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Durante cumprimento de agenda de trabalho em Santa Catarina, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, assinou uma portaria que habilita serviços e leitos e libera recursos para 43 municípios do estado. Ele também entregou 13 ambulâncias para renovar a frota do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O montante repassado chega a R$ 30,4 milhões. O governador Carlos Moisés e outras autoridades, incluindo secretários de Estado, prefeitos, deputados e senadores, acompanharam a assinatura realizada no Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis.

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O ministro elogiou a organização do Sistema Único de Saúde (SUS) em Santa Catarina. Segundo ele, há experiências catarinenses na área de saúde pública que devem ser aproveitadas em outros estados, como a integração entre o Samu e o Corpo de Bombeiros.

“Não é nenhum recurso novo. São serviços que já estão em funcionamento e que, às vezes, demoram até quatro meses, seis meses, um ano para a publicação da portaria. Faço publicamente um reconhecimento de que, neste fato, o Ministério foi muito lento e penalizou os prefeitos”, reconheceu o ministro. Mandetta atribuiu o repasse ao trabalho feito pela bancada catarinense no Congresso Nacional com a equipe técnica do Ministério da Saúde.

De acordo com o ministro, o país precisa aumentar o orçamento disponível à saúde, com mais recursos para estados e municípios. “O presidente (da República, Jair Bolsonaro) sempre deixa muito claro o que ele quer, que é menos Brasília e mais Brasil”, afirmou.

Pela manhã, Mandetta visitou o Hospital Regional Dr. Homero de Miranda Gomes, em São José.

 

Descentralização de recursos

O governador Moisés se disse satisfeito com as portarias e o repasse de recursos. “O Governo Federal tem, de fato, que assistir aos estados, porque há uma inversão dos valores, as verbas ficam quase todas em Brasília. Este é mais um ato de descentralização de recursos para atender aos municípios e ao cidadão catarinense”, avaliou.

Há outras frentes em que o Governo do Estado trabalha para melhorar a qualidade da saúde, como o aprimoramento da gestão dos recursos e a informatização dos processos, além de pleitear a revisão da tabela do SUS e a descentralização de recursos. “Com isso, a saúde não seria deficitária e teríamos condição de fazer uma entrega melhor ao cidadão”, concluiu o governador.

Mais recursos e serviços habilitados

Dos R$ 30,4 milhões, R$ 6,9 milhões serão repassados para estabelecimentos de gestão estadual e R$ 21,2 milhões para serviços sob gestão municipal, beneficiando 43 cidades em todas as regiões de Santa Catarina. As 13 ambulâncias de suporte básico são resultado de um investimento de R$ 2,2 milhões.

A liberação da verba é resultado da habilitação de uma série de serviços e procedimentos prestados por estabelecimentos públicos e filantrópicos. Em função disso, o estado, municípios e entidades ficam aptas a receber recursos federais para arcar com os custos. Do contrário, seria preciso investir verbas próprias, prejudicando os serviços e comprometendo as finanças públicas municipais e estaduais.

A portaria habilita, entre outros serviços, 62 leitos de Unidade de Terapia Intensivas (UTI) para adultos, 11 leitos para gestantes de alto risco, 25 leitos de Unidade de Internação em Cuidados Prolongados (UCP), três Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e quatro equipes de Atenção Domiciliar.

O secretário de Estado de Saúde, Helton de Souza Zeferino, afirmou que as habilitações fazem “grande diferença”, uma vez que garantem apoio para que o estado e os municípios atendam melhor aos cidadãos. “O Estado de Santa Catarina busca fazer seu papel dentro do SUS, trabalhando com rede própria e entidades filantrópicas, com o objetivo de oferecer um serviço de qualidade e atender as demandas da população”, relatou.

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O Hospital Regional de São José (HRSJ) realizou o primeiro transplante ósseo em 32 anos de sua história. O procedimento cirúrgico foi realizado na última segunda-feira, 18, pelos médicos cirurgiões Lúcio Toledo, Claudemir Aparecido Ferdinando e Renato Locks. A intervenção durou aproximadamente cinco horas.

O tecido ósseo utilizado foi obtido do Banco de Tecidos do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Rio de Janeiro (INTO), uma vez que Santa Catarina ainda não possui um banco de tecidos musculoesqueléticos. O SC Transplantes supervisionou e apoiou todo o trâmite para a realização do procedimento. O paciente, um homem de 67 anos morador da cidade de Braço do Norte, sofria com problemas na prótese de quadril. Ele continua se recuperando na unidade vinculada à Secretaria de Estado da Saúde e apresenta boa evolução clínica e cirúrgica.

Segundo os ortopedistas Lúcio Toledo e Claudemir Ferdinando, responsáveis pelo primeiro procedimento do Regional, a maior dificuldade neste tipo de procedimento é justamente localizar um osso que seja compatível e adequado à exata necessidade do paciente. “Alguns pacientes colocam próteses, mas existe o desgaste em decorrência do tempo de uso”, afirmam. O osso é ideal pois não se trata de material sintético.

O Hospital Regional de São José foi credenciado para a realização desse tipo de procedimento em 2018. Atualmente, outros 35 pacientes aguardam pelo transplante ósseo na unidade. Todos passam por uma consulta ambulatorial com o médico ortopedista (o mesmo que vai operar) e na sequência é solicitado o transplante.

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Divulgação/André Kopsch

O Hospital Infantil Dr. Jeser Amarante Faria, de Joinville, recebeu essa semana da Organização Nacional de Acreditação (ONA), o título de Acreditado Pleno, certificação de qualidade conferida para instituições comprometidas com a segurança do paciente e que praticam a gestão integrada.

O Certificado de Acreditação foi entregue para Elaine Cristina Fausto Anzini, mãe da pequena Maria Antônia, de dois meses, que está internada na UTI Neonatal se recuperando de uma cirurgia cardíaca. “Eu me sinto segura aqui! Para mim, como mãe, essa certificação reforça essa segurança”, comentou Elaine.

Segundo a ONA, entidade responsável por emitir a certificação, apenas 14 hospitais de Santa Catarina são acreditados, sendo que o Infantil é o único hospital 100% SUS do Estado com título de acreditação válido. A instituição faz parte da Rede de Hospitais Públicos da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e é gerenciada pelo Grupo Hospitalar Nossa Senhora das Graças

De acordo com a diretora geral do Hospital Infantil, Irmã Ivete Negreli, a conquista foi o resultado da evolução da qualidade nos serviços oferecidos. “Quanto maior a conquista, maior a responsabilidade que a acompanha. A partir de agora, temos a missão de honrar este título e trabalhar para que possamos continuar crescendoainda mais”, destacou a diretora.

Mensalmente, cerca de 12 mil atendimentos são oferecidos para crianças e adolescentes na unidade que é referência em Pediatria e diversas especialidades, como Cirurgia Cardíaca Pediátrica e Internação Psiquiátrica Infantojuvenil. Todos os serviços realizados são custeados pelo SUS, com apoio do Governo do Estado de Santa Catarina.

Representantes da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC), vinculada à Superintendência de Vigilância em Saúde (SUV) da Secretaria de Estado da Saúde, participam durante esta quinta-feira, 21, de uma reunião em Curitiba, promovida pelo Ministério da Saúde e Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), para discussões e alinhamento das estratégias de controle da febre amarela.

Além de Santa Catarina, participam do encontro representantes do Paraná, Rio Grande do Sul e de São Paulo, além do Ministério da Saúde e Organização Panamericana de Saúde (Opas).

João Fuck, gerente de zoonoses da DIVE/SC, explica que a reunião tem o objetivo de conhecer a experiência de estados onde existe a circulação do vírus da febre amarela e discutir o fortalecimento das ações de vigilância na região. “O Paraná tem quatro casos confirmados da doença e isso deixa Santa Catarina em alerta. O vírus já está no estado vizinho e pode chegar a Santa Catarina”, explica.

A diretora da DIVE/SC, Maria Teresa Agostini, destaca que todos os moradores de Santa Catarina, com idade superior a 9 meses de idade, devem procurar um posto de saúde e tomar a vacina contra a febre amarela. “A doença é grave e pode matar. A vacina é a única forma de prevenção. Lembrando que as doses estão disponíveis gratuitamente nos postos de saúde”, enfatiza.

Ampliação da vacinação

Para facilitar o acesso da população catarinense às doses, a ampliação da vacinação está ocorrendo de forma gradativa, em seis etapas. A expansão começou em setembro de 2018, nos municípios do Norte do estado, e agora chegou a última etapa, nos municípios do Sul e do Litoral Sul.

Ainda conforme a diretora, mesmo após o término da ampliação, todos os 295 municípios catarinenses vão continuar oferecendo as doses contra a febre amarela nas unidades de saúde: “O nosso pedido é para que a população se imunize o quanto antes”, conclui Agostini.

Atualmente, a cobertura vacinal de Santa Catarina contra a febre amarela é de 54,51%.

Febre amarela

De acordo com o boletim sobre a situação epidemiológica da febre amarela em Santa Catarina, divulgado nesta quinta pela DIVE/SC, até o dia 16 de fevereiro foram notificados 15 casos suspeitos da doença. Desses, 12 foram descartados e três continuam em investigação.

A febre amarela é uma doença grave causada por um vírus e que pode levar a óbito em 50% dos casos. Os sintomas são febre alta (40ºC), sensação de mal-estar, dor de cabeça, dor muscular, cansaço, calafrios, náuseas e vômitos. No entanto, algumas pessoas podem manifestar sintomas mais graves como: aumento da febre, diarreia, vômitos com sangue, dor abdominal, icterícia (olhos amarelados, semelhante à hepatite), manifestações hemorrágicas (equimoses, sangramentos no nariz e gengivas) com comprometimento dos órgãos vitais como fígado e rins.

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 Banco de imagens Dive/SC

 

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC), vinculada à Superintendência de Vigilância em Saúde (SUV) da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES/SC), alerta para o risco de reintrodução do vírus do sarampo no Estado. Vários casos da doença têm sido relatados dentro e fora do país. Este fato, aliado às baixas coberturas vacinais, traz risco de reaparecimento de enfermidades que já haviam sido eliminadas ou erradicadas do Brasil. Em Santa Catarina, o último caso de sarampo foi registrado em 2013 em um paciente com histórico de viagem internacional.

“Mesmo que existam grupos mais vulneráveis, é importante ressaltar que toda pessoa não vacinada e que nunca teve doença é suscetível a contrair o sarampo, por isso é essencial que todos estejam com as suas carteirinhas de vacinação em dia”, afirma o médico infectologista da Dive/SC, Fábio Gaudenzi de Faria.

Em 2018, foram aplicadas 81.213 doses da vacina tríplice viral em crianças de 1 ano de idade, o que corresponde a 85,21% de cobertura vacinal (dados preliminares) em Santa Catarina. A meta era imunizar pelo menos 95% do público-alvo (criança de um ano a menores de 5 anos de idade). A vacina protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Acima dessa faixa etária foram aplicadas 444.729 doses da vacina tríplice viral no estado. No mesmo ano foram aplicadas 60.651 doses da vacina tetraviral, que protege contra sarampo, rubéola, caxumba e varicela. Os números correspondem a uma cobertura vacinal de apenas 63,64% (dados preliminares).

Entenda o caso

O Ministério da Saúde foi notificado pela Secretaria Estadual de São Paulo de casos suspeitos de sarampo em tripulantes do navio no sábado, 15. No domingo (16/02), novos passageiros embarcaram com destino a Balneário Camboriú (SC), na segunda-feira, 18, e Porto Belo na terça-feira, 19. Os estados de São Paulo e Santa Catarina, com apoio da Anvisa, realizaram investigação dos casos no navio e coletaram amostras de sangue, urina e secreção nasofaríngea para realização de exames.

As amostras seguiram para o Instituto Adolfo Lutz (IAL), em São Paulo, e para o Laboratório Central (Lacen/SC) para investigação. O laboratório de referência nacional, Fiocruz, no Rio de Janeiro, também processará os exames para nova confirmação dos casos.

Além disso, a Secretaria Municipal de Saúde de Balneário Camboriú (SC) vacinou, na segunda-feira, 18, 1.113 tripulantes dentro do navio que não estavam vacinados ou que não puderam comprovar a vacinação.

Outras considerações

As vacinas ofertadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) estão disponíveis durante todo o ano, exceto a da gripe, que faz parte de uma campanha e exige um período específico de proteção, que é antes do inverno.

A caderneta de vacinação é o único documento que precisa ser apresentado na hora de receber as vacinas. Mas a perda desse documento não impede que crianças, adolescentes e adultos sejam vacinados. “Para resgatar as informações contidas na caderneta de vacinação que foi perdida, basta procurar a unidade de saúde onde foram administradas as vacinas anteriores e solicitar a segunda via”, relata Maria Teresa Agostini, diretora da Dive/SC.

A Dive/SC ainda reforça que todos os pais e responsáveis têm a obrigação de atualizar as cadernetas de seus filhos, em especial das crianças menores de cinco anos que devem ser vacinadas, conforme esquema de vacinação de rotina. São 19 vacinas disponíveis gratuitamente pelo (SUS) que protegem contra mais de 30 diferentes tipos de doenças.

Informações sobre as doenças

Sarampo

Doença muito contagiosa, causada por um vírus que provoca febre alta, tosse, coriza e manchas avermelhadas pelo corpo. É transmitida de pessoa a pessoa por tosse, espirro ou fala, especialmente, em ambientes fechados.

 

Rubéola

Doença contagiosa, provocada por um vírus que atinge principalmente crianças e provoca febre e manchas vermelhas que se espalham na pele. Também pode ocorrer o aparecimento de gânglios no pescoço. É transmitida pelo contato direto com pessoas contaminadas.

 

Caxumba

Doença viral, caracterizada por febre e aumento de volume de glândulas responsáveis pela produção de saliva e, às vezes, de glândulas que ficam sob a língua ou a mandíbula. É transmitida pela tosse, saliva, espirro ou fala de pessoas infectadas.

 

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Foto: Paulo Goeth/SES

A intensificação de ações de desinfecção com a utilização de um novo produto e o monitoramento constante do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), do Hospital Governador Celso Ramos, permitiu a eliminação da superbactéria KPC da unidade que integra a rede de hospitais públicos da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

A situação no Celso Ramos era considerada crítica devido à presença de superbactérias detectadas entre os anos 2011 e 2012. Em junho de 2017, o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar da Secretaria de Estado da Saúde (SES) apontou para uma situação de emergência com dificuldades de controle da situação. Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que aproximadamente 700 mil pessoas morrem devido à complicações causadas por superbactérias (não só a KPC).

Um rigoroso monitoramento passou a ser realizado pelos funcionários por meio de ações de vigilância e agilidade na coleta das amostras de casos suspeitos em pacientes. Isso proporcionou que os técnicos acompanhassem a evolução do quadro semanalmente. Relatório do SCIH produzido este mês comprovou que a curva epidêmica das colonizações e infecções apresentou acentuada queda no segundo semestre de 2018, com a eliminação da bactéria.

De acordo com as informações do diretor do Hospital Celso Ramos, Fernando Oto dos Santos, foram intensificadas as ações de higienização e realizados treinamentos para combater a superbactéria. “A efetiva participação dos servidores da unidade contribuiu em muito para o controle da situação”, destacou. “O final do surto é muito importante, pois há muitos anos tínhamos uma situação crítica com a presença da KPC”.

A resistência bacteriana é considerada uma das principais ameaças à saúde global. Entre os milhares de microorganismos existentes, a KPC (Klebsiella pneumoniae produtora de carbapenemase) ganhou destaque e foi chamada de superbactéria. Ela possui resistência a cerca de 95% dos antibióticos, o que dificulta e muito o tratamento. Em ambiente hospitalar, acaba causando uma série de infecções e mortes devido a essa ultraresistência.

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A Diretoria de Vigilância Sanitária de Santa Catarina (DIVS) informa que a empresa BRF S.A., unidade de Dourados/MS, comunicou o recolhimento voluntário de cinco tipos de cortes da marca Perdigão em 23 lotes de produtos pela suspeita de contaminação por Salmonella enteritidis. Cortes de coxas e sobrecoxas sem osso, meio peito sem osso e sem pele, filezinhos de frango, filé de peito e coração estão entre os itens recolhidos.

O problema foi identificado pelo controle de qualidade da própria empresa, que fez o comunicado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento.

A Anvisa publicou nesta quinta-feira, 14, a RESOLUÇÃO Nº 389, DE 13 DE FEVEREIRO DE 2019 (DOU de 14/02/2019) que proíbe a distribuição e comercialização, em todo o território nacional, dos lotes dos produtos listados abaixo:

Sintomas apresentados pela contaminação da bactéria Salmonella enteritidis:

Uma pessoa que se infecta com a bactéria pode apresentar febre, cólicas abdominais e episódios de diarreia em um prazo de 12 a 72 horas após o consumo do alimento contaminado. A doença dura de 4 a 7 dias e muitos pacientes se recuperam sem a necessidade de tomar antibióticos. Entretanto, quando a diarreia é severa, a hospitalização e uso de antibióticos podem ser necessários.

Crianças, gestantes, idosos e imunocomprometidos podem apresentar formas graves da doença, com infecção que pode passar do intestino para a corrente sanguínea ou para outros órgãos do corpo, podendo causar óbito se não tratada prontamente.

DIVS orienta a população sobre como proceder em caso de contaminação por bactérias em alimentos

A Diretoria de Vigilância Sanitária (DIVS/SES) orienta os consumidores a não consumirem os produtos dos lotes citados caso possuam em casa. Pessoas que estão com sintomas devem procurar imediatamente ajuda médica.

A bactéria Salmonella enteritidis é eliminada quando o alimento é cozido, frito ou assado corretamente. Por isso, é importante o cuidado com o cozimento correto da carne de frango.

Orientação aos distribuidores e comerciantes:

A DIVS também orienta os distribuidores e comerciantes a retirar das gôndolas os produtos listados acima a fim de evitar o comércio e entrem em contato com a BRF (SIF 18) para o recolhimento dos itens.

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O secretário de Estado da Saúde, Helton de Souza Zeferino, participou da primeira assembléia do Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass) nesta quarta-feira, 13, em Brasília. Ele destacou que a renovação entre os representantes trouxe uma composição mais técnica para a entidade.

O Conass reúne os gestores de todos os estados do país para troca de informação, inovação, produção de conhecimento e experiências entre os representantes. A abertura dos trabalhos contou com a participação do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e demais integrantes da equipe da pasta. Durante sua fala, ele garantiu que o Governo Federal vai olhar para todos os estados e que “o SUS não tem partido”.

O secretário Helton destacou que entre os 27 representados do colegiado, 20 são novos integrantes. Além disso, ressaltou que a agenda da entidade prevê uma gestão mais eficiente nas secretarias estaduais.

“É uma renovação importante. Percebemos um grupo bem técnico que mostrou capacidade e uma pauta de trabalho interessante no sentido de fortalecer as secretarias estaduais, tornar a gestão mais profissional e montar planejamento estratégico compatível com politica do SUS”, destacou, citando que o Conass contará com pautas fundamentais para a saúde pública durante o ano de 2019. “Prioritariamente, a proposta é defender o ente estadual para que as pactuações e formatos de trabalho estejam alinhados e assim possamos ter cada vez mais saúde e acesso à nossa população”.

 

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Foto: James Tavares/Secom

Crianças e adolescentes que estão internados no Hospital Infantil Joana de Gusmão (HIJG), em Florianópolis, começaram nesta semana a participar das atividades escolares realizadas no interior da unidade vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (SES). A data coincide com o retorno do ano letivo nas escolas estaduais de Santa Catarina.

O Setor de Pedagogia Hospitalar do HIJG realiza todos os anos a proposta de inserir o paciente no ambiente escolar. É o caso da adolescente Yasmin Garcia, 13 anos. Sem condições de ir à escola com a frequência desejada devido a uma sequência de internações hospitalares, recebe orientações da professora Jennefer Ramos no próprio leito.

Foto: Paulo Goeth/SES

“Acho muito importante que durante o tratamento hospitalar a criança possa fazer trabalhos escolares e pedagógicos”, comenta Liziane Garcia, mãe de Yasmin. “Minha filha precisou de várias internações em 2017 e 2018 e, por isso, acho muito importante o acompanhamento de professores no Hospital Infantil”, complementa.

A proposta do Atendimento Escolar Hospitalar (AEH) tem como objetivo possibilitar às crianças e adolescentes internados a prática de ações que promovam o pensar, o criar, o compartilhar e o brincar em espaços diferenciados e interativos. As ações são elaboradas partindo da premissa de que a hospitalização não interrompe o processo de interação social e aprendizado da criança e do adolescente.

“Com o projeto, mostramos que o hospital não é só coisa ruim. Os pacientes encontram com o aprendizado novos amigos com a interação entre todos, pois eles trazem uma bagagem cultural e conhecimentos próprios de suas regiões, com sotaques e conceitos diferentes”, afirma Cláudia Mattos Silva, coordenadora pedagógica do Hospital Infantil Joana de Gusmão.


Foto: James Tavares/Secom

No Estado de Santa Catarina, o dispositivo legal sobre classe hospitalar segue as determinações do Ministério da Educação (ME). Os professores são cedidos ao hospital por meio de convênio com a Secretaria de Educação do Estado (SED), com base na Portaria nº 30, de 05/03/2001.

As aulas são realizadas em espaço educativo que conta com duas salas para atendimento do 1º ao 9º ano, independente do tempo de internação e clínica médica, desde que estejam liberadas pela equipe médica e/ou de enfermagem. Para as crianças que não podem, o atendimento ocorre no próprio leito de internação.

Foto: James Tavares/Secom

Após a alta hospitalar é enviado à escola de origem do aluno um relatório descritivo, validado pela EEB. Pe. Anchieta (escola da Rede Estadual em que o Atendimento Escolar Hospitalar do HIJG está vinculado), contendo as atividades realizadas, bem como o desempenho, posturas adotadas e dificuldades apresentadas.

“Nossa intenção não é substituir a escola normal e sim, proporcionar um atendimento que possa assegurar a manutenção dos vínculos escolares durante a internação”, destaca Cláudia.

Além do AEH, o Hospital Infantil Joana de Gusmão mantém o projeto de Recreação e Atendimento Multidisciplinar em Ambulatório. A primeira consiste no desenvolvimento e vivência de ações que oportuniza o brincar como mediador no processo de promoção da saúde. Já o Atendimento Pedagógico Ambulatorial é vinculado ao Grupo de Saúde Mental do Hospital Infantil Joana de Gusmão e busca contemplar o diagnóstico, a orientação e o acompanhamento escolar de adolescentes com dificuldades na aprendizagem.

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Foto: Vitor Fernandes/SCPar Porto de Imbituba

No momento em que Santa Catarina vive em estado de alerta quanto ao aumento dos focos do mosquito da dengue, o Porto de Imbituba intensifica as ações de prevenção ao Aedes aegypti. Pelo quarto ano consecutivo, a administração portuária, chefiada pela estatal SCPar Porto de Imbituba, realiza a campanha “Porto sem Dengue, Zika e Chikungunya”. A iniciativa promove ações para conscientização dos trabalhadores portuários e reforça as vistorias na área do porto. Devido à vigilância contínua, a Autoridade Portuária não registra focos do mosquito desde 2015.

Até abril, a agenda de fiscalização inclui monitoramentos semanais e mensais. Uma vez por semana, a equipe de Saúde, Segurança e Meio Ambiente da SCPar realiza inspeções em locais considerados favoráveis à proliferação de larvas, como canaletas de drenagem, lixeiras e bueiros. Estes locais também são dedetizados mensalmente. Outros cinco pontos estratégicos do porto contêm larvitrampas (armadilhas) que são vistoriadas semanalmente por agentes da Vigilância Epidemiológica Municipal de Imbituba.

“Uma vez por mês nossa equipe também faz uma varredura na área das arrendatárias, terminais arrendados por empresas privadas, localizados dentro do porto, em conjunto com o técnico de segurança do local”, conta Leonardo Santos, funcionário do porto responsável pelas inspeções.

As ações para prevenir a formação de possíveis criadouros do Aedes aegypti e alertar a respeito dos riscos que o mosquito apresenta para a população também incluem a distribuição de materiais informativos para a comunidade portuária. Cartazes esclarecendo as ações de prevenção realizadas pelo porto e sugerindo cuidados, que podem ser tomados em casa pelos próprios trabalhadores, foram fixados nas portarias e áreas de convivência.

Para os colaboradores da SCPar, foram aplicados planos de fundo nos computadores da empresa e distribuídos flyers informativos. Os funcionários também estão recebendo e-mails periódicos com dicas de prevenção, informações e curiosidades sobre o mosquito, além do cenário atual em Santa Catarina.

“Como atuamos em um espaço com intensa movimentação de veículos, cargas e pessoas de diversos locais, intensificamos o monitoramento para evitar que o porto seja porta de entrada do vetor de doenças como a dengue, a zika e a chikungunya. Caso a situação em Santa Catarina piore, podemos estender o período da campanha”, afirma Leonardo.

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