O Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio é 10 de setembro e para conscientizar a população sobre a importância de prevenir o ato, foi criada a campanha Setembro Amarelo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) nove em cada dez mortes por suicídio podem ser evitadas. Já o Ministério da Saúde (MS) diz que no Brasil, 32 pessoas cometem suicídio por dia

A educação é considerada uma das primeiras medidas preventivas contra o suicídio. “Falar sobre o assunto. Quebrar esse tabu. Precisamos conscientizar as pessoas, esclarecer e abrir espaço para falar sobre suicídio”, explica Adriana Elias, enfermeira da Gerência de Vigilância de Doenças e Agravos Crônicos da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive), da Secretaria de Estado da Saúde.

O MS destaca que não há como detectar seguramente quando uma pessoa está vivenciando uma crise suicida, mas ela pode dar alguns sinais que devem chamar atenção da família e de amigos. “O isolamento, o abuso de álcool e outras drogas, mudanças bruscas de humor, a diminuição do autocuidado e até a automutilação. Esses sinais, especialmente quando se manifestam ao mesmo tempo, requerem atenção especial”, alerta Adriana.

“A prevenção ao suicídio é uma responsabilidade que deve ser compartilhada entre os setores da saúde, da educação, da assistência social e a sociedade em geral. Todos devemos estar atentos diante de uma possível situação de sofrimento, o acolhimento e o suporte são ferramentas indispensáveis para a prevenção do suicídio”, ressalta Maria Teresa Agostini, diretora da Dive.

A porta de entrada para o acolhimento é normalmente as unidades básicas de saúde. Os serviços públicos de saúde mental de Santa Catarina contam com 110 Centros de Atenção Psicossocial (Caps) em diversos municípios e diferentes modalidades. Nessas estruturas são atendidas pessoas que vêm em demanda espontânea, incluindo as que têm depressão grave, pensamento suicida e tentativa de suicídio.

Dados em SC

Todos os casos de violência autoprovocada, de tentativa de suicídio e de suicídio, são de notificação compulsória imediata, conforme Portaria 204/2016 do Ministério da Saúde.

Em relação aos casos de tentativa de suicídio em Santa Catarina em 2018, as mulheres foram a maioria; das 4.754 notificações de 2018, 3.154 foram de mulheres e 1.600 foram de homens. Segundo a faixa etária, o maior número de casos, de ambos os sexos, esteve entre pessoas de 20 a 29 anos (1.224), conforme dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação do Ministério da Saúde.

Já em relação aos óbitos, também no ano de 2018, os homens são maioria; das 733 mortes registradas em 2018 no Estado, 561 foram de homens e 172 de mulheres. A faixa etária também difere nesses casos. O Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) aponta que a maior parte das pessoas que cometeram suicídio tinha entre 50 e 59 anos (122).

Já este ano, foram registradas até o dia 24 de agosto, 3.595 tentativas de suicídio, sendo 2.466 para sexo feminino e 1.129 para o sexo masculino. A faixa etária que mais registrou tentativas de suicídio neste ano foi a mesma do ano passado, entre 20 e 29 anos. Os óbitos por suicídio em 2019 até 24 de agosto, totalizaram 478, sendo 104 para o sexo feminino e 374 para o sexo masculino.

Tabela 1:

Dados sobre suicídio em SC – de acordo com o Sistema de Informação de Mortalidade (SIM).

SEXO

2018

2019 (até 24/08/2019)

Feminino

172

104

Masculino

561

374

TOTAL

733

478

Tabela 2: 

Dados sobre tentativa de suicídio – conforme dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN).

SEXO

2018

2019 (até 24/08/2019)

Feminino

3.154

2.466

Masculino

1.600

1.129

TOTAL

4.754

3.595


Centro de Valorização da Vida

Um importante aliado na prevenção do suicídio tem sido o Centro de Valorização da Vida (CVV), que oferece apoio emocional gratuitamente, de forma voluntária, 24 horas por dia, por telefone 188, e-mail ou chat pelo site da instituição (www.cvv.org.br).

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES) está com inscrições abertas para o processo seletivo destinado à contratação de enfermeiro, farmacêutico, fisioterapeuta e médicos para atuação na Maternidade Dona Catarina Kuss, em Mafra. O salário pode chegar a R$ 7,8 mil.

A novidade é que o processo seletivo 30/2019 tem como objetivo contratar profissionais pelo período de dois anos, com possibilidade prorrogação por igual período. Anteriormente, tais contratações eram referentes ao período de apenas 12 meses.

As inscrições podem ser realizadas até o dia 04 de setembro de 2019, no site da SES. A documentação comprobatória digitalizada, em arquivo único e formato PDF deverá ser encaminhada exclusivamente ao endereço eletrônico inscricaopss@saude.sc.gov.br, dentro do período de inscrição.

Inscreva-se AQUI

Acesse o Edital 030/2019

 

Saiba mais sobre as vagas:


ENFERMEIRO - Com especialização em obstetrícia

FARMACÊUTICO - Com especialização em Farmácia Hospitalar e/ou experiência comprovada de 12 meses em Farmácia Hospitalar

FISIOTERAPEUTA - Com especialização em Fisioterapia Hospitalar e/ou experiência comprovada em área hospitalar

MÉDICO - Com especialização em Anestesiologia

MÉDICO - Com pós-graduação em Auditoria

MÉDICO - Clínico Geral - Para atuar como Regulador

MÉDICO - Com especialização em Pediatria

MÉDICO - Com especialização em Ginecologia e Obstetrícia

MÉDICO - Com especialização em Neonatologia

 

Foto: Dóia Cercal - Secom

Santa Catarina começa a partir desta semana a executar um cronograma de ações para intensificar a vigilância e a vacinação contra a febre amarela. O objetivo é acompanhar a circulação do vírus pelo estado, a partir das notificações das epizootias (morte de macacos), bem como realizar busca ativa de pessoas não vacinadas, antes do período de maior incidência da doença, que ocorre de dezembro a maio. São ações já desenvolvidas rotineiramente pelo Estado, mas que agora fazem parte do “Plano de Ação de Enfrentamento da Febre Amarela”, enviado aos municípios.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), a medida é preventiva e busca sensibilizar as equipes municipais de vigilância epidemiológica e atenção primária à saúde. “A proposta é intensificar as ações nos próximos meses, mapeando com as equipes municipais as pessoas que ainda não foram vacinadas para febre amarela e locais com a ocorrência de morte ou adoecimento de macacos”, explica Helton de Souza Zeferino, secretário de Estado da Saúde.

Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema de dose única da vacina, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). “O Estado já é área de recomendação para vacinação desde o segundo semestre do ano passado. Mas ainda assim, a cobertura está abaixo da meta. O ideal é que 95% do público-alvo seja imunizado. Atualmente, Santa Catarina vacinou apenas 75% dessas pessoas”, explica Lia Quaresma Coimbra, gerente de Imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC), da SES.

João Fuck, gerente de Zoonoses da DIVE/SC, explica que o vírus se desloca rapidamente e, por isso, a importância da ação. “O vírus já circula em Santa Catarina. Por meio de estudos, podemos estimar que a velocidade de deslocamento pelos corredores ecológicos é de três quilômetros por dia. Pelos casos humanos e epizootias confirmadas pela doença, o vírus já está na região Norte e Vale do Itajaí, com possibilidade de expansão para a região Sul”, explica.

Os macacos sinalizam a circulação do vírus. Eles vivem no mesmo ambiente que o mosquito transmissor da febre amarela e são os primeiros a ficar doentes. A morte ou o adoecimento dos primatas é um alerta para que os gestores e profissionais de saúde adotarem medidas de prevenção, uma vez que a doença nestes animais precede os casos humanos. “Por isso, queremos aumentar a sensibilização para a notificação. Quando um macaco doente ou morto for encontrado, é importante que a população comunique a Secretaria Municipal de Saúde o quanto antes, para que as ações sejam desencadeadas e novos casos em humanos sejam evitados”, afirma Maria Teresa Agostini, diretora da DIVE/SC.

Plano de Ação de Enfrentamento da Febre Amarela
O cronograma das atividades para intensificação das ações foi encaminhado e explicado para os municípios em uma videoconferência realizada na quinta-feira, 29. O Plano de Ação de Enfrentamento da Febre Amarela é dividido em três partes: Vigilância de Epizootias, Imunização e Vigilância de Casos Humanos. As atividades de intensificação seguem até o final de novembro, envolvendo visitas dos agentes comunitários de saúde e agentes de combate as endemias para conhecimento da realidade e direcionamento das ações.

- Vigilância de Epizootias: identificar áreas com registro de mortes de macacos e intensificar a vacinação nesses locais. Além de sensibilizar a população para a importância da notificação de macacos mortos ou doentes.

- Imunização: identificar áreas com pessoas não vacinadas, bem como imediatamente após a notificação da epizootia, delimitar o raio de 300 metros para imunização das pessoas não vacinadas. Realizar ações de educação com a população. No dia 19 de outubro, acontece o Dia D, da Campanha de Multivacinação, e o enfoque será febre amarela.

- Vigilância de Casos Humanos: notificar, realizar a investigação clínica e ambiental e coletar amostras para diagnóstico. Sensibilizar profissionais de saúde sobre a suspeita e manejo clínico de febre amarela.

Febre Amarela em SC
Até o momento, o Estado já registrou duas mortes por conta da doença. A primeira foi no dia 28 de março deste ano, com um homem de 36 anos, da localidade de Pirabeiraba, em Joinville, sem registro de vacina no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI). A outra, registrada no final de junho, foi de um homem de 40 anos, residente de Itaiópolis, também no Norte do Estado e sem registro de vacina.

Além disso, Santa Catarina já tem o registro de cinco mortes de macacos por febre amarela, localizados nos seguintes municípios: Garuva (1), Indaial (1), Jaraguá do Sul (1) e Joinville (2).

A vacina é a melhor forma de prevenção à febre amarela. Por isso, todos os moradores de Santa Catarina com mais de nove meses devem se imunizar. A dose está disponível nas mais de mil salas de vacina do Estado.

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Foto: James Tavares / Arquivo / Secom

Em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Fumo, 29 de agosto, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive) alerta a população sobre os efeitos nocivos e mortais do uso do tabaco e da exposição ao fumo passivo.

No Estado, de acordo com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), ocorreram 6.025 óbitos por doenças cardíacas; 1.201 óbitos por doenças pulmonares crônicas e 1.410 por neoplasias de pulmão.

Um dos principais destaques deste Dia Nacional de Combate ao Fumo é para os malefícios causados pelo narguilé. Adriana Elias, enfermeira da Gerência de Vigilância de Doenças e Agravos Crônicos da Dive, explica que em uma única rodada, que dura em média de 20 a 80 minutos, a exposição à fumaça do equipamento equivale ao volume da queima de 100 cigarros aproximadamente.

“Os riscos do uso do narguilé vão além. Não estão relacionados somente ao tabaco, mas também a doenças infectocontagiosas. O hábito de compartilhar o bucal entre os usuários pode resultar na transmissão de doenças como herpes, hepatite C e tuberculose. Outro ponto importante é que o narguilé pode ser precursor da iniciação do fumo de cigarros e ainda induzir dependência à nicotina”, alerta a enfermeira. 

Epidemia no Brasil e no mundo

A epidemia global do tabaco mata mais de oito milhões de pessoas por ano, das quais, cerca de 900 mil são não fumantes que morrem por respirar o fumo passivo, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Quase 80% dos mais de um bilhão de fumantes em todo o mundo vivem em países de baixa e média rendas, onde o peso das doenças e mortes relacionadas ao tabaco é maior.  

No Brasil, das mortes anuais causadas pelo uso do tabaco, 34.999 mortes correspondem a doenças cardíacas; 31.120 mortes por doenças pulmonares crônicas; 26.651 por outros cânceres; 23.762 por câncer de pulmão; 17.972 mortes por tabagismo passivo; 10.900 por pneumonia e 10.812 por acidente vascular cerebral (AVC) ainda de acordo com os dados do INCA.

Pesquisa recente, publicada este ano, o Vigitel/MS (Vigilância de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico do Ministério da Saúde) realizado em todas as capitais dos 26 estados e no Distrito Federal, apresenta os seguintes dados:

• No conjunto das 27 cidades, a frequência de adultos fumantes foi de 9,3%, sendo quase duas vezes maior no sexo masculino (12,1%) do que no feminino (6,9%),

• Em Florianópolis, o percentual de adultos (≥ 18 anos) foi de 11,2%, sendo 15,4% para homens e 7,4% para mulheres e, a frequência de fumantes passivos no domicílio foi de 5,7% para população total, sendo 5,6% para homens e 5,9% para mulheres.

Tratamento no SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento gratuito para quem deseja parar de fumar. Para saber quais unidades de saúde oferecem o tratamento, a população pode obter a informação nos postos de saúde ou diretamente na Secretaria de Saúde do município.

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O Ministério da Saúde anunciou a liberação de R$ 31,9 milhões para incentivar ações de alimentação e nutrição nos serviços de Atenção Primária em todo o país. Os recursos são destinados a ações de promoção da alimentação saudável em unidades de saúde e prevenção de doenças como sobrepeso, obesidade, desnutrição e anemia, além de promover cursos e qualificação técnica das equipes de profissionais que atuam na área.

São R$ 24,6 milhões para custeio dos serviços em 1.259 municípios, alcançando cerca de 158 milhões de pessoas, além de R$ 7,3 milhões para compra de equipamentos. As portarias que autorizam a liberação desses recursos foram publicadas neste mês no Diário Oficial da União.

Em Santa Catarina, foram contemplados com compras de equipamentos os municípios de Florianópolis, Blumenau, Capinzal, Formosa do Sul, Itajaí, Jaraguá do Sul, Pomerode, Salto Veloso, São Carlos e São Francisco do Sul. O total de investimentos chega a R$ 585 mil. Outros 40 municípios catarinenses receberão os recursos para ações de promoção de alimentação saudável.

A Atenção Primária vem sendo um dos principais eixos da atual gestão do MS e também da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina. “Entendemos que as ações de atenção primária devem ser potencializadas”, destaca o secretário Helton de Souza Zeferino. “Isso faz com que a população perceba que a saúde está sendo entregue e suas necessidades atendidas”, complementa.

Os valores repassados para custeio dos serviços às secretarias estaduais e municipais de saúde são definidos pelo porte populacional. De acordo com o Programa de Financiamento das Ações de Alimentação e Nutrição (FAN), cidades entre 30 e 49,9 mil habitantes recebem R$ 12 mil; entre 50 e 99,9 mil recebem o total de R$ 13 mil; já cidades entre 100 mil e 149,9 mil habitantes recebem R$ 16 mil. Os municípios com população acima de 150 mil habitantes recebem valores proporcionais, com variação de R$ 20 mil a R$ 100 mil.

Mudando os hábitos alimentares

Manter uma alimentação saudável, acompanhada da prática regular de atividades físicas, evita doenças que muitas vezes podem até levar ao óbito. O consumo excessivo de sal, por exemplo, pode provocar hipertensão arterial que contribui como fator de risco para mais de 40% das doenças cardíacas e acidentes vasculares cerebrais. Também está associado ao câncer gástrico, pedras nos rins e osteoporose. Além disso, o consumo exagerado de açúcar apresenta malefícios, como o risco aumentado para o desenvolvimento de doenças como o diabetes.

Dados da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, apontam o aumento da obesidade em 67,8% nos últimos treze anos no Brasil, saindo de 11,8% em 2006 para 19,8% em 2018.

O mesmo estudo aponta ainda mudança significativa nos hábitos alimentares dos brasileiros. Em 2018, aumentou em 15,5% o consumo recomendado de frutas e hortaliças pela Organização Mundial da Saúde (cinco porções diárias pelo menos cinco vezes na semana) na comparação com 2008. O Guia Alimentar para a População Brasileira, lançado pelo Ministério da Saúde, é o principal orientador de escolhas alimentares mais adequadas e saudáveis pela população, baseado principalmente no consumo de alimentos in natura ou minimamente processados. As informações também são úteis para a prevenção e controle de doenças específicas, como a obesidade, a hipertensão e o diabetes.

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 Foto: Ricardo Woffenbuttel/Secom

Seguindo orientação do Ministério da Saúde (MS), o Estado de Santa Catarina vai começar a aplicar nesta quinta-feira, 22, a chamada “dose zero” da vacina tríplice viral – que protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola – em todas as crianças com idade entre 6 e 11 meses de idade. A aplicação desta dose extra, segundo o Ministério da Saúde, é uma medida preventiva para proteger os bebês desta faixa etária, já que eles estão mais suscetíveis a casos graves da doença e ao óbito.

A gerente de imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE/SC), da Secretaria de Saúde do Estado de Santa Catarina Lia Quaresma Coimbra esclarece que a “dose zero” não substitui as doses da vacina já previstas no calendário nacional de vacinação. “Isso quer dizer que, além da dose zero, as crianças vão continuar tendo que tomar as doses de rotina: aos 12 meses, com a vacina tríplice viral, e aos e aos 15 meses, com a vacina tetraviral”, esclarece a gerente.

A vacina é a única forma de prevenção contra o sarampo. Além das crianças, jovens e adultos também precisam tomar a vacina contra a doença. Quem não tomou as duas doses da vacina, não lembra ou perdeu a carteirinha de vacinação precisa regularizar a situação vacinal de acordo com a faixa etária. Pessoas entre 1 e 29 anos devem tomar duas doses com um intervalo mínimo de 30 dias entre elas e pessoas com idade entre 30 e 49 anos, devem tomar apenas 1 dose.

As vacinas que previnem o sarampo são: a Tríplice viral (protege contra o sarampo, caxumba e rubéola) e a Tetra viral (protege contra o sarampo, caxumba, rubéola e catapora). Elas são seguras, gratuitas e estão disponíveis nas mais de 1.000 salas de vacinação dos postos de saúde dos 295 municípios catarinenses.

Sarampo em Santa Catarina
Segundo o boletim epidemiológico divulgado pela DIVE/SC na última segunda-feira (19), o estado tem 15 casos importados confirmados de sarampo e outros 5 em investigação. Entre os 15 casos importados confirmados, 3 foram em tripulantes de um navio que atracou no litoral catarinense em fevereiro de 2019. Outros 12 estão distribuídos nos municípios de Florianópolis (10), Guaramirim (1) e Barra Velha (1).

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, transmissível e extremamente contagiosa, podendo evoluir com complicações e óbitos, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade. O vírus se espalha facilmente pelo ar através da respiração, tosse ou espirros. Uma pessoa com sarampo pode transmitir a doença para uma média de 12 a 18 pessoas que nunca foram expostas ao vírus anteriormente ou que não tenham se vacinado.

Os principais sintomas do sarampo são: febre, tosse, coriza, aparecimento de manchas vermelhas no corpo e olhos avermelhados. Apresentando sinais e sintomas do sarampo, o serviço de saúde deve ser procurado imediatamente para que seja feito o diagnóstico e tratamento da doença. 

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Fotos: Mauricio Vieira / Secom

Santa Catarina registrou em julho o segundo melhor mês da história em doação de órgãos. Foram 34 doações no período, desempenho inferior apenas ao registrado em dezembro de 2017 (38 doações). Foi a quarta vez que a SC Transplantes contabilizou mais de 30 doações em um único mês.

Em comparação ao mesmo período de 2018, o número de doações é duas vezes maior, de acordo com as informações do coordenador estadual de Transplantes, Joel de Andrade. “É um dado muito importante e que nos deixa muito felizes. Se analisarmos historicamente o mês de julho, o máximo de doações efetivas de órgãos que havíamos conquistado foi 21, no ano de 2014”, afirma. “Em 2019 o desempenho foi duas vezes maior do que ano passado, quando registramos 16 doações”, complementa.

A SC Transplantes vive um ano histórico. Além de completar 20 anos em outubro, a unidade da Secretaria de Estado da Saúde ainda conquistou o melhor desempenho em um mês de fevereiro, com 24 doações de múltiplos órgãos, sendo que nos anos anteriores a média era de 20.

“São números importantes para as famílias dos receptores, pois existe uma oferta maior de órgãos para transplante. Além disso, é uma oportunidade de experiência gratificante para as famílias dos doadores, que estão podendo devolver qualidade de vida e ajudar o próximo”, destaca Joel.

Outro ponto importante é o número de doadores que vem crescendo desde 2005, inclusive com acréscimo de 50% na taxa de doadores efetivos nos últimos seis anos. Isso representou um salto de 27,2 doações por milhão de pessoas (2013), para 40,9 em 2018.

De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Helton de Souza Zeferino, é importante o engajamento de todos nesse processo. “A solidariedade das famílias, que transformam um momento de perda em uma oportunidade para salvar vidas é essencial. Também é fundamental o trabalho realizado pelos profissionais dos hospitais na identificação dos potenciais doadores e na abordagem junto às famílias. Além disso, temos a parceria com corporações como a Polícia Militar, Civil e o Corpo de Bombeiros, que oferecem apoio rápido e eficaz com suas aeronaves no deslocamento dos órgãos de diversas regiões”, destaca o secretário.

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Foto: Divulgação / Imas

Pela primeira vez em Santa Catarina, foi realizada uma cirurgia de prótese ortopédica de joelho em um paciente hemofílico de 26 anos. Outros 14 procedimentos semelhantes já estão agendados. 

A cirurgia é fruto da parceria inédita entre a Secretaria de Estado da Saúde, Fundação de Apoio ao Hemosc/Cepon (Fahece), Hemosc, Casa dos Hemofílicos e Hospital Florianópolis (HF), integrante da rede hospitalar estadual e atualmente é administrado pelo Instituto Maria Schmitt (Imas), além do Ministério Público do Trabalho da 12ª Região.

O procedimento, realizado no último sábado, 10, contou com a participação de aproximadamente 15 profissionais, entre enfermeiros, bioquímicos e médicos de diferentes especialidades, além das equipes do centro cirúrgico, Unidade de Terapia Intensiva (UTI), enfermaria e fisioterapia.

Entre os nomes de destaque estão o cirurgião ortopedista do Hemosc e do HF, Darci Duarte, e o médico Luciano Pacheco, que atua há mais de 20 anos em cirurgias ortopédicas em hemofílicos.

O procedimento marca o início de uma importante parceria viabilizada pela Fahece, que concebeu e articulou o projeto; pelo Hemosc, disponibilizando a equipe multidisciplinar especializada; pelo Hospital Florianópolis, cedendo as instalações e também equipe multidisciplinar; e pelo Ministério Público do Trabalho, o responsável por canalizar os recursos necessários.

Para que a experiência fosse exitosa e permitisse a continuidade do projeto, a equipe do Hospital Florianópolis participou de seminários e treinamentos junto aos especialistas das outras instituições.

De acordo com Walmiro Charão, diretor geral do HF, foi um passo muito importante para o hospital. “Essa iniciativa passou por várias etapas e estou muito feliz por finalmente conseguirmos desempenhá-la. Me sensibilizei pela causa e o nosso hospital, que já era referência em ortopedia, agora está ainda mais completo”, destacou.

“Como profissionais, os membros da equipe ganham muito ao adquirir essa experiência no manejo cirúrgico deste perfil de pacientes”, afirma a médica hematologista responsável pelo programa de Hemofilia no Estado, Vivian Franco. “Esperamos que essa tenha sido a primeira de muitas outras cirurgias ortopédicas voltadas a hemofílicos no Hospital Florianópolis”, complementa.

Saiba mais

A hemofilia é uma doença congênita, a pessoa nasce com a doença. É caracterizada pela deficiência em proteínas do sangue responsáveis pela coagulação, sobretudo, os fatores VIII e IX. Como consequência, o portador de hemofilia tem tendências a sangramentos crônicos, principalmente nas articulações (joelhos, cotovelos e tornozelos), provocando desgastes articulares, chamados de Artropatia Hemofílica, sintomas que aparecem ainda na juventude e que, muitas vezes, obriga muitos desses pacientes a passar por procedimentos cirúrgicos, entre eles, as próteses ortopédicas.

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES) publicou o edital de processo seletivo simplificado nº 031/2019 para a contratação emergencial de 776 servidores, distribuídos entre as funções de Técnicos em Enfermagem, Enfermeiros e Técnicos em Atividades Administrativas. Esses profissionais atenderão as unidades assistenciais e administrativas da SES. Do total de vagas, 5% são reservadas aos candidatos com deficiência, na forma da legislação em vigor.

As vagas estão distribuídas entre as unidades da Grande Florianópolis e aquelas localizadas nas cidades de Joinville, Lages, Ibirama, Mafra, Blumenau, Chapecó, Criciúma, Joaçaba, Araranguá, Itajaí, Rio do Sul, Videira, Concórdia, Xanxerê, São Miguel do Oeste e Jaraguá do Sul.

A remuneração inicial é de R$ 3.290,42 para enfermeiros, e R$ 2.533,80 para técnicos em enfermagem e técnicos em atividades administrativas. Os valores poderão ser complementados com adicional de insalubridade, adicional de pós-graduação e gratificação por hora-plantão extraordinária, entre outros, conforme a disponibilidade do servidor e seu local de trabalho.

As inscrições estão abertas no período de 13 de agosto a 12 de setembro de 2019, e poderão ser realizadas no site http://seletivoses.fepese.org.br/ ou de forma presencial, na sede da Fepese, situada no campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A classificação se dará pela nota obtida na prova escrita, a ser aplicada em 29 de setembro de 2019. O resultado final deve ser publicado em 17 de outubro de 2019.

Mais informações acesse o Edital 031/2019.

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Gabriela Ressel
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 Fotos: Andrey Lehnemann/Samu

De janeiro a junho deste ano, houve 12,3 mil trotes a menos para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Santa Catarina, em uma comparação com o mesmo período de 2018. A diferença representa uma queda de 42%, atribuída pela direção do Samu e pela Secretaria de Estado da Saúde à ações educativas nas escolas catarinenses. No total, o número diminuiu de 29,3 mil para exatos 17 mil nos seis primeiros meses do ano.

"A educação vem de um projeto contínuo. As campanhas de conscientização intercedem a nosso favor, mostra uma população mais esclarecida e atenta às demandas que precisamos direcionar", ressalta o secretário de Estado da Saúde, Helton de Souza Zeferino.

No período, a central de emergências de Balneário Camboriú foi a que apresentou o melhor resultado na redução de trotes. Em vez dos cerca de cinco mil recebidos no primeiro semestre do ano passado, foram dois mil neste ano.

Na avaliação do diretor estadual do Samu de Santa Catarina, coronel Giovanni Fernando Kemper, o resultado tem relação com o sucesso do projeto Educa Samu, realizado desde 2012 pelos profissionais nas escolas catarinenses. “Em tempos passados, já tivemos um número significativo de adolescentes ligando para o Samu. Estamos comemorando essa redução registrada em 2019 por causa dos trabalhos que realizamos em todo o estado, já com resultados significativos”, expõe o diretor do Samu.

Números ainda elevados

Mesmo com a redução de 42%, o Samu ainda considera o número elevado. Só no mês de julho, foram quase três mil trotes para o 192. Em um dos casos, no Norte de Santa Catarina, uma viatura chegou a ser apedrejada ao se deslocar para atender a um chamado falso de ocorrência. A central de Joinville ainda é a que mais recebe trotes no estado.

“Esse tipo de ação faz com que outros casos, outras pessoas, não tenham o atendimento no tempo certo. Se uma viatura se desloca para atender a um trote e, ao mesmo tempo, ocorre uma chamada para uma situação real, pode ser a diferença entre a vida e a morte”, alerta o coronel Kemper.

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Andrey Lehnemann
Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - Samu
(48) 9628-1141