Arte / Secom

O número de casos confirmados de Covid-19 em Santa Catarina chegou a 457 nesta terça-feira, 7. O aumento foi de 9,5% em relação ao último boletim apresentado pelo governador Carlos Moisés. Desde o começo da pandemia, já ocorreram 15 mortes no Estado por conta da doença. Quatro delas foram confirmadas nas últimas 24 horas: uma mulher de 58 anos moradora de Palhoça; um homem de 34 anos da cidade de Tubarão; uma mulher de 79 anos moradora de Criciúma e um homem de 101 anos de Florianópolis. Todos os quatro integravam os grupos de risco.

Atualmente, há 49 pessoas internadas em UTIs com a Covid-19, sendo 21 na rede pública e 28 na rede privada. Os casos confirmados da doença são de pessoas com residência em 61 municípios diferentes. Veja a lista:

Águas Mornas 1
Anita Garibaldi 1
Antônio Carlos 9
Araranguá 4
Balneário Arroio do Silva 1
Balneário Camboriú 16
Balneário Gaivota 1
Biguaçu 1
Blumenau 52
Botuvera 1
Braço do Norte 16
Brusque 10
Camboriú 8
Canelinha 1
Chapecó 6
Criciúma 29
Florianópolis 114
Gaspar 5
Governador Celso Ramos 2
Gravatal 5
Içara 1
Imbituba 6
Indaial 2
Irati 1
Itajaí 23
Itapema 3
Itapiranga 1
Jaguaruna 2
Jaraguá do Sul 6
Joaçaba 1
Joinville 26
Lages 4
Laguna 3
Mafra 1
Morro da Fumaça 1
Navegantes 4
Palhoça 3
Papanduva 2
Paulo Lopes 2
Pedras Grandes 1
Pescaria Brava 1
Pomerode 1
Porto Belo 4
Rancho Queimado 2
Sangão 1
Santa Rosa de Lima 1
São Domingos 1
São Francisco do Sul 2
São José 19
São Lourenço do Oeste 1
São Ludgero 3
São Pedro de Alcântara 1
Siderópolis 4
Sombrio 3
Santo Amaro da Imperatriz 1
Tijucas 2
Timbé do Sul 1
Timbó 1
Tubarão 19
Urussanga 2
Videira 1

Outros Estados 7
Outros Países 3

Por conta de um delay do sistema no momento que a tabela foi baixada da base de dados na segunda-feira, 6, o município de Siderópolis teve um caso duplicado e houve inconsistência nos casos de Brusque. No boletim desta terça-feira, os dados estão atualizados.

Pacientes com melhora no quadro

O governador também compartilhou uma boa notícia: há 68 pacientes em Santa Catarina que já saíram da UTI para os leitos de enfermaria após apresentar melhoras.

No Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí, um paciente que ficou mais de 20 dias na UTI, com duas comorbidades, foi curado da Covid-19 e já recebeu alta. "Precisamos parabenizar a equipe do Marieta pelo trabalho de excelência que foi feito por esse paciente e que resultou no êxito, com a a alta hospitalar e a cura de uma doença que preocupa tantos governos. Tenho certeza que, com o esforço dos nossos profissionais, vamos alcançar muitas vitórias como essa", afirmou o secretário de Estado da Saúde, Helton de Souza Zeferino.

Desde o início da pandemia, o Governo do Estado trabalha para ampliar em cerca de 85% o total de leitos de UTI disponíveis em hospitais públicos e filantrópicos de Santa Catarina. Até agora, esse acréscimo já é de 25% em relação aos cerca de 800 leitos existentes antes da emergência em saúde. Os hospitais filantrópicos ainda tiveram um reforço financeiro nos repasses mensais para enfrentamento à Covid-19.

Acompanhe as notícias sobre o novo coronavírus

As notícias sobre as medidas para conter a propagação do novo coronavírus em Santa Catarina e os boletins atualizados com a situação do Estado podem ser acessadas no site sc.gov.br ou www.coronavirus.sc.gov.br. As atualizações podem ser acompanhadas ainda pelo Youtube, Instagram e Facebook do Governo do Estado. 

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Foto: Julio Cavalheiro / Secom

Para auxiliar na repatriação de catarinenses que ficaram desamparados fora do Brasil, por conta das restrições de combate à pandemia da Covid-19 adotadas por diversos países, a Secretaria Executiva de Assuntos Internacionais (SAI) de Santa Catarina tomou uma série de medidas e trouxe de volta ao Estado 58 pessoas.

Além de implementar um plantão para atendimento e montar um grupo de trabalho para solução de casos de emergência, a SAI tem se articulado junto com o Ministério de Relações Exteriores, Ministério da Família e dos Direitos Humanos, embaixadas e consulados.

Desde meados de março, a Secretaria recebeu diferentes pedidos de ajuda de catarinenses que ficaram presos em outros países devido ao cancelamento de voos e fechamento de fronteiras terrestres. A maioria teve dificuldade de comunicação com companhias aéreas, devido à redução de atendimento de call centers, mudanças de regras na remarcação de passagens e um volume muito grande de pedidos de emergência.

“Toda a ajuda que a gente recebeu da SAI foi uma demonstração de atenção, que foi fundamental para a gente ser forte e ao mesmo tempo se manter perseverante. Vamos todos superar essa crise e todos ficaremos bem, felizes e saudáveis”, disse Raquel Rosso, moradora de Criciúma.

“Eu e meu marido estávamos desde o dia 19 de março retidos em Lisboa, com bastante dificuldade para entrar em contato com as companhias aéreas para marcar novo voo e tentar resolver nossa situação. Muitos voos cancelados e aeroporto fechado. Então a Secretaria de Assuntos Internacionais de SC entrou em contato com a gente. O apoio foi excepcional. Não mediram esforços para tentar nos ajudar. Agora estamos em casa, estamos bem e em quarentena”, relatou Karine Iris Rosa, moradora de Palhoça.

Como a SAI agiu nos diferentes casos:

França

Após receber avisos de cancelamento de voo, anulação de todas as reservas de hotéis e de ser impedida de sair na rua pelas autoridades locais, uma família de Concórdia entrou em contato no dia 23 de março com o plantão da SAI. No mesmo dia foram feitas as tratativas com o Itamaraty, com o Consulado em Paris, e com a companhia área que cancelou o voo. Após realocá-los em um novo voo, a família chegou ao Brasil no dia 31 de março.

Portugal

A partir do dia 20 de março, a SAI começou a receber pedidos de residentes de diferentes municípios como Biguaçu, São José, Palhoça, Camboriú, Braço do Norte e outras, que ficaram presos em Lisboa devido ao cancelamento de voos. Foram emitidos e tramitados ofícios no Ministério de Relações Exteriores endereçados ao Consulado em Lisboa, requisitando prioridade na repartição dos catarinenses. Apesar da falta de disponibilidade de voos, a SAI conseguiu novos bilhetes aéreos e encontrou abrigo temporário para o período de espera. O grupo voltou para Brasil do dia 30 de março.
Um outro caso de Portugal começou as tratativas no dia 20 de março, quando o plantão da SAI foi acionado por catarinenses de Barra Velha. Ainda no início de março eles embarcaram em um cruzeiro saído do Brasil para fazer a rota na Europa, mas tiveram todo o roteiro cancelado no meio da viagem. A operadora do cruzeiro queria obrigar os passageiros a descerem em Lisboa, mesmo sem terem reserva de hotel e sem passagens de retorno ao Brasil. A SAI entrou em contato com o Consulado de Lisboa quando o navio ainda estava na rota, pedindo uma intervenção com a operadora do cruzeiro para que ela adquirisse as passagens aéreas de volta ao Brasil e que se responsabilizasse de manter os catarinenses a bordo até a data de retorno, que ocorreu no dia 25 de março.

Equador

Um grupo de catarinenses de Timbó, Laguna e Florianópolis entrou em contato com o plantão da SAI, no dia 26 de março, informando que todos os voos comerciais de Quito estavam cancelados. A SAI manteve comunicação com Itamaraty e Consulado de Quito, para garantir que esses catarinenses fossem alocados no primeiro voo humanitário de repatriação. Todos foram alocados no voo charter do Governo Federal, que chegou no Brasil dia 30 de março.

África do Sul

A SAI foi acionada em 25 de março por um grupo de catarinenses, impedido de retornar de Johanesburgo. Para ajudar na repatriação, a equipe da SAI articulou as ações junto ao Ministério das Relações Exteriores e à Embaixada de Pretória. Todos já se encontram no Brasil.

Argentina e Chile

Um grupo de brasileiros, entre eles catarinenses, ficou preso na Argentina e no Chile, devido ao fechamento de fronteiras terrestres dos dois países. Para solucionar o caso, no dia 25 de março a equipe da SAI tramitou ofícios no Ministério das Relações Exteriores e articulou ações junto à Embaixada do Brasil em Buenos Aires para emitir documentos de salvo-conduto que permitem deslocamento do grupo até a divisa com o Brasil.
Mas devido a novas restrições de combate ao Coronavírus, o grupo foi orientado a retornar ao Brasil por via aérea ou percorrer uma distância suficiente para alcançar território brasileiro em um dia.
No dia seguinte, alguns membros retornaram ao Brasil por via terrestre, já outros foram impedidos de seguir e permaneceram entre Chile e Argentina. Para solucionar a situação, a equipe da SAI contou com apoio da Embaixada do Brasil em Buenos Aires, na comunicação e na emissão de documentos de salvo-conduto, que permitiram retorno desta outra parte do grupo.
No dia 27 de março, a SAI emitiu um novo ofício para o MRE, relatando que o grupo foi notificado pelo cônsul adjunto do Brasil no Chile, Ezequiel Chamorro Petersen, de que as autoridades do Chile não colocaram impedimento em relação ao trânsito do grupo pelo território do Chile e que o impedimento foi imposto pelas autoridades da Argentina. No terceiro ofício emitido pela SAI, no dia 2 de abril, foi relatado que Argentina havia declarado uma situação de emergência de por um período de um ano, que colocaria em risco a própria sobrevivência do grupo.
No momento, a equipe da Embaixada do Brasil na Argentina está trabalhando em cima de algumas soluções alternativas, desde a operação de comboio organizado, até uma operação de deslocamento do grupo para Santiago para seguir com embarque aéreo para o Brasil. A expectativa da SAI é que a solução final será apresentada já nos próximos dias.

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Jane Raupp trabalha desde 23 de março na sua máquina de costura Fotos: Divulgação / Epagri

Os 13 Centros de Treinamento da Epagri espalhados pelo Estado estão em uma ação conjunta para produção de máscaras que, num primeiro momento, serão usadas pelos funcionários da empresa no retorno aos trabalhos. A produção excedente será doada para hospitais, asilos e outras instituições que necessitem. Há também os trabalhos voluntários de vários funcionários na confecção de equipamentos de proteção, que cumprem assim suas cargas horárias de home office.

Ana Luiza Damaso Rocha, extensionista social e chefe do Centro de Treinamento da Epagri em Canoinhas, é a coordenadora da ação em todo o Estado. Ela conta que a articulação entre as unidades começou na quarta-feira, 1º de abril. 

Cada centro definiu a melhor logística para o próprio caso. A recomendação geral é de que as máscaras sejam produzidas nas casas do funcionários da Epagri que permanecem em home office. Em muitos casos, eles executam a tarefa com auxílio de seus familiares, que atuam como voluntários nessa ação conjunta.

>>>>Portaria do Governo do Estado autoriza a confecção e o uso de máscaras de tecido para a população

Para viabilizar a produção, os Centros de Treinamento distribuem os insumos (tecido, TNT, elásticos, etc) nas casas dos profissionais que estão na linha de produção. Ana Luiza também preparou molde e vídeo (veja abaixo) em que ensina o passo a passo da confecção das máscaras de TNT. No vídeo ela também chama atenção para cuidados de higiene dos costureiros, como passar álcool 70% na bancada, tesoura e até na máquina de costura.

Ana Luiza conta que cada unidade da Epagri está encontrando soluções para compra dos materiais necessários, já que o comércio está fechado. Em muitos casos, é feito contato direto com os proprietários das lojas para aquisição de tecido, linha e outros insumos.

Em Canoinhas, são 30 pessoas envolvidas na produção e cerca de 400 máscaras prontas até a segunda-feira,6.

Agronômica

O Centro de Treinamento da Epagri em Agronômica (Cetrag) foi o pioneiro nessa ação. A confecção de máscaras teve início já no dia 2 de abril. A ação é liderada pela chefe do Cetrag, Ivonete Weber, que conta com apoio de outras sete cozinheiras e camareiras da unidade para cortar e costurar as máscaras.

Até a segunda-feira, 6, a equipe havia produzido 660 máscaras de TNT. Elas já foram esterilizadas pela secretaria de saúde local, que ficou com algumas. As outras serão usadas pelos extensionistas da região e também pelos pesquisadores da Estação Experimental da Epagri em Ituporanga quando eles retornarem às atividades normais, que por enquanto estão sendo executadas em home office.

Florianópolis


Claudesia Teresinha Furlan coordena a ação do Centro de Treinamento da Capital

O Centro de Treinamento da Epagri em Florianópolis (Cetre) mobilizou extensionistas e profissionais da área administrativa, num total de 12 pessoas, que entre sexta, 3, e segunda-feira, 6, havia produzido 133 máscaras em algodão duplo, de vários formatos.

A gestora da unidade, Claudesia Teresinha Furlan, avisa que o grupo permanece aberto para receber outros colegas da Epagri que saibam costurar ou se disponham a cortar o tecido a partir de moldes.  Ela revela que a produção atende à demanda da Epagri na região, mas também já recebeu solicitação da segurança pública.

Itajaí

No Centro de Treinamento da Epagri em Itajaí (EEI) o diferencial foi a forma de aquisição do material, feita com dinheiro doado pelos funcionários da empresa. A unidade reuniu um grupo de 11 pessoas, que já produziu 65 máscaras em tecido, de uma meta de 500, a serem distribuídas para o funcionários da Epagri que atuam na região.

A ideia é distribuir quatro máscaras para cada funcionário da Epagri. Porém, para otimizar a distribuição, o grupo está consultando os colegas que já adquiriram e não vão precisar da doação. O objetivo é doar o excedente para familiares dos funcionários.

Joinville

No Centro de Treinamento da Epagri em Joinville (Cetreville) a meta é chegar ao dia 8 de abril com duas máscaras de tecido para cada funcionário da região. A unidade envolveu oito funcionários e a associação de epagrianos local na ação. O material necessário para produção já foi providenciado e o desafio agora é organizar a distribuição.

Funcionários da Epagri na região Norte do Estado também estão produzindo máscaras para a rede feminina de combate ao câncer. Além disso, foram confeccionadas 50 máscaras e seis amigos de berço para um abrigo de crianças local. O Cetreville também está participando da campanha "1 máscara por 1kg de alimento", que arrecada comida para os sem teto.

Voluntários pelo Estado


Em Ipira os trabalhos são com poucas voluntárias, para evitar aglomeração

Em várias partes do Estado, outros profissionais da Epagri direcionaram, por iniciativa própria e com anuência de seus superiores, sua atuação em home office para confecção de máscaras. É o caso dos extensionista rurais João Antônio Montibeller Furtado e Silva e Graziela Tavares, que atuam em Leoberto Legal e Alfredo Wagner, respectivamente. Eles estão produzindo máscaras 100% algodão, das quais 30 serão utilizadas por suas famílias, 10 irão para os colegas dos escritórios da Epagri e 60 serão distribuídas para pessoas em vulnerabilidade social e secretarias da saúde locais.

Em Turvo, a Jane Salvaro Raupp, que é auxiliar administrativa da Epagri, trabalha desde o dia 23 de março na sua máquina de costura para fazer máscaras a pedido da prefeitura local. Na terça-feira, 7, ela direcionou sua produção de máscaras de algodão para os colegas da Epagri e de TNT para agricultores.

No Meio Oeste, os municípios Alto Bela Vista, Ipira, Peritiba e Piratuba, que compõem o consórcio integrar, se reuniram para produzir equipamentos de proteção individual para os profissionais da saúde.  A extensionista social da Epagri em Ipira, Mari Lucia Lissa Dal Prá, é uma das coordenadoras da ação, que produziu até a segunda-feira 200 máscaras e 20 jalecos.

A ação acontece na unidade de costura que existe em Ipira e que atende a todo o território. Mari explica que as equipes são de, no máximo, seis pessoas costurando simultaneamente, para evitar aglomeração. Por isso, não estão sendo mobilizadas muitas pessoas. De toda forma, a auxiliar administrativa da Epagri em Alto Bela Vista, Marta Elisa Holdefer, foi uma das voluntárias que se juntou ao grupo para costurar saúde e solidariedade nesses tempos de pandemia.

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Dilmar Baretta e Luiz Coelho assumirão como reitor e vice-reitor da Udesc Foto: Divulgação 

O reitor e o vice-reitor eleitos para a Gestão 2020-2024 da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), Dilmar Baretta e Luiz Antonio Ferreira Coelho, tomarão posse nesta quarta-feira, 8, às 14h, em solenidade que será totalmente online devido às medidas de combate ao novo coronavírus. Os mandatos iniciarão no dia 12.

Todos os envolvidos com a cerimônia participarão das suas residências, e o evento terá transmissão ao vivo para as comunidades acadêmica e externa pelo site vc.udesc.br. A solenidade ocorreria inicialmente no Teatro Governador Pedro Ivo Campos, em Florianópolis, e chegou a ser remarcada para o Plenarinho da Reitoria. Para evitar qualquer tipo de aglomeração e garantir a segurança de todos, no entanto, a universidade buscou viabilizar a realização do evento sem encontros presenciais.

Os integrantes do Conselho Universitário (Consuni) também não serão reunidos em razão da impossibilidade de estarem nas salas de transmissão de videoconferência dos centros e da Reitoria.

Inovação

"É uma medida inovadora e totalmente alinhada às necessidades do momento atual, que foi possível graças ao apoio de todos os envolvidos", diz o secretário dos Conselhos Superiores da Udesc, Murilo de Souza Cargnin.

A Udesc suspendeu todas as atividades acadêmicas por 30 dias, a partir de 17 de março, e o expediente presencial, de acordo com a quarentena decretada pelo Governo do Estado.

Reitoria

Os professores Baretta e Coelho assumirão os cargos de reitor e de vice-reitor da universidade pelos próximos quatro anos, nos lugares do atual reitor, Marcus Tomasi, e do atual vice-reitor, Leandro Zvirtes.

A eleição para reitor e vice-reitor da Udesc ocorreu em outubro de 2019 e envolveu alunos, técnicos universitários e professores da instituição. A equipe de pró-reitores, coordenadores e secretários já foi anunciada pelos futuros gestores. Confira a relação.

Currículos

Dilmar Baretta é professor do Departamento de Zootecnia do Centro de Educação Superior do Oeste (CEO), em Chapecó. Foi diretor-geral do centro entre 2016 e 2019 e diretor de Pesquisa e Pós-Graduação de 2010 a 2016. Acesse o Currículo Lattes.

Luiz Antonio Ferreira Coelho é professor do Departamento de Matemática do Centro de Ciências Tecnológicas (CCT), em Joinville, onde foi diretor de Pesquisa e Pós-Graduação de 2004 a 2005 e de 2012 a 2016. Acesse o Currículo Lattes.

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Foto: Jader Nones / Cidasc 

Mesmo em meio a crise mundial causada pelo coronavírus, Santa Catarina amplia os embarques de carne suína. O estado é o maior exportador nacional do produto e acumula um faturamento de US$ 257,9 milhões no primeiro trimestre de 2020, um crescimento de 48,3% em relação ao mesmo período do ano ano anterior. 

“O agronegócio catarinense segue demonstrando a sua força e a importância para a economia do estado. Vivemos um período de muitas incertezas no mercado internacional e mesmo assim, Santa Catarina segue exportando e trazendo resultados positivos com os embarques de carne suína. Temos um agronegócio forte e competitivo, que vem ganhando cada vez mais espaço nos mercados mais exigentes do mundo”, destaca o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa.

Em março, Santa Catarina exportou 37,6 mil toneladas de carne suína, gerando receitas que passam de US$ 85,5 milhões, um aumento de 6% em relação ao mês anterior e de 37% em comparação com o mesmo período de 2019. 

Os principais mercados para carne suína catarinense são China, Hong Kong, Chile e Japão. Este último, considerado um dos países mais exigente do mundo, ampliou em 146,7% o volume adquirido no último mês.

China

Boa parte da carne suína exportada por Santa Catarina tem como destino abastecer o mercado chinês. Em março, o gigante asiático aumentou em 80% o volume adquirido, resultando em um faturamento de US$ 51,5 milhões - 117,5% a mais do que no mesmo período de 2019. 

“Com a gradativa normalização das atividades econômicas na China, após o término do pico da Covid-19 naquele país, a perspectiva é de que a demanda chinesa continue crescendo nos próximos meses. Tal cenário é de grande relevância para a suinocultura brasileira e catarinense, que tendem a sofrer com os efeitos do novo coronavírus sobre a demanda de carne, além da alta nos preços do milho”, explica o analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), Alexandre Giehl. 

Acumulado do ano

No primeiro trimestre de 2020, Santa Catarina exportou 111,2 mil toneladas de carne suína, gerando receitas de US$ 257,9 milhões. Os resultados representam um alta de, respectivamente, 17,5% e de 48,3%. 

Entre janeiro e março, os principais destinos para a carne suína catarinense foram China, Hong Kong e Chile.  Sendo que a China dobrou a quantidade adquirida e respondeu por 57,3% do faturamento catarinense. 

Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pela Epagri/Cepa.

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De acordo com dados da Gerência de Estatística e Análise Criminal (GEAC/DINI/SSP/SC), desde o início deste ano os crimes de  latrocínio e o feminicídio apresentaram queda em Santa Catarina. Entre 1º de janeiro e 6 de abril foram registrados 16 feminicídios contra 18 do mesmo período do ano passado, 11% a menos. Já os latrocínios reduziram 55% no período, de 9 registrados em 2019 para 4 em 2020. 

Desde a vigência do decreto 515, de 17 de março, a Polícia Civil colocou nas ruas 1.166 policiais e a Polícia Militar mais 1.300, somando 2.466 policiais nas ruas preparados para atender qualquer tipo de ocorrência, não somente relacionadas às medidas restritivas contra a Covid-19. Durante este período de isolamento, também houve queda no número de roubos e furtos no Estado, de 289 em 2019 para 100 (65% menos).⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Menos crimes de 1º/1 a 6/4

Feminicídio caiu de 18 para 16
Latrocínio caiu de 9 para 4 

Menos crimes na quarentena (de 16/3 a 22/3)

Roubos e furtos caíram de 289 para 100

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A Secretaria de Estado da Saúde já capacitou 4.925 profissionais para atuar no combate ao enfrentamento da pandemia da Covid-19 em Santa Catarina. Os cursos começaram a ser oferecidos no mês de março, especialmente de maneira virtual, e alcançaram profissionais que atuam em atendimentos diretos à população. Desse total, 2.850 foram capacitados para trabalhar nas portas das emergências hospitalares, 1.325 para atuar em UTIs e outros 750 em unidades de pronto atendimento. As recomendações aos profissionais seguem protocolos internacionais.

Segundo o governador Carlos Moisés, a estrutura do Governo está voltada para atender prioritariamente a área da Saúde desde o início da pandemia. Trabalhadores de diferentes áreas atuam de maneira conjunta no Centro Integrado de Gerenciamento de Risco e Desastres, na sede da Defesa Civil Estadual.

“Essa capacitação dos profissionais da saúde é fundamental tanto para que se efetue o tratamento correto dos pacientes da Covid-19 quanto para resguardar a integridade das equipes de atendimento. Eles são trabalhadores essenciais em um momento como esse. Os protocolos devem ser seguidos para garantir a saúde de todos”, afirmou o governador.

>>>Governo repassará R$ 276,2 milhões aos hospitais filantrópicos até o fim do ano

O secretário de Estado da Saúde, Helton de Souza Zeferino, conta que as capacitações seguem para que todos os trabalhadores da saúde estejam aptos a atuar no combate ao novo coronavírus. Para Zeferino, o estado de alerta precisa ser mantido diante da confirmação de novos casos todos os dias - e a colaboração da população é essencial.

“Estamos vivendo um período complicado, de turbulências em todo mundo. Os profissionais da saúde muitas vezes se colocam em risco para fornecer tratamento à população em geral. Pedimos a compreensão dos catarinenses desse momento. Quanto menos expostos estiverem, maiores as chances de nos recuperarmos mais brevemente. Ficar em casa ainda é a melhor solução para este momento”, diz Zeferino.

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Pela primeira vez via webconferência, o secretário de Estado da Fazenda (SEF), Paulo Eli, entregou o Balanço Geral 2019 ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), nesta segunda-feira, 6. A publicação, prevista em lei e desenvolvida anualmente pela Diretoria de Contabilidade e Informações Fiscais (DCIF) da SEF, apresenta a prestação de contas das ações realizadas no ano passado pelo Governo de Santa Catarina.

“O Balanço que entregamos hoje é elaborado com base nos relatórios, demonstrativos contábeis e todas as informações econômicas de Santa Catarina referentes ao ano de 2019”, pontuou o secretário.

O documento passará por análise do conselheiro José Nei Ascari, relator da matéria, e demais membros do TCE. “Os gestores precisam de informações e as equipes têm trabalhado incansavelmente para manter as estruturas em ordem. O Governo de Santa Catarina cumpriu o prazo entregando o Balanço na data prevista, mesmo com os percalços que estamos enfrentando neste momento”, afirmou o relator. Conforme previsto no artigo 59 da Constituição Estadual, o parecer prévio do Tribunal deverá ser emitido em até 60 dias.

No encontro virtual, o presidente do TCE, conselheiro Adircélio de Moraes Ferreira Júnior, falou do difícil momento em função da pandemia do novo coronavírus e sobre a importância da união dos Poderes neste período delicado. “Mesmo com o momento atípico pelo qual estamos passando, a análise dos números dentro do contexto é importante para termos um panorama geral dos investimentos realizados pelo Governo do Estado em 2019”, ressaltou o presidente.

>>> Acesse o Balanço Geral do Estado 2019

A publicação conta com quatro volumes. Segundo o contador-geral do Estado, Jefferson Fernando Grande, a publicação tem o objetivo de mostrar as finanças estaduais aos catarinenses de forma simples e didática, ampliando a transparência dos gastos públicos. “Trabalhamos os números de maneira cada vez mais acessível para que os cidadãos catarinenses possam acompanhar os dados contábeis e as contas do Governo. O Balanço é mais que apenas uma obrigação legal, é uma prestação de contas à sociedade, desenvolvida com muita transparência e responsabilidade”, explica.

Este ano, a procuradora-Geral de Contas, Cibelly Farias, será a responsável por emitir o parecer do Ministério Público de Contas de Santa Catarina (MPC) sobre as contas do Estado. A escolha do procurador responsável pela análise é feita por rodízio, conforme a Portaria MPC Nº 34/2018.

“Com as medidas de combate à pandemia do novo Coronavírus em Santa Catarina, o trabalho dos órgãos de controle aumentou, já que é preciso atenção redobrada aos contratos públicos. Mesmo assim, a análise do Balanço Geral do Estado referente a 2019 será realizada dentro do prazo e com o detalhamento necessário”, comenta a Procuradora-Geral de Contas.

Acompanharam ainda a reunião virtual a secretária adjunta da SEF, Michele Roncalio; os conselheiros Wilson Wan-Dall, Herneus de Nadal e César Fontes; o chefe da Casa Civil (SCC), Douglas Borba; o controlador-geral do Estado (CGE), professor Luiz Felipe Ferreira; diretores e servidores da SEF e TCE/SC.

Balanço Geral

O Balanço Geral do Estado é dividido em quatro volumes. O primeiro é Relatório Contábil Propósito Geral que traz a execução do orçamento, com ações e os resultados nas áreas administrativa e social. Apresenta também os principais indicadores econômicos e informações sobre a gestão orçamentária e financeira, com enfoque na arrecadação, nos investimentos e no cumprimento dos limites constitucionais e legais de gastos com saúde, educação, pessoal, além dos demonstrativos contábeis, que reúnem informações inerentes à situação patrimonial e financeira de Santa Catarina.

No volume 2, encontram-se os anexos exigidos pelas normas legais e o Relatório da Diretoria de Captação de Recursos e da Dívida Pública. No volume 3, o Relatório de Atividades do Poder Executivo apresenta os resultados das ações governamentais, que permite o acompanhamento físico e financeiro dos programas de governo. O volume 4 apresenta o Relatório do Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo.

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Foto: Mauricio Vieira / Secom

O Governo de Santa Catarina recomenda o uso de máscaras de tecido por parte de todos os catarinenses que precisam sair de casa, de modo a diminuir a possibilidade de propagação do coronavírus. A portaria que autoriza a utilização e a fabricação, além de detalhar as instruções para o manuseio, foi publicada no Diário Oficial do Estado na noite desta segunda-feira, 6, e pode ser acessada aqui.

"É importante utilizar, e também uma questão de respeito às outras pessoas. A máscara é uma barreira que ajuda a evitar a proliferação do vírus", afirmou o governador Carlos Moisés, em entrevista coletiva online. Ele lembrou que o isolamento ainda é a principal medida para evitar o contágio. "As próximas semanas são as que vão apresentar um impacto mais relevante. O isolamento social vem para que a curva não seja tão aguda e nos dê tempo para adquirir os insumos que o mundo inteiro está adquirindo", lembrou.

>>>Tire suas dúvidas sobre as medidas restritivas e as ações de combate e prevenção à Covid-19

O decreto que trata das medidas restrititvas ainda está em vigor. O comércio permanece fechado em Santa Catarina e o transporte coletivo segue suspenso.

Regras para a confecção das máscaras

Conforme a portaria, as máscaras podem ser confeccionadas de tecido não tecido (TNT) preferencialmente em camada tripla, ou tecido de algodão, com mais de uma camada de tecido. Elas são de uso pessoal e não podem ser compartilhadas.

O documento trata apenas de máscaras usadas pela população em geral e não se aplica aos profissionais da saúde ou pacientes com Covid-19, que utilizam máscaras do tipo N95 e cirúrgicas, respectivamente.

Confira quais devem ser os cuidados com as máscaras:

  • Deve-se colocá-la com a mão previamente higienizada de modo a cobrir a boca e o nariz, de modo que a mesma fique bem ajustada a face;
  • Após a colocação da máscara deve ser evitado o contato com a face como um todo;
  • Caso precise ajustá-la durante o uso, faça-o pelas laterais e com a mão higienizada;
  • Para retirar higienize as mãos previamente e não toque na parte da frente da máscara. Retire-a pelas laterais de forma a evitar qualquer contato da face e mãos com a parte externa da máscara com o rosto;
  • Caso não seja possível proceder com a desinfecção imediata da mesma, colocar em um saco plástico ou de papel, bem fechado, e só abrir quando puder proceder com a desinfecção;
  • Não deixar a máscara sobre mesas ou balcões, pois isso facilita a contaminação do ambiente;
  • A máscara deverá ser submersa em uma solução de um litro de água para cada 50 ml de água sanitária por 15 minutos, após fazer o enxágue em água limpa, colocando a mesma em seguida para secar;
  • A máscara doméstica deve ser utilizada por um período inferior a duas horas, caso fique úmida a mesma deve ser substituída.


Acompanhe as notícias sobre o novo coronavírus

 

As notícias sobre as medidas para conter a propagação do novo coronavírus em Santa Catarina e os boletins atualizados com a situação do Estado podem ser acessadas no site sc.gov.br ou www.coronavirus.sc.gov.br. As atualizações podem ser acompanhadas ainda pelo Youtube, Instagram e Facebook do Governo do Estado.

Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
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Fotos: Mauricio Vieira / Secom

A Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina estabeleceu um sistema de trabalho para que professores e alunos da rede estadual de ensino possam realizar atividades não presenciais durante a suspensão das aulas nas escolas para prevenir o contágio pelo novo coronavírus. As ações coordenadas compõem uma plataforma com diferentes canais de comunicação, ferramentas pedagógicas e procedimentos para alcançar, com a maior abrangência possível, o universo dos 540 mil alunos de escolas estaduais.

A sistematização das atividades visa atender à resolução CEE 009, do Conselho Estadual de Educação, que dispõe sobre o regime especial de atividades escolares não presenciais no Sistema Estadual de Educação de Santa Catarina, para o cumprimento do calendário letivo do ano de 2020. A Secretaria apurou por meio de dados do Sistema de Gestão Escolar do Estado (Sisgesc) que 18% dos estudantes e 8% dos professores da rede não têm acesso à internet em casa.

O planejamento foi detalhado pelo governador Carlos Moisés e pelo secretário de Estado da Educação, Natalino Uggioni, em entrevista coletiva online nesta segunda-feira, 6. "Nosso plano prevê a retomada da educação dos catarinenses de forma segura. Estamos trabalhando todos os dias para preservar a saúde e as vidas, ao mesmo tempo em que preparamos o convívio seguro com a Covid-19", explicou o governador.

De acordo com o secretário, o planejamento leva em consideração a realidade de toda a comunidade escolar. Hoje, 42% dos alunos não têm computador em casa e 18% não têm acesso à internet. "Estabelecemos as atividades considerando tudo isso. Precisamos prover as condições para que todos possam desempenhar as atividades. É muito mais do que a EAD como tradicionalmente conhecemos", resumiu Uggioni.

Os alunos que têm acesso à internet receberão o material e farão as atividades de forma online. Os demais poderão retirar apostilas na escola ou receber em casa. Nesse caso, a retirada poderá ser feita pelos pais. As atividades feitas pelos alunos também serão entregues nas escolas e encaminhadas aos professores para acompanhamento. "O professor é protagonista do início ao fim, em uma estrutura básica para o ciclo de entrega de conteúdos, interação com o aluno e avaliação. Trabalhamos com a expectativa de atingir 75% a 80% dos nossos 540 mil estudantes. Em último caso, aqueles que não conseguirmos alcançar, as escolas estarão preparadas para receberem, com todas as regras de distanciamento e prevenção advindas da Secretaria de Estado da Saúde", disse o secretário da Educação.

Plataformas tecnológicas e entrega de materiais impressos

Os dados levaram a SED a duas soluções. A primeira, para alunos com acesso à internet, contempla o envio de atividades e as interações com a turma e o professor por meio da plataforma Google Sala de Aula (Classroom). Professores e alunos têm pelo menos mais três ferramentas de apoio para o acesso a conteúdos por etapa de ensino, que são o livro didático, a área de Recursos Digitais de Aprendizagem do site da SED e o SED Digital, um banco gratuito de cursos a distância, com conteúdos de acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Há manuais específicos tanto para os alunos quanto para os professores acessarem suas contas e usarem a plataforma Google Sala de aula.

Para alunos sem acesso à internet, será realizada a entrega de material impresso, com a complementação de disparos de mensagens em SMS e um número 0800 para dúvidas sobre a busca de conteúdos impressos por região. O 0800 está em implementação e o número será divulgado nos próximos dias.

Modalidade digital inclui formação docente e ferramentas Google

Para a modalidade digital, nas últimas duas semanas de recesso escolar antecipado, foram criadas contas Google para todos os alunos da rede estadual e para cada professor, incluindo suas diferentes disciplinas. O processo irá culminar, nos próximos dias, com a enturmação online, que é a organização no ambiente virtual das turmas que já existem na escola, promovendo o encontro entre os alunos e seus professores na plataforma digital.

Nesta modalidade, os professores irão adequar ou criar seus planos de aula para realizar atividades não presenciais, que podem ser em formato de vídeos, videoconferências, formulários de questões, documentos de texto, chats, entre outras iniciativas, de acordo com as adaptações que os docentes escolherem para seus planos de ensino. O uso de grupos de whatsapp, blogs, mídias sociais, aplicativos e outros recursos também pode fazer parte das atividades para melhorar a interação com os alunos. Avaliações e informes de conteúdo têm as aplicações Professor Online e Estudante Online como base.

Formação on-line de 40 horas com certificado

Os professores realizam, a partir de suas casas, a formação docente online de 40 horas ministrada por especialistas SED e Google, com certificação. Para os professores sem acesso à internet, a escola deverá disponibilizar um espaço físico adequado, com computador e internet, e o respeito às normas estabelecidas pela Secretaria de Estado da Saúde. As datas disponíveis de formação para estes casos serão anunciadas às escolas pela área de Ensino das 36 Coordenadorias Regionais de Educação.

“É uma operação grande, complexa, mas que nos faz zelar pelo relacionamento já existente entre a escola, o professor, o aluno e seus pais ou responsáveis. Pretendemos implementar soluções de fácil acesso à comunidade, com a contribuição das coordenadorias regionais e das escolas para nos indicar alguns direcionamentos, de acordo com cada região”, explica a diretora de Ensino da SED, Zaida Jerônimo Rabello Petry.

Soluções incluem estudantes e professores sem internet

Alunos e professores sem conexão com a internet também estão inseridos na plataforma. No caso do professor, ele poderá marcar dias e horários com a frequência desejada para utilizar a estrutura da escola, como computador e internet, e realizar suas atividades de planejamento e transferência de materiais para a plataforma Google ou as demais escolhidas. A escola deve seguir os protocolos da Secretaria de Estado da Saúde, como evitar a aglomeração de pessoas e prover a adequada higienização dos ambientes e equipamentos durante a presença do professor.

Os alunos receberão apostilas semanais com as atividades preparadas pelo professor, distribuídas a aluno, pais ou responsáveis em datas e horas agendadas, com um prazo para a entrega na escola. A unidade disporá de computadores e fará a impressão das atividades. Adaptações podem ser determinadas em acordo entre escola e Coordenadoria Regional de Educação, como a busca ativa de alunos que não tiveram acesso às atividades e a forma de entrega de materiais impressos. A preparação dos materiais pelos professores será realizada ao longo desta semana, de 6 a 10 de abril.

Um reforço na comunicação sobre as atividades não presenciais será dado por meio de envios de mensagem SMS, com informes de entrega de materiais, além de um telefone 0800 disponível para o atendimento de dúvidas regionais sobre a logística de atuação da rede. Os casos excepcionais de alunos em que não for obtido o contato com a escola serão verificados em todas as regiões para a oferta de atividades periódicas dentro da unidade de ensino.

Para a gerente do Ensino Médio e Profissional da SED, Maria Teresa Hermes Cobra, o desafio é uma oportunidade para alunos e professores desenvolverem novas habilidades. “Sabemos que este período contribuirá para o desenvolvimento da comunidade escolar, a apropriação de conceitos, terminologias e dinâmicas digitais que fazem parte de conteúdos escolares necessários ao século 21. No retorno às atividades presenciais, diante dos desafios que possam se apresentar no processo, as escolas organizarão momentos para aprofundar os estudos mediados, desenvolvendo as aprendizagens essenciais previstas pela Base Nacional Comum Curricular."

Cronograma

19/3 a 17/4 - Suspensão das aulas de acordo com decreto estadual (509/525).
19/3 a 3/4 - Antecipação do recesso escolar para estudantes.
1º/ 4 - Comunicação com as coordenadorias regionais e gestores escolares.
2/4 a 17/4 - Comunicação com professores e início da formação em vídeos sobre atividades não presenciais.
6/4 - Início das chamadas aos alunos para participarem das atividades escolares não presenciais, por meio das coordenadorias regionais, escolas, sites oficiais do Governo do Estado e da SED.
6/4 a 17/4 – Adaptação dos alunos e professores ao sistema com a realização de atividades não presenciais e registro, para futura compensação como carga horária letiva dentro do Calendário Escolar (conforme Resolução do CEE nº 009).

Os papéis da comunidade escolar no processo

Alunos, pais, responsáveis
Devem se preparar para a chamada das escolas a partir do dia 06/04, para o início das atividades não presenciais, a partir de comunicados que serão emitidos por meio dos canais de comunicação da Secretaria de Estado da Educação (SED). Os alunos devem acessar os canais indicados (Google for Education, Estudante Online ou contatar o telefone 0800, quando disponibilizado) para instruções dos professores e acesso aos conteúdos de internet e impressos.

Professor
Tem papel fundamental, pois elabora planos de aula para realização das atividades não presenciais, com materiais de apoio ao estudante. Deve disponibilizar atividades semanalmente, via plataformas on-line sugeridas pela SED ou outras de seu uso, e enviá-las à escola para entrega impressa a alunos sem acesso à internet. Também será responsável por conectar-se com os alunos e realizar as avaliações das atividades propostas, notificando a escola sobre os alunos que não estão acessando os materiais disponibilizados.

Escola
Deve disponibilizar atendimento presencial para entrega/coleta dos materiais e identificar os professores sem acesso a computador e internet residenciais, provendo estrutura física para que participem das capacitações e elaborem semanalmente os planos de aula. Também é responsável por organizar com a coordenadoria regional o calendário de entrega de atividades impressas a alunos sem acesso à internet, distribuindo-as e coletando na semana seguinte para os professores. Por fim, deve identificar alunos que não estão respondendo a nenhum tipo de atividade, organizando alternativas para estes estudantes.

Coordenadoria Regional de Educação
É responsável por prover a orientação de gestores e a formação de professores oferecida pela SED com apoio do Núcleo de Tecnologias Educacionais, concentrar e comunicar as informações sobre a distribuição de materiais impressos para cada escola e realizar o atendimento de ligações do 0800.

Secretaria de Estado da Educação
É responsável pela criação do sistema de atividades não presenciais e por sua comunicação à comunidade escolar, por meio das Coordenadorias Regionais de Educação. É a provedora de ferramentas, formação e orientações gerais para os professores e alunos.

Informações adicionais para imprensa:
Sicilia Vechi
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Estado da Educação – SED
Fone: (48) 3664-0353 / (48) 3664-0353 / 99132-5252
E-mail: imprensa@sed.sc.gov.br
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