A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive) divulgou o boletim n° 04/2018 sobre a situação epidemiológica da febre amarela (FA), vigilânciade epizootias de Primatas Não Humanos – PNH (macacos) e eventos adversos pós-vacinação, em Santa Catarina, com dados até o dia 20 de fevereiro de 2018.

No período de 1º janeiro a 20 de fevereiro, foram notificados 22 casos suspeitos de febre amarela em Santa Catarina. Desses, um foi confirmado por critério laboratorial, 19 foram descartados (8 pelo critério laboratorial e 11 pelo critério clinico epidemiológico) e 2 permanecem em investigação aguardando resultado laboratorial (Tabela 1).

SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA

>>> Vigilância de casos humanos

A vigilância de casos humanosé feita por meio da notificação de casos com sintomatologia compatível com FA. Todo caso suspeito deve ser imediatamente comunicado por telefone ou e-mail às autoridades de saúde, (até 24 horas), por se tratar de doença grave com risco de dispersão para outras áreas do território nacional e internacional. 

No período de 1º janeiro a 20 de fevereiro, foram notificados 22 casos suspeitos de febre amarela em Santa Catarina. Desses, um foi confirmado por critério laboratorial, 19 foram descartados (8 pelo critério laboratorial e 11 pelo critério clinico epidemiológico) e 2 permanecem em investigação aguardando resultado laboratorial (Tabela 1).

Tabela 1: Casos notificados de febre amarela, segundo classificação e evolução. SC. (01 a 20 Fev/18)

Classificação

Casos

Óbitos

n

%

n

%

Confirmados

1

4

1

50

        Autóctones

0

0

-

-

        Importados

1

100

-

-

Descartados

19

87

1

50

Em investigação

2

9

-

-

Total Notificados

22

100

2

100

Fonte: SINAN NET (com informações até 20/02/2018).

   

Os dois casos em investigação tiveram histórico de deslocamento para Áreas Com Recomendação de Vacina nos 15 dias antes do início dos sintomas (Minas Gerais e São Paulo). Nenhum dos casos suspeitos em investigação tinham sido previamente vacinados contra a febre amarela. O caso confirmado de febre amarela é de um residente do município de Gaspar, com histórico de viagem para o município de Mairiporã (SP), o que caracteriza como sendo um caso importado.

A tabela 2 mostra a distribuição dos casos por Região de Saúde e município de residência. Os dois casos em investigação, ambos residem em municípios em Área Sem Recomendação de Vacina (Joinville e Florianópolis), mas se deslocaram para áreas em que há recomendação de vacina (MG e SP).

Tabela 2. Casos notificados para febre amarela segundoregião de saúde e município de residência.SC, 2018.

Região de Saúde

Município de Residência

Notificados

Em investigação

Confirmados

Descartados

Médio Vale do Itajaí

Gaspar

1

-

1

-

Timbó

1

-

-

1

Extremo Sul Catarinense

Sta. Rosa do Sul

1

-

-

1

Carbonífera

Criciúma

2

-

-

2

Alto Vale do Itajaí

Trombudo Central

1

-

-

1

Grande Florianópolis

Florianópolis

6

1

-

5

São José

1

-

-

1

Nordeste

Joinville

2

1

-

1

Serra Catarinense

São Joaquim

1

-

-

1

Lages

1

-

-

1

Xanxerê

Lageado Grande

1

-

-

1

Entre Rios

1

-

-

1

Oeste

Palmitos

1

-

-

1

Meio Oeste

Joaçaba

2

-

-

2

 

TOTAL

22

2

1

19

Fonte: SINAN NET (com informações até 20/02/2018)

Observação: Por não atender a definição de caso suspeito de febre amarela, as notificações dos municípios de Agrolândia/SC  e Nova Itaberaba/SC  foram excluídas do SINAN, não sendo considerados nesse boletim.

>>> Vigilância de Epizootias em Primatas Não Humanos – PNH (macacos)

A vigilância de epizootias em PNH consiste em captar informações sobre o adoecimento ou morte desses animais e investigar oportunamente, para detectar precocemente a circulação do vírus amarílico e subsidiar a tomada de decisão para a adoção das medidas de prevenção e controle.

Os dados das epizootias serão divulgados conforme sazonalidade da doença e com a padronização da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde para melhor comparabilidade dos dados com os demais Estados da federação. Dessa maneira serão considerados os períodos de julho de 2017 a junho de 2018.

No período de julho de 2017 a junho de 2018, foram notificadas 87 PNH acometidos em epizootias, das quais 83 mortes e 4 adoecimentos em 28 municípios de Santa Catarina (Tabela 3).  Deste total, 32 (36,7%) tiveram a causa do óbito indeterminada (sem possibilidade de diagnóstico devido à ausência de coleta de amostras para análise), 27 (31,3%) foram descartadas por critério laboratorial (resultado negativo para febre amarela) e 28 (32,1%) permanecem em investigação.

Tabela 3. Distribuição do número de PNH acometidos, por município de ocorrência e classificação, SC (jul/2017 a jun/2018).

Municipio de ocorrência

PNH acometidos

Total de Notificações

Confirmadas

Descartadas

Indeterminadas

Em investigação

Anchieta

-

1

-

-

1

Blumenau

-

7

1

3

11

Brusque

-

0

-

1

1

Capão Alto

-

-

1

-

1

Caxambu do Sul

-

-

-

1

1

Concórdia

-

1

-

-

1

Cordilheira Alta

-

-

1

-

1

Florianópolis

-

8

13

19

40

Indaial

-

6

-

-

6

Itapiranga

-

-

1

-

1

Jaraguá do Sul

-

1

-

-

1

Joinville

-

-

1

1

2

Lages

-

-

1

-

1

Morro da Fumaça

-

1

-

-

1

Nova Erechim

-

-

1

-

1

Novo Horizonte

-

-

-

1

1

Orleans

-

-

1

-

1

Paial

-

-

1

-

1

Peritiba

-

-

2

-

2

Pouso Redondo

-

-

1

-

1

Rancho Queimado

-

-

-

1

1

Rio do Sul

-

-

1

-

1

Rio Negrinho

-

2

-

-

2

São Francisco do Sul

-

-

2

1

3

São José do Cerrito

-

-

1

-

1

Schroeder

-

-

1

-

1

Vargem

-

-

1

-

1

Videira

-

-

1

-

1

TOTAL

0

27

32

28

87

Informações até 20/02/2018.

Os municípios que registraram epizootias no período de monitoramento de julho 2017 a junho de 2018 estão dispostos na figura 2. Até o dia 20 de fevereiro de 2018, o Estado de Santa Catarina não registrou nenhuma epizootia confirmada por FA.

Historicamente, a maior frequência de óbitos de PNH ocorre entre os meses de dezembro a maio (período sazonal), momento em que os serviços de vigilância devem estar mais sensíveis à suspeição de casos humanos e à ocorrência de epizootias. No entanto, é essencial que a população diante do conhecimento de mortes de PNH, informe em até 24 horas, as autoridades de saúde para que as coletas de amostras ocorram em tempo oportuno visando a redução do número de epizootias indeterminadas.

>>> Eventos Adversos Pós Vacinação

Evento adverso pós-vacinação (EAPV) é qualquer ocorrência médica indesejada após a vacinação e que, não necessariamente, possui uma relação causal com o uso de uma vacina ou outro imunobiológico (imunoglobulinas e soros heterólogos). Um EAPV pode ser qualquer evento indesejável ou não intencional, isto é, sintoma, doença ou um achado laboratorial anormal (CIOMS; WHO, 2012).

No período de 1 de janeiro a 20 de fevereiro, segundo Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização, foram aplicadas 47.267* doses da vacina contra a febre amarela em Santa Catarina. Neste mesmo período foram notificados sete (0,014%) casos suspeitos de evento adverso grave após a vacinação. Destes cinco (71,4%) foram descartados e dois (28,6%) estão sob investigação.

*Dados sujeitos a alteração.     

>>> Mais informações

 

Informações adicionais para a imprensa:
Patrícia Pozzo
Núcleo de Comunicação
Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive)
Secretaria de Estado da Saúde
Fone: (48) 3664-7406 | 3664-7402
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Foto: Instituto Ideas

O Hospital Regional de Araranguá, no Sul do Estado, realizou sua primeira captação de órgãos nessa segunda-feira, 19. Fígado, rins e córneas foram retirados de uma paciente de 60 anos que sofreu cinco paradas cardíacas. A autorização para o procedimento partiu dos familiares da doadora, que era moradora de Araranguá.

Os órgãos foram trazidos para Florianópolis pela equipe do Arcanjo-04, aeronave do Corpo de Bombeiros Militar e Samu que foi acionada pela SC Transplantes. O percurso por terra levaria em torno de três horas. Com o apoio do Arcanjo-04, o transporte demorou apenas 50 minutos. Os órgãos captados seguiram para São Paulo.

O procedimento para a retirada dos órgãos durou três horas e envolveu a equipe composta por Larissa Teixeira Martins, Kelly Chris Machado, Noelma Maria da Silva, Luana Araújo, Rosemary Sandrini, Janaína Machado, Júlio César Cechinel e Marcus Eduardo da Silva.


Foto: CBMSC SES

O médico Julhiano Capeletti, vice-presidente do Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas), responsável pela gestão daquela unidade hospitalar, destacou a captação como um diferencial na forma de gerar saúde. “Incluímos o hospital em um seleto grupo de instituições de saúde auxiliando pacientes que precisam de órgãos para oportunizar uma melhor qualidade em suas vidas”, comentou Capeletti.

Por sua vez, a gerente de Enfermagem do Hospital de Araranguá, Larissa Teixeira Martins, disse que via como profissional a possibilidade de dar esperança para várias pessoas que necessitam de um órgão para sobreviver. “Como pessoa, vejo o renascimento de alguém que já tinha perdido a esperança de continuar vivendo. Para a instituição, vejo como um crescimento da equipe, pois é a primeira vez que captamos órgãos aqui. E isso só foi possível devido ao empenho e comprometimento de toda equipe interna e da SC Transplantes”, complementou Larissa Teixeira Martins.

Santa Catarina registrou taxa recorde em doações de órgãos em 2017. Foram 282 doadores de múltiplos órgãos, três vezes mais que a média brasileira comparando o número de habitantes, o que torna o Estado líder brasileiro em doações. Esse índice é comparável ao de países do Primeiro Mundo. 

Informações adicionais
Paulo Goeth
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Estado de Saúde
Telefone: (48) 3664-8821
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A Secretaria de Estado da Saúde (SES) retoma nesta terça-feira, 20, o mutirão de cirurgias de catarata que será realizado no Hospital Nossa Senhora da Penha, no município de Penha e se estenderá até o final de fevereiro. Serão 1.400 procedimentos, com atendimento de 160 pacientes por dia, distribuídos conforme a demanda levantada pelos gestores municipais da Regional de Saúde da Foz do Rio Itajaí.

“A retomada do mutirão é muito importante e beneficiará a população da região metropolitana da Foz do Rio Itajaí. Infelizmente, não poderei estar presente na abertura dos trabalhos, pois seguirei para Brasília a fim de tratar de assuntos da saúde catarinense. Mas estarei em Penha no dia 26 para acompanhar os trabalhos do mutirão de cataratas naquela região”, comentou o secretário de Estado da Saúde, Acélio Casagrande.

O valor de cada cirurgia é de R$ 771,60, conforme tabela do SUS, mais R$ 250,00 de prêmio estipulado pela Comissão Intergestora Bipartite. O valor será custeado com fontes do Ministério da Saúde (MS) e da Secretaria de Estado da Saúde. Em 2017 foram beneficiados com o mutirão de cirurgias as Macrorregiões do Grande Oeste, Meio-Oeste, Serra Catarinense e parcialmente o Sul do Estado e a Grande Florianópolis.

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O Laboratório de Psicologia do Esporte e do Exercício (Lape), do Centro de Ciências da Saúde e do Esporte (Cefid), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), está com inscrições abertas para pacientes com diagnóstico de doenças reumáticas ou depressão, moradores da Grande Florianópolis, interessados em participar de práticas de musculação e ioga.

As atividades integram um projeto de pesquisa e ocorrem na Udesc Cefid, no Bairro Coqueiros, na Capital.

As práticas têm oito semanas de duração e os interessados serão atendidos conforme a disponibilidade de vagas. Para participar, é necessário ter encaminhamento médico.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (48) 3664-8677.

Acompanhe as novidades da universidade pelo FacebookInstagramTwitterWhatsApp e YouTube. Se você é estudante da instituição, acesse office.udesc.br e ative sua conta de e-mail da Udesc.

Assessoria de Comunicação da Udesc
E-mail: comunicacao@udesc.br
Telefones: (48) 3664-7935/8010


Fotos: James Tavares/Secom

O primeiro compromisso do governador em exercício, Eduardo Pinho Moreira, nesta segunda-feira, 19, foi na Secretaria de Estado da Saúde, onde esteve reunido com o secretário Acélio Casagrande, o adjunto Marcelo Lemos dos Reis e equipes responsáveis por alguns setores da área. Moreira, que recebeu o detalhamento de alguns serviços, disse que pretende atuar diretamente e acompanhar de perto tudo que diz respeito à Saúde dos catarinenses.

>>> Galeria de fotos

“Até o dia 28 de fevereiro, vamos receber um detalhamento técnico de todos os gastos que ocorrem nos hospitais próprios e, na etapa posterior, os filantrópicos e privados. Vamos fazer um estudo minucioso, pois tudo que é gasto deve ser bem aplicado em benefício da população, evitar desperdícios e controle absoluto dos gastos públicos, isso é sinal de responsabilidade, que é o queremos fazer para atender melhor a população de Santa Catarina”, disse Moreira, reforçando seu compromisso de repasse dos 14% do orçamento mensal para o setor.

O secretário informou que o objetivo é estabelecer as metas e compromissos com a saúde de Santa Catarina e definir a estratégia de regionalização. “Nossa atenção também está voltada para os nossos 12 hospitais para melhorar, dar mais eficiência e agilizar os atendimentos. A reunião de hoje foi muito importante e, com certeza, é só início na busca de qualidade para todos os catarinenses na área da Saúde”, informou o secretário Casagrande.

Recursos

Em seguida, o governador em exercício seguiu para a Assembleia Legislativa, onde em esforço conjunto com a bancada federal catarinense, acompanhou o repasse de R$ 9,1 milhões para 62 hospitais filantrópicos do Estado.

Os recursos que serão destinados para custeio de instituições filantrópicas são provenientes da Emenda Parlamentar da bancada catarinense referente à Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2017, que era de R$ 190 milhões destinados para municípios e hospitais filantrópicos. Como os recursos são vinculados ao Ministério da Saúde, o Governo Federal contingenciou 48% do valor da emenda impositiva, ou seja, o montante destinado para a saúde catarinense ficou em R$ 98,8 milhões.

Parte já foi destinada aos municípios contemplados pela bancada no final de 2017. Agora, os hospitais filantrópicos também receberão os valores indicados pelos senadores e deputados. Além disso, R$ 2,2 milhões foram repassados para a Secretaria de Estado da Saúde.

Mais informações para a imprensa
Sabryna Sartott
Assessoria de Comunicação
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E-mail: sabrynasartott@gmail.com
Fone: (48) 3665-2283 / 99138-8722
Site: www.sc.gov.br

 

O governador em exercício, Eduardo Pinho Moreira, o secretário de Estado da Saúde, Acélio Casagrande, e a bancada catarinense no Congresso Nacional estarão reunidos nesta segunda-feira, 19, a partir das 10h, para a solenidade em que serão destinados R$ 9.150.600,00 para 62 hospitais filantrópicos. Os recursos para custeio são provenientes de emendas parlamentares federais.

O evento será realizado no auditório Antonieta de Barros, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, localizado na Rua Dr. Jorge Luz Pontes, nº 310, no Centro, Florianópolis.

Esse recurso faz parte da Emenda Parlamentar da bancada catarinense referente à Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2017, que era de R$ 190 milhões destinados para municípios e hospitais filantrópicos. Como os recursos são vinculados ao Ministério da Saúde, o Governo Federal contingenciou 48% do valor da emenda impositiva, ou seja, o montante destinado para a saúde catarinense ficou em R$ 98,8 milhões. Parte já foi destinado aos municípios contemplados pela bancada no final de 2017. Agora, os hospitais filantrópicos também receberão os valores indicados pelos senadores e deputados. Além disso, R$ 3,2 milhões foram repassados para a Secretaria de Estado da Saúde.

AVISO DE PAUTA

Evento: Entrega de recursos para custeio de instituições de saúde provenientes de emendas parlamentares federais

Quando: segunda-feira, 19 de fevereiro, às 10h

Onde: auditório Antonieta de Barros, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina/Palácio Barriga Verde, localizado na Rua Dr. Jorge Luz Pontes, nº 310, no Centro, Florianópolis/SC.

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A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC) divulga o boletim n° 03/2018 sobre a situação epidemiológica da febre amarela (FA), vigilânciade epizootias de Primatas Não Humanos – PNH (macacos)e eventos adversos pós-vacinação,em Santa Catarina, com dados até o dia 14 de fevereiro de 2018. No período de 1 janeiro a 14 de fevereiro de 2018, foram notificados 19 casos suspeitos de febre amarela em Santa Catarina. Desses, um foi confirmado por critério laboratorial, 16 foram descartados (oito pelo critério laboratorial e oito pelo critério clínico epidemiológico) e dois permanecem em investigação aguardando resultado laboratorial (Tabela 1).

SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA

>>> Vigilância de casos humanos

A vigilância de casos humanos é feita por meio da notificação de casos com sintomatologia compatível com FA. Todo caso suspeito deve ser imediatamente comunicado por telefone ou e-mail às autoridades de saúde em até 24 horas, por se tratar de doença grave com risco de dispersão para outras áreas do território nacional e internacional. 

Tabela 1: Casos notificados de febre amarela, segundo classificação e evolução. SC. (01 a 14 Fev/18)

Classificação

Casos

Óbitos

n

%

n

%

Confirmados

1

5

1

50

        Autóctones

0

0

-

 -

        Importados

1

100

 -

 -

Descartados

16

84

1

50

Em investigação

2

11

 -

 -

Total Notificados

19

100

2

100

Fonte: SINAN NET (com informações até 14/02/2018).

   

Os dois casos em investigação tiveram histórico de deslocamento para Áreas Com Recomendação de Vacina nos 15 dias antes do início dos sintomas (Minas Gerais e Espírito Santo). Nenhum dos casos suspeitos em investigação tinha sido previamente vacinado contra a febre amarela. O caso confirmado de febre amarela é de um residente do município de Gaspar, com histórico de viagem para o município de Mairiporã/SP, o que caracteriza como sendo um caso importado.

A tabela 2 mostra a distribuição dos casos por Região de Saúde e município de residência. Os dois casos em investigação residem em municípios em Área Sem Recomendação de Vacina (Joinville e Trombudo Central), mas se deslocaram para áreas em que há recomendação de vacina (MG e ES).

>> Vigilância de Epizootias em Primatas Não Humanos – PNH (macacos)

A vigilância de epizootias em PNH consiste em captar informações sobre o adoecimento ou morte desses animais e investigar oportunamente, a fim de detectar precocemente a circulação do vírus amarílico e subsidiar a tomada de decisão para a adoção das medidas de prevenção e controle.

Os dados das epizootias serão divulgados conforme sazonalidade da doença e com a padronização da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde para melhor comparabilidade dos dados com os demais Estados da federação. Dessa maneira, serão considerados os períodos de julho de 2017 a junho de 2018.

Do total de mortes registradas, 31 (37,34%)tiveram a causa do óbito indeterminada (sem possibilidade de diagnóstico devido à ausência de coleta de amostras para análise), 25 (30,1%) foram descartadas por critério laboratorial (resultado negativo para febre amarela) e 27 (32,5%) permanecem em investigação.                  

Os municípios que registraram epizootias no período de monitoramento de julho 2017 a junho de 2018 estão dispostos na figura 2. Até o dia 14 de fevereiro de 2018, o estado de Santa Catarina não registrou nenhuma epizootia confirmada por FA.

Historicamente, a maior frequência de óbitos de PNH ocorre entre os meses de dezembro a maio (período sazonal), momento em que os serviços de vigilância devem estar mais sensíveis à suspeição de casos humanos e à ocorrência de epizootias. No entanto, é essencial que a população, diante do conhecimento de mortes de PNH, informe em até 24 horas as autoridades de saúde para que as coletas de amostras ocorram em tempo oportuno, visando a redução do número de epizootias indeterminadas.

>> Eventos Adversos Pós Vacinação

Evento adverso pós-vacinação (EAPV) é qualquer ocorrência médica indesejada após a vacinação e que, não necessariamente, possui uma relação causal com o uso de uma vacina ou outro imunobiológico (imunoglobulinas e soros heterólogos). Um EAPV pode ser qualquer evento indesejável ou não intencional, isto é, sintoma, doença ou um achado laboratorial anormal (CIOMS; WHO, 2012).

No período de 01 de janeiro a 14 de fevereiro de 2018, foram notificados 05 (cinco) casos suspeitos de evento adverso grave após a vacinação contra a febre amarela em Santa Catarina. Todos os casos notificados foram descartados.

>> Mais informações

Hotsite da DIVE/SC sobre Febre AmarelaHotsite da DIVE/SC sobre Febre Amarela

Página sobre febre amarela do Ministério da Saúde

Página da Anvisa sobre saúde do viajante

Informações adicionais:
Patrícia Pozzo e Cristina Schulze
Núcleo de Comunicação
Diretoria de Vigilância Epidemiológica
Secretaria de Estado da Saúde
(48) 3664-7406
(48) 3664-7440
www.dive.sc.gov.br

Para discutir as primeiras ações em 2018 contra o Aedes aegypti, ​uma videoconferência com representantes das secretarias estaduais de Saúde de todos os estados do Brasil foi realizada entre esta quarta e quinta-feira, dias 7 e 8, respectivamente. Por intermédio do Ministério da Saúde, em Brasília, o encontro abordou dados de visitas domiciliares, ações de prevenção no período de Carnaval e de parcerias com outros órgãos, como o Ministério do Turismo e do Meio Ambiente.   

Santa Catarina conta com ciclos de visitas, sendo seis por ano. As cidades mais críticas, que atualmente são 64 recebem uma atenção especial. De acordo João Augusto Fuck, da Gerência de Vigilância de Zoonoses e Entomologia da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), em relação ao período de Carnaval, o alerta contra o mosquito ocorrerá em conjunto com a prevenção das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Logo após este período, uma grande ação midiática será colocada em prática, reforçando os métodos de prevenção e conscientização para a não proliferação do inseto.

A intenção também é intensificar as ações das agentes de saúde comunitárias e junto às escolas, inserindo esta conscientização no plano pedagógico das instituições. Um grande aliado para esta inserção é o Programa Saúde na Escola (PSE), que surgiu como um indutor de políticas entre as áreas de saúde e educação, na perspectiva da prevenção, promoção, atenção e formação à saúde de crianças, adolescentes e jovens da educação básica pública.

De acordo com o analista técnico de Políticas Públicas e Sociais do Ministério da Saúde, Marcílio Ferrari, o programa pode ser inserido de forma voluntária nas instituições e está presente em 90% dos municípios brasileiros, atingindo quase 120 milhões de pessoas. O coordenador das doenças do Aedes aegypti (dengue, zica e chicungunha) do Ministério da Saúde, José Brás Padilha, ressalta também que ao longo do ano parcerias com o Ministério do Turismo em eventos, regiões e datas especificas serão intensificadas, bem como com o Ministério do Meio Ambiente, principamente na questão dos resíduos sólidos.

Entre os dias 31 de dezembro de 2017 e 3 de fevereiro de 2018, o Estado apresentou um crescimento no número de focos do inseto de 71,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. De acordo com a Dive, foram identificados 2.073 focos do mosquito em 91 municípios. Destes, 64 já são considerados infestados, o que representa um aumento de 20,7% em relação ao mesmo período de 2017, quando Santa Catarina registrou 53 municípios nessa condição. Além de profissionais da secretaria de Saúde e da Casa Civil, técnicos da secretaria de Articulação Nacional do Estado também participaram da videoconferência.

Informações adicionais para a imprensa
Douglas Saviato
Assessoria de Imprensa 
Secretaria Executiva de Articulação Nacional
E-mail: douglas@san.sc.gov.br
Fone: (61) 3101-0900 / 99304-0198
Site: www.san.sc.gov.br 


Fotos: Julio Cavalheiro / Secom

O governador Raimundo Colombo e o secretário da Saúde, Acélio Casagrande, inauguraram nesta quinta-feira, 8, em Joinville, a reforma e ampliação de 43 leitos de recuperação clínica e cirúrgica do Hospital Regional Hans Dieter Schmidt. Também foi autorizado o edital de licitação para 20 novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do centro hospitalar, sendo 10 para cardiologia e 10 gerais.

“É uma conquista importante da comunidade. Uma obra que avança em tecnologia, melhora a estrutura da saúde e os serviços se ampliam e se qualificam. Há necessidade de ampliar e modernizar porque a maior reivindicação da população é a melhoria da saúde. E nós temos que oferecer essa proteção para as pessoas”, disse o governador ao contextualizar os avanços na expectativa de vida dos catarinenses e na redução da mortalidade infantil.

Os novos quartos são mais amplos, possibilitam ventilação com luz natural e as camas têm capacidade para pacientes de até 260 quilos. Os banheiros também foram completamente reestruturados e tiveram tamanho ampliado para acesso de macas e cadeirantes. Dos novos leitos, 18 passam a ser utilizados na sexta-feira, 9, e o restante da ala entra em funcionamento depois de concluída a higienização.

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O investimento do Governo do Estado é de R$ 8,9 milhões somados aos 42 leitos entregues em outubro de 2015. Essa quantia também foi destinada à construção de salas de estar e áreas de estudo e reuniões, uma forma de humanizar a ala de recuperação. Além disso, todo o setor está climatizado, inclusive corredores e postos de enfermagem.

“Essas melhorias significam a humanização para aqueles que necessitam. É uma obra fundamental, pois a demanda de atendimentos é grande. E a população precisa de mais leitos. Vamos conseguir proporcionar para a população uma qualidade melhor na assistência à saúde. É um grande ganho”, salientou o secretário Casagrande.

Desde 2014, o HRHDS, referência em cardiologia, apresenta um crescimento gradativo do número de atendimentos. Em 2017, entre serviços de pronto socorro, ambulatoriais, internações e cirurgias, foram prestados 101.176 atendimentos.

A diretora da unidade de saúde, Tânia Eberhardt, destacou que as melhorias representam um grande avanço, oferece ainda mais eficiência e qualidade para a saúde de Joinville e todas as regiões que atende. “Aqui era uma ala antiga deste hospital, onde funcionava a pediatria e quando abriu o hospital infantil esses leitos ficaram fechados. Então, efetivamente o que estamos abrindo hoje são 43 novos leitos para atender a comunidade. E a nossa expectativa é de que o pronto socorro possa diminuir o número de pessoas internadas nele, bem como pacientes que hoje ficam um ou dois dias aguardando vagas no hospital.”

Também participaram da inauguração a secretária Regional Simone Schramm o prefeito de Joinville, Udo Döhler , deputados federais e estaduais, funcionários e comunidade.

Mais investimentos

O Hospital Regional Hans Dieter Schmidt é referência para o Ministério da Saúde em procedimentos cardíacos. Possui 20 leitos de UTI e com o edital de licitação terá sua capacidade dobrada – 10 novos leitos de cardiologia e 10 gerais. O projeto orçado em R$ 8,9 milhões atende a parte estrutural, elétrica, hidrossanitária, climatização, exaustão, renovação de ar e tratamento de gases medicinais.

O Governo do Estado conclui nos próximos meses a reforma e readequação da subestação de energia elétrica do hospital que inclui a construção de um novo prédio para receber toda a casa de máquinas. A entrega está prevista para o mês de março com investimento de R$ 2,5 milhões.

Além disso, cinco novas salas do centro cirúrgico estão na fase final, investimento de R$ 11,5 milhões. Neste mesmo valor está incluída a nova central de materiais esterilizados (CME), concluída e em funcionamento desde o ano passado.

Investimentos entregues

Sistemas de iluminação e condicionamento de ar e refrigeração mais eficientes, viabilizados em abril de 2015 pelo Programa de Eficiência Energética da Celesc Distribuição, num investimento de R$ 670 mil. O trabalho contemplou substituição de 2.798 lâmpadas, 1.546 luminárias, quatro refrigeradores e 114 condicionadores de ar.

Três focos cirúrgicos de uso móvel com LED, quatro eletrocardiógrafos de quatro canais e 60 carros auxiliares para banho e curativo. Novo ultrassom ecocardiógrafo, duas novas ambulâncias. Aquisição de 130 camas hospitalares para os novos leitos do hospital com capacidade para pacientes de até 260 quilos e contam com três regulagens.

O Governo do Estado investe aproximadamente R$ 21,8 milhões por mês no funcionamento manutenção dos três hospitais públicos em Joinville: o Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, a Maternidade Darcy Vargas e o Hospital Infantil Jeser Amarante Faria. Neste valor está incluído o custeio e pagamento de servidores.

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A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) da Secretaria de Estado da Saúde (SES) alerta para o número de focos do Aedes aegypti que, entre os dias 31 de dezembro de 2017 e 3 de fevereiro de 2018, apresentou um crescimento de 71,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Foram identificados 2.073 focos do mosquito em 91 municípios. Destes, 64 já são considerados infestados, o que representa um aumento de 20,7% em relação ao mesmo período de 2017, quando Santa Catarina registou 53 municípios nessa condição. A definição de infestação é realizada de acordo com a disseminação e manutenção dos focos.

>>> Mais informações no Boletim Epidemiológico

Diante do risco de epidemias das doenças transmitidas pelo mosquito – dengue, zika e chikungunya, especialmente durante o Verão, estão sendo intensificadas as ações de prevenção e controle do Aedes aegypti em todo o território catarinense. Destaque para as reuniões mensais da Sala Estadual de Situação, a supervisão e assessoria aos municípios e distribuição de material informativo para ações de educação em saúde.

“As condições climáticas contribuem para o aumento do número de focos no Verão. Combinações de chuvas e altas temperaturas propiciam a proliferação do mosquito”, observa João Augusto Fuck, da Gerência de Vigilância de Zoonoses e Entomologia da DIVE.”Entretanto, a prevenção é responsabilidade de todos, uma vez que locais com água parada são perfeitos para reprodução do mosquito”, complementa Fuck.

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