A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC) divulgou nesta quarta-feira, 28, o boletim n° 13/2017 sobre a situação da vigilância entomológica do Aedes aegypti e a situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus, com dados até a Semana Epidemiológica (SE) n°24 (01 de janeiro a 17 de junho de 2017).

No período de 1 de janeiro a 17 de junho de 2017, foram identificados 7.659 focos do mosquito Aedes aegypti, em 135 municípios. Neste mesmo período, em 2016, haviam sido identificados 6.018 focos em 129 municípios.O número de focos de 2017 é 21% maior quando comparado ao mesmo período do ano de 2016.

Atualmente, existem 59 municípios considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypti em Santa Catarina (Tabela 1). A definição de infestação é realizada de acordo com a disseminação e manutenção dos focos.

Tabela 1: Municípios considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypti. Santa Catarina, 2017.

Águas de Chapecó

Coronel Martins

Maravilha

São Bernardino

Águas Frias

Cunha Porã

Modelo

São Carlos

Anchieta

Descanso

Mondaí

São Domingos

Balneário Camboriú

Dionísio Cerqueira

Navegantes

São José

Bandeirante

Formosa do Sul

Nova Erechim

São José do Cedro

Bom Jesus

Florianópolis

Nova Itaberaba

São Lourenço do Oeste

Brusque

Galvão

Novo Horizonte

São Miguel do Oeste

Caibi

Guaraciaba

Palma Sola

Saudades

Camboriú

Guarujá do Sul

Palmitos

Seara

Campo Erê

Itajaí

Passo de Torres

Serra Alta

Catanduvas

Itapema

Pinhalzinho

Sul Brasil

Caxambu do Sul

Itapiranga

Planalto Alegre

União do Oeste

Chapecó

Ipuaçu

Princesa

Xanxerê

Cordilheira Alta

Joinville

Porto União

Xaxim

Coronel Freitas

Jupiá

Quilombo

 

Fonte: DIVE/SES/SC (Atualizado em 17/06/2017)

Dengue

No período de 1 de janeiro a 17 de junho de 2017,foram notificados 1.689 casos de dengue em Santa Catarina. Desses, 6 (1%) foram confirmados (todos pelo critério laboratorial), 103 (6%) estão inconclusivos (classificação utilizada no Sinan nos casos em que após 60 dias da data de notificação, ainda estiverem sem encerramento da investigação), 1.496 (88%) foram descartados por apresentarem resultado negativo para dengue e 84(5%) casos suspeitos estão em investigação pelos municípios.Do total de casos confirmados (06) até o momento, dois são autóctones, com transmissão dentro de Santa Catarina, três são importados (transmissão fora do estado) e um permanece em investigação de LPI.

 

>>> Confira o boletim completo

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Blumenau - Assinatura da ordem de serviço do novo prédio do Ambulatório Geral do bairro Escola Agrícola

Aconteceu na manhã desta segunda, 26, a assinatura do contrato e da ordem de serviço para construção do novo prédio do Ambulatório Geral (AG) Marilene Giacomet de Aguiar, no bairro Escola Agrícola, em Blumenau. O novo AG será construído em um terreno da prefeitura do município localizado na mesma via, a Rua Norberto Seara Heusi. Com investimentos de R$ 1 milhão do Governo do Estado e contrapartida de R$ 200 mil do município, a nova unidade de saúde terá uma área de 708 m², aumento de 79%  em relação ao atual, que possui 396 m². A obra tem prazo de conclusão de 12 meses. A empresa responsável pela obra será a LC Empreiteira de mão de obra.

O ambulatório Geral da escola Agrícola, como é conhecido, está em funcionamento desde 2003 e devido ao aumento no número dos atendimentos, a obra tem grande importância para a região norte de Blumenau, especificamente no bairro escola Agrícola. Entendendo esta demanda, o Governo do Estado fez a liberação destes recursos para a ampliação e facilitar o atendimento a população.

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No estado de Santa Catarina, historicamente, a incidência dos casos confirmados das meningites em geral (bacterianas, virais e outras etiologias), tem mantido comportamento endêmico com pequenas oscilações. Nos últimos três anos, a taxa de incidência variou de 11.9 por 100 mil habitantes em 2015 (803 casos) para 10.0 (694 casos) por 100mil habitantes em 2016.

Em 2017, até o momento, foram confirmados 350 casos de meningites em geral, com um total de 24 óbitos registrados no Sistema Nacional de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde (MS). Do total de casos, 22 apresentaram as formas mais graves de meningite (Doença Meningocócica, Meningite Pneumocócica e Meningite por Haemophilus). Destes, cinco evoluíram para óbito, As pessoas residiam em Antônio Carlos (43 anos), Balneário Camboriú (acima de 80 anos), Itajaí (60 anos), Major Gercino (63 anos) e São João do Sul (49 anos).

Outros dois óbitos ocorridos recentemente nos municípios de São José (Meningite Pneumocócica) e Palhoça (Doença Meningocócica) foram notificados à Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) estadual. Porém, os dados ainda não foram inseridos no sistema oficial pelos municípios. “Tais casos foram causados por agentes diferentes, não apresentam vínculo epidemiológico e, portanto, não caracterizam surto”, enfatiza o médico infectologista Fábio Gaudenzi, superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Ele reconhece que é inegável o impacto que as meningites causam na sociedade, independente da etiologia viral ou bacteriana. “Geralmente, são acompanhadas de grande repercussão nas comunidades. É fundamental que todos estejam atentos às formas de prevenção”, frisa Gaudenzi.

Todos os casos de Meningite devem ser notificados pelos hospitais, profissionais de saúde e laboratórios às secretariais municipais de saúde e essas, por sua vez, à Secretaria Estadual de Saúde para acompanhamento, investigação e orientação aos familiares. A Dive orienta, apoia e acompanha os municípios durante o processo.

A doença

A meningite é um processo inflamatório das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Pode ser causada por diversos agentes infecciosos, como bactérias, vírus, parasitas e fungos, ou, ainda, por processos não infecciosos.

Dentre esses, as formas mais graves são a Doença Meningocócica, causada pela bactéria Neisseria Meningitidis; a Meningite Pneumocócica, causada pelo Steptococcus Pneumoniae e a meningite causada pelo Haemophilus Influenzae. São doenças graves e de evolução rápida. A Meningocócica hoje é a que apresenta potencial de disseminação entre pessoas que tiveram contato íntimo e prolongado. Os grupos de maior risco são as crianças menores de cinco anos, principalmente as com idade inferior a um ano, e os indivíduos maiores de 60 anos.

“As meningites causadas por bactérias são muito graves e, se não forem tratadas a tempo, podem deixar sequelas graves e até levar à morte. O quadro de Meningite Bacteriana pode se instalar em algumas horas. A evolução é muito rápida e fulminante”, alerta o médico infectologista Luiz Escada, técnico da Gerência de Imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) da SES.

Há suspeita de meningite em pessoas que apresentem febre associada à dor de cabeça, dor ou rigidez de nuca e vômitos frequentes. Em crianças pequenas, esses sintomas podem apresentar-se como choro persistente, irritação, falta de apetite, manchas vermelhas na pele e ‘moleira inchada’. Na apresentação desses sintomas, deve-se procurar a unidade de saúde mais próxima. Após a avaliação médica e análise preliminar de amostras clínicas do paciente, ele será internado e receberá tratamento de acordo com o agente etiológico. No caso da Meningite Bacteriana, o tratamento será realizado com antibióticos específicos.

Vacinação

Algumas formas de Meningite Bacteriana podem ser prevenidas por vacinas que estão disponíveis na rede pública de saúde (Meningo C, Haemoflhilus B e Pneumocócica). Antes indicada para crianças com até um ano de idade, a vacina contra a Meningite C passou, este ano, a ser oferecida também para adolescentes de 12 a 13 anos. A faixa etária será ampliada, gradativamente, até 2020, quando serão incluídos crianças e adolescentes de nove anos a 13 anos. Em Santa Catarina, 216.948 adolescentes deverão receber a vacina.

“É importante ressaltar que, dos quatro subtipos, a Meningite C é o mais frequente tipo da doença em todo o país. Em Santa Catarina, representa cerca de 50% dos casos”, informa Vanessa Vieira da Silva, gerente de Imunização da Dive. A profissional ressalta, ainda, a necessidade de a população atualizar a carteira de vacinação.

Como de prevenir

- Manter a carteira de vacinação em dia. A vacina contra Meningite está disponível na rede pública de saúde para crianças com até um ano de idade e adolescentes de 12 a 13 anos.

- Manter todos os ambientes bem ventilados, se possível ensolarados, principalmente salas de aula, locais de trabalho e no transporte coletivo.

- Lavar as mãos frequentemente com água e sabão.

- Manter higiene rigorosa com utensílios domésticos.

- Evitar transitar com crianças em ambientes fechados e mal ventilados.

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Será realizado, na próxima segunda-feira, 26, o Encontro Macrorregional de Saúde da Mulher da Grande Florianópolis. O local do evento é a Escola de Formação em Saúde (EFOS) da Secretaria de Estado da Saúde (SES), em São José, na Grande Florianópolis.

A iniciativa vem da Macrorregional da Grande Florianópolis/Geabs/SES e Coordenação de Saúde da Mulher/Geabs/SES, além da Coordenadoria de Serviços Descentralizados da Grande Florianópolis (CSDGF).

No encontro serão realizadas palestras e debates entre profissionais de saúde da Atenção Básica daregião sobre Pré-natal Habitual, Panorama e Enfrentamento da Sífilis Congênita na Grande Florianópolis, Aplicação da Penicilina na Unidade Básica de Saúde e Fluxo de Distribuição de Métodos Contraceptivos.

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Santa Catarina receberá, na próxima quarta-feira, 28, outros 40 médicos cubanos pelo programa Mais Médicos. Os profissionais vão substituir, em 35 municípios catarinenses, outros médicos cooperados que já cumpriram o contrato de três anos de trabalho.

Criado em 2013, o programa do Governo Federal tem o intuito de promover a melhoria do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), levando médicos para atender em locais onde há a escassez ou a ausência destes profissionais. Santa Catarina possui 218 municípios cadastrados no programa, com 579 vagas, 508 delas preenchidas. Destas 508, 259 são ocupadas por profissionais cubanos.

Texto: Gustavo Bitencourt

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As pessoas com idade acima dos 60 anos são a grande maioria entre os casos confirmados de gripe causada pelo vírus Influenza em Santa Catarina. Dos 177 registros confirmados até o momento, 66 eram idosos. Em segundo lugar está o grupo entre 30 e 39 anos, com 21 casos. Os dados constam no Informe Epidemiológico n°12/2017 – Vigilância da Influenza (Atualizado em 21 de junho de 2017), divulgado nesta quinta-feira pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES). Os idosos foram maioria também entre as mortes registradas. Dos 24 óbitos confirmados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Influenza, dez eram de pessoas acima dos 60 anos.

“A vulnerabilidade maior se deve à fragilidade do sistema imunológico nessa fase da vida”, explica o médico infectologista Fábio Gaudenzi, superintendente de Vigilância em Saúde da SES. Segundo ele, o mesmo ocorre com crianças, portadores de doenças crônicas, como diabetes, doença cardíaca ou pulmonar, e com gestantes, obesos ou imunodeprimidos. “Independente da situação vacinal, essas pessoas devem reforçar os cuidados e a prevenção, evitando ambientes com aglomeração de pessoas e lavando as mãos várias vezes ao dia”, exemplifica Gaudenzi.

As infecções respiratórias são provocadas por diversos tipos de vírus que são facilmente transmitidos por meio de espirro, tosse e pelo contato com superfícies contaminadas. “Por isso, reforçamos a importância de evitar levar as mãos ao rosto antes de lavá-las ou higienizá-las com álcool gel”, frisa o superintendente de Vigilância em Saúde.

SINTOMAS E TRATAMENTO

A febre é o principal sinal a ser monitorado. No caso da gripe, a febre é alta e persistente. Quando associado a sintomas como tosse e dores pelo corpo, a pessoa deve se dirigir imediatamente a uma unidade de saúde para diagnóstico e início do tratamento. “A terapêutica precoce reduz os sintomas e a ocorrência de complicações da infecção pelos vírus da Influenza, tanto em pacientes com condições e fatores de risco para complicações bem como naqueles com Síndrome Respiratória Aguda Grave”, complementa Fábio Gaudenzi.

Veja o Informe Epidemiológico nº 12 AQUI.

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A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) da Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que SC não recebeu vacinas Rotavírus dos lotes que tiveram a distribuição e o uso suspensos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na última semana. Assim, a vacinação segue o fluxo normal em todas as salas de imunização no território catarinense.

A suspensão ocorreu em função de um defeito na embalagem que provocava o vazamento do produto, conforme a Resolução-RE N° 1.594, emitida pela Anvisa em 14 junho de 2017. 

Os lotes da vacina Rotavírus humano G1P[8], Bio-Manguinhos/Fiocruz, que tiveram a distribuição e o uso suspensos pela Anvisa são: AROLB699AA, AROLB700AA, AROLB700BA, AROLB701AA, AROLB701BA, AROLB702AA, AROLB703AA, AROLB704AA AROLB705AA, AROLB781AA, AROLB782AA, AROLB783AA, AROLB784AA, AROLB786AA, AROLB786BA, AROLB787AA.

O rotavírus é umas das principais causas de diarreia grave em lactentes e crianças jovens, sendo um dos diversos vírus que causam as infecções, comumente chamadas de gastroenterite. Estima-se que, aos cinco anos de idade, quase todas as crianças do mundo tenham sido infectadas pelo rotavírus pelo menos uma vez.

Este vírus é altamente transmissível, causando manifestações clínicas que variam de quadros leves, com diarreia líquida e duração limitada, a quadros graves, com desidratação, febre e vômitos, podendo ocorrer também casos assintomáticos. É uma doença de transmissão através de água, alimentos, contato pessoa-a-pessoa ou objetos contaminados.

A partir do ano 2006, a vacina contra o Rotavírus foi introduzida no calendário infantil de imunização nos Estados Unidos e em vários países da América Latina, incluindo o Brasil. Estudos recentes mostram que essas vacinas conferem proteção contra as infecções graves que requerem internação, em torno de 85% a 95%, e no total das infecções por rotavírus, de 72% a 74%.

É uma vacina oral, atenuada, monovalente e aplicada aos dois meses (1ª dose) e quatro meses (2ª dose). Estudos realizados com lactentes de seis a 13 semanas de vida em 11 países da América latina (incluindo o Brasil), no período de 2007 a 2011, mostraram a prevenção de 84,7% dos casos de diarreia grave e a diminuição de 85% das hospitalizações.

A cobertura vacinal contra o rotavírus manteve-se, em média, de 88,66% no período de 2006 a 2011, tendo a cobertura mínima em 2007 com 85,09% e a máxima em 2011 com 92,65%. Um estudo realizado no estado de São Paulo comparou número de casos envolvidos nos surtos: 16.279 casos entre 2003 e 2005 (anterior à vacinação) contra 2.775 casos no período entre 2006 e 2008, em todas as faixas etárias.

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A partir de junho, todos os meninos entre 11 e 14 anos devem receber a vacina contra o HPV (papilomavírus). Oferecida desde janeiro deste ano para meninos entre 12 e 13 anos, a vacina teve a faixa etária ampliada por decisão do Ministério da Saúde (MS), para fortalecer as ações de saúde na população masculina e possibilitar a prevenção da ocorrência de cânceres de pênis, ânus, orofaringe e de verrugas genitais, doenças diretamente relacionadas ao HPV.

Em Santa Catarina, 21.276 meninos entre 12 e 13 anos receberam a primeira dose da vacina do HPV. “Uma segunda dose deverá ser tomada em seis meses para garantia da imunização”, alerta Vanessa Vieira da Silva, gerente de Imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Segundo ela, a definição da faixa etária visa proteger os adolescentes antes do início da vida sexual e do contato com o vírus.

A faixa etária será ampliada gradativamente até igualar a das meninas, ou seja, 9 a 14 anos de idade. Jovens entre 9 e 26 anos vivendo com HIV/Aids devem também ser vacinados, sendo necessárias três doses para a imunização.

Durante o mês de junho, Santa Catarina está intensificando a vacinação contra o HPV. As equipes de saúde estão visitando as escolas, levando informações sobre a prevenção do câncer, avaliando as cadernetas e vacinando os adolescentes.

A vacinação é oferecida gratuitamente nas 1,2 mil salas de vacina da rede pública de saúde e pode também ocorrer nas escolas. Porém, vale salientar que cada município define sua estratégia de vacinação, de acordo com a logística e as realidades locais. Os adolescentes não necessitam de autorização ou acompanhamento dos pais nas salas de vacina. Basta que apresentem um documento de identificação ou a carteira de vacinação.

O HPV é transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas, na maioria das vezes, através da relação sexual desprotegida. É altamente contagioso, sendo possível infectar-se com uma única exposição ao vírus. Pessoas infectadas podem não apresentar lesões visíveis e transmitir o HPV sem saber.

Calendário vacinal

Até o ano passado, este tipo de imunização era feito somente em meninas de 9 a 14 anos. A ampliação da vacinação contra o HPV para o sexo masculino é uma das novidades do Calendário de Vacinação 2017 da rede pública de saúde. “A vacinação dos meninos contribui para o aumento da proteção também das meninas, evitando especialmente o câncer de colo de útero, principal doença causada pelo HPV nas mulheres”, acrescenta Vanessa.

O Ministério da Saúde decidiu incluir os meninos no programa nacional de vacinação contra o HPV no ano passado, e o Brasil tornou-se o sétimo país a adotar essa estratégia de saúde pública, igualmente utilizada nos Estados Unidos, na Austrália, na Áustria, em Israel, em Porto Rico e no Panamá. A decisão de ampliar a vacinação para o sexo masculino está de acordo com as recomendações das Sociedades Brasileiras de Pediatria, Imunologia, Obstetrícia e Ginecologia, além de DST/AIDS e do mais importante órgão consultivo de imunização dos Estados Unidos (Advisory Committee on Imunization Practices).

Outra novidade no calendário vacinal de 2017 é que adolescentes de 12 a 13 anos também serão imunizados contra meningite C. Até o ano passado, apenas crianças de 3, 5 e 12 meses eram vacinadas contra a doença, considerada grave e de rápida evolução.

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Na próxima terça e quarta-feira, 20 e 21, técnicos da Secretaria de Estado da Saúde (SES) apresentarão para gestores, prestadores de serviços e técnicos envolvidos no processo regulatório da Macrorregião do Sul, as ações estruturantes da Política Estadual de Regulação que visam à efetivação da Lei Estadual nº 17.066, de 11 de Janeiro de 2017, que dispõe sobre a publicação das filas de espera do Sistema Único de Saúde (SUS) na internet. O encontro será realizado na Associação Empresarial de Criciúma (ACIC).

A superintendente de Serviços Especializados e Regulação, Karin Geller, informa que os técnicos da SES capacitarão, esclarecerão dúvidas e garantirão a transparência das ações regulatórias para a sociedade. Todo esse processo tem o apoio do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Santa Catarina (Cosems/SC) e a participação efetiva do Ministério Público.

O gerente da Central Estadual de Regulação de Internações Hospitalares, Arion Godoi, enfatiza que será exposta uma nova dinâmica na regulação das internações hospitalares, com a utilização do Sistema de Regulação (Sisreg), no módulo hospitalar para a gestão das filas de Cirurgias Eletivas.

A diretora de Planejamento, Controle e Avaliação do SUS, Claudia de Araujo Gonsalves, diz que este evento será replicado em todas as macrorregiões do Estado. “Na Macrorregião da Foz do Rio Itajaí já foi realizada a ação nos dias 31 de maio e 1º de junho. Obtivemos participação efetiva de todos os municípios e hospitais da região”, destaca Cláudia.

Decka Cortese, gerente dos Complexos Reguladores, acredita que no Sul também será possível fortalecer os processos de trabalho em todos os municípios e hospitais. “Estimamos que sejam capacitados mais de 180 profissionais somente nesta macrorregião”, estima Decka.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, Vicente Caropreso, estas ações produzirão mais transparência das filas do Sistema Único de Saúde (SUS). “Além disso, haverá maior capacidade regulatória e fiscalizatória, otimização dos recursos, fortalecimento do processo de regionalização e reafirmação do compromisso de todas as esferas com as diretrizes e os princípios do SUS”, acredita o secretário.  

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Gabriela Ressel

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Fotos: Ritta Dias/Secom

A doação de sangue é fundamental para atender emergências, cirurgias e pacientes que necessitam de constantes transfusões. Por isso, no Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado em 14 de junho, o Hemosc reforça a importância de fazer a doação em todas as épocas do ano, especialmente no inverno, quando os estoques de sangue estão reduzidos no estado. O Governo de Santa Catarina regulamentou a Lei nº 16.694, que institui o mês do Junho Vermelho.

De acordo com a diretora geral do Hemosc, Denise Linhares Gerent, as doações costumam cair em Santa Catarina no inverno. “Principalmente por causa do frio, muitas pessoas deixam de doar e, com isso, os nosso estoques caem e nós acabamos tendo problemas de abastecimento e de atendimento das solicitações”, explica.

Em Santa Catarina, a demanda por sangue é maior nas regiões do Vale do Itajaí, Norte do estado, Grande Florianópolis e na região de Chapecó. “São as regiões que atendem mais procedimentos de alta complexidade, além de cirurgias ortopédicas e cardíacas e atendimentos oncológicos; além de ter maior ocorrência de acidentes automobilísticos”, destaca Denise.

Mas a doação pode ser feita em hemocentros de todo o estado. Os endereços e horários de atendimento das unidades do Hemosc de Blumenau, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Jaraguá do Sul, Joaçaba, Joinville, Lages e Tubarão estão disponíveis em www.hemosc.org.br.

A doadora Emanoella Koerich acredita que a doação é um gesto de carinho. "A gente pode ajudar de uma forma rápida e fácil. Um simples gesto nosso pode salvar a vida de muita gente", conta. 

Para ser um doador de sangue é preciso ter entre 18 e 69 anos (doadores de 16 e 17 anos de idade precisam de ter autorização formal e estar acompanhados dos pais e/ou responsável legal), ter mais de 50kg e estar em boas condições de saúde, sem feridas ou machucados.

Os intervalos entre as doações devem ser de 90 dias para as mulheres, podendo realizar três doações em um ano; e de 60 dias para os homens, com quatro doações ao longo de 12 meses.


Doadora Emanoella 

Todo o processo de doação leva, em média, 50 minutos e não traz riscos para a saúde. “Todo material é descartável e não pode ser reutilizado, então não há risco de contaminação. Algumas pessoas podem ficar um pouco tontas ou com enjoos, mas isso passa rapidamente e sem maiores riscos para o doador”, destaca Denise.

A diretora geral do Hemosc ressalta ainda que o Dia Mundial do Doador de Sangue é para agradecimento, mas também para conscientização. “Em Santa Catarina, nós conseguimos atender a nossa comunidade porque a população é bastante parceira e solidária, mas no inverno é preciso reforçar essa necessidade”, explica.

Recomendações para quem vai doar sangue
- Evite o jejum e faça refeições leves e não gordurosas nas quatro horas que antecedem a doação;
- Evite o uso de bebidas alcoólicas nas últimas 12 horas;
- Leve um documento de identidade com foto: RG., carteira profissional, carteira de motorista etc;
- Não fume por no mínimo duas horas após a doação;
- Nas 12 horas após a doação, não pratique exercícios físicos e atividades perigosas;
- Permaneça no serviço hemoterápico após a doação por 15 minutos;
- Não forçe o braço em que foi realizada a punção no dia da doação;
- Retire o curativo quatro horas após a doação.

Quem não pode doar sangue
Quem tem ou teve as seguintes doenças: hepatite após os 11 anos de idade, hanseníase, hipertireoidismo e tireoidite de Hashimoto, doença autoimune, doença de Chagas, Aids, diabetes e câncer. Já quem tem problemas cardíacos precisa de avaliação e declaração do seu cardiologista.

Mais informações para a imprensa:
Merlim Malacoski
Serviço de Rádio da Secretaria de Estado da Comunicação
Fones: (48) 3665-3003 / 3665-3051
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