Fotos: Ricardo Wolffenbüttel / Secom

O governador Carlos Moisés assinou em Blumenau, na tarde desta segunda-feira, 23, um convênio de R$ 3 milhões para o Hospital Santo Antônio. Os recursos serão utilizados para custeio de serviços. Conforme o governador, o aumento significativo no apoio financeiro aos hospitais filantrópicos é possível porque o Estado está revendo contratos, cortando gastos e enxugando a máquina pública.

"É muito importante administrar para as pessoas. Quem trabalha num hospital sabe como nosso tempo aqui é passageiro. Sempre digo isso para a equipe de governo, que precisamos administrar pensando em diminuir o sofrimento das pessoas", declarou Carlos Moisés.

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O secretário de Estado da Saúde, Helton Zeferino de Souza, lembrou que o Hospital Santo Antônio presta um atendimento de excelência à população e que os recursos auxiliarão nos serviços. "Precisamos reconhecer os hospitais que fazem entregas e dar o apoio necessário para que mantenham suas atividades. Esperamos que este hospital continue buscando a excelência e, assim, o Estado sempre será parceiro", afirmou.

De acordo com o presidente do Conselho Curador do Hospital, Jorge José Cenci, o aporte financeiro vem em boa hora. "É um feito histórico para esta entidade, que presta um serviço muito importante para Blumenau e região. Em algumas especialidades, somos referência para mais de 50 municípios", relatou.

Homenagem a Hospital Santa Isabel e associação

Mais cedo, o governador homenageou o Hospital Santa Isabel e a Associação Renal Vida com uma placa para cada, alusivas à contribuição das entidades para fazer de Blumenau uma referência em transplantes de órgãos. Na última semana, Carlos Moisés sancionou uma lei que torna Blumenau a Capital Catarinense dos Transplantes de Órgãos. O projeto de origem é de autoria do deputado estadual Ricardo Alba, que também participou das homenagens.

O diretor executivo do Hospital Santa Isabel, Juliano Petters, parabenizou o trabalho realizado pela SC Transplantes e pelas entidades filantrópicas de Blumenau. "É muito bom ter a nossa cidade reconhecida como a Capital Catarinense dos Transplantes. Os pacientes são a nossa razão de existir, é por eles que fazemos isso", afirmou, referindo-se aos transplantados que assistiram à homenagem. O presidente da Associação Renal Vida, Roberto Benvenutti, recebeu a placa destinada à entidade.

Nova política hospitalar

Além da homenagem, Carlos Moisés lembrou que o Governo do Estado será parceiro da entidade com a nova política de repasses à rede filantrópica. Os hospitais Santa Isabel e Santo Antônio estão classificados como porte 4, o que significa que cada um poderá receber aproximadamente R$ 1 milhão por mês a partir de 2020. 

"Quando estive aqui (no Santa Isabel) na última vez, soube que o investimento do Estado era praticamente nulo e senti que precisávamos corrigir essa situação. Vamos aumentar o investimento não porque o governador ou o secretário gostaram do hospital, mas porque temos aqui uma entidade que realmente faz entregas à sociedade", frisou o governador.

O Governo de Santa Catarina planeja repassar até R$ 300 milhões para 96 hospitais filantrópicos no ano que vem. A distribuição dos recursos entre as entidades atende a critérios técnicos, como número de leitos, leitos de UTI e salas cirúrgicas.

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Quase dois dias a menos de internação hospitalar e redução de mais de quatro horas no pronto-socorro. Esses são alguns dos resultados do segundo ciclo do Projeto Lean nas Emergências, em 20 unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) participantes. Os números foram divulgados nesta quarta-feira, 18, pelo Ministério da Saúde (MS). Em Santa Catarina, o Hospital Hans Dieter Schmidt (HHDS) é uma das unidades participantes desse ciclo.

Para o diretor do HHDS, Evandro Rodrigues Godoy, as mudanças com o uso das ferramentas do Lean são notáveis. "Conseguimos observar um maior engajamento da equipe, além de termos uma resposta mais rápida para resolvermos a lotação no pronto-socorro", observa. Godoy também ressalta que o projeto tem trazido uma mudança de cultura para o hospital. "Esse movimento visa a proporcionar à sociedade catarinense uma vida mais longa e com mais qualidade através de um atendimento mais resolutivo e que permita eliminar gradativamente todo e qualquer desperdício", pontua.

No geral, os 20 hospitais participantes mostraram redução de 55% do indicador de lotação, 44% na diminuição do tempo de permanência de internação e 40% na redução do tempo de passagem pela urgência até a alta. De acordo com o MS, isso garante não só uma maior oferta de leitos dos hospitais como a diminuição do desgaste emocional do paciente, de seu acompanhante e da equipe médica.

Após a intervenção, o período de espera no pronto-socorro das unidades passou de 11 horas para, em média, seis horas e 20 minutos. O paciente que busca atendimento nessas emergências fica quase quatro horas e meia a menos no pronto-socorro, considerando o período desde a entrada na unidade de saúde, passando pela triagem, consulta, administração de medicamentos e exames, até a alta médica. Esse resultado é reflexo da organização dos fluxos.

Ao todo 36 hospitais de todas as regiões do país fizeram parte das duas primeiras etapas, nas quais 800 profissionais foram treinados na metodologia Lean nos serviços de emergência. Em julho, o MS lançou o terceiro ciclo com 20 hospitais participantes, em uma parceria com o Hospital Sírio-Libanês. Dentre eles estão o Hospital Hans Dieter Schmidt, em Joinville, e o hospital Governador Celso Ramos, de Florianópolis. No primeio ciclo participou o Hospital Regional São José. 

Sobre o Lean

O Projeto Lean nas Emergências é realizado pelo MS em parceria com o Hospital Sírio Libanês, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS). Em 2019 completa dois anos e tem como principal objetivo reduzir a superlotação dos serviços de urgência e emergência do SUS. O projeto já está no terceiro ciclo, executando a terceira visita de intervenção nos hospitais participantes para implementação das ferramentas de gestão.

* Com informações do Ministério da Saúde

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Foto: Divulgação / Instituto Ideas

O Hospital Materno-Infantil Santa Catarina (HMISC), localizado em Criciúma, comemorou nesta quarta-feira, 18, o nascimento do bebê de número dois mil. Daniel veio ao mundo por cesárea gemelar, às 13h13, pesando 2,270 quilos e com 44,7 centímetros. O irmão dele, Danilo, que nasceu dois minutos antes, tinha 2,158 quilos e 44 centímetros. Eles são filhos de Mariana Rodrigues e Gabriel da Silva, moradores de Balneário Rincão.

Os bebês e a mãe passam bem. Logo após o parto, os irmãos foram encaminhados para acompanhamento na UTI neonatal devido à prematuridade. A mãe estava com 33 semanas e dois dias de gestação.

O HMISC é administrado pelo Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas) em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde. O primeiro bebê nascido na nova maternidade foi Esther Soares Peruqui, às 16h29min do dia 17 de dezembro de 2018. Pesava 3,092 quilos e media 47 centímetros. Laura Aguiar foi a milésima. Ela nasceu às 23h30min, de 9 de maio deste ano, de parto normal, com 49,5 centímetros e 3,4 quilos.

A nova maternidade foi inaugurada em 1º de dezembro de 2018 e é referência para nascimentos em Criciúma e região via Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, a capacidade da unidade materno-infantil é de 300 partos mensais.

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Dois shows beneficentes no dia 12 de outubro arrecadarão recursos para o setor de Oncologia do Hospital Infantil Joana de Gusmão. Trata-se do espetáculo "A Arca do Bem", da escola de música Rafael Bastos. Os concertos acontecerão no Teatro Ademir Rosa, no CIC, com início programado para 16h e 19h. Serão interpretadas 15 músicas com tema infantil dos artistas Vinicius de Moraes e Toquinho, em alusão ao musical Arca de Noé, da década de 1980.

“Estamos sempre em busca de parcerias para melhorar os nossos serviços. Aceitamos de pronto essa oportunidade. É uma causa nobre”, explica a chefe do serviço de Oncologia do Hospital Infantil, Tatiana El-Jaick.

A expectativa dos organizadores é arrecadar até R$ 80 mil em prol do Hospital Infantil. Os ingressos podem ser adquiridos por meio dos sites www.arcadobem.com.br ou www.blueticket.com.br. Os valores são de R$ 75 para adulto e R$ 35 infantil.

Serviço

O quê? Shows em prol do setor de Oncologia do Hospital Infantil Joana de Gusmão
Quando? 12 de outubro, 16h ou 19h
Onde? Teatro Ademir Rosa, no CIC
Quanto? R$ 75 adulto; R$ 35 infantil


Transplante inédito de rim e coração realizado no último domingo, 15, no Hospital Santa Isabel. Foto: Gabriel Silva / Hospital Santa Isabel

O governador Carlos Moisés sancionou o projeto de lei que faz de Blumenau a Capital Catarinense de Transplantes de Órgãos. A medida tem como objetivo reconhecer o município pela qualidade e quantidade de procedimentos realizados. A proposta é de autoria do deputado estadual Ricardo Alba. A sanção será publicada na edição do Diário Oficial do Estado desta terça-feira, 17.

De acordo com o governador, o reconhecimento vem acompanhado de um apoio do Estado que até então era inexistente. "O Hospital Santa Isabel realiza um trabalho de referência tanto para Santa Catarina como para o Brasil. E agora a unidade entra no planejamento para receber recursos do Governo do Estado, conforme a nossa nova política hospitalar. Acredito que, por conta da sua classificação e do que entrega na comunidade, o hospital de Blumenau vai receber mais de R$ 1 milhão por mês", afirma.

Carlos Moisés aproveitou a sanção do projeto de lei para chamar atenção para a necessidade de se declarar doador. "Existe gente trabalhando incansavelmente para coletar, transportar e transplantar os órgãos. Se não houver doadores, todo esse aparato cai por terra", afirmou.

Em Santa Catarina, os transplantes de órgãos vem batendo sucessivos recordes neste ano. A SC Transplantes registrou recorde na doação de órgãos em julho, com 34 procedimentos, além do melhor desempenho já registrado em um mês de fevereiro em 20 anos, com 24 doações de múltiplos órgãos. No início do ano, o Governo do Estado colocou o helicóptero que atende o governador à disposição para transportar órgãos entre os hospitais catarinenses. Até julho deste ano, o Hospital Santa Isabel aparece em primeiro lugar em transplantes de fígado e rim no Estado, conforme dados da SC Transplantes. No último domingo, 15, a unidade também foi destaque ao realizar um transplante inédito no Estado. Uma mulher de 35 anos recebeu, no mesmo dia, coração e rim.


Foto: Mauricio Vieira / Secom

Reconhecimento a um trabalho que salva vidas

Na justificativa do projeto de lei, Alba lembrou da equipe multiprofissional do Hospital Santa Isabel, que fez de uma pequena unidade hospitalar uma referência nacional para serviços de alta complexidade, como transplantes de coração, córnea, rim, fígado, pâncreas e rim-pâncreas. "Esse é um reconhecimento aos profissionais, às entidades, aos doadoes e, enfim, a todo esse sistema que salva vidas. Esse título possibilita às entidades uma visibilidade maior tanto do Governo do Estado quanto do Governo Federal, além de poder captar recursos na iniciativa privada", observa o autor do projeto.

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Foto: Gabriel Silva / Hospital Santa Isabel

Santa Catarina registrou mais uma marca expressiva em relação aos transplantes. Neste domingo, 15, foi realizado um procedimento inédito no estado: o primeiro transplante de rim e coração em um mesmo paciente. O procedimento foi realizado no Hospital Santa Isabel, em Blumenau, em uma mulher de 35 anos, que recebeu os dois órgãos no mesmo dia. 

O transplante cardíaco é considerado complexo, já que o coração tem sobrevida de quatro horas fora do corpo, o que requer rápida ação das equipes de transporte e cirurgia. Nesse caso, as aeronaves do Corpo de Bombeiros Militar/Samu, por solicitação da SC Transplantes, transportaram o material necessário para o teste de compatibilidade de Florianópolis para Blumenau. Ao todo foram 35 minutos entre a coleta do material e a entrega no destino na manhã deste domingo.

Esse é o quinto transplante cardíaco realizado no Hospital Santa Isabel apenas em 2019. O transplante de rim foi feito no período da noite. Outros dois receptores, que estavam internados no Hospital Santa Isabel, receberam pâncreas, rim e fígado.

“O procedimento, que foi realizado separadamente por duas equipes do Hospital Santa Isabel, é inédito e devolveu a saúde à paciente, que aguardava na fila com problemas cardíacos e insuficiência renal”, ressalta o coordenador estadual da SC Transplantes, Joel de Andrade. Ele destaca que a cirurgia inédita mostra o avanço de Santa Catarina. Em 2019, a SC Transplantes completa 20 anos. “Isso mostra a maturidade do sistema estadual de transplante de órgãos no estado, que cada vez mais vem realizando procedimentos complexos para salvar a vida dos pacientes”, completa.

Recordes em 2019

Em 2019, a SC Transplantes registrou recorde na doação de órgãos em julho, com 34 doações, além do melhor desempenho já registrado em um mês de fevereiro em 20 anos, com 24 doações de múltiplos órgãos. O percentual de famílias que não autorizam a doação em Santa Catarina tem caído e atualmente é de 27,4%. A meta é chegar ao índice de 10% de rejeição. Para aqueles que querem ser um doador, basta avisar a família. 

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O Ministério da Saúde (MS) realiza, entre os dias 16 e 27 de setembro, uma ação de vacinação contra a febre amarela e sarampo em cinco cidades brasileiras fronteiriças aos países que compõem o Mercosul (Argentina, Paraguai e Uruguai). Em Santa Catarina, a vacinação será em Dionísio Cerqueira, município que faz fronteira com a Argentina. A cidade catarinense possui uma sala de vacinação que funciona em horário estendido, das 7h às 19h. O Dia D da ação será em 21 de setembro.

A iniciativa vai respeitar os protocolos e calendário de vacinação de cada país. Em Santa Catarina, a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola) será aplicada em pessoas com seis meses a 29 anos de idade, com esquema vacinal incompleto, nunca vacinadas ou sem comprovante de vacinação. A vacina contra a febre amarela será aplicada em pessoas com mais de nove meses de idade nunca vacinadas ou sem comprovante de vacinação. Moradores de Dionísio Cerqueira que não tenham se vacinado contra essas doenças ou estejam com o esquema vacinal incompleto devem procurar a unidade de saúde da cidade para atualizar a caderneta de vacinação. Para a imunização, basta levar a carteirinha de vacinação (se tiver) e um documento com foto.

De acordo com a gerente de imunização da DIVE/SC, Lia Quaresma Coimbra, é importante lembrar que, no caso da vacina tríplice viral, pessoas com idade entre um e 29 anos precisam ter duas doses, considerando um intervalo de, pelo menos, 30 dias entre a primeira e a segunda dose. No caso da febre amarela, uma única dose é suficiente para que a pessoa fique imunizada por toda a vida.

O objetivo desta ação, segundo o Ministério da Saúde, é ampliar as coberturas vacinais em função do sarampo nas Américas e potenciais surtos de febre amarela em regiões do Brasil. A iniciativa conta com o apoio de países do Mercosul, estados e municípios brasileiros. Além de Dionísio Cerqueira, participam da campanha, simultaneamente, os seguintes municípios brasileiros: Ponta Porã (MS), Barra do Quaraí (RS) e Foz do Iguaçu e Barracão (PR).

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Muncípios receberão médicos, enfermeiros, além de profissionais de saúde bucal - Foto: Arquivo / Secom

Dez municípios de Santa Catarina estão entre os contemplados com novas equipes de saúde da família e saúde bucal. O Ministério da Saúde credenciou 1,8 mil novas equipes em todo o país formadas por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde, além de profissionais de saúde bucal, como cirurgiões-dentistas e técnicos em saúde bucal.

No Estado, foram contemplados: Ouro, Pomerode, Braço do Norte, Içara, Joaçaba, Morro da Fumaça, Porto Belo, Porto União, Sangão e São Bento do Sul.

Em todo o Brasil foram credenciados 1.240 novos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), 314 equipes de Saúde da Família e 324 novas equipes de Saúde Bucal, reforçando a assistência em 156 municípios.

Existem cerca de 43 mil equipes de Saúde da Família no país responsáveis pelo atendimento de 63% da população. A meta é alcançar 50 mil equipes de Saúde da Família em funcionamento, cobrindo 70% da população até o próximo ano. Para isso, o Ministério da Saúde irá investir cerca de R$ 26,3 milhões para custeio dessas equipes em 2019. A partir do próximo ano, serão R$ 69 milhões a mais para o fortalecimento da Atenção Primária, principal porta de entrada do cidadão no Sistema Único de Saúde (SUS).

Os recursos para custeio dos novos serviços começam a ser repassados pelo Governo Federal aos estados e municípios a partir do momento em que as novas equipes e serviços credenciados são de fato implantados, ou seja, iniciam o atendimento à população. As contratações, assim como o início das atividades dos novos profissionais e serviços, competem aos gestores municipais e estaduais.

Saúde da Família

O Programa Saúde da Família mantém equipes de saúde que atendem a população nas Unidades de Saúde da Família (USF). Cada equipe é formada por um médico, um enfermeiro, técnico de enfermagem, dentista e agente comunitário de saúde e de combate às endemias. A equipe de Saúde da Família está ligada à USF local.

O principal objetivo é atender e resolver os problemas de saúde comuns e frequentes da população. Estima-se que seja possível resolver até 80% dos problemas de saúde da população nas USF.  

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Um Estado que está passando a limpo toda a gestão da saúde, eliminando desperdícios, melhorando as compras, pagando dívidas e investindo mais nos hospitais. Esse foi o panorama exposto pelo governador Carlos Moisés durante a abertura do Congresso Sul Brasileiro de Medicina de Emergência Adulto e Pediátrica, realizada na noite desta quinta-feira, 5, no CentroSul, em Florianópolis. O evento segue até sábado, 7.

"Estamos investindo mais do que foi investido no passado e com uma forma diferente de fazer gestão, de forma responsável", afirmou o governador, citando exemplos como a compra de oxigênio medicinal domiciliar, que era realizada até o início de 2019 por R$ 24 milhões ao ano e, agora, a mesma quantidade é adquirida por metade do preço. Com medidas assim, ainda segundo Moisés, é possível ampliar os investimentos no que é essencial. "No ano passado, foram destinados cerca de R$ 80 milhões aos hospitais filantrópicos, neste ano são R$ 190 milhões e, a partir do ano que vem, serão R$ 300 milhões. É um esforço que estamos fazendo para governar a favor do cidadão", resumiu.

O governador ainda enalteceu a importância evento para que os profissionais estejam cada vez mais capacitados. "É de suma importância para nós que labutamos no pré-hospitalar, como foi meu caso nos tempos de Corpo de Bombeiros Militar. Sabemos como é decisivo qualificar o atendimento médico anterior à chegada ao ambiente hospitalar, assim como o trabalho da equipe que recebe no hospital e tem que estar bem preparada", declarou Moisés. 

Homenagem a bombeiros e cães

 
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Na abertura, profissionais e cães que ajudaram nos trabalhos de buscas em Brumadinho (MG) receberam uma homenagem da organização do evento. Marley, o mais novo integrante canino da equipe de buscas do Corpo de Bombeiros Militar, e o tutor, o soldado Willian Valdeley, estiveram presentes para receber a condecoração, assim como outros bombeiros militares.

O Congresso é realizado pela Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede). A abertura teve a presença de autoridades como o secretário de Estado da Saúde, Helton Zeferino, o secretário adjunto, André Motta Ribeiro, o presidente nacional da Abramede, Frederico Arnald, o vice-presidente da associação, Luiz Alexandre Alegretti Borges, e o presidente do Congresso, Vitor Benincá.

De acordo com Benincá, o congresso aborda o tema "Minutos que valem a vida" e tem por objetivo fortalecer a abordagem do atendimento inicial das diversas formas clínicas de medicina de emergência adulto e pediátrica. Os painéis promovem atualização para médicos emergencistas, enfermeiros e técnicos de enfermagem, equipes da assistência pré-hospitalar e intra-hospitalar, além dos demais profissionais envolvidos com o atendimento emergencial e acadêmicos.

 
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O Hospital Regional Hans Dieter Schmidt de Joinville está passando pelo terceiro ciclo do projeto Lean nas Emergências, programa do Ministério da Saúde, para reduzir superlotação nas urgências e emergências de hospitais públicos e filantrópicos. Inserida no programa desde novembro de 2018,  a instituição já observa mudanças positivas que as reestruturações, capacitações e novos protocolos clínicos implantados trouxeram ao Pronto Socorro do hospital.

O mês de março foi um dos mais expressivos em resultados no ano de 2019. O tempo de decisão médica pela internação até a transferência para o leito reduziu de 2.160 minutos para 1.440 minutos. Desde o início do projeto até março deste, a taxa de ocupação hospitalar reduziu de 95,5% para 91,5%. Outras melhorias observadas durante o ano foi a taxa de evasão dos pacientes, que diminuiu de 19%, antes do programa, para 12%, em agosto deste ano.

"Essas quedas demonstram como as ferramentas do Lean auxiliam nos giros de leito e, consequentemente, tornam os atendimentos e decisões mais ágeis, permitindo que os processos de trabalho sejam realizados de maneira mais otimizada", explica o diretor geral do Regional, Evandro Rodrigues Godoy.

O objetivo para os próximos meses é melhorar ainda mais os resultados e tornar o Pronto Socorro um setor modelo. "Esses números são a prova de como a parceria do Hospital Regional com o Hospital Sírio Libanês, por meio do Proadi-SUS, tem sido positiva para a instituição", ressalta Evandro.

Por meio do uso da metodologia Lean, o programa visa melhorar a gestão, racionalizando recursos, otimizando espaços e insumos, além de diminuir a superlotação em hospitais.