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Foto: Divulgação/SES

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), da Secretaria de Estado da Saúde (SES), e o Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cigerd) de Florianópolis realizaram uma videoconferência com vários municípios do Estado para discutir sobre o risco de ocorrência de casos de sarampo e de reintrodução de doenças imunopreveníveis em Santa Catarina. A reunião ocorreu na última sexta-feira, 8, no Cigerd.

Na ocasião, foram apresentados os dados para a intensificação da vacina contra a febre amarela, em áreas antes sem recomendação de vacina, e os indicadores da cobertura vacinal das vacinas tetraviral, tríplice e pentavalente para crianças e gestantes.

Sarampo

O sarampo é uma doença aguda altamente transmissível que atinge pessoas de todas as idades. Dois anos após o Brasil receber o certificado de eliminação do sarampo, a doença volta a circular no país. Só no primeiro semestre de 2018, já foram registrados 228 casos nos seguintes estados: Amazonas (143), Roraima (83), São Paulo (1) e Rio Grande do Sul (1). Todas as situaçãoes foram considerados importados de outros países, principalmente da Venezuela, que vem enfrentando um surto de sarampo. Em Santa Catarina, o último caso registrado foi no ano de 2013.

Vacina tríplice viral

A vacina tríplice viral é a maneira mais eficaz de prevenção contra o sarampo, ela também protege contra rubéola e caxumba – é administrada a partir dos 12 meses de idade, com reforço aos 15 meses. Todo indivíduo com até 29 anos deve ter as duas doses da vacina. A partir dos 30 anos, se não vacinados anteriormente, é necessário fazer uma dose. Os profissionais de saúde devem ter duas doses, independentemente da idade. Em caso de viagem, é preciso tomar a vacina com antecedência de, no mínimo, dez dias do embarque.

Em Santa Catarina, no ano de 2017, foram aplicadas 74.612 doses da vacina tríplice viral em crianças menores de 1 ano de idade, o que corresponde a 80,5% de cobertura vacinal. Para atingir a meta de 95%, ainda é necessário imunizar 18.060 crianças.

Naquele mesmo ano, foram aplicadas 54.932 doses da vacina tetraviral no estado, que protege contra sarampo, rubéola, caxumba e varicela. O montante corresponde a uma cobertura vacinal de apenas 54,9%. Para alcançar a meta, ainda é preciso imunizar 37.740 crianças com um ano de idade.

São integrantes dos grupos vulneráveis: profissionais da saúde; viajantes nacionais e internacionais; profissionais de turismo; tripulantes e atendentes de portos, aeroportos e rodoviárias; agentes da Polícia Federal; taxistas; motoristas de vans, ônibus e aplicativos. “Mesmo que existam grupos mais vulneráveis, é importante ressaltar que toda pessoa não vacinada está suscetível a contrair o sarampo, por isso é essencial que todos estejam com as suas carteirinhas de vacinação em dia”, afirma o diretor da Vigilância Epidemiológica do Estado, Eduardo Marques Macário.

Outras doenças imunopreveníveis

Em 2017, foram aplicadas 74.415 doses da vacina pentavalente em crianças menores de 1 ano, o que representa 80,3% de cobertura vacinal. Para alcançar a meta, ainda é necessário imunizar 18.257 crianças. Essa vacina protege contra difteria, tétano, coqueluche, meningite por haemaphilus e hepatite B.

A cobertura vacinal da poliomielite em crianças menores de 1 ano de idade é de 83,1%, por isso ainda é necessário vacinar 15.661 crianças.

A cobertura vacinal da tríplice acelular (DTPA) em gestantes tem causado preocupação, pois menos de 50 municípios do estado possuem uma cobertura próxima ou igual a 95%. Essa vacina protege contra difteria, tétano e coqueluche. “Ao vacinar as gestantes, protegem-se também os seus bebês, por isso é fundamental que a carteirinha de vacinação esteja em dia”, afirma a enfermeira Vanessa Vieira da Silva, gerente de Vigilância das Doenças Imunopreviníveis, Imunização e DTHA (Gevim).

Febre amarela

Os municípios da região do Planalto Norte e aqueles que fazem divisa com o estado do Paraná já constam na Área Com Recomendação de Vacina (ACRV). Entretanto, devido aos municípios da região de saúde Nordeste estarem próximos da provável rota do vírus da febre amarela, será realizada uma intensificação em três datas, com a vacinação sendo feita nas residências de todos os moradores da área rural.

No primeiro momento, entre os dias 16 de Junho e 17 de Julho, a vacinação será realizada nos municípios de Porto União, Irienópolis, Canoinhas, Três Barras, Mafra, Rio Negrinho, São Bento do Sul, Campo Alegre, Joinville, Garuva e Itapoá.

Entre 1º e 30 de Setembro, a intensificação ocorrerá nos munícipios de Corupá, Rio dos Cedros, Jaraguá do Sul, Schroeder, Pomerode, Blumenau, Massaranbuba, Guaramirim, Luiz Alves, São João de Itaperiú, Barra Velha, Araquari, Balneário Barra do Sul e São Francisco do Sul. Nessa fase, serão aplicadas 52.791 doses da vacina.

O terceiro e último momento será entre os dias 1º e 30 de Outubro. Serão aplicadas 49.937 doses da vacina nos municípios de Doutor Pedrinho, Benedito Novo, Timbó, Rodeio, Ascurra, Indaial, Guabiruba, Gaspar, Ilhota, Navegantes, Balneário Piçarras, Penha, Brusque, Itajaí, Camboriú e Balneário Camboriú.

 

Mais informações para a imprensa:
Fabrício Escandiuzzi
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