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Fotos: Julio Cavalheiro / Secom

O governador Raimundo Colombo participou nesta quinta-feira, 18, no Rio de Janeiro, do Fórum Nacional que discutiu a crise financeira dos estados e os rumos da economia brasileira. O evento contou com a presença dos governadores Luiz Fernando Pezão, do Rio de Janeiro, e Marconi Perillo, de Goiás. Colombo falou da postura de Santa Catarina no enfrentamento da maior recessão econômica da história do país. 

Ele argumentou que, por ter melhores circunstâncias, como a distribuição demográfica, o fortalecimento das exportações, a renegociação da dívida pública e a reforma da previdência, em Santa Catarina foi possível ter melhores resultados.

>>> Ouça o discurso do governador durante o Fórum Nacional

“Mesmo diante de um cenário de extrema dificuldade, nossa premissa era não punir a sociedade, por isso não aumentamos impostos. Alguns estados não tiveram essa alternativa, mas em Santa Catarina a receita caiu em função da atividade econômica sem ter um outro fator agravante, então era possível fazer isso para evitar que os prejuízos  se acentuassem ao cidadão catarinense”, afirmou.

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Segundo Colombo, o primeiro desafio foi a renegociação da dívida. Com a medida, foi possível economizar cerca de R$ 900 milhões com o pagamento mensal. Outra ação implementada pelo Estado foi a reforma da previdência. Para conter o déficit mensal que era de aproximadamente R$ 300 milhões ao mês, o Estado aumentou os índices de contribuição e criou um novo modelo para os novos servidores, aos moldes dos planos de previdência privada.

Ainda no âmbito da gestão, Colombo apresentou ajustes de custeio como a redução de cargos comissionados, fechamento de empresas com plano de demissão incentivada, e a revisão de contratos visando economia nos gastos. “Esse controle também nos ajudou a garantir o equilíbrio fiscal, honrar os compromissos com nossos fornecedores, e a manter as obras e os salários em dia”, defendeu.

Fortalecendo os potenciais de Santa Catarina

De acordo com o discurso do governador Raimundo Colombo no Fórum Nacional, depois de fazer os ajustes no modelo de gestão, outra estratégia para o enfrentamento da crise foi fortalecer os potenciais de Santa Catarina. Diversos setores da economia receberam incentivos, como forma de garantir o dinamismo econômico do Estado.

Exportações

“Temos a vantagem de ser um Estado vocacionado à exportação. Se o mercado interno dava sinais de uma recuperação muito lenta, nós viajamos o mundo para abrir mercado aos nossos produtos”. Colombo aponta como negociações positivas, as do setor de carne, com o aumento das vendas para o Japão e Coreia.

Safra

“Com programas voltados ao fortalecimento da agricultura, aumentamos a área plantada, o que tem nos ajudado a vencer a dependência da importação de grãos, por exemplo. O clima também nos ajudou estamos colhendo bons resultados em diversos setores”.

Temporada de Verão

“Esse é outro ponto forte do nosso Estado. O turismo já representa 13% do nosso PIB. Jogamos toda a nossa energia para fazer uma grande temporada, porque sabíamos que os resultados dela irrigariam outros setores da economia, o que ajudou a nos manter fortalecidos”.

Distribuição demográfica e apoio aos municípios

“Esse é um dos grandes diferenciais de Santa Catarina, temos um modelo de distribuição demográfica em pequenos municípios. Fortalecemos esse modelo ajudando cada uma das prefeituras catarinenses, por meio do Fundam, um programa que repassou recursos a fundo perdido a todos os municípios para a realização de obras na área da Educação, Saúde e Infraestrutura. É importante que as pessoas que moram no pequeno município permaneçam lá e com qualidade de vida, sob pena de agravarmos os índices sociais dos grandes centros”.

Daqui pra frente

De acordo com Raimundo Colombo, em 2017, o mercado começou a sinalizar uma retomada do crescimento econômico. Colombo informou que o nível de desemprego no Estado permanece abaixo da média nacional, 6% contra 13%, e que a receita, no primeiro quadrimestre, se manteve acima da inflação. “Contudo, os sinais de melhora ainda são muito tímidos, temos plena consciência de que muitos desafios ainda precisam ser vencidos”, disse Colombo.

Para o governador, é preciso coragem e agilidade para promover as reformas trabalhistas e da previdência e do modelo político brasileiro. “Se não mudarmos o que for estrutural, não teremos como avançar. Quem não for produtivo, eficiente, não melhorar os processos, não vai sobreviver. No papel de liderança pública você tem que ser arrojado e corajoso para vencer o desafio do seu tempo, enquanto você está ali exercendo esse papel”, concluiu Colombo.

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