Foto: Airton Fernandes / Secom

Em Xanxerê, no Oeste catarinense, na tarde desta sexta-feira, 23, o governador Eduardo Pinho Moreira anunciou Adenilso Biasus como o novo secretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável. 

“Biasus possui muito conhecimento. Tenho admiração por ele. É um jovem advogado com vasta formação jurídica, com experiência em administração pública e visão empresarial. É um homem de minha absoluta confiança, então, eu o escolhi para que possa realizar esse importante trabalho. Vai representar o Oeste, mas vai atender também toda Santa Catarina”, afirmou o governador. 

Eduardo Pinho Moreira acrescentou que Biasus assumirá uma secretaria muito importante, estimuladora do desenvolvimento tecnológico de Santa Catarina. O novo secretário deve assumir a pasta em março. Adenilso Biasus relatou que assumir a secretaria é uma satisfação e uma grande responsabilidade. Como metas vai dar continuidade a ações e programas desenvolvidos pela SDS, com eficiência e resolutividade. 

“Vou dedicar todo meu tempo e conhecimento para realizar um bom trabalho, sobretudo para desenvolver políticas e ações voltadas a fomentar o desenvolvimento econômico e tecnológico, com foco nas áreas da inovação e meio ambiente. Buscarei satisfazer o interesse coletivo em prol do desenvolvimento do nosso Estado. Agradeço ao governador pela indicação e confiança”, destacou Biasus. 

Adenilso Biasus

Possui 41 anos é natural de Xanxerê. É formado em Direito com especialização em Direito Público. Exerceu o cargo de procurador jurídico de diversos municípios e Câmara de Vereadores da região Oeste. Foi professor universitário na área do Direito Constitucional. Foi eleito vereador de Xanxerê em 2013. Atualmente exerce a advocacia nas áreas pública e privada. 

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O governador Eduardo Pinho Moreira acompanhou, na manhã desta sexta-feira, 23, na sede do Tribunal de Contas do Estado, em Florianópolis, a cerimônia de transmissão do cargo do prefeito Gean Loureiro ao presidente da Câmara de Vereadores, Guilherme Pereira. “Eu recebi o prefeito Gean Loureiro esta semana no meu gabinete e reforçamos a parceria do Governo do Estado com a Capital. E o prefeito em exercício também contará com nosso apoio. Há obras e ações fundamentais que precisam de nossa atenção”, garantiu Moreira.

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De acordo com o governador, são mais de 100 quilômetros de rodovias estaduais dentro da Capital e existe a necessidade de recuperá-las, além das pontes e o acesso ao aeroporto, entre outras ações. “Florianópolis vive um momento importante e precisa de nosso apoio. É fundamental que Estado e municípios trabalhem alinhados. Contem conosco”, salientou.

Após a solenidade, o governador seguiu com agenda em Araranguá, Chapecó e Xanxerê. Também estavam presentes o ex-governador Paulo Afonso Vieira, os secretários de Estado Ada de Luca e Luiz Fernando Vampiro, a deputada estadual Dirce Heiderscheidt, o promotor de Justiça Mauro Canto da Silva, entre outras autoridades.

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Com o compromisso de rigor no controle dos gastos e atuação prioritária nas áreas da Saúde e Segurança Pública, o governador Eduardo Pinho Moreira concedeu entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira, 21, em seu gabinete no Centro Administrativo, em Florianópolis, para falar das ações imediatas do Governo. Moreira anunciou a desativação de 19 pontos de saída de recursos, sendo 15 Agências de Desenvolvimento Regional e quatro Secretarias Executivas de Estado. Segundo o governador, a medida representa a redução de 185 cargos comissionados e uma economia anual de aproximadamente R$ 50 milhões. Eduardo Pinho Moreira falou ainda dos investimentos em obras estruturantes em andamento pelo Estado.

O governador Eduardo Pinho Moreira abriu a coletiva destacando que os gestores públicos terão um ano que vai exigir pleno controle de despesas por conta das Leis de Responsabilidade Fiscal (LRF) e eleitoral. “Nós vivemos um ano atípico em que a lei é extremamente rigorosa e nós temos que cumpri-la”, salientou Moreira ao informar que em ano eleitoral, a partir do segundo quadrimestre, todas as despesas do Governo do Estado têm que ter em caixa os recursos correspondentes para atendê-las. “É por isso temos que tomar decisões importantes nesse início para atender a lei e cumprirmos com o que temos mostrado para Santa Catarina como prioridades absolutas: Saúde e Segurança”, completou o governador.

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Como uma das ações imediatas que implicam na redução de despesas, o governador anunciou que, por meio de decreto, serão desativadas 15 Agências de Desenvolvimento Regional. São elas: de Itapiranga; Dionísio Cerqueira; Palmitos; Quilombo; Seara; Caçador; Ituporanga; Taio; Ibirama; Timbó; Brusque; Laguna; Braço norte; Canoinhas e São Joaquim. As demandas serão absorvidas por outras agências. No âmbito do governo central, serão desativadas as Secretarias Executivas da Articulação Estadual; de Assuntos Internacionais; de Assuntos Estratégicos; e de Supervisão de Recursos Desvinculados. “Essas são as primeiras mudanças, outras medidas de redução, como a junção de secretarias, serão anunciadas a partir de março”, antecipou o governador.


Foto: James Tavares/Secom

Na página 14 do Plano 15

Para falar da desativação das ADRs, o governador Eduardo Pinho Moreira relembrou o plano de governo elaborado em conjunto com Luiz Henrique da Silveira para o pleito de 2002. “Na página 14 do chamado Plano 15, à época, estava prevista a criação de uma Secretaria de Desenvolvimento Regional em cada microrregião de Santa Catarina, era o início da descentralização do Governo, então hoje eu anuncio a desativação de 15 ADRs, com a legitimidade de ter ajudado a construir esse processo e, agora, com plena consciência de que sob o ponto de vista político, o gesto tem que partir do governador”, afirmou.

Recursos para obras estruturantes

Durante a coletiva, o governador Eduardo Pinho Moreira reforçou que o apoio do Governo à realização de obras estruturantes será mantido. Citou a revitalização da SC-401 (uma das mais movimentadas do Estado), o novo acesso ao Aeroporto de Florianópolis e a continuidade da restauração da Ponte Hercílio Luz, essas na região da Grande Florianópolis, assim como as obras prioritárias em andamento em outras regiões. Moreira explicou que os recursos destinados ao Fundam 2 também serão utilizados nestas obras consideradas estruturantes.

Segundo o governador, o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) autorizou a liberação de R$ 723 milhões. Pelo menos R$ 360 milhões serão utilizados para obras, especialmente de infraestrutura, e aquisições de equipamentos para a Segurança Pública, reformas das outras duas pontes de Florianópolis e a ampliação do fornecimento de energia elétrica trifásica para o interior. O modelo será apresentado ao banco por meio de carta consulta. “O restante dos recursos continua sendo discutido para que chegue até os municípios no melhor formato”, ressaltou.

Reforçando as prioridades


Foto: James Tavares/Secom

Ao anunciar a redução nas despesas do Governo, o governador Eduardo Pinho Moreira reforçou o compromisso com as áreas que defende como prioridades da administração: Saúde e Segurança Pública. Moreira disse que é fundamental que o repasse mensal dos recursos ao setor da Saúde (14% da arrecadação), por exemplo, seja feito rigorosamente. “Ao final do mês, veremos o que ficou de demanda em outros setores, mas Saúde é uma prioridade absoluta”, enfatizou.

Já para o setor de Segurança Pública, além do reforço no efetivo e aquisição de equipamentos e viaturas, o governador defende que é preciso construir parcerias com a iniciativa privada no desenvolvimento de tecnologia. “É dessa forma, com inteligência e tecnologia, que vamos conseguir nos antecipar à criminalidade e entregar um melhor resultado para toda a sociedade catarinense”, concluiu.

Acompanharam a entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira, 21, no Centro Administrativo do Governo, os secretários de Estado da Administração, Milton Martini; da Casa Civil, Luciano Veloso Lima; da Fazenda, Paulo Eli; da Comunicação, Marcelo Rego, ex-deputado Miguel Ximenez, que a partir de março vai trabalhar diretamente no gabinete do governador, e o secretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Carlos Chiodini.

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O governador Eduardo Pinho Moreira empossou na tarde desta terça-feira, 20, no Teatro Pedro Ivo, em Florianópolis, o secretário Paulo Eli e o adjunto Marco Aurélio Dutra na Secretaria de Estado da Fazenda. Seu antecessor era o auditor fiscal, Renato Lacerda.

“Com grande experiência como gestor público, Paulo Eli vai fazer um controle absoluto dos gastos e sabendo que o Governo do Santa Catarina tem muitas prioridades, mas nesse momento são duas vitais e fundamentais, Segurança Pública e Saúde, e esses setores terão recursos”, disse o governador.

O novo secretário falou de cinco desafios que serão enfrentados durante os próximos 10 meses de sua gestão, trabalhar com menos servidores, prestar mais serviços e ter maior agilidade; colocar as contas do Estado em dia; trabalhar o presente e construir o futuro; melhorar a gestão orçamentária, financeira, contábil e o controle interno; e conseguir recursos novos, fora da tributação, para fechar as contas desse ano.

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“Os maiores desafios da Secretaria da Fazenda esse ano é realmente trabalhar com menos gente, porque nosso quadro está reduzido e dois terços estão com tempo de aposentadoria. Vamos ter que aprender a trabalhar com menos gente usando tecnologia e as ferramentas disponíveis hoje. Somos 964 servidores ativos, dos quais 67 ocupam cargos de chefia, 57 são comissionados puros e 11 são CLT, além dos 1.307 inativos e 112 bolsistas.  Dos servidores ativos, dois terços podem se aposentar nos próximos 5 anos. E a folha de pagamento dos inativos é maior que a folha de pagamento dos ativos”, explicou o secretário Paulo Eli.

O secretário acredita em uma retomada do crescimento da receita durante 2018 e comparou os anos de 2017 e 2014. “A receita de 2017 foi inferior a de 2014, em termos reais descontada a inflação, e isso causou todos os problemas que nós estamos vivendo hoje.

O secretário

É natural de Rancho Queimado, Santa Catarina. Com 41 anos de experiência na administração pública, dos quais 34 deles dedicados exclusivamente à Fazenda de SC, Paulo Eli é graduado em Administração, Ciências Contábeis e Gestão Fazendária pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Entre os destaques do currículo, estão ainda a especialização em Política e Estratégia pela Escola Superior de Guerra do Ministério da Defesa.

O adjunto

Formado em administração de empresas, administração pública e direito, com especialização em auditoria pela UFSC e em administração tributária pela Esaf, Marco Aurélio Dutro ingressou como auditor fiscal da Secretaria da Fazenda de SC em 1984, trabalhou no campo como julgador de processo fiscal e como conselheiro do Tribunal Administrativo Tributário (TAT). Foi diretor da dívida de 1995 a 1997 e do Tesouro em 2003. Por duas vezes (1998 e 2006) ocupou o cargo de secretário de Estado da Fazenda. Foi secretário adjunto da Casa Civil em 2005 e 2006. Também foi diretor administrativo-financeiro da Celesc Geração de 2009 a 2011; diretor administrativo financeiro da Secretaria de Estado da Administração e até então ocupava o cargo de secretário adjunto da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável.

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O governador Eduardo Pinho Moreira apresenta as primeiras medidas do seu plano de governo, nesta quarta-feira, 21, às 10h, no seu gabinete, no Centro Administrativo, em entrevista coletiva à imprensa. Moreira reforçará o compromisso de responsabilidade de gestão com todas as regiões de Santa Catarina, assumido na sua posse, na última sexta-feira, 16.

Quando: Quarta-feira 21
Horário: 10h
Local: Gabinete do Governador - Centro Administrativo

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Foto: Jeferson Baldo / GVG

Mais de 3 mil pessoas participaram da cerimônia de transmissão de cargo do governador Raimundo Colombo para Eduardo Pinho Moreira, em ato nesta sexta-feira, 16, em Florianópolis, prestigiado por lideranças de todo o Estado. Em seu discurso, Moreira reforçou o compromisso e a responsabilidade do Governo de Santa Catarina com todas as regiões e afirmou que saúde e segurança serão prioridades.

Moreira ressaltou os bons indicadores de Santa Catarina e o status diferenciado do Estado, destacando também a responsabilidade para garantir uma gestão eficiente. "Nossos índices fazem frente aos de países desenvolvidos. Hoje somos o segundo Estado mais competitivo do Brasil; aquele com a maior expectativa de vida e com a menor taxa de mortalidade infantil; com o melhor ensino fundamental de todo o país; e com os menores índices de desemprego, desigualdade de renda e de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza", discursou.

Destacou, no entanto, os desafios que o Governo do Estado tem pela frente. "Vamos ter que fazer mais com menos. Uma gestão técnica e eficiente é fundamental neste momento, para que possamos reduzir os gastos correntes e garantir o bom atendimento nas áreas prioritárias, como saúde e segurança. Vamos diminuir o tamanho da máquina pública e trazer mais incentivos ao desenvolvimento, através de parcerias com a iniciativa privada e estímulos ao empreendedorismo".


Foto: Julio Cavalheiro / Secom

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O governador em exercício fez questão de agradecer à parceria com os governadores Luiz Henrique da Silveira e Raimundo Colombo em sua trajetória política. "Mudanças importantes, embora dependam de ações imediatas, demandam tempo. São resultados de uma sucessão de pequenos passos em busca de um ideal. Porém, o imediatismo que tem tomado conta da política atual impede essa compreensão. Ao longo desses 15 anos avançamos muito: demandas históricas foram atendidas em regiões, até então, desassistidas, o acesso a serviços públicos foi ampliado e o desenvolvimento econômico incentivado como nunca", destacou.

Moreira afirmou que o conceito de um governo de todas as regiões firmou a necessidade de valorizar a grande diversidade cultural, econômica e social que compõem o Estado. "Aprendemos a ouvir as pessoas e a colocá-las em primeiro lugar. Tenho certeza que esse é o caminho certo e que os passos que demos, nesse sentido, não têm volta".

As conquistas que evidenciam a força dos catarinenses também foram enaltecidas por Raimundo Colombo, que abriu seu discurso agradecendo à população catarinense e à equipe que liderou nestes mais de sete anos à frente do governo. O governador, agora licenciado, destacou a importância da união em prol da promoção e da proteção do Estado. "Tenho como uma das filosofias de vida, a ideia de que briga política não constrói pontes, escolas e hospitais. Ao longo da minha vida pública sempre procurei conciliar, construir, tentar unir as pessoas, o que nem sempre é fácil. E isso contribuiu para que neste período de tantas turbulências, os impactos fossem menores em Santa Catarina", afirmou. Colombo deixa o cargo para um período de licença, enquanto Eduardo Pinho Moreira estará à frente do Governo do Estado.


Foto: James Tavares / Secom

Colombo lembrou que, para proteger a geração de emprego, Santa Catarina foi contra o movimento adotado por tantos outros estados e decidiu não aumentar impostos, mesmo diante dos períodos de arrecadação em baixa. E com um saldo de 29.441 vagas com carteira assinada, Santa Catarina foi o Estado que mais gerou emprego no país em 2017. A proteção do emprego foi apontada como um dos principais legados do governo.

Em 2017, Santa Catarina também foi reconhecido como o segundo Estado mais competitivo no país, de acordo com Ranking de Competitividade dos Estados. No resultado geral, o Estado melhorou a sua posição ano a ano. Em 2011, ocupava o sétimo lugar; em 2012 e em 2013, ficou em sexto; em 2014, alcançou a quinta posição; em 2015 e 2016, ficou em terceiro; e em 2017 subiu uma posição e ultrapassou o Paraná, garantido o segundo lugar geral, atrás apenas de São Paulo.

A cerimônia desta sexta contou com a presença do ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, representando o Governo Federal, senadores, deputados, prefeitos e lideranças de todas as regiões do Estado. Colombo e Eduardo Pinho Moreira também receberam homenagens, como as prestadas pela viúva do governador Luiz Henrique, Ivete da Silveira, e pela secretária executiva da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Joinville, Simone Schramm.

>>> Veja o discurso na íntegra do governador em exercício Eduardo Pinho Moreira

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Inúmeras lembranças e reflexões vieram à minha mente nos últimos dias. Falta tempo e faltam palavras para descrever tudo que sinto. Assim, escolhi começar o meu discurso narrando, para vocês, uma história. A história de homens e mulheres que deixaram as suas casas e seus países. Que embarcaram em navios e vieram até aqui, pelos mais diversos motivos, mas com um mesmo objetivo: construir um novo lar para si e para suas famílias. Uma história de coragem, a qual herdamos de nossos antepassados e da qual Santa Catarina é fruto. Uma história que nos inspira, até hoje, e que segue viva na força da nossa gente. No pioneirismo da nossa indústria, nas mãos dos nossos pescadores e agricultores e no olhar curioso e inventivo das nossas crianças. Santa Catarina é um estado diferenciado.

Nossos índices fazem frente aos de países desenvolvidos. Hoje somos o segundo estado mais competitivo do Brasil; aquele com a maior expectativa de vida e com a menor taxa de mortalidade infantil; com o melhor ensino fundamental de todo o país; e com os menores índices de desemprego, desigualdade de renda e de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza. Ainda temos o que melhorar, mas é extremamente gratificante saber que pude contribuir, com o nosso trabalho, para que obtivéssemos essas conquistas. Como deputado federal constituinte, representando os interesses catarinenses na assembleia que deu origem à constituição federal. Como prefeito de Criciúma, cidade que me acolheu e onde exerci, desde jovem, a medicina. E então, no dia 28 de outubro de 2002, o povo catarinense nos concedeu a oportunidade de iniciar um projeto que alavancaria esse cenário de prosperidade e desenvolvimento por toda Santa Catarina. Este projeto, que já ultrapassa a marca dos 15 anos, e que começou com um sonho e com a coragem de um visionário: Luiz Henrique da Silveira.

Assim como os imigrantes que vieram para cá, séculos atrás, Luiz Henrique era um homem obstinado. Quando nos encontramos em Florianópolis, eu vindo de Criciúma e ele de Joinville, bastaram dez minutos de conversa para que ele me convencesse, com sua convicção inabalável, a reingressar na atividade política. E, olha, que eu era um bom cardiologista. A profissão, além de garantir estabilidade, preenchia, em partes, minha vocação e meu anseio por ajudar as pessoas. Mas eu queria fazer mais e não podia dizer não àquele bom companheiro de lutas. Mesmo que, por um longo tempo, encontrássemos apoio apenas em nossas esposas: Ivete, que me honra com a sua presença, hoje, e Ivane, que não está mais entre nós. Que deus os tenha, Ivane e Luiz Henrique. Hoje e sempre.

Juntos, nós lançamos a descentralização administrativa, que foi a base para uma nova era na administração pública catarinense. A descentralização permite que todos os cidadãos, em qualquer região do estado, recebam tratamento justo e igualitário por parte do poder executivo. Por esse motivo, não se trata de um projeto de governo, com foco no mandato vigente, mas de um projeto de estado, que trouxe mudanças sólidas e permanentes, que merecem ser defendidas. O modelo deve ser revisto, sim. Afinal, o mundo mudou muito nos últimos 15 anos e devemos estar em constante evolução. Mas não se pode perder a essência da descentralização: aproximar o governo das pessoas, com o intuito de conhecer e atender às suas demandas, principalmente, dos mais carentes de atenção, distantes dos centros de tomada de decisão. Essa sempre foi a nossa missão e esse é o nosso principal legado para Santa Catarina.

Toda vez que me lembro das incertezas que envolveram nossa candidatura naquele ano e agora vejo aonde chegamos, renovo minha concepção acerca de coragem e convicção. Cientes de nossas raízes e movidos pelo mesmo ímpeto de nossos antepassados, que lançaram-se ao mar, sem saber como seria o novo mundo e sequer se alcançariam terra firme, nós fomos atrás do nosso sonho e fizemos dele realidade. A continuidade do projeto se deu com a nossa terceira vitória, dessa vez, junto com o governador Raimundo Colombo, então senador da república. Também faço questão de enaltecer o legado de trabalho, competência e destacado espírito público desse valoroso companheiro. Utilizando sua própria expressão, esse parceiro de todas as horas, soube promover o desenvolvimento catarinense nas mais diversas áreas, reduzindo impostos e trazendo grandes investimentos. Sob o seu comando, geramos mais postos de trabalho que qualquer outro estado em 2017 e nossa indústria registrou crescimento acima da média nacional.

Isso me faz lembrar do nosso grande e eterno líder, Ulysses Guimarães, que repetia, à sua maneira, que não é possível reinventar a roda, nem insistir na contramão dos fatos. Porque a história não dá saltos, ela é construída, dia após dia, na política. O espírito conciliador e a habilidade de dialogar e construir sempre foram marcas de Ulysses. E foi um grande prazer trabalhar ao lado de dois governadores, que sabiam da importância desses atributos para aquele que quer liderar. Acredito que este foi um fator fundamental para que conseguíssemos reunir a maior força suprapartidária da história catarinense e atingir resultados positivos a frente do estado durante os últimos anos. É necessário ter humildade e uma base forte e sólida, para desempenhar um bom trabalho.

Mudanças importantes, embora dependam de ações imediatas, demandam tempo. São resultados de uma sucessão de pequenos passos em busca de um ideal. Porém, o imediatismo que tem tomado conta da política atual impede essa compreensão. Ao longo desses 15 anos avançamos muito: demandas históricas foram atendidas em regiões, até então, desassistidas, o acesso a serviços públicos foi ampliado e o desenvolvimento econômico incentivado como nunca. O conceito de um governo de todas as regiões firmou a necessidade de valorizar a grande diversidade cultural, econômica e social que compõem nosso estado e agir a partir dela. Aprendemos a ouvir as pessoas e a colocá-las em primeiro lugar. Tenho certeza que esse é o caminho certo e que os passos que demos, nesse sentido, não têm volta. Não há como apagar.

Assumo o governo do estado, com a mesma coragem e força de vontade dos açorianos, italianos, alemães e africanos, dentre outras etnias, que, com o seu trabalho, construíram as bases para que Santa Catarina se tornasse este reduto de prosperidade, em meio às mazelas e à desigualdade que predominam no resto do país. Sem jamais me esquecer da responsabilidade, que será a marca desse governo. Porque é preciso respeitar e assegurar que nossas contas estejam adequadas à legislação. Por isso, vamos ter que fazer mais com menos. Uma gestão técnica e eficiente é fundamental neste momento, para que possamos reduzir os gastos correntes e garantir o bom atendimento nas áreas prioritárias, como saúde e segurança. O Governo de Santa Catarina está quase atingindo o limite legal de gastos com a folha de pagamento, podendo ferir a lei de responsabilidade fiscal e prejudicar a nossa capacidade de investimento se nada for feito.

Santa Catarina já dá sinais de retomada do crescimento econômico, mas é preciso responsabilidade e prudência neste momento. Vamos diminuir o tamanho da máquina pública e trazer mais incentivos ao desenvolvimento, através de parcerias com a iniciativa privada e estímulos ao empreendedorismo. Também teremos um olhar especial para a infraestrutura. Vamos fazer reivindicações junto ao governo federal para melhorar a qualidade de nossa malha viária, nas rodovias estaduais e federais Vamos dar atenção a todas as regiões!

Estabelecer prioridades é um dos grandes desafios na gestão pública. Ou melhor, em tudo na vida. Quem melhor sabe disso é a mãe e o pai de família. Como é difícil dizer “não” para um filho quando, por exemplo, ele quer um brinquedo, mas sabemos que se comprarmos, vai faltar dinheiro para o material escolar. Em diversos momentos da vida, é preciso fazer escolhas. Essa é a essência da responsabilidade e também da coragem. E assim será neste governo, que será breve em duração, mas de importantes decisões. Por isso, precisamos saber bem as nossas prioridades. Governar com responsabilidade, olhando todas as regiões, é meu compromisso com Santa Catarina.

Eu compartilho, como todos vocês, enorme preocupação com duas áreas, que já mencionei antes, serão prioridades. Como médico, tratarei pessoalmente da saúde, junto com o secretário Acélio Casagrande, visitando hospitais e identificando os problemas lá na ponta. E como pai e avô, terei grande atenção com a segurança, fornecendo as melhores condições de trabalho possíveis para as policias civil e militar e dando total apoio ao secretário, Alceu de Oliveira. Nós vamos conseguir alcançar algumas mudanças imediatas, apesar das dificuldades que as pastas enfrentam. Mas nosso foco maior será direcionado a consolidar as bases para que a saúde e a segurança ganhem novo capítulo a partir de hoje. As próximas gerações vão colher os frutos desse trabalho, que começou há mais de 15 anos. Santa Catarina melhorou muito de 2002 para cá. Nunca deixamos faltar serviços essenciais e somos líderes nacionais em desenvolvimento social. Mas não nos contentamos e, no que depender de mim, vamos seguir melhorando.

Eu tenho enorme prazer em desempenhar a função pública. Desde a infância, eu sempre quis cuidar das pessoas. Por isso, escolhi ser médico.  Também, por isso, iniciei a carreira política, convencido por amigos e familiares, de que eu poderia fazer mais como homem público do que como cardiologista. Hoje, já tenho mais de 30 anos de estrada e de dedicação à causa pública. Tive a oportunidade de conhecer pessoas e lugares incríveis, em todos os cantos do nosso estado. Adquiri saberes e acumulei experiências indescritíveis. Não estive tão presente para a minha família, como eu gostaria, mas sempre encontrei neles o apoio que precisava e um verdadeiro porto seguro. Com isso, me recordo de uma célebre frase, que diz: os navios estão preservados e podem ter sua beleza melhor apreciada, quando estão ancorados no porto; mas não é para isso que eles foram feitos.

Essa frase faz muito sentido para o momento que estou vivendo hoje. Porque eu me sinto pronto, mais uma vez, para ir ao mar. O trabalho de construir um navio é árduo, exige tempo e enorme dedicação, até que ele esteja pronto. De certa forma, é assim a nossa vida: desde a formação familiar e educacional até as experiências profissionais e pessoais, que passamos na fase adulta, e que vão moldar aquilo que somos. Mas de que vale um navio, com toda sua magnitude, se ele não partir em viagem para desbravar o desconhecido? De que vale todo esse trabalho, para permanecer ancorado? Os nossos antepassados tiveram a coragem de embarcar e partir em busca de um futuro melhor. Encontraram uma terra fértil e bela, onde construíram seus lares e criaram seus filhos, dando origem a esse nosso estado, apaixonante e único. A responsabilidade de continuar essa história é grande. Por tudo que passei, me sinto preparado para enfrentar o oceano, por mais revolto que ele possa parecer. E tenho certeza, que muitos virão comigo, como foi no passado.

Portanto, agradeço ao governador Raimundo Colombo, pela confiança em mim e por estes sete anos trabalhando juntos, que muito contribuíram para a construção do meu navio. Ao ex-governador e ex-senador, Luiz Henrique da Silveira, amigo e inspiração para todos os momentos e grande fonte de aprendizado. E, em nome dos dois, a todos os companheiros de caminhada, do meu partido, o MDB, aqui também representado pelo presidente Mauro Mariani, e de outros partidos, que estiveram junto conosco ou mesmo fazendo oposição, apontando os nossos erros, o que sempre é saudável e positivo, quando feito com o devido respeito e de forma institucional. Bem como àqueles que não possuem qualquer vínculo partidário, mas que atuam politicamente e ocupam importantes espaços na administração do estado. Aos nossos servidores públicos, que no dia a dia contribuem para o sucesso de nossas ações administrativas. Aos jornalistas e profissionais de comunicação e da mídia, assim como aos membros das instituições persecutórias, ambos fundamentais para o bom funcionamento da democracia.

Aos membros do poder judiciário, em especial, o novo presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, o desembargador Rodrigo Collaço. À minha falecida esposa, Ivane, com quem construí uma família, até hoje, tão bela e unida. Aos meus filhos: Duda, Paulo, Roberto e Isabel, com os quais não me canso de dividir as alegrias da vida, embora esteja ciente de que a escolha por me tornar um homem público muitas vezes me privou de um maior convívio familiar. Assim como meus netos: Letícia, Eduardo, Pedro, Isabella, Helena e mais um que está a caminho. Divido com vocês esta grande notícia que recebi há pouco. São eles fonte de energia para o vô, que faz tudo que é possível para estar perto. E, também, à minha querida Nicole, que junto do Bernardo, me ajudou a resgatar a fé, me fazer sorrir, e entender que, além de poder olhar para trás e me orgulhar de tudo que foi construído, posso olhar para frente com a convicção de que ainda tenho muito a viver e desbravar.

Por fim, faço um agradecimento especial ao povo catarinense, que me ensinou o valor do trabalho e a amar e cuidar do próximo. E obrigado a todos presentes. Conto com o apoio de vocês e que deus abençoe a Santa Catarina e a todos nós!


Foto: James Tavares / Secom

Na edição desta sexta-feira, 16, do programa Com a Palavra, o Governador, às vésperas de se licenciar do cargo de governador do Estado, Raimundo Colombo falou sobre os desafios enfrentados durante os dois mandatos. O governador revelou que o momento é marcado por uma mistura de sentimentos e que a sensação é de dever cumprido. “A emoção é muito forte, a gratidão também, e tem ainda uma sensação de alívio, porque a pressão e a carga de compromissos diminuem”, comentou o governador.

Colombo explicou que está se licenciando para que a transição seja um processo marcado pela harmonia. “É isso que a sociedade merece, que demonstremos maturidade e unidade pra que o Estado continue indo bem. E faremos isso, daremos todo o apoio pra que o Eduardo tenha todo o êxito possível no desempenho da sua missão”, destacou. A transmissão do cargo de governador a Eduardo Pinho Moreira ocorre nesta sexta-feira, 16, às 15h em ato no Centrosul, em Florianópolis.

Por fim, o governador falou que deixa o Governo com a sensação de dever cumprido. “Foi um período de desafios muito duros, mas superamos. Se fomos exigidos ao nosso limite, respondemos dando o melhor de si, com o máximo de esforço de toda uma equipe qualificada. Pensamos sempre nas pessoas, e agora isso faz todo o sentido, porque Santa Catarina está bem. Este é o grande legado. O Governo é peça fundamental, mas tem os que gostam e os que não gostam, é do processo”, concluiu Colombo.

A íntegra do Com a Palavra, o Governador pode ser acessada nos canais oficiais do Governo do Estado no Youtube. A versão em áudio é disponibilizada na Rádio Secom.

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A cerimônia de transmissão do cargo de governador do Estado, com a passagem do posto do governador Raimundo Colombo para o vice Eduardo Pinho Moreira, será realizada nesta sexta-feira, 16, no Centro Sul, em Florianópolis. 

O ato oficial tem início programado para as 15h, com atendimento à imprensa a partir das 14h30.

>>> Atenção: jornalistas devem fazer o credenciamento por meio de cadastro neste link.

O governador Colombo deixa o cargo para um período de licença, enquanto Eduardo Pinho Moreira estará à frente do Governo do Estado.

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As obras de pavimentação na SC-355, o anúncio da instalação da empresa Berneck em Lages e o programa Sinapse da Inovação foram os assuntos destacados pelo governador Raimundo Colombo na entrevista semanal desta sexta-feira, 9, no Com a Palavra, o Governador.

Colombo explicou como funciona o programa Sinapse da Inovação que apoia ideias e projetos para que sejam transformados em negócios de sucesso. Para ele, os investimentos e os avanços no setor da Tecnologia e Inovação também fortalecem o Estado e dão mais qualidade de vida para as pessoas.

Para o trecho da SC-355 entre Treze Tílias e Iomerê, com pouco mais de 15 quilômetros, foram investidos R$ 22,6 milhões e construídas três pontes. “Foi uma obra desafiadora, mas que agora vai ajudar a região se desenvolver com mais segurança e maior competitividade”, destacou o governador.

Em Lages, na Serra Catarinense, o destaque é a chegada da empresa Berneck, do ramo madeireiro. Na primeira fase, o investimento será de R$ 800 milhões com a geração de mais de 500 empregos. “É uma conquista extraordinária que vai desenvolver a economia de toda a região, gerar oportunidade de trabalho e valorizar a matéria-prima que é abundante lá”.

A íntegra do Com a Palavra, o Governador pode ser acessada nos canais oficiais do Governo do Estado no Youtube. A versão em áudio é disponibilizada na Rádio Secom.

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