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oto: Michelle Nunes/SDS

As perspectivas da geração distribuída de energia elétrica e as vantagens do setor para a indústria catarinense foram abordadas nesta sexta-feira, 26, em seminário promovido pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS), em parceria com a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) e Associação de Produtores de Energia de Santa Catarina (Apesc).

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Na abertura do encontro, o secretário da SDS, Carlos Chiodini, destacou as perspectivas de expansão desse mercado, que exigirá mais inovação e tecnologia. “Esses modelos vão se expandir porque trazem consigo uma melhor sustentabilidade. E, Santa Catarina, definitivamente, não pode ficar de fora. Podemos fazer diferente pelo ambiente aqui colocado: temos instituições de pesquisa, universidades fortes e indústrias de ponta. Temos a necessidade de crescimento em infraestrutura e uma delas é a de geração e distribuição de energia para atender ao crescimento da economia, especialmente após a crise. Sairemos daqui com novas metas e oportunidades”, declarou.

A geração de energia pelos próprios consumidores tornou-se possível a partir da Resolução Normativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nº 482/2012. A norma estabelece as condições gerais para o acesso de micro e minigeração aos sistemas de distribuição de energia elétrica e cria o sistema de compensação, que permite ao consumidor instalar pequenos geradores em sua unidade consumidora e trocar energia com a distribuidora local.

Para o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, trata-se de uma oportunidade para indústria do Estado, tanto pela possibilidade de reduzir custos, quanto pelo potencial de fornecimento de equipamentos e serviços ao setor pelo parque industrial catarinense. “Santa Catarina tem um parque industrial com condições de atender as demandas dos produtores. Nós precisamos incentivar isso, com uma legislação que estimule a produção distribuída. Isso reduzirá a necessidade das grandes centrais, diminuirá os preços da energia, dará mais confiabilidade ao sistema elétrico, trará ganhos importantes do ponto de vista ambiental, além de proporcionar ao produtor a oportunidade de vender o excedente, com bom retorno”, disse.

Os resultados do SC+Energia - Programa Catarinense de Energias Limpas foram apresentados pelo coordenador do programa, Gerson Berti, que também é presidente da Apesc. Desde o lançamento, em junho de 2015, foram cadastrados 89 empreendimentos de geração de energia de fontes renováveis, sendo 79 projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs), cinco de geração eólica, um solar e um de biomassa. “Juntos, estes empreendimentos irão produzir mais de três mil megawatts (MWs), gerando mais empregos e desenvolvimento econômico e social”, salientou.

Informações adicionais para a imprensa
Michelle Nunes - Assessoria de Imprensa
Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável - SDS
E-mail: jornalistaminunes@gmail.com
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