A Operação Bravo Zulu, deflagrada nesta sexta-feira, 16, pela Polícia Civil no Sul do Estado cumpriu 15 dos 16 mandados prisão expedidos pela Justiça. Outras três pessoas foram presas em flagrante por posse de armas. Uma pessoa está foragida. Também foram cumpridos outros 18 mandados de busca e apreensão e localizados R$ 18 mil em dinheiro. A Operação Bravo Zulu contou com 40 policiais federais, 30 policiais civis e 20 policiais militares a fim de reprimir o tráfico de drogas realizado por organização criminosa que atuava nas cidades de Imbituba, Garopaba, Tubarão e Palhoça.

De acordo com o delegado da Delegacia Regional de Laguna, Raphael Giordani, o sucesso da operação deve-se ao empenho das equipes e a integração das forças policiais. “O papel de cada uma das corporações foi potencializado. Gostaria de destacar a atuação da Polícia Civil e da Polícia Federal que capitanearam a investigação por meio dos inquéritos policiais e o apoio fundamental da Polícia Militar que nos subsidiou com informações da organização criminosa e a parceria com o Poder Judiciário”.


Imagem: Airton Fernandes / Secom

Era uma noite chuvosa de abril de 2013 quando o marido da artesã Maria Irma Padilha, 54 anos, desapareceu em São José. Faltou luz e ficou tudo escuro. A tempestade dificultava a conversa com a filha ao telefone, não se ouvia nada. “Foi desesperador, é uma coisa que não desejo para ninguém. A gente não consegue fazer nada, a vida vira de pernas pro ar. Só conseguia pensar naquilo”, relembra Irma com tristeza.

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No dia em que receberia seu salário, o operador de máquina Marcos Roberto Sanchez Salvetto, 39, não voltou pra casa. Ele sofre de esquizofrenia e, naquele dia específico, teve uma crise de esquecimento. Não se lembrava de onde estava, de sua identidade, de seu endereço. Perdeu-se pelas ruas de São José. Na manhã do dia seguinte, Irma registrou o boletim de ocorrência na delegacia de Polícia Civil e as buscas começaram. Para a sorte da família, Santa Catarina é referência nacional na localização de pessoas desaparecidas.

Desaparecido foi encontrado graças à divulgação de sua foto

Foram dois meses e 17 dias de uma ausência turbulenta. Irma ouviu fofocas terríveis sobre seu marido desaparecido e chegavam informações falsas com frequência. Foram várias as vezes em que ela foi ao Instituto Médico Legal (IML) reconhecer cadáveres sem nome. Até que um dia, finalmente, Marcos foi localizado na rua. Estava bastante machucado, sem o dinheiro do salário que tinha recebido. Uma pessoa reconheceu seu rosto pelas fotos de desaparecidos divulgadas pela Polícia Civil e pela Polícia Militar nos ambientes públicos, como terminais de ônibus e programas de TV.

O QUE FAZER EM CASO DE DESAPARECIMENTO

● Acionar familiares, amigos, vizinhos, escola
● Procurar uma delegacia da Polícia Civil para registrar o boletim de ocorrência e exigir a busca
● Acionar o Programa SOS Desaparecidos
● Levar foto atualizada de rosto, de frente, com descrição das vestimentas e o que aconteceu
● Importante: não existe período mínimo de espera para iniciar as buscas

Santa Catarina tem 100% de casos cadastrados

Tanto na sede da Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas (DPPD) quanto na do Programa SOS Desaparecidos da Polícia Militar, as paredes estão forradas de rostos de crianças, jovens, idosos. Por trás de cada rosto, uma história de mistério e profunda tristeza. A divulgação massiva das fotos dos desaparecidos em Santa Catarina é apenas uma das ferramentas que auxiliam na localização de pessoas.


Delegado da DPPD Wanderley Redondo 

Santa Catarina é o único Estado com 100% dos casos de desaparecimentos cadastrados no Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, o Infoseg, um banco de dados da Secretaria Nacional de Segurança Pública que reúne registros de órgãos públicos como Receita Federal, Ministério do Trabalho, Polícia Federal, Denatran, Conselho Nacional de Justiça, entre outros.

A atualização das informações no cadastro agiliza a localização de pessoas, mesmo que estejam fora de Santa Catarina, como explica o delegado Wanderley Redondo. O delegado é o titular da DPPD, unidade da Polícia Civil que é o órgão oficial do Estado para investigação e diligências em casos de desaparecimentos. As prioridades na investigação são para crianças, idosos e portadores de necessidades especiais.

DICAS DE PREVENÇÃO CRIANÇAS

● Dar atenção aos filhos
● Conversar e fortalecer o laço de amizade
● Não deixar crianças sozinhas
● Não aceitar coisas de qualquer um na rua
● Conscientizar a criança dos riscos que existem

“A Polícia Civil de Santa Catarina controla em tempo real o desaparecimento e o reaparecimento no Estado. Nossa equipe fica em contato permanente com as famílias que registraram o boletim de ocorrência para saber se a pessoa retornou ao lar ou não. A maioria não nos avisa quando o desaparecido é localizado”, afirma Redondo.

As delegacias catarinenses registram, em média, 8 a 10 boletins de ocorrência (BOs) de desaparecimentos por dia. Para manter o cadastro atualizado, a DPPD tem um gasto excessivo com telefone, tanto celular quanto fixo, para confirmar se cada uma dessas pessoas continua desaparecida. Geralmente, as famílias se esquecem de avisar quando a pessoa é localizada.

Um exemplo comum são os casos de turistas desaparecidos. A família faz o BO, a pessoa volta para casa e, depois, para a cidade de origem, mas o registro continua aberto em Santa Catarina.

ONDE BUSCAR AJUDA

SOS Desaparecidos
Telefone de plantão: (48) 99156-8264 (whatsapp)
Telefone da sede: (48) 3665-4715
PMSC: 190

Delegacia de Polícia da Pessoa Desaparecida (DPPD)
Telefone da sede: (48) 3665-5595
Disque-denúncia: 181

GAFAD - Grupo de Apoio aos Familiares de Desaparecidos
Telefones: (48) 3012-5542 / (48) 99845-4555

Santa Catarina tem amostras de DNA de familiares de desaparecidos

Um importante esforço da Polícia Civil catarinense é a organização de um banco de amostras de DNA de familiares de pessoas desaparecidas. De acordo com o delegado Redondo, Santa Catarina é o 4º Estado no país em volume de amostras, mas é o 1º se considerarmos proporcionalmente a população.

“Esse material vai para o sistema estadual e nacional. Caso um desaparecido catarinense seja localizado em qualquer ponto do país, poderá ser feita a checagem no sistema e a pessoa é identificada por meio do DNA”, valoriza o delegado.

A Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas foi criada em 2013 por decreto do Governador do Estado. Até então, não havia uma delegacia que cuidasse especificamente deste tipo de ocorrência. Com a inauguração, foi possível ter o controle da situação em Santa Catarina. Foram confirmados todos os casos de desaparecidos desde 2002, quando entrou em funcionamento o Sistema Integrado de Segurança Pública de SC.

O delegado Wanderley Redondo afirma que, na época, havia mais de 18,5 mil pessoas que constavam como desaparecidas. Num trabalho em conjunto com o Centro de Informática e Automação de Santa Catarina (Ciasc), foi feito um cruzamento de dados que corrigiu esses números e baixou para 6,5 mil casos. “Muitas vezes a pessoa estava desaparecida, mas tinha feito carteira de identidade, carteira de habilitação, então não estava desaparecida, de fato. A partir dali, começamos a analisar caso a caso, um trabalho que continua até hoje”, explica Redondo.

NÚMEROS OFICIAIS DE DESAPARECIDOS EM SC (março 2018)

Pessoas

Crianças

14

Adolescentes

354

Adultos

1.523

Total

1889

Polícia Militar de Santa Catarina é a única do país a ter um programa voltado aos desaparecidos

Santa Catarina tem a única polícia militar do país com uma coordenadoria e equipe exclusiva para localizar desaparecidos. Criado em 2012, o programa SOS Desaparecidos aproveita a capilaridade da Polícia Militar, presente em todos os municípios do Estado, para apoiar as famílias diante de um desaparecimento, tanto na busca imediata quanto na ampla divulgação, seja por redes sociais, pela mídia, em eventos ou por meio de entidades parceiras.


Tenente-coronel Marcus Roberto Claudino

A iniciativa da criação do programa foi do tenente-coronel Marcus Roberto Claudino. Em 2011, ele fez um trabalho acadêmico de pesquisa sobre o desaparecimento de pessoas em Santa Catarina. O material foi editado e se transformou no livro “Mortos Sem Sepultura - o Desaparecimento de Pessoas e seus Desdobramentos”.

Durante sua pesquisa, Claudino observou que os casos mais comuns de desaparecimentos, especialmente entre os adolescentes, são causados por fuga do lar, motivados por conflito familiar. “A família é a maior vítima, mas também a maior produtora de desaparecidos. Tem casos de maus tratos, abuso sexual, uso de drogas, pedofilia, violência, entre outros”, observa o coordenador.

DICAS DE PREVENÇÃO ADOLESCENTES

● Se há dificuldade no convívio familiar, procurar o conselho tutelar ou o ministério público
● Recomendar que adolescentes saiam em grupo
● Ficar atento aos amigos das crianças e adolescentes
● Acompanhar o que estão vendo na internet e em redes sociais

Além de crianças e adolescentes, exigem atenção os idosos e as pessoas com alguma doença mental, como Alzheimer ou esquizofrenia. Nesses casos, é recomendado usar uma pulseira de identificação com o nome, o endereço e o telefone de um responsável. “O amor é a pedra angular, mas para evitar desaparecimentos, a palavra mágica é atenção”, recomenda Claudino.

Outros casos apoiados pelo programa SOS Desaparecidos se refere a famílias que buscam seus familiares. São casos de adoção, em que a pessoa deseja buscar seus pais biológicos, ou crimes de tráfico de pessoas. Claudino lembra que, nos anos 1980 e 1990, houve muitos casos de tráfico de bebês, que eram levados para adoção ilegal principalmente para Israel, mas também França e Itália.

Governador Eduardo Pinho Moreira valoriza o trabalho dos entes públicos e da sociedade civil

O governador Eduardo Pinho Moreira reconhece a importância desse trabalho realizado pelo Governo e pela sociedade civil organizada. “Nós, agentes públicos, temos que ter responsabilidade em ajudar essas famílias a encontrar o seu desaparecido. Por isso, nossas autoridades civis, militares e a comunidade organizada formam um grupo que busca auxiliar as famílias a reencontrar seus entes queridos. É um trabalho todos devem acompanhar, pois a sua informação é valiosa”.

Ao lado da sede do programa SOS Desaparecidos, no Terminal Rodoviário Rita Maria, em Florianópolis, funciona o Grupo de Apoio aos Familiares de Desaparecidos de Santa Catarina (Gafad). O ponto é estratégico. Muitas pessoas consideradas desaparecidas estão em situação de rua e querem retornar para suas famílias. A rodoviária é a porta de entrada e de saída. O Gafad é presidido por Aldaleia Conceição, aposentada que começou a trabalhar como voluntária para ajudar uma vizinha, cujo filho está desaparecido há mais de 35 anos.


Aldaleia Conceição

Criado oficialmente em 2014 como organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), o Gafad oferece apoio familiar e prestaa orientações, oferecea atendimento psicológico, social e até jurídico, sempre por meio de uma rede de voluntários. O atendimento é presencial, pela internet  ou por telefone.

“Muitos que chegam até nós não têm ideia do que fazer, de quais são os seus direitos, de como pedir ajuda. A população precisa tomar conhecimento de que existe o desaparecimento de pessoas e o tráfico de pessoas. É preciso conhecer para poder prevenir”, relata Aldaleia.

Os casos de idosos que somem têm aumentando, segundo a percepção da presidente do Gafad. “O idoso começa a ter esquecimentos banais, a família não leva a sério, até que um dia ele vai na padaria e não se lembra de como voltar. Isso vale também para adultos com doenças mentais”, relata Aldaleia.

DICAS DE PREVENÇÃO IDOSOS e PESSOAS COM DOENÇAS MENTAIS

● Sempre andar acompanhado
● Usar uma fita com identificação

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Alícia Alão
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Foto: Tiago Mortiz / CBMSC

Anunciado em setembro do ano passado, o serviço de atendimento pré-hospitalar em Santa Catarina de forma integrada e única entre Bombeiros Militares e Samu vem passando por transformações significativas no Estado. Nesta sexta-feira, 16, uma avaliação do novo processo foi feita entre o secretário de Segurança Pública, Alceu de Oliveira, o comandante do Corpo de Bombeiros Militar, coronel João Valério Borges, o gerente do Serviço Médico de Urgência (Samu), coronel João Batista Cordeiro, e a superintendente de Serviços Especializados de Regulamentação da Secretaria da Saúde, Karin Geller.

A primeira grande mudança e que está em andamento foi a unificação das sedes físicas de atendimento. Das 23 sedes alugadas do Samu, apenas em quatro municípios ainda não foi feita a migração para uma sede única: São Miguel do Oeste, Itajaí, Canoinhas e Mafra. Destes municípios, três, em cerca de 30 ou 60 dias, farão a migração para os quartéis do Corpo de Bombeiros dessas cidades. Com exceção de Mafra, onde está sendo construído um novo quartel e as obras ainda vão levar mais tempo para ficarem prontas - estimativa é até o fim deste ano.

Criação de central única de regulação

Outra novidade é o lançamento de edital para contratação de empresa que fará a integração das centrais de regulação em uma única central. O edital será lançado até o próximo mês. A gestão do serviço de atendimento pré-hospitalar será feita integralmente pelo Estado. A empresa licitada fornecerá insumos e contratação de pessoal, além da integração técnica do sistema.

Com a completa integração dos serviços, a pessoa vai ligar para o Samu ou para o Corpo de Bombeiros e receberá uma viatura e uma equipe especializa que a atenderá de acordo com a necessidade apontada. “Nosso foco continua sendo a melhoria do serviço prestado para o cidadão mas essa integração é gradativa e não acontece de uma hora para outra. Há questões técnicas e legais que estamos vencendo e construindo gradativamente”, explica o coronel BM João Batista Cordeiro Junior, gerente do Samu no Estado.

Melhora na qualidade do atendimento 

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel BM João Valério Borges, também vê como benéfica a integração do serviço de atendimento pré-hospitalar. “Para nós bombeiros militares a criação de um serviço único também significa a especialização do serviço. Bombeiros e profissionais da saúde nas ruas já vêm há bastante tempo trabalhando em parceria no socorro das pessoas. Mas, passando a trabalhar de maneira integrada, a qualidade do atendimento tende a melhorar ainda mais”.

A superintendente da Secretaria da Saúde, Karin Geller, disse que o novo modelo de atendimento será exemplo para o Brasil. “De um lado tínhamos o serviço prestado por uma unidade de saúde, que é o Samu, regulado pelo Ministério da Saúde, de outro, tínhamos o atendimento prestado pelo Estado, por meio da Secretaria da Segurança Pública e do Corpo de Bombeiros. Agora, unindo os dois e suplantando cada fase da integração, teremos um serviço de mais qualidade para ambos”, disse.

Treinamento dos profissionais da SSP em reanimação cardiorrespiratória

Durante o encontro, a Secretaria de Estado da Saúde, por intermédio do Samu, repassou à Secretaria da Segurança Pública, três equipamentos de desfibrilação cardíaca. Empregados em situações de emergência cardíaca, que atualmente é a principal causa de mortes em adultos no mundo, os aparelhos serão distribuídos em cada torre do complexo da segurança pública para atender profissionais ou pessoas das imediações que sofrerem paradas cardíacas. Funcionários da SSP que se voluntariarem serão treinados pelo Samu para operarem os equipamentos.

O secretário da Segurança Pública, Alceu de Oliveira Pinto Junior, agradecendo a doação dos equipamentos e o treinamento oferecido aos funcionários da SSP, disse que o preparo dos servidores públicos em técnicas de reanimação cardiorrespiratória e para uso dos desfibriladores, será fundamental para salvar vidas.

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Krislei Oechsler
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Foto: Douglas Saviato / SAN

O projeto de integração das polícias no Brasil foi tema de audiência em Brasília, nesta quinta-feira, 15, entre todos os secretários da Segurança do país, convocados pelo ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann. Santa Catarina foi representada pelo secretário Alceu Oliveira Pinto. Esta é mais uma ação de Jungmann após assumir o recém-criado ministério que visa coordenar e promover a integração da segurança pública em todo o território nacional em cooperação com os Estados.

Com a ausência do ministro, que precisou viajar às pressas ao Rio de Janeiro por conta da morte da vereadora Marielle Franco, o encontro foi conduzido pelo secretário Nacional de Segurança Pública (Senasp), coronel Santos Cruz, que reforçou a necessidade da integração das atuações e dos dados de inteligência das policias civil, militar e da guarda municipal. Cruz salientou, ainda, a importância da padronização e do incremento da tecnologia, como em laboratórios e balística.


Fotos: Julio Cavalheiro / Secom

O Instituto Geral de Perícias de Santa Catarina (IGP) passa a contar com mais 62 auxiliares de perícia, que darão mais agilidade aos processos e, consequentemente, ao trabalho das polícias. A entrega dos diplomas aos novos servidores foi feita pelo governador Eduardo Pinho Moreira nesta quinta-feira, 15, no Teatro Pedro Ivo, em Florianópolis. Os profissionais serão distribuídos em todas as regiões do Estado. Moreira ainda empossou a nova diretoria do Instituto, que passa a ser comandada pelo diretor-geral do IGP, Giovani Eduardo Adriano.

“Esses novos auxiliares de perícia são fundamentais para que nós possamos ter mais facilidade na elucidação dos crimes. A Segurança Pública é uma prioridade da nossa administração, então é fundamental que as forças policiais tenham reforço nos trabalhos”, destacou o governador.

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Foto: Jaqueline Noceti / Secom

O secretário de Estado da Segurança Pública, Alceu de Oliveira Pinto Júnior, anunciou que o sistema de videomonitoramento das cerca de 2.168 mil câmaras instaladas deve ser ampliado para até 8 mil câmeras, com a integração de equipamentos particulares, como os de postos de gasolina e de empresas de segurança. O sistema deverá ser gerenciado por software capaz de identificar para o observador comportamentos não compatíveis com o local. As soluções tecnológicas, acrescentou, estão sendo avaliadas junto com o Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina (Ciasc) e a Associação Catarinense de Tecnologia (Acate). O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 14, na Comissão de Direitos Humanos na Assembleia. 

“Com medidas como esta, nosso objetivo é tornar Santa Catarina desinteressante para as organizações criminosas”, acrescentou.

Alceu de Oliveira ainda adiantou que, nos próximos dias, serão instaladas câmeras para reconhecimento de placas para identificar se o veículo é furtado, monitorado em investigação policial ou se está com débito no Detran. Em Joinville, haverá esse controle em 17 pontos de acesso à cidade. Em Florianópolis, na Ponte Pedro Ivo.

Outros programas de computadores em análise para emprego na segurança pública são aqueles capazes de fazer reconhecimento facial, que permitirão, inclusive, identificar o trajeto da pessoa selecionada nos últimos sete dias. 

O secretário também esteve reunido com o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, para tratar da integração das ações municipais com os diversos órgão da SSP. Esse mesmo procedimento será adotado em Joinville e Itajaí, consideradas áreas vermelhas, para depois ser levado a outras cidades.

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Vitor Louzado

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Foto: Jonathan Taves / SSP 

A Operação Norte Seguro da Polícia Civil chegou ao fim nesta quarta-feira, 14, com o cumprimento de 41 mandados de busca e apreensão e 55 mandados de prisão temporária. Além destes, há 17 foragidos, ficando os mandados em aberto, e há oito mandados de prisão sendo cumpridos no Paraná e em São Paulo, contra lideranças de uma facção criminosa. A Operação Norte Seguro envolveu cerca de 230 policiais civis catarinenses e ocorreu nos municípios de Florianópolis, Joinville e Navegantes.


Fotos: Julio Cavalheiro / Secom

A Operação Veraneio 2017/2018 chega ao fim em Santa Catarina com redução de roubos, furtos, latrocínio e aumento da quantidade de drogas apreendidas. Os números foram apresentados nesta terça-feira, 13, em cerimônia realizada no Centro Administrativo da Segurança Pública em Florianópolis. Desde o dia 18 de dezembro, a ação mobilizou 10.545 profissionais, entre policiais militares e civis, bombeiros militares e técnicos do IGP, sendo a maior operação integrada  dos órgãos da Segurança Pública. 

Comparada à operação passada, houve diminuição de 29,3% do número de roubos - que caiu de 1.931 para 1.365 - e de furtos, passando das 13.218 ocorrências para 9.841 (25,5%). Além disso, na temporada passada foram oito vítimas de latrocínio contra duas nesta operação. Já em relação a drogas  apreendidas (maconha, cocaína e outras), foram 11.825 quilos na temporada 2017/2018, 223,9% a mais do que em 2016/2017, quando foram apreendidos 3.651 quilos de drogas. 

O secretário da SSP, Alceu de Oliveira, destacou a excelência dos serviços prestados pelas Instituições da Segurança Pública de Segurança e elencou os investimentos e os esforços feitos na distribuição dos efetivos para o litoral catarinense.



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"Foi um excelente trabalho desenvolvido com redução de indicadores de criminalidade e um trabalho integrado das forças policias que apostaram na prevenção”, disse. A Operação Veraneio 2017/2018 abrangeu 61 municípios, sendo 29 balneários e 32 cidades com características turísticas como estâncias hidrominerais, fronteiras, entre outros.

Polícia Militar

Em sua fala, o sub-comandante da Polícia Militar, coronel Cláudio Klogin, representando o comandante-geral Carlos Alberto Araújo Gomes, destacou as 4.720 Operações Policiais Militares executadas e que resultaram na abordagem de 122.217 veículos e 60.214 pessoas em diversas operações.

Destacou também os  quadriciclos que potencializaram a ação dos policiais militares nas faixas de areia dos balneários turísticos, helicópteros e aeronaves, sistema de captura de imagens (placas de veículos e pessoas) e as bases comunitárias móveis. A Polícia Militar investiu recursos da ordem de R$ 10.055.192,00 nas três etapas da operação.

Corpo de Bombeiros Militar

O comandante-geral, coronel João Valério Borges, destacou a redução no número de afogamentos com mortes, de 27 na edição passada para 14 este ano, e as ações de prevenção aos banhistas, que saltaram de 3.187.163 para 4.135.968.

O comandante fez questão de ressaltar a importância de projetos como Golfinho, que cumpriu a meta atendendo 7 mil crianças que receberam informações sobre segurança marítima, acessibilidade que proporcionou a pessoa com deficiência tomar banho de mar com supervisão dos bombeiros.  Apesar da solenidade de encerramento, o serviço de guarda-vidas continua a ser oferecido nas praias mais movimentadas do Litoral Catarinense até o Semana Santa.

Polícia Civil

A Polícia Civil empregou um efetivo de 1.836 policiais em 36 cidades atendidas para coibir o aumento de criminalidade durante o período. 

O delegado-geral, Marcos Ghizoni Jr, apontou que, além do uso cada vez mais acentuado de tecnologias avançadas durante ações no Estado, houve uma melhora nítida do atendimento ao turista estrangeiro, inclusive com integração entre embaixada, consulado e Polícia Civil. "Com a incursão de um de nossos policiais no diálogo com o turista estrangeiro, e oferecendo tratamento diferenciado com um agente bilíngue, o discurso de sociedade e segurança ultrapassa o papel. É palpável", considera o delegado Ghizoni.

Instituto Geral de Perícias

O Instituto Geral de Perícias mobilizou um efetivo de 307 servidores, entre peritos e técnicos criminalísticos em oito Núcleos Regionais de Perícia no Estado. Na operação Veraneio foram expedidos mais de 2,6 mil laudos:

igp

Homenagens

Durante a cerimônia foram homenageados os policiais militares soldado PM Lincoln Vieira, João Henrique Dutra e Cristiani Scheitzer Pereira, que no atendimento de furto a um veículo no Bairro de Coqueiros. tiveram que pular no mar para prender um adolescente que havia furtado um veículo. Foram homenageados ainda o agente de Polícia Rodrigo Mario Firma Paz Forte, da Deic, pelo trabalho de acompanhamento e tradução nos registros de ocorrência feitos por turistas estrangeiros, e o 3° sargento BM Antônio Carlos Vieira Cataldo, cabo BM Wiilian dos Santos. Soldado BM Natasha de Oliveira Castro e soldado BM Daniel Ribeira Almeida receberam homenagem pelo resgate a um turista que estava se afogando na Praia Brava , em Balneário Camboriú.

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A cerimônia de encerramento da Operação Veraneio 2017/2018 será nesta terça-feira, 13, a partir das 14h, no Centro Administrativo da Segurança Pública, no Bairro Capoeiras, em Florianópolis. Desde o dia 18 de dezembro, a ação mobilizou 10.545 profissionais, entre policiais militares e civis, bombeiros militares e técnicos do IGP, com atuação no Litoral e no interior do Estado e abrangeu 61 municípios, sendo 29 balneários e 32 cidades com características turísticas como estâncias hidrominerais, fronteiras, entre outros. Durante a cerimônia profissionais serão homenageados. 

Entre os resultados positivos alcançados está o do Corpo de Bombeiros, que registrou queda de 32% no número de mortes por afogamento. Uma das novidades da Operação Veraneio 2018 foi a participação de policiais argentinos, resultado de uma parceria entre Santa Catarina e a Província de Missiones, na Argentina. A presença deles nas praias possibilitou um atendimento diferenciado aos turistas de língua espanhola e uma melhor interação com os policiais catarinenses.

O secretário Alceu de Oliveira Pinto Júnior ressalta que a Operação Veraneio é a maior operação integrada de segurança pública, com o envolvimento de equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Instituto Geral de Perícias (IGP) e Departamento de Trânsito (Detran).

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Pelo menos 84 pessoas foram presas pela Polícia Civil nesta sexta-feira, 9, durante a Operação Impunidade Zero, que começou no início da manhã em quatro Delegacias Regionais de Polícia. Na Delegacia Regional de Tubarão foram 35 presos; na de Balneário Camboriú foram 32 prisões, na de Brusque foram 13 prisões e na de Jaraguá foram 4 prisões.

Na 5ª DRP de Tubarão que abrange o município de Tubarão e região foram realizadas 29 prisões definitivas, isto é, decretadas por sentença após transcurso de ação penal, e seis prisões preventivas, decretadas durante a fase de investigação policial ou no curso da ação penal. Ainda, foram realizadas duas prisões decorrentes da inadimplência de pensão alimentícia e duas prisões em razão do descumprimento de condições referentes à suspensão condicional da pena.

De acordo com a Delegada Vivian Garcia Selig, em decorrência do cumprimento dos mandados de prisão, nove indivíduos foram conduzidos ao Presídio de Tubarão para cumprimento da pena em regime fechado, quatro foram conduzidos para cumprimento da pena em regime semiaberto (regime em que o preso passa a noite recluso e o dia em liberdade) e dois foram cientificados do cumprimento da pena em regime aberto. Além disso, 18 infratores já se encontravam detidos em razão da prática de outros delitos.

Sob a coordenação do delegado regional de Balneário Camboriú, David Tarcisio Queiroz de Souza, a Operação Impunidade Zero tirou de circulação naquela região pelo menos 32 pessoas que tinham alguma pendência com a Justiça. “Eram mandados de prisão sobre diversos crimes e contamos com a participação de 40 policiais civis na operação desta sexta-feira”, disse o delegado David Queiroz.

A Delegacia Regional de Brusque encerrou os trabalhos no final da tarde com o registro de 13 prisões. Conforme o delegado regional de Brusque, Fernando de Faveri, 12 policiais participaram da operação.

Em Jaraguá do Sul a Delegacia Regional encerrou a operação com quatro prisões, cumpriu três mandados de busca, duas pessoas foram detidas por uso de entorpecente e outros três adolescentes foram apreendidos. “Mobilizamos cerca de 22 policiais da DIC, DFR e DP de Guaramirim e obtivemos bons resultados”, disse o delegado regional de Jaraguá do Sul Adriano Spolaor.

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