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Prefeitos do Médio Vale do Itajaí foram recebidos na tarde desta sexta-feira, 6, pelo governador Carlos Moisés para uma audiência na Casa d’Agronômica. Além de receber as demandas da região, Moisés contou aos prefeitos que fará uma visita a Blumenau ainda em setembro para anunciar investimentos em infraestrutura. Mais cedo, ao lado do presidente do Colegiado Superior da Segurança Pública, coronel Araújo Gomes, Moisés já havia se comprometido a destinar para a cidade pelo menos 60 policiais militares da próxima turma de 500 formados. 

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“Deixaremos pelo menos 60 policiais militares em Blumenau, por conta até das últimas ocorrências que nós tivemos por lá com violência contra pessoas, reféns inclusive. Esse é um compromisso de investimento em segurança, pois historicamente a região, e principalmente Blumenau, tem um efetivo menor”, explicou o governador. 

Em relação à visita à cidade, Moisés destacou que anunciará investimento na parte de Infraestrutura, ligado ao programa Novos Rumos. Depois disso, em outubro, fará nova visita a Blumenau para participar da abertura da Oktoberfest ao lado do presidente Jair Bolsonaro. 

Os prefeitos aproveitaram a reunião para apresentar seus pleitos em áreas como Infraestrutura, Saúde, Educação, Segurança e Prevenção contra enchentes. 

Na avaliação do prefeito de Blumenau e presidente da Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí (Ammvi), Mário Hildebrandt, a reunião foi bastante proveitosa: 

“O governador esteve disposto a ouvir as nossas demandas. Ele se colocou à disposição para dar respostas e agora aguardamos o devido encaminhamento para essas questões”, finalizou.

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O governador Carlos Moisés da Silva autorizou, nesta quinta-feira, 5, a saída dos vinhos e espumantes produzidos em Santa Catarina do sistema de cobrança antecipada de ICMS, chamado de Substituição Tributária (ST). "Esta era uma antiga solicitação do setor e, com a medida, estamos dando continuidade ao processo de desoneração da cadeia produtiva no Estado, garantindo mais competitividade”, disse o governador.

No modelo de ST, o recolhimento do ICMS é no início da cadeia produtiva. Sem a aplicação do regime, a cobrança do imposto é feita após a venda ao consumidor final. As alterações terão efeitos tanto nas operações internas quanto nas interestaduais que tenham como destino Santa Catarina. 

“A ST tira o capital de giro das indústrias, que precisam antecipar os tributos em relação às vendas do varejo. A saída do regime para o setor de vinhos será a partir de 1º de outubro”, explica o secretário de Estado da Fazenda (SEF), Paulo Eli.

O presidente da Associação de Vinhos de Altitude Produtores e Associados, José Eduardo Bassetti, afirmou que este é um importante passo para alavancar o segmento, pois o tributo onera demais e impossibilita mais investimentos. “Foi um ato de grande sensibilidade por parte do Governo do Estado em atender nosso pleito, garantindo a sobrevivência do setor de vinhos em Santa Catarina”, enfatizou. Segundo ele, a medida dará mais condições para a produção catarinense competir com outros Estados e, sobretudo, com os vinhos importados.

Santa Catarina está entre os maiores produtores de uvas do Brasil e conta com, aproximadamente, 50 vinícolas. O enoturismo vem ganhando destaque, sobretudo na Serra e no Vale do Contestado, regiões que estão entre 900 e 1.300 metros acima do nível do mar e produzem os vinhos de altitude. De acordo com Bassetti, a expectativa para 2019 é atingir a marca de um milhão de garrafas de vinhos.

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Micro e minigeradores de energia, até o limite de 1 MW de potência, terão incentivo na tributação estadual em Santa Catarina. A medida foi regulamentada pelo Decreto 233/2019, que isenta de ICMS a geração distribuída de eletricidade em centrais deste porte.

“Esse é um movimento para Santa Catarina gerar mais energia e produzir ainda mais. Estamos fortalecendo a diversificação energética no nosso estado”, afirma o governador Carlos Moisés.

Até a regulamentação do Decreto, os geradores deste porte pagavam até 25% de ICMS. Ao isentar o imposto sobre micro e minigeradores, o estado beneficia tanto empresas quanto consumidores residenciais. Um exemplo é uma propriedade agrícola com geração de energia solar fotovoltaica que atende o próprio consumo e gera o excedente para rede distribuidora.

“Estamos atendendo a um pedido antigo do setor produtivo e que vem fortalecer a diversificação do uso de energias, gerar emprego e renda e desenvolvimento para  Santa Catarina”, destaca o secretário do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), Lucas Esmeraldino. A pasta é responsável por coordenar as ações, por meio da Diretoria de Minas e Energia.

A adesão ao Convênio ICMS 16/15 do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) inclui ainda a geração solar, hídrica, eólica e biomassa enriquecida com gás natural e terá vigência de 48 meses após a ligação do equipamento gerador na rede distribuidora. A expectativa é de que a adesão do estado incentive novos investimentos no setor. O tema foi amplamente discutido pelo Confaz e o projeto encaminhado à Assembleia Legislativa para regulamentar o benefício fiscal.

“A produção limpa é um avanço para toda a sociedade. A medida faz parte do projeto de revisão de benefícios fiscais, valorizando as boas práticas e, sobretudo, a Tributação Verde”, salientou o secretário de Estado da Fazenda (SEF), Paulo Eli.

Diversificação energética
Para o diretor de Minas e Energia da SDE, Cristiano Alencar, a geração distribuída de energia contribui não somente para uma maior diversificação da matriz elétrica, como também para o baixo impacto ambiental. Este modelo tem por característica a geração mais próxima ao ponto de consumo, o que promove qualidade de energia e auxilia no alívio da demanda de carga às concessionárias, contribuindo para a postergação de investimento em transmissão e distribuição.

“Os benefícios são tanto econômicos quanto ambientais, sociais e sistêmicos; impactando a sociedade e o governo. O cidadão passa a ter um papel mais ativo e participativo, permitindo ainda um maior controle dos seus gastos em energia e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da sociedade”, destaca.

Segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), para cada megawatt (MW) instalado de geração distribuída, há a abertura de aproximadamente 30 empregos diretos em toda a cadeia produtiva, que envolve desenvolvimento de projetos, instalação, fabricação, vendas e distribuição.

Somente em Santa Catarina, hoje, são 5.706 unidades geradoras dentro do modelo de geração distribuída de energia, com mais de 66 MW de potência instalada. O Brasil conta com mais de 103.919mil unidades e Santa Catarina é o quinto na posição no ranking nacional dos estados em relação à potência instalada, atrás de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo e Mato Grosso.

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Modelo já foi testado em Joinville (foto) e Blumenau  - Foto: Claudio D'Amato/SAI 

Todas as regiões de Santa Catarina terão, nas próximas semanas, a presença da equipe da Secretaria de Assuntos Internacionais (SAI), que está levantando dados de diversas localidades catarinenses para consolidar o programa SC Global. O objetivo é fazer do Estado o mais aberto ao comércio exterior do Brasil e com a maior presença de investimentos e parcerias internacionais. O primeiro passo é conhecer as demandas e oportunidades que cada região tem a oferecer.

A agenda detalhada deve estar definida até semana que vem. “No primeiro semestre, já testamos este modelo em Blumenau e Joinville e recebemos um feedback positivo dos empresários e entidades de classe”, explica o secretário de Assuntos Internacionais, Derian Campos.

SC Global

O mote do programa SC Global é "The best hub for business in Brazil". De acordo com Campos, a estratégia para ampliar a presença de Santa Catarina no mercado internacional e a de investimentos estrangeiros no Estado é integrar todos os atores ligados ao mercado externo e desenvolver projetos dentro de três pilares: aumento das exportações, captação de investimentos e articulação internacional.

Na captação de investimentos, o foco da Secretaria Executiva de Assuntos Internacionais é nas áreas de inovação, indústria, agronegócio, economia do mar e logística. “Já inserimos Santa Catarina no radar de vários órgãos de investimento internacional e continuamos constantemente buscando oportunidades para o desenvolvimento”, conclui o secretário.

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Na Secretaria de Administração Prisional, em um mês os contratos tiveram uma redução média de 26% do valor inicial - Foto: Jacqueline Iensen / SAP

A implantação de pregão em substituição à concorrência para contratação de empresas que prestam serviços de mão de obra terceirizada ao Governo do Estado irá garantir economia de mais de R$ 10 milhões em um ano. Em apenas 30 dias na Secretaria de Administração Prisional e Socioeducativa, os contratos para atuação nas unidades prisionais tiveram uma redução média de 26% do valor inicial, o equivalente a R$ 9,8 milhões. O mesmo ocorreu na Secretaria da Fazenda, com economia de 27%, estimada em R$ 480 mil por ano, e no extinto Deter, hoje ligado à Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade, com redução de 33% do valor, equivalente a R$ 324 mil por ano de economia. 

O secretário de Estado da Administração, Jorge Eduardo Tasca, explica que a economia acontece somente por meio de gestão, sem diminuição de cargas horárias trabalhadas ou eliminação de postos de trabalho. "O pregão nos permite ampliar a competitividade entre as empresas candidatas a fornecerem os serviços e acabamos ganhando com a disputa gerada entre elas. Nosso desafio é, até meados de 2020, revermos todos os contratos do Estado, relicitando tecnicamente tudo o que for possível," disse.

 Foto: Arquivos/SDE 

Santa Catarina está com as inscrições abertas para a seleção de artesãos em uma das mais conceituadas produções artesanais do país. A 13ª edição do Salão do Artesanato - Raízes Brasileiras, que acontece de 9 a 13 de outubro no Pavilhão da Bienal, em São Paulo, vai expor trabalhos que refletem originalidade e cultura de todos os estados brasileiros.

Com 11 edições realizadas em Brasília, o evento ocorre pela primeira vez na cidade mais globalizada do país e conta com o apoio do Programa do Artesanato Brasileiro. Artesãos com produção individual, cooperados, associações e outros órgãos de fomento poderão participar da Feira, que ocupará os 19 mil m2 do pavilhão de exposição.

A Gerência de Produtividade, Trabalho e Renda, vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), está com edital aberto aos interessados, onde serão selecionados 15 trabalhos, sendo 12 para artesãos e três para entidades representativas (associações, cooperativas, núcleos produtivos) e grupos informais.

Poderão participar candidatos com 18 anos ou mais e que estejam cadastrados no Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro (SICAB), conforme edital. As inscrições serão realizadas no período entre 28/08/2019 e 10/09/2019. 

Interessados podem acessar o edital aqui.

“O artesanato está implícito no DNA da humanidade, mantendo aceso muitas das histórias, mitos, lendas e atividades que dão ao país uma identidade tão própria e diversa. A Secretaria apoia ações da economia solidária, que contribuem no fomento do desenvolvimento sustentável do nosso Estado”, destaca o secretário da SDE, Lucas Esmeraldino.

Raízes Brasileiras

Peças artesanais de decoração, vestuário, joias, bijuterias, acessórios, brinquedos, instrumentos musicais e utilitários vão encantar os visitantes pela riqueza de detalhes, qualidade de acabamento e identidade cultural que representam. Na Praça dos Mestres será possível ver artesãos de vários estados fazendo suas peças ao vivo. O salão terá um palco destinado às apresentações culturais de grupos folclóricos de música e danças típicas e uma praça de gastronomia com pratos típicos de todas as regiões brasileiras. Será um evento que mostrará toda a diversidade cultural do Brasil, em cores, sons e sabores.

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 Foto: Doia Cercal/Secom

Proprietários de veículos com placas que terminam em 8, que optarem por pagar o IPVA em cota única, devem quitar a dívida até a próxima segunda-feira, 2 de setembro. Em 2019, os catarinenses estão pagando, em média, 3,2% a menos do imposto em comparação ao ano passado. O índice representa a desvalorização dos veículos em relação a 2018 de acordo com a tabela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), utilizada pela Secretaria de Estado da Fazenda (SEF/SC) como base de cálculo. Em Santa Catarina, o tributo varia entre 1% e 2% do valor venal do veículo.

::: Para pagar o IPVA 2019, clique aqui.

A quitação do imposto é um dos requisitos para licenciar o veículo. O não pagamento também implica em Notificação Fiscal, com multa de 50% do valor devido, mais juros SELIC ao mês ou fração. Para saber qual o valor do IPVA do seu carro, acesse a tabela disponível aqui.

Tributação
Dos 5 milhões de veículos em circulação no Estado, 3,3 milhões são tributados. Os demais têm isenção e/ou imunidade (veículos antigos, táxis e portadores de deficiência). Motocicletas até 200CC estão isentas, condicionada a que não lhe tenha sido aplicada penalidade por infração de trânsito, no ano anterior, no caso 2018.

-> IPVA mais caro é do automóvel I/LAMBORGHINI AVENT S (ano de fabricação 2018): R$ 77.440,68

IPVA em Santa Catarina - Alíquotas vigentes
- 2% para veículos de passeio, utilitários e motor-casa, nacionais ou estrangeiros;
- 1% para veículos de duas ou três rodas e os de transporte de carga ou passageiros (coletivos), nacionais ou estrangeiros;
- 1% para veículos destinados à locação, de propriedade de locadoras de veículos ou por elas arrendados mediante contrato de arrendamento mercantil.

Alíquotas de IPVA nos Estados vizinhos
- Rio Grande do Sul: 3% 
- Paraná: 3,5%, 
- São Paulo: 4%

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 Foto: Eduardo Guedes de Oliveira/Agência AL

O Governo do Estado apresentou nesta quarta-feira, 28, à Comissão de Finanças e Tributação da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), o Relatório de Gestão Fiscal do 1º quadrimestre de 2019 e o Relatório Resumido da Execução Orçamentária do 1º semestre de 2019. O objetivo da audiência pública é demonstrar e avaliar o cumprimento das metas fiscais no período, conforme prevê a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

“Os números estão melhorando, pois medidas importantes foram tomadas, como a economia de despesas, eliminação de desperdícios e crescimento da receita. Ainda assim, temos desafios grandes, já que a receita é insuficiente para pagar todas as despesas do Estado. Nosso planejamento é que, no processo gradativo de recuperação as contas, as despesas e a receita estejam equilibradas até 2021”, ponderou o secretário de Estado da Fazenda (SEF), Paulo Eli.

::: VEJA A APRESENTAÇÃO DA ADUIÊNCIA PÚBLICA

O resultado orçamentário dos primeiros seis meses de 2019 apresentou um superavit de R$ 1,19 bilhão, com receita líquida de R$ 13,65 bilhões e despesa liquidada de R$ 12,53 bilhões. No mesmo período no ano passado, as contas do Governo haviam apresentado deficit de R$ 220 milhões. A arrecadação própria foi de R$ 14,33 bilhões, crescimento de 17% em comparação ao primeiro semestre de 2019, com destaque para o ICMS, que registrou R$ 11,75 bilhões.  

“Tivemos um aumento expressivo na arrecadação, principalmente pela revisão dos benefícios e retirada de diversos produtos da Substituição Tributária. Contudo, é importante salientar que os gastos com previdência subiram 7,1% e o pagamento da dívida pública, com amortização e juros, teve crescimento superior a 20% em relação a 2018”, ressaltou Eli.

Segundo ele, hoje há poucos recursos para investimentos e infraestrutura. “Isso porque há sete, oito anos, a despesa pública foi muito superior ao IPCA. Em 2012, por exemplo, o IPCA foi de 5,8% e a despesa subiu 21,8%”, exemplificou. 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é responsável por medir a variação dos preços de produtos e serviços para o consumidor final e representa o índice oficial da inflação no país. No primeiro semestre de 2019, o Estado registrou crescimento de despesa de 1,5%, enquanto o IPCA foi de 2,2%. “Há um comprometimento do Estado, nesta gestão, de manter a despesa abaixo do índice de preços”, afirmou a secretária adjunta da SEF, Michele Roncalio.

A Despesa com Pessoal, embora tenha diminuído em relação à Receita Corrente Líquida (RCL) na comparação com dezembro de 2018, continua dentro do Limite Prudencial, com 47,71%. “Estamos trabalhando para encerrar este ano abaixo do Limite Prudencial, ou seja, inferior a 46,55% da RCL”, reforçou o secretário da SEF. 

A Dívida Consolidada Líquida se manteve estável, representando 84,41% da RCL. Já o Resultado Primário e o Resultado Nominal apresentaram superavit no primeiro semestre com de R$ 2,17 bilhões e R$ 1,74 bilhão, respectivamente.

Os mínimos constitucionais prevêem que o Estado deve aplicar até o final do exercício 25% da Receita Líquida de Impostos (RLI) em Educação e 12% na Saúde. “Na Educação, o governador Carlos Moisés determinou que aplicássemos 25% excluindo os inativos. Hoje, estamos investindo 24,62% sem inativos e 26,74% incluindo os inativos. Já na Saúde, estamos aplicando 12,26% da RLI, sem contar as dívidas e restos a pagar de gestões anteriores”, disse a secretária-adjunta da SEF.

Transparência

Pela primeira vez, o Governo do Estado enviará à Alesc o orçamento real na Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2020, com prazo de entrega até 30 de setembro. “Isso significa que entregaremos os números de receita e despesas do Estado com transparência, diferentemente de outros anos. Contaremos com a Comissão de Finanças da Alesc para nos ajudar a trabalhar como vamos cobrir o deficit, previsto para R$ 1 bilhão no próximo ano”, concluiu Eli.

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 Fotos: Ricardo Wolffenbüttel/Secom

O projeto Novos Talentos/SC Games, coordenado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), comemorou 10 anos de atuação em grande estilo. Alunos participaram da primeira edição da SC Criativa Weekend SC, em parceria com o Senac, que reuniu cerca de 100 crianças e adolescentes do estado em uma intensa maratona de games com mais de 20 horas de duração.

Simultaneamente, nas cidades participantes, equipes criaram jogos digitais inéditos com base em temáticas que envolveram a economia criativa local. O evento reuniu participantes de 9 a 15 anos, nas cidades de Palhoça, Criciúma, Blumenau e Chapecó.

Secretário da SDE, Lucas Esmeraldino ressaltou a importância da economia criativa para Santa Catarina e para os jovens: “Temos como missão assegurar a continuidade da competitividade do nosso Estado e, para isto, a SDE estimula ações que visem o desenvolvimento das nossas crianças e adolescentes. O mercado de games segue crescendo e oferece um mundo de oportunidades. O SC Games cumpre um papel importante em formar e encaminhar jovens para este setor”.

O projeto Novos Talentos/SC Games, desde 2009, já formou mais de 1.670 alunos, principalmente, crianças e adolescentes provenientes de escolas públicas da Grande Florianópolis, abrindo o leque de oportunidades no concorrido mercado de games, entretenimento digital e cinema de animação.

A Game Jam - reunião de desenvolvedores com objetivo de criar um jogo em curto intervalo de tempo - ocorreu nas faculdades Senac com o desafio de desenvolver um jogo segundo a temática da economia criativa local: moda, em Criciúma; gastronomia, em Blumenau; tecnologia, em Chapecó; e patrimônio cultural e histórico, em Palhoça. As equipes tiveram o auxílio de mentores especializados para auxiliar no processo de criação.

Para a coordenadora do SC Games, Márcia Battistella, a interação com crianças que nunca tiveram contato com o mundo dos games foi fundamental. “Os nossos alunos já têm esta expertise de realizar Game Jam. Foi uma grande troca, onde nossos alunos puderam mostrar como é possível produzir um game”, relata a coordenadora, que também teve a oportunidade de mostrar o trabalho realizado na Grande Florianópolis.

O diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da SDE, Sandro Yuri Pinheiro, ressaltou que o evento cumpriu o papel de estimular crianças e jovens a vislumbrar a tecnologia como uma área rica e em constante crescimento. "A inovação é nossa maior obra na Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável. O Governo do Estado está desenvolvendo uma rede de Centros de Inovação, um ecossistema para estimular e conectar todos os atores, como academia, setor produtivo e governos. E o SC Games vem na formação destas crianças”, avalia. 

"Tudo o que nós planejamentos como metodologia foi alcançado, tendo em vista que a maior parte dos participantes nunca tinha desenvolvido um jogo antes. O trabalho desempenhado pelos mentores, tanto os convocados pelo SC Games como pelo Senac, contribuiu de forma direta com este balanço positivo. Atingimos também o objetivo de trabalhar a economia criativa aliada ao desenvolvimento de jogos digitais”, analisa Luis Fernando Albalustro, coordenador do programa Senac Criativo.

Game Jam: equipes vencedoras

Depois de um final de semana inteiro de pesquisas, conhecimento e torcida dos pais, os vencedores da SC Criativa Weekend foram conhecidos no domingo, 25. Todos os participantes das equipes ganhadoras levaram para casa um tablet.

Em Criciúma, a moda foi o principal mote para o desenvolvimento dos games: o jogo da equipe vencedora, composta por Gabriela Gregório, João Carlos Pais, Miguel Cardoso, Nicholas Fabre e Paulo Bratti Machado, foi elaborado com base no reaproveitamento e reutilização de materiais nas criações.

Na cidade de Chapecó, os vencedores Heitor Franz, Leonardo Andrade, Bruno do Prado, Mateus Melo Tomé e Fabiano Sordi usaram a criatividade para transformar preceitos de biotecnologia em um jogo dinâmico e high tech.

Em Palhoça, o grupo Pokefilhos, formado por Arthur Leite, Gabriel Schmitz, João Henrique, João Pedro e Lucas Arnoni, levou o patrimônio histórico e cultural da Grande Florianópolis para as telas do computador, mostrando no jogo a invasão espanhola à ilha de Anhatomirim em 1777.

Já em Blumenau, a equipe Awareness, de João Murilo Kienen, Lucas Leite, Mariana Nowazick e Symon Sonntag, levou para casa o prêmio máximo, com um jogo que aliou a gastronomia ao bom condicionamento e aproveitamento de alimentos.

Setor de games

Segundo dados do Sebrae, atualmente, Santa Catarina é o quarto estado brasileiro com mais empresas no setor de games e jogos digitais, com uma diversidade de gêneros que vai do eSports a gamificação. Pesquisas divulgadas pela Newzoo, empresa especialista em análises no mercado do setor, revelaram que o Brasil representa hoje o 13º maior mercado de games no mundo, gerando uma receita anual de US$ 1,6 bilhão.

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Foto: Mauricio Vieira/Secom

O Sine de Santa Catarina, órgão vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), está ofertando 1.998 vagas de empregos nesta semana em Santa Catarina. Destas, 162 são exclusivas para Pessoa com Deficiência (PcD). As oportunidades são entre as mais diversas áreas, de administrador a zelador.

O Oeste lidera com maior número de possibilidades. São mais de mil ofertas para a região. Sendo Concórdia a cidade no estado com maior número de vagas, 414. A região do Alto Vale do Itajaí também dispõe de muitas chances para quem está à procura de emprego. Em Blumenau, há 150 ofertas de trabalho. Em uma única empresa do ramo de alimentos, estão disponíveis 15 vagas para auxiliar de cozinha. Na Capital, estão disponíveis 40 cargos para auxiliar de limpeza e 50 para operador de telemarketing, entre outras possibilidades.

Candidatos

A Gerente de Produtividade, Trabalho e Renda do Sine/SC, Cleusa Rodrigues, lembra que há vagas e o que empregadores buscam qualificação profissional nos candidatos. Ela ressalta ainda que as ofertas estão disponíveis nos postos de cada cidade e podem ser acessadas também pelo aplicativo Sine Fácil. “É um diferencial que facilita para quem está à procura de emprego. Pelo celular, o trabalhador pode fazer inúmeras consultas, em qualquer horário e local, sem a necessidade de se deslocar”, lembra.

Quem tiver interesse em alguma das vagas ofertadas por meio do Sine deve se dirigir até a unidade munido de RG, CPF e a carteira de trabalho. Sem estes documentos, não é possível fazer as inscrições. Não há necessidade de levar currículo. O cadastro é feito no balcão.

Julho tem melhor saldo

Santa Catarina teve no último mês de julho o melhor desempenho do período, nos últimos nove anos, com a criação de 3.433 novos postos com carteira assinada no estado, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED). Uma série histórica para o mês em Santa Catarina.

Na visão do secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Lucas Esmeraldino, o desempenho da economia catarinense desde o começo do ano é muito positivo e demonstra o poder de superação do setor produtivo catarinense, que, mesmo diante do baixo crescimento da economia nacional, manteve investimentos e na contratação de pessoal.

“O catarinense tem essa capacidade de superar dificuldades. Nossa economia é extremamente diversificada e tem tido um bom desempenho das exportações o que tem ajudado muito na superação das crises recentes. Nosso papel, enquanto administradores públicos, é seguir com o apoio a quem produz”, diz o secretário.

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