O Hospital Florianópolis (HF) já registrou 2,2 mil atendimentos só na Emergência desde que suas atividades foram retomadas, em 26 de fevereiro, quando o Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas) assumiu em caráter emergencial por um período de 180 dias a administração da unidade. O HF é referência para 22 municípios da Grande Florianópolis, e atende uma população de 1,2 milhão de pessoas.

O vice-presidente do Ideas, médico cardiologista Julhiano Capeletti, informou que nestes 15 dias também foram retomadas as cirurgias eletivas que haviam sido interrompidas pela administração anterior, no início de fevereiro. “Hoje essas cirurgias estão sendo realizadas normalmente. Também ampliamos os horários das consultas no ambulatório e passamos a oferecer alguns serviços como de fonoaudiologia aos pacientes internados e fisioterapia para atendimento em emergência”, ressaltou Capeletti.

O secretário de Estado da Saúde, Acélio Casagrande, destacou a importância da retomada dos serviços do hospital que oferece atendimento 100% SUS e abrange uma população de nove municípios (Florianópolis, São José, Palhoça, Biguaçu, Santo Amaro da Imperatriz, Governador Celso Ramos, Antônio Carlos, Águas Mornas e São Pedro de Alcântara). “O HF é referência para a população desses municípios e é muito bom ver que a instituição retomou os atendimentos com qualidade e rapidez”, comentou Casagrande.

A Emergência tem atendimento em clínica médica, pediatria, cirurgia e ortopedia. Na parte ambulatorial, são oferecidos serviços nas áreas de algologia (área da medicina especializada no estudo e tratamento da dor), fisioterapia, anestesia, clínica médica, cirurgia geral e vascular, neurologia, ortopedia e pequenos procedimentos. 

Informações adicionais
Paulo Goeth
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O Programa de Residência Médica do Hospital Infantil Dr. Jeser Amarante Faria, de Joinville, formou mais um grupo de médicos. Ao todo, 10 pediatras e dois intensivistas pediátricos receberam certificados de especialistas.

A médica Thayane Augusto Damásio integrou a primeira turma de residentes em Medicina Intensiva Pediátrica do Hospital Infantil e seguirá atuando na UTI da instituição. “Para mim, a residência foi muito importante porque recebi uma ótima preparação, sempre com a ajuda de toda a equipe”, constata a médica.

Desde que começou o Programa de Residência Médica, em 2013, o Hospital Infantil formou 27 especialistas na área de Pediatria. Além disso, possui convênio com outras unidades hospitalares para residência em Anestesiologia, Ortopedia, Neurologia, Cardiologia, Cirurgia Geral, Radiologia, Neonatologia, entre outras especialidades. A instituição também disponibiliza campo de estágio para residentes de outros hospitais e acadêmicos de medicina.

Para o diretor técnico do Hospital Infantil, o pneumologista pediátrico Tiago Neves Veras, essa é uma etapa importante para o crescimento da instituição. “A formatura representa o fechamento de um ciclo que nos possibilitou apostar na formação de novas especialidades pediátricas para que tenhamos cada vez mais mão obra qualificada e, consequentemente, excelência em nossos atendimentos”, explica o diretor.

O Hospital Infantil de Joinville faz parte da rede de hospitais públicos da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina e é gerenciado pelo Grupo Hospitalar Nossa Senhora das Graças. Mensalmente, cerca de 11 mil atendimentos são oferecidos para crianças e adolescentes. Todos os serviços realizados são custeados pelo SUS, com apoio do Governo de Santa Catarina.

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Gabriela Ressel
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A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) realizam, no dia 28 de março, o 1º Fórum Estadual da Coinfecção Tuberculose/HIV, para promover o debate sobre o panorama, a prevenção e o tratamento da coinfecção no território catarinense.

Dirigido a profissionais da saúde, o evento será realizado das 13h às 17h, no Auditório Antonieta de Barros, na Alesc, em Florianópolis. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas por meio do link.

 A iniciativa para a realização do fórum partiu de reunião ocorrida entre a Gerência de Vigilância de Agravos Infecciosos, Emergentes e Ambientais (Gevra) e diversos segmentos da sociedade.

O fórum reunirá autoridades federais e estaduais em saúde para debater o Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose como problema de saúde pública, que foi lançado em junho de 2017. O plano foi elaborado pelo Programa Nacional, com a colaboração de gestores, da academia e da sociedade civil, com o objetivo de apoiar estados e municípios nas ações de controle da doença.

O plano está baseado em três pilares:

- Prevenção e cuidado integrado com foco no paciente, determinando melhorias no diagnóstico precoce, tratamento adequado e intensificação da prevenção.

 - Políticas arrojadas e sistema de apoio.

-  Intensificação da pesquisa e inovação.

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Patrícia Pozzo e Cristina Schulze
Núcleo de Comunicação
Diretoria de Vigilância Epidemiológica
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Foto: Ricardo Lunge/ADR Blumenau

A Policlínica Lindolf  Bell, no Bairro Itoupava Norte, em Blumenau, está em sua fase final da reforma geral e reforço estrutural que o Governo do Estado está realizando. A obra está com 78% dos serviços concluídos e a previsão de entrega é o final do mês de março.

Estão sendo feitas implantação de tubulação de ar-condicionado, nova iluminação de LED, finalização do forro, instalações elétricas, pintura interna e externa, melhorias no piso, entre outros.

Dos investimentos, R$ 1,63 milhão é do Governo do Estado e R$ 152 mil da prefeitura do município.

Informações adicionais para a imprensa:
Ricardo Lunge
Assessoria de Imprensa
Agência de Desenvolvimento Regional de Blumenau
E-mail: imprensa@bnu.adr.sc.gov.br
Telefone: (47) 3378-8175 / 99232-6300
Site: sc.gov.br/regionais/blumenau

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) confirmou o primeiro caso autóctone de febre de chikungunya em uma pessoa residente no município de Cunha Porã, na Microrregião Oeste de Santa Catarina.O diagnóstico foi confirmado pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Segundo a investigação epidemiológica conduzida pelos agentes de saúde do município de Cunha Porâ, trata-se de um paciente de 68 anos. Ele iniciou com os sintomas no dia 13 de fevereiro. No dia seguinte foi internado para tratamento, recebendo alta no dia 16. A investigação estabeleceu uma correlação a um caso importado de outro paciente, cujos primeiros sintomas ocorreram em 31 de janeiro. As duas pessoas residem no mesmo bairro do município.

Em relação ao caso autóctone, todas as medidas de bloqueio de transmissão foram desencadeadas pelo município, com o apoio da equipe da Gerência de Saúde da ADR Chapecó, sendo elas eliminação, adequação e tratamento químico de depósitos com água e pulverização espacial de inseticida a Ultra Baixo Volume (UBV).

A DIVE reforça a importância da população procurar atendimento imediato caso apresente sintomas de febre de chikungunya. Os sintomas incluem febre de início repentino e dores intensas nas articulações, principalmente pés e mãos, dedos, tornozelos e pulsos, associadas ou não à presença de edema. Podem ocorrer, também, dores nas costas, cefaleia, mialgia e manchas vermelhas na pele. Além disso, é fundamental a intensificação das ações de prevenção com a eliminação de possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti.

A doença

É uma infecção viral causada pelo vírus chikungunya, que se apresenta de forma aguda (com sintomas abruptos de febre alta, dor articular intensa, dor de cabeça e dor muscular, podendo ocorrer erupções cutâneas) e evolui para as fases subaguda (com persistência de dor articular) e crônica (com persistência de dor articular por meses ou anos). O nome da doença deriva de uma expressão usada na Tanzânia que significa "aquele que se curva".

Pessoas que estiveram nos últimos 14 dias em cidades com presença do Aedes aegypti ou com transmissão da febre de chikungunya e apresentarem os sintomas citados devem procurar uma unidade de saúde para diagnóstico e tratamento adequado.

Dados epidemiológicos

No período de 31 de dezembro de 2017 a 3 de março de 2018, foram notificados 84 casos de febre de chikungunya em Santa Catarina. Desses, 56 (67%) foram descartados, 24 (29%) permanecem como suspeitos sob investigação pelos municípios e 4 (4%) foram confirmados. Destes, três são importados e um é autóctone, de pessoa residente no município de Cunha Porã.

Na comparação com o mesmo período de 2017, quando foram notificados 134 casos, houve uma redução de 37% na notificação de casos em 2018, com 84 casos notificados. Em relação a confirmação de casos no mesmo período de 2017, foram registrados oito casos importados e nenhum caso autóctone.

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Diante de orientações do Ministério da Saúde para todas as secretarias estaduais de saúde sobre os casos de sarampo no Estado de Roraima e enfatizando as medidas de prevenção e o controle desse problema que é a reintrodução da circulação do vírus no país, a diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) de Santa Catarina também emitiu alerta para a população e os municípios.

Até o dia 3 de março, Roraima registrou 13 casos suspeitos de sarampo, com seis confirmados e um óbito. Do total, nove são venezuelanos e quatro brasileiros, todos com faixa etária entre cinco meses e 10 anos.

A Dive recomenda que os seguintes grupos procurem o quanto antes um posto de vacinação:

- Pessoas que estejam com viagens marcadas para o Estado de Roraima ou destinos internacionais, pelo menos 15 dias antes da viagem.

- Pessoas que não tenham sido vacinadas com as doses da tríplice viral e da tetraviral na infância e as que nunca tiveram sarampo. 

A gerente de Imunização da Dive, Vanessa Vieira, orienta que a população catarinense mantenha a caderneta de vacinação atualizada, principalmente com a vacina tríplice viral que, além do sarampo, protege também contra caxumba e rubéola. "A imunização correta pode evitar diversas doenças e as vacinas são a forma mais eficaz e segura de nos defendermos dessas enfermidades", garante Vanessa. 

“Os casos registrados recentemente em Roraima servem de alerta para que os profissionais de saúde dos municípios de Santa Catarina reforcem a atenção para a detecção precoce de casos suspeitos e organizem uma resposta rápida e coordenada”, comenta a enfermeira Alda Maria Rodolfo Silvia, chefe de divisão da Gerência de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis , Imunização e DTHA (GEVIM).

A vacina contra o sarampo é a única forma de prevenir a doença. O esquema vacinal vigente disponível gratuitamente no SUS é de uma dose da vacina tríplice viral aos 12 meses de idade e a segunda dose (com a vacina tetraviral que também protege contra a varicela) aos 15 meses. Adultos, até 49 anos de idade, sem histórico da doença e/ou sem comprovante vacinal também devem ser vacinados. Apenas as pessoas imunodeprimidas e as mulheres grávidas não devem receber a vacina, que devem esperar para serem imunizadas após o parto.

Sarampo

É uma doença infecciosa aguda, viral, transmissível e extremamente contagiosa, muito comum na infância. Os sintomas iniciais apresentados pelo doente são febre alta acima de 38,5° C, acompanhada de tosse persistente, irritação ocular e corrimento do nariz.

Após estes sintomas, geralmente há o aparecimento de manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção aos pés, com duração mínima de três dias. Além disso, pode causar infecção nos ouvidos, pneumonia, convulsões, lesão cerebral e morte, além de causar diarreias e até infecções no encéfalo. Acomete com maior gravidade os desnutridos, recém-nascidos, as gestantes e as pessoas portadoras de imunodeficiências.

A transmissão da doença ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreção expelida ao tossir, espirrar ou falar. O vírus pode ser transmitido de quatro a seis dias antes do aparecimento das manchas vermelhas e até quatro dias após. Em caso de suspeita da doença, a pessoa deve procurar a unidade de saúde mais próxima e evitar a circulação em locais públicos. 

Histórico

A exemplo de outros estados, em Santa Catarina o sarampo apresentou-se até meados da década de 1980 como uma das principais causas de morbimortalidade, sobretudo em menores de cinco anos. 

Com a implantação do Plano Nacional de Eliminação do Sarampo, em 1992, que teve como marco a Campanha Nacional de Vacinação de menores de 15 anos, houve uma redução drástica na incidência da doença. No Estado, a incidência por 100 mil habitantes passou de 32,5, em 1991, para 0,6, em 1992, e 0,17, em 1993.

Essa incidência manteve-se abaixo de 1 até 1996. Em 1997, o país enfrentou uma importante epidemia e, em Santa Catarina, foram confirmados 491 casos (incidência de 9,9 por 100 mil habitantes). A epidemia foi controlada e o último caso autóctone de sarampo no território catarinense foi notificado no ano de 2000, no município de Itajaí.

Nos últimos anos, casos de sarampo têm sido reportados em várias partes do mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), os países do Continente Europeu e Africano registraram o maior número de casos da doença. Como o vírus ainda circula em vários continentes, os intensos movimentos causados por desastres naturais, guerras, campos de refugiados, entre outros, acabam facilitando sua expansão. 

No Brasil, os últimos casos de sarampo foram registrados no ano de 2015, em surtos ocorridos nos estados do Ceará (211 casos), São Paulo (2) e Roraima (1) associado ao surto do Ceará. Em 2016, o Brasil recebeu o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo pela OMS, declarando a Região das Américas livre do sarampo. 

Desde julho de 2017, a Venezuela vem apresentando surtos de sarampo. Como esse país situa-se geograficamente próximo ao Brasil, a propagação do vírus para outras áreas geográficas é explicada principalmente pelo intenso fluxo migratório causado pela atual situação sociopolítica que o país enfrenta.

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A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) informa que na segunda-feira, 5, foi confirmado o primeiro caso de reação à vacina da febre amarela em Santa Catarina. O paciente foi vacinado em 25 de janeiro, em Santo Amaro da Imperatriz, e os sintomas começaram com febre no dia 7 de fevereiro, evoluindo para vômitos após sete dias.

Ele foi atendido no dia 16 de fevereiro, na emergência do Hospital Infantil Joana de Gusmão (HIJG), em Florianópolis, permanecendo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por dois dias. Com a melhora do quadro clínico, o paciente foi transferido para o quarto no dia 19 de fevereiro, onde permaneceu internado para acompanhamento. Ele recebeu alta dois dias depois e evoluiu para a cura.

O caso foi classificado como Evento Adverso Pós-Vacinação (EAPV), conforme classificação laboratorial. A ocorrência de eventos adversos é rara, em especial os considerados graves. Há a necessidade de atendimento médico imediato e o caso ser investigado pela Vigilância Epidemiológica.

“Reforçamos que a vacina contra a febre amarela é considerada segura, sendo a medida mais eficaz para a proteção contra a doença. Ela é feita a partir do vírus vivo atenuado, que estimula a produção de anticorpos contra a doença”, afirma a gerente de imunização da Dive, Vanessa Vieira da Silva.


Situação Epidemiológica

No período de 1º janeiro a 5 de março, foram notificados 33 casos suspeitos de febre amarela em Santa Catarina. Desses, um caso foi confirmado por critério laboratorial, 24 descartados (oito pelo critério laboratorial e 16 pelo critério clínico epidemiológico) e oito permanecem em investigação.

Epizootias

Os dados das epizootias serão divulgados conforme a sazonalidade da doença e a padronização da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde para melhor comparabilidade dos dados com os demais estados da federação. Dessa maneira, será considerado o período de Julho de 2017 a Junho de 2018. Nesse período foram notificadas 95 mortes e 4 adoecimentos de PNH em 32 municípios de Santa Catarina.

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A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive) divulga o boletim n° 06/2018 sobre a situação epidemiológica da febre amarela (FA), a vigilância de epizootias de Primatas Não Humanos - PNH (macacos) e eventos adversos pós-vacinação, em Santa Catarina, com dados até o dia 5 de março de 2018.

SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA

 >>> Vigilância de casos humanos

A vigilância de casos humanos é feita por meio da notificação de casos com sintomatologia compatível com FA. Todo caso suspeito deve ser imediatamente comunicado por telefone ou e-mail às autoridades de saúde (em até 24 horas), por se tratar de doença grave com risco de dispersão para outras áreas do território nacional e internacional.

No período de 1º janeiro a 5 de março de 2018, foram notificados 33casos suspeitos de febre amarela em Santa Catarina. Desses, 1 caso foi confirmado por critério laboratorial, 24 foram descartados (8 pelo critério laboratorial e 16pelo critério clínico epidemiológico) e 8 permanecem em investigação, conforme os dados da Tabela 1.

Tabela 1: Casos notificados de febre amarela, segundo classificação e evolução. SC. (1º a 7 de mar. 2018)

Classificação

Casos

Óbitos

n

%

n

%

Confirmados

1

3

1

50

        Autóctones

0

0

   

        Importados

1

100

   

Descartados

24

73

1

50

Em investigação

8

24

 

 

Total de Notificações

33

100

2

100

Dos 8 casos em investigação, 5tiveram histórico de deslocamento para Áreas Com Recomendação de Vacina nos 15 dias anterioresao início dos sintomas. Os demais casos ainda estão sem informações quanto aos deslocamentos. Nenhum dos casos suspeitos em investigação tinha sido previamente vacinado contra a  febre amarela. O caso confirmado de febre amarela é de um residente do município de Gaspar, com histórico de viagem para o município de Mairiporã/SP, o que caracteriza um caso importado.

A Tabela 2 mostra a distribuição dos casos por Região de Saúde e município de residência. Dos8casos em investigação,5residem em municípios em Área Sem Recomendação de Vacina (Balneário Camboriú, Joinville, Florianópolis) e 3 em Área Com Recomendação de Vacina (Lages, Peritiba e Campos Novos).

 Tabela 2: Casos notificados para febre amarela segundoregião de saúde e município de residência.SC, 2018.

Região de Saúde

Município de Residência

Notificados

Em investigação

Confirmados

Descartados

Médio Vale do Itajaí

Gaspar

1

-

1

-

Timbó

1

-

-

1

Extremo Sul Catarinense

Sta. Rosa do Sul

1

-

-

1

Carbonífera

Criciúma

2

-

-

2

Alto Vale do Itajaí

Trombudo Central

1

-

-

1

Grande Florianópolis

Florianópolis

8

3

-

5

São José

2

-

-

2

Nordeste

Joinville

3

1

-

2

Serra Catarinense

São Joaquim

1

-

-

1

Correia Pinto

1

-

 

1

Lages

4

1

-

3

Xanxerê

Lageado Grande

1

-

-

1

Entre Rios

1

-

-

1

Oeste

Palmitos

1

-

-

1

Meio Oeste

Joaçaba

2

-

-

2

Campos Novos

1

1

-

-

Foz do Rio Itajaí

Balneário Camboriú

1

1

-

-

Alto Uruguai Catarinense

Peritiba

1

1

-

-

 

TOTAL

33

8

1

24

Fonte: SINAN NET (com informações até 5 de março de 2018).

 >>> Vigilância de Epizootias em Primatas Não Humanos – PNH (macacos)

A vigilância de epizootias em PNH consiste em captar informações sobre o adoecimento ou a morte desses animais e investigá-las oportunamente, a fim de detectar precocemente a circulação do vírus amarílico e subsidiar a tomada de decisões para a adoção das medidas de prevenção e controle.

Os dados das epizootias serão divulgados conforme a sazonalidade da doença e com a padronização da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, para melhor comparabilidade dos dados com os demais estados da federação. Dessa maneira, será considerado o período de julho de 2017 a junho de 2018.

No período de julho de 2017 a junho de 2018, foram notificadas 95 mortes e 4 adoecimentos de PNH em 32 municípios de Santa Catarina, como descreve a Tabela 3. 

Tabela 3:Distribuição do número de PNH acometidos, por município de ocorrência e classificação.SC. (jul. 2017 a jun. 2018)

Município de ocorrência

Mortes de PNH

Total de Notificações

Confirmadas

Descartadas

Indeterminadas

Em investigação

Anchieta

-

1

-

-

1

Blumenau

-

7

1

3

11

Brusque

-

0

-

1

1

Capão Alto

-

-

1

-

1

Caxambu do Sul

-

-

-

1

1

Concórdia

-

1

-

-

1

Cunhataí

-

-

1

-

1

Cordilheira Alta

-

-

1

-

1

Corupá

-

-

-

1

1

Florianópolis

-

12

14

21

47

Indaial

-

6

-

-

6

Itapiranga

-

-

1

-

1

Jaraguá do Sul

-

1

-

-

1

Joinville

-

-

1

1

2

Lages

-

-

1

-

1

Morro da Fumaça

-

1

-

-

1

Nova Erechim

-

-

1

-

1

Novo Horizonte

-

-

-

1

1

Orleans

-

-

1

-

1

Paial

-

-

1

-

1

Peritiba

-

-

2

-

2

Pescaria Brava

-

-

-

1

1

Pouso Redondo

-

-

1

-

1

Rancho Queimado

-

-

-

1

1

Rio do Sul

-

-

1

-

1

Rio Negrinho

-

2

-

-

2

São Bento do Sul

-

-

-

1

1

São Francisco do Sul

-

-

2

1

3

São José do Cerrito

-

-

1

-

1

Schroeder

-

-

1

-

1

Vargem

-

-

1

1

2

Videira

-

-

1

-

1

TOTAL

0

31

34

34

99

Informações até 5 de março de 2018

Do total de PNH acometidos, 34 (34,3%)tiveram a causa do óbito indeterminada (sem possibilidade de diagnóstico devido à ausência de coleta de amostras para análise), 31 (31,3%) casos foram descartados por critério laboratorial (resultado negativo para febre amarela) e 34(34,3%) permanecem em investigação.

Os municípios que registraram epizootias no período de monitoramento de julho 2017 a junho de 2018 estão dispostos na Figura 2. Até o dia 5 de março de 2018, o estado de Santa Catarina não registrou nenhuma epizootia confirmada por FA.

Historicamente, a maior frequência de óbitos de PNH ocorre entre os meses de dezembro a maio (período sazonal), momento em que os serviços de vigilância devem estar mais sensíveis à suspeição de casos humanos e à ocorrência de epizootias. No entanto, é essencial que a população, diante do conhecimento de mortes de PNH, informe, em até 24 horas, as autoridades de saúde para que as coletas de amostras ocorram em tempo oportuno visando a redução do número de epizootias indeterminadas.

>>> Eventos Adversos Pós-Vacinação

Evento Adverso Pós-Vacinação (EAPV) é qualquer ocorrência médica indesejada após a vacinação e que não possui, necessariamente, uma relação causal com o uso de uma vacina ou outro imunobiológico (imunoglobulinas e soros heterólogos). Um EAPV pode ser qualquer evento indesejável ou não intencional, isto é, sintoma, doença ou um achado laboratorial anormal (CIOMS; WHO, 2012).

No período de 1º de janeiro a 5 de março de 2018, segundo o Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização, foram aplicadas 63.491 doses da vacina contra a febre amarela no estado de Santa Catarina. Nesse período, foram notificados 8 (0,012%) casos suspeitos de EAPV. Destes, 6 (75%) foram descartados, 1 (12,5%) confirmado e 1 (12,5%) está sob investigação.

O caso confirmado de EAPV foi de um indivíduo vacinado em 25 de janeiro no município de Santo Amaro da Imperatriz. Os sintomas iniciaram com febre em 7 de fevereiro, evoluindo para vômitos em jato após 7 dias. Ele foi atendido em 16 de fevereiro na emergência do Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, permanecendo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por 2 dias. Com a melhora do quadro clínico, o paciente foi transferido para o quarto em 19 de fevereiro, onde permaneceu internado para acompanhamento.Ele recebeu alta em 21 de fevereiro de 2018, evoluindo para a cura. O caso foi classificado como EAPV conforme confirmação laboratorial (IGM positivo no LCR).

Reforça-se que a vacina contra a febre amarela é considerada segura, sendo a medida mais eficaz para a proteção contra a doença. Ela é feita a partir do vírus vivo atenuado, que estimula a produção de anticorpos contra a doença. A ocorrência de eventos adversos é rara (em especial os considerados graves), necessita de atendimento médico imediato e deve ser investigada pela vigilância epidemiológica.

>> Mais informações

O secretário de Estado da Saúde, Acélio Casagrande, recebeu na tarde desta terça-feira, 6, a presidente da Associação Catarinense da Pessoa Ostomizada (ACO), Candinha Jorge. Durante o encontro foi discutida a realidade das pessoas ostomizadas em Santa Catarina. Também participaram da reunião a equipe da área técnica dos Ostomizados da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Há 4 mil pessoas ostomizadas em Santa Catarina, sendo que 3.700 são atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “São pessoas que precisam de atenção permanente do SUS. Vamos trabalhar forte nos treinamentos para que as unidades possam atender com mais eficiência e qualidade. A SES está investindo R$ 30 milhões por ano e precisamos da parceria dos municípios para o atendimento dessas pessoas”, comentou o secretário Casagrande.

Todos os anos, a SES promove capacitação dos profissionais dos municípios que realizam a troca das bolsas de colostomia. Neste ano, em parceria com a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), a SES realizará quatro capacitações nas regiões da Grande Florianópolis, Norte e Nordeste, Sul e Grande Oeste.

Mais informações para a imprensa:
Suelen Costa
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Estado da Saúde - SES
Fone: (48) 3664-8820 / 99113-6065
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Site: portalses.saude.sc.gov.br

 


Foto: Douglas Saviato / SAN

Uma videoconferência nesta quarta-feira, 7, com as secretarias de Saúde das regiões Sul e Sudeste debateu calendário de ações para os próximos meses, visitas domiciliares, levantamentos entomológicos e recolhimento de pneus. A videoconferência ocorre mensalmente com todos os Estados do país e é intermediada pelo Ministério da Saúde, em Brasília.

Entre as ações que devem ser realizadas ainda neste semestre, está o Dia “D” de recolhimento de pneus na primeira semana de abril. De acordo com o coordenador das doenças do Aedes aegypti (dengue, zica e chicungunha) do Ministério da Saúde, José Brás Padilha, muitos estados têm realizado este recolhimento, mas outros enfrentam muitas dificuldades.

“Queremos que nesta ação tenhamos uma atuação uniforme e convidamos a Reciclanip, empresa especializada na coleta e destinação de pneus inservíveis, para repassar informações sobre o descarte de penus aos Estados”, explica. A Reciclanip é referência da indústria brasileira na área de responsabilidade pós-consumo.

Santa Catarina não enfrenta problemas graves em relação ao descarte de pneus. De acordo João Augusto Fuck, da Gerência de Vigilância de Zoonoses e Entomologia da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), as maiores dificuldades são nos municípios menores, que muitas vezes não possuem um espaço para o armazenamento ideal.

O Ministério da Saúde destacou também que nos dias 22 e 23 deste mês será realizada uma videoconferência temática com as secretarias de Saúde do Estado e demais órgãos do Governo Federal. A objetivo é a aproximação da saúde nas escolas, fomentando as ações contra o mosquito Aedes aegypti. De acordo com Brás, as equipes estratégicas do Ministério da Saúde irão apresentar alternativas e materiais no formato de vídeo aulas no que diz respeito ao extermínio do inseto.

Esta ação faz parte do Programa Saúde na Escola (PSE), que surgiu como um indutor de políticas entre as áreas de saúde e educação, na perspectiva da prevenção, promoção, atenção e formação à saúde de crianças, adolescentes e jovens da educação básica pública.

Em relação aos números de casos e visitas domiciliares, Fuck salientou que monitorias são realizadas semanalmente e boletins quinzenais são preparados. Em 2018, Santa Catarina não possui nenhum registro de transmissão de dengue, zica ou chicungunha. Há registros apenas de casos importados, ou seja, de pessoas não moradoras do Estado.

A equipe catarinense presente na videoconferência, que também teve a participação do secretário da Defesa Civil, Rodrigo Moratelli, salientou a criação do Centro de Referência e Atendimento ao Imigrante (CRAI), em Florianópolis. Desde o início de fevereiro, o local inaugurado pela Secretaria de Assistência Social, Trabalho e Habitação (SST) monitora os imigrantes que chegam ao Estado, sendo que entre os acompanhamentos estão às questões que envolvem a saúde do imigrante.

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