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O governador Eduardo Pinho Moreira entregou ao presidente da República, Michel Temer, e ao ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, nesta quarta-feira, 21, em Brasília, um ofício, solicitando o pagamento da dívida da União para com o Estado na área da Saúde, que alcança R$ 212.908.318,20 ao ano.

No mesmo documento, o governador solicita urgência no repasse de R$ 53.227.079,55, referentes aos serviços de saúde já pagos pelo Estado nos meses de janeiro, fevereiro e março deste ano, e que não foram ressarcidos pelo governo federal.

No próximo sábado, 24, Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) reforça o alerta sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento para a cura da doença. O tratamento é oferecido gratuitamente pela rede pública de saúde e tem duração de, no mínimo, seis meses, sendo necessário tomar diariamente o medicamento.

Em 2016 foram notificados 58.601 casos no país. Em Santa Catarina, os registros indicam que naquele ano foram notificados 1.585 casos novos de tuberculose, sendo que 1.046 pessoas foram curadas com o tratamento adequado. Do total de casos, 1.159 foram confirmados como tuberculose pulmonar.

O último relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) revela que o Brasil possui um terço (33%) de toda a carga de tuberculose das Américas, estando no grupo de países responsáveis por 44% do total de casos no mundo e cerca de 34% dos casos de coinfecção com HIV.

“É comum que, após as primeiras semanas de tratamento, o paciente observe melhora total dos sinais e sintomas. No entanto, não quer dizer que a doença está curada”, alerta Eduardo Macário, diretor da Dive. A falta de adesão ao uso dos medicamentos, o abandono ou o uso irregular deles podem ocasionar a resistência dos bacilos, o que complica o quadro clínico e demanda tratamento por um maior período de tempo (18 a 24 meses).

TURBECULOSE X HIV

Outro importante alerta é para a coinfecção Tuberculose – HIV/AIDS. No Brasil, cerca de 10% a 12% das pessoas doentes com tuberculose são também infectadas pelo HIV. Isso se deve a falhas na imunidade celular acarretadas pelo vírus, as quais reduzem a capacidade de o organismo combater e controlar a infecção da tuberculose. 

Em muitos casos, o diagnóstico de tuberculose conduz o indivíduo ao teste do HIV, já que todas as pessoas em tratamento da doença devem realizar o exame para verificar a presença do vírus no organismo, independentemente da idade ou do sexo. Da mesma forma, pessoas infectadas pelo HIV devem ser continuamente monitoradas para a infecção por tuberculose e ficarem atentas aos sintomas frequentes. A tuberculose tem cura, por isso o tratamento tem data para terminar. Já o tratamento do HIV é previsto para toda a vida.

TUBERCULOSE

A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível causada por uma bactéria (Mycobacterium tuberculosae) que afeta principalmente os pulmões, mas também pode ocorrer em outras partes do corpo, como ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro). A transmissão é aérea, não ocorrendo contágio por compartilhamento de roupas, lençóis, copos e outros objetos.

Ao falar, espirrar e, principalmente, ao tossir, as pessoas com tuberculose ativa lançam partículas no ar. O contato direto com o paciente em ambiente fechado, com pouca ventilação e ausência de luz solar, representa maior chance de infecção. Para prevenir a tuberculose é importante vacinar crianças menores de quatro anos de idade com a vacina BCG, tratar pessoas infectadas com maior risco de adoecer e efetuar medidas de controle de infecção.

Em adolescentes e adultos jovens, o principal sintoma é a tosse (por três semanas ou mais), associada ou não à febre (especialmente à tarde), além de suor intenso à noite, falta de apetite e emagrecimento. Em crianças menores de dez anos de idade, a febre moderada e persistente é a principal manifestação clínica. Também são comuns sintomas como irritabilidade, tosse, falta de apetite, perda de peso e suor intenso à noite. Na presença dos sinais e sintomas descritos é importante procurar um serviço de saúde para avaliação.

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Em busca de recursos e investimentos para Santa Catarina, o governador Eduardo Pinho Moreira cumpre agenda em Brasília nesta quarta-feira, dia 21. Ainda pela manhã, o primeiro compromisso ocorrerá no Palácio do Planalto com o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, onde estarão em pauta as duas prioridades de governo: saúde e segurança pública.

O secretário de Estado da Saúde, Acélio Casagrande, estará presente na audiência e referendará os pleitos de Santa Catarina junto com governador. O encontro visa articular a participação do Governo Federal para equacionar as dívidas na área da saúde. Também serão discutidas ações para a continuidade da queda do índice de criminalidade no Estado.

A agenda de Moreira ainda prevê uma audiência na Secretária Nacional de Portos (SNP), órgão vinculado ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil. A reunião tratará de recursos para viabilizar a dragagem do Rio Mampituba, em Passo de Torres. A reivindicação, que beneficiará o Extremo-Sul do Estado, é articulada há algum tempo pela Secretaria de Articulação Nacional em conjunto com os governantes locais.   

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Medidas para otimizar recursos, regionalizar a Saúde e aplicar o dinheiro público com eficiência para melhor atender a população foram os principais assuntos da reunião de trabalho entre o governador Eduardo Pinho Moreira e o secretário de Estado da Saúde, Acélio Casagrande, nesta segunda-feira, 19, na sede da Secretaria, em Florianópolis. Casagrande, que completa 60 dias à frente da pasta, fez uma avaliação dos últimos dois meses, destacando conquistas positivas, mesmo diante de dificuldades.

Casagrande informou que há um constante e detalhado controle de caixa de todos os gastos para a saúde no Estado e uma rigorosa fiscalização com análise de relatórios para a boa aplicação dos recursos. O secretário destacou que a Secretaria da Saúde (SES) tem cumprindo com seus compromissos financeiros, mantendo os pagamentos com fornecedores. Além disso, os pagamentos estão em dia com os hospitais geridos por organizações sociais e filantrópicos.

Garantia de estoque

Outra ação positiva é a garantia de estoque para abastecimentos de materiais para as unidades hospitalares que, nestes 60 dias de gestão, cresceu de 23% para 45%, enquanto o estoque de medicamentos saltou de 36% para 57%. “Proteger as pessoas no momento que mais necessitam faz parte de um trabalho constante e de muito foco. Nossa prioridade, junto com o governador, é dar atenção total à área”, afirmou o secretário.

Na reunião, Eduardo Pinho Moreira, que assumiu o Governo do Estado há 30 dias, reforçou que governar com responsabilidade é seu compromisso com Santa Catarina. O governador destacou que a decisão de repassar os 14% da receita líquida do Estado está sendo rigorosamente cumprida. Eduardo Pinho Moreira informou que foram liberados aproximadamente R$ 70 milhões para liquidar dívidas referentes ao ano passado.

“Escolhemos prioridades para esta gestão e Saúde é uma delas. Nós estamos discutindo e mostrando que é possível fazer mais com menos. Para isso, é fundamental revermos contratos, ações da SES, economizar e ter muita responsabilidade com os gastos públicos para que a população se sinta protegida e bem atendida”, explicou Eduardo Pinho Moreira.

Maternidade Santa Catarina

Para melhorias na Maternidade Santa Catarina, em Criciúma, o governador Eduardo Pinho Moreira e o secretário Casagrande autorizaram o convênio para a reforma e ampliação da Central de Material de Esterilização da unidade hospitalar, no valor de R$ 1 milhão. Eles ainda salientaram a importância da regionalização da Saúde. Foi feito um diagnóstico dos serviços que faltam em cada região e, com os resultados, foram criadas oito centrais de regulação (Joinville, Itajaí, Blumenau, Florianópolis, Criciúma, Joaçaba, Chapecó e Lages). “Estamos fortalecendo os serviços em cada região do Estado para que as pessoas sejam atendidas sem ter que se deslocar para capitais", disse Casagrande.

Prêmio nacional

Após a reunião, o governador e o secretário conversaram com a administradora e servidora da Secretaria de Estado da Saúde, Carla Gianni da Rocha. A implantação do Portal de Compras da SES, com reflexos na eficiência da aplicação dos recursos públicos de forma ágil e transparente foi vencedor da edição 2017 do Prêmio Guerreiro Ramos de Gestão Pública, promovido pela Câmara de Gestão Pública (CGP) do Conselho Federal de Administração (CFA), com sede em Brasília. O projeto na modalidade Gestor Público foi apresentado por Carla, que exerce o cargo de diretora de licitação e compras da SES.

A servidora disse que o prêmio representa o reconhecimento e a consolidação de um trabalho que vem sendo desenvolvido ao longo dos anos na SES. “O portal consolida um conjunto de iniciativas construídas com trabalho de equipe. Foi concebido com base nas premissas de transparência e boas práticas de gestão e projeta o trabalho da área de compras da SES como referência nacional. É um orgulho para todos nós”, disse Carla.

“Só teremos condições de melhorar as condições de assistência à saúde se a nossa gestão também for eficiente, comprando mais e melhor, assim os medicamentos, insumos, exames, e cirurgias podem chegar mais rápido e diminuir o sofrimento das pessoas”, destacou o secretário, ao parabenizar, junto com o governador, a servidora.

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A Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (Dive) informa que já estão sendo distribuídas para as gerências regionais de saúde as 40 mil doses da vacina pentavalente enviadas na sexta-feira, 16, pelo Ministério da Saúde (MS) ao Estado. O abastecimento em todos os municípios deve ser concluído no dia 27 de março. 

As gerências regionais de saúde são responsáveis pelo repasse das vacinas aos municípios. Por isso, a população deve entrar em contato com as secretarias municipais de saúde para confirmar se as doses já foram entregues aos postos de saúde da sua cidade.

“Santa Catarina estava desde dezembro de 2017 sem receber a cota mensal de 30 mil doses da vacina pentavalente. Com estas 40 mil doses recebidas até o momento, a situação será parcialmente normalizada”, acrescenta o diretor da Dive, Eduardo Macário.

A vacina pentavalente é oferecida para crianças, aplicada em três doses, aos 2, aos 4 e aos 6 meses de idade. Ela protege as crianças contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e meningite causada por Haemophilus influenzae.

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Anunciado em setembro do ano passado, o serviço de atendimento pré-hospitalar em Santa Catarina de forma integrada e única entre Bombeiros Militares e Samu vem passando por transformações significativas no Estado. Nesta sexta-feira, 16, uma avaliação do novo processo foi feita entre o secretário de Segurança Pública, Alceu de Oliveira, o comandante do Corpo de Bombeiros Militar, coronel João Valério Borges, o gerente do Serviço Médico de Urgência (Samu), coronel João Batista Cordeiro, e a superintendente de Serviços Especializados de Regulamentação da Secretaria da Saúde, Karin Geller.

A primeira grande mudança e que está em andamento foi a unificação das sedes físicas de atendimento. Das 23 sedes alugadas do Samu, apenas em quatro municípios ainda não foi feita a migração para uma sede única: São Miguel do Oeste, Itajaí, Canoinhas e Mafra. Destes municípios, três, em cerca de 30 ou 60 dias, farão a migração para os quartéis do Corpo de Bombeiros dessas cidades. Com exceção de Mafra, onde está sendo construído um novo quartel e as obras ainda vão levar mais tempo para ficarem prontas - estimativa é até o fim deste ano.

Criação de central única de regulação

Outra novidade é o lançamento de edital para contratação de empresa que fará a integração das centrais de regulação em uma única central. O edital será lançado até o próximo mês. A gestão do serviço de atendimento pré-hospitalar será feita integralmente pelo Estado. A empresa licitada fornecerá insumos e contratação de pessoal, além da integração técnica do sistema.

Com a completa integração dos serviços, a pessoa vai ligar para o Samu ou para o Corpo de Bombeiros e receberá uma viatura e uma equipe especializa que a atenderá de acordo com a necessidade apontada. “Nosso foco continua sendo a melhoria do serviço prestado para o cidadão mas essa integração é gradativa e não acontece de uma hora para outra. Há questões técnicas e legais que estamos vencendo e construindo gradativamente”, explica o coronel BM João Batista Cordeiro Junior, gerente do Samu no Estado.

Melhora na qualidade do atendimento 

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel BM João Valério Borges, também vê como benéfica a integração do serviço de atendimento pré-hospitalar. “Para nós bombeiros militares a criação de um serviço único também significa a especialização do serviço. Bombeiros e profissionais da saúde nas ruas já vêm há bastante tempo trabalhando em parceria no socorro das pessoas. Mas, passando a trabalhar de maneira integrada, a qualidade do atendimento tende a melhorar ainda mais”.

A superintendente da Secretaria da Saúde, Karin Geller, disse que o novo modelo de atendimento será exemplo para o Brasil. “De um lado tínhamos o serviço prestado por uma unidade de saúde, que é o Samu, regulado pelo Ministério da Saúde, de outro, tínhamos o atendimento prestado pelo Estado, por meio da Secretaria da Segurança Pública e do Corpo de Bombeiros. Agora, unindo os dois e suplantando cada fase da integração, teremos um serviço de mais qualidade para ambos”, disse.

Treinamento dos profissionais da SSP em reanimação cardiorrespiratória

Durante o encontro, a Secretaria de Estado da Saúde, por intermédio do Samu, repassou à Secretaria da Segurança Pública, três equipamentos de desfibrilação cardíaca. Empregados em situações de emergência cardíaca, que atualmente é a principal causa de mortes em adultos no mundo, os aparelhos serão distribuídos em cada torre do complexo da segurança pública para atender profissionais ou pessoas das imediações que sofrerem paradas cardíacas. Funcionários da SSP que se voluntariarem serão treinados pelo Samu para operarem os equipamentos.

O secretário da Segurança Pública, Alceu de Oliveira Pinto Junior, agradecendo a doação dos equipamentos e o treinamento oferecido aos funcionários da SSP, disse que o preparo dos servidores públicos em técnicas de reanimação cardiorrespiratória e para uso dos desfibriladores, será fundamental para salvar vidas.

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Com o slogan "Não perca a nova temporada de vacinação contra a meningite C e o HPV", o Ministério da Saúde (MS) lançou na última terça-feira, 13, a Campanha de Mobilização e Comunicação para a Vacinação de Adolescentes contra HPV (Papiloma Vírus Humano) e meningite. A campanha tem o objetivo de alertar as pessoas sobre a necessidade da vacinação, além de esclarecer sobre mitos e boatos fornecendo informações baseadas em estudos científicos.

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) alerta pais e responsáveis para a vacinação contra o HPV em meninas de nove a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos, além da dose para a meningite C, em jovens de 11 a 14 anos.

Em Santa Catarina, 46.910 meninas completarão nove anos de idade em 2018 e, por isso, farão parte do público-alvo de vacinação contra o HPV. Desde a implantação da vacina no país, em 2014, 250.338 (80,5%) já receberam pelo menos uma dose. Porém, 113 mil ainda precisam se vacinar.

Em relação aos meninos houve, em 2018, a inclusão de duas faixas etárias (11 e 14 anos de idade), por isso 110.982 meninos passam a fazer parte do público-alvo. Em 2017, 60.073 (54,3%) meninos receberam alguma dose da vacina, mas outros 50.559 na faixa etária entre 11 a 14 anos ainda precisam procurar uma unidade de saúde para se vacinar.

Sobre a meningite, em 2017, 107.025 adolescentes tomaram a vacina contra a doença, com cobertura de 49,5% no Estado. Em 2018, o MS ampliou a faixa etária da vacina contra a meningite C para adolescentes de 11 e 14 anos de idade. Em SC, 322.345 adolescentes deverão receber a dose.

As vacinas HPV e meningocócica C para adolescentes já fazem parte do calendário de rotinas disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) desde, respectivamente, 2014 e 2017. A vacinação é oferecida gratuitamente nas 1,2 mil salas de vacina da rede pública de saúde. "Nosso objetivo é estimular a vacinação contra o HPV e a meningite C em meninos e meninas de todo o Estado. Os municípios também devem buscar parcerias locais com as escolas para, por exemplo, ampliar a cobertura vacinal, já que adolescentes configuram um público-alvo que dificilmente procura os centros de saúde.", alerta Vanessa Vieira da Silva, gerente de imunização da Dive.

HPV

O HPV (vírus do papiloma humano, do inglês human papiloma virus) é uma infecção sexualmente transmissível, provocada por vírus que ataca, especialmente, as mucosas (oral, genital ou anal), tanto nas mulheres como nos homens. Existem mais de 200 variações desse tipo de vírus. Alguns subtipos de HPV, segundo a literatura científica, estão associados aos cânceres de colo do útero, pênis, orofaringe e, até mesmo, câncer reto-anal.

A curto prazo, a infecção não apresenta qualquer tipo de sintoma. A longo prazo, o diagnóstico geralmente aparece quando a infecção já provocou o surgimento desses cânceres. A melhor forma de prevenção é a vacina, que funciona estimulando a produção de anticorpos específicos para cada tipo de HPV, sendo destinada exclusivamente à utilização preventiva, não tendo efeito em infecções pré-existentes ou na doença clínica estabelecida. "É importante que os pais atentem para vacinar seus filhos antes do início da vida sexual, assim, caso eles sejam expostos ao vírus na vida adulta, estarão protegidos", afirma Vanessa.

Meningocócica C

Doença infecciosa causada pela bactéria Neisseria meningitidis, caracterizada pela inflamação das meninges, podendo deixar sequelas ou levar à morte se o tratamento não for iniciado prontamente. A transmissão ocorre de uma pessoa para outra pela secreção respiratória (gotículas de saliva, espirro, tosse). Os principais sintomas são febre alta, rigidez na nuca que gera dificuldades para encostar o queixo no peito, dor de cabeça, manchas na pele, confusão mental, dor de garganta, vômitos, náuseas, sonolência, dificuldades para acordar, irritação, cansaço e falta de apetite. 

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No Hospital de Penha, Projeto Ver atendeu 1,4 mil pessoas. Foto: Carol Nascimento 

O mutirão de cirurgias de catarata, que faz parte do Projeto Ver, chegou ao Sul do Estado para atender a população de Laguna e do Extremo-Sul Catarinense. A previsão é de 800 procedimentos que serão realizados no Hospital Regional de Araranguá a partir do dia 26, e no Hospital de Praia Grande, no início de maio.

A autorização para o mutirão de cirurgias foi assinada nessa sexta-feira, 16, pelo secretário de Estado da Saúde, Acélio Casagrande, que se encontra em Araranguá. “Há 800 pessoas aguardando por cirurgias de catarata, retina e glaucoma. As cirurgias são rápidas e devolvem a visão a essas pessoas que aguardavam algum tempo na fila de espera", comentou o secretário Casagrande.

Após a cirurgia, o paciente recebe um kit com óculos escuros e colírio. Cada cirurgia tem um custo de R$ 771,60, conforme tabela do SUS, mais R$ 250 de prêmio estipulado pela Comissão Intergestora Bipartite. O valor total do mutirão será custeado com fontes do Ministério da Saúde (MS) e do Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Na primeira quinzena de março, o Projeto Ver esteve em Campo Alegre. Lá foram realizadas 1,7 mil cirurgias de catarata em pacientes da macrorregião do Planalto Norte e parcialmente da macrorregião do Planalto Nordeste. Nas últimas duas semanas de fevereiro, o Hospital de Penha fez 1,4 mil procedimentos, atendendo a população da Foz do Rio Itajaí.

Em 2017, o mutirão de cirurgias de catarata foi realizado na macrorregião do Grande Oeste, Macrorregião do Meio-Oeste, Serra catarinense e parcialmente no Sul do Estado e na Grande Florianópolis. Em novembro, foram feitas 1.197 cirurgias de catarata em São Lourenço do Oeste. Em dezembro, o mutirão chegou a Caçador, Iporã do Oeste e Içara, com a realização de 897, 636 e 400 cirurgias, respectivamente. Outros 300 procedimentos foram feitos em Santo Amaro da Imperatriz, entre dezembro de 2017 e fevereiro deste ano. 

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Mãe de um bebê prematuro de 34 semanas e residente em Otacílio Costa, Joyce Pereira da Silva, 26 anos, usa a Casa Mãe Tereza, em Lages, para ficar mais próxima do filho, internado na UTI Neonatal do Hospital Tereza Ramos (HTR). O espaço está aberto desde o dia 19 de dezembro de 2017 para acolher gestantes, puérperas e bebês da região da Serra Catarinense.



Joyce visita o filho Ryan no HTR a cada três horas para amamentá-lo e, para não precisar se deslocar entre Otacílio Costa e Lages todos os dias, conta com o conforto da Casa Mãe Tereza, onde também participa dos programas de saúde relacionados à maternidade, como a Rede Cegonha. “Não sei como iria fazer se não tivesse a Casa Mãe Tereza para eu ficar. Está sendo bem bom”, avalia.

A sede da Casa Mãe Tereza, em frente ao HTR, foi escolhida por estar localizada estrategicamente em um raio de 500 metros do hospital, como é preconizado pelo Ministério da Saúde. O local é utilizado por gestantes, que necessitam de vigilância frequente das condições de saúde em regime ambulatorial, puérperas (mães em situação de resguardo ou quarentena), e bebês, dos municípios da Serra Catarinense, inclusive, Lages.

Casa Mãe Tereza acolhe gestantes, puérperas e bebês da Serra catarinense

Assim, podem estar próximas ao hospital para realização do parto, ou acompanhar o bebê recém-nascido em casos de internação na UTI Neo Natal e berçário, garantindo também uma amamentação adequada. “O objetivo da casa não é só apoiar as mães, mas também as gestantes que vem para a maternidade quando não está bem na hora do trabalho de parto”, explica a enfermeira obstetra, responsável pela Rede Cegonha no HTR, Maiura Rosa

Vale destacar que a inclusão da gestante, do recém-nascido e das puérperas é feita pelo estabelecimento hospitalar ao qual a gestante ou puérpera está vinculada e também a partir de demanda das Redes de Atenção Básica ou de Atenção Especializada, de acordo com os critérios estabelecidos entre secretarias municipais de saúde e a coordenação da casa Mãe Tereza.

O novo espaço conta com quartos mobiliados com camas e berços, sala de estar, banheiro, lavanderia e uma cozinha disponível para apoio dessas mães. O espaço físico foi totalmente adequado para a prestação do serviço, reforma esta que foi submetida aos trâmites burocráticos, como licitação, e técnicos, como análise de viabilidade de adequação da estrutura para fins assistenciais, em um trabalho da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Lages em parceria com a direção do Hospital Tereza Ramos.

Casa Mãe Tereza acolhe gestantes, puérperas e bebês da Serra catarinense

Uma equipe multiprofissional, já capacitada, faz o monitoramento das gestantes e também atendimento ambulatorial. Esta equipe é composta por coordenadora, enfermeiras obstetras, médicos obstetras, técnicas de enfermagem e zeladoria. “É mais um serviço prestado pelo Hospital Tereza Ramos, com todo o carinho, atenção e cuidado que as nossas mães e gestantes merecem”, completa a diretora do Hospital Tereza Ramos, Beatriz Montemezzo.

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A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC) divulgou o boletim n° 07/2018 sobre a situação epidemiológica da febre amarela no Estado. O documento aponta que, no período de 1 de janeiro a 12 de março, foram notificados 33 casos suspeitos de febre amarela em Santa Catarina. Desses, um foi confirmado por critério laboratorial, 27 foram descartados (10 pelo critério laboratorial e 17 pelo critério clínico epidemiológico) e cinco permanecem em investigação.

A Dive salienta que todo caso suspeito deve ser imediatamente comunicado por telefone ou e-mail às autoridades de saúde (até 24 horas) por se tratar de doença grave com risco de dispersão para outras áreas do território nacional e internacional.

>>> Confira o boletim na íntegra

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