portos catarinenses - Foto: Divulgação / PMSC

Após 10 dias de paralisação dos caminhoneiros, as agroindústrias e laticínios catarinenses retornam às atividades. A partir desta quarta-feira, 30, as grandes indústrias instaladas no Estado voltaram a abater suínos e aves e a tendência é de que nos próximos dias o setor volte à sua normalidade.

A Cooperativa Central Aurora, a BRF Brasil, a JBS e a Pamplona já têm plantas em pleno funcionamento em Santa Catarina e devem retomar o ritmo normal progressivamente, de acordo com a capacidade de estocagem. Segundo o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, essa notícia traz uma tranquilidade maior ao setor e evita o sacrifício sanitário de animais pela falta de alimentos.

Regional de Rio do Sul (atualização às 17h) - No Alto Vale do Itajaí a situação está voltando à normalidade. Um piquete em frente à Havan, no trevo de acesso a Rio do Sul, na rodovia BR-470, foi desfeito nesta terça-feira e nesta quarta, 30, o tráfego no local está liberado. O mesmo aconteceu com o bloqueio no trevo de acesso a Lontras, também na BR-470, e o tráfego naquele trecho flui normal.

Em Pouso Redondo ocorreu o esvaziamento do movimento após a intervenção de forças de segurança. Nesta quarta-feira, véspera do feriadão de Corpus Christi, moradores de Aurora e Ituporanga realizaram caminhada em apoio ao bloqueio montado na rodovia SC-350. Durante o período vespertino houve a dispersão dos piqueteiros, em ambos os pontos, após intervenção pacífica das forças de segurança do Estado.

Aos poucos os postos de venda de combustíveis estão recebendo os produtos. Duas redes já fizeram atendimentos nesta quarta. Os donos de postos de combustíveis reuniram caminhões-tanques que sob escolta voltam cheios de Itajaí para normalizar o atendimento até sexta-feira, 1º de junho. A quantidade de combustíveis ainda é incerta. Há a expectativa de que postos de combustíveis em Taió sejam abastecidos ainda nesta quarta-feira, 30. Já que uma empresa de transportes conseguiu a liberação na Justiça.

Regional de Lages (atualizada às 17h) - Na Serra catarinense, caminhões de combustível foram escoltados pela Polícia Militar no início da tarde desta quarta-feira, 30, para garantir o abastecimento dos postos de combustíveis da cidade de Lages.

Os três pontos de bloqueio de caminhoneiros foram desmobilizados durante a tarde: BR-116, em frente ao posto Ampessan (proximidades do trevo de acesso à Lages) e na BR-282, nos trevos de acesso a Bocaina do Sul e Bom Retiro, e caminhoneiros já estão deixando os locais, após a chegada de soldados do Exército, que foram garantir a segurança dos motoristas desmobilizados.

Na próxima sexta-feira, 1, os 18 prefeitos da Amures estarão reunidos para avaliar a situação. Na última terça-feira, 29, eles decidiram cancelar as aulas nas redes municipais, assim como estipular horários diferenciados para o transporte coletivo, e determinar ponto facultativo nesta sexta-feira, 31. No comércio, alguns produtos como hortifrutigranjeiros e leite de saquinho estão em falta. Alguns supermercados decidiram restringir itens como leite longa vida, com número máximo por cliente.

Regional de Criciúma (atualização às 10h 31/05) -   Na Regional de Criciúma a normalidade vai sendo restabelecida depois da desmobilização das manifestações. O processo foi pacífico, sem registro de desordem ou confronto. Muitos caminhões já circulam pelas rodovias com múltiplas cargas e o comércio também está sendo abastecido. Alguns postos de combustíveis de Criciúma e municípios vizinhos iniciaram o fornecimento de gasolina já na manhã dessa quinta-feira, 31, quando um comboio com 22 caminhões tanque iniciou viagem a Itajaí. Acompanhado pelos órgãos de segurança do Governo do Estado, os caminhões trarão combustível para abastecer postos de combustíveis da região, com previsão de chegada para às 23 horas.

Desde o início das manifestações nenhuma rodovia estadual da Regional de Criciúma chegou a ser interrompida totalmente. O abastecimento com combustível ainda não foi restabelecido completamente. Na área da saúde, conforme a Gerência Regional, os hospitais continuam com atendimento normal e as cirurgias eletivas que estavam suspensas devem ser retomadas na próxima semana.

Regional Chapecó (Atualização às 16h) - As ações do Colegiado de Governo da Agência de Desenvolvimento Regional de Chapecó estão sincronizadas para garantir a retomada da normalidade nos municípios de abrangência. Nesta quarta-feira, 30, a Polícia Militar, em conjunto com outros órgãos de Segurança Pública e Exército, estão tomando todas as medidas possíveis para fazer o abastecimento, tanto de combustível quanto de outros insumos.

Foram liberados todos os trevos das rodovias federais que abrangem a área do 2º BPM. Todos os pontos de manifestação em Rodovias Estaduais também foram desmobilizados na região.