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Para discutir as primeiras ações em 2018 contra o Aedes aegypti, ​uma videoconferência com representantes das secretarias estaduais de Saúde de todos os estados do Brasil foi realizada entre esta quarta e quinta-feira, dias 7 e 8, respectivamente. Por intermédio do Ministério da Saúde, em Brasília, o encontro abordou dados de visitas domiciliares, ações de prevenção no período de Carnaval e de parcerias com outros órgãos, como o Ministério do Turismo e do Meio Ambiente.   

Santa Catarina conta com ciclos de visitas, sendo seis por ano. As cidades mais críticas, que atualmente são 64 recebem uma atenção especial. De acordo João Augusto Fuck, da Gerência de Vigilância de Zoonoses e Entomologia da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), em relação ao período de Carnaval, o alerta contra o mosquito ocorrerá em conjunto com a prevenção das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Logo após este período, uma grande ação midiática será colocada em prática, reforçando os métodos de prevenção e conscientização para a não proliferação do inseto.

A intenção também é intensificar as ações das agentes de saúde comunitárias e junto às escolas, inserindo esta conscientização no plano pedagógico das instituições. Um grande aliado para esta inserção é o Programa Saúde na Escola (PSE), que surgiu como um indutor de políticas entre as áreas de saúde e educação, na perspectiva da prevenção, promoção, atenção e formação à saúde de crianças, adolescentes e jovens da educação básica pública.

De acordo com o analista técnico de Políticas Públicas e Sociais do Ministério da Saúde, Marcílio Ferrari, o programa pode ser inserido de forma voluntária nas instituições e está presente em 90% dos municípios brasileiros, atingindo quase 120 milhões de pessoas. O coordenador das doenças do Aedes aegypti (dengue, zica e chicungunha) do Ministério da Saúde, José Brás Padilha, ressalta também que ao longo do ano parcerias com o Ministério do Turismo em eventos, regiões e datas especificas serão intensificadas, bem como com o Ministério do Meio Ambiente, principamente na questão dos resíduos sólidos.

Entre os dias 31 de dezembro de 2017 e 3 de fevereiro de 2018, o Estado apresentou um crescimento no número de focos do inseto de 71,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. De acordo com a Dive, foram identificados 2.073 focos do mosquito em 91 municípios. Destes, 64 já são considerados infestados, o que representa um aumento de 20,7% em relação ao mesmo período de 2017, quando Santa Catarina registrou 53 municípios nessa condição. Além de profissionais da secretaria de Saúde e da Casa Civil, técnicos da secretaria de Articulação Nacional do Estado também participaram da videoconferência.

Informações adicionais para a imprensa
Douglas Saviato
Assessoria de Imprensa 
Secretaria Executiva de Articulação Nacional
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