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O crescimento do consumo de energia na área de concessão e a evolução dos processos de eficiência operacional são os principais fatores dos resultados positivos registrados pela Celesc no balanço dos nove primeiros meses do ano. No período, as vendas de energia elétrica na área de concessão da Celesc Distribuição, principal empresa do Grupo, somaram 18.080 GWh, volume 3% maior que o registrado em igual período do ano passado, e o número de clientes cresceu 2,2%, chegando a 2.877.736 em setembro de 2017.

No desempenho das classes no acumulado deste ano, destaque para o crescimento de 5,6% no consumo da classe rural e de 4,1% da industrial. No comércio, registrou-se aumento de 2,3% e de 1,1% na residencial.

O desempenho do mercado aponta para um cenário de recuperação econômica. Neste contexto, é importante destacar que no terceiro trimestre do ano (julho – setembro), a elevação do consumo chegou a 3,5% em relação a igual período de 2016, somando um consumo total de 5.823 GWh.

Com o crescimento do mercado, associado ao impacto dos recursos provenientes das bandeiras tarifárias e ao acréscimo do preço do MWh no mercado spot, a Receita Operacional Líquida do Grupo Celesc, que reúne o resultado da Celesc Distribuição e Celesc Geração, somou R$5,1 bilhões, apresentando acréscimo de 16% em relação ao realizado em igual período do ano passado.

O bom resultado da ROL puxou a alta do EBTIDA Consolidado, que somou R$ 435 milhões no acumulado até setembro, o melhor desempenho para o período nos últimos nove anos. Se compararmos tal desempenho com o acumulado no período em 2016, quando o balanço da Celesc D sofreu um representativo recuo devido ao provisionamento de passivo setorial no valor de R$ 256milhões, a variação do EBTIDA foi de 179%. A margem EBITDA, por sua vez, passou de 3,8% no terceiro trimestre de 2016 para 9% em 2017.

No cômputo geral, a Companhia reverte seu prejuízo apurado até setembro de 2016 (de R$29,3milhões, sob efeito do mesmo provisionamento de R$256milhões) e registra Lucro Líquido Consolidado de R$ 61,5 milhões nos primeiros nove meses de 2017.

Avaliando o resultado alcançado, o presidente Cleverson Siewert aponta para o fato que, diante do cenário vigente e do complexo ambiente regulatório do Setor, a Celesc volta a ter resultados consolidados com bastante previsibilidade. “Após diversos ajustes realizados nos últimos anos, temos hoje uma condição que nos permite visualizar os números de forma clara. Nossa receita está crescendo, as despesas possuem controle, os indicadores técnicos, financeiros, comerciais e de saúde e segurança apresentam melhoria contínua e, o que é melhor, a Companhia está sendo reconhecida por isso”, destacou.

Gestão

O bom desempenho nos nove primeiros meses de 2017 também se deve aos esforços que vêm sendo adotados pela Companhia de forma estratégica, visando maior eficiência operacional e redução de custos. Por conta dessas ações, mesmo com os efeitos da inflação, os custos com pessoal, material, serviços e outros (PMSO) da Celesc Distribuição, maior empresa do Grupo, foram 1,1% menores que o registrado em igual período de 2016, representando economia de R$ 6,7 milhões.

Os investimentos realizados no período somaram R$ 328 milhões, volume 5% superior ao registrado entre janeiro e setembro de 2016. No período destacam-se, na área de distribuição de energia elétrica, a conclusão da Subestação Maravilha, a recapacitação da Subestação Camboriú e a construção de uma subestação em Bombinhas; o avanço do projeto de automação das redes de distribuição e mais ações de manutenção preventiva, como poda e roçada da vegetação próxima à rede elétrica, relacionadas a 35% das ocorrências registradas no sistema. Na área de geração, destaque para os investimentos destinados à construção da PCH Garça Branca e para automação das usinas Bracinho, São Lourenço, Piraí e Rio do Peixe.

A realização dos investimentos e do programa de obras refletiram no desempenho dos indicadores que medem a duração (DEC) e a frequência das interrupções do sistema elétrico (FEC), continuam em melhoria permanente, sendo que o DEC até setembro foi de 9,16 horas e o FEC de 6,16 vezes, respectivamente 5,4% e 16,6% abaixo dos limites requeridos pela Aneel para atendimento dos consumidores com a qualidade exigida para manutenção da concessão.

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